TSE define limite de gastos para campanha em MT; veja os valores

MídiaNews • 3 de julho de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu, na quarta-feira (1º), o limite de gastos para todos os cargos em disputa na eleição este ano. O relator do processo foi o presidente do TSE Kassio Nunes Marques.


Para Mato Grosso, o teto de gasto ao cargo de governador ficou em R$ 7,1 milhões no primeiro turno. E para eventual segundo turno, o valor a mais autorizado pelo Tribunal é de R$ 3,5 milhões. Já no caso do Senado, o limite é de R$ 3,8 milhões.

 

Os candidatos a deputado federal poderão usar na campanha até R$ 3,17 milhões. Já os candidatos a deputado estadual terão o teto máximo de gasto em R$ 1,27 milhão.

 

Os valores são os mesmos da eleição de 2022. Isso porque, o reajuste do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundão, foi vetado pelo presidente Lula (PT).

 

“A manutenção dos limites garante a estabilidade dos quadro políticos e diminui consideravelmente as chances de que os destinários e destinatárias das políticas de inclusão sejam desprestigiados em favor dos atuais detentores dos mandatos eletivos”, disse Nunes Marques.

 

“Estou convencido diante deste quadro de que a manutenção dos limites solicitados pelas próprias agremiações prestigia o equilíbrio financeiro dos partidos”, acrescentou o presidente do TSE.

 

Veja como ficou o limite de gastos para MT:

 

Governo:

R$ 7,1 milhões (primeiro turno)

R$ 3,5 milhões (segundo turno)

 

Senado:

R$ 3,8 milhões

 

Deputado federal:

R$ 3,17 milhões

 

Deputado estadual:

R$ 1,27 milhão


Por Ascom 11 de julho de 2026
Mato Grosso registrou o maior volume de abates de bovinos para um primeiro semestre. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, entre janeiro e junho deste ano, o estado abateu 3,5 milhões de cabeças. O recorde foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por carne bovina, com destaque para a China. Segundo o instituto, o recorde do primeiro semestre de 2026 representa uma alta de 3,58% em relação aos abates do mesmo período de 2025. O resultado reflete o aquecimento das exportações e o aumento da procura por animais terminados ao longo dos primeiros seis meses do ano. A analista de bovinocultura de corte do Imea, Ana Eufrázio, destaca que o recorde foi sustentado pelo crescimento do abate de machos. "Neste primeiro semestre de 2026, Mato Grosso atingiu um volume de abates nunca visto antes para um primeiro semestre em toda a série histórica. Foram 3,65 milhões de cabeças abatidas, com destaque para o aumento no abate de machos e uma queda no abate de fêmeas", explica. Do total abatido, 1,81 milhão de cabeças foram machos, avanço de 13,05% frente ao primeiro semestre de 2025. Já o abate de fêmeas recuou 4,26%, totalizando 1,85 milhão de animais. Ana Eufrázio explica que essa redução no envio de fêmeas aos frigoríficos evidencia a transição do ciclo pecuário em Mato Grosso. "Essa queda ocorre devido ao intenso abate de fêmeas registrado nos últimos anos e ao cenário atual, em que a reposição voltou a ser mais atrativa. Com isso, muitos produtores estão retendo matrizes para recompor o plantel, o que reforça essa mudança no ciclo da pecuária”, diz. O desempenho da pecuária mato-grossense também foi acompanhado pelo resultado histórico nas exportações de carne bovina. No primeiro semestre de deste ano, Mato Grosso embarcou 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), crescimento de 38,76% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em receita, as exportações somaram US$ 2,41 bilhões, avanço de 63,82%. Segundo o Imea, a forte demanda internacional, especialmente da China, foi determinante para esse desempenho nas exportações do estado. "O recorde de abates foi impulsionado pelo aumento da demanda dos frigoríficos, especialmente da China, que representa mais de 50% das exportações de carne bovina de Mato Grosso", ressalta a analista. Outro fator que contribuiu para o aumento dos embarques foi a antecipação das exportações para o mercado chinês. Segundo o Imea, a imposição da cota de salvaguarda fez com que frigoríficos acelerassem os embarques antes do esgotamento do limite tarifário. "Dentro da cota, as exportações ocorrem normalmente. Fora dela, passa a incidir uma sobretaxa de 55%. Isso provocou uma corrida entre os frigoríficos no primeiro semestre para vender o maior volume possível antes do esgotamento da cota", explica a analista Ana Eufrázio. Com o preenchimento da cota chinesa, o mercado começa a dar sinais de desaceleração. Na última semana de junho, o indicador do boi gordo a prazo recuou 2%, equivalente a R$ 6,62 por arroba, refletindo a menor atuação de parte das plantas exportadoras e um movimento de acomodação após as fortes valorizações registradas ao longo do semestre. Projeções para o 2° semestre Para os próximos meses, de acordo com projeções do Imea, a expectativa é de redução do ritmo das exportações para a China. Esse cenário pode pressionar as cotações no terceiro trimestre. "Atualmente, o preço do boi tem diminuído porque a cota já foi atingida e os novos embarques estarão sujeitos à sobretaxa. A expectativa é de maior pressão sobre os preços durante o terceiro trimestre em razão da redução da demanda chinesa”, afirma Ana. Apesar desse quadro, a oferta restrita de animais terminados deve limitar quedas mais acentuadas da arroba ao longo do segundo semestre. Segundo o Imea, a tendência é que o mercado volte a ganhar força a partir da segunda quinzena de outubro, quando frigoríficos retomam o planejamento logístico para atender a nova cota de exportação destinada ao mercado chinês em 2027. "Esse cenário de demanda externa e da corrida para atender a cota explica os recordes de abate e de exportação registrados por Mato Grosso no primeiro semestre de 2026. A expectativa é que o mercado volte a se movimentar na segunda quinzena de outubro, já de olho na cota chinesa do próximo ano", indica a analista.
Por Gazeta Digital 11 de julho de 2026
