Haddad: queremos acabar com transgressões tributárias e equilibrar as contas

Redação • 26 de junho de 2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a alertar, em entrevista nesta terça-feira (24/5), que o Brasil figura entre os dez países de maior desigualdade. E que, diante desse cenário, qualquer necessidade de ajuste de contas para manter o equilíbrio e a sustentabilidade da economia passa pela escolha das prioridades: para onde destinar o orçamento público, e de onde arrecadar, são questões que devem se subordinar ao projeto de promover justiça social.


Haddad cita como exemplo o caso das casas de apostas eletrônicas, as bits, que nos governos anteriores não recolhiam nenhum centavo aos cofres públicos. Desde o final do governo Temer, passando por todo o governo Bolsonaro, as bets eram livres de impostos, igualando-se às Santas Casas. “Entre a bet e Santa Casa, vamos combinar, um está destruindo vidas, a outra está construindo vidas. Você vai isentar os dois? Isenta a Santa Casa e cobra o imposto de bet.”


Nesse sentido, a medida provisória enviada ao Congresso pretende retomar a proposta originária, do atual governo, de 12% para 18% sobre saldo não rateado entre os apostadores.


No governo anterior, deixou-se de arrecadar R$ 40 bilhões das bets. Nós passamos a cobrar. Mas nós queríamos cobrar 18%. O Congresso baixou para 12%. Nós, pela medida provisória, estamos voltando a cobrar 18%. Que, na minha opinião, é o mínimo que tem que ser cobrado dessas casas de aposta, que ganham muito dinheiro sem gerar emprego. E são bilhões de reais que deixam o país, porque uma boa parte tem sede fora do Brasil.”


O ministro considera ainda que o Legislativo trata hoje as propostas do Executivo com menos resistência e “simpatia maior” do que quando foram apresentadas.


Haddad trata da importância de se chegar a um acordo com o Congresso para que o andar de cima pague no mínimo o mesmo imposto pago pelo brasileiros mais pobres. O ministro lamenta ainda os conflitos no Oriente Médio, pelas mortes e a tragédia humanitária que causam, mas diz crer que, do ponto de vista da economia não há impactos consideráveis ao Brasil, graças à expansão das relações comerciais do País.


Fernando Haddad afirma ainda que todos os poderes e governantes devem ser críticos à criação de novos gastos que não sejam imprescindíveis, como a ampliação do número de deputados. “Nenhum aumento de gasto é bem-vindo”, diz, a menos que fosse uma coisa absolutamente imprescindível para o funcionamento do país.


“O aumento do número de deputados é imprescindível? Tem a ver com a saúde da população? Tem a ver com a catástrofe, como aconteceu no Rio Grande do Sul? Nós poupamos dinheiro no Rio Grande do Sul? Não. Nós estamos diante de uma emergência? Essa é a pergunta que tem que ressoar na cabeça de todo político. Não importa se você é prefeito, governador, presidente, ministro, deputado, senador”, pondera Fernando Haddad.


Ministro, eu já começo falando sobre IOF. Na semana passada foi aprovado o projeto para a derrubada do decreto da alta do IOF. Diante desse ambiente, eu gostaria que o senhor trouxesse para a gente se há clima para a votação da medida provisória (com propostas de ajustes nas contas públicas).


O objetivo do governo é um só: equilibrar as contas públicas, onerando quem não paga imposto e desonerando quem paga. Hoje, o trabalhador que ganha até R$ 5 mil paga imposto de renda. Esse imposto de renda até R$ 5 mil chega a 10% do salário do trabalhador.

Existem 141 mil pessoas no Brasil que ganham mais do que R$ 1 milhão por ano e pagam um imposto de renda médio de 2,5%. Eu te pergunto: é justo um milionário pagar 2,5% de imposto de renda e a professora de escola pública, policial militar, o bombeiro, a enfermeira pagar 10% do salário de imposto de renda? Não é mais justo isentar quem ganha pouco e cobrar de quem não paga nada, ou quase nada hoje?


A questão do IOF: o IOF é um imposto que sempre existiu sobre operações de crédito. Várias instituições financeiras começaram a driblar o imposto sobre operações financeiras, IOF, com uma metodologia de dizer que não é crédito. O governo fechou a porta dessa transgressão. Então não adianta inventarem um produto, dizer que é uma coisa e é outra, para burlar a legislação.


Vou pegar outro caso. Nós mandamos uma lei para o Congresso dizendo que das bets, desde o final do governo do Temer, passando por todo o governo Bolsonaro, não se cobrou imposto, igualando bet a Santa Casa. Entre a bet e a Santa Casa, vamos combinar, um está destruindo vidas, o outro está construindo vidas. Você vai isentar os dois? Isenta a Santa Casa e cobra o imposto de bet. No governo anterior, deixou-se de arrecadar R$ 40 bilhões das bets. Nós passamos a cobrar.


Mas nós queríamos cobrar 18%. O Congresso baixou para 12%. Nós, pela medida provisória, estamos voltando a cobrar 18%. Que, na minha opinião, é o mínimo que tem que ser cobrado dessas casas de aposta, que ganham muito dinheiro sem gerar emprego. E são bilhões de reais que deixam o país, porque uma boa parte tem sede fora do Brasil.


Então, quando se fala em aumentar a carga tributária ou baixar a carga tributária, a pergunta é: para quem que está aumentando?


Se eu estou aumentando a carga tributária de quem é rico e não paga nada, eu não estou aumentando a carga tributária. Se eu estou abrindo mão de um imposto que é o trabalhador de baixa renda que está pagando, ou de classe média que está pagando, eu estou fazendo benefício para o país.


