
A recuperação judicial tem se mostrado uma ferramenta crucial para diversos setores da economia brasileira, e no agronegócio, sua relevância é ainda mais destacada. O setor agropecuário, que ocupa uma posição central na economia nacional, enfrenta desafios constantes, como variações nos preços das commodities, questões climáticas imprevisíveis e flutuações de mercado, que muitas vezes podem levar empresas a dificuldades financeiras graves. Nesse contexto, a recuperação judicial surge como uma solução estratégica, oferecendo a oportunidade de reestruturação de dívidas e a preservação das operações produtivas. De acordo com Pérsio Landim, advogado especializado em agroadvocacia, a recuperação judicial se apresenta como um mecanismo fundamental para a manutenção das atividades no agro. Landim explica que, muitas vezes, as crises enfrentadas pelas empresas do setor agropecuário são momentâneas e causadas por fatores externos, como a volatilidade no mercado internacional, problemas climáticos ou variações nos preços das commodities. Nesse cenário, a recuperação judicial permite que as empresas consigam uma negociação mais favorável com os credores, reestruturando suas dívidas e evitando a falência, o que seria devastador para a continuidade das operações. Um dos principais benefícios da recuperação judicial no setor agropecuário, segundo o especialista, é a possibilidade de reestruturação da dívida de forma mais flexível e adaptada às necessidades específicas das empresas. Isso inclui a negociação de prazos mais longos para pagamento, a obtenção de descontos nas dívidas ou até a conversão de parte da dívida em participação acionária. "O agronegócio tem uma dinâmica própria. As empresas precisam de um tempo maior para se reerguerem, principalmente porque muitos fatores externos influenciam o setor, como o clima e a cotação das commodities", afirma Landim. Outro ponto importante é a preservação dos ativos produtivos, como terras, maquinários e estoques de grãos, que são vitais para a continuidade das atividades no agro. A recuperação judicial oferece uma forma de proteger esses ativos, evitando que a empresa perca seus principais recursos produtivos. Landim enfatiza que manter esses ativos é essencial não apenas para o empresário, mas também para a economia local e até nacional, uma vez que muitas dessas empresas geram milhares de empregos e são responsáveis por parte significativa da produção agrícola do país. Além disso, a recuperação judicial tem um impacto positivo na preservação de empregos no setor, um ponto crucial, pois o agronegócio é um dos maiores empregadores do Brasil. Segundo o especialista, a continuidade das atividades produtivas permite que os trabalhadores permaneçam em seus postos de trabalho, contribuindo para a estabilidade social e econômica das regiões onde essas empresas estão localizadas. Contudo, apesar dos benefícios, Pérsio Landim aponta que o processo de recuperação judicial no Brasil ainda enfrenta desafios, especialmente em relação à agilidade. “O agro exige uma resposta mais rápida, pois a produção não pode esperar. A celeridade no processo de recuperação é um fator essencial para que a empresa não perca o ritmo da produção e consiga se reerguer rapidamente”, comenta. Além disso, ele destaca que seria benéfico que o sistema jurídico se adaptasse ainda mais às particularidades do setor agropecuário, como questões relacionadas às safras e aos contratos de fornecimento, que funcionam de maneira diferente de outros setores da economia. A conscientização sobre a importância da recuperação judicial tem crescido no setor agropecuário, embora ainda exista uma certa resistência por parte de alguns empresários, que muitas vezes preferem adiar a decisão até que a situação se torne irreversível. Para Landim, a educação sobre o processo e seus benefícios é fundamental. Ele acredita que, com um maior entendimento sobre como a recuperação judicial pode evitar a falência e permitir a reestruturação da empresa, mais empresários do agro buscarão essa alternativa quando enfrentarem dificuldades financeiras. Com a evolução do agronegócio brasileiro e o aumento da complexidade dos desafios que ele enfrenta, a recuperação judicial se torna uma ferramenta cada vez mais necessária. Ela oferece não apenas a possibilidade de superação de crises momentâneas, mas também a chance de adaptação e reinvenção, garantindo que o setor continue a crescer de forma sustentável. Em um cenário de incertezas econômicas e mudanças climáticas, a recuperação judicial representa uma oportunidade para que o agro se reestruture e se fortaleça. De acordo com Pérsio Landim, a chave para o futuro do setor está no uso cada vez mais estratégico dessa ferramenta, que, quando bem aplicada, pode garantir a longevidade e o sucesso das empresas, preservando sua produção e empregos, além de contribuir para o desenvolvimento da economia do país.

