Volume de chuva em fevereiro supera anos anteriores em Cuiabá

Gazeta Digital • 27 de fevereiro de 2026

Cuiabá e todo o estado de Mato Grosso permanecem sob alerta laranja para chuvas intensas até as 10h desta quinta-feira (26), conforme aviso emitido pela Defesa Civil. A previsão indica precipitações de até 60 milímetros por hora, com acumulados diários que podem variar entre 50 e 100 milímetros, além de ventos fortes, que devem atingir 60 a 100 km/h. O cenário exige atenção redobrada da população.

 

Os dados do DC-MT/INMET apontam que fevereiro de 2026 já acumula 274,4 milímetros de chuva, volume bem acima do registrado no mesmo período de 2025 (189,24 mm) e 2024 (88,85 mm). As informações do sistema CHIRPS reforçam a intensidade atípica das precipitações neste início de ano.

 

Equipes mobilizadas desde o último temporal



Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, as equipes seguem em campo desde o temporal do último domingo (22), quando alguns pontos da capital registraram mais de 100 milímetros de chuva em poucas horas.

 

“Nossas equipes estão circulando pela cidade, monitorando tanto os locais onde tivemos problemas no domingo quanto os pontos de risco recorrentes. Até o momento, a situação permanece dentro da normalidade. Não recebemos nenhuma ocorrência pelos telefones de emergência (193 ou 199)”, informou o secretário.

 

Ele explicou que a Diretoria Operacional mantém contato direto com moradores de áreas mais vulneráveis. “Caso haja necessidade, esses moradores costumam nos acionar imediatamente. Por enquanto, não há registros. Se houver qualquer mudança, informaremos a população”, completou.

 

Força-tarefa e ações preventivas


Desde o início da semana, a Prefeitura de Cuiabá mantém uma força-tarefa para limpeza e desobstrução em diversos bairros, especialmente Pedregal, Areão e Carumbé, que registraram ocorrências no fim de semana. As ações incluem retirada de resíduos, limpeza de bocas de lobo, desassoreamento de córregos e recolhimento de galhos — medidas essenciais para evitar novos alagamentos, já que o solo segue encharcado.

 

O trabalho é realizado de forma integrada entre Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Infraestrutura e Limpurb, com atendimento humanitário às famílias que tiveram perdas materiais, incluindo entrega de cestas básicas, colchões e kits de higiene.

 

As autoridades reforçam que, mesmo com a situação controlada, o volume acumulado e a previsão de continuidade das chuvas aumentam o risco de alagamentos pontuais, queda de árvores e transtornos no trânsito.

 

Recomendações à população


A Defesa Civil orienta que os moradores:

  • Evitem trafegar por áreas alagadas;
  • Não enfrentem enxurradas nem tentem atravessar ruas com correnteza;
  • Redobrem a atenção em locais próximos a córregos e encostas;
  • Evitem se abrigar debaixo de árvores durante temporais com ventos fortes;
  • Mantenham calhas e ralos limpos, evitando o descarte irregular de lixo.

Em caso de emergência, o contato deve ser feito pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil).

 

Atenção também aos animais de estimação


A Defesa Civil faz um apelo para que animais de estimação não sejam deixados para trás em caso de saída preventiva das residências. Cães e gatos também correm riscos durante enchentes e enxurradas.


A orientação é incluir os pets no plano de emergência familiar, garantindo transporte, abrigo, água e alimentação adequados.

 

Informação oficial e prevenção


A Prefeitura reforça que todas as atualizações sobre o clima e eventuais ocorrências serão divulgadas pelos canais oficiais, garantindo que as informações cheguem de forma clara e segura à população.

 

Embora a situação esteja dentro da normalidade operacional, os dados históricos e as previsões meteorológicas apontam para um período que exige atenção máxima.


