TSE cria comissão permanente para orientar uso de IA nas eleições

TSE • 14 de junho de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou uma comissão permanente destinada a sistematizar iniciativas relacionadas ao uso de inteligência artificial (IA) no âmbito da Justiça Eleitoral (JE). O foco das ações será o combate à desinformação e à disseminação de notícias falsas, especialmente no contexto das eleições. 


A medida foi formalizada pela Portaria TSE nº 297/2026, assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e publicada em 9 de junho de 2026. A comissão terá como principal atribuição elaborar e monitorar um plano para o uso de ferramentas de IA nas esferas tanto administrativa, quanto jurisdicional da JE. 


Entre suas competências, o Colegiado deverá propor diretrizes para garantir o uso seguro, ético, responsável e transparente da inteligência artificial. Também caberá ao grupo definir critérios para a contratação, o desenvolvimento e a utilização dessas tecnologias, além de estabelecer padrões de governança, integração e compartilhamento de soluções entre os órgãos da Justiça Eleitoral. 


Parceria 

Outro destaque é a criação de um Catálogo Nacional de Soluções de IA, que reunirá ferramentas desenvolvidas, contratadas ou utilizadas pela Justiça Eleitoral em todo o país. A comissão também acompanhará acordos com universidades e entidades que possuam especialistas em perícia de ilícitos digitais e inteligência artificial no âmbito das eleições. 


A portaria prevê ainda que a comissão poderá contar com a colaboração de especialistas externos e realizar reuniões, preferencialmente, de forma virtual. A participação dos integrantes será considerada serviço público relevante, sem remuneração. 


Coordenada por Juliana Greimel Bernardes, da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED/TSE), a comissão reúne representantes de diversas áreas do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs). 

Por RepórterMT 15 de junho de 2026
Uma imagem mostra a extensão dos danos causados na Ferrari após o acidente registrado na tarde deste domingo (14), em Cuiabá. O superesportivo acabou atingido por um Tesla que perdeu o controle na grama durante o desfile de abertura da 5ª etapa da Fórmula Truck, no Parque Novo Mato Grosso. A foto revela que o impacto destruiu parte da carenagem do veículo de luxo. A força da batida arrancou pedaços da estrutura de fibra e deixou a roda exposta, evidenciando o prejuízo financeiro elevado para a recuperação do automóvel importado. Testemunhas que acompanhavam o evento relataram que o condutor do Tesla derrapou na área de escape antes de rodar na pista e atingir o veículo italiano. Apesar da gravidade dos estragos materiais visíveis na imagem, a colisão não resultou em ferimentos nos ocupantes de nenhum dos automóveis. O Tesla também ficou danificado na lateral após a batida. O veículo danificado foi removido do circuito principal por equipes de apoio logo após o encerramento da apresentação. A organização do evento e os proprietários não emitiram declarações oficiais a respeito dos custos estimados para o reparo dos componentes afetados.
Por RapórterMT 15 de junho de 2026
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comentou com o RepórterMT, durante a etapa de estreia da Fórmula Truck neste domingo (14), as declarações do senador Wellington Fagundes (PL). Abilio classificou como um "equívoco" a postura do aliado que é pré-candidato ao Governo, e que havia sugerido que, se dependesse dele, paralisaria os aportes no Parque Novo Mato Grosso para priorizar investimentos em habitação popular e infraestrutura. Abilio argumentou que o esporte, o lazer e o turismo de grandes eventos não competem com as áreas essenciais da administração pública, mas funcionam como ferramentas de captação de recursos para financiá-las. "Eu acho que foi um equívoco, eu acredito que não é esse o caminho. Nós temos que continuar investindo em habitação, continuar investindo em infraestrutura, mas não podemos deixar de investir no turismo, no esporte, nos grandes eventos. São coisas distintas", declarou o prefeito. Para justificar a manutenção dos aportes financeiros no autódromo internacional da Capital, Abilio utilizou uma tese de contabilidade pública. Segundo ele, complexos multiuso voltados ao entretenimento geram receita imediata para o comércio e para os cofres públicos por meio do turismo de massa, enquanto a infraestrutura tradicional apenas consome o orçamento existente. "Grandes parques como esse são princípios ativos de receita para o Estado e para o município, enquanto a infraestrutura é um passivo, é uma forma da gente aplicar os recursos. Se a gente deixar de lado o esporte, o lazer e o entretenimento, a gente deixa de captar recursos para fazer investimento em habitação", concluiu Abilio, destacando o impacto do evento atual, que lotou a rede hoteleira e os restaurantes da cidade neste fim de semana. O Parque Novo Mato Grosso é o maior parque multieventos da América Latina e está em fase de finalização. O local já vem recebendo uma série de eventos de destaque, como a Stock Car, a Fórmula Truck e shows de artistas como Alok e Gusttavo Lima, além de feiras e festivais que movimentam a economia local.
