Polícia prende 3 por furto de R$ 300 mil em defensivos agrícolas

MidiaNews • 12 de janeiro de 2026

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta segunda-feira (12) a Operação Bumerangue, contra um grupo criminoso envolvido em crime de furto qualificado de mais de R$ 300 mil em defensivos agrícolas, ocorrido no mês de outubro de 2025, em uma propriedade rural de Primavera do Leste.

 

As ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, foram deferidas pela 2ª Vara Criminal de Primavera do Leste e têm como alvo um criminoso conhecido no estado pela atuação em furtos de defensivos e outros dois comparsas nos crimes. 

 

Os mandados foram expedidos com base em investigações realizadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e cumpridos com apoio da equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste.

 

O grupo criminoso, envolvido em diversos furtos de defensivos no estado, foi identificado após investigações instauradas para apurar o furto qualificado, ocorrido no dia 27 de outubro, em uma propriedade rural em Primavera do Leste. 

 

Na ocasião, os criminosos subtraíram diversos defensivos agrícolas, avaliados em mais de R$ 300 mil, além de óleo diesel, uma carreta para carga de gás e outros utensílios. Um fato que chamou atenção, foi de os criminosos terem selecionado os defensivos agrícolas de valor mais relevantes, evidenciou-se que se tratava de especialistas na prática do crime.

 

Iniciadas as investigações, foi possível identificar um veículo Chevrolet S-10 e um micro-ônibus utilizados na prática criminosa. Com a identificação dos veículos e avanço das diligências investigativas foi possível chegar aos autores do crime.

 

A caminhonete utilizada no dia do furto foi posteriormente localizada na residência do líder do grupo, criminoso reincidente na prática de furto qualificado de defensivos. Diante dos elementos apurados, o delegado da GCCO, Antenor Junior Pimentel Marcondes, representou pelas ordens judiciais que foram deferidas pela Justiça. 

 

Bumerangue

 

O nome da operação simboliza o caráter reiterado e cíclico da atuação criminosa da quadrilha especializada em furtos de defensivos, marcada pela reincidência e pelo retorno imediato às práticas ilícitas após a saída do sistema prisional.

 

A operação culmina novamente na prisão dos envolvidos em razão da atuação da Polícia Civil, que desarticulou o grupo e interrompeu, mais uma vez, esse ciclo criminoso, devolvendo os suspeitos ao cárcere.

