Trabalhadores de Mato Grosso aderem à paralisação nacional por tempo indeterminado

RepórterMT • 11 de setembro de 2026

Trabalhadores dos Correios em Mato Grosso aderiram à greve nacional da categoria por tempo indeterminado, aprovada em assembleias realizadas nessa quinta-feira (10) em várias regiões do país. A paralisação começou às 22h, após os profissionais rejeitarem a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da campanha salarial.



De acordo com nota da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a decisão representa “uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo”.


Um dos principais pontos de divergência envolve o plano de saúde dos empregados, aposentados e seus familiares. A federação afirma que a direção dos Correios pretende alterar a condição da empresa como mantenedora do benefício.


Para a Findect, a proposta preocupa os trabalhadores “pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”. A entidade classifica o plano de saúde como um “direito essencial dos trabalhadores, aposentados e suas famílias”.


A paralisação foi aprovada após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Conforme a nota, “a categoria buscou uma solução negociada”, mas a empresa manteve sua posição em relação ao plano de saúde, considerado um ponto fundamental pelos trabalhadores.


Com a greve, os sindicatos pretendem ampliar a mobilização dentro das unidades e pressionar a direção dos Correios e o governo federal pela apresentação de uma nova proposta.


“O momento agora é de ampliar a mobilização, fortalecer a organização nas unidades e cobrar uma resposta da direção dos Correios e do governo federal”, declarou a Findect.


A federação também afirmou que os trabalhadores reivindicam “uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.


A Findect informou que continuará acompanhando a paralisação ao lado dos sindicatos filiados e reafirmou “sua disposição para negociar uma saída que atenda às reivindicações dos trabalhadores”.


Ao final da nota, a entidade reforçou a manutenção do movimento: “A categoria deu seu recado nas assembleias. A partir das 22h desta quinta-feira, é greve por tempo indeterminado. Unidade e mobilização em defesa dos direitos e do plano de saúde”.


