Ratinho desabafa no SBT e anuncia fim de 'brincadeiras' após processo de sertanejo

O Dia • 11 de agosto de 2026

Ratinho fez um desabafo durante o seu programa no SBT, nesta segunda-feira (10), e disse que não fará mais "brincadeiras" com seus convidados. A decisão foi tomada depois dele causar polêmica ao comentar que o cantor sertanejo Tiago Piquilo, da dupla Hugo & Tiago, estava 'com cara de viado' e se tornar alvo de um processo judicial.



"Aliás, teve um episódio na quarta-feira passada e vocês da internet confundem, fazem questão de complicar as coisas. Sempre brinquei com todo mundo que vem aqui ao programa. Nunca, na minha vida, em nenhum momento, desrespeitei uma pessoa sequer. O que mais tenho pelas pessoas é respeito", disse.


Sem citar nomes, Ratinho acusou a pessoa que está lhe processando de fazer isso para obter vantagem. "O senhor que está me processando está usando uma entidade para levar vantagem. Está usando essa entidade. Não vou falar seu nome, não merece que eu fale. O senhor sabe que eu estava brincando. O Brasil sabe que eu brinco. Faz 28 anos que brinco na televisão. Nunca desrespeitei uma pessoa sequer. Nenhuma pessoa", destacou.


"Quando eu brigo, eu brigo. Não desrespeito. Vou para o tapa, para o soco, para o pontapé, mas nunca desrespeitei ninguém. Não fala bobagem e para com bobagem. Outra: a Justiça do Brasil já tem muito processo e vai incomodar de novo um juiz a fim de ganhar dinheiro. Para com isso", acrescentou.


Em seguida, Galvão Bueno entrou ao vivo no programa e saiu em defesa de Ratinho. "Eu não sei o que foi, mas sou testemunha. Seu primeiro programa de televisão lá no Paraná, no sábado de manhã, você nunca desrespeitou ninguém. Depois você me conta a história. Quer testemunha, sou sua testemunha".


O apresentador, então, explicou: "Acontece que agora qualquer brincadeira que você faz agora na televisão, quando alguém quer levar vantagem, usa aquilo e te processa. Daí complica, sai em tudo quanto é lugar, cada um dá sua opinião, porque hoje todo mundo tem sua televisão na mão, aí cada um dá sua opinião."


Ratinho ainda se lembrou quando Silvio Santos (1930-2024) começou a brincar com as crianças na televisão. "Um promotor começou a incomodar, falar que ele estava tratando mal criança. Ele disse: ‘Eu não sei tratar criança? Então, não vou mais brincar com criança’. E eu vou fazer isso. Não brinco mais. É melhor, mais fácil e evito processo", disse.


Galvão reagiu: "Para com isso, que não brinca mais. Você vai continuar sendo o Ratinho de sempre, brincando. E você nunca desrespeitou ninguém."


Por RepórterMT 11 de agosto de 2026
A 'novela' em torno da vaga de vice na chapa majoritária do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso ganhou mais uma fritura explícita. O vereador Rafael Ranalli (PL) jogou no ventilador hoje (11) que a indicação do médico Alencar Farina (PL) para o posto não passa de um arranjo provisório para tapar buraco. A escolha de Farina ocorreu após o racha com o empresário Marcelo Maluf (Novo), que jogou a pá de cal no acordo e acusou a cúpula liberal de "apodrecer a boa política" após ser rifado. Para piorar, a militância bolsonarista chiou alto ao resgatar o passado de Farina com o Partido dos Trabalhadores (PT). A escolha trouxe de volta a pecha de "melancia" (verde por fora, vermelho por dentro) que paira sobre Wellington. Sem meias-palavras, Ranalli escancarou a realidade dos bastidores da própria sigla. "Eu costumo dizer que quem comanda o barco escolhe o seu subcomandante. Teve essa situação com o Marcelo Maluf, do Novo, aí veio o Farina, que é do próprio PL. Mas a gente, no bastidor, tem ouvido que talvez seja para esquentar a cadeira, né?", disparou o vereador. A aposta em Reinaldo Moraes não é casual. O empresário conta com o aval direto da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o aponta como o nome ideal para pacificar o palanque liberal em Mato Grosso. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, está em Brasília hoje para reunião com Valdemar Costa Neto, presidente da nacional do PL. Diante do desgaste, Ranalli defendeu sem rodeios a guinada para um nome da direita raiz, citando opções como o empresário Reinaldo Morais, conhecido como o "Rei do Porco", ou mesmo a a ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli (MDB). "Eu fico muito feliz se a gente tiver o nome do Reinaldo, o 'Rei do Porco', aprovado aqui. É um parceiro meu, a gente já caminhou várias vezes politicamente. É bolsonarista raiz, mesmo de carteirinha, tem o apoio da família Bolsonaro também. Acho que seria um excelente nome", completou, colocando mais lenha na fogueira da sucessão. Terceira troca de vice O nome do "Rei do Porco", já vinha ganhando força nos bastidores como uma espécie de "plano C" ou cartada caseira do próprio PL para pacificar a legenda. Após o empresário Marcelo Maluf sair furioso esbravejando por ter sido retirada sua candidatura de vice-governador, o médico Alencar Farina teve o nome anunciado, o que desencadeou outra crise aberta dentro da ala mais conservadora do partido. A militância bolsonarista desenterrou o histórico do médico, que acumula passagens pelo PT, incluindo uma disputa como vice-prefeito de Cuiabá em 2004 na chapa do petista Alexandre César e disputas para vereador e prefeito sob a bandeira de esquerda. É exatamente nesse cenário de crise que o nome de Reinaldo Morais ressurge como alternativa no tabuleiro. Filiado ao PL em 2022 a convite do próprio Wellington, o "Rei do Porco" tem perfil ligado ao agronegócio e atua no setor produtivo.  Embora tenha tido uma votação modesta na disputa ao Senado em 2020, o empresário é visto por aliados como uma opção sem os "vícios" ou pontes com a esquerda que marcaram a opção anterior.
Por Gazeta Digital 11 de agosto de 2026
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 2,5 toneladas de drogas na noite desta segunda-feira (10), durante fiscalização na BR-070, em Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá). A carga estava escondida no compartimento de um semirreboque. Os tabletes lotaram 4 viaturas policiais. A apreensão ocorreu no km 290 da rodovia, na Unidade Operacional da PRF. Durante a abordagem de uma combinação de veículos de carga, formada por caminhão-trator e semirreboque, os policiais realizaram a fiscalização do veículo e da carga. No compartimento do semirreboque, foram encontrados 1.679 tabletes de skunk, que totalizaram 1.929 quilos. Também foram localizados 463 tabletes de cloridrato de cocaína, pesando 483 quilos, e 43 tabletes de pasta base de cocaína, com 45,95 quilos. Ao todo, a carga somou 2,4 toneladas de entorpecentes. O motorista foi preso em flagrante por tráfico interestadual de drogas, conforme previsto na Lei nº 11.343/2006. O suspeito, os veículos e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Primavera do Leste, onde foram adotadas as providências cabíveis.
Por Gazeta Digital 10 de agosto de 2026
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) multou em R$ 4.077.473,08 a empresa Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável pela pavimentação da rodovia estadual MT-170, entre Colniza e Castanheira. A má qualidade do serviço prestado ganhou destaque após vistoria do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontar que o asfalto estava esfarelando. Conforme o documento publicado no Diário Oficial, nesta segunda (10), o processo administrativo instaurado decidiu pela aplicação de multa moratória no valor de R$ 656.616,98. Além disso, foram aplicados mais R$ 3.511.820,10 por multa compensatória. A decisão prevê, ainda, a rescisão unilateral do contrato e a proibição do consórcio de ser contratado ou participar em licitações do governo do Estado pelo período de dois anos. Além disso, será emitida a declaração de inidoneidade, que impede a empresa de participar de qualquer certame nas três esferas do serviço público por até seis anos. Por fim, a empresa vai ter que ressarcir integralmente o erário público pelos prejuízos decorrentes da “execução defeituosa do contrato”. Asfalto em destaque Em junho, a situação da rodovia ganhou os holofotes da imprensa do estado depois de uma fiscalização do TCE mostrar que o asfalto tinha trechos destruídos menos de um ano após a sua entrega pelas autoridades. Em um dos trechos mais críticos, foram pagos cerca de R$ 130 milhões pelo Governo do Estado, e a pista já estava “esfarelando” no momento da vistoria. Na época, o presidente do TCE, conselheiro Sergio Ricardo, convocou todas as empresas envolvidas nos diferentes trechos da via para prestar esclarecimentos. A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar o processo de pavimentação. A obra tinha duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, indo do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.