O trabalho conjunto entre o poder público e a comunidade é fundamental para reduzir impactos e preservar vidas — humanas e animais. (Com assessoria)

Por RepórterMT 2 de julho de 2026
Os candidatos de todo o país que disputarão as eleições de 2026 terão o mesmo teto de gastos de campanha do pleito de 2022. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, atender ao pedido dos partidos e manter o limite de despesas igual ao da última disputa, de R$ 4,9 bilhões. A medida foi aprovada nessa quarta-feira (1º) e vale para as eleições gerais deste ano.  O presidente do TSE e relator da proposta, ministro Kassio Nunes Marques, defendeu que não há justificativa para alterar o teto de gastos diante da ausência de mudanças na legislação e da manutenção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). No voto, ele afirmou que um reajuste dos limites de despesas não refletiria a realidade financeira dos partidos políticos. O ministro também lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou, ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, o dispositivo aprovado pelo Congresso Nacional que previa reajuste do Fundo Partidário. Segundo Kassio, embora os limites de gastos pudessem ser atualizados, a decisão de não alterar o fundo eleitoral fará com que os partidos tenham menos recursos disponíveis para financiar as campanhas deste ano. Outro argumento apresentado pelo ministro foi o impacto que um aumento do teto poderia provocar sobre as políticas afirmativas previstas na legislação eleitoral. De acordo com Kassio, a ampliação dos limites poderia estimular candidatos que já ocupam mandatos a reivindicar parcelas maiores dos recursos partidários, reduzindo o espaço destinado às candidaturas beneficiadas pelas cotas de gênero e raça. Kassio também afirmou ter recebido manifestações de quase todas as direções nacionais dos partidos favoráveis à manutenção dos limites estabelecidos em 2022, sem qualquer atualização monetária. Para ele, a medida contribui para preservar o equilíbrio financeiro das legendas, garantir estabilidade ao processo eleitoral e evitar prejuízos às políticas de inclusão adotadas pela Justiça Eleitoral.
Por Gazeta Digital 2 de julho de 2026
As obras de implantação do corredor de transporte entre Várzea Grande e Cuiabá já permitem a circulação de veículos em pelo menos duas pistas de cada lado ao longo de todo o trajeto de 14 km entre o Aeroporto Marechal Rondon e o Comando Geral da Polícia Militar, na Avenida do CPA. Segundo a assessoria da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), os trabalhos de recuperação do asfalto já foram praticamente finalizados. As intervenções que permanecem em execução estão concentradas em pontos específicos, onde são realizados pequenos ajustes e acabamentos.  Um dos serviços ainda em andamento está localizado em frente à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), onde foi necessário reconstruir um antigo dispositivo de drenagem. Assim que for concluída a cura do concreto, este trecho será fechado e completamente liberado. No entanto, as outras três pistas ao lado permitem a passagem de veículos. Outro ponto de intervenção fica em frente à sede do SBT na Avenida do CPA, onde um vazamento na rede de água precisou ser corrigido pela concessionária Águas Cuiabá. No local já está sendo aplicada a nova camada de asfalto para liberação do trânsito. Também seguem em andamento pequenos ajustes no canteiro central na região do Colégio São Gonçalo, sem impedir a circulação em duas faixas de trânsito. Outras correções em calçadas são feitas ao longo do trajeto, mas com as pistas liberadas. A infraestrutura do Parque Linear da Avenida do CPA já foi concluída. A construção das estações de embarque e desembarque que irão atender o transporte coletivo também está em andamento, o que, em alguns casos, provoca o estreitamento de uma das três ou quatro faixas de circulação das avenidas. As obras prosseguem ainda em outros trechos do empreendimento, como a ligação entre o novo Terminal de Várzea Grande e o Aeroporto Marechal Rondon. Nesse segmento, os serviços são executados em uma nova via, sem interferência no trânsito existente.