Por Persio Oliveira 14 de junho de 2026
A possibilidade de o futuro sistema BRT (Bus Rapid Transit) de Cuiabá e Várzea Grande ser operado sem licitação pelas atuais concessionárias do transporte coletivo provocou divergências entre deputados estaduais. Enquanto Lúdio Cabral (PT) defende a realização de um novo processo licitatório para a operação do modal, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (MDB), avalia que ainda não existe definição sobre o formato que será adotado pelo governo. A discussão ganhou força após o Jornal A Gazeta trazer à tona a informação de que um substitutivo integral ao projeto que institui o Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá abria a possibilidade de que a operação do BRT seja absorvida pelo contrato vigente do transporte intermunicipal, desde que haja autorização dos entes envolvidos e demonstração de vantajosidade para o poder público. À imprensa, Botelho afirmou que o debate ainda carece de definições técnicas e destacou que o BRT funcionará como um sistema complementar ao transporte existente. “Onde está esse projeto? O problema é a questão da viabilidade do sistema de transporte. O sistema do BRT será um sistema auxiliar; evidentemente, estão buscando a melhor possibilidade. E, hoje, para você trabalhar com empresas que detêm concessão, seria complicado. Seria inviável só uma empresa operar um trecho porque ela teria participação parcial no preço das passagens. Mas, acho que não tem essa definição”, declarou. Já o deputado Lúdio voltou a criticar a proposta e afirmou que a operação do novo modal deveria obrigatoriamente passar por licitação. Segundo ele, o texto pode beneficiar empresas que já atuam no sistema de transporte da região metropolitana. “Nós debatemos esse plano numa audiência pública e depois apresentei emenda para garantir gratuidade a deficientes, idosos e outros usuários não contemplados no intermunicipal. Esse projeto recebeu parecer contrário e depois apareceu um substitutivo com margem para que a operação do BRT seja feita por quem opera na capital”, disse. O petista lembrou que, antes das eleições municipais de 2024, uma cláusula contratual previa que a concessionária do transporte intermunicipal assumisse a operação do BRT. Após questionamentos, o governo anulou a previsão e anunciou que a exploração do modal ocorreria por meio de licitação. “Não sei qual empresa seria beneficiada, mas espero que, quando essa novela da obra terminar, seja feita uma licitação para que uma nova empresa opere o BRT. Não podemos aprovar uma lei que permita que quem já opera assuma automaticamente. É legal, mas ineficiente. Objeto novo precisa ser licitado”, defendeu. Presidente da Comissão de Infraestrutura e Obras da Assembleia, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) evitou entrar no mérito jurídico da proposta e afirmou que a análise cabe à Procuradoria-Geral do Estado (PGE). “O governo tem a PGE para orientar medidas adequadas. Se o governo entende que é possível a modalidade, está assegurada na procuradoria. A comissão não analisou”, afirmou. Moretto também argumentou que a realização de licitação, por si só, não garante melhor prestação de serviço à população. “Nós temos que pensar na população, mas não quer dizer que licitação garante o melhor para a população. Temos que entender quem vai servir melhor e com qualidade adequada. Licitação tem muito, e muita empresa dá problema. Se houver necessidade, o parlamento discute. Não precisa ser minha comissão. A comissão está por dentro de cada ação”, completou. O substitutivo em tramitação também prevê que os 56 ônibus elétricos adquiridos pelo Estado para o BRT possam ser incorporados à operação do sistema. O modal, cuja implantação foi anunciada em 2023 com previsão inicial de conclusão em dois anos, acumula atrasos e sucessivas mudanças no cronograma.