Por RepórterMT 10 de agosto de 2026
A chapa dos 25 candidatos oficializada pelo Podemos para disputar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) soma expressivos R$ 68.214.228,84 em patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  Sob o comando do presidente, deputado Max Russi, o partido construiu uma das chapas mais musculosas do pleito de 2026, mesclando grandes produtores rurais, empresários, deputados em busca de reeleição e lideranças regionais. O topo do ranking financeiro do partido pertence ao produtor rural Carlos Kan , que informou R$ 15,94 milhões em ativos, montante puxado por maquinários agrícolas de alta tecnologia, frota pesada e um terreno urbano avaliado em R$ 12,25 milhões. A segunda colocação é da advogada Karen Rocha , que registrou R$ 8,24 milhões ao TSE, com destaque para uma residência de R$ 5,6 milhões em Tangará da Serra. Em terceiro lugar aparece o empresário Ubiratan Ferreira da Silva, o Bira , com R$ 6,13 milhões em imóveis urbanos e prédios comerciais. Presidente estadual do Podemos e candidato à reeleição, Max Russi declarou R$ 5,77 milhões em bens, grupo que engloba quotas empresariais, investimentos e imóveis rurais. Outros nomes também somam valores significativos, como Geovane Gamba (R$ 3,77 milhões), Adelcino Lopo (R$ 3,36 milhões), Janailza Taveira (R$ 2,77 milhões), Professor Allan Kardec (R$ 2,04 milhões), Fabinho Tardin (R$ 1,92 milhão), Scheila Pedroso (R$ 1,92 milhão) e Ulysses Moraes (R$ 1,91 milhão). Em contrapartida à força econômica da maior parte do grupo, três dos 25 candidatos da legenda formalizaram disputas declarando patrimônio zerado perante a Justiça Eleitoral: Joize Marques , Marcos Paulista e o ex-deputado Mauro Savi . Confira abaixo o patrimônio de cada um dos 25 candidatos do Podemos à ALMT: Carlos Kan: R$ 15.949.807,26 Karen Rocha: R$ 8.245.000,00 Bira: R$ 6.139.274,80 Max Russi: R$ 5.772.757,00 Geovane Gamba: R$ 3.779.743,97 Adelcino Lopo: R$ 3.366.523,60 Janailza Taveira: R$ 2.772.900,00 Professor Allan Kardec: R$ 2.047.749,84 Fabinho Tardin: R$ 1.924.923,96 Scheila Pedroso: R$ 1.923.653,37 Ulysses Moraes: R$ 1.911.673,12 Rafael Machado: R$ 1.607.346,70 Gustavo Bang: R$ 1.090.000,00 Celso Banazeski: R$ 929.643,51 Meraldo Sá: R$ 905.000,00 Salete Bergamin: R$ 644.964,55 Beto Dois a Um: R$ 569.000,00 Alex Rodrigues: R$ 358.882,42 Valdeniria Dutra: R$ 350.000,00 Sargento Casarin: R$ 179.754,73 Alessandra Ferreira: R$ 128.131,00 Priscila Dourado: R$ 60.000,00 Joize Marques: R$ 0,00 Marcos Paulista: R$ 0,00 Mauro Savi: R$ 0,00
Por Agência Brasil 10 de agosto de 2026
A Região Centro-Oeste amanheceu nesta segunda-feira (10) com alerta laranja de perigo para variação da umidade relativa do ar entre 20% e 12%. A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso vale para uma região que se estende do sudeste mato-grossense, passando por grande parte de Goiás, do Distrito Federal, sul do Tocantins até o noroeste de Minas Gerais e Vale do São Francisco na Bahia. Na região, os termômetros têm mínima prevista de 15°C em Brasília, e máxima de 38°C em Cuiabá. O Inmet orienta beber bastante líquido; evitar atividades físicas; evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia; usar hidratante para pele; e umidificar o ambiente. Mais informações podem ser obtidas junto à defesa civil (telefone 199) e ao corpo