Ministro pede informações sobre eficácia da Lei da Pesca em MT

Gazeta Digital • 29 de janeiro de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou que o governador Mauro Mendes (União) e a Assembleia Legislativa (ALMT) prestem esclarecimentos sobre a eficácia da Lei da Pesca. Os órgãos têm 10 dias para encaminhar relatório. Em vigor desde janeiro de 2024, a regra proíbe pesca, transporte e comercialização de 12 espécies de peixes dos rios mato-grossenses por 5 anos. O despacho ocorre um ano e seis meses desde que Mendonça negou a liminar em 3 ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) sobre o tema. 

 

“(...) A eficácia e a efetividade da suspensão da atividade pesqueira nos rios da referida unidade federativa, considerando as finalidades buscadas com a instituição da política pública”, diz trecho da decisão publicada nesta quinta-feira (29). 

 

O ministro ainda solicita que o parlamento estadual apresentem relatórios do observatório criado exclusivamente para monitorar os resultados da Lei da Pesca. 

 

André Mendonça ainda pede explicações da situação atual dos pescadores artesanais no Estado do Mato Grosso, trazendo dados sobre “o pagamento do auxílio-financeiro previsto nos artigos 46-B e seguintes da Lei estadual nº 9.096, de 2009; e [b] os impactos da alteração do art. 19-A da Lei estadual nº 9.096, de 2009, pela Lei estadual nº 12.434, de 2024”.

 

Lei questionada  

A decisão de Mendonça traz esperanças para os autores das ações contra a Lei da Pesca, já que reclamam que até o hoje, o ministro não colocou para votação o mérito do tema no Plenário da Corte Suprema. O magistrado negou a liminar para suspender a lei no dia 3 de julho de 2024, afirmando que a norma trata de interesses locais de natureza ambiental, conforme a autonomia conferida aos estados pela Constituição Federal, que permite a edição de regras locais mais rígidas que as federais. 

 

A Lei da Pesca foi aprovada no final de 2023, e alterada em fevereiro do ano passado, na tentativa de evitar que ela fosse derrubada judicialmente. Entre as mudanças está a alteração garantiu a liberação da pesca aos pescadores artesanais, proibindo apenas 12 espécies: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinxã, pintado/surubin, piraíba, piraputanga, pirara, pirarucu, trairão e tucunaré.

Por Agência Brasil 13 de março de 2026
Os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques formaram maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central por falta de dinheiro em caixa para honrar seus compromissos. A partir das 11h desta sexta, a Segunda Turma do Supremo começou a votar se mantém a prisão de Vorcaro, em sessão virtual. Resta apenas o voto do ministro Gilmar Mendes, que têm até a próxima sexta (20) para votar. Preso na terceira fase da Operação Compliance Zero em 4 de março, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. Mendonça, atual relator do caso no Supremo, autorizou a medida após receber da Polícia Federal indícios de que Vorcaro mantinha uma estrutura particular para monitoramento e intimidação de pessoas que via como inimigas de seus interesses. O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma e foi o primeiro relator do caso no Supremo, declarou-se suspeito para julgar os processos relativos ao banco, por motivo de foro íntimo. O movimento de Toffoli se deu em razão de polêmicas oriundas de negócios passados de uma empresa de sua família e um fundo ligado ao Master. Decisões controversas no caso também desgastaram o ministro na condução do processo.  A PF chegou a produzir um relatório sobre os pontos de contato entre Toffoli e Vorcaro, mas o documento acabou sendo descartado pelo Supremo, que viu nele um movimento ilegal de investigação de um ministro do Supremo sem autorização judicial. Voto Em seu voto, Mendonça não se ateve apenas a reproduzir a liminar em que autorizou a prisão de Vorcaro, mas também buscou rebater argumento apresentados pela defesa do banqueiro após a medida. O relator afastou, por exemplo, o argumento de que um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp de Vorcaro, chamado A Turma, fosse apenas um “mero grupo” do qual o banqueiro fazia parte. “Trata-se, sim, de organização composta por conjunto de indivíduos coordenados pelos investigados Phillipe Mourão (agora falecido) e Marilson Roseno, sob a liderança e comando inequívoco de Daniel Bueno Vorcaro, responsável por dar ordens diretas ao grupo”, escreveu o ministro. Mendonça destacou ainda a “natureza violenta” dos integrantes do grupo, apontando para indícios colhidos pela PF de ameaças concretas a indivíduos. O ministro classificou os integrantes de A Turma como “milicianos” e deu como exemplo uma ameaça de morte feita a um ex-funcionário de Vorcaro. Na mesma decisão em que mandou prender Vorcaro, Mendonça também determinou a prisão de Phillipe Mourão, conhecido como Sicário, e Marilson Roseno, apontados como coordenadores da milícia pessoal do banqueiro. Mourão atentou contra a própria vida pouco após ser preso. Ele foi atendido e levado para um hospital, mas não resistiu.
