Internet ou telefone cortados? Saiba como acionar o Procon após operação na Isaac Póvoas

RepórterMT • 9 de fevereiro de 2026

Consumidores residenciais e comerciantes de Cuiabá que ficaram sem sinal de telefone ou internet nesse domingo (8) têm um canal direto para resolver o problema. O Procon Municipal está de plantão para registrar reclamações e cobrar que as operadoras restabeleçam as conexões interrompidas durante a Operação “Telefone Sem Fio 2026”, realizada na Avenida Isaac Póvoas.


Para quem teve o serviço cortado, a orientação é buscar atendimento imediato via WhatsApp, pelo número (65) 3324-9680. O órgão atua na mediação direta com as empresas para garantir que a solução seja agilizada, minimizando o prejuízo de quem depende da rede para trabalhar ou se comunicar.



A queda no sinal ocorreu devido a uma força-tarefa da Secretaria Municipal de Ordem Pública em conjunto com a Energisa. A operação removeu mais de 1,5 tonelada de cabos irregulares, abandonados ou instalados fora das normas de segurança.


Segundo a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, as empresas de telefonia foram notificadas há 30 dias para regularizar a fiação, mas muitos cabos seguiam oferecendo riscos de curto-circuito e acidentes.


Veja o passo a passo


Antes de tudo, tente contato com sua empresa de internet ou telefonia.


Caso o problema não seja resolvido ou você precise de agilidade, envie uma mensagem para o WhatsApp do Procon (65) 3324-9680.

Comerciantes que perderam vendas pela falta de sinal devem guardar registros para eventuais pedidos de ressarcimento.


A operação de ordenamento urbano continuará após o Carnaval em outros pontos da região central. O Procon reforça que estará presente em todas as etapas para garantir que a organização da cidade não deixe o cidadão desassistido.


Por FatoCapital 27 de junho de 2026
O agronegócio brasileiro atravessa uma transformação estrutural silenciosa, porém profunda. Se antes sua competitividade era medida por produtividade, extensão de terra e capacidade logística, hoje um novo ativo assume protagonismo: os dados. A digitalização do campo, impulsionada pela agricultura de precisão, sensoriamento remoto, softwares de gestão rural, inteligência artificial e integração de cadeias produtivas, tornou o setor altamente dependente de fluxos contínuos de informação. Produção, clima, solo, crédito, rastreabilidade e logística passaram a compor um ecossistema digital complexo, no qual decisões estratégicas são cada vez mais orientadas por dados. Nesse cenário, a segurança da informação no agronegócio deixa de ser uma questão exclusivamente tecnológica e passa a integrar o núcleo da gestão estratégica do negócio rural. Tradicionalmente, o ativo central do produtor rural era a terra. Hoje, esse conceito se expande para incluir bases de dados agronômicos, históricos de produtividade, mapas de fertilidade, registros de maquinário conectado e informações comerciais sensíveis. Esses dados possuem valor econômico direto. São capazes de influenciar decisões de mercado, negociações com tradings, acesso a crédito e até precificação de ativos agrícolas. Em muitos casos, representam vantagem competitiva acumulada ao longo de safras. A consequência natural dessa transformação é que o dado agrícola passa a ser também um ativo vulnerável. A expansão da conectividade rural trouxe ganhos expressivos de eficiência, mas também ampliou a superfície de exposição a riscos cibernéticos. Sistemas de gestão agrícola baseados em nuvem, sensores IoT em máquinas agrícolas e plataformas de comercialização digital criaram novos pontos de entrada para ataques, vazamentos ou uso indevido de informações. Diferentemente de setores tradicionalmente digitais, o agronegócio ainda atravessa um processo de maturação em governança de dados. Em muitos