Toffoli só vai decidir se envia caso Master à 1ª instância quando investigações terminarem

30 de janeiro de 2026

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), admitiu a possibilidade de enviar a ação sobre o caso Master para a Primeira Instância, em nota emitida nesta quinta-feira (29). No texto, o ministro disse que fará essa avaliação ao término das investigações para que não haja risco de “nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”.O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), admitiu a possibilidade de enviar a ação sobre o caso Master para a Primeira Instância, em nota emitida nesta quinta-feira (29). No texto, o ministro disse que fará essa avaliação ao término das investigações para que não haja risco de “nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”.
 

Toffoli tem sido criticado por não declarar suspeição devido a familiares dele terem relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master e investigado na ação. No texto, o ministro ressaltou que o caso chegou ao STF por decisão favorável da Procuradoria-Geral da República e que ele foi escolhido relator por sorteio.

 

O ministro também destacou algumas das decisões que tomou na condução do inquérito, como a oitiva dos dirigentes do Banco Central e a acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa.


Por fim, o Toffoli também disse que o sigilo é necessário devido às investigações que ainda estão em andamento. “Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento”, disse o ministro.

 

Veja nota na íntegra


Gabinete esclarece principais andamentos do caso Master no STF


1. O Ministro Dias Toffoli foi escolhido, por sorteio, para ser o relator da operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal em 28 de novembro de 2025;

 

2. No dia 3 de dezembro de 2025, após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao Supremo Tribunal Federal, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações;


3. Da análise preliminar dos documentos, o Ministro relator verificou, em 15 de dezembro de 2025, a absoluta necessidade da realização de diligências urgentes, não só para o sucesso das investigações, mas também como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam, determinando, no prazo inicial de trinta dias, a oitiva dos principais investigados para esclarecer, em detalhes e com apresentação dos respectivos documentos, as denúncias em apuração;

 

4. Na mesma oportunidade, houve a determinação de oitiva dos dirigentes do Banco Central do Brasil sobre questões de sua atribuição envolvendo as atividades do Banco Master e de possíveis desdobramentos envolvendo outras instituições financeiras;


5. As oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos no caso e do diretor do Banco Central responsável pela fiscalização das instituições ocorreram no dia 30 de dezembro de 2025, inclusive com a acareação, que se mostrou necessária, entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa;


6. Após o exame do material contido nos autos e com parecer favorável do Procurador-Geral da República, foi julgada parcialmente procedente a reclamação, para reconhecer a competência da Suprema Corte a fim de supervisionar as investigações que envolvem a operação Compliance Zero, decisão contra a qual não foi apresentado recurso;


7. No curso do processo, todos os pedidos de reconhecimento de nulidades formulados pelas defesas dos investigados, inclusive por violação de prerrogativa de foro, foram rejeitados, assim como foi indeferido um pedido de composição amigável entre as partes apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro;


8. Aberto o inquérito policial correspondente, que corre em sigilo em razão de diligências ainda em andamento, foram ouvidos alguns investigados pela autoridade policial entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026. A autoridade policial pediu a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações por mais sessenta dias, o que foi deferido;


9. Paralelamente à operação Compliance Zero, outras operações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, dentre as quais, uma realizada na cidade do Rio de Janeiro, que foi prontamente devolvida à primeira instância, e outra efetivada em São Paulo por determinação da Suprema Corte, trazida ao Supremo Tribunal Federal por iniciativa direta da Procuradoria-Geral da República;


10. Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento;


11. Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.