Por Gazeta Digital 13 de março de 2026
O governador de Mauro Mendes (União Brasil), presidente estadual do partido, voltou a demonstrar pouca disposição para discutir a pré-candidatura do senador Jayme Campos (União) ao governo de Mato Grosso. Em nova entrevista, o chefe do Executivo afirmou que seu único apoio na disputa pelo Palácio Paiaguás segue sendo o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), a quem classificou como “mais preparado” para dar continuidade à gestão estadual. Segundo Mauro, Pivetta reúne experiência administrativa e resultados concretos que o colocariam em vantagem na corrida pelo governo. O governador citou o período em que o vice comandou o município de Lucas do Rio Verde por três mandatos, além dos sete anos de atuação na atual gestão estadual. “Olha, já disse a ele: meu apoio é para Otaviano Pivetta. É um cara mais preparado, está sete anos no governo, foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três vezes. Olha a qualidade da cidade, não dá para comparar. Olhe a qualidade que ele pode oferecer ao Estado”, afirmou o governador. Na avaliação de Mauro Mendes, caso Jayme insista em disputar o governo dentro do União Brasil, a definição ficará a cargo da convenção partidária, instância responsável por decidir os rumos da legenda nas eleições de 2026. "Respeito o Jayme, mas ele pode ser candidato ao Senado. No União Brasil ele vai esperar então a convenção, e vamos disputar voto a voto, e o meu apoio, sem dúvidas, será para Otaviano Pivetta", emendou. Pressão interna no União Brasil A insistência do senador em viabilizar sua candidatura tem provocado tensão interna no partido. Como noticiado pelo , O deputado estadual Júlio Campos (União), irmão de Jayme, chegou a admitir a possibilidade de recorrer ao diretório nacional da sigla para garantir que o nome do senador seja considerado na disputa ao Executivo estadual. Segundo Júlio, a maioria dos integrantes da convenção estadual defenderia candidatura própria do partido ao governo. “A maioria quer candidatura própria do senador Jayme Campos. Agora, se houver necessidade de uma força maior, nós iremos acionar e o diretório [nacional] estará conosco”, afirmou. A convenção do União Brasil é composta por 60 integrantes, entre membros do diretório regional, delegados municipais e parlamentares da legenda. Entre eles estão o próprio Jayme Campos, os deputados federais Fábio Garcia e Gisela Simona, além dos deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Eduardo Botelho, Sebastião Rezende e Júlio Campos.