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que não esconde mais sua tentativa de interferir na eleição da Mesa Diretora, para manter o controle da Câmara de Cuiabá, já adotou postura contrária ao Legislativo tempos atrás. Hoje ele busca, por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI), derrubar a exigência de quórum qualificado e facilitar a reeleição de sua principal aliada, a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), mas já buscou a própria Justiça para impedir a reeleição na Câmara quando era vereador. A contradição, por conta do interesse político, foi revelada na quinta-feira (9) pela vereadora Katiuscia Manteli (Pode) e vereador Daniel Monteiro (Republicanos), que criticaram a interferência com o aval da própria presidente da Câmara. Em 2018, Abilio assinou um mandado de segurança para impedir a reeleição do presidente do Legislativo, por considerar a mudança um "casuísmo político" e uma afronta à segurança jurídica. Oito anos depois, já como prefeito, ajuizou uma ADI para facilitar a mudança de regimento interno para a reeleição. O objetivo prático é eliminar a exigência de 18 votos (dois terços dos vereadores) para alterar o regimento e, por consequência, permitir que a atual presidente dispute um novo mandato na mesma legislatura. O movimento ocorre depois que Paula Calil não conseguiu reunir o apoio necessário para aprovar, no plenário, a mudança do Regimento Interno que abriria caminho para sua recondução ao cargo. A iniciativa representa uma mudança de discurso do prefeito. O mesmo Abilio, que hoje sustenta que a exigência de quórum qualificado representa uma "rigidez injustificada" e dificulta o princípio democrático, defendia, há oito anos, que alterações nas regras da eleição da Mesa não poderiam ser feitas por conveniência política nem às vésperas da disputa. A posição atual contrasta diretamente com a adotada por Abilio Brunini quando exercia mandato de vereador. Em maio de 2018, ele foi um dos autores de um mandado de segurança que buscava impedir a tramitação de um projeto de resolução que autorizava a reeleição do então presidente da Câmara, Justino Malheiros. Na ocasião, a ação afirmava que uma simples alteração do Regimento Interno não poderia inovar na ordem jurídica para permitir a recondução da Mesa Diretora. Os autores sustentavam que "a Câmara Municipal de Cuiabá só pode admitir a figura da reeleição dos membros de sua Mesa Diretora se houver permissivo nesse sentido expressamente descrito em lei stricto sensu, leia-se, Lei Orgânica Municipal". O mandado de segurança ainda afirmava que "a reeleição da Mesa Diretora de Câmara Municipal deve ter previsão na Lei Orgânica do Município e não no Regimento Interno, em razão de encontrar-se em posição hierarquicamente inferior". Naquele processo, os vereadores defendiam que a tentativa de alterar as regras por meio do Regimento Interno violava o princípio da reserva legal e não poderia produzir efeitos imediatos. O contraste entre as duas ações está justamente na fundamentação. Em 2018, Abilio sustentava que mudanças nas regras da Mesa Diretora, próximas da eleição, representavam casuísmo político, afrontavam a moralidade administrativa, comprometiam a segurança jurídica e favoreciam a perpetuação de grupos no poder. Agora, na condição de prefeito, defende que o problema é justamente a existência de uma regra mais rígida, afirmando que a exigência de dois terços para alterar o Regimento Interno viola a Constituição Federal e dificulta o funcionamento democrático do Legislativo. Embora a ADI alcance outros dispositivos do Regimento Interno, sua consequência política mais imediata poderá ser justamente permitir que Paula Calil dispute a reeleição para permanecer no comando da Câmara de Cuiabá. A ação será distribuída a um desembargador do Órgão Especial do TJMT. O relator poderá conceder liminar, suspendendo imediatamente os dispositivos questionados, ou levar o caso diretamente ao colegiado responsável pelo julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade contra normas municipais.
Por RepórterMT 11 de julho de 2026
A Prefeitura de Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá) publicou o edital do concurso público para contratação de profissionais de níveis médio, técnico e superior. O certame oferece vagas em diversas áreas da administração municipal, com salários que variam conforme o cargo e a jornada de trabalho. As inscrições poderão ser realizadas entre 8 de julho e 9 de agosto , exclusivamente pela internet. A taxa de inscrição varia de acordo com o nível de escolaridade exigido para o cargo. Entre as oportunidades com as maiores remunerações estão os cargos de Médico Especialista em Urologia e Cirurgião-Dentista Especialista em Oncologia Clínica. O edital também contempla vagas para Procurador Municipal, Assistente Social, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Professor de Educação Física, Monitor Social, Agente de Monitoramento, Auxiliar de Consultório Dentário, Técnico de Manutenção, Técnico Esportivo – Canoagem e Técnico Esportivo – Modalidade Jiu-Jitsu, entre outras funções. As provas objetivas estão marcadas para 13 de setembro de 2026 e serão aplicadas nos períodos matutino e vespertino. Cada candidato poderá se inscrever para até dois cargos, desde que as provas ocorram em turnos diferentes e sejam atendidos os requisitos de escolaridade para ambas as funções. O edital reúne informações sobre o número de vagas, carga horária, conteúdo programático, cronograma, documentação exigida e demais etapas do concurso. As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pelo site do Instituto Atame, banca organizadora do certame. Os candidatos também podem consultar o edital completo e acompanhar as atualizações nos canais oficiais da Prefeitura de Primavera do Leste e no Diário Oficial do Município (Dioprima). 