Por Agência Brasil 11 de setembro de 2026
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), um outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. Sigilo  Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outra investigação mantida sob segredo de Justiça diz respeito à ligação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o advogado Augusto Ferreira Lima, antigo sócio do Master.
Por Agência Brasil 11 de setembro de 2026
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta sexta-feira (11) um ofício ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, apontando o que diz ser uma “escolha seletiva” na divulgação de documentos sobre as investigações do caso Master pelo seu colega de Corte, o ministro André Mendonça. Moraes requereu a retirada de “todo e qualquer sigilo” dos documentos relativos à Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. Relator do caso Master no Supremo, Mendonça levantou na noite de quinta-feira (10) o sigilo sobre 15 procedimentos de investigação derivados da operação. A medida foi tomada após solicitação formal feita por Fachin, na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo.  No requerimento enviado a Mendonça, Fachin pediu a divulgação de todos os documentos, “ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida”, escreveu o presidente do STF. Escolha subjetiva Moraes indicou que Mendonça manteve o sigilo sobre 180 documentos com base em uma “escolha subjetiva”, conforme escreveu. Para ele, isso impede que os demais ministros analisem todas as provas ligadas à Compliance Zero. O ministro requereu o “imediato levantamento de todo e qualquer sigilo, sem exceção, dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556, evitando-se escolha seletiva e direcionamento subjetivo e garantindo-se total isonomia e o respeito ao Devido Processo Legal, devendo a Diretoria de TI certificar quantos procedimento efetivamente existem”. Mendonça manteve sob sigilo, por exemplo, as apurações sobre o suposto repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outra investigação mantida sob segredo de Justiça diz respeito à ligação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o advogado Augusto Ferreira Lima, antigo sócio do Master. Julgamento Alexandre de Moraes solicitou ainda que seja incluído na pauta da sessão plenária marcada para a próxima terça-feira (15) o pedido de investigação que fez contra Mendonça. Ao marcar a sessão, Fachin incluiu em pauta apenas um pedido de investigação de Mendonça contra Moraes, que aparece nas investigações do Master como interlocutor direto de Vorcaro. Para Moraes, um pedido tem “total conexão” com o outro e os dois devem ser julgados em conjunto, para evitar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”. Entenda Na semana passada, Moraes encaminhou a Fachin o que disse ser um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que sugere que Mendonça estaria direcionando as investigações do caso Master de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado ou traz o timbre da corporação, e também estampa na capa o aviso de se tratarem de análises “sem valor probatório”. A atitude de Moraes se deu em resposta à retirada de sigilo, por Mendonça, de um relatório parcial da Compliance Zero que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro ao ministro Moraes. Nas mensagens, o ex-banqueiro demonstra ter proximidade com Moraes e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. Até o momento, Moraes nega qualquer contato com o ex-banqueiro.
Por Poder 360 11 de setembro de 2026
O Grupo Marabraz pediu à Justiça de São Paulo proteção de 180 dias contra cobranças de credores. A varejista quer também a manutenção de serviços essenciais, como fornecimento de água, energia, internet e telefone. O pedido foi protocolado em emenda à petição de recuperação judicial apresentada em 15 de agosto de 2026. As informações são de Guilherme W. Almeida, da Folha de S.Paulo. A solicitação envolve ainda a suspensão de cobranças, a liberação de recursos financeiros bloqueados e a garantia de acesso a imóveis retomados por locadores para retirada de bens e mercadorias. Esse tipo de proteção costuma ser concedido automaticamente depois de a Justiça aceitar o pedido de recuperação judicial. Empresas costumam solicitar a antecipação dos efeitos enquanto o Judiciário analisa o pedido de reestruturação. SERVIÇOS ESSENCIAIS A Marabraz listou na petição fornecedoras consideradas “indispensáveis ao funcionamento de suas lojas e demais estruturas necessárias à continuidade da operação”. A Redecard, uma das empresas incluídas no pedido, segundo a reportagem, contestou o enquadramento. A empresa de pagamentos afirmou à Justiça que o contrato com a varejista foi rescindido por inadimplemento acumulado em 25 de novembro de 2025 e que seus serviços não integram a cadeia produtiva do grupo. A varejista também pede que locadores com ordem de despejo contra o grupo não impeçam o acesso aos imóveis pelo tempo necessário à retirada de bens e mercadorias. A petição inicial traz uma relação de endereços e proprietários afetados..
Por RepórterMT 11 de setembro de 2026
