Toffoli só vai decidir se envia caso Master à 1ª instância quando investigações terminarem

30 de janeiro de 2026

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), admitiu a possibilidade de enviar a ação sobre o caso Master para a Primeira Instância, em nota emitida nesta quinta-feira (29). No texto, o ministro disse que fará essa avaliação ao término das investigações para que não haja risco de “nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”.O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), admitiu a possibilidade de enviar a ação sobre o caso Master para a Primeira Instância, em nota emitida nesta quinta-feira (29). No texto, o ministro disse que fará essa avaliação ao término das investigações para que não haja risco de “nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”.
 

Toffoli tem sido criticado por não declarar suspeição devido a familiares dele terem relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master e investigado na ação. No texto, o ministro ressaltou que o caso chegou ao STF por decisão favorável da Procuradoria-Geral da República e que ele foi escolhido relator por sorteio.

 

O ministro também destacou algumas das decisões que tomou na condução do inquérito, como a oitiva dos dirigentes do Banco Central e a acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa.


Por fim, o Toffoli também disse que o sigilo é necessário devido às investigações que ainda estão em andamento. “Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento”, disse o ministro.

 

Veja nota na íntegra


Gabinete esclarece principais andamentos do caso Master no STF


1. O Ministro Dias Toffoli foi escolhido, por sorteio, para ser o relator da operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal em 28 de novembro de 2025;

 

2. No dia 3 de dezembro de 2025, após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao Supremo Tribunal Federal, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações;


3. Da análise preliminar dos documentos, o Ministro relator verificou, em 15 de dezembro de 2025, a absoluta necessidade da realização de diligências urgentes, não só para o sucesso das investigações, mas também como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam, determinando, no prazo inicial de trinta dias, a oitiva dos principais investigados para esclarecer, em detalhes e com apresentação dos respectivos documentos, as denúncias em apuração;

 

4. Na mesma oportunidade, houve a determinação de oitiva dos dirigentes do Banco Central do Brasil sobre questões de sua atribuição envolvendo as atividades do Banco Master e de possíveis desdobramentos envolvendo outras instituições financeiras;


5. As oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos no caso e do diretor do Banco Central responsável pela fiscalização das instituições ocorreram no dia 30 de dezembro de 2025, inclusive com a acareação, que se mostrou necessária, entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa;


6. Após o exame do material contido nos autos e com parecer favorável do Procurador-Geral da República, foi julgada parcialmente procedente a reclamação, para reconhecer a competência da Suprema Corte a fim de supervisionar as investigações que envolvem a operação Compliance Zero, decisão contra a qual não foi apresentado recurso;


7. No curso do processo, todos os pedidos de reconhecimento de nulidades formulados pelas defesas dos investigados, inclusive por violação de prerrogativa de foro, foram rejeitados, assim como foi indeferido um pedido de composição amigável entre as partes apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro;


8. Aberto o inquérito policial correspondente, que corre em sigilo em razão de diligências ainda em andamento, foram ouvidos alguns investigados pela autoridade policial entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026. A autoridade policial pediu a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações por mais sessenta dias, o que foi deferido;


9. Paralelamente à operação Compliance Zero, outras operações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, dentre as quais, uma realizada na cidade do Rio de Janeiro, que foi prontamente devolvida à primeira instância, e outra efetivada em São Paulo por determinação da Suprema Corte, trazida ao Supremo Tribunal Federal por iniciativa direta da Procuradoria-Geral da República;


10. Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento;


11. Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.