Por RepórterMT 13 de junho de 2026
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado Federal, Mauro Mendes (União Brasil), declarou nessa sexta-feira (12) que a palavra final sobre uma eventual composição com a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e seu partido caberá exclusivamente ao governador Otávio Pivetta (Republicanos). Pré-candidata ao Senado e cotada para ocupar a vaga de vice na chapa de Pivetta, Janaina teria dado sinal verde para o início das tratativas com o grupo governista. No entanto, Mendes prega cautela e lembra o histórico recente de distanciamento da parlamentar. " A Janaina, ela se afastou do grupo há um tempo atrás, tomou o caminho da oposição e eu vejo que nos últimos tempos ela tem mudado com isso. Portanto, essa decisão, não é do Mauro Mendes, ela é do grupo político, é principalmente do governador Otávio Pivetta, a quem cabe e está liderando esse processo de formação de chapa, de definições da majoritária ", afirmou Mendes. Apesar de reconhecer a mudança de postura da deputada, o ex-governador enfatizou que nenhuma definição foi tomada até o momento e que o processo será discutido de forma coletiva mais adiante. Questionado sobre a possibilidade de compor uma "dobradinha" com Janaína Riva na disputa pelas duas vagas ao Senado, Mendes evitou fechar portas, mas ponderou que o diálogo formal ainda não foi iniciado pelas lideranças. "Chances, elas podem sempre existir, pode ser de 0,5% a 100%, mas, por enquanto, não começaram as conversas, então não existe nada definido, nada declarado", concluiu. "Difícil, mas não impossível" Em maio, Janaina comentou a possibilidade de compor a chapa do governador Otaviano Pivetta. Na época, ela definiu a aliança como “difícil, mas não impossível”. Janaina Riva tem rechaçado a tese de figurar como vice, mantendo o discurso de que seu único projeto majoritário é a disputa por uma cadeira no Senado Federal. Além disso, há uma forte resistência de alas do PL à inclusão da emedebista na chapa governista, como por exemplo nomes com o deputado federal José Medeiros, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini e o deputado estadual Gilberto Cattani, todos do PL. O cenário de aproximação ganha contornos singulares devido à conexão dela como o senador Wellington Fagundes (PL), nome da legenda para a disputa ao Governo do Estado. Janaina é nora de Wellington. A articulação é considerada complexa nos bastidores devido ao posicionamento de oposição que a parlamentar adotou em relação ao grupo de Mauro Mendes, principal fiador da reeleição de Pivetta. 
Por CNN 13 de junho de 2026
O fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, torna-se oficialmente hoje o primeiro trilionário do mundo. Ninguém mais jamais chegou nem perto desse patrimônio líquido. Na verdade, é preciso somar as estimativas de riqueza das quatro pessoas mais ricas do mundo — os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, o fundador da Oracle, Larry Ellison, e o fundador da Amazon, Jeff Bezos — para sequer chegar perto do valor que Musk representa atualmente. Sua fortuna individual também é maior do que as economias da maioria dos países do planeta, incluindo Taiwan (US$ 977 bilhões), Irlanda (US$ 779 bilhões), Suécia (US$ 760 bilhões) e Cingapura (US$ 660 bilhões), além da África do Sul, terra natal de Musk (US$ 480 bilhões). Um trilhão de dólares é um milhão de milhões de dólares, o que é basicamente impossível de gastar em uma vida inteira. 
Por RepórterMT 13 de junho de 2026
As obras de implantação da infraestrutura do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) e a construção do novo viaduto do Complexo Leblon vão provocar alterações e bloqueios no trânsito de Cuiabá a partir deste sábado (13). A intervenção mais crítica ocorre na Avenida Miguel Sutil, que terá o tráfego totalmente interrompido durante o sábado e o domingo (14), no trecho localizado em frente à Todimo Lar Center, para o lançamento das vigas da nova estrutura elevada. Paralelamente, o consórcio responsável executa a recuperação do asfalto da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), no trecho compreendido entre a Defensoria Pública e o Viaduto da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), o que resultará em interdições parciais. Na próxima semana, o cronograma prevê frentes de trabalho atuando na pista em direção ao CPA, com serviços em frente ao posto Petrobras e ao Jerônimo Burger, além da implantação de meios-fios e sarjetas. O avanço dos trabalhos também atinge outras regiões centrais da Capital. Entre o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e a Rua Voluntários da Pátria, as equipes iniciam a fase de sinalização da pista. O mesmo procedimento, acompanhado da reforma de calçadas, é realizado até a Avenida Generoso Ponce. Já no trecho entre as avenidas Dom Bosco e XV de Novembro, as pistas começam a receber a capa asfáltica especial para o sistema de transporte coletivo. Em frente ao Shopping Popular, a execução se concentra na pavimentação de calçadas e sinalização vertical e horizontal. 