Por Agência Brasil 24 de junho de 2026
Com o objetivo de ampliar a presença de mulheres em cargos na magistratura, promotoria e defensoria pública, as organizações da sociedade civil Justa,Themis e Fórum Justiça lançaram o programa Caminhos para Liderança de Mulheres na Justiça. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de junho. O programa convocará 30 candidatas, entre magistradas, promotoras e defensoras públicas que vão receber mentorias e participar de reuniões presenciais e vivências internacionais com ênfase em gestão e governança durante dez meses. Além disso, o projeto fomenta o desenvolvimento de uma rede de conexão entre as integrantes, visando ampliar a presença feminina em entidades do sistema de Justiça. O processo seletivo dará destaque à pluralidade étnico-racial e regional das inscritas. A iniciativa busca enfrentar obstáculos estruturais que sustentam a desigualdade de gênero e raça, ao promover a ascensão feminina em posições de gestão no sistema. Historicamente, as mulheres ocuparam pouquíssimos cargos no âmbito jurídico. No Supremo Tribunal Federal (STF), a presença feminina representou menos de 2% do total de ocupações na presidência, desde a criação da instância superior. Em 135 anos de STF, chegaram à presidência 170 homens e apenas três mulheres. A desigualdade também é visível em outras instâncias. Ao longo de 75 anos, o Ministério Público Federal teve apenas uma mulher em sua liderança. Atualmente, o comando de 75% dos tribunais estaduais (o equivalente a 20 de 27) permanece majoritariamente masculino. O processo seletivo exige currículo, carta de motivação, carta de referência e pagamento da taxa de inscrição no valor de R$100,00. O Comitê de Especialistas priorizará candidatas das cinco regiões do país, com atenção à diversidade étnico-racial e regional. As interessadas podem se inscrever até o fim do mês pelo site Mulheres na Justiça.
Por Gazeta Digital 24 de junho de 2026
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma investigação contra o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), para apurar possíveis irregularidades na liberação do Banco Master para operar na modalidade de cartões consignados com servidores públicos do Estado durante a sua gestão. A informação é da jornalista Malu Gaspar, de O Globo. A suspeita gira em torno do modelo de implantação do cartão de benefícios Credcesta, controlado pelo Banco Master. De acordo com os levantamentos, o processo envolveu a ampliação da margem consignável dos servidores e a garantia de uma espécie de monopólio sobre o serviço no âmbito estadual, o que teria comprometido parte significativa da folha de pagamento do funcionalismo público local. A reportagem cita o decreto de 5 de maio de 2023, que estabeleceu uma margem consignável exclusiva de 10% para cartões de benefícios para servidores e pensionistas. Três dias depois, no dia 8, o banco de Daniel Vorcaro solicitou o credenciamento para operar o programa. Após 24h, o procedimento foi aberto na instância estadual e, em 12 de maio, pouco mais de meia hora após o Master submeter um documento complementar, o governo deu parecer favorável e abriu caminho para o Credcesta operar no estado. A portaria oficializando o credenciamento do Master foi publicada no Diário Oficial em 1º de junho de 2023, com vigência até maio de 2028. Ainda segundo O Globo, a informação foi confirmada por fontes da investigação. A apuração, aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República, corre em sigilo no Tribunal. Mendes é o segundo aliado de Jair Bolsonaro a entrar na mira da Justiça por atos relacionados ao Credcesta à frente de um governo estadual. O outro é Cláudio Castro (PL-RJ), que também renunciou ao cargo em março passado para concorrer ao Senado, mas desistiu após ser alvo de duas operações da PF. As investigações ganharam novos desdobramentos ao cruzar agendas institucionais com movimentações financeiras de investigados. Conforme revelado originalmente pelo portal Metrópoles, o ex-governador de Mato Grosso cumpria agenda em Nova York, nos Estados Unidos, para um evento do Grupo LIDE, no mesmo período em que o credenciamento do banco avançava no governo estadual. Mensagens obtidas pela Polícia