Por Gazeta Digital 13 de março de 2026
Exame da Perícia Oficial e de Identificação Técnica (Politec) vai apontar se Estefane Pereira Soares, 17, foi estuprada e torturada antes de ser morta pelo próprio irmão, Marcos Pereira Soares, que já está preso. O corpo da vítima foi encontrado na noite de quarta-feira (11), dentro do córrego Vassoura, no Três Barras, em Cuiabá. Conforme a delegada Jessica Assis, o corpo estava submerso, nu e enrolado em um lençol e com sinais severos de crueldade. “Com os pés amarrados e com alguns sinais de violência sexual. Mas, a gente vai aguardar a confirmação da perícia. As roupas dela, que estrava utilizando antes de ser encontrada, também foram apreendidas para perícia e tentar encontrar material genético do suspeito”, disse. Por hora, Marcos foi autuado pelos crimes de sequestro, estupro, feminicídio e ocultação de cadáver. “Provavelmente também teve tortura, o corpo dela tinha alguns sinais de queimaduras e outras lesões”. Cabe a perícia apontar também como ela foi morta. “Ainda vamos apurar se a causa da morte foi asfixia, afogamento ou pelas queimaduras”. Jessica ressaltou que a vítima ainda tinha uma corda com uma pedra amarrada no corpo. Desprezo ao feminino  Toda a dinâmica do crime ainda está sendo apurada, bem como a motivação. Porém, ela destaca que, independente disso, está claro que o ato foi motivado por ódio ao gênero. “A motivação realmente é desprezo ao feminino. Foi um feminicídio clássico do termo mesmo”, explicou Assis. Em interrogatório, ele negou os fatos, afirmando que “não teria feito isso”. Contou ainda que procurou a irmã apenas para conversar, resolver uma questão ligada à mãe. “Que no momento que saíram de casa, eles teriam ido só até a esquina, conversaram rapidamente e ele seguiu o rumo. Depois, disse que não sabe o que teria acontecido com ela”, lembrou a delegada. Segundo ela, apesar de ter dado essa versão dos fatos, ele não forneceu nenhum álibi. Estefane estava em casa, com o companheiro, quando foi abordada pelo irmão. Depois disso, ela não foi mais vista. Encontro do corpo Estefany estava desaparecida desde terça-feira (10), conforme já divulgou o . A mãe, ao encontrar o filho, já na quarta-feira (11) , o pressionou para saber do paradeiro da jovem. Porém, o suspeito desconversava. Ela o levou para casa e acionou outros familiares, porém, ao perceber a “armação”, fugiu para dentro de um matagal. Família começou a buscar pela jovem na região até que, por volta das 21h30, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que o corpo da jovem foi encontrado dentro do córrego. Vítima estava submersa na água, apenas com as pernas para fora. Vítima apresentava ferimentos pelo corpo. Cena foi isolada para os trabalhos do Corpo de Bombeiros, DHPP e Perícia Oficial (Politec). Em seguida, com o apoio da Polícia Militar, o suspeito foi preso já na madrugada de quinta, na região do CPA. Ele foi flagrado andando pela avenida Brasil, quando foi abordado. Ele foi encaminhado para a DHPP, onde vai ser ouvido. A motivação do crime segue sob investigação.
Por RepórterMT 12 de março de 2026
A condenação do Município de Várzea Grande por omissão na manutenção de vias públicas foi mantida pela Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). A decisão obriga a prefeitura a indenizar uma mulher que sofreu fratura exposta e sequelas permanentes após cair em um bueiro sem tampa e sem sinalização durante a noite. O julgamento unânime ratificou o pagamento de R$ 15 mil por danos morais, R$ 10 mil por danos estéticos e uma pensão mensal de 20% do salário mínimo até que a vítima complete 75 anos. Para o relator do caso, desembargador Jones Gattass Dias, a existência do bueiro aberto configura falha grave do poder público, a quem cabe a obrigação de zelar pela segurança dos espaços urbanos e prevenir acidentes previsíveis.  A perícia médica confirmou que as lesões deixaram limitações físicas definitivas na vítima, reduzindo sua capacidade de trabalho. Com a rejeição do recurso do município, a sentença de primeira instância deve ser executada imediatamente.