casos, há integração entre sistemas sem padronização robusta de segurança, o que amplia vulnerabilidades. Além disso, a cadeia do agronegócio é altamente interdependente: produtores, cooperativas, revendas, indústrias e instituições financeiras compartilham informações sensíveis em múltiplas plataformas. Essa interconexão, embora essencial para eficiência operacional, também exige padrões elevados de proteção e controle de acesso. A entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil estabeleceu um marco regulatório importante para o tratamento de dados pessoais, inclusive em ambientes rurais e agroindustriais. Embora muitas discussões sobre LGPD se concentrem em setores urbanos e digitais, sua aplicação no campo é igualmente relevante, especialmente quando há tratamento de dados de colaboradores, fornecedores, parceiros comerciais e clientes. Mais do que uma obrigação legal, a conformidade com a LGPD representa uma oportunidade de amadurecimento institucional do setor, promovendo maior transparência, rastreabilidade e confiança nas relações comerciais. A proteção de dados no agronegócio não deve ser vista apenas sob a ótica da mitigação de riscos, mas também como elemento de competitividade. Empresas e produtores que estruturam políticas sólidas de governança digital tendem a apresentar maior capacidade de integração com mercados internacionais, acesso facilitado a crédito e maior confiabilidade em processos de auditoria e certificação. Em um ambiente global cada vez mais orientado por padrões ESG e rastreabilidade, a segurança da informação torna-se parte integrante da sustentabilidade do negócio rural. O agronegócio brasileiro sempre demonstrou capacidade de adaptação tecnológica, incorporando inovações que ampliaram sua produtividade e alcance global. A atual fronteira dessa evolução está no campo da informação. Garantir a segurança dos dados no ambiente agro não é apenas uma questão técnica, mas estratégica. Trata-se de proteger ativos intangíveis que hoje são tão relevantes quanto a própria produção física. Nesse novo cenário, o futuro do agro não depende apenas da terra, da chuva ou da tecnologia embarcada nas máquinas, mas também da integridade, confiabilidade e segurança dos dados que sustentam toda a cadeia produtiva. Crédito: Pérsio Landim, advogado especialista no agro
Por Gazeta Digital 27 de junho de 2026
Um homem foi baleado e outro atropelado durante uma confusão durante o cumprimento de uma ordem de arresto relacionada a uma disputa pela colheita de uma lavoura na cidade de Feliz Natal (536 km de Cuiabá). Arresto é uma ordem judicial para bloqueio ou apreensão de bens em razão de dívidas. O caso foi registrado na manhã de sexta-feira (26), mas ganhou repercussão após a divulgação do vídeo do momento do ocorrido. Durante o cumprimento da decisão judicial, as partes envolvidas se desentenderam. O réu, isto é, aquele que deveria entregar a produção, estava em uma caminhonete circulando pela área. Em determinado momento, ele tenta atropelar um outro homem, que havia sido contratado para fazer a colheita alvo da disputa. Para se defender, o funcionário efetuou um disparo de arma de fogo contra o motorista, que foi atingido. Na sequência, o motorista atinge um outro homem que estava no local, fugindo na sequência. Durante a ação, um vigilante chegou a disparar contra o pneu da caminhonete para tentar impedir a fuga, mas sem êxito. O motorista da caminhonete foi levado ao Pronto Atendimento da cidade, mas acabou sendo transferido para um hospital em Sorriso. O homem que foi atropelado também foi hospitalizado. Um revólver calibre 38, munições e o documento da arma foram apreendidos, assim como a caminhonete envolvida no episódio. Todo o material foi entregue na delegacia da cidade, que vai dar andamento à investigação para a elucidação dos fatos.