Por Gazeta Digital 2 de julho de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a segunda fase da Operação Golden 2, na manhã desta quinta-feira (02), com o objetivo de cumprir mandados contra envolvidos com faccionados envolvidos com tráfico e lavagem de capitais. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, além de Itabela, no Estado da Bahia. Ao todo foram 5 mandados de busca e apreensão domiciliar, 8 bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros no limite de R$ 283,5 mil e uma medida cautelar diversa da prisão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias Polo de Cuiabá.  A operação, deflagrada com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), conta com o apoio operacional da Delegacia Regional de Polícia de Pontes e Lacerda, da Delegacia de Polícia de Tangará da Serra e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil da Bahia. Entre os alvos, está um detento que está preso em São Paulo, em razão de mandado de prisão expedido pela Justiça de Mato Grosso. O investigado possui vasta ficha criminal no Estado por envolvimento em tráfico de drogas, homicídio, entre outros crimes. Esta segunda fase da operação tem como objetivo central a desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa, atingindo diretamente a estrutura econômica que sustenta as atividades ilícitas. Primeira fase A primeira fase da operação foi deflagrada em 13 de março de 2025, quando foram cumpridas 18 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e bloqueios patrimoniais contra investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. As investigações da Denarc tiveram origem após a prisão em flagrante de um casal envolvido com o tráfico de drogas. Com o avanço das diligências, foi possível identificar que os integrantes do grupo criminoso utilizavam contas bancárias de terceiros e um estabelecimento comercial para ocultar e movimentar valores provenientes da comercialização de entorpecentes. Em continuidade aos trabalhos da primeira fase, foram apreendidos mais de R$ 692 mil em espécie e R$ 222 mil em cheques, valores localizados durante buscas realizadas na cidade de Cáceres, além do bloqueio de grande quantidade de valores nas contas dos investigados, que continham grande quantidade de valores. Mapeamento financeiro e lavagem de dinheiro As investigações prosseguiram e permitiram aos investigadores identificar novos integrantes da facção criminosa e ampliar o mapeamento da estrutura financeira utilizada para a movimentação dos recursos ilícitos. Os elementos obtidos também possibilitaram a realização de investigação financeira, que identificou movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados e a utilização de empresa de fachada. Segundo os levantamentos realizados pela Denarc, uma empresa constituída em nome de um dos investigados, sem histórico empresarial relevante e com renda declarada modesta, movimentou mais de R$ 600 mil em apenas dois meses, sem lastro econômico compatível para gerar esse montante. A investigação identificou ainda transferências financeiras entre pessoas apontadas como integrantes do grupo criminoso, incluindo suspeitos com antecedentes por tráfico de drogas e participação em facções. Segundo o delegado André Rigonato, responsável pelas investigações, também foram identificados repasses para a empresa que apresentou indícios de funcionamento incompatíveis com a atividade declarada, circunstâncias que reforçaram a hipótese investigativa de utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas. Os elementos fundamentaram a representação da Polícia Civil pelas novas medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que serão submetidos à análise pericial para subsidiar a continuidade das investigações. “As medidas cautelares patrimoniais têm como finalidade impedir a ocultação ou dissipação de ativos supostamente oriundos da atividade criminosa, preservar elementos de prova e assegurar eventual reparação dos danos e perdimento de bens ao final da persecução penal”, destacou o delegado. As investigações seguem em andamento, podendo resultar na identificação de novos envolvidos e na adoção de outras medidas judiciais. Operação Pharus A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Por Ascom 2 de julho de 2026