Federal apontam que, na véspera da liberação do Credcesta, o empresário e ex-banqueiro Vorcaro, ligado ao grupo financeiro, organizou um luxuoso jantar no restaurante Nusr-Et (do chef turco Salt Bae) na cidade americana. O portal Metrópoles destacou que o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que também é alvo de investigações sobre o mesmo modus operandi de consignados, relatou a aliados que jantou no local e que Mauro Mendes estava presente em uma mesa ao lado, acompanhado de sua comitiva. Na ocasião, a PF identificou um pagamento de US$ 13,3 mil (cerca de R$ 66,1 mil à época) no cartão de crédito do empresário. Em manifestações públicas após o caso vir à tona, Mauro Mendes negou veementemente qualquer irregularidade ou favorecimento ao Banco Master. O ex-governador afirmou que pagou as próprias despesas de viagem e que a sua presença no restaurante em Nova York tratou-se de uma mera coincidência. Mendes ressaltou ainda que ocupou uma mesa distinta da comitiva do Rio de Janeiro e que nunca conversou com representantes do banco, reforçando que os atos de sua gestão sempre prezaram pela eficiência administrativa. Questionado pelo O Globo sobre a investigação no STJ, Mauro Mendes negou irregularidades e afirmou que os atos de sua gestão “seguiram a legalidade e demais princípios da administração pública”. Em relação, o ex-governador afirmou que outras 24 instituições financeiras também foram credenciadas durante seu governo e que, no período, “ao menos dez estados já haviam implementado” a modalidade. “Portanto, o Master era apenas mais um e não foi o primeiro a ter o cadastro aprovado. O governo de Mato Grosso preza por eficiência”, declarou.
Por RepórterMT 24 de junho de 2026
O governado Otaviano Pivetta (Republicanos) sancionou a lei que cria o Cadastro Estadual de Estupradores em Mato Grosso. A medidia foi publicada no Diário Oficial do Estado hoje (24). A lei é de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL) e foi aprovada pela Assembleia Legislativa no mês de maio.  A medida estabelece que as informações de pessoas condenadas por estupro com sentença transitada em julgado serão publicadas no site da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Qualquer pessoa poderá acessar os dados. O cadastro deverá conter nome completo, CPF, data de nascimento, fotografia, características físicas, identificação datiloscópica, DNA e a tipificação penal do crime cometido. Os dados das vítimas serão mantidos em sigilo. A criação do cadastro visa prevenir crimes de estupro, permitindo que a população tenha acesso a informações que possam evitar novos casos de violência sexual no estado. Quando propôs a lei, o deputado Cattani lembrou o caso da chacina ocorrida em Sorriso, em 2023, quando mãe e filhas foram estupradas e mortas por um bandido que trabalhava em uma obra ao lado da casa delas e á tinha antecedente criminal por estupro em Lucas do Rio Verde, cidade vizinha, sem que os contratantes soubessem.
Por RepórterMT 23 de junho de 2026
O trágico acidente que paralisou a avenida da FEB na tarde de hoje (23), em Várzea Grande, envolveu quatro veículos e deixou um balanço total de cinco vítimas, sendo uma mulher morta e quatro pessoas feridas. Detalhes repassados pela Guarda Municipal explicam o efeito dominó que causou a tragédia em frente ao Fort Atacadista. De acordo com o guarda municipal Braga, o acidente quando um veículo Ford Ka reduziu a velocidade e parou na faixa de pedestres. O motorista de um Gol branco, que vinha logo atrás, não conseguiu frear a tempo e bateu violentamente contra a traseira do Ka, empurrando-o contra os demais veículos à frente. Com a força do impacto, o condutor do Gol perdeu completamente o controle da direção, invadiu o canteiro e subiu na calçada, atropelando o grupo de pedestres que realizava a travessia. O carro parou em cima de Alice da Silva Barros , de 62 anos, que morreu no local antes da chegada do socorro. Outra idosa, Paulina Neres de Barros , de 70 anos, ficou ferida. Casal em motocicleta foi atingido em efeito dominó Na sequência do engavetamento, uma motocicleta ocupada por um casal que passava pelo trecho também acabou atingida na colisão em cadeia. O piloto e a mulher que estava na garupa foram derrubados com o impacto e sofreram ferimentos. Ao todo, os quatro feridos foram resgatados pelas equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros. Todos foram encaminhados ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG).  No local do acidente, a Guarda Municipal submeteu os motoristas envolvidos ao teste do bafômetro, e o resultado deu negativo para o consumo de álcool em todos eles. O trânsito foi interrompido para o trabalho da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica).