Eu estou buscando justiça tributária e equilibrando as contas públicas. Todo mundo tem que contribuir, mas na justa medida das suas forças e das suas possibilidades. E isso não está acontecendo no Brasil, que é um dos dez países mais injustos do mundo do ponto de vista do tributo, do imposto.


Ministro, ainda aprofundando um pouquinho mais nessa medida provisória, ela tem outros pontos ali que nós observamos resistência dentro do Congresso. Diante desse cenário, há alguma outra saída, algo para ser apresentado ao Congresso Nacional ou é negociação política? Eu ouço que há um movimento internamente no Congresso até para tentar deixar a medida provisória vencer e perder a validade.


Eu não acredito, eu entendo esse jogo político, mas de dois anos e meio para cá, qual tem sido o padrão do Congresso Nacional? O Congresso faz lá as observações que ele deve fazer, mas no final das contas, o que tem acontecido? Mediante negociação, temos aprovado praticamente todas as medidas, mesmo aquelas que foram mal recebidas no primeiro momento, depois de explicadas, elas foram recalibradas e aprovadas.


O presidente (da Câmara) Hugo Motta e o presidente (do Senado) Davi Alcolumbre têm sido muito sensíveis à necessidade de equilibrar as contas públicas, fazendo o ônus recair sobre quem tem e não paga. E não são tantos brasileiros assim que não pagam, mas são os mais ricos. Essa que é a característica do nosso país, é o andar lá de cima, é o morador da cobertura que não está pagando condomínio, não é o morador do apartamento padrão.


Então nós temos que corrigir essa distorção. Historicamente, quando precisava fazer um ajuste de contas, como era feito o ajuste de contas? Congela o salário mínimo, congela a tabela do imposto de renda. Olha a maldade que se fez nesse país durante sete anos.

A primeira providência do presidente Lula foi passar a faixa de isenção para dois salários mínimos. Quem ganha até dois salários mínimos não paga nada no imposto de renda. E a partir de 1º de janeiro, R$ 5.000. Olha a diferença de uma situação para outra. Então, nós não vamos desistir de conversar com a sociedade, de explicar para a população o que está sendo decidido pelo Congresso Nacional.


Mesma coisa com a energia elétrica agora. Você viu esse bafafá todo em torno da energia elétrica?


Derrubaram os vetos do presidente Lula. Isso pode significar um aumento da conta de energia de R$ 26 bilhões distribuído pelos consumidores. O presidente Lula vetou, o Congresso derrubou o veto. O presidente Lula então mandou uma nova medida provisória dizendo que quem consome até 80 kW não paga mais conta de luz. São duas visões completamente diferentes de mundo.


Inclusive, ministro, o Congresso cobra um corte de gastos por parte do governo, mas, por exemplo, resiste a pautar cortes em benefícios tributários. O senhor acredita que o Congresso tenta desviar o foco para não se indispor com alguns setores?


Eu não gostaria de generalizar. Tem um perfil de parlamentar que é mais conservador e que está mais olhando para o lado das classes mais abastadas. E tem um outro tipo de parlamentar que está olhando para o dia a dia da vida de 70% da população, que é quem está pagando conta de luz cara, que é quem está pagando imposto ganhando pouco, faz parte de qualquer democracia essa disputa.


Acontecer nos Estados Unidos, na Europa, tudo bem. Mas nós temos um lado, esse governo escolheu o seu lado.

Quando a gente fala em baratear a conta de luz, sobretudo para quem consome pouco, quando dizemos que quem ganha até R$ 5 mil não tem que pagar imposto de renda, nós estamos pensando que isso vai fortalecer a economia, porque vai ampliar o mercado consumidor. Hoje as pessoas estão endividadas. 


Dando um outro exemplo, o crédito consignado. Todo o trabalhador celetista hoje pode fazer um crédito consignado, em vez de pagar 6% de taxa de juro por mês, que é o que o crédito direto ao consumidor está cobrando, ele pode, no consignado, pagar metade disso e daqui a um mês ele vai pagar menos do que a metade. 


Quando você faz isso, tem gente que fala “não, isso é populismo”. Como “populismo”? Você vai fazer uma família pagar 6% de juro ao mês, podendo oferecer para ela um instrumento que faz o juro cair à metade? Então isso é trabalhar em proveito de um país estruturalmente melhor. 


Isso não tem nada a ver com o que as redes sociais às vezes discutem. Nós estamos fazendo um país mais justo. Quando eu vejo, às vezes, numa rede social, “ah, o governo está aumentando o imposto”, a pergunta que eu faço é: “De quem? Do rico que não paga!” Estamos declaradamente fazendo isso.


Vou te dar um exemplo. Muitos bilionários no Brasil tinham fundos fora do Brasil, chamado offshore, geralmente em paraíso fiscal. Sabe quanto que eles pagavam no imposto? Zero.


No começo, quando nós mandamos a medida, muitos diziam no Congresso “não, isso não pode ser”, porque muita gente que eles conhecem tinha fundo offshore. Até o ex-presidente do Banco Central tinha conta em offshore, mas ele próprio declarou que era a favor da cobrança. Não é justo uma pessoa pagar imposto e eu, que tenho um fundo fora do país, em paraíso fiscal, não vou pagar?