Com a missão de garantir a legitimidade do processo eleitoral e o livre exercício do direito de votar e ser votado, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) assume o papel de responsabilidade social, por meio de ações que estimulem o controle social e o voto consciente do cidadão mato-grossense. Um exemplo são as audiências públicas sobre as Eleições Gerais de 2026 que a Justiça Eleitoral realizará nos polos regionais do estado. A primeira delas ocorrerá no próximo dia 03 de julho, das 9h às 11h, no auditório da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), em Tangará da Serra (240 km de Cuiabá). O principal objetivo é promover diálogo direto entre a Justiça Eleitoral e a sociedade, ampliando a transparência, a participação cidadã e a confiança pública no processo eleitoral. A audiência pública terá início com a apresentação do projeto “Detetives da Cidadania”, realizado pelo TRE-MT. Posteriormente, o juiz-membro titular do Tribunal na categoria jurista, Pérsio Oliveira Landim, falará sobre o papel da Justiça Eleitoral, propaganda eleitoral e fake news, segurança das urnas e canais de denúncia. Ao final, será aberto espaço para manifestações das pessoas presentes, debates e/ou questionamentos. Na avaliação da presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, as audiências públicas demonstram a preocupação da instituição com a defesa dos direitos dos cidadãos e cidadãs. "Ao exercer o direito ao voto de forma responsável e informada, cada cidadão e cada cidadã contribuem diretamente para o combate à corrupção e para o fortalecimento da democracia. Por meio das regras seguras e transparentes do processo eleitoral, buscamos incentivar o controle social e a participação ativa da sociedade, assegurando que direitos e deveres sejam exercidos com soberania, responsabilidade e compromisso com o interesse coletivo". Serão convidados a participar, nos respectivos polos, prefeitos e prefeitas, presidentes de Câmaras de Vereadores, OAB-MT, Ministério Público local, comandantes da Polícia Militar (PM-MT) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Instituto Braudel, secretários municipais, diretores de escolas públicas e privadas (com convite estendido a alunos), diretores de faculdades (com convite estendido a alunos), coordenadores de Conselhos Municipais, representantes de associações e Organizações Não-Governamentais (ONGs), líderes religiosos, diretores de rádio, TV e imprensa em geral. Toda a sociedade também está convidada a comparecer. Cronograma nos polos regionais As audiências serão realizadas em paralelo com as reuniões preparatórias das Eleições Gerais de 2026. Sendo assim, seguirão o mesmo cronograma, conforme abaixo: 03/07 - Tangará da Serra (240 km de Cuiabá) 17/07 - Sinop (486 km de Cuiabá) 24/07 - Rondonópolis (219 km de Cuiabá) 31/07 - Barra do Garças (510 km de Cuiabá) 07/08 - Cáceres (220 km de Cuiabá) 14/08 - Cuiabá (capital)
Por Gazeta Digital 1 de julho de 2026
O projeto do governo de Mato Grosso, que autoriza a contratação de um empréstimo para financiar a construção de cerca de 60 mil moradias, começou a dividir opiniões entre os deputados estaduais. Enquanto parlamentares da base defendem a operação de crédito como necessária para ampliar os investimentos em habitação, a oposição critica o envio da proposta às vésperas do período de restrições eleitorais e classifica a medida como eleitoreira. O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), afirmou que a tramitação dependerá da disposição dos deputados em votar a matéria ainda nesta semana. Segundo ele, há um prazo para aprovação de projetos que podem sofrer restrições em razão do calendário eleitoral. “Nós vamos fazer hoje, talvez amanhã, sexta. Se tiver necessidade de mais sessões. Mas o prazo eleitoral para uma série de projetos é, acho que, dia 4. Então, o que tiver que ser aprovado em termos de legislação, que tenha impedimento eleitoral, até sexta-feira. Vai depender da base do governo. É um projeto que precisa fazer uma dispensa dentro da Assembleia. Vamos ver se apresenta a dispensa hoje. Se tiver quórum e vontade por parte dos deputados de aprovação, a gente vai tocar. Não havendo, não é um projeto que tenha essa urgência toda para ser aprovado até hoje”, afirmou. O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) disse ser favorável ao programa habitacional, mas ponderou que o parlamento deveria ter mais tempo para analisar a proposta, encaminhada há sete dias. “É um projeto importante para Mato Grosso. A finalidade é construir cerca de 60 mil casas. Não tem motivo para que o governo enviasse em cima da hora, para o parlamento acompanhar melhor. Todo deputado tem interesse em saber onde serão feitas as casas. É uma parceria boa, mas poderíamos estudar melhor. Fazer aprovação em uma semana não é confortável para a Assembleia”, avaliou. Já o deputado Wilson Santos (PSD) declarou voto favorável ao empréstimo e afirmou que operações voltadas para infraestrutura e habitação merecem apoio. “Empréstimo tem meu voto. Tudo que tiver relação com