Após denúncia, Tribunal de Contas irá investigar Seduc

Gazeta Digital • 29 de maio de 2026

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, vê com preocupação a denúncia do prefeito Abilio Brunini (PL) sobre um suposto superfaturamento na aquisição de livros didáticos que pode chegar a R$ 80 milhões. As investigações serão estendidas para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), conforme o conselheiro, já que a pasta também adquiriu livro por quase mil reais. Além disso, segundo o presidente do TCE, há uma correlação muito forte na aquisição de livros didáticos.

 

“O Estado também adquiriu muitos livros, e isso não é nenhuma acusação aqui, não é nenhum apontamento, mas o Tribunal de Contas, através do relator das contas da Secretaria de Educação do Estado, já está fazendo algumas análises e eu vou colocar também dentro dessa análise a aquisição de todos os livros que foram adquiridos pela Secretaria de Estado de Educação’, disse Sérgio Ricardo ao lado do prefeito Abilio Brunini durante visita ao gestor da Capital. O chefe da Corte de Contas disse que chamou sua atenção os valores apresentados pelo prefeito e a forma que foram feitos os pagamentos. Ao denunciar o suposto superfaturamento, Abilio disse que foram adquiridos livros por R$ 800 a unidade.

 

“Os valores chegando a quase R$ 1 mil por um livro. Por isso que eu quero ver todos os livros, eu quero pegar aí alguns, 10, 20, 30 livros. Eu vou pegar esses livros, quero reunir os professores, quero que eles me digam, me mostrem o que eles entenderam desses livros, se eles utilizaram esses livros. Então, é uma situação bastante importante porque trata-se de recurso público e trata-se de educação de Cuiabá, de Educação de Mato Grosso”, completou.

 

Sérgio Ricardo ainda afirmou que a Prefeitura de Cuiabá já teria pago R$ 49 milhões em livros, sendo alguns de R$ 370 e que só não houve mais compras porque o prefeito Abilio interrompeu as aquisições. Ao solicitar também uma auditoria no Estado, Sérgio Ricardo coloca o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, mais uma vez pressionado, já que ele foi secretário adjunto do Estado entre 2019 e 2025, sendo indicado pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), hoje governador do Estado.

 

Na época, Amauri Monge chegou a sofrer denúncias do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) sobre aquisição de livros que teria o mesmo conteúdo dos que são fornecidos pelo governo federal. As investigações foram arquivadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Amauri é réu no Estado do Paraná também por aquisição de livros.

 

A denúncia de Abilio foi realizada na quarta-feira (27), após anunciar uma auditoria interna que teria identificado o pagamento de R$ 21 milhões em livros de baixa qualidade e que teria sido feito por IA (Inteligência Artificial), durante 2025 e 2026, quando o secretário municipal foi Amauri Monge.