Por RepórterMT 27 de junho de 2026
Os relatores das ações no Supremo Tribunal Federal (STF) que limitaram os chamados penduricalhos para juízes, procuradores e promotores votaram hoje (26) para liberar o pagamento de parte da verba adquirida antes de março de 2026, período em que a Corte definiu novos critérios para as parcelas indenizatórias. Estão autorizados os pagamentos de verbas retroativas que estavam suspensas, desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tenha verificado a legalidade e a regularidade dos valores. Conforme o voto conjunto dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes, o CNJ tem o prazo de 30 dias para informar esses dados ao Supremo. Os repasses terão de respeitar o limite de 35% de todos os valores indenizatórios a que magistrados e membros do Ministério Público têm direito. Os penduricalhos consistem em verbas indenizatórias que elevam os contracheques do funcionalismo público e, somadas, extrapolam o teto constitucional, equivalente ao salário dos ministros do STF, que é de R$ 46,3 mil. Os magistrados negaram a maior parte dos pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de entidades de classe para flexibilizar as regras mais rígidas vigentes desde março. Com isso, foi mantido o veto para o pagamento de auxílio-alimentação, assistência pré-escolar e auxílio-creche. O entendimento se aplica a qualquer benefício, independentemente da nomenclatura, que tenha como fato gerador a condição de paternidade ou maternidade. O voto também prevê que os tribunais e as procuradorias-gerais possam liberar o pagamento em dinheiro de até 30 dias por ano para fins de compensação por plantão judiciário e de custódia. O tema é analisado no plenário virtual do STF, e os demais ministros ainda precisam se pronunciar. O julgamento dos recursos que pedem esclarecimentos e ajustes na tese fixada pelo Supremo segue até terça-feira (30). Os principais pontos do voto conjunto:  Auxílios: Mantida a inconstitucionalidade do pagamento de auxílio-alimentação, pré-escolar e creche. Férias e plantões: Autorizada a conversão em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões adquiridos antes do julgamento e indeferidos por necessidade do serviço, de forma excepcional, limitada a 30 dias por ano e restrita ao teto de 35%. Valorização por Antiguidade (PVTAC): Implantação imediata da parcela de 5% a cada cinco anos de atividade jurídica (limite de 35%), sem necessidade de requerimento. Inativos e pensionistas: Extensão do benefício da PVTAC a inativos e pensionistas, desde que o instituidor original tivesse o direito, observadas as regras de transição. Cumulação de vantagens: Permitido o recebimento simultâneo da Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI) com a PVTAC, sendo vedada a utilização do mesmo período de atividade para o cálculo de ambas. Gratificações por acúmulo: A Gratificação por Exercício Cumulativo de Jurisdição, limitada a 35%, poderá ser acumulada com a gratificação por excesso de distribuição de processos, conforme critérios do CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Comarcas de difícil provimento: Pagamento cumulativo mantido sob o teto; novas comarcas com esse status terão repasses suspensos até padronização nacional. Auxílio-saúde: Fora do limite de 35%, restrito ao modelo de reembolso mediante comprovação de gastos.
Por InfoMoney 27 de junho de 2026
O Grupo Prime, dono da Prime Agro Produtos Agrícolas, pediu recuperação judicial na Justiça do Paraná e informou passivo total de R$ 790,2 milhões, segundo documentos do processo obtidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Fundado em 2013 em Toledo (PR) pelos irmãos Paulo José e Luiz Eduardo Montans Braga, o grupo atua em torno de agricultura sustentável, manejo biológico, regeneração de solo, monitoramento técnico e desenvolvimento produtivo de cultivos e criações, tem 263 funcionários e atende mais de 500 clientes em 20 Estados. O pedido de recuperação foi protocolado na terça-feira, 16, e envolve 11 requerentes ligados ao mesmo grupo econômico familiar: seis empresas e cinco produtores rurais. Além da Prime Agro, de Toledo, integram o processo Agropecuária Caiana, Juruá Participadora de Bens, Acaia Serviços Administrativos, Agropecuária Alterosa, Agropecuária Candeia e produtores da família Montans Braga. A defesa pede que a reestruturação tramite de forma conjunta, com consolidação processual e substancial, mecanismo que permite reunir ativos e passivos do grupo no mesmo processo e, se deferido pelo juízo, apresentar um único plano de recuperação judicial. Na petição, o