A perícia não encontrou indícios de que o avião que caiu e matou 3 pessoas, na quinta-feira (10), em Água Boa (730 km ao leste de Cuiabá), tenha realizado uma tentativa de pouso de emergência. Segundo a análise preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a aeronave atingiu o solo de forma praticamente vertical e com grande violência, sem sinais de arraste pela vegetação. O gerente regional da Politec em Água Boa, Paulo Barbosa, explicou que a equipe foi acionada para realizar o levantamento pericial no local e fazer a remoção dos três corpos para a unidade da instituição. “Fizemos voo, vimos uma zona de mata e sem vestígio de vegetação. A impressão é que o avião caiu quase na vertical, não teve arraste. Bateu com violência, há desgaste na terra e depois pegou fogo e carbonizou as vítimas”, relatou à imprensa local. Conforme o perito, os vestígios encontrados na área não são compatíveis, a princípio, com uma aeronave que tenha tentado realizar um pouso forçado. A dinâmica exata da queda, porém, ainda será investigada. Vítimas Os 3 corpos foram encaminhados para a Politec, onde aguardam os procedimentos de identificação. Segundo Barbosa, também serão coletadas amostras para exames de DNA. “É muito recente, não recebemos acionamento de nenhum possível familiar, mas é necessário para comparar o material genético no DNA”, explicou. A perícia identificou duas vítimas na parte dianteira da aeronave, sendo o piloto e outro ocupante. Um terceiro corpo estava na parte traseira, identificado preliminarmente como passageiro. Devido à intensidade do incêndio após a queda, os corpos foram carbonizados, o que dificulta o processo de identificação. Investigação As circunstâncias que provocaram a queda ainda não foram esclarecidas. A informação inicial é de que uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deve chegar a Água Boa para auxiliar nos trabalhos de investigação. A Politec também informou que não foi possível identificar, neste primeiro momento, eventual carga transportada pela aeronave. De acordo com o perito, foi encontrada uma estrutura semelhante a uma caixa de alimentos, mas não havia carga preservada no local. Caso houvesse outros materiais a bordo, eles podem ter sido consumidos pelas chamas. A investigação deverá analisar os destroços, os vestígios encontrados na área e outras informações sobre o voo para determinar as causas e a dinâmica do acidente.
Por Gazeta Digital 10 de setembro de 2026
O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) manteve, por unanimidade, a suspensão de licitação estimada em R$ 30 milhões para contratação de serviços de software pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), sob a relatoria do conselheiro José Carlos Novelli. A medida visa prevenir danos ao erário em um valor global que poderá alcançar R$ 150 milhões ao longo de dez anos. A cautelar apontou vícios procedimentais na reabertura da licitação, erros no índice de produtividade, inconsistências contratuais, uso de mapa salarial como piso obrigatório com desclassificação automática, além de exigências cumulativas de qualificação econômica e respostas insuficientes da Sefaz. Em defesa, a secretaria argumentou que o prazo de reabertura foi lícito por não alterar formalmente o edital, reconhecendo que tentou sanar erros técnicos administrativamente e que o modelo de “sprint” era apenas uma métrica de planejamento. “Após a análise de impugnações e pedidos de esclarecimentos que repercutiram na formulação das propostas, inclusive com reconhecimento de custos omitidos, correções em planilhas e erro material no índice de produtividade, o certame foi reaberto com prazo exíguo de cinco dias úteis para a sessão pública. Ainda que não tenha havido alteração formal do edital, o reconhecimento de falhas relevantes pela administração repercutiu materialmente na formulação das propostas, razão pela qual demandaria a correção e republicação do edital, com reabertura do prazo mínimo de dez dias úteis, conforme a Lei de Licitação (14.133/2021)”, destacou o conselheiro. O relator também apontou que a administração reconheceu o erro na fórmula de produtividade, mas acabou repetindo o equívoco na equação e argumentou a existência de erros na redação. “A administração reconheceu a existência de erro material na redação da fórmula de produtividade, contudo, ao indicar a fórmula supostamente correta, repetiu exatamente a equação anterior, mantendo a falha redacional. Não bastasse, deixou de promover as devidas correções nos documentos do certame, perpetuando irregularidade que compromete o cálculo do Índice de Produtividade e inviabiliza a aplicação de glosas a contratados improdutivos, em inobservância ao dever de saneamento do feito e, consequentemente, aos princípios da transparência, da eficiência e da segurança jurídica, previstos no art. 5º da Lei de Licitações”, observou. Para Novelli, a escolha do modelo contratual de “sprints” com equipes fixas gerou questionamentos por se assemelhar a postos de trabalho, e a exigência de mapa salarial foi considerada uma intervenção indevida na gestão das empresas. “Embora formalmente estruturada por sprints, reproduziria, na prática, modelo de postos de trabalho com dedicação exclusiva de mão de obra e equipes fixas, sem efetiva vinculação a metas de produtividade, em contrariedade ao estudo técnico preliminar, que teria descartado essa modelagem”, acrescentando que a qualificação econômica