AMM abre processo seletivo gratuito com salário de até R$ 3,6 mil para nível médio

RepórterMT • 4 de junho de 2026

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) abriu as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado nº 001/2026. O principal atrativo do certame é a remuneração oferecida para o cargo de Recepcionista III, que chega a R$ 3.689,54 para uma jornada de 40 horas semanais, valor considerado acima da média de mercado para exigência exclusiva de Ensino Médio Completo.


A seleção destina-se à formação de Cadastro de Reserva e os aprovados que forem convocados serão contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


Além das vagas de recepcionista, o edital também disponibiliza oportunidades para a função de Auxiliar Administrativo, que conta com vencimento inicial de R$ 2.170,09, também para carga horária de 40 horas semanais e com o mesmo requisito de escolaridade de nível médio.


O processo seletivo tem total isenção de custos para os candidatos, já que a taxa de inscrição é gratuita. Os interessados têm até as 23h59 do dia 10 de junho para efetuar a inscrição, que deve ser realizada exclusivamente AQUI.


De acordo com o cronograma publicado pela Comissão de Processo Seletivo Simplificado, a avaliação dos concorrentes será dividida em duas etapas: análise curricular e entrevista presencial, ambas com caráter eliminatório e classificatório.


O resultado da primeira fase será divulgado no dia 17 de junho, seguido pelas entrevistas no dia 19. A previsão é que o resultado final homologado seja publicado em 25 de junho no portal da entidade. O edital completo está disponível no endereço https://transparen-cia.amm.org.br

Por Agência Brasil 14 de setembro de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida foi tomada após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo. Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em ofício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre a abertura de investigação sobre Moraes. Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. Julgamento No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre o material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate entre os ministros. A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido a supostas irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente. Reação Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.
Por Agência Brasil 14 de setembro de 2026
Os gabinetes dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes confirmaram nesta segunda-feira (14) terem recebido da Polícia Federal (PF) a íntegra do material extraído do celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. O material foi entregue após os ministros terem enviado ofícios à PF determinando a entrega dos dados, depois de o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, ter resistido na liberação. No sábado (13), Mendonça alegou que disponibilizar o material colocaria em risco investigações em curso e “somente contribuiria para tumultuar” um julgamento sobre a ligação entre Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A entrega da íntegra do material foi requerida na semana passada por Zanin e Mendes. Eles alegam que precisam analisar todas as mensagens enviadas por Vorcaro, e não apenas o recorte feito pelos investigadores da PF, antes de participar do julgamento. Moraes também cobrou que Fachin determinasse a remessa do espelhamento do celular de Vorcaro a todos os ministros do Supremo, afirmando que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao colegiado para realizar seu julgamento". Mendonça, por sua vez, alegou que o acesso ao material não seria necessário ao julgamento, que possui acesso “exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão”. Julgamento Nesta terça (15), o plenário do STF tem marcado o julgamento de um relatório da PF segundo o qual Vorcaro enviou 52 mensagens a Moraes, com quem aparentava ter relação próxima, entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter enviado para a apreciação de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Até o momento, Moraes nega qualquer contato com Vorcaro. A PF informou que as respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser recuperadas. Ainda não foi esclarecido pelo Supremo qual será o rito do julgamento, nem se Moraes e Mendonça deverão participar da sessão plenária. A Constituição e o Regimento Interno preveem a competência exclusiva do plenário para processar e julgar ministros da Corte, mas não trazem detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. Entenda O plenário do STF deverá decidir, no julgamento marcado para terça, se abre ou não uma investigação sobre a ligação entre Vorcaro e Moraes.  Os ministros deverão decidir sobre um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o relatório da PF sobre o tema seja anulado. O órgão alega que a produção do documento foi irregular, pois Mendonça não comunicou à presidência do Supremo nem pediu aval do plenário antes de autorizar o avanço das investigações contra um colega. Ao retirar o sigilo sobre o relatório da PF com citação a Moraes, o relator do caso Master pediu que o plenário decidisse sobre a aberta ou não de investigação sobre o ministro. Em reposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual Mendonça poderia estar direcionando as investigações da Compliance Zero de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.