de bombeiros (telefone 193). No sudeste de Mato Grosso do Sul, leste de São Paulo e em grande parte do estado do Paraná o alerta amarelo é de perigo para chuvas e queda de granizo, com ventos que podem atingir até 60 quilômetros por hora (km/h). Ainda segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, de estragos em plantações, de queda de galhos de árvores e de alagamentos. “Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada”, alertou o órgão. Na cidade de São Paulo, as temperaturas devem permanecer amenas, com mínima prevista de 14°C, enquanto o centro-norte da Região Sudeste apresenta elevação das temperaturas, com máximas de 34°C em Belo Horizonte. No Sul, são esperadas muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. Há possibilidade de geada no sul do Rio Grande do Sul. De acordo com o Inmet, a previsão é de frio, com mínima de 3°C em Curitiba, onde a máxima não deve passar de 11°C. Em Porto Alegre, a máxima permanece abaixo de 16°C. Na Região Norte do país, a previsão é de muitas nuvens, com chuva no Acre e oeste do Amazonas. Também há possibilidade de chuva isolada em Rondônia, no leste do Amazonas, Roraima, norte do Pará e Amapá. Com altas temperaturas, os termômetros devem marcar mínima de 22°C em Rio Branco e Palmas, e a temperatura máxima pode chegar a 38°C em Palmas. No Nordeste a segunda-feira terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada no centro-norte do Maranhão, Piauí, Ceará, norte e leste do Rio Grande do Norte, leste da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e nordeste de Sergipe. A mínima prevista é de 21°C em Teresina, e a máxima pode chegar a 37°C.
Por RepórterMT 10 de agosto de 2026
A definição do candidato a vice-governador na chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL) virou um autêntico nó cego. Depois de uma sucessão de idas e vindas na composição da chapa majoritária, o nome do empresário Reinaldo Morais, conhecido como "Rei do Porco", voltou a ganhar força nos bastidores como uma espécie de "plano C" ou cartada caseira do próprio PL para pacificar a legenda. A movimentação expõe o desgaste interno gerado pelas tentativas anteriores. Inicialmente, o posto de vice era tratado como certo para o empresário Marcelo Maluf (Novo), escolha feita pelo próprio Wellington para selar a aliança com a legenda liberal. No entanto, o candidato mudou de ideia e indicou o médico Alencar Farina (PL), movimento que irritou Maluf e gerou uma crise aberta dentro da ala mais conservadora do partido. A reação contra Farina foi imediata. A militância bolsonarista desenterrou o histórico do médico, que acumula passagens pelo PT, incluindo uma disputa como vice-prefeito de Cuiabá em 2004 na chapa do petista Alexandre César e disputas para vereador e prefeito sob a bandeira de esquerda. A escolha trouxe de volta a pecha de "melancia" (verde por fora, vermelho por dentro) que paira sobre Wellington. É exatamente nesse cenário de crise que o nome de Reinaldo Morais ressurge como alternativa no tabuleiro. Filiado ao PL em 2022 a convite do próprio Wellington, o "Rei do Porco" tem perfil ligado ao agronegócio e atua no setor produtivo. Embora tenha tido uma votação modesta na disputa ao Senado em 2020, o empresário é visto por aliados como uma opção sem os "vícios" ou pontes com a esquerda que marcaram a opção anterior.