Por Gazeta Digital 11 de julho de 2026
Com três cadeiras vagas no Pleno, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) deve ter mais uma vaga aberta em julho devido à aposentadoria do desembargador Sérgio Valério, que chega à idade limite de 75 anos. É esperado, no entanto, que duas posses ocorram ainda neste mês. Por critério de merecimento, a lista mista de juízes e juízas formada após a aposentadoria de Maria Erotides Kneip, no dia 2 de junho, reúne 25 magistrados e já foi encerrada. Enquanto se espera o TJ marcar a data em que será feita a sessão de escolha, o nome do juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública, está entre os mais ventilados para subir ao desembargo. Também em junho outra cadeira ficou em aberto com a aposentadoria voluntária de Dirceu dos Santos. O desembargador já estava afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por suspeita de envolvimento em vendas de sentença e responde a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) no CNJ. E, a depender de eventual condenação, Dirceu poderá perder a aposentadoria. No seu lugar, está cotado para assumir o juiz Antonio Horácio da Silva Neto, por ser o mais velho na lista de antiguidade, com 57 anos. Já a terceira vaga na Corte ficou disponível após o TJ oficializar neste mês a aposentadoria de Juvenal Pereira da Silva, que, assim como Erotides, completa 75 anos. Com a sua saída, será escolhido um nome por critério de merecimento, em lista exclusiva de mulheres, que ainda não tem data para ser aberta. A política de alternância de gênero em segunda instância no Judiciário foi aprovada em 2023, visando maior participação feminina na magistratura. O TJMT conta com 13 mulheres no Pleno do total de 39 desembargadores e, até o momento, foram escolhidas duas magistradas pela lista exclusiva: Anglizey Solivan de Oliveira e Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva. Tal alternância deve se manter até que se atinja o percentual mínimo de 40% de ocupação de mulheres no segundo grau, sendo necessários mais três nomes no TJ mato-grossense. Por último, o desembargador Sérgio Valério se aposenta no final deste mês e será emitida outra lista mista no critério de merecimento. Após tomar posse em fevereiro deste ano, o magistrado pediu afastamento das funções e não deve retornar, já que fará 75 anos. Sérgio Valério assumiu o segundo grau em lista por antiguidade no lugar de Sebastião Barbosa.
Por RepórterMT 10 de julho de 2026
O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), voltou a ser rifado pelas lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT). A resistência dentro do campo da esquerda à sua eventual candidatura ao Governo de Mato Grosso segue forte. O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou que a decisão de apoiar a pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) foi tomada “ainda em fevereiro e formalizada em maio”, resultado de uma construção política que classificou como “madura” entre os partidos aliados. Lúdio deixou claro que não há espaço para mudanças de rumo diante das articulações de Emanuel para viabilizar seu nome no mesmo grupo político. “Foi uma decisão madura. A Natasha está em pré-campanha e estamos prontos para apoiá-la. Não tem sentido, nesta altura do campeonato, aparecer um nome novo” , enfatizou o deputado em entrevista à Rádio Cultura FM, nesta sexta-feira (10). Movimento pró-Natasha Nesta semana, lideranças do PT intensificaram a defesa de Natasha como o nome consolidado da esquerda para a disputa ao Palácio Paiaguás. A mobilização começou na segunda-feira (6), durante reunião da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) com partidos aliados, como PSB e PDT. No encontro, as siglas reafirmaram o compromisso com a pré-candidatura da médica e descartaram a possibilidade de apoiar Emanuel Pinheiro. Esse movimento foi um reflexo das ações de Emanuel Pinheiro, que acionou sua militância para possivelmente forçar uma entrada artificial na corrida rumo ao Palácio Paiaguás. O movimento ocorre com a entrega do intitulado “Manifesto por um Mato Grosso Justo: o PSD em Busca de um Novo Horizonte”, documento feito por presidentes de diretórios municipais que pedem por ele nas urnas em outubro. Sob a justificativa de que "ilegítimo é não dar voz ao partido", Neneu, como é conhecido, tenta constranger a sigla a reabrir um processo que parecia pacificado em torno da pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko. Ao simular que atende a uma "convocação espontânea" das bases, o ex-prefeito empurra o PSD para um cenário de indefinição até a convenção, tentando se esquivar do rótulo de que está, sim, aplicando uma "rasteira" em Natasha.  Nos bastidores, contudo, a retórica democrática de Emanuel é lida como uma forma de mascarar um balão de ensaio. A situação serve como cortina de fumaça para manter seu nome em evidência na imprensa.