Por RepórterMT 14 de setembro de 2026
A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, negou o seguimento de dois recursos apresentados pela defesa do ex-governador Silval Barbosa, que tentava obter perdão judicial na ação da Operação Seven, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em fevereiro de 2016, para investigar um suposto esquema de fraudes de R$ 7 milhões por meio da desapropriação de áreas.  No Recurso Especial direcionado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Recurso Extraordinário direcionado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa argumentou que devolveu aproximadamente R$ 70 milhões e firmou acordo de colaboração premiada, o que deveria resultar no perdão judicial e no afastamento da multa. Contudo, a desembargadora concluiu que o perdão judicial não é automático, que a multa é independente do ressarcimento de valores e que a análise desses argumentos exigiria o reexame de provas, o que não é permitido em Recurso Especial. O Recurso Extraordinário também não prosseguiu porque as questões constitucionais apresentadas já estão abrangidas por entendimentos do STF que impedem o exame nesse tipo de recurso. “Não há, então, vício no acórdão, porque houve decisão clara, estando o acórdão recorrido em conformidade com a orientação do STF, o que obsta o seguimento do recurso, por aplicação da sistemática de precedentes qualificados" , decidiu Nilza Maria Pôssas de Carvalho. Na mesma decisão, a magistrada negou os recursos especial e extraordinário do ex-secretário adjunto de Administração José de Jesus Nunes Cordeiro por terem sido apresentados fora do prazo; e do ex-presidente do Intermat Afonso Dalberto Cordeiro, também pela necessidade de reexame de provas. No âmbito da Operação Seven, Silval foi condenado a 3 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial aberto; José Nunes Cordeiro, a 8 anos e 4 meses de prisão, em regime inicial fechado; e Afonso Dalberto, a 2 anos e 2 meses, em regime inicial aberto. Operação Seven A Operação Seven foi deflagrada pelo Gaeco no dia 1º de fevereiro de 2026 para desarticular uma organização criminosa formada para fraudar um processo de desapropriação ambiental e desviar dinheiro público. Além de Silval, José de Jesus e Afonso, estiveram envolvidos no esquema o ex-secretário-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf, o ex-procurador do Estado Francisco (Chico) Lima e o ex-secretário de Planejamento e Coordenação Geral Arnaldo Alves de Souza Neto. O ex-secretário de Saúde Filinto Corrêa da Costa também foi acusado de participação no esquema, mas teve a punibilidade extinta em razão da prescrição. Segundo as investigações, o grupo teria articulado a desapropriação de uma área rural de interesse ambiental, com valores superfaturados e pagamentos irregulares. O esquema teria provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 7 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso, valor que teria sido dividido entre os envolvidos. As apurações apontaram ainda que a desapropriação foi autorizada durante o governo de Silval Barbosa por razões políticas, enquanto Pedro Nadaf ficou responsável por conduzir o processo. Chico Lima teria atuado na intermediação e distribuição de valores, e Afonso Dalberto, então presidente do Intermat, teria participado da operacionalização dos pagamentos. A investigação ganhou força a partir das colaborações premiadas dos próprios envolvidos, que admitiram a existência das irregularidades e descreveram como os recursos foram destinados aos participantes do esquema. Entre os relatos, Silval reconheceu ter recebido R$ 2,5 milhões, enquanto Afonso Dalberto admitiu ter recebido R$ 500 mil pela intermediação.