estradas, casas e investimentos tem meu apoio. O governador assumiu recentemente, há três ou quatro meses. Ele quer fazer dinheiro para investimento. Não tem como postergar a discussão. O dinheiro vem de banco público, com taxas de mercado acessíveis. Irei apoiar”, declarou. Na oposição, o deputado Valdir Barranco (PT) criticou duramente a iniciativa, alegando que o governo não priorizou políticas habitacionais ao longo dos últimos anos e agora pretende deixar a dívida para a próxima gestão. “É um projeto eleitoreiro. O atual governador, que foi vice do Mauro Mendes, acompanhou e viu que Mauro nunca teve compromissos com políticas habitacionais no estado, mesmo com o Fethab e fechando os cofres com superávit. Agora, para entregar o mandato dele, vem pedir empréstimo, deixando conta ao próximo gestor. É uma irresponsabilidade grande dele e de quem votar. Não é que eu não concorde com políticas habitacionais, mas é descabido, a essa altura do campeonato, tomar empréstimo deixando conta ao outro gestor.” Também favorável ao projeto, o deputado Eduardo Botelho (MDB) rebateu as críticas de cunho eleitoral e afirmou que atender à população também faz parte da atividade política. “Eu acho que tudo é eleitoral. Atender o povo também é. Sou a favor do empréstimo. Acho que temos déficit habitacional, algo com que o governo precisa se preocupar. Sou favorável à aprovação.” O projeto  O governador Otaviano Pivetta encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que autoriza o Estado a contratar um financiamento de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para garantir a continuidade dos investimentos em infraestrutura, ampliar a atenção básica de saúde nos municípios e viabilizar a construção de 60 mil moradias pelo programa SER Família Habitação, substituindo recursos que deixarão de existir no fim do ano sem comprometer o ritmo de obras, como rodovias e pontes, destacando que Mato Grosso possui capacidade fiscal para assumir a operação de crédito.
Por Gazeta Digital 1 de julho de 2026
Mato Grosso está com diversas oportunidades abertas em concursos públicos, com vagas em prefeituras, câmaras municipais e no Tribunal de Justiça. As seleções contemplam cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 16.346,38, dependendo da função escolhida. As oportunidades estão distribuídas em diferentes municípios e incluem áreas como saúde, educação, administração, jurídico, controle interno, serviços gerais e funções especializadas. Os prazos de inscrição variam conforme o edital, por isso os candidatos devem ficar atentos às datas e aos requisitos de cada processo seletivo. Confira a lista de concursos disponíveis: Concurso Prefeitura de Primavera do Leste Vagas: 33 Cargos: Agente de Monitoramento, Assistente Social, Auxiliar de Consultório Dentário, Cirurgião Dentista 20H - Paciente PNE, Cirurgião Dentista 20H – Periodontia, Controlador Interno (Ciências Contábeis), Enfermeiro Padrão, Fonoaudiólogo, Fonoaudiólogo Educacional, Médico 20H - Cirurgia Oncológica, Médico 20H – Endocrinologia, Médico 20H – Ginecologia, Médico 20H – Mastologia, Médico 20H – Neurologia, Médico 20H - Oncologia Clínica, Médico 20H – Ortopedia, Médico 20H – Psiquiatria, Médico 20H – Urologia, Médico 40H - Clínico Geral, Monitor Serviços Educacionais, Monitor Social, Procurador Municipal, Professor de Educação Física, Professor Pedagogo, Psicólogo, Técnico de Manutenção, Técnico em Higiene Dental, Técnico em Laboratório , Técnico Esportivo – Atletismo, Técnico Esportivo – Canoagem, Técnico Esportivo - Jiu-Jitsu, Terapeuta Ocupacional. Salário: até R$ 16.346,38 Inscrições: de 08/07/2026 até 09/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-primavera-do-leste-mt-2026 Câmara Conquista D’Oeste Vagas: 2 Cargos: Advogado, Assistente Administrativo, Auxiliar de Serviços Gerais Salário: até R$ 6.595,08 Inscrições: de 07/07/2026 até 05/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-camara-de-conquista-d-oeste-mt-001-2026 Câmara de General Carneiro Vagas: 4 Cargos: Procurador Jurídico, Auditor de Controle Interno, Agente Administrativo, Assistente de Plenário. Salário: até R$ 4.717,35 Inscrições: de 30/06/2026 até 28/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-camara--general-carneiro-mt-2026 Prefeitura de Poconé Vagas: 1 Cargos: Advogado. Salário: até R$ 5.037,51 Inscrições: de 09/06/2026 até 08/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-n-01-2026-concurso-prefeitura-de-pocone-mt-advogado Concurso TJ-MT 2026 para Cartórios Vagas: 116 Cargos: Serviços Extrajudiciais do estado, para atuação em delegações de Notas e Registros. Salário: a divulgar Inscrições: de 08/06/2026 até 08/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-tjmt-48-2025