Por RepórterMT 23 de junho de 2026
Um voo da Azul Linhas Aéreas que partiu do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, com destino a Viracopos (SP), precisou retornar à origem na madrugada de hoje (23) após a tripulação identificar uma anormalidade técnica durante o trajeto. A suspeita envolvia um possível aquecimento incomum ou princípio de incêndio na parte traseira da aeronave, o que levou ao acionamento do plano de emergência aeroportuária como medida preventiva.  De acordo com informações preliminares, o alerta foi detectado cerca de 20 minutos após a decolagem, levando os pilotos a adotarem os protocolos de segurança e a solicitar o retorno imediato ao aeroporto de origem. Segundo a Centro-Oeste Airports (COA), concessionária do Aeroporto Internacional de Cuiabá, o pouso ocorreu sem intercorrências, e equipes do Corpo de Bombeiros e da segurança operacional do aeroporto foram acionadas para acompanhar a chegada da aeronave e evitar qualquer eventualidade. Após o desembarque, os passageiros foram liberados normalmente, e o avião seguiu para inspeção técnica. Entre os ocupantes estava o médico nutrólogo Edyjan Addor, que gravou um vídeo relatando o episódio e afirmou que a gravidade da situação só foi percebida por parte dos passageiros ao observarem a movimentação das equipes de emergência na pista. A concessionária responsável pelo aeroporto informou que todos os protocolos de emergência foram acionados e que os passageiros devem procurar a companhia aérea para obter mais informações sobre a viagem.
Por Gazeta Digital 23 de junho de 2026
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), deve voltar cumprir agenda em Mato Grosso nas próximas semanas para liderar as discussões sobre uma proposta do governo federal voltada à renegociação das dívidas de médios e grandes produtores rurais. O governo trabalha na elaboração de uma medida que permitirá a renegociação dos débitos do setor produtivo. A proposta deverá ser implementada por meio de uma medida provisória do Executivo, com vigência imediata após sua publicação, abrindo caminho para que produtores possam refinanciar suas dívidas. A iniciativa será direcionada aos produtores rurais de médio e grande porte. A avaliação dentro do governo é de que programas anteriores já contemplaram pequenos agricultores, sendo necessário agora criar um mecanismo específico para os demais segmentos do agronegócio. A reportagem apurou ainda que Alckmin está pessoalmente à frente das discussões e pretende apresentar a proposta durante agenda em Cuiabá, que está em fase final de organização. O evento deverá reunir lideranças do agronegócio mato-grossense para debater os detalhes da medida, além de contar com outras agendas institucionais do vice-presidente na Capital. A expectativa é de que a visita ocorra antes do início oficial do período eleitoral. Já uma eventual agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso deverá ficar para o período de campanha. No início do mês, o governo federal anunciou inclusão de produtores rurais no Desenrola 2.0, por meio da MP (Medida Provisória) que reformula o programa. Os produtores terão até 20 de dezembro para aderir ao programa. A medida mira agricultores familiares, principalmente assentados da reforma agrária, e busca ampliar o alcance da renegociação de dívidas no campo. Conforme o Ministério da Fazenda, a expectativa é incluir mais de 800 mil produtores.
Por Gazeta Digital 23 de junho de 2026