Por RepórterMT 12 de março de 2026
A condenação do Município de Várzea Grande por omissão na manutenção de vias públicas foi mantida pela Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). A decisão obriga a prefeitura a indenizar uma mulher que sofreu fratura exposta e sequelas permanentes após cair em um bueiro sem tampa e sem sinalização durante a noite. O julgamento unânime ratificou o pagamento de R$ 15 mil por danos morais, R$ 10 mil por danos estéticos e uma pensão mensal de 20% do salário mínimo até que a vítima complete 75 anos. Para o relator do caso, desembargador Jones Gattass Dias, a existência do bueiro aberto configura falha grave do poder público, a quem cabe a obrigação de zelar pela segurança dos espaços urbanos e prevenir acidentes previsíveis.  A perícia médica confirmou que as lesões deixaram limitações físicas definitivas na vítima, reduzindo sua capacidade de trabalho. Com a rejeição do recurso do município, a sentença de primeira instância deve ser executada imediatamente.
Por FatoCapital 12 de março de 2026
A escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já começa a produzir reflexos diretos na economia brasileira, especialmente no agronegócio. Para o advogado e analista Pérsio Landim, o principal impacto imediato ocorre no aumento do preço do petróleo no mercado internacional, que pressiona o diesel e eleva os custos logísticos do campo justamente no momento mais sensível do calendário agrícola. Segundo Landim, o agronegócio brasileiro “sente rapidamente qualquer oscilação no preço dos combustíveis”, pois o diesel é essencial tanto para o funcionamento das máquinas nas lavouras quanto para o transporte da produção até os portos. A alta ocorre em meio ao pico da colheita de grãos e ao plantio da segunda safra de milho, período em que o consumo de combustível aumenta significativamente. “O campo brasileiro acaba sendo impactado de forma indireta por conflitos internacionais. Quando o petróleo sobe, o diesel acompanha e toda a cadeia logística do agro fica mais cara”. Produtores e entidades do setor já relatam aumentos considerados injustificados no preço do combustível e nos fretes rodoviários. Nas fazendas, combustíveis e lubrificantes representam cerca de 5% do custo operacional na colheita da soja, percentual que pode subir rapidamente em momentos de instabilidade internacional. Em outras culturas, como a cana-de-açúcar, o peso é ainda maior, podendo chegar a 20% do custo de produção. Especialistas em logística agrícola também alertam para os reflexos no transporte. O pesquisador Fernando Bastiani, do grupo EsalqLog da Esalq/USP, afirma que, caso o petróleo tipo Brent permaneça próximo de US$ 100 por barril, o preço do diesel pode subir cerca de 20%, o que teria potencial para elevar os fretes agrícolas em aproximadamente 10%. Além da pressão no mercado doméstico, o conflito também afeta o transporte marítimo internacional. O tráfego comercial de petróleo pelo Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do abastecimento mundial — foi interrompido, elevando o custo global do frete e ampliando a instabilidade no comércio internacional de energia. Para Pérsio Landim, esses custos tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva. “O aumento do frete e da logística pode acabar chegando ao produtor rural, seja por custos maiores de transporte ou por redução nos preços pagos pelas commodities”, explica. O cenário se torna ainda mais desafiador porque o agronegócio brasileiro já enfrentava gargalos logísticos antes mesmo da tensão internacional. No terminal portuário de Miritituba, no Pará, caminhões carregados com soja chegaram a enfrentar filas superiores a 25 quilômetros para descarregar nos terminais de grãos, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O congestionamento costuma ocorrer no pico da colheita, entre fevereiro e abril, quando o fluxo de cargas aumenta significativamente. Neste ano, porém, a situação se agravou com a expectativa de uma safra recorde estimada em cerca de 180 milhões de toneladas. Para Landim, o momento exige atenção das autoridades e planejamento logístico. “O Brasil tem uma das maiores produções agrícolas do mundo, mas continua vulnerável a choques externos e problemas internos de infraestrutura. Quando esses fatores se somam, quem paga a conta é o produtor e toda a cadeia do agronegócio”, conclui.
Por Terra 12 de março de 2026