Por Redação - FatoCapital 10 de agosto de 2026
O Grupo Flecha, que atua nos setores de transporte rodoviário, extração de calcário e pecuária, teve a recuperação judicial deferida pelo juiz da Vara de Recuperações Judiciais e Falências de Cuiabá. Integram o grupo seis produtores rurais, três empresas de transporte e uma de calcário. Na pecuária, a atuação começou há mais de quarenta anos, e é desenvolvida em duas propriedades rurais nas cidades de Tangará da Serra e Brasnorte, com área total de aproximadamente 3 mil hectares, todas destinadas à pecuária de cria e recria. No setor de transportes, que teve seu início há mais de vinte anos, as três empresas são sediadas em Tangará da Serra e tem como foco o setor de transporte de calcário, pedras, terra, dentre outros, sendo a grande maioria em caminhões caçamba. Juntas, formam um dos maiores conglomerados do setor do transporte da região de Tangará. Já no ramo da mineração, trata-se de uma empresa situada em Porto Estrela, adquirida pelo grupo em 2023 e que comercializa calcário e pedras e tem como principais parceiras as próprias transportadoras. A dívida indicada pelo grupo é de pouco mais de 128 milhões de reais, dividida entre diversos bancos públicos e privados, cooperativas de crédito, fornecedores de peças, serviços e insumos agrícolas, outras transportadoras e credores trabalhistas. As justificativas da crise foram diversas. Conforme relatado pelo grupo, a pecuária está instável nos últimos 5 anos, devido a fatores como oscilação do preço do gado, imposição de baixa lucratividade por parte dos frigoríficos, estiagens e secas entre 2022 e 2024 e aumento dos insumos agrícolas a partir de 2023. A empresa de calcário teve prejuízos em razão da negativa injustificada da concessionária de energia em enquadrá-la na condição industrial, tendo que arcar com alta despesa no fornecimento deste serviço, bem como alega que o valor do calcário caiu mais de 50% nos últimos dois anos, tendo em vista o aumento da concorrência e a desvalorização do calcário. No setor de transportes, o grupo disse que o preço do frete reduziu severamente nos anos mais recentes, e que o preço de peças e do combustível elevou excessivamente, prejudicando muito a possibilidade de obter um faturamento sólido. Quando iniciou a instabilidade financeira, o grupo sustenta que fez renegociações com diversos credores, porém em todas foi exigido o reforço de garantias, a substituição da modalidade das garantias, a elevação dos encargos e o desembolso de valores altos, o que acabou virando uma bola de neve. Com o atraso até das repactuações, os credores passaram a cobrá-los pela via judicial, atingindo bens como busca e apreensão de caminhões, o que tornou insustentável a situação sem a busca de uma proteção. “Alegam que a crise econômico-financeira decorre da elevação dos custos operacionais, restrição de crédito, aumento das taxas de juros, comprometimento do fluxo de caixa e elevado endividamento, circunstâncias que inviabilizaram o cumprimento regular de suas obrigações”, diz trecho da decisão. Quando foi feito o pedido de recuperação judicial, o magistrado determinou a realização de uma perícia prévia, cujo profissional analisou a documentação do processo e visitou as empresas e as fazendas. Segundo consta da decisão, “verifica-se que a documentação apresentada satisfaz integralmente as exigências previstas nos arts. 48 e 51 da Lei nº 11.101/2005, conclusão que, inclusive, foi expressamente corroborada pelo Laudo de Constatação Prévia, o qual atestou a regularidade documental, o efetivo exercício das atividades e a aptidão das requerentes para o processamento da recuperação judicial”. Tendo em vista que o grupo possui cerca de cem conjuntos de carretas, imóveis, máquinas e implementos agrícolas, o magistrado reconheceu que todos esses bens são essenciais para a manutenção das atividades do grupo, proibindo os credores de retirarem dos devedores pelo período de até um ano: “No caso, restou demonstrado que as atividades exercidas pelas requerentes são operacionalmente integradas, envolvendo a exploração pecuária, a extração mineral e o transporte rodoviário de cargas, de modo que a essencialidade deve ser aferida em relação aos bens diretamente empregados nessas atividades. Assim, devem ser considerados essenciais os imóveis utilizados na exploração econômica, as máquinas e equipamentos empregados na mineração e na atividade agropecuária, bem como os veículos de carga, cavalos mecânicos, semirreboques, reboques e demais implementos rodoviários destinados à execução dos serviços de transporte desenvolvidos pelas empresas integrantes do grupo, desde que efetivamente vinculados à atividade empresarial”. Segundo o juiz, esses bens ativos não representam meros elementos patrimoniais, mas constituem instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento da atividade produtiva, sendo certo que sua retirada comprometeria a continuidade das operações, a geração de receitas e, por conseguinte, a própria finalidade da recuperação judicial, consistente na preservação da empresa, dos empregos e da função social da atividade econômica. Com o deferimento da recuperação judicial, foi concedido um período de 180 dias de proteção ao grupo, que pode ser prorrogado, para que as ações que possui a seu desfavor sejam suspensas, possibilitando uma reorganização interna. Foi determinado ao grupo a apresentação de um plano de pagamento aos credores dentro do prazo de 60 dias, além de ter sido nomeado uma empresa de administração judicial para acompanhar o processo e fiscalizar as empresas.