Então é justo que o país, que quem não pagava, passasse a pagar, para aliviar o dia a dia daquele que trabalha 40, 50 horas por semana e, às vezes, não consegue fechar o mês. Nós temos que ajudar essa família a terminar o mês com dignidade, quem sabe até com uma pequena poupança.



O senhor chegou a comentar sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, e esse projeto está lá na Câmara dos Deputados. O relator é o deputado Arthur Lira. O presidente da Câmara, Hugo Motta, chegou a dizer que a intenção é que esse projeto seja aprovado até setembro. O que a gente pode já trazer de informação em torno desse projeto?


A nossa proposta é muito clara e recebeu elogios de economistas de várias escolas de pensamento. O que nós estamos propondo para compensar a isenção é que quem ganha mais de um milhão por ano e que hoje paga menos de 10%, complemente para chegar a 10%. Ou seja, eu não estou cobrando 10 a mais, eu estou pedindo para ele chegar a 10. Então, suponha que eu ganhe um milhão e pague 50 mil de imposto durante o ano. Eu vou completar 10, eu vou pagar mais 50.


O deputado Arthur Lira esteve comigo e esteve com a minha equipe várias vezes e estará muitas outras. E ele tem a liberdade de pedir informações para a Receita e está buscando outras fontes, o que é muito legítimo da parte dele, explorar todas as possibilidades.

Mas eu quero crer que ele terá bom senso de, ao explorar todas as possibilidades, chegar no entendimento de que os ricos têm que pagar alguma coisa. Então, nós estamos tentando sensibilizá-lo. Eu vejo no Congresso uma simpatia maior hoje do que via dois meses atrás por esse projeto.


Agora, quais seriam essas outras fontes de compensação que Lira tem discutido e que não impactam os ricos?


Todas impactam o andar de cima, todas elas. Mesmo as que estão sendo exploradas, impactam sempre o andar de cima. Eu não posso me antecipar ao relatório do Arthur Lira. O que eu estou dizendo é que ele está explorando essas possibilidades com muita seriedade.

Estou otimista de que nós vamos chegar no final do ano com os mesmos resultados positivos que tivemos nos dois anos anteriores. Briga, discute, diverge, mas e aí? Vamos pelo país, vamos resolver e aí baixa o espírito de responsabilidade geral para nós avançarmos um pouco mais.


O caminho é longo, porque estava tudo muito bagunçado, mas nós estamos aí crescendo, gerando emprego. Estamos com a menor taxa de desigualdade da série histórica. O menor número de jovens “nem-nem” (que nem estuda, nem trabalha). Então, vamos preservar o que nós construímos até aqui e avançar.



Agora, ministro, o Senado está para votar um projeto que aumenta o número de deputados de 513 para 531. Na prática, isso onera ainda mais os cofres da União. E internamente, no Congresso Nacional, ainda tem toda a discussão em torno das emendas parlamentares. O presidente da Câmara, Hugo Motta, até chegou a apresentar um projeto recentemente que permite a deputados acumular aposentadoria com salários. Diante disso tudo, esse Congresso tem condições de cobrar o governo pelo corte de gastos?


A minha posição de princípio é o seguinte. Primeiro que o aumento de gasto público, quando você tem uma necessidade de fazer, e às vezes você tem uma pandemia, tem um conflito, tem uma recessão brutal, tem várias circunstâncias em que ele se faz necessário.


Nós estamos num momento, neste momento do Brasil, que eu penso que devemos congelar o debate sobre o aumento de gasto.

A menos que fosse uma coisa absolutamente imprescindível para o funcionamento do país. O aumento do número de deputados é imprescindível? Tem a ver com a saúde da população? Tem a ver com a catástrofe, como aconteceu no Rio Grande do Sul? Nós poupamos dinheiro no Rio Grande do Sul? Não. Você vai fazer economia com a vida daquelas pessoas? Não. Por que o Rio Grande do Sul se recuperou com a força que se recuperou? Tinha especialista que estava dizendo que era 10 anos para recuperar o estado. Nós recuperamos em um. Era uma emergência.


Nós estamos diante de uma emergência? Essa é a pergunta que tem que ressoar na cabeça de todo político. Não importa se você é prefeito, governador, presidente, ministro, deputado, senador. Hoje nós temos que ser muito cautelosos, porque quanto mais cautela, o Brasil tem a chance de entrar num ciclo virtuoso, crescer 3% por três, quatro anos.


Ministro, falando sobre o programa Acredita. Esse programa que pretende dar crédito, me corrija se eu estiver errada, a microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas. Em que momento está esse programa? Pelo que a gente tem acompanhado, está demorando para engatar.


Olha, o crédito no Brasil, ele está indo muito bem. Se você pegar a quantidade de imóveis vendidos pelo sistema de crédito, porque quem compra a vista imóvel no Brasil é muito pouca gente. A maioria compra financiado. Carro, nós saímos de uma produção de 1,8 milhão e devemos crescer esse ano, talvez a gente beire 3 milhões de unidades. A maioria vai ser vendida a crédito, financiada. Então, eu estou falando de duas coisas muito importantes, que é casa própria e automóvel.


Aí você pega crédito, capital de giro para pequena e média empresa, está indo muito bem. O Pronamp, que é um programa antigo que foi turbinado pelo governo, ele está rodando bem. O microcrédito, que estava restrito ao Nordeste, está sendo universalizado pelo Basa (Banco da Amazônia), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. É aquele crédito barato para a pessoa do Bolsa Família, do CadÚnico, poder se emancipar e ter uma atividade econômica rentável. E o consignado do trabalhador, esse está voando.