Os radares de fiscalização de velocidade em Várzea Grande serão reativados já na próxima semana. A confirmação foi feita pelo secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana (SMSPMU), Gerson Scarton, nesta terça-feira (14), na Câmara Municipal de Várzea Grande. Os equipamentos, que já estão instalados, passam agora pelos ajustes finais de sinalização e aferição. De acordo com o cronograma da Prefeitura de Várzea Grande (PVG), a operação começará com um período educativo de 30 dias. Durante esse intervalo, os condutores que excederem o limite não serão multados. “Provavelmente, na próxima semana entram em operação com aquele prazo educativo de 30 dias. Nesse período não haverá multa, é uma fase de orientação. Após isso, passam a funcionar de forma efetiva”, detalhou o secretário Scarton. Locais estratégicos O monitoramento eletrônico foi concentrado em trechos de grande fluxo e histórico de acidentes. Na Avenida da FEB, os dispositivos foram posicionados nos dois sentidos: para quem segue em direção à ponte Júlio Müller (proximidades da Boi Bom e Posto Concórdia) e no sentido contrário (próximo à Havan). A Avenida João Ponce de Arruda e a Rodovia Mário Andreazza também receberão fiscalização intensificada. Ao todo, serão cinco novos pontos de controle, todos com velocidade máxima permitida de 60 km/h. Segundo Cidomar Arruda, coordenador de Mobilidade Urbana, a medida atende a estudos técnicos e solicitações da própria comunidade por mais segurança. “Nosso objetivo é preservar vidas, reduzir acidentes e organizar melhor o fluxo, principalmente em trechos onde há travessias”, afirmou. A gestão municipal reforça que todos os pontos estarão devidamente sinalizados, conforme as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), garantindo a transparência antes do início da aplicação das penalidades. PONTOS DE FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA: - Av. da FEB: Próximo à Ponte Nova (sentido bairro). - Av. da FEB: Bairro Manga (sentido centro). - Av. da FEB: Região do Manga (sentido bairro/centro). - Av. João Ponce de Arruda: Sentido Aeroporto. - Rodovia Mário Andreazza: Sentido Rodovia da Guarita.

O professor da Universidade Federal de Rondonópolis, Jofran Oliveira, publicou uma carta emocionante pedindo perdão ao filho de 3 anos, Levi José Trindade e Oliveira, que morreu no dia 19 de março após ser esquecido dentro de um carro no estacionamento do campus. No texto, o pai relembra a chegada do menino e o impacto que ele teve na vida da família. “Tenho o maior orgulho do mundo em ser o seu papaizito. Para sempre serei”, escreveu logo no início da carta. Ao longo do relato, ele descreve momentos simples e afetivos do cotidiano, como o carinho com a mãe e a relação com a irmã. “Eu nunca vou abandonar você”, relembrou ao citar uma frase dita pela criança, que, segundo ele, ficou marcada para sempre. O professor também resgata lembranças da convivência familiar e da alegria que o filho levava para dentro de casa. “Você sempre espalhou muita alegria e amor por onde passava”, escreveu. Em outro trecho, descreve o vazio deixado pela ausência: “Nossa casa parece um museu em sua homenagem”. A parte mais forte da carta é quando ele reconhece a própria falha e pede perdão. “Como pude esquecer a minha vida naquele carro?”, questiona. Em seguida, admite o peso da culpa: “Sem desculpas, só culpa. Meu mundo explodiu, meu coração quebrou em mil pedaços”. O pai afirma ainda que desejou trocar de lugar com o filho e que carregará a dor para sempre. “Perdão, meu amor. Perdão, meu filhinho”, escreveu. Em outro trecho, completa: “A minha fragilidade nos levou a uma tragédia, e eu levarei essa dor dentro do meu coração pelo resto da minha vida”. Apesar da dor, ele diz buscar forças na fé e no apoio recebido. “Deus e uma comunidade imensa estão conosco”, destacou, ao mencionar o suporte de familiares, amigos e pessoas que se sensibilizaram com o caso. A carta teve grande repercussão e comoveu moradores de Mato Grosso, principalmente pela sinceridade e pela forma intensa como o pai expressa o luto e o arrependimento diante da perda.