Por FatoCapital 12 de março de 2026
A escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já começa a produzir reflexos diretos na economia brasileira, especialmente no agronegócio. Para o advogado e analista Pérsio Landim, o principal impacto imediato ocorre no aumento do preço do petróleo no mercado internacional, que pressiona o diesel e eleva os custos logísticos do campo justamente no momento mais sensível do calendário agrícola. Segundo Landim, o agronegócio brasileiro “sente rapidamente qualquer oscilação no preço dos combustíveis”, pois o diesel é essencial tanto para o funcionamento das máquinas nas lavouras quanto para o transporte da produção até os portos. A alta ocorre em meio ao pico da colheita de grãos e ao plantio da segunda safra de milho, período em que o consumo de combustível aumenta significativamente. “O campo brasileiro acaba sendo impactado de forma indireta por conflitos internacionais. Quando o petróleo sobe, o diesel acompanha e toda a cadeia logística do agro fica mais cara”. Produtores e entidades do setor já relatam aumentos considerados injustificados no preço do combustível e nos fretes rodoviários. Nas fazendas, combustíveis e lubrificantes representam cerca de 5% do custo operacional na colheita da soja, percentual que pode subir rapidamente em momentos de instabilidade internacional. Em outras culturas, como a cana-de-açúcar, o peso é ainda maior, podendo chegar a 20% do custo de produção. Especialistas em logística agrícola também alertam para os reflexos no transporte. O pesquisador Fernando Bastiani, do grupo EsalqLog da Esalq/USP, afirma que, caso o petróleo tipo Brent permaneça próximo de US$ 100 por barril, o preço do diesel pode subir cerca de 20%, o que teria potencial para elevar os fretes agrícolas em aproximadamente 10%. Além da pressão no mercado doméstico, o conflito também afeta o transporte marítimo internacional. O tráfego comercial de petróleo pelo Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do abastecimento mundial — foi interrompido, elevando o custo global do frete e ampliando a instabilidade no comércio internacional de energia. Para Pérsio Landim, esses custos tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva. “O aumento do frete e da logística pode acabar chegando ao produtor rural, seja por custos maiores de transporte ou por redução nos preços pagos pelas commodities”, explica. O cenário se torna ainda mais desafiador porque o agronegócio brasileiro já enfrentava gargalos logísticos antes mesmo da tensão internacional. No terminal portuário de Miritituba, no Pará, caminhões carregados com soja chegaram a enfrentar filas superiores a 25 quilômetros para descarregar nos terminais de grãos, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O congestionamento costuma ocorrer no pico da colheita, entre fevereiro e abril, quando o fluxo de cargas aumenta significativamente. Neste ano, porém, a situação se agravou com a expectativa de uma safra recorde estimada em cerca de 180 milhões de toneladas. Para Landim, o momento exige atenção das autoridades e planejamento logístico. “O Brasil tem uma das maiores produções agrícolas do mundo, mas continua vulnerável a choques externos e problemas internos de infraestrutura. Quando esses fatores se somam, quem paga a conta é o produtor e toda a cadeia do agronegócio”, conclui.
Por Terra 12 de março de 2026
O efeito da alta recente do petróleo no mercado internacional, após a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, terá impacto em diferentes setores da economia brasileira e poderá chegar ao bolso do consumidor de forma escalonada por meio da alta dos combustíveis, da energia elétrica, do frete e, de forma indireta, dos alimentos. Esse é o alerta que entidades e especialistas vêm fazendo desde que o preço da commodity beirou os US$ 120, no início desta semana. Embora o Brasil seja exportador líquido de petróleo, os preços internos dos combustíveis são influenciados pelo mercado internacional. Assim, quando o barril registra forte valorização e persiste em alta globalmente, a tendência é que os valores praticados no país também sofram pressão, atingindo desde a produção no campo até o orçamento das famílias. Para especialistas, o petróleo funciona como um insumo transversal na economia, presente em diferentes etapas da produção. O economista João Matos, professor da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, explica que o impacto começa no agronegócio. “O petróleo é uma base muito importante para os insumos e fertilizantes usados na produção agrícola, por exemplo. Desde mover um trator até fazer a pulverização para evitar pragas e a adubagem no momento do plantio, quando se utilizam fertilizantes que são em grande parte derivados do petróleo”, afirma. Rodrigo Simões, professor de Finanças e Economia da Universidade Anhembi Morumbi, cita que o efeito da alta do petróleo para o consumidor ocorre de forma encadeada. “Quando o combustível fica mais caro, diversos setores acabam sendo afetados, como alimentos, medicamentos, transporte coletivo e passagens aéreas”. Pressão sobre indústria e agro No setor