Megaoperação desarticula esquema milionário de fraudes em Rondonópolis
Uma megaoperação que apura um esquema que causou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão às vítimas cumpriu, na manhã de hoje (4), um mandado de busca e apreensão em Rondonópolis (a 215km de Cuiabá), em Mato Grosso. A Operação Castelo de Cartas foi deflagrada pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul para desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes financeiras com falsas “cartas de crédito contempladas” e negociações ilícitas de veículos.
A investigação resultou ainda no bloqueio judicial de R$ 7.524.805,40 dos investigados, valor cinco vezes maior que o prejuízo inicialmente identificado.
Além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, foram cumpridos mandados no Distrito Federal, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.
Em Rondonópolis, a ordem judicial foi executada por uma equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) em um condomínio fechado no bairro Vila Planalto. O alvo, um bandido de 30 anos, e a esposa, de 33, já tinham sido investigados anteriormente em uma operação da Polícia Federal.
Durante a ação, foram apreendidos um notebook, um Onix, três iPads, um monitor Asus, três telefones celulares, 17 cartões bancários, R$ 1.850 em espécie, dois cadernos com anotações, dois cheques de terceiros no valor de R$ 4.500 cada, 10 itens dourados entre correntes e pulseiras, um relógio com caixa da marca Rolex e outros pertences de alto valor.
As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada e contínua. Com apoio técnico do Lab-LD/Dracco, o Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, foi identificado prejuízo superior a R$ 1,5 milhão às vítimas.
Também foi constatado que o núcleo operacional sediado no Mato Grosso do Sul mantém ligação direta com investigados de Rondônia, alguns deles já alvos da Operação Carga Prensada, da Polícia Federal, em 2021, relacionada a tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.
A apuração revelou inúmeras transações bancárias realizadas por meio de contas de terceiros, incluindo familiares e empregados, para ocultar e dissimular a origem dos valores ilícitos.
A Operação Castelo de Cartas tem como foco a identificação, bloqueio e apreensão de bens e valores visando ao ressarcimento das vítimas. A Polícia Civil representou pela apreensão de veículos, bens de alto valor, imóveis e pelo bloqueio de mais de R$ 7,5 milhões, totalizando R$ 7.524.805,40 após decisão judicial com manifestação do Ministério Público.
A ação integra a 3ª Operação Renorcrim, no âmbito da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas, promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp).
As buscas nos demais estados contaram com apoio das seguintes unidades especializadas da Polícia Civil: Draco 2 da PCRO, DRP e Derf de Rondonópolis da PCMT, Draco da PCDF, Dig e Deic de Presidente Prudente da PCSP, Draco e Deic de Balneário Camboriú da PCSC.
O nome da operação, Castelo de Cartas, remete à frustração das vítimas, que acreditavam estar realizando o sonho da casa própria, mas foram enganadas por uma estrutura criminosa tão instável quanto um castelo de cartas.
As ações seguem em andamento sob coordenação do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) do Mato Grosso do Sul.