O efeito da alta recente do petróleo no mercado internacional, após a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, terá impacto em diferentes setores da economia brasileira e poderá chegar ao bolso do consumidor de forma escalonada por meio da alta dos combustíveis, da energia elétrica, do frete e, de forma indireta, dos alimentos. Esse é o alerta que entidades e especialistas vêm fazendo desde que o preço da commodity beirou os US$ 120, no início desta semana. Embora o Brasil seja exportador líquido de petróleo, os preços internos dos combustíveis são influenciados pelo mercado internacional. Assim, quando o barril registra forte valorização e persiste em alta globalmente, a tendência é que os valores praticados no país também sofram pressão, atingindo desde a produção no campo até o orçamento das famílias. Para especialistas, o petróleo funciona como um insumo transversal na economia, presente em diferentes etapas da produção. O economista João Matos, professor da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, explica que o impacto começa no agronegócio. “O petróleo é uma base muito importante para os insumos e fertilizantes usados na produção agrícola, por exemplo. Desde mover um trator até fazer a pulverização para evitar pragas e a adubagem no momento do plantio, quando se utilizam fertilizantes que são em grande parte derivados do petróleo”, afirma. Rodrigo Simões, professor de Finanças e Economia da Universidade Anhembi Morumbi, cita que o efeito da alta do petróleo para o consumidor ocorre de forma encadeada. “Quando o combustível fica mais caro, diversos setores acabam sendo afetados, como alimentos, medicamentos, transporte coletivo e passagens aéreas”. Pressão sobre indústria e agro No setor industrial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o petróleo mais caro tende a elevar custos de energia, fretes marítimos, seguros logísticos e insumos industriais, fatores que compõem a base de custos de grande parte da produção no país. “Às vezes, a gente não se dá conta disso, mas uma simples embalagem de plástico já utiliza petróleo. Além disso, ele é usado na movimentação das máquinas e em todo o processo fabril. O petróleo é a base de vários setores e talvez na indústria seja onde ele aparece de forma mais evidente”, explica João Matos. No agronegócio, os efeitos também são relevantes. O petróleo mais caro tende a pressionar também o custo do frete marítimo e da logística global, além de afetar diretamente os fertilizantes nitrogenados, cuja produção depende fortemente do gás natural. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), entre 60% e 80% da produção desses insumos depende diretamente do gás natural, o que faz com que aumentos no preço do combustível elevem o custo internacional da ureia e o preço de referência do produto no Brasil. Além disso, eventuais interrupções nas rotas comerciais podem provocar atrasos nas entregas e reduzir a oferta global de insumos. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que o frete pode representar até 30% do custo logístico em trajetos longos de escoamento de grãos. No setor de serviços, o impacto se concentra principalmente no transporte. “A alta do preço do petróleo impacta diretamente a economia interna principalmente por meio do aumento dos custos de transporte e logística. Esse efeito acaba se espalhando por diversos setores da economia”, afirma Simões. Alimentos também entram na conta Esse aumento de custos na cadeia produtiva tende a chegar gradualmente ao consumidor. Frete e fertilizantes mais caros elevam o custo de culturas como soja e milho, que são base da ração animal. Como consequência, produtos como carnes, ovos e leite tendem a registrar aumento de preços. Como a alimentação possui peso significativo no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), qualquer choque prolongado nesses custos tende a se refletir na inflação oficial. Segundo Matos, o fenômeno tende a gerar uma inflação de custos, quando os preços sobem porque produzir ficou mais caro. “Existem dois tipos de inflação: a de demanda, quando as pessoas têm mais dinheiro e compram mais, e a de custos, quando o aumento vem da produção. No caso do petróleo, estamos falando claramente de inflação de custos”, explica. Diante do cenário de incerteza, o economista Rodrigo Simões avalia que o desafio será evitar que o choque externo se transforme em pressão inflacionária prolongada. “Ainda não há previsão de encerramento desse conflito. Com isso, o mercado tende a começar a precificar um aumento da inflação e também uma possível demora na queda da taxa de juros”, conclui.
Por Gazeta Digital 12 de março de 2026