Por Gazeta Digital 3 de agosto de 2026
Horas após a definição do acordo entre o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), para que o partido migre para a chapa do PL estadual, o senador Wellington Fagundes, que é candidato ao governo, publicou um vídeo pedindo apoio para os dois nomes do grupo ao Senado. A gravação foi feita no evento de lançamento da candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Distrito Federal, nesse domingo (02). Na publicação, Flávio Bolsonaro fala em tom de campanha, dirigindo-se ao eleitor mato-grossense e repetindo o bordão de seu pai. “Bora, Mato Grosso, vamos resgatar o Brasil, resgatar o nosso agro. Wellington, vamos com tudo. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Mato Grosso é 22, o Brasil é 22”, disse o senador carioca. Antes que o senador concluísse a sua fala e continuasse a sua participação no evento, Wellington grita os nomes dos dois candidatos a senador pela chapa encabeçada pelo PL. “E [para] senadores José Medeiros e Janaina Riva”, diz, encerrando a gravação. Parte do partido, que vê José Medeiros como o verdadeiro candidato a senador da direita, pelo apoio que recebeu do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o acordo com Janaina, que é nora de Fagundes, foi um ato de traição. Apesar do tom festivo que o senador adotou na sua publicação, alguns seguidores não pareceram felizes. Um dos internautas escreveu que “não esperava outra coisa” de quem já pediu voto para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Outro comentário destaca que o candidato a presidente “não declarou apoio a Janaina” no vídeo que foi postado. Um dos comentários chega a afirmar que Wellington Fagundes “acabou de sepultar sua candidatura”. Racha entre bolsonaristas A decisão de incluir o MDB na chapa de candidatos do PL causou extremo desconforto entre lideranças locais, que não foram consultadas sobre a articulação. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), lembrou que, nas principais cidades do estado, a oposição aos prefeitos do Partido Liberal é feita por nomes do MDB. Disse, ainda, que não vai trabalhar para eleger Janaina. “Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária, tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera, ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou”, destacou o prefeito. Em Várzea Grande, a prefeita Flávia Moretti (PL), também citou o fato de seu maior oponente político ser do MDB, mas recordou que, quando Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Câmara da cidade, a ofendeu publicamente, a deputada não se pronunciou em nenhum momento criticando a fala do aliado ou defendendo Moretti. "Também não estarei ao lado de Janaína Riva, que, diante da violência política que enfrentei, do vereador Wanderley Cerqueira, que é do seu partido, escolheu o silêncio. Minha fidelidade é ao povo de Várzea Grande", disse. O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que já havia declarado apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), criticou a decisão, reafirmou a forte oposição que os prefeitos do partido vêm sofrendo de nomes do MDB e que não concorda com esse projeto para Mato Grosso. "Não vou [mudar] meus princípios. Se o PL se aliar ao PT amanhã, eu vou ser obrigado a fazer campanha também por fidelidade partidária? Não vou", concluiu.
Por TSE 3 de agosto de 2026
Há 30 anos, o Brasil iniciava uma das mais importantes transformações da sua história democrática. Em 1996, a Justiça Eleitoral colocou em prática um projeto inovador que mudaria para sempre a forma de votar e apurar eleições no país: a urna eletrônica. Três décadas depois, o sistema eletrônico de votação consolidou-se como um dos maiores símbolos da modernização eleitoral brasileira. Desenvolvida pela própria Justiça Eleitoral, a urna eletrônica permitiu reduzir drasticamente o tempo de apuração dos votos, eliminar fraudes comuns ao sistema baseado em cédulas de papel e ampliar a eficiência, a transparência e a segurança das eleições. Desde sua primeira utilização, a tecnologia tem evoluído continuamente para incorporar novas camadas de proteção, auditoria e fiscalização, acompanhando os avanços da segurança da informação e as demandas de uma sociedade cada vez mais digital. Em 2026, ano em que a urna eletrônica completa três décadas de existência, a Justiça Eleitoral se prepara para mais uma grande operação eleitoral, reafirmando a confiança em um sistema que transformou a democracia brasileira. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, destacou que, em outubro, mais de 158 milhões de brasileiras e brasileiros participarão das Eleições Gerais de 2026 para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais. "Os eleitores podem ter a segurança de que o voto registrado na urna eletrônica é exatamente o voto considerado na apuração", falou Valente. O secretário ressalta que a celebração dos 30 anos da urna eletrônica também representa o reconhecimento de um projeto que transformou o processo eleitoral brasileiro. "É um ano em que celebramos os 30 anos da urna eletrônica, responsável pela implantação do processo eleitoral informatizado no Brasil. São três décadas de um projeto absolutamente bem-sucedido. Podemos afirmar que a urna eletrônica é um patrimônio da sociedade e da nação brasileira. Um orgulho nacional", afirma.  Três décadas sem fraudes eleitorais Do Império à criação da Justiça Eleitoral, o voto em papel conviveu com um histórico de manipulações e esquemas ilegais, que iam da coação de eleitores à adulteração direta dos resultados. Júlio Valente destaca que a informatização do processo eleitoral permitiu eliminar o histórico de vulnerabilidades que existiam nas etapas de coleta, apuração dos votos e armazenamento dos votos. Entre as fraudes conhecidas estavam a urna grávida, o roubo da urna, o voto formiguinha, o eleitor fósforo, a fraude cantada e mapismo. Esses esquemas mostram como o processo manual dependia da intervenção humana e abria brechas para manipulações em todas as etapas, desde a preparação do material e o transporte das urnas de lona até a contagem final dos votos. Foi justamente a necessidade de eliminar essas vulnerabilidades que impulsionou a modernização do sistema eleitoral brasileiro. "A urna eletrônica permitiu digitalizar etapas críticas do processo eleitoral e eliminar fragilidades que existiam no modelo manual. Um projeto bem-sucedido, 30 anos e nenhuma única prova ou evidência de fraude ocorreu nas etapas que envolvem o processo eleitoral brasileiro realizado pela urna eletrônica. Conseguimos libertar a nação brasileira desse triste histórico e agora o cidadão vota com a certeza de que a sua voz é respeitada e de que o seu voto vai ser contabilizado no resultado final", disse Júlio Valente. A história da urna eletrônica é marcada não apenas pela inovação, mas também pela confiabilidade. Em 30 anos de utilização do voto eletrônico, não houve comprovação de fraude capaz de alterar resultados eleitorais produzidos pelas urnas eletrônicas. Ao longo desse período, o sistema foi submetido a sucessivos processos de auditoria, fiscalização e testes independentes, fortalecendo a transparência e a credibilidade do processo eleitoral brasileiro. Os sistemas eleitorais passam por processos rigorosos de verificação antes de cada eleição, permitindo que especialistas avaliem sua integridade e contribuam para o aprimoramento contínuo das soluções adotadas pela Justiça Eleitoral. Apuração dos votos Outro desafio enfrentado pela Justiça Eleitoral antes da urna eletrônica era a contagem de votos. A apuração das eleições podia levar dias ou até semanas para ser concluída. Além disso, eram comuns erros de preenchimento de cédulas, votos anulados por falhas formais e tentativas de manipulação durante a contagem. A partir de 1996, o cenário começou a mudar. O processo de votação tornou-se mais simples para o eleitor e mais eficiente para a administração eleitoral. A apuração passou a ocorrer de forma rápida e automatizada, permitindo a divulgação dos resultados em poucas horas após o encerramento da votação. Inclusão na hora de votar A nova tecnologia também fortaleceu a inclusão eleitoral ao oferecer recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, dificuldades de locomoção e outros públicos que necessitam de atendimento especializado. Os avanços são muitos e buscam o exercício do voto por todas as cidadãs e todos os cidadãos brasileiros. Entre os recursos de acessibilidade disponíveis na urna eletrônica estão: Teclado numérico grande, com sequenciamento de números, igual ao utilizado nos telefones e teclas com sensibilidade tátil (braile) e audível (clique); Saída de áudio para fone de ouvido; Cadastro de nome fonético das candidaturas Sintetizador de voz para leitura das teclas digitadas e dos nomes de candidaturas, vices e suplentes; Apresentação com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na tela da