industrial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o petróleo mais caro tende a elevar custos de energia, fretes marítimos, seguros logísticos e insumos industriais, fatores que compõem a base de custos de grande parte da produção no país. “Às vezes, a gente não se dá conta disso, mas uma simples embalagem de plástico já utiliza petróleo. Além disso, ele é usado na movimentação das máquinas e em todo o processo fabril. O petróleo é a base de vários setores e talvez na indústria seja onde ele aparece de forma mais evidente”, explica João Matos. No agronegócio, os efeitos também são relevantes. O petróleo mais caro tende a pressionar também o custo do frete marítimo e da logística global, além de afetar diretamente os fertilizantes nitrogenados, cuja produção depende fortemente do gás natural. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), entre 60% e 80% da produção desses insumos depende diretamente do gás natural, o que faz com que aumentos no preço do combustível elevem o custo internacional da ureia e o preço de referência do produto no Brasil. Além disso, eventuais interrupções nas rotas comerciais podem provocar atrasos nas entregas e reduzir a oferta global de insumos. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que o frete pode representar até 30% do custo logístico em trajetos longos de escoamento de grãos. No setor de serviços, o impacto se concentra principalmente no transporte. “A alta do preço do petróleo impacta diretamente a economia interna principalmente por meio do aumento dos custos de transporte e logística. Esse efeito acaba se espalhando por diversos setores da economia”, afirma Simões. Alimentos também entram na conta Esse aumento de custos na cadeia produtiva tende a chegar gradualmente ao consumidor. Frete e fertilizantes mais caros elevam o custo de culturas como soja e milho, que são base da ração animal. Como consequência, produtos como carnes, ovos e leite tendem a registrar aumento de preços. Como a alimentação possui peso significativo no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), qualquer choque prolongado nesses custos tende a se refletir na inflação oficial. Segundo Matos, o fenômeno tende a gerar uma inflação de custos, quando os preços sobem porque produzir ficou mais caro. “Existem dois tipos de inflação: a de demanda, quando as pessoas têm mais dinheiro e compram mais, e a de custos, quando o aumento vem da produção. No caso do petróleo, estamos falando claramente de inflação de custos”, explica. Diante do cenário de incerteza, o economista Rodrigo Simões avalia que o desafio será evitar que o choque externo se transforme em pressão inflacionária prolongada. “Ainda não há previsão de encerramento desse conflito. Com isso, o mercado tende a começar a precificar um aumento da inflação e também uma possível demora na queda da taxa de juros”, conclui.
Por Gazeta Digital 12 de março de 2026
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que pretende apoiar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de cartórios em processos de regularização fundiária no estado. Segundo o parlamentar, um novo pedido de CPI sobre o tema deve ser apresentado na Assembleia pelo deputado Eduardo Botelho (União) e, caso isso ocorra, ele garantiu que irá assinar o requerimento. Russi argumenta que há milhares de títulos de propriedade aguardando conclusão em Mato Grosso, o que tem impedido que famílias recebam a documentação definitiva de seus imóveis. “Estamos com mais de 40 mil títulos de regularização fundiária para serem entregues em Mato Grosso, mas não estão sendo disponibilizados. Os cartórios não estão cumprindo sua obrigação, e a população clama pelo seu título definitivo”, declarou Russi. O presidente da Assembleia também afirmou que a demora já teria sido alvo de cobranças por parte do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que acompanha a situação. Para Russi, a investigação é necessária para identificar onde está o problema no processo de regularização fundiária e garantir que os títulos sejam entregues à população. “Entregar um título de propriedade para uma pessoa é quase como entregar uma casa, porque ela passa a ser definitivamente dona daquele imóvel”, afirmou. Outros pedidos de CPI Durante a entrevista, Russi também comentou que outros três requerimentos de CPI aguardam análise da Procuradoria da Assembleia. Apesar de o prazo regimental para avaliação ser de 48 horas, ele disse que não tem cobrado rapidez no encaminhamento. A Assembleia instalou uma CPI recentemente, destinada a investigar possíveis irregularidades em contratos, licitações e movimentações financeiras da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023. Segundo o parlamentar, neste momento, prefere acompanhar o andamento dessa investigação antes de decidir sobre novas comissões. “Não podemos abrir uma CPI com um objeto muito amplo ou sem clareza do alcance, sem que ela realmente entregue um resultado importante para a população”, afirmou. Russi acrescentou que os pedidos foram mantidos na Procuradoria para análise jurídica e que, se houver necessidade, a tramitação pode ser acelerada dentro da Assembleia.