grupo diz que a crise foi provocada por uma combinação de endividamento financeiro elevado, aumento do custo do crédito, restrição de liquidez e piora das condições de mercado no agronegócio. A defesa cita, entre os fatores de pressão, a alta da Selic e do CDI, a queda dos preços de commodities agrícolas como soja e milho, eventos climáticos adversos, retração do crédito rural e ciclo de baixa da pecuária. Segundo o grupo, parte relevante das obrigações foi assumida em um período de expansão operacional. Esse movimento passou a pressionar o fluxo de caixa quando as receitas foram afetadas pela piora das margens no campo e pelo encarecimento das dívidas. A defesa afirma que a crise é financeira e conjuntural, não operacional, e que a recuperação judicial é necessária para reorganizar o passivo e alongar as obrigações. Do total das dívidas reconhecidas pelo grupo, R$ 397 milhões são créditos sujeitos à recuperação judicial e R$ 394 milhões aparecem listados como extraconcursais, categoria que reúne obrigações que, em regra, não entram automaticamente no plano de pagamento aos credores. A maior parte da dívida sujeita à recuperação está na classe dos credores quirografários, aqueles sem garantia real, com R$ 282 milhões distribuídos entre 311 credores. A classe de garantia real soma R$ 106,1 milhões e tem apenas um credor listado: o Banco do Brasil. Os créditos trabalhistas e acidentários somam R$ 2 milhões, enquanto microempresas e empresas de pequeno porte aparecem com R$ 6,5 milhões. Na parte extraconcursal, o maior credor indicado é o Prime Agro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, com R$ 190 milhões. Também aparecem o Santander, com R$ 36,8 milhões; Caixa Econômica Federal, com R$ 32 milhões; BTG Pactual, com R$ 19,9 milhões; Itaú Unibanco, com R$ 16,4 milhões; Canal Companhia de Securitização, com R$ 16,3 milhões; Bradesco, com R$ 13,2 milhões; e Insumos Milênio/Terramagna Fiagro, com R$ 12,8 milhões. A lista inclui operações com garantias fiduciárias, recebíveis, imóveis rurais, veículos, equipamentos, caminhões, estoque, aeronave e servidor. O grupo afirma no processo que a operação depende de fazendas, equipamentos, estrutura logística, veículos, caminhões e uma aeronave para manter atendimento técnico e comercial em áreas rurais. Por isso, pede que parte desses bens seja reconhecida como essencial à atividade, o que poderia impedir retirada ou apreensão durante o período de proteção judicial, caso o processamento da recuperação seja deferido. O processo ainda está em fase inicial. O próximo passo é a análise da regularidade da documentação e dos requisitos para que a recuperação seja processada em conjunto. Se o pedido for aceito, a Justiça deverá nomear um administrador judicial, abrir o prazo para apresentação do plano de recuperação e suspender por 180 dias ações e execuções contra o grupo, o chamado stay period. 
Por RepórterMT 26 de junho de 2026
O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) quer firmar um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) no processo decorrente da Operação Déjà Vu, que investigou um esquema de uso de “notas frias” que causou um prejuízo de R$600 mil da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), quando ele atuava como deputado estadual, entre os anos de 2012 e 2015. A informação consta em decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) publicada no último dia 22 de junho. Na decisão, o desembargador Rui Ramos Ribeiro informou que, além de Emanuel, Ivone de Souza, que também é acusada de envolvimento no esquema, manifestou interesse na celebração do acordo. Agora, os dois aguardam uma manifestação do Ministério Público. “Quanto aos demais acusados que manifestaram interesse na celebração de ANPP (Ivone de Souza e Emanuel Pinheiro), aguarde-se a manifestação do Ministério Público” , diz trecho da decisão. O ANPP é um acordo previsto no Código de Processo Penal que pode ser firmado entre o Ministério Público e investigados ou acusados que preencham os requisitos legais. Entre as condições está a confissão do crime, ou seja, o investigado precisa admitir a prática dos fatos apontados pela acusação, além de cumprir outras obrigações definidas pelo MP, como devolução dos valores e pagamento de multa. O acordo pode evitar o prosseguimento da ação penal. Operação Déjà Vu Emanuel Pinheiro é réu na ação que teve origem na Operação Déjà Vu, deflagrada para investigar o esquema de desvio de recursos públicos da ALMT por meio de notas fiscais falsas. Além de Emanuel, são réus no processo o deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho); os