urna eletrônica, para indicar os cargos em votação. Segurança construída em múltiplas camadas Ao longo de seus 30 anos, a urna eletrônica passou por constantes aperfeiçoamentos tecnológicos. Hoje, a segurança do sistema eleitoral brasileiro é resultado de um conjunto de mecanismos que atuam em diferentes etapas do processo, desde o desenvolvimento dos programas até a totalização dos resultados. Segundo o secretário Júlio Valente, o sistema eletrônico de votação é um processo hígido, auditável e transparente, contando com mais de 40 oportunidades de auditoria ao longo de cada biênio que forma o ciclo eleitoral. Além disso, a fiscalização é exercida por diversas instituições e entidades legitimadas pelo artigo 6 da Resolução TSE nº 23.673/2021. Entre as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral estão a assinatura digital dos sistemas, o lacramento dos programas, a criptografia dos dados, os testes públicos de segurança e a fiscalização permanente realizada por partidos políticos, federações, coligações, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, Congresso Nacional e entidades da sociedade civil. Evolução permanente Valente destaca que a evolução constante da tecnologia exige melhorias permanentes. "A cada ano são feitas melhorias ou no software ou no hardware da urna eletrônica. Para isso, contamos com a própria sociedade brasileira que se faz representar por meio das entidades fiscalizadoras e por meio das investigadoras e dos investigadores que atuam no teste público de segurança", declarou Valente. Desde o ciclo das Eleições de 2022, o sistema eletrônico de votação passou por importantes saltos tecnológicos, de transparência e de acessibilidade. O modelo UE2020 passou a contar com capacidade de processamento 18 vezes superior à geração anterior, tela sensível ao toque para o terminal do mesário e certificação de seus mecanismos criptográficos com base nos padrões da ICP-Brasil. Para garantir a lisura e a segurança, foram realizadas as edições de 2021, 2023 e 2025 do Teste Público de Segurança (TPS), o prazo de acesso ao código-fonte dobrou para 12 meses e houve a publicação em tempo real de arquivos essenciais, como Boletins de Urna (BUs), RDVs e logs. A acessibilidade também teve avanços marcantes, combinando a inclusão do intérprete de Libras na tela e voz sintetizada mais natural para deficientes visuais, além da simplificação na etapa de identificação do eleitor no momento da votação. As sucessivas atualizações reforçam um conjunto de procedimentos técnicos e jurídicos que asseguram que o voto registrado na urna seja exatamente o voto contabilizado na apuração, preservando simultaneamente o sigilo da escolha do eleitor. Essa combinação entre segurança, auditabilidade, transparência, atualização tecnológica e participação institucional transformou o modelo brasileiro em referência internacional, frequentemente observado por autoridades eleitorais de diversos países. Orgulho nacional a serviço da democracia A urna eletrônica é orgulho nacional. Ao completar 30 anos, a urna eletrônica representa mais do que tecnologia. Ela simboliza o compromisso permanente da Justiça Eleitoral com a democracia, a transparência e o respeito à vontade soberana do eleitor. Durante esse período, milhões de brasileiras e brasileiros exerceram seu direito ao voto utilizando uma tecnologia desenvolvida para garantir eleições seguras, céleres e confiáveis. Foram realizadas sete eleições presidenciais com utilização da urna eletrônica, além da escolha de milhares de governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Trinta anos após sua criação, a urna eletrônica permanece como um patrimônio da democracia brasileira. Resultado de investimento contínuo em inovação, transparência e segurança, ela assegura que a vontade do eleitor seja expressa nas urnas e fielmente refletida no resultado das eleições.
Por RepórterMT 3 de agosto de 2026
A deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado por Mato Grosso, anunciou neste domingo (2) que o Partido Liberal (PL) oficializou uma aliança com sua candidatura. A definição ocorreu em Brasília, após reunião com a cúpula nacional da legenda, e consolida mais um movimento que coloca o MDB e Janaina no centro das articulações políticas para as eleições de 2026.  O entendimento foi fechado diretamente com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo Janaina, a aliança também contará com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro durante a campanha em Mato Grosso. “ Falei há pouco com o presidente Valdemar Costa Neto e acabamos de fechar uma aliança com o Partido Liberal. Gostaria de comunicar isso em primeira mão” , afirmou. A confirmação amplia o peso político da candidatura de Janaina, que, ao longo dos últimos meses, tornou-se um dos principais nomes da disputa em Mato Grosso. Com desempenho consistente nas pesquisas de intenção de voto e liderança em diferentes cenários para uma das vagas ao Senado, a deputada passou a ser disputada pelas principais forças políticas do Estado.
Por RepórterMT 3 de agosto de 2026
O Partido Liberal (PL) definiu o empresário Marcelo Maluf (Novo) como candidato a vice-governador na chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Ele havia se colocado como pré-canditado a governador, mas mudou os planos após articulação do presidente estadual do Novo, o advogado Rafael Alvarez Paulino Iacovacci, e do secretário municipal de Educação de Cuiabá, Reginaldo Teixeira (Novo). Nesse domingo (2), o PL já havia confirmado a aliança com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), compondo a chapa com as candidaturas de José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB) ao Senado. Os nomes de Wellington Fagundes e José Medeiros já foram homologados em convenção partidária realizada no dia 22 de julho. Já o nome de Janaína Riva deverá ser homologado na convenção do MDB, que será realizada nesta terça-feira (4).  Com isso, a chapa bolsonarista está praticamente completa. Agora, o partido tenta ampliar o grupo com o Podemos, partido liderado pelo deputado estadual Max Russi em Mato Grosso, que deve indicar os nomes para a suplência do Senado. A aliança do PL com o MDB gerou insatisfação entre lideranças do partido, como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que se manifestou nas redes sociais dizendo: "Me libera, tolera, ou me expulsa. Com o PT e MDB eu não vou". O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), também usou as redes sociais para se manifestar contra a aliança, afirmando que a união é incoerente.
Por Gazeta Digital 3 de agosto de 2026
O bloco de sustentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva largou na frente em Mato Grosso ao estruturar um palanque totalmente unificado e pacificado para as eleições de outubro. Em contraposição à coesão alcançada pela esquerda e centro-esquerda, o eleitorado conservador e de direita chega ao pleito fraturado em três chapas concorrentes, marcado por divergências internas, isolamento partidário e ameaças de traição interna. A vantagem tática da frente progressista reflete uma organização precoce e sem ruídos públicos, contrastando com o ambiente de incertezas que impera na base aliada de Flávio Bolsonaro e do governador Otaviano Pivetta. A chapa da unidade progressista O palanque oficial de Lula em Mato Grosso será encabeçado pela médica Natasha Slhessarenko (PSD) na disputa ao governo do Estado, tendo como vice Diogo Botelho (PDT). Para as duas vagas ao Senado, a coligação definiu os nomes do atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e do ex-governador Pedro Taques (PSB). A composição conseguiu reunir em um único arco eleitoral oito agremiações: PSD, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), PSB, PDT e a Federação PSOL/Rede Sustentabilidade. Lideranças partidárias do grupo ouvidas apontam que o alinhamento exclusivo com o Palácio do Planalto garante à chapa não apenas a exclusividade do uso da imagem de Lula no estado, mas também a centralização do tempo de rádio e TV e o engajamento unificado das militâncias locais. Direita dividida Enquanto o campo progressista exibe alinhamento, as forças conservadoras do estado enfrentam um cenário de pulverização e fricção política em três frentes distintas. Liderado pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao governo e pelo deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado, o grupo busca ser o palanque oficial de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso. No entanto, o PL enfrenta dificuldades para expandir sua coligação, contando até o momento apenas com negociações pontuais com o Novo, MDB, Podemos e a Federação PRD/Solidariedade. Além disso, o partido enfrenta uma onda de dissidências internas, com prefeitos da própria base anunciando apoio a adversários locais.
Por Gazeta Digital 2 de agosto de 2026