Eu vou te dar um número que vai te surpreender. O consignado existe há 20 anos e conseguiu emprestar R$ 40 bilhões. Em três meses de consignado do trabalhador, emprestamos R$ 16 bilhões.


O que está faltando acontecer no Brasil com mais força? O crédito imobiliário para a classe média ainda é pequeno na comparação internacional. O Brasil tem crédito imobiliário na casa de 10% do PIB. Tem países como o Chile, que é 30%, na Austrália é mais do que 100% do PIB de crédito imobiliário.


Ministro, a repercussão da alta da Selic foi ruim inclusive dentro do governo. O Brasil voltou a ter uma das maiores taxas de juros reais do ranking mundial. Lula criticava publicamente o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e agora tem o indicado seu, Gabriel Galípolo, Diante desse cenário, o problema então não era o ex-presidente do BC, Roberto? O governo ficou frustrado com o Gabriel Galípolo?


Olha, sendo muito honesto, e quem é do ramo sabe que eu estou falando a verdade, essa alta foi contratada na última reunião da qual participou o Roberto Campos (no final do ano passado). É como se você estivesse estabelecendo uma contratação futura da taxa. Na última reunião do Copom, de dezembro, foi estabelecido que ia ter um aumento forte da taxa Selic. Não dá para dar cavalo de pau em política monetária. Você vai perder credibilidade, você vai perder o leme da economia. Então nós precisamos dar um pouco de tempo ao tempo. Mas, enfim, eu estou preocupado, evidentemente. É uma taxa de juro muito, muito restritiva.


Já que o senhor trouxe esse impacto internacional no Brasil, tem sido discutidas medidas junto ao presidente Lula para minimizar os possíveis impactos dessa guerra e da ampliação dessa guerra no Oriente Médio aqui no Brasil. Há exemplo do aumento do biocombustível na gasolina e no diesel, que é algo que está sendo discutido essa semana. Há outras medidas que já estão sendo discutidas?


Olha, primeiro que o Brasil é exemplo no mundo de substituição de combustível fóssil por biocombustível. O presidente Lula deu muita força para isso nos seus dois primeiros mandatos e voltou agora no terceiro mandato com força total. Então, nós estamos com força nisso e nós aprovamos uma lei no Congresso Nacional chamado Combustível do Futuro, que é um exemplo internacional de como fazer a transição.


Soltamos um edital para recuperação de pastagens degradadas com o objetivo de recuperar um milhão de hectares, em proveito do meio ambiente, da produção de alimentos. Então, o Plano de Transformação Ecológica do Brasil é exemplo no mundo. As pessoas estão olhando para o Brasil para saber o que o Brasil está fazendo.


Estamos desmatando menos, produzindo mais, aumentando a produtividade do campo, apoiando o campo. Só de isenção fiscal, o ano passado foram R$ 158 bilhões para o agronegócio. É o valor de todo o Bolsa Família. Isso ajuda no combate à inflação, gera oportunidade de emprego, de renda. Então, esse é o objetivo do governo.


Então, em relação à guerra especificamente, não há nenhuma medida sendo antecipada por parte do governo? Ou não há essa necessidade?


Eu lamento profundamente o que está acontecendo no mundo, porque é uma desgraça humanitária, a quantidade de pessoas que estão morrendo. Então, isso é pavoroso do ponto de vista humanitário.


Mas do ponto de vista da economia brasileira, pega o caso do tarifaço do Trump. O Brasil tem equilíbrio comercial com os Estados Unidos, até um pouco deficitário. E isso tem pouco impacto no Brasil. Porque o Brasil se abriu para a Europa, para a Ásia, China. Tem boa relação com os Estados Unidos sendo mantida, tem o Mercosul, que é um ativo da nossa região. Então, o multilateralismo pregado pelo presidente Lula é uma questão central para o Brasil. E, às vezes, se dá pouca importância para isso. E isso é muito importante num momento de conflito. Você não está agarrado a um bloco, você tem uma visão ampla.


Ministro, eu não poderia deixar de falar de ano eleitoral, 2026, está aí. E eu gostaria de falar um pouco sobre essa preparação. O presidente Lula tem uma tendência a ampliar gastos com programas sociais. Eu gostaria de te ouvir se é possível conciliar corte de gastos com essa preparação, com a eleição de 2026.


Olha, uma coisa eu diria para você com muita segurança, o presidente Lula não vai repetir o erro que foi cometido pelo governo em 2022. O governo, em 2022, bagunçou as contas públicas e perdeu a eleição. Então nós é que estamos arrumando a bagunça.


Lembra o desespero do governo Bolsonaro em gastar no último ano, baixando o preço da gasolina artificialmente, dando auxílio para todo mundo, resultou no quê? Resultou em derrota. Não é assim que se constrói um país. Então eu estou muito seguro de que nós estamos em um caminho sólido. Nós estamos fazendo as coisas com responsabilidade.