Uma operação conjunta entre a Receita Federal, autoridades dos Estados Unidos e a Aduana Nacional da Bolívia identificou indícios de um esquema internacional que utilizava cargas de madeira para esconder cocaína em estado líquido. Em Mato Grosso, 4 caminhões carregados com aproximadamente 130 toneladas de madeira foram retidos em Cáceres, enquanto outros 4 veículos foram interceptados em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Batizada de Operação Timber Shield, a ação teve início após troca de informações de inteligência entre os 3 países e contou com apoio da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Bolívia. O monitoramento na faixa de fronteira ocorreu desde sexta-feira (19) e resultou na retenção dos 8 caminhões neste domingo (21). Segundo a Receita Federal, exames preliminares realizados pela perícia apontaram resultado positivo para cocaína. A suspeita é de que a droga tenha sido misturada à estrutura da madeira, método semelhante ao identificado recentemente em uma apreensão realizada no Chile. Ao todo, cerca de 260 toneladas de madeira estão sob fiscalização. Com base em casos anteriores envolvendo o mesmo tipo de ocultação, as autoridades estimam que entre 10% e 20% da carga possa ser composta por substância ilícita. Caso a hipótese seja confirmada, o volume poderá variar entre 20 e 50 toneladas de cocaína, configurando a maior apreensão da droga já registrada no Brasil. A Polícia Federal assumiu a custódia do material e conduz as análises técnicas que irão determinar a quantidade exata do entorpecente e identificar os responsáveis pelo esquema criminoso. Mato Grosso está entre os estados que mais apreendem cocaína no país. Em 2024, as forças de segurança retiraram de circulação 23,6 toneladas da droga, segundo o Mapa da Segurança Pública de 2025, ficando atrás apenas de São Paulo. Somando cocaína e maconha, o volume total apreendido no Estado chegou a 41,2 toneladas. Entenda o caso A Receita Federal informou que o esquema utilizava madeira para camuflar cocaína líquida, alterando a aparência da substância para dificultar a identificação em fiscalizações. Conforme informações repassadas pelos Estados Unidos, as apreensões feitas no Chile no início do mês e a operação realizada na fronteira entre Brasil e Bolívia têm relação entre si e apontam para uma mesma origem de produção em território boliviano.
Por Gazeta Digital 23 de junho de 2026
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recebeu uma denúncia de supostas irregularidades no processo licitatório de R$ 12,9 milhões para regularização fundiária urbana em Várzea Grande, por suposta fraude nos documentos de qualificação técnica apresentados no certame. O pedido de abertura de inquérito civil e procedimento investigatório criminal é para apurar possíveis práticas de fraude à licitação, falsidade ideológica e uso de documentos supostamente inidôneos, envolvendo a empresa Tecnomapas Ltda., única habilitada na disputa. A concorrência prevê a regularização de 8.043 lotes e unidades imobiliárias em 25 núcleos urbanos informais do município. O principal questionamento envolve os Atestados de Capacidade Técnica (ACTs) utilizados pela empresa para comprovar experiência na execução de serviços de regularização fundiária. Segundo a representação, todos os documentos foram emitidos pela Geração Consultoria e Assessoria Ltda. A denúncia aponta que o sócio-administrador da Geração, o engenheiro Benedito Carlos Arruda de Oliveira, também é o responsável técnico contratado pela própria Tecnomapas para a licitação. O documento ainda aponta que a situação comprometeria a independência dos atestados, já que o mesmo profissional figuraria simultaneamente como emissor e beneficiário dos documentos. Outro eixo da denúncia trata de suposta subcontratação integral de contratos públicos. De acordo com os documentos apresentados ao MPMT, os atestados indicam que a Tecnomapas teria executado serviços originalmente contratados pela Geração Consultoria em municípios mato-grossenses, apesar de cláusulas que proibiam subcontratação total ou parcial. A representação sustenta que a situação cria um impasse: ou a Tecnomapas não executou os serviços descritos nos atestados, hipótese que configuraria falsidade documental, ou os executou por meio de subcontratação vedada, o que tornaria os documentos inadequados para comprovar capacidade técnica em licitações. Os denunciantes também apontam inconsistências cronológicas. Em Jauru, por exemplo, as