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que pretende apoiar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de cartórios em processos de regularização fundiária no estado. Segundo o parlamentar, um novo pedido de CPI sobre o tema deve ser apresentado na Assembleia pelo deputado Eduardo Botelho (União) e, caso isso ocorra, ele garantiu que irá assinar o requerimento. Russi argumenta que há milhares de títulos de propriedade aguardando conclusão em Mato Grosso, o que tem impedido que famílias recebam a documentação definitiva de seus imóveis. “Estamos com mais de 40 mil títulos de regularização fundiária para serem entregues em Mato Grosso, mas não estão sendo disponibilizados. Os cartórios não estão cumprindo sua obrigação, e a população clama pelo seu título definitivo”, declarou Russi. O presidente da Assembleia também afirmou que a demora já teria sido alvo de cobranças por parte do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que acompanha a situação. Para Russi, a investigação é necessária para identificar onde está o problema no processo de regularização fundiária e garantir que os títulos sejam entregues à população. “Entregar um título de propriedade para uma pessoa é quase como entregar uma casa, porque ela passa a ser definitivamente dona daquele imóvel”, afirmou. Outros pedidos de CPI Durante a entrevista, Russi também comentou que outros três requerimentos de CPI aguardam análise da Procuradoria da Assembleia. Apesar de o prazo regimental para avaliação ser de 48 horas, ele disse que não tem cobrado rapidez no encaminhamento. A Assembleia instalou uma CPI recentemente, destinada a investigar possíveis irregularidades em contratos, licitações e movimentações financeiras da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023. Segundo o parlamentar, neste momento, prefere acompanhar o andamento dessa investigação antes de decidir sobre novas comissões. “Não podemos abrir uma CPI com um objeto muito amplo ou sem clareza do alcance, sem que ela realmente entregue um resultado importante para a população”, afirmou. Russi acrescentou que os pedidos foram mantidos na Procuradoria para análise jurídica e que, se houver necessidade, a tramitação pode ser acelerada dentro da Assembleia.
Por Gazeta Digital 11 de março de 2026
Mato Grosso conta com vários processos seletivos abertos para o preenchimento de vagas em diferentes regiões do estado. As oportunidades contemplam todos os níveis de escolaridade e variam entre o âmbito público e privado, e em órgãos municipais e federais. Os salários podem chegar aos R$ 14 mil. Confira a lista de oportunidades CRQ-XVI - Conselho Regional de Química da 16ª Região Vagas: 3. Cargos: Analista Administrativo (1 vaga + CR), Fiscal (1 vaga + CR) e Assistente Administrativo (1 vaga + CR). Salário: R$ 2.100,00 a R$ 4.900,00 (mais benefícios). Inscrições: até 15/03/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 50,00 a R$ 60,00. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT) Vagas: 5. Cargos: Médico - Cirurgia Pediátrica (1 vaga) e Médico - Medicina Intensiva (4 vagas). Salário: R$ 11.464,58. Inscrições: até 16/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Água Boa Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Agente Comunitário de Saúde (UESF Cristalino), Agente Comunitário de Saúde (UESF Central), Agente Comunitário de Saúde (UESF Operário), Agente Comunitário de Saúde (UESF Primavera), Agente Comunitário de Saúde (UESF Universitário), Agente Comunitário de Saúde (UESF Vila Nova), Agente Comunitário de Saúde (UBS Santa Maria), Agente Comunitário de Saúde (UBS Serrinha), Agente Comunitário de Saúde (UBS Jaraguá), Agente Comunitário de Saúde (UESF Guarujá), Agente Comunitário de Saúde (UESF Roncador), Agente Comunitário de Saúde (UESF Universitário I), Agente Comunitário de Saúde (UESF Campo Industrial) e Agente de Combate às Endemias. Salário: R$ 3.242,00. Inscrições: 13 a 19/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Arenápolis Vagas: 23. Cargos: Auxiliar de Consultório Dentário (1 vaga), Auxiliar de Serviços Gerais (1 vaga), Operador de Máquinas Agrícolas (1 vaga), Braçal (9 vagas), Coveiro (1 vaga), Jardineiro (3 vagas), Motorista (2 vagas), Operador de Escavadeira Hidráulica (1 vaga), Operador de Máquina Motoniveladora (Patrol) (1 vaga), Operador de Pá Carregadeira (1 vaga), Operador de Retroescavadeira (Retinha) (1 vaga) e Pedreiro (1 vaga). Salário: R$ 1.817,60 a R$ 2.888,81. Inscrições: 13 a 22/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Cocalinho Vagas: 7. Cargos: Agente Comunitário de Saúde (4 vagas + CR) e Agente de Combate às Endemias (3 vagas + CR). Salário: R$ 2.824,00. Inscrições: 26/03 a 08/04/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 75,00. Prefeitura de Santa Carmen Vagas: 3. Cargos: Agente de Serviços Gerais (CR), Agente de Limpeza Pública (CR), Apoio Educacional e Serviços Gerais (CR), Motorista de Veículo de Transporte de Cargas e Passageiros (CR), Auxiliar de Sala 30h (CR), Auxiliar de Sala 40h (1 vaga), Farmacêutico (1 vaga) e Professor do Ensino Fundamental II - Matemática (1 vaga). Salário: R$ 1.621,00 e R$ 2.958,15. Inscrições: até 16/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Cuiabá Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Professor Substituto de Nutrição e Dietética. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: até 15/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Cuiabá Vagas: 1. Cargos: Professor Substituto - Morfologia/Embriologia e Biologia Celular. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: até 16/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Araguaia Vagas: 1. Cargos: Professor Substituto de Química Geral/Ensino de Química. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: 13 a 16/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Vagas: 53. Cargos: Professor de Educação Física/Dança - Campus Universitário do Araguaia (1 vaga), Professor de Ensino de Licenciatura em Matemática - Campus Universitário do Araguaia (2 vagas), Professor de Comunicação/Jornalismo e Editoração - Campus Universitário do Araguaia (1 vaga), Professor de Ciência da Computação/Hardware - Campus Universitário do Araguaia (1 vaga), Professor de Matemática/Departamento de Matemática - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Ensino/Departamento de Matemática - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Comunicação e Informação/Jornalismo e Editoração/Departamento de Comunicação (Curso de Jornalismo) - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Ciências Sociais Aplicadas/Departamento de Comunicação (Publicidade e Propaganda, e Cinema e Audiovisual) - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Filosofia/Departamento de Filosofia - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Psicologia/Psicologia Social/Departamento de Psicologia - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Letras/Departamento de Letras - Campus Cuiabá (2 vagas), Professor de Ciências Sociais Aplicadas/Ciências Contábeis - Campus Cuiabá (4 vagas), Professor de Ciência da Computação/Engenharia de Software/Instituto de Computação - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Ciência da Computação/Teoria da Computação/Instituto de Computação - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de História/Departamento de História - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Saúde Coletiva/Epidemiologia - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Enfermagem/Médico-Cirúrgica - Faculdade de Enfermagem - Campus Cuiabá (3 vagas), Professor de Medicina/Pediatria/Departamento de Pediatria - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Medicina/Cirurgia/Departamento de Clínica Cirúrgica - Campus Cuiabá (2 vagas), Professor de Engenharia Elétrica/Máquinas Elétricas e Dispositivos de Potência/Departamento de Engenharia Elétrica - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Medicina/Clínica Médica/Departamento de Clínica Médica - Campus Cuiabá (4 vagas), Professor de Medicina (1) - Campus Sinop (5 vagas), Professor de Medicina (2) - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Medicina/Clínica Médica - Campus Sinop (6 vagas), Professor de Medicina/Cirurgia - Campus Sinop (2 vagas), Professor de Medicina/Pediatria - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Enfermagem/Enfermagem Médico-Cirúrgica - Campus Sinop (2 vagas), Professor de Enfermagem/Enfermagem Médico-Cirúrgica/Medicina - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Medicina/Neurocirurgia - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Medicina/Doenças Infecciosas e Parasitárias - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Recursos Florestais e Engenharia Florestal/Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais/Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Recursos Florestais e Engenharia Florestal/Conservação de bacias hidrográficas/Engenharia Florestal - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Agronomia/Fisiologia de Plantas Cultivadas/Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Letras/Libras - Campus Sinop (1 vaga) e Professor de Ciência da Computação/Faculdade de Ciência e Tecnologia - Campus Várzea Grande (4 vagas). Salário: R$ 3.744,95 a R$ 14.288,85. Inscrições: 13 a 30/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Sinop Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Professor Substituto - Área de Anestesiologia Veterinária/Anatomia Animal. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: 16 a 18/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Sinop Vagas: 1. Cargos: Professor Substituto de Medicina. Salário: R$ 3.009,43 a R$ 5.831,21. Inscrições: 24 a 27/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita.