Por RepórterMT 1 de março de 2026
Por meio das redes sociais, o corretor de seguros Cido Santos, morador de Cuiabá, relatou momentos de tensão vividos durante uma viagem a Dubai, em meio aos bombardeios no Oriente Médio, causados pelos ataques dos Estados Unidos e Iraque contra o Irã. Em stories publicados na noite desse sábado (28), Cido contou que estava em um shopping próximo ao hotel onde está hospedado quando ouviu um forte estrondo a cerca de três prédios de distância. “Agora, umas 20 horas, a gente estava no shopping, que fica bem em frente à hospedagem que estamos aqui, e ouvimos um barulho imenso, muito forte mesmo. Todo mundo se assustou. A gente tinha acabado de pedir a nossa comida”, relatou. Leia mais - Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos Segundo o corretor, os ruídos começaram por volta das 17h e se intensificaram durante a noite. Ainda no shopping, ele disse ter ouvido um estrondo seguido de fumaça escura em um prédio localizado a cerca de três quadras do local onde estava. Para ele, o barulho pode ter sido provocado por destroços de um míssil que caiu próximo à região. “A gente tava aqui assistindo a CNN e vivenciando esse caos que está aqui na cidade. Não sei como as informações chegam aí, é muita fake news, mas para a gente que está aqui é assustador”, afirmou. “Embora essa explosão que eu mostrei no local foi muito próxima do nosso prédio, foi apenas destroços de uma interceptação de um míssil", acrescentou.  Apesar do cenário, o cuiabano tranquilizou familiares e seguidores ao informar que está bem e atento aos protocolos de segurança: "Estamos bem aqui no hotel, estamos seguros, estamos de olho nos protocolos de segurança de como agir em uma possível evacuação, estamos acompanhando as fontes oficiais”. Guerra O bombardeio no Oriente Médio é resultado de um ataque coordenado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã nesse sábado. Durante o conflito, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, teria sido morto. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Explosões também teriam sido registradas em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque e Jordânia. Informações divulgadas pela Agência Brasil apontam que os bombardeios deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos.
Por Gazeta Digital 1 de março de 2026
O mapa do turismo brasileiro ganha novos contornos em 2026, e Mato Grosso aparece entre os destaques nacionais com Cuiabá e Chapada dos Guimarães figurando entre os 50 destinos mais procurados do país, segundo o IVT 2026 (Índice de Viagem e Turismo Brasil Em Mapas). O dado confirma a crescente visibilidade do Estado no cenário turístico, impulsionada por atrativos naturais, culturais e pela projeção em rankings e na mídia especializada. Apesar do reconhecimento externo, uma enquete realizada pela Gazeta mostra que esse avanço ainda não se reflete, na mesma proporção, nos hábitos de viagem dos próprios mato-grossenses. À pergunta “Mato Grosso tem ganhado destaque internacional pelos atrativos turísticos. Você costuma viajar pelo estado?”, 74% dos leitores responderam que não, apontando o alto custo como principal impeditivo. O resultado expõe um descompasso entre o potencial turístico e o acesso da população local às experiências dentro do próprio território.  Entre os que afirmaram viajar, 13% disseram que costumam permanecer apenas nas proximidades de Cuiabá, enquanto outros 13% relataram que aproveitam folgas para conhecer diferentes regiões do Estado. Os números indicam que, embora exista interesse, fatores como preço, infraestrutura e planejamento ainda funcionam como barreiras para a interiorização do turismo regional. O levantamento do IVT avalia critérios como conectividade aérea, acessibilidade, fluxo de visitantes e força simbólica dos destinos, reforçando que o turismo vai além da paisagem.
Por Agência Brasil 28 de fevereiro de 2026
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) proibir que o Ministério Público e tribunais realizem reprogramações financeiras para acelerar para o pagamento de penduricalhos. Mendes reiterou decisão proferida, na última terça-feira (24), para proibir o pagamento dos benefícios, concedidos aos servidores dos dois órgãos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.  “Está vedada a reprogramação financeira com objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos, tampouco a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários não contemplados no planejamento original”, decidiu. A decisão foi tomada após o Supremo adiar para 25 de março a votação das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos. Segundo Mendes, somente podem ser pagos os valores retroativos que já estão programados e que foram reconhecidos legalmente. O ministro também determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prestem, em 48 horas, esclarecimentos sobre o cumprimento da decisão que suspendeu os penduricalhos.
Por Ascom 28 de fevereiro de 2026
O Hospital Santa Rosa, de Cuiabá (MT), foi eleito o hospital número 1 do Mato Grosso e um dos melhores do Centro-Oeste pela terceira vez consecutiva no ranking anual da revista norte-americana Newsweek. É o único hospital entre os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás a figurar na edição de 2026 da lista World’s Best Hospitals. Na edição deste ano, o centro hospitalar – o maior do estado e referência na região – subiu da 85ª para a 77ª posição em relação ao ano anterior. O Hospital Santa Rosa vem ganhando posições ano a ano no ranking. De 2024 para 2025, o hospital subiu da 113ª para a 85ª colocação e, em 2026, alcança a sua melhor posição, consolidando-se como referência em qualidade e excelência assistencial na região. Fundado em 1997, o Santa Rosa passou a integrar o Grupo Santa – o maior grupo de saúde do Centro-Oeste – em 2019, e figura entre os hospitais listados no ranking da Newsweek desde a edição de 2024. O reconhecimento reforça o papel do Hospital Santa Rosa como a principal referência em alta complexidade em Mato Grosso, seja para a capital, como também diversas cidades vizinhas, do interior mato-grossense e da própria região. "Esta distinção também é o resultado direto