exigida poderia restringir a competitividade do certame. Ainda, ao defender a manutenção da medida cautelar em razão do elevado valor da contratação e do risco de irreversibilidade, o conselheiro avaliou que a operação se apresenta com uma difícil reversão dos efeitos, principalmente por conta dos vícios adotados e formação de preços. “Desse modo, eventual correção posterior poderia exigir a anulação de atos já praticados, com maior custo administrativo, insegurança jurídica e potencial prejuízo ao atendimento das necessidades que motivaram a realização do processo licitatório. Não se vislumbra, por outro lado, perigo de dano inverso relevante, especialmente diante da notícia de que a Sefaz mantém contratos simultâneos para serviços de desenvolvimento e manutenção de softwares”, concluiu.
Por Gazeta Digital 10 de setembro de 2026
O secretário-adjunto de Agricultura de Aripuanã, Sérgio Lotek, conhecido como “Serjão”, morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo no rosto, na noite desta quarta-feira (9), em uma propriedade particular na Linha Monte das Oliveiras, região do distrito de Conselvan. Segundo informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 22h, após o vice-prefeito de Aripuanã, conhecido como Baiano, relatar que havia ocorrido um disparo acidental dentro da residência de Sérgio. Os policiais foram até o local e encontraram o secretário-adjunto deitado, com uma perfuração no rosto. Conforme o relato da esposa à PM, Sérgio teria pedido que ela guardasse uma espingarda. Ao manusear a arma, ela afirmou não saber que estava carregada, momento em que ocorreu o disparo. Uma equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) foi acionada e o médico plantonista constatou a morte de Sérgio. A Polícia Judiciária Civil e a equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram chamadas para os procedimentos necessários. O local foi isolado e preservado pela Polícia Militar. A dinâmica e as circunstâncias da morte deverão ser apuradas durante a investigação. Em nota, a prefeitura lamentou a morte de Sérgio, que já ocupou outros cargos públicos na cidade. “Nesse momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Desejamos força e conforto a todos”.
Por Gazeta Digital 10 de setembro de 2026
Trabalhadores da Caixa Econômica Federal de Cuiabá aderiram à greve nacional e as agências amanheceram sem atendimento nesta quinta-feira (10) em Cuiabá. A mobilização faz parte da greve nacional dos funcionários do banco e foi iniciada após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a proposta apresentada pela Caixa nas assembleias realizadas em todo o país. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas pelos trabalhadores após a rejeição de uma proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A paralisação ocorre por tempo indeterminado até que novas assembleias sejam realizadas e um acordo feito. Segundo o presidente do SEEB-MT, João Dourado, a rejeição à proposta demonstra a insatisfação dos trabalhadores, principalmente em relação ao Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. A categoria também cobra avanços em uma série de reivindicações apresentadas ao banco desde junho. “A proposta foi rejeitada nas assembleias, especialmente em relação ao Saúde Caixa, mas também há uma extensa lista de reivindicações apresentada para o banco desde junho”, afirmou Dourado. As negociações entre a Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) foram retomadas na quarta-feira (9), em São Paulo. O banco não apresentou uma nova proposta, mas se comprometeu a continuar as tratativas e marcou uma nova rodada de negociação para a manhã desta quinta-feira. A Caixa também informou que, com o fim da ultratividade decorrente da reforma trabalhista e a rejeição da proposta nas assembleias, a Convenção Coletiva e o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico não estão vigentes neste momento. A greve seguirá por tempo indeterminado e poderá ser encerrada após novas assembleias da categoria analisarem eventual proposta apresentada pelo banco. O sindicato orienta os trabalhadores a acompanharem os canais oficiais da entidade para informações sobre o andamento das negociações.
Por Agência Brasil 10 de setembro de 2026
A Polícia Federal (PF) faz, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Make Up, para apurar desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares repassadas a empresa privada. O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme Dark Horse, Karina Gama, são os alvos da operação. Frias é roteirista e produtor-executivo do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a PF, 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) estão sendo cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Duas entidades de propriedade de Karina Gama - o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC) - estão entre os locais de busca. As investigações feitas até o momento apontam a existência de organização criminosa que usou recursos públicos de maneira irregular e sem prestação de contas. As irregularidades ocorreram até o mês de julho deste ano. De acordo com as autoridades, os desvios são da ordem de centenas de milhões de reais. A Polícia Federal investiga a existência de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. A