Por RepórterMT 1 de julho de 2026
Começa hoje (1º) o período proibitivo para o uso do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, em Mato Grosso. A medida segue até 30 de novembro e tem como objetivo reduzir a ocorrência de incêndios florestais durante o período de estiagem. Quem descumprir a determinação poderá responder por crime ambiental, além de estar sujeito à aplicação de multas e demais penalidades previstas em lei. O Corpo de Bombeiros alerta que, no segundo semestre de 2026, Mato Grosso poderá enfrentar um período de seca severa por conta dos efeitos do fenômeno El Niño, que reduz a frequência e o volume de chuvas em diversas regiões do Brasil, especialmente no Centro-Oeste, além de elevar as temperaturas médias. Todo esse cenário climático pode favorecer a ocorrência de incêndios florestais no Estado. A restrição também está prevista no Decreto nº 2.015/2026 e faz parte das ações do Governo do Estado para prevenir incêndios florestais neste período de estiagem, que é marcado por altas temperaturas, baixa umidade do ar, ventos intensos e ondas de calor, fatores que favorecem a rápida propagação do fogo. A medida também faz parte do Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF), coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). O planejamento prevê o emprego de bombeiros militares e brigadistas, além de investimentos em equipamentos, viaturas, aeronaves e tecnologias de monitoramento, ampliando a capacidade de resposta e garantindo maior eficiência nas ações de prevenção e combate aos incêndios em todas as regiões do Estado. De acordo com o tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), a efetividade das ações de prevenção depende do comprometimento coletivo e da responsabilidade de cada cidadão no cumprimento da legislação. "A prevenção é sempre o caminho mais eficiente e menos onerosa do que o combate aos incêndios já instalados. Por isso, é fundamental que a população respeite o período proibitivo, evite o uso irregular do fogo, adote práticas seguras nas atividades rurais e comunique imediatamente qualquer foco de incêndio ou situação de risco aos órgãos competentes", afirmou.  Durante o período proibitivo, também ficam suspensas as autorizações para queima controlada emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A restrição não se aplica às queimas realizadas ou supervisionadas por órgãos públicos responsáveis por ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. O descumprimento do decreto poderá resultar em multas, apreensão de equipamentos e responsabilização criminal, conforme prevê a legislação ambiental. Em casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou o Corpo de Bombeiros Militar pelo 193. Salas de Situação Além da proibição do uso do fogo, o decreto mantém a estrutura de monitoramento dos incêndios florestais por meio da Sala de Situação Central (SSC), responsável pelo acompanhamento das ocorrências durante todo o período proibitivo. Neste ano, estarão em funcionamento a Sala de Situação Central e sete Salas de Situação Descentralizadas, instaladas nos municípios que sediam os Comandos Regionais do CBMMT, além da unidade localizada em Poconé, voltada ao atendimento da região do Pantanal. Todas as oito salas descentralizadas operam de forma integrada à Sala de Situação Central, sob coordenação da Diretoria Operacional do CBMMT. A estrutura possibilita o monitoramento em tempo real das ocorrências, o compartilhamento de informações estratégicas, a otimização do emprego de recursos e o direcionamento das operações de combate aos incêndios florestais. As Salas de Situação também reforçam a capacidade de resposta operacional, especialmente em áreas de difícil acesso, permitindo decisões mais rápidas, maior integração entre as equipes e mais eficiência nas ações de prevenção e combate aos incêndios em todo o Estado.
Por RepórterMT 1 de julho de 2026