da nossa dedicação inabalável na qualidade assistencial e na formação dos nossos especialistas. Temos o maior programa de formação de residência médica da rede privada do MT, que integra teoria e prática com rigor acadêmico, e que já formou mais de 170 médicos até final de 2025”, explica o médico e diretor Geral do Hospital Santa Rosa, Dr. Cervantes Caporossi. "Nossa ascensão nesta classificação valida o sucesso dos investimentos realizados em infraestrutura moderna, tecnologias de última geração e no aperfeiçoamento contínuo de nossas equipes, o que nos permite entregar uma medicina de alta performance e extrema segurança”, explica a diretora Administrativa do Hospital Santa Rosa, Anne Françoize Marques. O progresso do Hospital Santa Rosa manifesta-se igualmente na ampliação de sua presença, alavancada por aportes estratégicos em modernização e novas soluções. A implementação do maior Centro de Cirurgia Robótica do Mato Grosso, por exemplo, reforça a promessa da entidade com intervenções precisas, proteção ampliada e um restabelecimento ágil. A Unidade Avançada Santa Rosa, em Várzea Grande, introduziu uma nova filosofia de urgência e emergência em solo mato-grossense, adotando um protocolo de atendimento ágil, que pode solucionar até 80% dos casos já em sua primeira etapa. A estrutura foi cuidadosamente projetada para trazer mais agilidade, conforto e segurança – o paciente é encaminhado diretamente para boxes individuais. Recentemente, a instituição também fortaleceu a sua linha de cuidado cardiológica, com a reforma da unidade coronariana, que oferece agora novos leitos individualizados com monitorização contínua. Além disso, o Santa Rosa é o único de Cuiabá a oferecer atendimento 24h com cardiologista para emergências, além de uma estrutura completa e moderna para consultas, exames e demais procedimentos cardíacos. Ainda na lista World’s Best Hospitals, o Grupo Santa também se destaca com o Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS), em Brasília, na 1ª posição do Distrito Federal e Centro-Oeste desde 2021 e, neste ano, figura entre os 30 melhores hospitais do Brasil. Fundado em 1963, o centro hospitalar foi o primeiro da rede particular do Distrito Federal. Realizada pela Revista Newsweek em parceria com a plataforma de coleta de dados Statista, a lista World’s Best Hospitals chegou à oitava edição em 2026 e, neste ano, elenca hospitais de 32 países, com listas específicas para cada um deles, além de um ranking geral com os 250 destaques globais. Mais de 2.500 instituições foram avaliadas, de países escolhidos por critérios que incluem tamanho da população e densidade hospitalar. Entre os hospitais, quatro pilares são analisados, segundo a revista: recomendações de especialistas médicos, métricas de qualidade hospitalar, informações referentes à experiência dos pacientes e Inquérito de Implementação de Medidas de Resultados Relatados pelo Paciente (PROMs), pela Statista. Serviço Grupo Santa (Unidades Cuiabá) Hospital Santa Rosa Endereço: Rua Adel Maluf, 119, Bairro Jardim Mariana - Cuiabá (MT) Telefone: (65) 3618-8000 Hospital Ortopédico Endereço: Rua Osório Duque Estrada, 15 – Areas, Cuiabá-MT Telefone: (65) 3614-1200 Unidade Avançada Santa Rosa Várzea Grande Endereço: VG Shopping, Avenida Presidente Artur Bernardes, 248, Centro Sul. Telefone: (65) 3618-8000 Sobre o grupo Santa Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos visionários que idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Desde então, o Grupo cresceu e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste. Hoje, reúne 12 unidades de saúde, entre hospitais gerais e centros especializados, presentes no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As unidades atuam em diversas frentes, com destaque para a assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada. A qualidade e a inovação são pilares estratégicos do Grupo, reconhecido por acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e a QMentum Diamante, certificações que atestam a segurança, a gestão eficiente e o cuidado de qualidade. Em 2023, o Grupo Santa deu um passo importante em sua trajetória ao anunciar uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20% de participação no Grupo. O movimento fortaleceu sua governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento, preparando a rede para um ciclo robusto de expansão e modernização.
Por Ascom 27 de fevereiro de 2026
A carne bovina de Mato Grosso segue com forte presença na China, mas o início de 2026 mostra um movimento estratégico que amplia a segurança das vendas para o mercado: a consolidação de novos mercados compradores, por causa do aumento da atratividade das exportações. Dados do Boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que o Índice de Atratividade das Exportações de Carne de MT alcançou 81,80 arrobas por tonelada (@/t) em janeiro — patamar acima das máximas registradas para o mês nos últimos cinco anos. O indicador mede quantas arrobas de boi gordo podem ser adquiridas com a receita gerada pela exportação de uma tonelada de carne, servindo como termômetro da competitividade internacional. "A diversificação dos mercados mostra que a carne de Mato Grosso está consolidada globalmente. Estamos presentes em diferentes regiões do mundo porque oferecemos qualidade, eficiência produtiva e compromisso com a sustentabilidade", afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade. Embora a China continue sendo o principal destino da carne mato-grossense, com índice de 76,00 @/t em janeiro, foram outros mercados que puxaram a valorização anual. Na comparação com janeiro do ano passado, a América Central registrou alta de 15,04% no índice de atratividade. A América do Norte avançou 11,47% e o Oriente Médio 11,40%. Os números mostram que a carne mato-grossense vem ampliando sua inserção global, reduzindo a dependência de um único comprador e fortalecendo sua posição em diferentes blocos econômicos. A diversificação de destinos é estratégica para a cadeia produtiva, pois distribui riscos comerciais, amplia oportunidades de negócios e aumenta o poder de negociação da indústria e do produtor. Além do desempenho por destino, o cenário internacional segue favorável. Na parcial de fevereiro, até a terceira semana, o Brasil já havia embarcado 192,71 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária 55,69% superior à registrada no mesmo período de 2025. Mantido o ritmo, o mês poderá fechar com novo recorde. O preço médio por tonelada também avançou 13,90% na comparação anual, alcançando US$ 5.313,35/t, o que reforça o ambiente de valorização da proteína brasileira no exterior. "Com novos mercados ganhando protagonismo, Mato Grosso inicia 2026 ampliando a rentabilidade das exportações e fortalecendo sua posição como referência internacional na produção de carne bovina", enfatiza o diretor do Imac.