Por Gazeta Digital 14 de setembro de 2026
Mato Grosso começa esta segunda-feira (14) com temperaturas mais amenas em parte do estado, após a mudança no tempo registrada durante o fim de semana. Segundo o Climatempo, Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Cáceres sentem com maior intensidade a redução das temperaturas, enquanto o calor permanece mais forte no norte do estado. A previsão indica predomínio de tempo firme e pouca ou nenhuma chuva durante esta semana. Na capital, os termômetros ficam na casa dos 20°C a 30°C. O dia será de sol com muitas nuvens e períodos de céu nublado, com redução da nebulosidade durante a noite. Não há previsão de chuva. O friozinho aparece com mais força em Chapada dos Guimarães (67 Km ao Norte), onde a temperatura varia entre 17°C e 25°C. O Climatempo prevê sol entre muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado. À noite, o céu fica limpo. Não há previsão de chuva. Em Cáceres (225 Km a Oeste), a segunda-feira também será mais amena, com mínima de 18°C e máxima de 27°C. O dia terá sol com muitas nuvens e períodos de céu nublado, mas sem previsão de chuva. À noite, o tempo fica aberto. No norte de Mato Grosso, o calor continua, embora amenize. Sinop (500 Km ao Norte) terá temperaturas entre 22°C e 35°C, com sol, algumas nuvens e possibilidade de névoa durante o amanhecer. Não há previsão de chuva e a noite terá poucas nuvens. Em Rondonópolis (212 Km ao Sul), o tempo segue firme, com presença de sol e nuvens ao longo do dia. A tendência é de elevação das temperaturas nos próximos dias, com o calor voltando a ganhar força e máximas próximas dos 40°C ao longo da semana. Não há indicação de chuva no início do período.
Por Redação 13 de setembro de 2026
Inteligência artificial, dados, automação e novas ferramentas de gestão estão transformando a operação rural, e já começam a exigir uma nova arquitetura jurídica para contratos e relações comerciais do agronegócio O agronegócio brasileiro atravessa uma transformação tecnológica que vai muito além da mecanização e da agricultura de precisão. Inteligência artificial (IA), sensoriamento remoto, imagens de satélite, telemetria, sistemas de gestão, automação de máquinas e análise massiva de dados passaram a integrar a rotina de propriedades rurais, tradings, agroindústrias, instituições financeiras e fornecedores de insumos. A mudança altera não apenas a produtividade e a eficiência operacional, mas também a forma como decisões são tomadas, riscos são mensurados e relações jurídicas são estruturadas dentro da cadeia do agro. Para o advogado Pérsio Landim, especialista em agronegócio, o avanço tecnológico do setor já produz efeitos concretos sobre a atividade empresarial rural e sobre a elaboração dos instrumentos contratuais. “O agro nunca foi tão tecnológico. Hoje, a propriedade rural produz não apenas grãos, fibras, proteínas ou energia, mas também uma quantidade enorme de dados. E esses dados passaram a ter valor econômico, estratégico e jurídico”, afirma Pérsio Landim. A incorporação da IA é um dos pontos mais relevantes dessa transformação. Algoritmos já são utilizados para cruzar informações climáticas, histórico de produtividade, características do solo, imagens de satélite e dados de máquinas, permitindo antecipar problemas, recomendar intervenções e apoiar decisões relacionadas a plantio, aplicação de insumos, irrigação e colheita. O impacto, entretanto, não se limita ao campo. A tecnologia começa a modificar a própria estrutura das relações contratuais do agronegócio. Contratos mais sofisticados A evolução tecnológica cria espaço para contratos com maior grau de precisão na definição de obrigações, métricas de desempenho, critérios de remuneração e mecanismos de monitoramento. Em determinadas operações, dados produzidos por máquinas, sensores ou plataformas podem integrar a própria dinâmica de execução contratual. Isso é particularmente relevante em contratos de fornecimento, prestação de serviços agrícolas, operações de barter, arrendamento, parceria rural, compra e venda de commodities, financiamento e contratos envolvendo tecnologia aplicada à produção. “Os contratos do agro precisam acompanhar a sofisticação da atividade econômica. Não basta estabelecer preço, prazo e objeto. Em operações tecnologicamente mais complexas, é