Por Gazeta Digital 11 de março de 2026
Diesel S10 chega a custar R$ 9,99 o litro em Mato Grosso. Este valor recorde, para pagamento à prazo, é registrado em algumas localidades no interior do estado e supera em 62,43% a média nacional de R$ 6,15 (l) e em 56,5% a média estadual de R$ 6,38 (l), além de se equiparar à cotação máxima em São Paulo (R$ 9,99/l), segundo informações de consumidores mato-grossenses e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em Cuiabá, o produto custa até R$ 7,49 (l), revela pesquisa diária de preços da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) por meio do sistema Nota MT. O valor máximo no estado demonstra que o produto é até 33,3% mais caro para os consumidores que estão mais distantes do principal centro consumidor. No caso do diesel comum (S-500) o preço no norte mato-grossense alcança R$ 9,89 (l), sendo 57,4% acima da média estadual de R$ 6,28 (l) registrada pela ANP, no último sábado (7). Na Capital, o mesmo produto também é repassado por até R$ 7,49 (l), indica a Sefaz. Morador de Nova Monte Verde, a 968 quilômetros ao norte de Cuiabá, o servidor público Amarildo Neves, 51, diz que o diesel encareceu recentemente. O S10 está 9,99 (l) e o comum (S-500) está 9,89 (l). Majoração que também foi percebida pelo secretário do Sindicato dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (Sindmat), Cláudio Rigatti. Houve aumento do diesel, mas por enquanto não temos problema para abastecer. Insegurança com relação ao comportamento dos preços e oferta do combustível fóssil preocupa os sojicultores. De acordo com o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) na região Norte, Ilson Luiz Redivo, o encarecimento do diesel eleva os custos de produção no campo. Segundo ele, a situação não é pior porque a colheita da soja foi concluída e o plantio do milho iniciado. Com isso, a demanda pelo derivado de petróleo reduz. Redivo lembra que a cotação do diesel, derivado do petróleo, também onera o frete de cargas, refletindo nos preços de todos os produtos para o consumidor final. Abastecimento Encarecimento do diesel tem relação direta com a alta nas cotações internacionais do petróleo, além de oscilações na oferta do produto. Conforme informou o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo) há possibilidade de aumentos sucessivos nas bombas, na atual conjuntura internacional de conflito no Oriente Médio com os Estados Unidos (EUA). Segundo o Sindipetróleo, não há uma média de repasse dos reajustes das distribuidoras para os postos, mas circulam informações de que algumas empresas enfrentam escassez de combustíveis. A Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (BrasilCom) esclarece que, até o momento, nenhuma das 40 associadas reportou falta de diesel ou gasolina no país, incluindo Mato Grosso.
Por FatoCapital 11 de março de 2026
A Raízen (RAIZ4), joint venture formada pela Cosan (CSAN3) e pela Shell, informou nesta quarta-feira (11) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo. A medida faz parte de um processo de reestruturação de suas dívidas financeiras, que somam aproximadamente R$ 65,1 bilhões. De acordo com fato relevante divulgado pela companhia, a recuperação extrajudicial foi estruturada de forma consensual entre o Grupo Raízen e seus principais credores financeiros. O objetivo é assegurar um ambiente jurídico estável e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das obrigações financeiras da empresa. Ainda segundo o comunicado, o plano já conta com a adesão expressa de credores signatários que representam mais de 47% do total das dívidas financeiras envolvidas na operação.  A companhia informou também que terá um prazo de 90 dias, a partir do processamento da recuperação extrajudicial, para alcançar o percentual mínimo necessário para a homologação do plano. Com isso, será possível garantir a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento que vierem a ser definidos no processo de reestruturação. A Raízen ressaltou ainda que o plano não abrange dívidas e obrigações com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros comerciais considerados essenciais para a continuidade das operações. Esses compromissos, segundo a empresa, permanecerão vigentes e continuarão sendo cumpridos normalmente conforme os contratos estabelecidos. Recuperação extrajudicial O advogado Pérsio Landim explicou ao FatoCapital que a recuperação extrajudicial é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite às empresas renegociar suas dívidas diretamente com os credores, sem a necessidade de um processo de recuperação judicial tradicional. Nesse modelo a empresa apresenta um plano de reestruturação previamente negociado com parte dos credores e o submete à homologação da Justiça. Uma vez aprovado e atingido o quórum exigido por lei, o plano passa a valer para todos os credores incluídos na negociação. “É um mecanismo mais rápido e menos oneroso do que a recuperação judicial, porque pressupõe que já existe um acordo prévio com parte relevante dos credores. A homologação judicial serve justamente para dar segurança jurídica e estender as condições negociadas aos demais credores da mesma classe”, explicou Landim.