ex-deputados estaduais José Antônio Gonçalves Viana (Zeca Viana), José Geraldo Riva e Wancley Charles Rodrigues de Carvalho; e os servidores e empresários Hilton Carlos da Costa Campos; Vinícius Prado Silveira; Geraldo Lauro; Ivone de Souza; Renata do Carmo Viana Malacrida; Tschales Franciel Tschá; Camilo Rosa de Melo e Ricardo Adriane de Oliveira. Segundo a denúncia do Ministério Público, o esquema teria ocorrido entre 2012 e 2015. A acusação aponta que parlamentares utilizavam notas fiscais emitidas por empresas investigadas para justificar gastos e receber valores da verba indenizatória, causando um prejuízo aproximado de R$ 600 mil aos cofres públicos. Conforme o MP, Hilton e Vinícius Prado Silveira seriam responsáveis pela criação e utilização das seguintes empresas para emissão das notas fiscais: G.B. de Oliveira Comércio ME; H.C. da Costa Campos e Cia Ltda ME; V.P.S. Comércio ME; V.H. Alves Comércio ME. A acusação afirma que as empresas eram usadas para emitir documentos fiscais que simulavam despesas dos parlamentares, permitindo a prestação de contas de gastos que, segundo o MP, não teriam ocorrido ou não corresponderiam aos valores apresentados. Segundo o Ministério Público, Hilton e Vinícius emitiam as notas fiscais, enquanto parlamentares teriam utilizado os documentos para justificar o recebimento da verba indenizatória. Servidores da Assembleia também foram apontados como participantes por supostamente auxiliarem nos procedimentos administrativos dos gabinetes. Os crimes atribuídos na denúncia ao grupo são peculato, que consiste no desvio de recursos públicos, associação criminosa e supressão de documentos. A denúncia foi apresentada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (NACO Criminal) em 26 de fevereiro de 2019 
Por Gazeta Digital 26 de junho de 2026
Assim que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) recebeu a denúncia de que comerciantes estariam sendo mantidos reféns por faccionados no distrito de Guatá, em Colniza (1.065 km ao noroeste de Cuiabá), as equipes iniciaram a montagem de uma estratégia de atuação para a ocorrência. A principal dificuldade enfrentada pelos policiais foi a distância até o local, já que o distrito de Guatá está situado em uma região extrema do Estado, próximo à divisa com os estados de Rondônia e Amazonas. A denúncia foi recebida na segunda-feira (22). Para o deslocamento inicial, uma equipe com oito integrantes do Bope foi transportada até o distrito em duas aeronaves do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), conforme informou o comandante da unidade, tenente-coronel Hugo Roberto Silva Reis. De Colzina até Guatá, são cerca de 300 km. “Para se ter uma ideia, a segunda equipe saiu de carro, na terça-feira e só chegou na cidade na quarta-feira à noite. É uma distância muito grande e, devido às condições de alguns trechos do percurso, isso dificulta ainda mais o trajeto”, explicou o comandante. Apesar das dificuldades logísticas, o oficial destacou que o Bope está preparado para atuar em qualquer região do Estado. “Em situações que envolvem reféns, o Bope é o responsável em atuar. Por isso, contamos com o apoio da Secretaria de Segurança Pública nas ocorrências, como foi o caso do uso das aeronaves do Ciopaer”, afirmou ao . Mesmo após o confronto que terminou com a morte de dois suspeitos, as equipes permanecem no distrito de Guatá realizando buscas pelo terceiro integrante do grupo criminoso, que conseguiu fugir durante a ação. Confronto Na quinta-feira (25), após 3 dias de diligência em campo, as equipes chegaram até um imóvel. Quando se aproximaram, foram recebidas a tiros. Um dos suspeitos correu para o interior da casa e efetuou disparos contra os policiais, que reagiram à agressão. Na sequência, outro indivíduo também teria apontado uma arma de fogo contra a equipe, sendo igualmente baleado. Após o confronto, os policiais realizaram varredura no imóvel e localizaram os dois suspeitos feridos. Ambos receberam atendimento inicial no local e foram encaminhados à unidade de saúde do distrito, mas não resistiram e acabaram morrendo. Na residência, foram apreendidas duas armas de fogo, uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre .38, além de 4 celulares, roupas utilizadas na ação criminosa, R$ 57 em espécie, duas balanças de precisão e dois cadernos com anotações relacionadas ao tráfico de drogas. Um dos aparelhos telefônicos pertence à proprietária do imóvel. Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Colniza, que dará continuidade às investigações e aos procedimentos legais.