necessário discutir governança de dados, critérios de medição, responsabilidades sobre sistemas, auditoria, disponibilidade das informações e consequências jurídicas de uma falha tecnológica”, explica Landim. A tendência é que determinadas cláusulas passem a tratar de temas que até pouco tempo estavam ausentes dos instrumentos tradicionais: titularidade e acesso aos dados, padrões de interoperabilidade, segurança da informação, uso de algoritmos, responsabilidade por decisões automatizadas, níveis de serviço e mecanismos de auditoria. A questão ganha relevância porque o dado gerado no processo produtivo pode envolver diferentes agentes. Uma máquina pode coletar informações em uma propriedade; o fabricante pode armazená-las em uma plataforma; uma empresa de tecnologia pode processá-las; e uma instituição financeira ou compradora pode utilizar determinados indicadores para avaliar risco ou desempenho. Nesse cenário, definir contratualmente quem pode acessar, utilizar, compartilhar e explorar essas informações deixa de ser uma questão meramente operacional. Da agricultura de precisão à agricultura orientada por dados A agricultura de precisão representou uma primeira grande ruptura ao permitir que a produção fosse administrada a partir de informações espacialmente detalhadas. A etapa seguinte é a integração desses dados em sistemas capazes de identificar padrões e produzir recomendações em tempo real. É nesse ponto que a IA ganha relevância. Em vez de apenas armazenar informações sobre uma lavoura, sistemas mais avançados conseguem processar grandes volumes de dados e gerar modelos preditivos. O objetivo é transformar informação em decisão. Para o produtor, isso pode significar redução de desperdícios, melhor alocação de recursos e maior previsibilidade. Para empresas da cadeia, significa também maior capacidade de avaliação de risco e de planejamento de operações. Mas a sofisticação tecnológica traz uma questão jurídica fundamental: quem responde quando uma decisão baseada em tecnologia produz um resultado inadequado? “Quanto maior a participação da tecnologia na tomada de decisão, mais importante se torna estabelecer uma matriz clara de responsabilidades. Se um algoritmo recomenda determinada conduta, é preciso compreender qual é o papel do usuário, do fornecedor da tecnologia e dos demais agentes envolvidos na operação”, observa o advogado. O novo contrato do agro A evolução não significa necessariamente abandonar os contratos tradicionais. O movimento é de complementação e sofisticação. Um contrato de fornecimento, por exemplo, pode incorporar indicadores objetivos obtidos por sistemas tecnológicos para aferição de qualidade, produtividade ou cumprimento de determinadas condições. Em operações de crédito, informações provenientes de sistemas de gestão e monitoramento podem contribuir para a análise de risco. Também surgem oportunidades para contratos estruturados em torno de desempenho, com remuneração vinculada a métricas verificáveis. O desafio jurídico está em transformar esses parâmetros tecnológicos em obrigações contratuais suficientemente claras para reduzir disputas futuras. “A tecnologia permite medir aquilo que antes era difícil de mensurar. O contrato precisa aproveitar essa capacidade, mas sem criar uma falsa sensação de objetividade. Dados também precisam ser contextualizados, auditáveis e submetidos a critérios previamente definidos pelas partes”, afirma Landim. Segurança, dados e governança A expansão das plataformas digitais também aumenta a superfície de risco das operações rurais. Informações sobre produtividade, localização de propriedades, estoques, custos, capacidade de produção e planejamento podem possuir elevado valor comercial. A governança dessas informações passa, portanto, a fazer parte da gestão estratégica do negócio. Além da proteção de dados pessoais quando houver tratamento de informações enquadradas na legislação aplicável, empresas e produtores precisam considerar questões de confidencialidade, segredo empresarial, propriedade intelectual e regras contratuais de acesso e compartilhamento de dados. Para o setor jurídico, o desafio é acompanhar uma realidade em que a infraestrutura tecnológica já faz parte da operação econômica. “O jurídico precisa deixar de entrar apenas no final da negociação. No