Por Primeira Hora 10 de julho de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por utilizar casas de bingo e jogos de azar para ocultar e movimentar dinheiro proveniente de atividades ilícitas. A operação é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio de outras unidades da Polícia Civil. As ordens judiciais foram cumpridas em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares, entre elas o bloqueio de contas bancárias, a quebra de sigilo bancário e a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial apontado como base para a realização de bingos ilegais.  Segundo as investigações, o local era utilizado de forma permanente para promover sorteios clandestinos controlados pela facção criminosa, além de movimentar valores incompatíveis com a capacidade financeira declarada pelos responsáveis. Durante a operação, foram apreendidas máquinas de bingo, uma máquina de urso e outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar. Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, falsidade ideológica, extorsão, posse irregular de arma de fogo e facilitação da entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais. As investigações tiveram início após a análise de aparelhos celulares apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal durante a prisão de suspeitos envolvidos em um roubo seguido de incêndio a uma padaria, ocorrido em fevereiro de 2025, em Rondonópolis. A partir do conteúdo extraído dos dispositivos, os policiais identificaram a atuação de uma célula da facção criminosa em diversos municípios de Mato Grosso. A Operação Adsumus contou com a participação de equipes da Derf de Rondonópolis, da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira da organização criminosa.
Por RepórterMT 10 de julho de 2026
A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá rejeitou o novo recurso apresentado pela Astejud (Associação dos Técnicos Judiciários do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso) que tentava suspender a devolução do "Abono Selo Ouro". O "vale-peru", como ficou conhecido, foi no valor de R$ 8 mil, pago em dezembro de 2024 a cerca de 4,5 mil servidores. Na decisão disponibilizada hoje (10), o juiz Bruno D’Oliveira Marques negou provimento aos embargos de declaração da entidade e manteve a extinção do processo, destacando que a Justiça Estadual não possui competência jurídica para anular determinações do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A associação recorria contra uma sentença anterior. A entidade sustentava que os descontos mensais em folha de pagamento configuravam um ato administrativo local e autônomo do TJMT, aplicado sem a garantia de contraditório e ampla defesa aos servidores afetados. Sob essa premissa, a Astejud buscava interromper as cobranças e reaver as quantias retidas. Contudo, ao analisar as alegações, o magistrado foi enfático ao rejeitar a tese da associação. Em um dos trechos da decisão, o juiz asseverou que o foro adequado para esse tipo de contestação não é a primeira instância do estado. “A extinção do feito decorreu do reconhecimento de que a pretensão de suspender os descontos e declarar inexigível a devolução implicaria, na prática, afastar os efeitos de deliberação do Conselho Nacional de Justiça, matéria de competência absoluta reservada ao Supremo Tribunal Federal.” O magistrado explicou que, embora a defesa tentasse limitar a discussão apenas às rotinas do setor de recursos humanos da corte mato-grossense, o cumprimento da medida está diretamente atrelado à ordem do conselho nacional. “A sentença enfrentou expressamente esse ponto ao consignar que, embora a parte autora procurasse circunscrever o objeto da demanda aos atos administrativos locais de desconto em folha, a própria narrativa da exordial reconhecia que esses atos decorriam direta e necessariamente de providência do Conselho Nacional de Justiça.” Com a decisão, o processo foi enviado para arquivamento e os descontos na remuneração dos servidores continuam correndo normalmente mês a mês até a quitação total dos R$ 8 mil recebidos de forma irregular.
Por RepórterMT 10 de julho de 2026
A Procuradoria-Geral da Câmara Municipal de Cuiabá avalia entrar com medidas judiciais para derrubar a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo prefeito Abílio Brunini (PL), que busca reduzir a quantidade mínima necessária de vereadores para eleger o novo presidente do Parlamento municipal. Ainda não foi proferida decisão da Justiça na ação, mas o procurador-geral da Casa de Leis, Eustáquio Neto, já estuda como combatê-la, caso o pedido seja atendido. Abilio tenta mudar as regras de votação da Câmara e facilitar a reeleição da atual presidente da Casa, Paula Calil (mesmo partido). No documento protocolado na segunda-feira (6), a prefeitura pede a derrubada urgente de 11 incisos do Regimento Interno que hoje exigem o voto de dois terços dos vereadores (17 dos 25 