Por RepórterMT 27 de fevereiro de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu mandado de busca e apreensão em apoio à Polícia Civil de Santa Catarina durante a Operação Sepulcros Caiados, deflagrada nessa quinta-feira (26). A ação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado na prática de estelionato e lavagem de dinheiro, com atuação interestadual.  Entre as ordens judiciais estão 10 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 211 milhões dos investigados decretadas pela Vara Estadual das Organizações Criminosas de Santa Catarina. Os mandados foram cumpridos nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/Deic), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Mato Grosso, policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá deram cumprimento à ordem judicial. A investigação revelou um esquema sofisticado estruturado em múltiplas camadas, em que o grupo recrutava “laranjas” para abertura de contas em instituições financeiras digitais e corretoras de criptoativos, utilizando procedimentos fraudulentos de verificação de identidade. O objetivo era pulverizar valores ilícitos e dificultar o rastreamento pelas autoridades. Também foi identificado o uso de empresas de fachada nas regiões Nordeste e Sul do país, empregadas para simular operações comerciais e conferir aparência de legalidade aos recursos movimentados. A análise de dispositivos eletrônicos e de relatórios de inteligência financeira permitiu identificar operadores de alto escalão, incluindo um investigado que movimentou mais de R$ 318 milhões, apesar de constar como beneficiário de auxílio emergencial. Apoio logístico e operacional A operação contou com apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), no âmbito do Projeto I.M.P.U.L.S.E., possibilitando o deslocamento de equipes e a integração com as Polícias Civis de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, São Paulo e Mato Grosso. A cooperação fortaleceu a execução simultânea das ações e o intercâmbio de informações estratégicas. A iniciativa representa um avanço no enfrentamento à lavagem de dinheiro e na descapitalização de organizações criminosas, especialmente aquelas que utilizam tecnologias financeiras e criptoativos para ocultar valores ilícitos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), reafirma seu compromisso com o fortalecimento das Polícias Judiciárias e com a promoção de operações integradas em todo o território nacional. Participaram também da operação, policiais do Laboratório de Tecnologia em Lavagem de Dinheiro LABLD, da Delegacia de Defraudações DD, da Delegacia de Crimes Ambientais e contra as relações de consumo DCAC, da Delegacia de Roubos e Antisequestro DRAS, da Delegacia de Furto e Roubo de Cargas DFRC e da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis (DPGF), além das Polícias Civis dos Estados do Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo.
Por Gazeta Digital 27 de fevereiro de 2026
Cuiabá e todo o estado de Mato Grosso permanecem sob alerta laranja para chuvas intensas até as 10h desta quinta-feira (26), conforme aviso emitido pela Defesa Civil. A previsão indica precipitações de até 60 milímetros por hora, com acumulados diários que podem variar entre 50 e 100 milímetros, além de ventos fortes, que devem atingir 60 a 100 km/h. O cenário exige atenção redobrada da população. Os dados do DC-MT/INMET apontam que fevereiro de 2026 já acumula 274,4 milímetros de chuva, volume bem acima do registrado no mesmo período de 2025 (189,24 mm) e 2024 (88,85 mm). As informações do sistema CHIRPS reforçam a intensidade atípica das precipitações neste início de ano. Equipes mobilizadas desde o último temporal  Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, as equipes seguem em campo desde o temporal do último domingo (22), quando alguns pontos da capital registraram mais de 100 milímetros de chuva em poucas horas. “Nossas equipes estão circulando pela cidade, monitorando tanto os locais onde tivemos problemas no domingo quanto os pontos de risco recorrentes. Até o momento, a situação permanece dentro da normalidade. Não recebemos nenhuma ocorrência pelos telefones de emergência (193 ou 199)”, informou o secretário. Ele explicou que a Diretoria Operacional mantém contato direto com moradores de áreas mais vulneráveis. “Caso haja necessidade, esses moradores costumam nos acionar imediatamente. Por enquanto, não há registros. Se houver qualquer mudança, informaremos a população”, completou. Força-tarefa e ações preventivas Desde o início da semana, a Prefeitura de Cuiabá mantém uma força-tarefa para limpeza e desobstrução em diversos bairros, especialmente Pedregal, Areão e Carumbé, que registraram ocorrências no fim de semana. As ações incluem retirada de resíduos, limpeza de bocas de lobo, desassoreamento de córregos e recolhimento de galhos — medidas essenciais para evitar novos alagamentos, já que o solo segue encharcado. O trabalho é realizado de forma integrada entre Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Infraestrutura e Limpurb, com atendimento humanitário às famílias que tiveram perdas materiais, incluindo entrega de cestas básicas, colchões e kits de higiene. As autoridades reforçam que, mesmo com a situação controlada, o volume acumulado e a previsão de continuidade das chuvas aumentam o risco de alagamentos pontuais, queda de árvores e transtornos no trânsito. Recomendações à população A Defesa Civil orienta que os moradores: Evitem trafegar por áreas alagadas; Não enfrentem