Por Gazeta Digital 11 de março de 2026
Mato Grosso conta com vários processos seletivos abertos para o preenchimento de vagas em diferentes regiões do estado. As oportunidades contemplam todos os níveis de escolaridade e variam entre o âmbito público e privado, e em órgãos municipais e federais. Os salários podem chegar aos R$ 14 mil. Confira a lista de oportunidades CRQ-XVI - Conselho Regional de Química da 16ª Região Vagas: 3. Cargos: Analista Administrativo (1 vaga + CR), Fiscal (1 vaga + CR) e Assistente Administrativo (1 vaga + CR). Salário: R$ 2.100,00 a R$ 4.900,00 (mais benefícios). Inscrições: até 15/03/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 50,00 a R$ 60,00. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT) Vagas: 5. Cargos: Médico - Cirurgia Pediátrica (1 vaga) e Médico - Medicina Intensiva (4 vagas). Salário: R$ 11.464,58. Inscrições: até 16/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Água Boa Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Agente Comunitário de Saúde (UESF Cristalino), Agente Comunitário de Saúde (UESF Central), Agente Comunitário de Saúde (UESF Operário), Agente Comunitário de Saúde (UESF Primavera), Agente Comunitário de Saúde (UESF Universitário), Agente Comunitário de Saúde (UESF Vila Nova), Agente Comunitário de Saúde (UBS Santa Maria), Agente Comunitário de Saúde (UBS Serrinha), Agente Comunitário de Saúde (UBS Jaraguá), Agente Comunitário de Saúde (UESF Guarujá), Agente Comunitário de Saúde (UESF Roncador), Agente Comunitário de Saúde (UESF Universitário I), Agente Comunitário de Saúde (UESF Campo Industrial) e Agente de Combate às Endemias. Salário: R$ 3.242,00. Inscrições: 13 a 19/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Arenápolis Vagas: 23. Cargos: Auxiliar de Consultório Dentário (1 vaga), Auxiliar de Serviços Gerais (1 vaga), Operador de Máquinas Agrícolas (1 vaga), Braçal (9 vagas), Coveiro (1 vaga), Jardineiro (3 vagas), Motorista (2 vagas), Operador de Escavadeira Hidráulica (1 vaga), Operador de Máquina Motoniveladora (Patrol) (1 vaga), Operador de Pá Carregadeira (1 vaga), Operador de Retroescavadeira (Retinha) (1 vaga) e Pedreiro (1 vaga). Salário: R$ 1.817,60 a R$ 2.888,81. Inscrições: 13 a 22/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Cocalinho Vagas: 7. Cargos: Agente Comunitário de Saúde (4 vagas + CR) e Agente de Combate às Endemias (3 vagas + CR). Salário: R$ 2.824,00. Inscrições: 26/03 a 08/04/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 75,00. Prefeitura de Santa Carmen Vagas: 3. Cargos: Agente de Serviços Gerais (CR), Agente de Limpeza Pública (CR), Apoio Educacional e Serviços Gerais (CR), Motorista de Veículo de Transporte de Cargas e Passageiros (CR), Auxiliar de Sala 30h (CR), Auxiliar de Sala 40h (1 vaga), Farmacêutico (1 vaga) e Professor do Ensino Fundamental II - Matemática (1 vaga). Salário: R$ 1.621,00 e R$ 2.958,15. Inscrições: até 16/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Cuiabá Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Professor Substituto de Nutrição e Dietética. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: até 15/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Cuiabá Vagas: 1. Cargos: Professor Substituto - Morfologia/Embriologia e Biologia Celular. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: até 16/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Araguaia Vagas: 1. Cargos: Professor Substituto de Química Geral/Ensino de Química. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: 13 a 16/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Vagas: 53. Cargos: Professor de Educação Física/Dança - Campus Universitário do Araguaia (1 vaga), Professor de Ensino de Licenciatura em Matemática - Campus Universitário do Araguaia (2 vagas), Professor de Comunicação/Jornalismo e Editoração - Campus Universitário do Araguaia (1 vaga), Professor de Ciência da Computação/Hardware - Campus Universitário do Araguaia (1 vaga), Professor de Matemática/Departamento de Matemática - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Ensino/Departamento de Matemática - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Comunicação e Informação/Jornalismo e Editoração/Departamento de Comunicação (Curso de Jornalismo) - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Ciências Sociais Aplicadas/Departamento de Comunicação (Publicidade e Propaganda, e Cinema e Audiovisual) - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Filosofia/Departamento de Filosofia - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Psicologia/Psicologia Social/Departamento de Psicologia - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Letras/Departamento de Letras - Campus Cuiabá (2 vagas), Professor de Ciências Sociais Aplicadas/Ciências Contábeis - Campus Cuiabá (4 vagas), Professor de Ciência da Computação/Engenharia de Software/Instituto de Computação - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Ciência da Computação/Teoria da Computação/Instituto de Computação - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de História/Departamento de História - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Saúde Coletiva/Epidemiologia - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Enfermagem/Médico-Cirúrgica - Faculdade de Enfermagem - Campus Cuiabá (3 vagas), Professor de Medicina/Pediatria/Departamento de Pediatria - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Medicina/Cirurgia/Departamento de Clínica Cirúrgica - Campus Cuiabá (2 vagas), Professor de Engenharia Elétrica/Máquinas Elétricas e Dispositivos de Potência/Departamento de Engenharia Elétrica - Campus Cuiabá (1 vaga), Professor de Medicina/Clínica Médica/Departamento de Clínica Médica - Campus Cuiabá (4 vagas), Professor de Medicina (1) - Campus Sinop (5 vagas), Professor de Medicina (2) - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Medicina/Clínica Médica - Campus Sinop (6 vagas), Professor de Medicina/Cirurgia - Campus Sinop (2 vagas), Professor de Medicina/Pediatria - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Enfermagem/Enfermagem Médico-Cirúrgica - Campus Sinop (2 vagas), Professor de Enfermagem/Enfermagem Médico-Cirúrgica/Medicina - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Medicina/Neurocirurgia - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Medicina/Doenças Infecciosas e Parasitárias - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Recursos Florestais e Engenharia Florestal/Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais/Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Recursos Florestais e Engenharia Florestal/Conservação de bacias hidrográficas/Engenharia Florestal - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Agronomia/Fisiologia de Plantas Cultivadas/Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais - Campus Sinop (1 vaga), Professor de Letras/Libras - Campus Sinop (1 vaga) e Professor de Ciência da Computação/Faculdade de Ciência e Tecnologia - Campus Várzea Grande (4 vagas). Salário: R$ 3.744,95 a R$ 14.288,85. Inscrições: 13 a 30/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Sinop Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Professor Substituto - Área de Anestesiologia Veterinária/Anatomia Animal. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: 16 a 18/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Sinop Vagas: 1. Cargos: Professor Substituto de Medicina. Salário: R$ 3.009,43 a R$ 5.831,21. Inscrições: 24 a 27/03/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita.