Por Gazeta Digital 12 de junho de 2026
O ex-governador Mauro Mendes (União) criticou a postura do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, por conta da forma como vem fiscalizando as obras de pavimentação do Estado e divulgando na imprensa. Segundo ele, o presidente da Corte de Contas estaria fazendo ‘papagaiada e circo’. Mendes garante que o governo está fazendo a parte dele em fiscalizar e cobrar as empresas contratadas para realizar as obras. “Não precisa fazer papagaiada, não precisa fazer circo para mostrar problemas, porque problemas sempre existiram em obras, vão lá e se corrigem. E o governo está tomando, já tomou as providências e, até onde eu sei, as empresas já firmaram um pacto. Terminou a chuva, elas estão voltando para lá e terão que refazer com qualidade todas as obras”, disse nesta sexta-feira (12). Ele também questionou a postura de Sérgio Ricardo, que, segundo ele, estaria desrespeitando a Constituição Estadual, já que estaria emitindo opinião e juízo de valor, antes do julgamento oficial. “O artigo 50 da nossa Constituição diz que um conselheiro do Tribunal de Contas tem as mesmas prerrogativas, as mesmas vedações, que um magistrado. Quando você vai à lei que rege a lei da magistratura, diz claramente que nenhum magistrado pode usar qualquer veículo de comunicação para falar dos seus processos ou de outros. Portanto, um conselheiro do Tribunal de Contas, pela legislação, não pode ficar dando pronunciamento público, emitindo juízo de valor antecipado de processo que está sob a sua relatoria ou de outros. E a lei, meus amigos, todos têm que cumprir. O Sérgio Ricardo, qualquer conselheiro, qualquer governador, qualquer cidadão, ele é obrigado a cumprir a legislação do nosso país”, afirmou. A declaração dele ocorre após o presidente do TCE ter apontado graves falhas nas obras da MT-170, incluindo a deterioração precoce do asfalto em um trecho que recebeu investimentos milionários. “Sete mil quilômetros foi feita a minha gestão, 7 mil quilômetros de asfalto foram feitos . Nós contratamos qualidade, as empresas têm que entregar qualidade e elas têm que dar 5 anos de garantia. Isso está na lei, isso está no contrato, isso está na licitação e elas têm que dar garantia. Lá tiveram um problema, sim, nós já notificamos, as empresas já estão retomando, terminou o período de chuva, para refazer todo o serviço e entregar com qualidade, ponto”, justificou.
Por Gazeta Digital 12 de junho de 2026
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), negou ter participação no suposto jantar, em Nova Iorque, no ano de 2023, na presença do ex-bancário, Daniel Vorcaro, e do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A fala de Mauro surge um dia após ser publicado pelo tabloide o encontro organizado por Vorcaro e levantou suspeitas, já que a reunião coincide com o decreto do governo do Estado que criou a modalidade de cartão consignado de benefício e introduziu nova categoria de consignatárias, reservando margem autônoma de 10% do salário de cada servidor.  Nesta sexta-feira (12), Mauro garantiu que sequer conhece o ex-banqueiro e não esteve no jantar, como apontado pelo Metrópoles. Incomodado, o ex-governador subiu o tom e acusou “parte da imprensa mau-caráter” de tentar ligá-lo de alguma forma ao escândalo do Banco Master. “Isso é uma grande mentira. Quem escreveu isso vai responder com processo. Nunca jantei com o Vorcaro, não o conheço, nem o conheci. Nunca tive nenhum contato com ele. Essa história de jantar é uma grande mentira, uma grande fake news. Eu já comecei a tomar providências para processar esses elementos, uma minoria da imprensa que existe, que são de mau-caráter, mentirosos e publicam essas notícias”, explicou. A informação da participação de Mendes no jantar de degustação foi publicada pelo jornalista Igor Gadelha, do Portal Metrópoles, na quinta-feira (11). Segundo a reportagem, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deu detalhes do encontro para aliados próximos. “Tanto o jantar quanto a degustação de uísque foram citados em relatório da Polícia Federal (PF) para demonstrar uma suposta proximidade entre Vorcaro e Castro, que teria resultado em aportes milionários da Cedae e da RioPrevidência no Grupo Master”, diz trecho da publicação do Metrópoles. Castro teria dito que Mauro Mendes estava em uma mesa ao lado da sua, no restaurante Nusr-Et Steakhouse, do conhecido chef Salt Bae. O ex-governador carioca afirmou ainda que ele iria pagar sua conta, mas foi surpreendido por Vorcaro ao bancar o jantar e degustação. “Castro relatou a pessoas próximas que, na mesa ao lado da sua, estava o então governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), hoje pré-candidato ao Senado. Os dois teriam, inclusive, brincado que um teria que pagar a conta do outro”, segue a publicação do Metrópoles. Segundo a PF, Vorcaro organizou e pagou a refeição, cuja conta teria alcançado cerca de US$ 13,3 mil (aproximadamente R$ 66 mil, na cotação atual). Ao Metrópoles, Mauro Mendes não negou a participação na degustação de uísque, porém disse, por meio de sua assessoria, que esteve em Nova York para representar Mato Grosso em evento institucional e ressaltou que “todas as despesas da viagem foram custeadas com recursos próprios”.