agro conectado, advogado, produtor, empresa de tecnologia e gestor precisam conversar desde a estruturação da operação. Muitas das contingências futuras serão determinadas por decisões tomadas antes mesmo da assinatura do contrato”, diz Landim. Tecnologia como infraestrutura do negócio O movimento de digitalização do agro indica que tecnologia deixou de ser um diferencial isolado para se tornar infraestrutura da atividade produtiva. A propriedade rural conectada passa a operar com uma combinação de ativos físicos e digitais: máquinas, equipamentos, sistemas, dados, plataformas e modelos analíticos. A gestão desses elementos exige, consequentemente, uma visão integrada de negócios, tecnologia e direito. Para os produtores, isso significa avaliar não apenas o retorno econômico de uma nova solução tecnológica, mas também suas implicações contratuais e estratégicas. Para as empresas fornecedoras, significa estruturar contratos capazes de disciplinar adequadamente níveis de serviço, responsabilidades, dados e riscos. E, para o Direito do Agronegócio, significa acompanhar uma cadeia produtiva em que a inovação tecnológica está modificando a própria arquitetura das relações empresariais. “O agro continuará sendo uma atividade profundamente ligada à terra, ao clima e à produção. Mas a competitividade será cada vez mais determinada pela capacidade de transformar dados em decisões. O contrato, por sua vez, terá de acompanhar essa evolução e dar segurança jurídica para relações econômicas cada vez mais digitais”, conclui Pérsio Landim. A próxima fronteira, portanto, não está apenas em produzir mais. Está em produzir com mais informação, previsibilidade e capacidade de decisão. No agro, a tecnologia já não é uma promessa de futuro, é parte da operação presente.
Por RepórterMT 12 de setembro de 2026
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um idoso, de 68 anos, ferido e com sangramento dentro de uma unidade do supermercado Comper, localizado na Avenida Barão de Melgaço, em Cuiabá. Segundo a testemunha Vitória Brito, ele agredido por uma funcionária do estabelecimento, que o acusou de furto. O caso aconteceu na manhã de hoje (12). Nas imagens, é possível observar ferimentos e sangramento nos braços do cliente. À reportagem, Vitória disse que o idoso fazia compras normalmente quando uma funcionária do setor de prevenção de perdas começou a acusá-lo de furto. Diante disso, ele teria se alterado e xingado a trabalhadora. Ainda conforme a testemunha, a funcionária empurrou e deu socos no cliente. Em seguida, teria pegado um bastão de madeira e desferido vários golpes contra a cabeça e os braços do idoso. “A agressão só parou porque outras pessoas que estavam no local intervieram e a seguraram” , relatou Vitória. A testemunha afirmou que prestou os primeiros socorros e utilizou panos para tentar conter o sangramento. Segundo ela, o idoso apresentava cortes profundos e sangrava bastante. “Eu fui pessoalmente prestar socorro ao senhor. Peguei alguns panos para tentar estancar o sangramento, pois ele teve ferimentos graves e cortes bem profundos” , contou. Enquanto o cliente recebia atendimento, Vitória ficou responsável pelas sacolas e conferiu os produtos com a nota fiscal. Segundo ela, todos os itens encontrados estavam registrados no comprovante de pagamento. “Verifiquei toda a mercadoria e a nota fiscal. Tudo o que estava na sacola constava no comprovante de pagamento. Não havia nenhum item sem nota” , afirmou. Pessoas que frequentam a região relataram a Vitória que o idoso é cliente assíduo do supermercado e costuma fazer compras no local durante as manhãs, algumas vezes acompanhado pelos netos. Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou os primeiros atendimentos. Segundo informações da corporação a equipe da Unidade de Urgência (UR) foi acionada, por volta de 08h12, para a ocorrência e realizou o atendimento pré-hospitalar com curativos e encaminhou o idoso para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Verdão para procedimentos médicos. Com um número de telefone fornecido pelo idoso, Vitória conseguiu entrar em contato com os filhos dele, que foram até o local para acompanhar a situação. O RepórterMT tentou falar com o supermercado, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação do estabelecimento.