Bandidos invadiram uma farmácia na madrugada desta quarta-feira (1º), na região do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, para roubar caixas de Mounjaro. Eles quebraram a parede de um imóvel vizinho para conseguir acessar o estabelecimento. Até o momento, ninguém foi preso. Segundo a Polícia Militar, era por volta das 3h quando os criminosos arrombaram a porta de entrada de uma borracharia, que fica ao lado da farmácia. Em seguida, eles quebraram a parede que divide os estabelecimentos, abrindo um buraco de aproximadamente 50 centímetros de diâmetro. Ao vistoriar o local, os policiais encontraram duas caixas de Mounjaro na área externa da farmácia, o que indica que elas foram deixadas para trás durante a fuga dos bandidos. Os policiais tentaram contatar o gerente da farmácia, mas ele não foi localizado. Eles permaneceram no local até a chegada da empresa de segurança. 
Por Agência Brasil 30 de junho de 2026
governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027. Principal programa federal de estímulo ao setor agropecuário brasileiro, a iniciativa vai destinar R$ 525,1 bilhões apenas para a agricultura empresarial durante o próximo ano agrícola. Do total, R$ 384,9 bilhões estão reservados para custear despesas essenciais, como a compra de insumos, a manutenção de lavouras e rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões irão para investimentos, apoiando a modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.  Os R$ 525,1 bilhões superam em R$ 9 bilhões os R$ 516 bilhões destinados ao agronegócio na safra anterior, safra 2025/2026, um incremento de 1,7%. Somado a outros cerca de R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, o financiamento para o setor agrícola supera os R$ 610 bilhões. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, um dos principais avanços do Plano Safra 2026/2027 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), por exemplo, o volume previsto alcança R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano, alíquota inferior aos 10% até então aplicados. O Plano Safra também reforça o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais, concedendo descontos na taxa de juros de custeio para os produtores que adotarem boas práticas agropecuárias, padrões de gestão e certificações reconhecidas. O desconto pode chegar a 0,5 ponto percentual para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e outro 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis. O programa também estimula a gestão de riscos, vinculando a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou seguro rural como instrumentos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito. Resultados Durante cerimônia de lançamento do programa, no Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que, com o atual plano, o governo federal atingiu o objetivo de não só ampliar o volume de recursos para o setor, mas, principalmente, reduzir as taxas de juros. “O crescimento do Plano Safra é um valor recorde. Mais de meio trilhão de reais. E com juros mais baixos. Este era o objetivo”, disse Alckmin, comemorando os bons resultados que a agropecuária alcançou no último período, “mesmo com o tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Sobrou, da diferença entre o que exportamos e o que importamos, R$ 149,2 bilhões. Isso tem um efeito fantástico na economia, no sentido de estabilidade, de fortalecer a economia brasileira”, apontou o presidente em exercício. Ele assegurou que a ampliação da infraestrutura para escoamento da safra é uma prioridade. Ao classificar o agronegócio como “um dos grandes pilares do desenvolvimento nacional”, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, defendeu a importância de políticas públicas “proporcionais aos desafios”. “Talvez, nenhum instrumento representa melhor essa escala do que o Plano Safra, que pertence ao Brasil, e que a partir de 2003 se transformou na principal política pública de crédito rural do Brasil. Uma das políticas públicas mais longevas da nossa história”, lembrou André de Paula. O ministro ressaltou ainda que a taxa de juros de custeio empresarial baixou de 14% para 12,5%. Confiança O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que servidores federais de todas as pastas envolvidas passaram as últimas semanas “trabalhado dia e noite para conseguir compilar e harmonizar as necessidades e os interesses do agronegócio com as contas públicas e as possibilidades financeiras de a União custear um Plano Safra recorde”. “A cadeia do agronegócio representa, hoje, mais de 25% do PIB [a soma de todas as riquezas produzidas no país] nacional. E é muito importante que um setor tão expressivo da nossa economia tenha a estabilidade de planos safras subsequentes e o compromisso das equipes de governo de debater temas espinhosos, como a renegociação das dívidas rurais e o seguro