Por Gazeta Digital 11 de março de 2026
Diesel S10 chega a custar R$ 9,99 o litro em Mato Grosso. Este valor recorde, para pagamento à prazo, é registrado em algumas localidades no interior do estado e supera em 62,43% a média nacional de R$ 6,15 (l) e em 56,5% a média estadual de R$ 6,38 (l), além de se equiparar à cotação máxima em São Paulo (R$ 9,99/l), segundo informações de consumidores mato-grossenses e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em Cuiabá, o produto custa até R$ 7,49 (l), revela pesquisa diária de preços da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) por meio do sistema Nota MT. O valor máximo no estado demonstra que o produto é até 33,3% mais caro para os consumidores que estão mais distantes do principal centro consumidor. No caso do diesel comum (S-500) o preço no norte mato-grossense alcança R$ 9,89 (l), sendo 57,4% acima da média estadual de R$ 6,28 (l) registrada pela ANP, no último sábado (7). Na Capital, o mesmo produto também é repassado por até R$ 7,49 (l), indica a Sefaz. Morador de Nova Monte Verde, a 968 quilômetros ao norte de Cuiabá, o servidor público Amarildo Neves, 51, diz que o diesel encareceu recentemente. O S10 está 9,99 (l) e o comum (S-500) está 9,89 (l). Majoração que também foi percebida pelo secretário do Sindicato dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (Sindmat), Cláudio Rigatti. Houve aumento do diesel, mas por enquanto não temos problema para abastecer. Insegurança com relação ao comportamento dos preços e oferta do combustível fóssil preocupa os sojicultores. De acordo com o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) na região Norte, Ilson Luiz Redivo, o encarecimento do diesel eleva os custos de produção no campo. Segundo ele, a situação não é pior porque a colheita da soja foi concluída e o plantio do milho iniciado. Com isso, a demanda pelo derivado de petróleo reduz. Redivo lembra que a cotação do diesel, derivado do petróleo, também onera o frete de cargas, refletindo nos preços de todos os produtos para o consumidor final. Abastecimento Encarecimento do diesel tem relação direta com a alta nas cotações internacionais do petróleo, além de oscilações na oferta do produto. Conforme informou o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo) há possibilidade de aumentos sucessivos nas bombas, na atual conjuntura internacional de conflito no Oriente Médio com os Estados Unidos (EUA). Segundo o Sindipetróleo, não há uma média de repasse dos reajustes das distribuidoras para os postos, mas circulam informações de que algumas empresas enfrentam escassez de combustíveis. A Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (BrasilCom) esclarece que, até o momento, nenhuma das 40 associadas reportou falta de diesel ou gasolina no país, incluindo Mato Grosso.
Por FatoCapital 11 de março de 2026
A Raízen (RAIZ4), joint venture formada pela Cosan (CSAN3) e pela Shell, informou nesta quarta-feira (11) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo. A medida faz parte de um processo de reestruturação de suas dívidas financeiras, que somam aproximadamente R$ 65,1 bilhões. De acordo com fato relevante divulgado pela companhia, a recuperação extrajudicial foi estruturada de forma consensual entre o Grupo Raízen e seus principais credores financeiros. O objetivo é assegurar um ambiente jurídico estável e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das obrigações financeiras da empresa. Ainda segundo o comunicado, o plano já conta com a adesão expressa de credores signatários que representam mais de 47% do total das dívidas financeiras envolvidas na operação.  A companhia informou também que terá um prazo de 90 dias, a partir do processamento da recuperação extrajudicial, para alcançar o percentual mínimo necessário para a homologação do plano. Com isso, será possível garantir a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento que vierem a ser definidos no processo de reestruturação. A Raízen ressaltou ainda que o plano não abrange dívidas e obrigações com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros comerciais considerados essenciais para a continuidade das operações. Esses compromissos, segundo a empresa, permanecerão vigentes e continuarão sendo cumpridos normalmente conforme os contratos estabelecidos. Recuperação extrajudicial O advogado Pérsio Landim explicou ao FatoCapital que a recuperação extrajudicial é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite às empresas renegociar suas dívidas diretamente com os credores, sem a necessidade de um processo de recuperação judicial tradicional. Nesse modelo a empresa apresenta um plano de reestruturação previamente negociado com parte dos credores e o submete à homologação da Justiça. Uma vez aprovado e atingido o quórum exigido por lei, o plano passa a valer para todos os credores incluídos na negociação. “É um mecanismo mais rápido e menos oneroso do que a recuperação judicial, porque pressupõe que já existe um acordo prévio com parte relevante dos credores. A homologação judicial serve justamente para dar segurança jurídica e estender as condições negociadas aos demais credores da mesma classe”, explicou Landim.