Por RepórterMT 11 de março de 2026
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) emitiu uma nota oficial hoje (10) manifestando profunda preocupação com a disparada no preço do óleo diesel. A entidade levantou uma suspeita direta sobre a formação de preços no país, afirmando que, embora existam variações no mercado internacional (Petróleo Brent), alguns elos da cadeia parecem se antecipar aos ajustes reais para ampliar margens de lucro, potencializando a pressão sobre o consumidor. Para a associação, o momento é de vulnerabilidade extrema. O setor já enfrenta juros altos, endividamento histórico e margens de lucro apertadas. A chegada de um novo aumento no combustível, neste cenário, foi classificada pela entidade como uma “fagulha em um quarto cheio de explosivos”, com potencial para desestabilizar a produção e a logística nacional. A nota destaca que o diesel é um insumo estratégico que movimenta desde as máquinas no campo até o transporte rodoviário de produtos essenciais. Por isso, a Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) alerta que a conta do aumento chegará rapidamente à mesa da população, encarecendo não apenas os alimentos, mas também medicamentos e outros itens básicos, gerando um forte impacto inflacionário em toda a economia brasileira. Um dos pontos centrais da crítica é a "fragilidade estrutural" do Brasil. Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o país ainda depende da importação de diesel, o que o deixa exposto a conflitos geopolíticos globais. Como solução estratégica, a Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) defende o fortalecimento da política de biocombustíveis, sugerindo que o Brasil avance para a mistura de 20% de biodiesel ao diesel (B20), utilizando a soja nacional para garantir segurança energética. Socorro tributário Diante do choque de preços, a entidade cobra celeridade e sensibilidade dos governos. A Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) defende a adoção de medidas emergenciais, citando como exemplo o que foi feito em 2022, quando tributos federais foram zerados e alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) foram reduzidas pelos estados. A associação reforça que o Poder Executivo, tanto em nível federal quanto estadual, precisa agir para proteger a competitividade do agro e a estabilidade econômica da sociedade.
Por Gazeta Digital 11 de março de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Offline com o objetivo de desarticular uma facção criminosa investigada por envolvimento com o tráfico de drogas em Sinop e região.Ao todo, são cumpridas 40 ordens judiciais. Entre elas estão quatro mandados de prisão preventiva, 21 mandados de busca e apreensão e 15 determinações de quebra de sigilo telemático. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Sinop e são cumpridas em diversos endereços ligados aos investigados no município. As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop e apontam a existência de um grupo criminoso estruturado e com divisão de funções entre os integrantes, voltado à comercialização de entorpecentes. Investigações  A identificação do grupo ocorreu após a análise de materiais apreendidos em uma investigação anterior. Os conteúdos indicaram o envolvimento de diversos suspeitos que mantinham contato para tratar da venda de drogas, cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico e organização da distribuição dos entorpecentes. De acordo com o inquérito policial, os investigados utilizavam linguagem codificada para negociar drogas, organizar entregas e administrar as atividades ilícitas, o que demonstraria a atuação contínua de uma rede criminosa. Os elementos reunidos também apontam para mecanismos internos de controle dentro do grupo, incluindo cobranças de dívidas e possíveis represálias a devedores. Com base nos indícios levantados, a Polícia Civil representou à Justiça pelos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, com o objetivo de interromper as atividades criminosas