operação de hoje foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Ele é o responsável pelo processo a respeito dos supostos desvios de emendas parlamentares. Já o processo que apura se houve irregularidade no repasse de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro para o filme, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, acontece em paralelo e tem relatoria do ministro André Mendonça, que é o responsável por todo o caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Em maio deste ano, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações da cinebiografia sobre o ex-presidente. Após o site divulgar áudios da conversa de Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro, garantindo que os recursos repassados ao filme eram integralmente privados. A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do deputado Mario Frias, mas ainda não recebeu resposta. A reportagem também tenta contato com Karina Gama.
Por Gazeta Digital 10 de setembro de 2026
Uma carga de 216 tabletes de maconha do tipo skunk, avaliada em R$ 648 mil, foi apreendida dentro de uma ambulância, durante uma operação na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km ao oeste de Cuiabá). A ação resultou em um prejuízo estimado de R$ 828 mil ao crime, considerando também o veículo utilizado no transporte da droga. A apreensão ocorreu por volta das 6h30 desta quarta-feira (9), durante a Operação Integrada de Combate aos Crimes Transfronteiriços, que reúne o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), a Delegacia Especializada de Fronteira (Defron) e o Exército Brasileiro. As equipes do Gefron receberam informações de que uma ambulância estaria sendo utilizada para transportar uma grande quantidade de entorpecentes. Com o patrulhamento reforçado na região, os policiais localizaram e abordaram o veículo. Durante a busca, foram encontrados seis grandes fardos contendo os 216 tabletes de skunk. Questionado pelos policiais, o condutor relatou que havia recebido o veículo próximo à linha de fronteira e que receberia R$ 5 mil para transportar a droga até Vila Bela da Santíssima Trindade. Dois homens foram presos e encaminhados, juntamente com o veículo e a droga, para a Delegacia Especializada de Fronteira, onde foram adotadas as providências cabíveis. Conforme o Gefron, a droga apreendida foi avaliada em R$ 648 mil, enquanto o veículo está estimado em R$ 180 mil. Somados, os valores representam R$ 828 mil de prejuízo às organizações criminosas.
Por Gazeta Digital 10 de setembro de 2026
Um grupo investigado por sonegação de ICMS em operações interestaduais de gado, que, juntas, ultrapassam R$ 30 milhões, é alvo da Operação Ganatum II, deflagrada nesta quinta-feira (10) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Rondônia (Cira-RO). A ação conta com a participação do Cira de Mato Grosso e cumpre 12 mandados de busca e apreensão em 6 municípios dos dois estados. Em Mato Grosso, são cumpridas 7 ordens judiciais: 3 em Comodoro, duas em Santo Afonso, uma em Dom Aquino e uma em Castanheira. As investigações apuram a atuação de um possível grupo criminoso envolvido em crimes contra a ordem tributária por meio da comercialização de bovinos entre Rondônia e Mato Grosso. Esquema Conforme os indícios levantados durante a investigação, os animais eram comprados de produtores rurais de Rondônia sem a emissão das respectivas notas fiscais. Para o transporte, era utilizada apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA). Na sequência, documentos fiscais seriam emitidos para simular a transferência dos bovinos entre propriedades pertencentes ao mesmo titular. Com isso, os investigados teriam utilizado de forma indevida a hipótese de não incidência do ICMS. Apesar da documentação, os animais seriam entregues diretamente aos verdadeiros compradores em Mato Grosso, sem que as operações fossem devidamente registradas perante os órgãos fazendários. A investigação também aponta a possível utilização de terceiros para esconder os verdadeiros responsáveis e beneficiários das negociações. Uma propriedade rural ainda teria sido usada para dar aparência de legalidade ao esquema, embora não apresentasse estrutura compatível com o grande volume de animais que, oficialmente, passava pelo local. Operação Ao todo, cerca de 70 agentes participam da ação, realizada de forma integrada pelo Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, Procuradoria-Geral do Estado de Rondônia e pelas Polícias Civis de Rondônia e Mato Grosso. Em Mato Grosso, o cumprimento das ordens conta com apoio do Cira-MT, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), da Diretoria do Interior e de equipes das delegacias dos municípios envolvidos. O nome Ganatum faz referência à ideia de ganho e lucro e está relacionado ao contexto da fraude investigada e à atividade pecuária. Cira-MT O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso reúne representantes do Ministério Público Estadual, Procuradoria-Geral do Estado, Controladoria-Geral do Estado, Secretaria de Estado de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil/Defaz, e Secretaria de Estado de Fazenda. O órgão atua de forma integrada no combate a fraudes fiscais e na recuperação de valores devidos aos cofres públicos.