Por MídiaNews 26 de junho de 2026
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que não aceitará que a Ferrovia Estadual, operada pela Rumo Logística, deixe de contemplar Cuiabá e a Baixada Cuiabana com um terminal ferroviário. Em conversa com a imprensa, Max disse que a chegada dos trilhos à Capital faz parte do compromisso firmado quando a Assembleia aprovou as alterações legislativas que viabilizaram a implantação da ferrovia em Mato Grosso. Segundo ele, a conclusão do trecho até Dom Aquino representa apenas a primeira etapa do projeto. Por isso, o próximo passo deve ser a chegada da ferrovia a Cuiabá. Conforme o parlamentar, caso haja uma alteração que exclua Cuiabá do traçado, o Parlamento adotará todas as medidas institucionais necessárias para garantir o cumprimento do compromisso. “Não vamos aceitar isso. Se porventura vier algo nessa direção, a Assembleia vai agir de todas as formas possíveis”, disse. Além disso, o deputado destacou que a Capital mato-grossense ocupa posição estratégica na logística estadual. Para ele, a ferrovia será um importante instrumento para impulsionar o desenvolvimento da Baixada Cuiabana e ampliar a integração com outras regiões do estado. Apesar das especulações, Max disse acreditar que o projeto seguirá o planejamento inicial. E ainda disse que a Assembleia continuará acompanhando todas as etapas do empreendimento para assegurar que o compromisso firmado seja efetivamente cumprido. “Eu acredito que chegará a Cuiabá. E vamos estar daqui uns anos comemorando o terminal na Capital”, afirmou.
Por Gazeta Digital 26 de junho de 2026
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (26), a Operação Mállku para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na logística do transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil por meio de aeronaves. Os alvos estão em 3 cidades de Mato Grosso, além de Ribeirão Preto (SP). De acordo com as informações, ao todo, estão sendo cumpridas 7 ordens judiciais expedidas pela Justiça Federal, sendo dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. As medidas são executadas em endereços ligados aos investigados nas cidades de Ribeirão Preto (SP), Sinop, Alta Floresta e Marcelândia, em Mato Grosso. Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos durante a investigação indicam a existência de uma estrutura criminosa organizada, responsável pela internalização e distribuição de grandes quantidades de cocaína em território nacional. A ação é resultado de uma investigação iniciada após a apreensão de mais de meia tonelada de cocaína realizada em fevereiro de 2026, em Marcelândia (MT), em uma operação conjunta da Polícia Federal e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Na ocasião, os agentes localizaram uma aeronave utilizada no transporte da droga em uma propriedade rural. Além da carga de entorpecentes, também foram apreendidos uma arma de fogo, um veículo empregado no apoio logístico e diversos elementos que contribuíram para o avanço das investigações. As apurações da Polícia Federal apontaram que a cocaína tinha origem na Bolívia e era introduzida clandestinamente em território brasileiro por meio de rotas aéreas utilizadas para abastecer organizações criminosas atuantes no país.
Por RepórterMT 26 de junho de 2026
O desembargador Juvenal Pereira se despediu hoje (25) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O magistrado se aposenta por atingir a idade limite para permanecer na carreira. No próximo dia 16 de julho, ele completa 75 anos e, por determinação legal, deixa a magistratura. Durante uma sessão solene, Juvenal foi homenageado com a Medalha do Mérito Judiciário Desembargador José de Mesquita, a mais alta honraria concedida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, entregue pelas mãos do presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira. A trajetória do magistrado no Judiciário mato-grossense soma 42 anos. Ele ingressou na carreira em 1984, após ser aprovado em concurso público. Antes disso, atuou como advogado e professor de Direito. Sua primeira comarca foi a de Poxoréu (a 263 km de Cuiabá), cidade onde nasceu. Ao longo da carreira, também trabalhou nas comarcas de Rondonópolis e Cuiabá, atuando nas áreas cível, criminal e eleitoral. Juvenal Pereira também foi juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça e juiz convocado para atuar nas Câmaras Cíveis e Criminais, nas Turmas Reunidas e no Tribunal Pleno. Em 2005, foi promovido ao cargo de desembargador pelo critério de antiguidade. Ao longo de 21 anos na segunda instância, ocupou cargos de destaque, como vice-presidente do TJMT, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e corregedor-geral da Justiça. "Encerro essa fase eternamente grato pela saudável convivência, sobretudo pelo muito mais que aprendi do que ensinei. Levo comigo as memórias e o orgulho de ter feito parte da história do Poder Judiciário do meu Estado" , afirmou Juvenal durante o discurso de despedida. 