e apreender drogas, armas, dinheiro, celulares, computadores e outros objetos que possam auxiliar no avanço das investigações. Segundo o delegado da Derf responsável pelo caso, Lucas Pereira Santos, a operação é um desdobramento de apurações anteriores que já haviam identificado a atuação de integrantes da mesma rede criminosa no tráfico de drogas na região. “Com as novas diligências, a expectativa é ampliar a identificação de participantes e aprofundar a análise da estrutura do grupo investigado. As investigações seguem em andamento e outras medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações”, afirmou o delegado. Nome da operação O nome “Offline”, termo em inglês que significa “desconectado”, faz referência à intenção de desarticular o grupo criminoso, interrompendo sua atuação no tráfico de drogas e em outros crimes na região.
Por Ascom 10 de março de 2026
De forma inovadora, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) poderá realizar uma audiência de conciliação em um processo que discute a desfiliação partidária do vereador Ronair de Jesus Nunes, eleito pelo União Brasil no município de Barra do Garças nas Eleições de 2024. A medida foi proposta pelo relator do processo, o juiz-membro Pérsio Oliveira Landim, que determinou a manifestação das partes sobre o interesse em uma possível audiência de conciliação, no dia 18 de março de 2026, às 10h, na sede do Tribunal. A iniciativa tem como objetivo estimular a autocomposição entre os envolvidos, buscando uma solução consensual para o conflito antes do julgamento definitivo. A proposta de conciliação representa uma abordagem inovadora no âmbito da Justiça Eleitoral, ao aplicar instrumentos previstos no Código de Processo Civil que incentivam métodos consensuais de resolução de conflitos. “A iniciativa se fundamenta, especialmente, nos dispositivos que determinam ao Judiciário promover, sempre que possível, soluções conciliadas entre as partes”, ressalta o juiz relator, Pérsio Landim. Entenda o caso O processo foi ajuizado pelo vereador, que ingressou com pedido de justificação de desfiliação partidária, com o objetivo de obter declaração judicial de justa causa para deixar o partido sem perder o mandato eletivo. Na ação, o parlamentar afirma que sempre manteve fidelidade às diretrizes da legenda, mas recebeu uma carta de anuência do diretório municipal autorizando sua saída. Segundo a argumentação apresentada, a Constituição Federal do Brasil, após alteração promovida pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021, passou a reconhecer expressamente a anuência do partido como hipótese de justa causa para desfiliação de parlamentares eleitos em cargos proporcionais. Assim, o vereador sustenta que a autorização concedida pela instância municipal da legenda seria suficiente para justificar a saída sem prejuízo do mandato, buscando apenas a confirmação judicial dessa condição. Divergência dentro do partido Em contestação, o diretório estadual do União Brasil pediu a improcedência da ação. A legenda argumenta que a carta de anuência apresentada não teria validade jurídica, uma vez que foi emitida apenas pelo diretório municipal, sem autorização da instância estadual, o que, segundo o partido, contraria o estatuto partidário. De acordo com a defesa, o entendimento consolidado pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que a anuência somente produz efeitos quando emitida pelo órgão partidário competente, motivo pelo qual a autorização municipal isolada não garantiria ao parlamentar a saída sem risco de perda do mandato. Nos autos também há manifestação do diretório municipal do partido confirmando que a comissão provisória local deliberou favoravelmente à desfiliação do vereador, restando pendente apenas posicionamento da direção estadual. O cenário evidencia, portanto, uma divergência interna dentro da própria estrutura partidária. Busca por solução consensual Diante da controvérsia, a proposta de audiência de conciliação busca criar um espaço institucional para diálogo entre as partes, conforme reforça o juiz relator do processo no TRE-MT. “A iniciativa pode permitir que o conflito seja resolvido por meio de entendimento entre o parlamentar e a legenda, evitando o prolongamento da disputa judicial”, frisa Pérsio Landim. Caso haja concordância das partes, a audiência será conduzida pelo próprio relator do processo no TRE-MT, com o objetivo de promover uma solução que respeite tanto a autonomia partidária quanto os direitos políticos do parlamentar. A medida também reforça a tendência do Judiciário de incentivar métodos consensuais para resolução de conflitos, tornando o processo mais célere e eficiente.