Em Mato Grosso, cerca de 17% da população com 16 anos ou mais, aproximadamente 612 mil pessoas, já realizou apostas esportivas, movimentando um volume de R$ 261 milhões mensais, segundo dados de 2024 levantados pelo Instituto DataSenado. Esse alto índice de uso das plataformas digitais acendeu o alerta financeiro e social no Estado, diante dos inúmeros malefícios que o vício pode causar. Diante do avanço do problema envolvendo adoecimento mental e endividamento da população em todo o país, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online, veiculada em rádio, TV e redes sociais. A iniciativa busca orientar os cidadãos sobre o uso problemático das plataformas e divulgar o acolhimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizando ferramentas como o autoteste pelo aplicativo Meu SUS Digital e a Plataforma Centralizada de Autoexclusão do Ministério da Fazenda.  A orientação oficial é que apostadores e seus familiares procurem atendimento presencial em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Contudo, a aplicação prática dessa diretriz em Mato Grosso esbarra na falta de estrutura local. Em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que ainda não dispõe de projetos ou grupos de apoio voltados especificamente à dependência em jogos nas unidades do CAPS, embora acompanhe o material educativo do governo federal e projete a possibilidade de implementar ações sobre o tema em breve. Já a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informou que os CAPS da rede estadual atendem pessoas com comportamentos compulsivos, como o vício em apostas, além de dependência em álcool e outras drogas. A pasta destacou que o CAPS AD oferece um grupo de acolhimento específico para pacientes com dependência em jogos, com foco no apoio emocional, troca de experiências e enfrentamento da condição, cujos encontros são realizados todas as segundas-feiras, a partir das 14h. Analisando esse cenário, o defensor público Carlos Eduardo Souza, do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), destaca que a campanha federal é um avanço conceitual importante ao reconhecer o transtorno como problema de saúde pública, mas alerta para a lacuna na ponta do serviço. “Essa política somente será efetiva se houver estrutura para acolher e tratar essas pessoas. Quando o cidadão é orientado a procurar ajuda, mas não encontra serviços especializados ou profissionais capacitados, há um evidente descompasso entre a política pública anunciada e sua implementação. A saúde mental exige uma rede organizada, acessível e preparada para responder às novas demandas da sociedade”, afirmou o defensor ao . A atuação na área do consumidor revela que o vício em apostas virtuais raramente se limita a uma crise financeira, desencadeando graves reflexos na saúde psíquica e nas relações sociais. “Temos observado um crescimento de casos envolvendo superendividamento, conflitos familiares e sofrimento psíquico relacionados às apostas online. Embora muitas vezes a demanda chegue inicialmente como um problema financeiro, é comum identificar um quadro de adoecimento mental que exige atenção especializada. Sob a perspectiva da saúde, a dependência em jogos pode produzir consequências tão graves quanto outras formas de dependência, comprometendo a autonomia, os vínculos familiares, a capacidade laboral e a qualidade de vida. Por isso, merece ser tratada com a mesma seriedade pelas políticas públicas”, pontua Souza. A situação se torna mais complexa no interior do estado, onde a infraestrutura da Rede de Atenção Psicossocial é escassa e motivou ações civis públicas recentes da Defensoria, cobrando a instalação de unidades do CAPS I em diversos municípios. “A vulnerabilidade é significativamente maior. Em muitos municípios do interior, a ausência de equipamentos especializados faz com que o paciente dependa de deslocamentos para outras cidades, o que dificulta a continuidade do tratamento e aumenta o risco de agravamento do quadro clínico. A desigualdade territorial no acesso à saúde mental precisa ser enfrentada pelos gestores públicos. O local de residência não pode determinar quem terá acesso ao cuidado adequado”, ponderou. Diante disso, a Defensoria Pública de Mato Grosso enfatiza que a triagem e as orientações virtuais oferecidas pelo governo são úteis para identificação precoce, mas não substituem o acolhimento humano nas unidades de saúde. Além disso, reforçam que seguirão acompanhando a estruturação da rede e acionando o poder público para assegurar a capacitação das equipes e o cumprimento do direito constitucional à saúde, disponibilizando o novo fluxo de atendimento em saúde mental.