enxurradas nem tentem atravessar ruas com correnteza; Redobrem a atenção em locais próximos a córregos e encostas; Evitem se abrigar debaixo de árvores durante temporais com ventos fortes; Mantenham calhas e ralos limpos, evitando o descarte irregular de lixo. Em caso de emergência, o contato deve ser feito pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil). Atenção também aos animais de estimação A Defesa Civil faz um apelo para que animais de estimação não sejam deixados para trás em caso de saída preventiva das residências. Cães e gatos também correm riscos durante enchentes e enxurradas. A orientação é incluir os pets no plano de emergência familiar, garantindo transporte, abrigo, água e alimentação adequados. Informação oficial e prevenção A Prefeitura reforça que todas as atualizações sobre o clima e eventuais ocorrências serão divulgadas pelos canais oficiais, garantindo que as informações cheguem de forma clara e segura à população. Embora a situação esteja dentro da normalidade operacional, os dados históricos e as previsões meteorológicas apontam para um período que exige atenção máxima. O trabalho conjunto entre o poder público e a comunidade é fundamental para reduzir impactos e preservar vidas — humanas e animais. (Com assessoria)
Por Gazeta Digital 27 de fevereiro de 2026
Um homem ainda não identificado foi encontrado morto dentro de um carro modelo Onix branco, na manhã desta quinta-feira (27), em uma estrada de chão nas proximidades do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. De acordo com as informações preliminares apuradas, o veículo estava parado na avenida Dr. Meireles, em frente ao Condomínio Paraíso dos Lagos, sentido ponte de ferro, em uma área de chácaras próxima à antiga cascalheira. O solicitante relatou que passou pelo local de madrugada e viu o carro parado com os faróis acesos. Ao retornar na manhã seguinte, percebeu que o veículo continuava no mesmo ponto. Ao se aproximar, encontrou um homem sem vida, com as mãos amarradas e sinais de sangue na região abdominal. Cena do crime A testemunha informou ainda que havia mosquitos entrando pela boca da vítima, que usava camiseta vermelha e calça jeans. A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da Polícia Civil de Mato Grosso e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos periciais. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar o caso. Até o momento, a motivação e a autoria do crime são desconhecidas.
Por RepórterMT 26 de fevereiro de 2026
O deputado estadual, Eduardo Botelho (União), entrou em campo para tentar segurar a deputada Janaina Riva (MDB) na base aliada ao Palácio Paiaguás. Em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (25) ele revelou que trabalha com a ideia de colocar a emedebista como candidata a vice-governadora em uma eventual chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições de 2026. “Lógico que nós conversamos sobre isso também, né? É lógico que a gente tem esse sonho de ela ficar dentro desse grupo aqui. Porque Janaina, eu vejo ela como um potencial muito grande. Ela se caracterizou com a personalidade dela, com a postura dela aqui dentro e mostrou que é a Janaina”, afirmou Botelho. Apesar do entusiasmo de Botelho, a deputada, segundo ele, tem demonstrado forte resistência à proposta de ser vice. Botelho admitiu que Janaina vê as dificuldades de uma composição idealizada por ele. “Ela tem tido resistência. Enquanto ela não concordar, eu não vou falar com ele [Pivetta]”. Se optar por não ser vice de Pivetta e seguir com o plano de disputar o Senado, ela teria como adversário direto o governador Mauro Mendes, que é o nome do União Brasil para a disputa ao Senado. Botelho, no entanto, garantiu que, se o senador Jayme Campos (União) decidir não buscar a reeleição, apoiará Janaina "de coração" para o Senado. “Eu vou pedir voto mesmo para ela. Eu vou brigar e lutar”, assegurou. Caso aceite o convite para ser o braço direito de Pivetta, Janaina enfrentará nas urnas o próprio sogro, o senador Wellington Fagundes (PL). Wellington é o nome chancelado pela pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), para disputar o comando do Estado, o que colocaria Janaina em rota de colisão direta com o projeto político de sua família.
Por Gazeta Digital 26 de fevereiro de 2026
Após os últimos temporais que atingiram a Capital, a Prefeitura de Cuiabá instituiu o Comitê Gestor de Redução de Riscos de Desastres (CGRRD), com o objetivo de fortalecer ações preventivas e coordenar medidas de enfrentamento a chuvas intensas, alagamentos e outros eventos climáticos extremos. A criação do grupo foi oficializada pelo Decreto nº 11.787, publicado nesta quarta-feira (25) pelo prefeito Abilio Brunini. O comitê será responsável por planejar, monitorar e apoiar a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento técnico que servirá de base para políticas públicas voltadas à prevenção e mitigação de desastres. O plano está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sob coordenação do Ministério das Cidades. A medida reforça a integração entre diferentes áreas da gestão municipal, como defesa civil, infraestrutura, meio ambiente, habitação, saúde e assistência social, com foco na criação de estratégias conjuntas para reduzir riscos geológicos, hidrológicos e ambientais. De acordo com o decreto, o comitê será coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Planejamento Urbano, e contará com representantes de diversos órgãos da administração direta e indireta, além da possibilidade de participação de instituições estaduais, federais e da sociedade civil. Entre as atribuições do grupo estão: acompanhar a elaboração do PMRR, disponibilizar informações técnicas, apoiar ações de mobilização em comunidades de áreas de risco, organizar audiências públicas e promover reuniões mensais ou extraordinárias para discutir medidas de prevenção. O comitê terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. Segundo a Prefeitura, a criação do CGRRD demonstra o compromisso da gestão em fortalecer o planejamento urbano e reduzir os impactos das chuvas que historicamente atingem a capital, buscando maior resiliência frente a desastres naturais.