rural”, acrescentou Durigan, ao destacar que a venda de produtos agrícolas representam metade de todas as exportações brasileiras. Representante do setor produtivo no lançamento do Plano Safra, o diretor de Relações Corporativas da Inpasa (maior biorrefinaria de grãos da América Latina), Guilherme Nolasco, destacou que, “ao apoiar os produtores, o país apoia uma importante cadeia de negócios, responsável por desenvolver a indústria, pesquisa e a logística nacionais, gerando empregos e incrementando a inovação e a inserção dos produtos brasileiros no mercado internacional”. “O Plano Safra é mais do que crédito. É confiança em quem planta, investe e trabalha. Do pequeno ao grande produtor, e também das cooperativas que organizam, integram e fortalecem o desenvolvimento regional”, declarou Nolasco.
Por RepórterMT 30 de junho de 2026
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos do Decreto nº 12.723/2025, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ampliou a Terra Indígena Irantxe/Manoki, em Brasnorte (a 589 km de Cuiabá), em Mato Grosso, até que seja realizada uma audiência de contextualização e conciliação entre indígenas e moradores das áreas atingidas. A decisão foi publicada hoje (30), no Diário da Justiça Eletrônico (DJe). A ação foi movida pela Associação de Produtores Rurais Papagaio, que questiona o decreto do Governo Federal responsável por ampliar a área da terra indígena de cerca de 45,5 mil hectares para aproximadamente 252 mil hectares. Segundo a entidade, a medida atingiu propriedades privadas regularmente registradas, entre elas a Fazenda Rival, com 915 hectares, adquirida por meio de documentação formal e financiamento público do Projeto Banco da Terra. A associação alegou que a ampliação provocou consequências imediatas, como dificuldades para renovar autorizações ambientais indispensáveis à continuidade da produção agropecuária na safra 2025/2026. Na ação, a entidade sustentou que o procedimento de ampliação contrariou entendimento anterior do Ministério da Justiça e desrespeitou uma decisão liminar da Justiça Federal de Mato Grosso, proferida em 2013, que determinou a suspensão de atos administrativos voltados à revisão dos limites da terra indígena. Também argumentou que o decreto afronta princípios como segurança jurídica, boa-fé, proteção da confiança legítima e precedentes do próprio STF sobre demarcações de terras indígenas. A Presidência da República e a Advocacia-Geral da União (AGU) defenderam a validade do decreto. Alegaram que o processo de demarcação foi conduzido regularmente, que a medida cumpriu decisão judicial proferida em ação civil pública e que o mandado de segurança não seria a via adequada para discutir questões que exigem produção de provas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou pelo não conhecimento da ação. Ao analisar o pedido, Flávio Dino afirmou que a controvérsia não envolve a demarcação da terra indígena em si, mas a regularidade do procedimento adotado para a ampliação e os efeitos concretos produzidos pelo decreto. O ministro destacou que o próprio STF já firmou entendimento de que a ampliação de terras indígenas é possível, desde que observados requisitos específicos e assegurados os direitos de proprietários de boa-fé, inclusive com indenização quando cabível.  O relator ressaltou ainda que, em outro mandado de segurança envolvendo o mesmo decreto e a mesma terra indígena, já havia concedido medida semelhante para suspender os efeitos administrativos da ampliação até a realização de uma audiência de conciliação. Para ele, é necessário manter tratamento uniforme para situações idênticas. Na decisão, Dino observou que há indícios de que a Fazenda Rival possui justo título e posse de boa-fé e que o redimensionamento da terra indígena pode exigir indenização prévia. Também considerou relevante a existência de ações judiciais ainda sem trânsito em julgado envolvendo a ampliação da área, o que, segundo ele, recomenda cautela antes da execução integral do decreto. O ministro afirmou que a suspensão dos efeitos administrativos é necessária para evitar prejuízos imediatos à atividade rural. Segundo ele, a agricultura segue ciclos próprios, e uma eventual demora no processo judicial pode comprometer o plantio, a colheita, o crédito rural e a comercialização da produção, causando danos de difícil reparação. Ao mesmo tempo, Dino avaliou que a medida não causa prejuízo irreversível às comunidades indígenas, por possuir caráter provisório e conservativo.