Por RepórterMT 2 de agosto de 2026
O governo da Bolívia e o governo brasileiro deram início ao projeto estratégico para a criação de um novo corredor rodoviário internacional. A rodovia ligará a cidade boliviana de San Ignacio de Velasco ao município de Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso, por meio da MT-199. Com 129 quilômetros de extensão, o trecho já conta com obras em andamento do lado brasileiro e tem como objetivo fortalecer o agronegócio, baratear custos logísticos e estreitar as relações comerciais entre as duas nações. A formalização do compromisso bilateral ocorreu durante as comemorações dos 278 anos de San Ignacio de Velasco. A solenidade contou com a presença do presidente boliviano, Rodrigo Paz, além de autoridades locais, lideranças empresariais e representantes do governo de Mato Grosso.  Impacto logístico e econômico Do ponto de vista econômico, a implementação da nova rota e a futura instalação de um posto aduaneiro alfandegado tendem a reconfigurar a logística de transporte na região central da América do Sul. Com a infraestrutura, a Bolívia passa a ter uma alternativa de escoamento para o Oceano Atlântico via Porto Velho, no estado de Rondônia (RO). Em contrapartida, os produtores rurais de Mato Grosso passam a contar com um trajeto competitivo rumo aos portos de Arica e Iquique, no Oceano Pacífico. A estimativa logística é que a nova ligação reduza em quase dois mil quilômetros o trajeto tradicional utilizado para exportação. O fluxo bidirecional também deve facilitar a importação de ureia produzida na Bolívia e otimizar o abastecimento mútuo de insumos agrícolas e grãos entre os dois países.
Por Gazeta Digital 1 de agosto de 2026
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) confirmou que Mato Grosso registra seis mortes por intoxicação por metanol, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Além disso, um sétimo óbito já teve a causa confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), mas ainda aguarda a conclusão da investigação epidemiológica para ser incluído no sistema oficial. Os dados mostram que Mato Grosso voltou a registrar intoxicação após um intervalo de quase sete meses. O último caso confirmado antes da nova ocorrência havia sido registrado em 18 de novembro de 2025, enquanto o mais recente ocorreu em 6 de junho de 2026. Conforme dados do Painel de Monitoramento de Intoxicação por Suspeita de Metanol (SES-MT), ao todo foram notificados 16 casos de suspeita de intoxicação por metanol. Destas, sete tiveram confirmação laboratorial e nove foram descartadas após exames e investigação clínica. Entre os casos confirmados, apenas um paciente sobreviveu. Trata-se de um homem de 24 anos, morador de Várzea Grande, que foi internado em Cuiabá em outubro de 2025, recebeu antídoto e teve alta hospitalar. Os demais casos confirmados ocorreram em moradores de Itanhangá, Nova Brasilândia, Querência e Várzea Grande. Segundo a Secretaria, os pacientes apresentaram quadros graves de intoxicação e a maioria necessitou de internação. Ainda conforme os dados da SES, não há pacientes internados por suspeita ou confirmação de intoxicação por metanol no Estado. "A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informa que o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registra 6 óbitos confirmados por intoxicação por metanol em Mato Grosso. No momento, há registro de um sétimo óbito que ainda está em processo de inclusão no Sinan. Embora a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) tenha confirmado a causa da morte como intoxicação por metanol, a conclusão da investigação epidemiológica, conforme os protocolos estabelecidos, é necessária para o encerramento do caso e seu posterior registro no sistema oficial", informou a pasta. Questionada sobre fiscalização nos lotes de bebidas e monitoramento, a pasta não deu detalhes acerca da identificação do produto contaminado. Contaminação O primeiro caso de intoxicação por metanol foi registrado no país em setembro do ano passado e, no mesmo mês, uma pessoa foi contaminada em Mato Grosso. A substância metanol é um solvente industrial altamente tóxico. Quando ingerido, inalado ou absorvido pela pele, ele é transformado pelo fígado em formaldeído e ácido fórmico, compostos capazes de provocar danos graves ao organismo. Os sintomas podem surgir entre 6 e 72 horas após o consumo da bebida contaminada e vão desde náuseas e desconforto gástrico até alterações visuais, rebaixamento de consciência, coma e morte. Por sua gravidade, a situação passou a ser tratada como um evento de saúde pública, exigindo maior vigilância e resposta rápida dos serviços de saúde de todo o país.