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Guilherme Antonio Maluf, mandou suspender de chamamento público da MT Participações e Projetos S.A. (MTPar), estimado em R$ 637 milhões, para regularização de área em disputa e construção de moradias populares em Cuiabá. A decisão está no Diário Ofical do TCE. Empresa Engemat, não selecionada declarou que a MTPar permitiu que sua concorrente, a Ecomind, corrigisse falhas de documentação no início do processo e alega que não teve o mesmo tratamento. Para Maluf, a adoção de critérios distintos comprometer o certame. "A continuidade dos atos pode resultar na consolidação de situação fática de difícil reversão, com potencial repercussão sobre a regularidade da contratação e sobre a proteção ao erário”, diz trecho da decisão. Maluf determinou a imediata suspenção do processo e não emita ordem de serviço. A decisão tem caráter provisório e pode cair durante apreciação do Plenário do TCE-MT.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã de hoje (14) a operação Mil Faces, com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado em invasões de dispositivos informáticos e furtos eletrônicos por meio da criação de centenas de cadastros fraudulentos em uma provedora de telefonia de grande porte. Na operação são cumpridas 13 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão, três mandados de sequestro de bens e valores e três mandados de afastamento de sigilo telemático, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias - Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos na cidade de Poxoreu em Mato Grosso e na região metropolitana de Vitória, estado do Espírito Santo. Os suspeitos são investigados pela prática dos crimes de associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada, falsidade ideológica e furto qualificado mediante fraude eletrônica. As penas dos crimes, somadas, podem chegar a 19 anos de prisão. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), teve origem após anomalias detectadas pela provedora de telefonia que, em investigação interna, identificou um esquema criminoso que utilizava inteligência artificial para burlar os sistemas internos de segurança biométrica da empresa, mediante reconhecimento facial. O grupo criminoso era especializado em utilizar tecnologias de Inteligência Artificial generativa para criar biometrias faciais falsas, as chamadas deepfakes. Uma vez validada a identidade falsa, os criminosos realizavam o SIM swap (troca indevida de chip), assumindo o controle total da linha telefônica das vítimas e, consequentemente, tendo acesso a diversos serviços financeiros e de telefonia dos clientes. Além dos danos causados à empresa, centenas de consumidores de todo o Brasil sofreram prejuízos acessórios, como subtração de valores em contas digitais e inúmeras compras indevidas. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa para subverter sistemas de segurança demonstra a evolução da criminalidade e reforça a necessidade dos órgãos de polícia judiciária se manterem qualificados e capacitados para investigações cada vez mais técnicas e complexas. Apoios operacionais A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor), da Delegacia Regional de Primavera do Leste e da Delegacia de Polícia de Poxoréu. A operação também teve apoio da Polícia Civil do Estado de Espírito Santo, a qual deu cumprimento a um mandado de prisão e a mandados de busca e apreensão contra um investigado que residia no município de Cariacica, região metropolitana de Vitória. Nome da operação A operação “Mil Faces” foi assim batizada em razão da dinâmica delitiva, uma vez que os criminosos geraram centenas de fotografias fraudulentas para burlar os sistemas de segurança biométrica da empresa. Operação Pharus A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, voltado ao combate à criminalidade em todo o Estado.