Por Agência Brasil 12 de setembro de 2026
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que adote medidas para garantir aos ministros que participarão do julgamento de terça-feira (15) acesso à íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em ofício encaminhado neste sábado (12), Gilmar reforçou um pedido apresentado pelo ministro Cristiano Zanin e defendeu que, se o relator do caso, André Mendonça, não disponibilizar os arquivos, a própria Polícia Federal seja acionada com urgência para fornecer cópias do material aos gabinetes dos ministros. O pedido envolve a mídia extraída do celular de Vorcaro, que permanece sob custódia da Polícia Federal para preservação da cadeia de provas. O julgamento está relacionado à análise de um relatório da PF elaborado a partir do conteúdo do aparelho de Vorcaro. O documento identificou mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes. A Corte deverá avaliar questões relacionadas à validade do relatório e à possibilidade de investigação envolvendo Moraes no caso Master. Acesso aos dados  Gilmar argumentou que o acesso ao material deve ser assegurado de forma igualitária aos ministros que participarão da análise. Segundo o decano, o fato de uma cópia da mídia estar disponível ao gabinete de Mendonça, sem que o mesmo conteúdo seja distribuído aos demais integrantes do colegiado, comprometeria a paridade interna do tribunal. “Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento.” O ministro afirmou ainda que o compartilhamento integral permitiria que cada integrante do STF formasse sua convicção jurídica com base no conjunto completo das informações, e não em “sínteses parciais” do conteúdo. Versão de Mendonça Mendonça informou a Zanin que o aparelho físico original não está sob sua posse e permanece armazenado pela PF. O relator afirmou que dispõe de uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela Polícia Federal em março de 2026, que permanece lacrada. O ministro disse ainda que nunca manuseou o material e que a cópia foi preservada como uma espécie de “contraprova” para o caso de perda dos arquivos originais. Mendonça também argumentou que a divulgação integral dos dados poderia prejudicar investigações ainda em andamento, com risco de comprometer o sigilo e a eficiência da persecução penal. O relator rejeitou a alegação de que haveria desigualdade entre os ministros e afirmou que não detém acesso a elementos de informação que não estejam formalmente incorporados ao processo. Segundo Mendonça, a defesa de Vorcaro teve acesso à íntegra dos dados porque o material é devolvido aos advogados depois da extração das informações. Moraes critica Alexandre de Moraes também se manifestou sobre a condução do caso. O ministro acusou Mendonça de promover um levantamento “seletivo e direcionado” do sigilo e afirmou que a medida protegeria “determinado grupo político”. Moraes também sustentou que não cabe ao relator escolher quais documentos devem estar disponíveis aos demais integrantes do colegiado. As declarações fazem parte da disputa interna no STF sobre a extensão do acesso às informações obtidas pela PF a partir do celular de Vorcaro. Reunião de casos Nessa sexta-feira (11), Gilmar Mendes enviou outro ofício para pedir que Fachin assuma a condução dos processos relacionados ao caso e que as questões envolvendo a atuação de Mendonça sejam consideradas no julgamento de terça-feira. O decano afirmou ter “sérias dúvidas” sobre se o processo está efetivamente pronto para ser analisado pelo Plenário. Segundo ele, ainda precisam ser esclarecidos pontos como a natureza do procedimento, quem é investigado, qual é o objeto da apuração e qual questão concreta será submetida aos ministros. O ministro também defendeu que processos relacionados aos mesmos fatos e provas sejam reunidos sob a condução da Presidência do STF. Na avaliação de Gilmar Mendes, a tramitação separada pode resultar em decisões contraditórias e dificultar a compreensão do caso pelo colegiado. Julgamento na terça Caso a sessão seja mantida, o decano sugeriu que Fachin apresente inicialmente ao Plenário uma visão geral dos fatos. O ministro também defendeu que sejam analisadas questões preliminares antes da discussão do mérito. Entre elas está o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja reconhecida a nulidade do relatório da Polícia Federal produzido a partir do celular de Vorcaro. O acesso integral ao conteúdo do aparelho se tornou, assim, um dos principais pontos de disputa antes do julgamento marcado para terça-feira (15), quando o STF deverá analisar as questões relacionadas ao relatório da PF e à eventual investigação envolvendo Alexandre de Moraes no caso Master.