parlamentares) para serem alteradas, defendendo que esses temas passem a ser decididos por maioria simples. Ao ser questionado sobre o posicionamento da Procuradoria, Eustáquio Neto foi enfático ao blindar o caráter técnico do órgão, ressaltando a independência dos pareceres: " De forma alguma. E aliás, a Procuradoria e também o procurador-geral se abstêm totalmente de se envolver em questões políticas. As questões políticas cabem apenas, tão somente, aos vereadores, aos parlamentares. Nós da Procuradoria, incluindo este procurador-geral que fala com vocês, somente analisa e decide questões jurídicas ", disse à imprensa nessa quinta-feira (9). O chefe do setor jurídico do Legislativo cuiabano reforçou que os estudos sobre a peça judicial seguirão critérios rigorosamente constitucionais, avaliando a simetria entre as leis federais, estaduais e a Lei Orgânica do Município. " Nós estamos aguardando a notificação para ter acesso à íntegra dessa ação, para a gente se debruçar no ponto central, que é o princípio da assimetria. Analisar se em relação à Constituição Federal, Estadual e a Lei Orgânica, se esses preceitos, e especialmente que exigem esse quórum qualificado, se eles são constitucionais ."  Eustáquio concluiu afirmando que a legalidade impera sobre as demandas de qualquer liderança dos Poderes, garantindo isonomia no tratamento. " Se o pedido que a presidente me faz guarda, comporta a legalidade, vai ser atendida, assim como de qualquer outro vereador. Mas se não, pode ser a presidente, o prefeito ou qualquer outra autoridade [que não será acolhido] ", finalizou o procurador-geral. A iniciativa da prefeitura ocorre por conta do impasse político que envolve o comando do Legislativo. Paula Calil conta atualmente com o apoio declarado de 14 vereadores para continuar na presidência, mas enfrenta um cenário difícil. Pelas regras atuais da Casa, ela precisa de pelo menos 17 votos para conseguir mudar o regimento e autorizar a reeleição consecutiva dentro da mesma legislatura. Se a mudança não passar, o grupo tem um plano B de apoiar o vereador Dilemário Alencar (União).
Por Gazeta Digital 10 de julho de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Adsumus para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa que utilizava bingos e jogos de azar para ocultar valores obtidos com atividades ilícitas. Três pessoas foram presas durante a ação. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados judiciais, sendo 11 de busca e apreensão, 3 de prisão preventiva e medidas cautelares de bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário e suspensão de atividades comerciais. As ordens judiciais foram executadas em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra. As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, apontaram que a organização criminosa promovia bingos e explorava jogos de azar para lavar dinheiro e dar aparência de legalidade aos recursos obtidos por meio de crimes como tráfico de drogas, extorsão e outras atividades ilícitas. Um dos principais alvos da operação foi um estabelecimento comercial em Rondonópolis, utilizado como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção. Segundo a Polícia Civil, o local apresentava movimentação financeira incompatível com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis. Por determinação judicial, o estabelecimento teve as atividades suspensas e foi lacrado. Também foram apreendidas máquinas de bingo, uma máquina de urso e outros equipamentos utilizados na exploração dos jogos de azar. A investigação teve início após a análise de aparelhos celulares apreendidos com dois suspeitos envolvidos em um roubo seguido de incêndio a uma padaria, ocorrido em fevereiro de 2025, em Rondonópolis. O conteúdo extraído dos dispositivos revelou a existência de uma célula da facção criminosa com atuação em diferentes municípios de Mato Grosso. Além da lavagem de dinheiro, os investigados são suspeitos de integrar organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, fraude processual, falsidade ideológica, facilitação da entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais e posse irregular de arma de fogo. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e concluir o inquérito policial.
Por RepórterMT 10 de julho de 2026
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi - Podemos, criticou nesta quarta-feira, 17, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini - PL, que acionou o Judiciário para questionar alguns pontos do Regimento Interno da Câmara Municipal.  Para Russi, a ação representa "uma interferência na autonomia do Poder Legislativo" e pode "enfraquecer a independência entre os Poderes". "Na Assembleia Legislativa isso jamais seria aceito. Independentemente das diferenças políticas, os 24 deputados estariam unidos na defesa da autonomia do Parlamento. Nós estamos de passagem, mas as instituições permanecem e precisam continuar fortes. A democracia depende da independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário", disse.