Por Agência Brasil 25 de junho de 2026
Ser convocado, entrar em campo numa partida de Copa do Mundo, fazer um gol que vai alegrar todo um país, sensações indescritíveis para qualquer jogador de futebol. Imagine então marcar gols em todas as partidas de uma Copa. É um privilégio para pouquíssimos atletas ao longo da história. Em 2026, Vinícius Júnior fez gols nos três jogos da Seleção Brasileira, totalizando quatro. O marroquino Ismael Saibari também não sabe o que é passar em branco: três partidas e três gols, incluindo um no goleiro Alisson, logo na estreia. Outros quatro atacantes – que só fizeram dois jogos até agora – também foram implacáveis. O argentino Lionel Messi fez cinco gols (três diante da Argélia e dois contra a Áustria) e pode conseguir esse feito de anotar gols em todos os jogos em que participar. Na Copa de 2022, Messi marcou em seis dos sete jogos, ficou faltando só um golzinho nas redes da Polônia, na primeira fase . O norueguês Erling Haaland, de 25 anos, em sua primeira Copa do Mundo, é de uma regularidade impressionante. Fez dois gols em cada jogo, diante do Iraque e do Senegal. É o mesmo feito de Kylian Mbappé, o francês que, contra os mesmos adversários, também marcou dois gols em cada jogo. Com quatro gols cada um, eles vão se enfrentar pela 3ª rodada do Grupo I nesta sexta-feira (26), valendo não só a liderança da chave, mas também a continuidade da artilharia ininterrupta .  O alemão Deniz Undav fez um gol diante de Curaçao e outro dois contra a Costa do Marfim e integra a lista dos possíveis artilheiros de todos os jogos. O holandês Crysencio Summerville também está no mesmo caminho: um gol diante do Japão, outro diante da Suécia, assim como o japonês Daichi Kamada, homem gol que deixou sua marca contra a Holanda e contra a Tunísia. Esses oito jogadores atuais podem conseguir igual feito que só outros quatro artilheiros conseguiram ao longo da história das Copas: entrar para o clube dos que marcaram em todos os jogos, da estreia até a última partida, o que requer uma constância que poucos mantém Na Copa do Mundo da França, em 1938, o húngaro György Sárosi fez dois gols nas oitavas-de-final contra as Índias Orientais Holandesas; um gol nas quartas-de-final contra a Suíça; outro gol nas semifinais contra a Suécia e, na decisão contra a Itália, voltou a marcar um gol, embora tenha ficado com o vice-campeonato. Na Copa do Mundo do Brasil, em 1950, o uruguaio Alcides Ghiggia – atacante de renome no Peñarol – fez o suficiente para se eternizar neste clube tão restrito: um gol em cada um dos quatro jogos da “Celeste” naquele Mundial: um diante da Bolívia, um na Espanha, um na Suécia e um nas redes de Barbosa, aos 34 minutos do 2º tempo, gol decisivo que tirou o título da Seleção Brasileira, em pleno Maracanã. O marroquino Just Fontaine jogava pela França na Copa da Suécia de 1958. Atuando com a camisa 17, Fontaine foi mais impressionante ainda: 13 gols em seis jogos. Bastava entrar em campo, que fazia gols . Na primeira fase, fez três gols no Paraguai, dois na Iugoslávia (atual Sérvia) e um na Escócia. Nas quartas-de-final, ele continuou sua missão e fez dois gols na Irlanda do Norte. Nas semifinais, contra o Brasil, fez um gol na derrota francesa por 5 a 2. Assim, foi disputar o terceiro lugar contra a Alemanha Ocidental, e anotou mais quatro gols. Curiosamente, nenhum deles de pênalti. No México, em 1970, Jairzinho foi apelidado de “Furacão da Copa” pelas suas belas atuações e, especialmente, por ter feito gols em todos os seis jogos da Seleção que alcançaria o tricampeonato mundial. O goleador do Botafogo fez dois na Tchecoslováquia, um na Inglaterra e um na Romênia, na primeira fase. Nas quartas-de-final, mostrou serviço mais uma vez contra o Peru. Nas semifinais, fez outro gol contra o Uruguai e na finalíssima, contra a Itália, também deixou sua marca, numa regularidade impressionante. Ronaldo, o Fenômeno, quase igualou essa marca na Copa de 2002. Foi o artilheiro isolado, foi campeão, mas faltou marcar um golzinho na partida das quartas-de-final contra a Inglaterra para entrar para o “clube”, o que só vem a provar o quanto “bater o ponto” em todos os jogos é uma missão das mais complexas na maior competição do futebol mundial.