Por Gazeta Digital 12 de junho de 2026
Mato Grosso registrou em maio deste ano o melhor resultado de 2026 para as exportações de carne bovina, alcançando receita de US$ 440,72 milhões e consolidando sua posição como maior produtor e exportador de carne bovina do país. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e apontam também recorde histórico para o mês de maio, tanto em faturamento quanto em volume embarcado. Ao todo, o estado exportou 87,10 mil toneladas equivalentes carcaça (TEC) no período, volume 3,55% superior ao registrado em abril e 32,27% maior que o observado em maio de 2025. O crescimento das vendas internacionais impulsionou o faturamento, que avançou 7,83% em relação ao mês anterior e expressivos 64,53% na comparação anual. O desempenho foi sustentado pela forte demanda internacional, especialmente da China, principal destino da carne bovina mato-grossense. O país asiático respondeu por 60,43% de todos os embarques realizados em maio. Outro fator que contribuiu para o resultado foi a valorização da proteína bovina no mercado externo, com o preço médio atingindo US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem a força da pecuária estadual e a capacidade de Mato Grosso de atender aos mercados mais exigentes do mundo. "Os resultados demonstram o enorme potencial da pecuária mato-grossense, que alia escala de produção e qualidade do rebanho. Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do Brasil e continua ampliando sua presença nos mercados internacionais graças ao trabalho desenvolvido pelos produtores, frigoríficos e instituições do setor. Temos condições de continuar crescendo e consolidando o estado como referência global na produção de carne bovina", destaca.
Por Gazeta Digital 12 de junho de 2026
A produção brasileira de grãos tem previsão de chegar a 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26. Caso o resultado se confirme, o Brasil baterá novo recorde, com uma alta de 1,8% na comparação com a safra anterior. O percentual corresponde a um aumento de 6,4 milhões de toneladas, ante ao ciclo 2024/25. A previsão consta do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a entidade, ele se deve ao aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis. Com isso, a produtividade média nacional deverá ficar em 4.295 quilos por hectare. Soja e milho “Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas”, detalhou a Companhia. O resultado, acrescenta, reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis na atual safra. Já o milho cultivado na 2ª safra tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas, somando as três safras. A colheita da primeira safra abrange 87,7% da área, devendo ter como resultado um total de 29,3 milhões de toneladas a serem colhidas – aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25. “Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão”, informou a Conab. A colheita da segunda safra ainda está em sua fase inicial. A expectativa é que chegue a um total de 107,9 milhões de toneladas produzidas. Quanto à terceira safra, em fase de plantio prestes a ser encerrada, é esperada uma colheita de 3,3 milhões de toneladas. Algodão De acordo com o levantamento, a produção de pluma de algodão (segunda safra) deve ficar em cerca de 4 milhões de toneladas. Se confirmada, a projeção representa uma queda de 2,5% na comparação com a safra de 2024/25. Segundo a Conab, o resultado se deve à diminuição da área semeada. “No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, representando uma alta de 24,9%”, acrescentou. Arroz e feijão Com a colheita praticamente finalizada, o arroz deve registrar uma produção de 11,1 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 13,2% na comparação com o volume obtido na safra anterior. “A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal”, justificou a Conab. Projeção de queda também na produção de feijão. A Conab estima um total de 3 milhões de toneladas a serem colhidas ao final das três safras do grão – volume que representa uma “ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada”. Segundo a Conab, o abastecimento do mercado interno está garantido, mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos. Trigo Já a área destinada à produção de trigo deve apresentar queda na produção, uma vez que a área destinada ao plantio será menor do que a da safra anterior. Atualmente, esta cultura abrange apenas 45,3% do total de área prevista. As expectativas são de que, ao final do ciclo, sejam produzidas cerca de 6,3 milhões de toneladas do cereal.