Por Agência Brasil 15 de setembro de 2026
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a decidir há pouco se mantém em andamento a sessão para decidir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A análise do caso foi retomada por volta das 15h30, após ser suspensa para o almoço. Os ministros vão decidir se acatam uma questão de ordem levantada por Gilmar Mendes para retomar o julgamento na quarta-feira (23) e incluir a análise das supostas irregularidades que teriam sido cometidas pelo antigo relator do caso, ministro André Mendonça, ao solicitar ao plenário a investigação contra Moraes. Além disso, Mendes defendeu que o caso seja redistribuído entre os membros do tribunal e não permaneça sob a relatoria do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando o plenário da Corte foi acionado por André Mendonça, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído a Moraes. A investigação aponta que o ex-banqueiro trocou cerca de 50 mensagens com o número antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. As mensagens foram captadas pela PF a partir da quebra do sigilo do celular do ex-banqueiro, que está preso pelas investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Conforme a Constituição e o regimento interno do Supremo, cabe ao plenário da Corte julgar membros do tribunal. Anulação Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro.  No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.
Por Agência Brasil 15 de setembro de 2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu nesta terça-feira (15) que os demais ministros deixem de lado a disputa pessoal e observem o equilíbrio, a serenidade e a responsabilidade ao julgar se iniciam investigação contra um de seus membros, o ministro Alexandre de Moraes. Ele é suspeito de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Não se julgam pessoas; julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima; o confronto pessoal não. E a decisão pertence ao Plenário, não a um ministro individualmente.” Pela primeira vez em sua história, o STF julga se abre investigação de cunho criminal contra um de seus ministros. O plenário do STF analisa relatório da Polícia Federal que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Master. A sessão extraordinária foi marcada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Acompanhe o julgamento ao vivo: Equilíbrio e memória Brasília (DF), 15/09/2026 - Sessão plenária extraordinária do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF Sessão plenária extraordinária do STF - Fellipe Sampaio/STF Em discurso de abertura, Fachin disse não ter tomado a decisão fácil ao convocar a sessão e reafirmou ser necessário preservar a instituição, acima de qual relação de afinidade pessoal. “Há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos.” Em sua fala, que ainda continua na Corte, Fachin citou trechos da trajetória profissional de cada ministro e mencionou ministros aposentados para, em seguida, invocar a responsabilidade de se preservar a memória do STF. “Não temos o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebemos”, disse Fachin, ao acrescentar que cabe à presidência da Corte “fazer com que o Supremo permaneça sendo um tribunal”. Rito Logo após o discurso, Fachin deu início à leitura do relatório sobre o caso. O presidente do Supremo é relator de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o documento da PF que menciona Moraes. Em seguida, Fachin deve passar a palavra ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Depois, será a vez de sustentações orais das partes no processo. Ainda não se sabe se Moraes falará em causa própria. Somente após esses passos que Fachin deverá apresentar seu voto, como relator. Logo depois, votam os demais ministros, em ordem de antiguidade. Entenda O relatório da PF com menção a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento, que apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparente ter uma relação de proximidade com o ministro. O relatório parcial foi apresentado no âmbito da Operação Compliance Zero, da qual Mendonça era relator e que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. A PGR, por sua vez, argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. A PGR sugere que isso pode representar direcionamento por parte de Mendonça, entre outros irregularidades apontadas. O nome de Gonet também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes.
Por RepórterMT 15 de setembro de 2026
Mato Grosso já registrou 37 vítimas de feminicídio este ano. Só neste mês, três mulheres já foram assassinadas por razões da condição do sexo feminino. Os últimos crimes ocorreram em Araguaiana (a 565 km de Cuiabá), no dia 2 de setembro; em Feliz Natal (a 543 km de Cuiabá), no dia 6; e em Aripuanã (a 998 km de Cuiabá), no último domingo, dia 13. Os meses mais violentos até o momento foram março e junho, com sete mortes cada, seguidos de maio e agosto, com cinco mortes. Janeiro e abril registraram três vítimas cada, enquanto fevereiro e julho tiveram duas vítimas. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Casos de setembro O primeiro feminicídio de setembro foi registrado no dia 2. Suenilda Vieira , de 37 anos, foi assassinada a tiros pelo marido, Fábio Júnior Januário Dias , de 42 anos, em Araguaiana. Fábio já havia sido denunciado por violência doméstica contra ela em 2013, mas a vítima não tinha medida protetiva. Ele foi morto em confronto com policiais militares da Força Tática. No dia 6, Mirela dos Santos Kaluzny , de 28 anos, foi assassinada a facadas dentro de uma casa na Rua das Orquídeas, em Feliz Natal. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ela foi levada para dentro do imóvel por um homem, durante a madrugada. Cerca de sete minutos depois, ele saiu do local sozinho. Horas depois, ela foi encontrada morta dentro da casa por uma vizinha. O autor do crime, Carlo Alves Soares , de 43 anos, foi encontrado escondido no corredor externo da residência. Ele estava bêbado e contou à Polícia Militar que discutiu com Mirela, confessando ter atacado a vítima com uma faca. No último domingo, Lorrayne dos Reis Correia , de 28 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-namorado, Julio Moreira dos Santos , de 39 anos, no distrito de Conselvan, em Aripuanã. O namorado dela, Willian Richieri Pereira, de 36 anos, também foi assassinado. As vítimas foram atingidas na cabeça. O feminicida confessou o crime. Relatos de testemunhas apontam que Lorrayne já havia sido ameaçada de morte por ele em uma festa, na noite anterior. Em maio deste ano, Júlio já havia esfaqueado outro ex-namorado de Lorrayne. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado no mesmo dia. Ranking de municípios Cuiabá é o município com maior número de feminicídios em 2026, com cinco vítimas. Várzea Grande e Vila Bela da Santíssima Trindade aparecem na sequência, com três casos cada. Tangará da Serra, Poconé, Nova Bandeirantes e Aripuanã registram dois feminicídios. Outros 17 municípios contabilizam uma vítima cada: Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Matupá, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Confresa, Chapada dos Guimarães, Castanheira, Brasnorte, Feliz Natal e Araguaiana. Meio empregado As armas cortantes ou perfurantes são o principal meio utilizado nos feminicídios registrados em Mato Grosso em 2026. Ao todo, 18 mulheres foram mortas dessa forma. Outras oito vítimas foram assassinadas com arma de fogo, e seis morreram por estrangulamento ou asfixia. O levantamento registra ainda dois casos provocados por instrumento contundente, dois por atropelamento e um por espancamento. Motivações Entre as motivações identificadas nos casos, o menosprezo ou a discriminação pela condição de mulher aparece em primeiro lugar, associado a 12 feminicídios. Ciúmes, sentimento de posse ou machismo aparecem em dez casos. Separação ou tentativa de rompimento estão relacionados a sete casos. Seis casos foram motivados por discussão. Um caso teve motivação financeira e, em outro, a motivação não foi informada. Maioria das vítimas não havia denunciado Dos 37 feminicídios registrados neste ano, apenas nove vítimas tinham boletim de ocorrência contra o autor. Em 28 casos, não havia registro anterior de denúncia. A situação é semelhante em relação às medidas protetivas. Apenas duas vítimas possuíam medida protetiva quando foram assassinadas, enquanto 35 não tinham esse tipo de proteção. Os 37 feminicídios já deixaram 55 órfãos em Mato Grosso. 2025 terminou com 54 feminicídios O cenário de 2026 ocorre depois de um ano que registrou um número elevado de mulheres assassinadas. Em 2025, 54 mulheres foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso, segundo os dados do Observatório Caliandra. Foi o segundo maior número dos últimos sete anos. Assim como em 2026, junho foi o mês mais violento daquele ano, com dez feminicídios. O recorde da série histórica ocorreu em 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19 no Brasil, quando 62 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso. MP denunciou 15 autores Dos 37 casos contabilizados pelo Observatório Caliandra, 17 autores foram denunciados pelo Ministério Público. Em seis ocorrências, o autor também foi morto. Em 14 casos, a informação sobre a situação processual não está disponível ou não foi informada. Denuncie A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital . Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199. O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
Por Agência Brasil 15 de setembro de 2026
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar na manhã desta terça-feira (15) se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão está marcada para às 10h e será transmitida pela TV Justiça e pela internet. O plenário da Corte foi acionado pelo ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído ao ministro. As mensagens foram captadas pela PF a partir da quebra do sigilo do celular do ex-banqueiro, que está preso pelas investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Rito De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF e novo relator do caso, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h. Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai fazer as saudações de praxe a todos os ministros. O ministro chamará o processo para julgamento e fará a leitura do relatório do caso. Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada. O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli declarou-se impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco. O rito previsto pode ser interrompido por uma questão de ordem, que poderá ser suscitada por qualquer ministro. Além disso, poderá ocorrer um pedido de vista para suspender a deliberação. Entenda O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando André Mendonça, antigo relator, retirou o sigilo do caso e encaminhou as conversas para Fachin. Conforme a Constituição e o Regimento Interno do STF, cabe ao plenário da Corte julgar membros do tribunal. A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído ao ministro antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. Moraes não é relator do caso Master no STF, mas passou a ter contato com Vorcaro após o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestar serviços ao banco. No dia 15 de novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF, que ainda estavam em tramitação na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, e citou os nomes do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Na mensagem, o ex-banqueiro escreveu: "Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?", afirmou. Apesar da citação, não há indícios de que Gonet e Andrei tenham interferido nas investigações. No dia seguinte, Vorcaro cita o juiz Ricardo Leite, antigo relator das investigações na Justiça Federal, e sinaliza que poderia ser alvo de um mandado de prisão. "Você acha que tem chance de isso acontecer amanhã de manhã?", questionou o ex-banqueiro. No dia 17 de novembro, Vorcaro foi preso por determinação do magistrado Ricardo Leite. Meses depois, o caso foi enviado ao Supremo. Outro lado Desde o início da divulgação das conversas, o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou especificamente sobre o conteúdo das mensagens. Após o envio das conversas para Fachin, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news e o acusou de direcionar a investigação contra ele por “motivos políticos”. Em seguida, a inclusão foi desfeita por Fachin. PGR Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.
Por Gazeta Digital 15 de setembro de 2026
Policiais civis e militares recuperaram mais de 500 quilos de cobre roubados de uma empresa no bairro Alvorada, em Cuiabá, na madrugada deste domingo (13). Cerca de 10 criminosos invadiram o local, renderam o agente de portaria e fugiram levando cabos, equipamentos e outros materiais. O prejuízo é estimado em R$ 200 mil. A ação contou com equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital, 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e GAP do 4º BPM. Conforme o registro da ocorrência, o crime aconteceu por volta de 0h30. O grupo rendeu o funcionário, o ameaçou e invadiu a empresa. O agente de portaria foi levado até o almoxarifado e amarrado em uma cadeira. Após a fuga dos criminosos, a vítima conseguiu se soltar e acionou a equipe de segurança. As forças policiais foram comunicadas e iniciaram as buscas pelos suspeitos. Durante as diligências, os policiais localizaram mais de 500 quilos de cobre, além de veículos e aparelhos celulares que teriam sido utilizados pelos envolvidos no roubo. Um objeto deixado pelos criminosos dentro da empresa também foi apreendido e poderá ajudar na identificação dos autores. As imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento serão analisadas pela Polícia Civil. O proprietário de uma sucata foi preso em flagrante por suspeita de envolvimento no esquema. Outros suspeitos já identificados também deverão responder pelos crimes de roubo majorado e receptação qualificada.
Por Conjur 15 de setembro de 2026
A execução dos honorários advocatícios sucumbenciais fixados na fase de conhecimento não precisa aguardar a conclusão do procedimento administrativo de compensação do crédito principal titularizado pela parte vencedora. A conclusão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento a um recurso especial da Fazenda Nacional, derrotada em processo tributário contra empresas petrolíferas. A decisão em questão declarou o direito das contribuintes de restituir valores recolhidos indevidamente nos cinco anos anteriores ao ajuizamento, a título de Imposto de Importação (II) e Imposto sobre Produtos Industrializados importados (IPI Importação). Quando os advogados começaram a executar a verba honorária, a Fazenda pediu para aguardar porque o proveito econômico que servirá de base de cálculo depende da conclusão do procedimento de compensação tributária. Execução de honorários é autônoma  O Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou o pedido por entender que a execução judicial dos honorários advocatícios possui autonomia em relação ao crédito principal. Essa posição foi referendada pela 2ª Turma do STJ. Relator do recurso especial, o ministro Francisco Falcão apontou que os honorários advocatícios constituem direito autônomo do advogado, sem vinculação com o crédito titularizado pela parte vencedora. Ele citou jurisprudência do STJ no sentido de que não se pode condicionar o cumprimento dos honorários advocatícios titularizados pelo advogado ao crivo de procedimento administrativo de compensação a cargo do contribuinte vencedor na demanda. Assim, a execução dos honorários pode prosseguir. Se a Fazenda Nacional quiser, poderá contestar o montante cobrado por meio de impugnação ao cumprimento de sentença, demonstrando o excesso de execução e indicando o valor correto. Clique aqui para ler o acórdão REsp 2.278.602
Por Agência Brasil 14 de setembro de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h. Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros. O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro. Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada. O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco. Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet.
Por Ascom 14 de setembro de 2026