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Pode), minimizou e rebateu as críticas do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de que o parlamento estadual estaria atacando a capital. Segundo ele, Abilio se equivocou em relação ao novo Hospital Júlio Muller ao dizer que ele passaria para o município de Santo Antônio de Leverger (34 km ao Sul de Cuiabá), afirmando que o gestor estaria com dificuldades de ir até a unidade hospitalar por conta do excesso de buracos nas ruas de Cuiabá. “Eu acho que ele se invocou nessa fala, o hospital continua no mesmo lugar. Talvez ele não esteja passando por lá, porque tem uma série de buracos nas vias tem até aquele local. Mas o hospital mudou, mudou o CEP. Esse projeto de Lei continua a forma que estão. Então, o hospital Júlio Muller, o hospital de referência, contou com o apoio da Assembleia Legislativa. Russi afirmou que o parlamento foi parceiro na construção do hospital Júlio Muller, aprovando os projetos e recursos para a obra. “E ele não é um hospital para Cuiabá, ele é um hospital para Mato Grosso. O SUS é porta aberta”, lembrou. O parlamentar ainda citou o período da pandemia da Covid-19, quando criou postos de vacinação na capital, e a chegada da rodovia estadual até Cuiabá com um terminal. Ele classificou às críticas de Abilio como um sintoma da proximidade das eleições de outubro, quando o prefeito lançará a esposa, vereadora Samantha íris (PL) para concorrer para deputada estadual. “Nós vamos ter um momento político nos próximos seis meses. Existe o momento da pré-campanha. Existe o momento de campanha. Vai existir todo tipo de narrativa, todo tipo de debate. Agora, falar com esse grande objetivo”, completou. A declaração ocorre após Abilio ter lançado a primeira-dama como candidata, afirmando que ela poderá ajudar a capital, que estaria sob ataques. Além da polêmica do novo Hospital Júlio Muller, Abilio ainda reclamou do projeto de Lei do governo Mauro Mendes (União) aprovado em 2023, que alterou os critérios para os repasses do ICMS aos 142 municípios fez Cuiabá perder cerca de R$ 100 milhões ano.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta terça-feira (14), às 19h, uma votação simbólica para eleger o ministro Nunes Marques para o cargo de presidente da Corte eleitoral. Atualmente, Marques é o vice-presidente do tribunal e vai assumir o comando do TSE após o fim do mandato da atual presidente, ministra Cármen Lúcia, que completará período de dois anos à frente do tribunal no final do mês de maio. O vice-presidente será o ministro André Mendonça. A data da posse ainda não foi definida. A votação será simbólica porque a escolha do comando do tribunal é feita por antiguidade entre os ministros que também compõem o Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da proximidade do período eleitoral, a ministra Cármen Lúcia decidiu antecipar sua saída do tribunal para permitir que a transição de gestão possa ser iniciada. Ao deixar a presidência do TSE, a ministra poderia continuar em atuação na Corte até o mês de agosto. Contudo, ela já sinalizou que pretende deixar o tribunal para se dedicar exclusivamente às atividades no Supremo. Dessa forma, o ministro Dias Toffoli vai assumir uma vaga de efetivo no TSE. Perfil Natural de Teresina (PI), Kassio Nunes Marques tem 53 anos e foi indicado ao Supremo, em 2020, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello. Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília. Foi advogado por cerca de 15 anos e juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí. Composição O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos. Com a mudança de comando, a composição do tribunal ficará da seguinte forma após Cármen Lúcia deixar o tribunal. Cadeiras do STF: Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli; Cadeiras do STJ: Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva; Cadeiras dos juristas: Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Mil Faces, para desarticular um grupo criminoso suspeito de invadir dispositivos informáticos e praticar furtos eletrônicos por meio da criação de centenas de cadastros fraudulentos em uma grande operadora de telefonia. Ao todo, são cumpridas 13 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, 5 de busca e apreensão, 3 de sequestro de bens e valores e 3 de afastamento de sigilo telemático. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias — Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos no município de Poxoréu (MT) e na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo. Os investigados respondem por associação criminosa, invasão qualificada de dispositivo informático, falsidade ideológica e furto qualificado mediante fraude eletrônica. Somadas, as penas podem chegar a 19 anos de prisão. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), teve início após uma provedora de telefonia identificar anomalias em seus sistemas internos. Durante apuração própria, a empresa detectou um esquema que utilizava inteligência artificial para burlar o sistema de segurança biométrica por meio de reconhecimento facial. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava tecnologias de inteligência artificial generativa para criar biometrias faciais falsas, conhecidas como deepfakes. Após validar a identidade fraudulenta, os criminosos realizavam o chamado SIM swap — troca indevida do chip telefônico — assumindo o controle total da linha da vítima. Com acesso ao número telefônico, os suspeitos conseguiam invadir contas digitais, realizar transações financeiras e efetuar compras indevidas. De acordo com a investigação, além dos prejuízos à operadora, centenas de consumidores em todo o país foram afetados. O delegado responsável pela investigação, Guilherme da Rocha, destacou que o uso de inteligência artificial para fraudar sistemas de segurança demonstra a evolução da criminalidade e a necessidade de investigações cada vez mais técnicas e especializadas. A operação contou com apoio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor), da Delegacia Regional de Primavera do Leste e da Delegacia de Polícia de Poxoréu. A Polícia Civil do Espírito Santo também participou da ação, cumprindo mandado de prisão e buscas no município de Cariacica, na região metropolitana de Vitória. O nome “Mil Faces” faz referência à dinâmica do esquema criminoso, que consistia na criação de centenas de imagens fraudulentas para burlar os sistemas de segurança biométrica. A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, voltado ao combate à criminalidade em todo o estado.

O ex-secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo (União), afirmou que há, de fato, articulações para que ele encare o desafio de ser suplente de senador do ex-governador Mauro Mendes (União) na disputa pelo Senado nas eleições de outubro deste ano. No entanto, o ex-gestor garantiu que ainda não há uma definição e que, inclusive, pode concorrer a outras vagas ou sequer participar do pleito. Ao ser questionado se estaria disposto a concorrer ao lado do ex-chefe, Gallo teceu elogios a Mauro e avaliou que a proposta seria bem-vinda. “Se eu for convidado, é um convite que eu terei muita consideração porque, primeiro, eu acredito muito no trabalho do governador Mauro e se tudo der certo, será um grande representante no Senado Federal”, declarou. Na sequência, ele voltou a admitir que existem conversas nesse sentido, mas ponderou que não há nada definido. Segundo ele, “política é como nuvem”, e o cenário pode mudar rapidamente, impactando essas articulações. “Não dá para cravar absolutamente nada. Mas assim, houve algumas conversas em relação a isso, mas nada definitivo. Nada concreto e a gente está aberto a participar ou eventualmente sequer participar do pleito eleitoral também. Eu não tenho isso aí como um grande objetivo de vida. Se for para contribuir com algo que efetivamente vai fazer bem para a sociedade, ok. Mas também não é algo que eu coloco acima de qualquer coisa”, completou. Gallo deixou a Sefaz-MT no dia 31 de março, prazo limite estabelecido pela legislação eleitoral. Ele é cotado para ser o segundo suplente de Mendes, enquanto a primeira suplência deve ficar com o ex-senador Cidinho Santos (PP). "O futuro a Deus pertence. A gente está conversando, não há nada ainda definido. Vamos esperar os próximos meses para anunciar", finalizou.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), sancionou na última semana a Lei nº 13.265/2026, que autoriza o Poder Executivo a leiloar dois terrenos públicos localizados entre as ruas Barão de Melgaço e Comandante Costa, no Centro de Cuiabá. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (Iomat). Segundo a legislação, os imóveis estão matriculados no 2º Serviço Notarial e Registral da Comarca de Cuiabá sob os números 80.955 e 80.956, com áreas de 2.667,83 m² e 774,15 m², respectivamente, totalizando 3.441,98 m². Os terrenos são de propriedade do Estado e não possuem benfeitorias. A norma estabelece que a venda será realizada por meio de licitação, na modalidade leilão. Antes da transferência, deverá ser elaborado um laudo de avaliação imobiliária, que determinará que os bens só poderão ser negociados por valor igual ou superior ao estipulado. O processo de alienação será conduzido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). A lei entrou em vigor na data de sua publicação.