ARTs citadas nos atestados da empresa Geração registram serviços entre 2018 e 2019, enquanto os primeiros contratos identificados entre a empresa e o município teriam sido firmados apenas entre 2020 e 2021. Outro caso citado envolve Santa Rita do Trivelato. Segundo a denúncia, o único contrato localizado tinha como objeto a realização de treinamento sobre regularização fundiária, mas os atestados apresentados descrevem a execução completa de projetos de Reurb. A representação afirma ainda que fatos semelhantes envolvendo as mesmas empresas já são investigados em Nova Xavantina, onde foram instaurados Processo de Sindicância e Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) com base na Lei Anticorrupção. Paralelamente à denúncia no Ministério Público, a licitação também é analisada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), após uma representação sobre possíveis irregularidades no edital.
Por Redação 22 de junho de 2026
A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio da Comissão de Direito Empresarial, elaborou uma cartilha voltada à prevenção e ao enfrentamento de fraudes relacionadas à negociação e ao transporte de cargas no setor de grãos. Presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, parabeniza a comissão pelo exímio trabalho. "Uma ferramenta segura e eficaz, que a Ordem dos Advogados coloca gratuitamente à disposição da advocacia e da sociedade". De acordo com o presidente da Comissão de Direito Empresarial da OAB-MT, Gian Carlo Leão Preza, foi observado um aumento nas ocorrências de fraudes envolvendo a negociação e o transporte de cargas, o que motivou a iniciativa. "O material foi desenvolvido por um Grupo de Trabalho da Comissão de Direito Empresarial e reúne estudos, análises e orientações práticas para auxiliar empresas, transportadores e todos os integrantes da cadeia produtiva a prevenir riscos e atuar com mais segurança jurídica em suas atividades", explica Gian Carlo. Para elaborar a cartilha, a OAB-MT contou com o apoio técnico da Polícia Civil de Mato Grosso, especialmente do Delegado de Polícia Mário R. S. Santiago Jr., à época atuante na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), na Divisão de Combate aos Roubos e Furtos de Cargas, unidade especializada responsável pela investigação de delitos de alta complexidade e relevante repercussão social. Confira a cartilha aqui.
Por RepórterMT 22 de junho de 2026
O advogado André Brizola teve o carro atingido por pelo menos dois tiros em um atentado registrado na manhã de sábado (20), em Campo Novo dos Parecis (a 402 km de Cuiabá), em Mato Grosso. Ele trafegava por uma das principais avenidas da região central da cidade quando o veículo foi alvejado. Fotografias compartilhadas em grupos de mensagens mostram marcas dos disparos na lateral do Jeep Compass conduzido pelo advogado.  A motivação do crime ainda é investigada. Informações preliminares apontam que o caso pode estar relacionado a conflitos judiciais envolvendo um cliente de André Brizola e um empresário do setor de transportes. A equipe de reportagem conversou com o advogado André Brizola. Ele contou que vem sofrendo com ameaças há algum tempo, inclusive na tramitação de processos. “Sou uma pessoa honesta e prezo pelo meu serviço. Infelizmente estou sendo perseguido há meses, sofrendo ameaças e coação no curso dos processos. Agora uma tentativa de homicídio. São pessoas que devem a alguns clientes meus”. Brizola também disse que tem imagens que podem provar suas acusações. “Estou do lado da verdade. Tenho muitos vídeos e provas de ameaças perseguição. Vamos ver as atitudes do delegado” , concluiu. Em resposta ao , a Polícia Civil confirmou que investiga a motivação do crime. “A Polícia Civil informa que está apurando um caso de disparos de arma de fogo em Campo Novo do Parecis no último sábado (20). As investigações estão em fase inicial e mais informações não serão divulgadas para não atrapalhar o andamento dos trabalhos” , diz o comunicado. A reportagem também entrou em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), que afirmou não ter sido informada sobre o caso. “A OAB-MT não tem nenhuma informação sobre esse caso” , informou a entidade. Até o momento, ninguém foi preso.