Cinco novas praças de pedágio eletrônico (Free-Flow) começaram a operar na segunda-feira (7) nas rodovias BR-060 e BR-364, entre Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, e Rondonópolis, em Mato Grosso. Os pórticos fazem parte da concessão administrada pela Agro MT-GO, a Way-364. Para automóveis, caminhonetes e furgões, a tarifa varia entre R$ 12,90 e R$ 17,80, de acordo com a praça utilizada. Quem utiliza a tag não precisa realizar nenhuma ação após a passagem pelo Free Flow. A tarifa é processada automaticamente e integrada ao contrato com a operadora, sem a necessidade de acessar sites ou efetuar pagamentos avulsos. “A tag torna o processo mais simples porque a cobrança acontece de forma automática. O motorista não precisa buscar a tarifa depois da viagem nem acessar links ou sites de terceiros, o que também reduz a exposição a tentativas de fraude”, explica Carlo Gonçalves, vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade (Abepam) e COO da Taggy. Só nos primeiros meses de 2026, mais de 480 sites fraudulentos relacionados ao sistema Free Flow foram identificados pela empresa de cibersegurança Kaspersky. Os sites falsos reproduzem a identidade visual de canais oficiais e podem utilizar informações reais dos veículos para convencer motoristas a realizar pagamentos indevidos. Para realizar o pagamento com segurança e evitar golpes, a Abepam orienta os motoristas a consultarem sempre os canais oficiais da concessionária. “Antes de realizar qualquer pagamento, é importante acessar diretamente os sites ou aplicativos da concessionária e conferir o endereço eletrônico. O motorista também deve evitar clicar em links recebidos por mensagens e, no caso de pagamentos via Pix, verificar atentamente o destinatário antes de concluir a transação”, ressalta Gonçalves. Segundo a Abepam, cerca de 15 milhões de veículos utilizam a tag no país. Além dos pedágios, a tecnologia também facilita pagamentos em locais como estacionamentos, shoppings e postos de combustível.
Por Agência Brasil 14 de setembro de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida foi tomada após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo. Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em ofício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre a abertura de investigação sobre Moraes. Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. Julgamento No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre o material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate entre os ministros. A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido a supostas irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente. Reação Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.
Por Agência Brasil 14 de setembro de 2026
Os gabinetes dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes confirmaram nesta segunda-feira (14) terem recebido da Polícia Federal (PF) a íntegra do material extraído do celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. O material foi entregue após os ministros terem enviado ofícios à PF determinando a entrega dos dados, depois de o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, ter resistido na liberação. No sábado (13), Mendonça alegou que disponibilizar o material colocaria em risco investigações em curso e “somente contribuiria para tumultuar” um julgamento sobre a ligação entre Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A entrega da íntegra do material foi requerida na semana passada por Zanin e Mendes. Eles alegam que precisam analisar todas as mensagens enviadas por Vorcaro, e não apenas o recorte feito pelos investigadores da PF, antes de participar do julgamento. Moraes também cobrou que Fachin determinasse a remessa do espelhamento do celular de Vorcaro a todos os ministros do Supremo, afirmando que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao colegiado para realizar seu julgamento". Mendonça, por sua vez, alegou que o acesso ao material não seria necessário ao julgamento, que possui acesso “exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão”. Julgamento Nesta terça (15), o plenário do STF tem marcado o julgamento de um relatório da PF segundo o qual Vorcaro enviou 52 mensagens a Moraes, com quem aparentava ter relação próxima, entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter enviado para a apreciação de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Até o momento, Moraes nega qualquer contato com Vorcaro. A PF informou que as respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser recuperadas. Ainda não foi esclarecido pelo Supremo qual será o rito do julgamento, nem se Moraes e Mendonça deverão participar da sessão plenária. A Constituição e o Regimento Interno preveem a competência exclusiva do plenário para processar e julgar ministros da Corte, mas não trazem detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. Entenda O plenário do STF deverá decidir, no julgamento marcado para terça, se abre ou não uma investigação sobre a ligação entre Vorcaro e Moraes.  Os ministros deverão decidir sobre um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o relatório da PF sobre o tema seja anulado. O órgão alega que a produção do documento foi irregular, pois Mendonça não comunicou à presidência do Supremo nem pediu aval do plenário antes de autorizar o avanço das investigações contra um colega. Ao retirar o sigilo sobre o relatório da PF com citação a Moraes, o relator do caso Master pediu que o plenário decidisse sobre a aberta ou não de investigação sobre o ministro. Em reposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual Mendonça poderia estar direcionando as investigações da Compliance Zero de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.