Por RepórterMT 10 de agosto de 2026
O empresário Franck Borges Soares, de 41 anos, morreu na tarde desse domingo (9), após passar mal durante um passeio de celebração ao Dia dos Pais, no Rio Juruena, em Juína (a 730 km de Cuiabá).  Ele era proprietário da empresa BF Agronegócio e casado com Bruna Letícia, suplente de vereadora no município. Informações locais apontam que Franck estava comemorando o Dia dos Pais com a família quando começou a passar mal. Pessoas que estavam no local realizaram manobras de reanimação, mas ele não resistiu e morreu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia. O velório acontecerá hoje (10), na Capela Mortuária Ministério da Esperança, localizada no bairro São José Operário. O local de sepultamento ainda não foi divulgado.
Por AgênciaBrasil 10 de agosto de 2026
Vai até o dia 20 deste mês o prazo para o eleitor solicitar a habilitação para votar em trânsito nas eleições de outubro. A solicitação pode ser feita pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet ou nos cartórios eleitorais em todo o país. O voto em trânsito permite ao eleitor votar fora de sua cidade no dia do pleito. Se optar pela solicitação eletrônica, o eleitor deve clicar no menu "Fazer Transferência temporária do local de votação". Em seguida, deve preencher seus dados, consultar os locais com vagas disponíveis e seguir os comandos da página. No caso de atendimento presencial, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo. Regras O eleitor que optar pelo voto em trânsito deve ficar atento às regras para ter acesso ao benefício, que está disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. Quem estiver em uma cidade (domicílio eleitoral) localizada no mesmo estado em que mora poderá votar em trânsito para todos os cargos que estarão em disputa: deputado federal, estadual, distrital, governador, senador e presidente da República. Se a solicitação for para uma cidade fora do estado, o eleitor só poderá votar para presidente. O pedido de voto em trânsito pode ser feito para cidades distintas em cada um dos turnos. Alterações ou cancelamentos nas solicitações de voto em trânsito poderão ser feitos até o dia 20 de agosto. Após o prazo, nenhuma alteração poderá ser feita. O eleitor que solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local de votação deverá fazer a justificativa de ausência, que estará disponível por meio do aplicativo e-Título. Exterior Eleitor que tem título registrado no exterior poderá solicitar voto em trânsito se estiver de passagem pelo Brasil. Nesse caso, o voto só poderá ser exercido para o cargo de presidente. O eleitor com documento registrado no Brasil não poderá votar em trânsito se estiver fora do país no dia da votação. Eleições O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. O eleitor voltará às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Por Radar Digital 9 de agosto de 2026
As exportações do agronegócio de Mato Grosso do Sul alcançaram o equivalente a R$ 29 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 12,4% sobre igual período do ano passado. Soja e carne bovina lideraram as vendas, enquanto a expansão do etanol de milho ampliou o processamento da produção agrícola dentro do Estado. Os valores das exportações foram convertidos pela cotação de R$ 5,10. Segundo levantamento do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), divulgado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), o volume embarcado entre janeiro e junho chegou a 10,15 milhões de toneladas, alta de 7,9%. O agronegócio respondeu por aproximadamente 96% de tudo o que Mato Grosso do Sul vendeu ao exterior no período. A participação mostra o peso das cadeias agropecuárias, agroindustriais e florestais na geração de receita externa para o Estado. O faturamento cresceu mais do que o volume exportado, indicando melhora no valor médio dos produtos embarcados. O desempenho foi puxado principalmente pela soja e pela carne bovina, que concentraram 55,4% da receita externa do agro sul-mato-grossense. A soja liderou as exportações, com receita de R$ 10,1 bilhões no semestre. O valor aumentou 30,5% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o volume embarcado cresceu 21,4%. O grão respondeu sozinho por 34,8% das vendas externas do agronegócio estadual. A diferença entre o crescimento da receita e o avanço do volume corresponde a uma elevação de aproximadamente 7,5% no valor médio da soja exportada. O resultado ajudou a compensar parte da pressão provocada pela queda dos preços no mercado interno. O desempenho das exportações foi sustentado pelo aumento da produção. Mato Grosso do Sul colheu 16,744 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, crescimento de 19% sobre o ciclo anterior. A produtividade média subiu 16,5% e atingiu 60,4 sacas por hectare. A área cultivada aumentou 2,1%. Os números mostram que a maior parte do crescimento veio do rendimento das lavouras, e não da expansão territorial. O avanço da produção estadual acompanha uma safra brasileira maior. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima crescimento de 5,3% na produção nacional de soja em 2025/26. O aumento do volume, porém, não garante melhora proporcional da renda do produtor. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) projetam queda de 9,18% nos preços da soja e retração de 4,60% no valor bruto da produção da oleaginosa em 2026. Na prática, a maior produtividade ajuda a diluir parte dos custos por hectare, mas o resultado financeiro continua condicionado às cotações, ao custo dos insumos, aos juros, à armazenagem e ao frete. A carne bovina apresentou o maior crescimento entre as principais cadeias exportadoras de Mato Grosso do Sul. A receita chegou a aproximadamente R$ 6 bilhões no primeiro semestre, alta de 47,9% na comparação anual. O volume embarcado aumentou 23,4%, enquanto a proteína respondeu por 20,6% das exportações do agronegócio estadual. A receita cresceu quase o dobro do volume, o que representa uma elevação próxima de 20% no valor médio da carne vendida ao exterior. Esse movimento pode refletir preços internacionais mais elevados e maior participação de cortes de valor superior na pauta exportadora. O desempenho também evidencia a força da demanda externa pela carne brasileira. As vendas cresceram mesmo com redução no número de bovinos abatidos em Mato Grosso do Sul. O total passou de 2,12 milhões de animais no primeiro semestre de 2025 para 2,09 milhões neste ano, queda de 1,6%. A combinação de menos animais abatidos com aumento das exportações indica maior direcionamento da produção ao mercado internacional e melhor remuneração média dos produtos embarcados. No cenário nacional, a bovinocultura de corte foi a única atividade pecuária acompanhada pela CNA e pelo Cepea a apresentar aumento no valor bruto da produção, com alta de 3,49%. A demanda internacional foi apontada como um dos principais fatores de sustentação da cadeia. O avanço da soja e da carne em Mato Grosso do Sul contrasta com a perda de renda registrada pelo agronegócio brasileiro no início do ano. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor recuou 2,01% no primeiro trimestre, depois de interromper, no fim de 2025, uma sequência de resultados positivos. O ramo agrícola caiu 3,62%, pressionado pela desvalorização dos produtos, enquanto o ramo pecuário cresceu 0,70%. A redução dos preços superou os ganhos obtidos com o aumento da produção em diversas atividades. Todos os segmentos que compõem o PIB do agronegócio apresentaram retração. A produção dentro da porteira caiu 4,15%; os insumos recuaram 2,15%; os serviços ligados ao setor diminuíram 1,25%; e a agroindústria apresentou baixa de 1,03%. Além do crescimento das exportações, Mato Grosso do Sul amplia a industrialização do milho. A produção total de etanol deverá alcançar 4,93 bilhões de litros na safra 2025/26, aumento de 12% em relação ao ciclo anterior. O avanço será puxado pelo etanol de milho, cuja produção deverá crescer 33,9%, de 1,59 bilhão para 2,13 bilhões de litros. O combustível produzido a partir da cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável, com redução de 0,33%. Com esse resultado, o milho deverá responder por cerca de 43% de todo o etanol produzido em Mato Grosso do Sul no ciclo. A expansão das usinas cria uma alternativa de comercialização para o cereal e reduz a necessidade de transportar toda a produção por longas distâncias até os portos. A indústria também gera coprodutos destinados à alimentação animal, como os grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDG. Esses produtos podem atender confinamentos, granjas e fábricas de ração, aproximando a produção de milho das cadeias de carne bovina, suína e de aves. No País, a CNA e o Cepea estimam que o valor da produção de biocombustíveis cresça 9,67% em 2026, acompanhado de aumento de 8,49% no volume produzido. A ampliação da capacidade industrial sustenta a expansão do etanol de milho. Os números de Mato Grosso do Sul mostram duas frentes de crescimento. Soja e carne bovina ampliam a receita obtida no mercado internacional, enquanto o etanol de milho aumenta o processamento da matéria-prima dentro do Estado. O desafio é transformar o crescimento da produção e das exportações em renda efetiva. Com preços agrícolas pressionados, o resultado do produtor continuará dependendo do controle dos custos, da disponibilidade de crédito, da capacidade de armazenagem e da eficiência da logística.