Por Ascom 12 de setembro de 2026
Os Estados Unidos ganharam espaço entre os destinos da carne bovina produzida em Mato Grosso em agosto. Os embarques para o mercado norte-americano cresceram 50,4% em relação a julho, em um movimento de maior participação de outros compradores internacionais da proteína mato-grossense. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em agosto foram embarcadas 8,2 mil toneladas para os Estados Unidos, frente a 5,4 mil toneladas em julho. O avanço dos Estados Unidos ocorreu em um mês marcado pela diversificação dos destinos. De acordo com a Secex, as exportações para os mercados fora da China cresceram 31,11% na comparação mensal. Além dos Estados Unidos, outros países registraram aumento expressivo nas compras em agosto. Os embarques para a Rússia avançaram 80,62%, enquanto as vendas para as Filipinas cresceram 57,11% na comparação com julho. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho reforça a importância de se manter uma carteira ampla de compradores internacionais. “Quando diferentes mercados ampliam suas compras, a cadeia ganha mais alternativas para o escoamento da produção e fica menos exposta às oscilações de um único destino. A pecuária de Mato Grosso tem capacidade produtiva, qualidade e escala para atender compradores com diferentes perfis e exigências. Por isso, a diversificação é estratégica para dar maior estabilidade às exportações e fortalecer a presença da carne mato-grossense no comércio internacional”, afirma o diretor de Projetos do Imac. No total, os frigoríficos de Mato Grosso exportaram 72,30 mil toneladas equivalentes-carcaça (TEC) de carne bovina em agosto, movimentando US$ 351,34 milhões. Para Andrade, ampliar a presença em diferentes países também contribui para consolidar a imagem da carne produzida. “Estar presente em diferentes mercados mostra a capacidade da pecuária de Mato Grosso de atender demandas distintas. Essa presença internacional é importante não apenas para o volume comercializado, mas para construir relações comerciais de longo prazo e posicionar a carne mato-grossense entre compradores de diferentes regiões do mundo”.
Por RepórterMT 11 de setembro de 2026
Trabalhadores dos Correios em Mato Grosso aderiram à greve nacional da categoria por tempo indeterminado, aprovada em assembleias realizadas nessa quinta-feira (10) em várias regiões do país. A paralisação começou às 22h, após os profissionais rejeitarem a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da campanha salarial.  De acordo com nota da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a decisão representa “uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo” . Um dos principais pontos de divergência envolve o plano de saúde dos empregados, aposentados e seus familiares. A federação afirma que a direção dos Correios pretende alterar a condição da empresa como mantenedora do benefício. Para a Findect, a proposta preocupa os trabalhadores “pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica” . A entidade classifica o plano de saúde como um “direito essencial dos trabalhadores, aposentados e suas famílias” . A paralisação foi aprovada após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Conforme a nota, “a categoria buscou uma solução negociada” , mas a empresa manteve sua posição em relação ao plano de saúde, considerado um ponto fundamental pelos trabalhadores. Com a greve, os sindicatos pretendem ampliar a mobilização dentro das unidades e pressionar a direção dos Correios e o governo federal pela apresentação de uma nova proposta. “O momento agora é de ampliar a mobilização, fortalecer a organização nas unidades e cobrar uma resposta da direção dos Correios e do governo federal” , declarou a Findect. A federação também afirmou que os trabalhadores reivindicam “uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil” . A Findect informou que continuará acompanhando a paralisação ao lado dos sindicatos filiados e reafirmou “sua disposição para negociar uma saída que atenda às reivindicações dos trabalhadores” . Ao final da nota, a entidade reforçou a manutenção do movimento: “A categoria deu seu recado nas assembleias. A partir das 22h desta quinta-feira, é greve por tempo indeterminado. Unidade e mobilização em defesa dos direitos e do plano de saúde” .
Por Agência Brasil 11 de setembro de 2026
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), um outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. Sigilo  Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outra investigação mantida sob segredo de Justiça diz respeito à ligação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o advogado Augusto Ferreira Lima, antigo sócio do Master.