Por MídiaNews 1 de agosto de 2026
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) aprovou, por unanimidade, a primeira permuta bilateral direta entre magistrados de tribunais estaduais diferentes. A decisão autorizou a troca de lotação entre a juíza de Direito Raisa Tavares Pessoa Nicolau Ribeiro, titular da 1ª Vara da Comarca de São José do Rio Claro (MT), e o juiz de Direito Eduardo Henrique Minosso, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A permuta foi deferida com fundamento no artigo 93 da Constituição Federal e regulamentada por resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Órgão Especial do TJ-MT. O relator do processo, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou que a permuta entre magistrados de diferentes tribunais não constitui direito subjetivo dos requerentes, dependendo da análise de conveniência e oportunidade da Administração Judiciária, sempre observando o interesse público e a continuidade da prestação jurisdicional. Na análise do pedido, o Órgão Especial verificou que ambos os magistrados preencheram todos os requisitos previstos na legislação e nas normas regulamentares, incluindo o tempo mínimo de exercício, a inexistência de impedimentos disciplinares ou administrativos, o cumprimento das metas nacionais do Conselho Nacional de Justiça e a equivalência entre as unidades judiciárias envolvidas. Também foi considerada a motivação apresentada pelos magistrados, relacionada à preservação da unidade familiar, hipótese expressamente prevista na resolução do CNJ como fundamento legítimo para a permuta, desde que compatível com o interesse público. Em seu voto, o relator ressaltou que a Corregedoria-Geral da Justiça emitiu parecer favorável ao pedido após constatar a regularidade funcional dos magistrados e concluir que a movimentação não compromete a organização do serviço judiciário nem a eficiência da prestação jurisdicional. Com a decisão, foi determinada a expedição do ato administrativo de permuta, observadas as regras previstas nas normas do CNJ e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, incluindo a classificação do magistrado que ingressará na carreira do TJ-MT, o prazo para trânsito, a concessão de ajuda de custo e as providências administrativas e previdenciárias necessárias à efetivação da movimentação funcional.
Por Gazeta Digital 1 de agosto de 2026
A advogada e presidente estadual do Democracia Cristã (DC) em Mato Grosso, Clariana Barão, aposta na força das redes sociais para superar a desvantagem financeira frente aos grandes partidos e se viabilizar como pré-candidata à Presidência da República. A cuiabana destacou que a escolha de seu nome para encabeçar uma chapa visa preencher um espaço no centro-direita, dialogando diretamente com o eleitorado feminino, que compõe 52% da população brasileira. Diante de um cenário marcado pela forte polarização e pela desigualdade na distribuição de recursos eleitorais, o DC terá R$ 3 milhões para financiar todas as suas candidaturas pelo país. Para compensar essa limitação, a pré-candidata defende a tecnologia como a principal aliada na disputa. “O nosso maior exemplo hoje é o goleiro do Cabo Verde na Copa do Mundo, que anoiteceu com 10 mil seguidores e amanheceu com 50 milhões. Então, nós estamos apostando que as mídias sociais, que as pessoas vão conhecer quem é a Clariana, vão conhecer o nosso trabalho e, com isso, nós vamos elevar o nosso nome”, afirmou a pré-candidata, ressaltando que aposta mais nisso do que propriamente na sua região de origem. Na pauta econômica, a representante do DC busca inspiração no modelo adotado pelo Paraguai para contraponto ao atual governo brasileiro. Para ela, o segredo do crescimento do país vizinho reside na simplificação da produção e na desburocratização das exportações, além de uma carga tributária significativamente menor. Contudo, a transposição automática dessas medidas para a realidade brasileira ignora abismos estruturais entre os dois países. Enquanto o Paraguai opera com uma máquina estatal menor e serviços públicos mínimos, o Brasil exige um volume de arrecadação maior para sustentar sua rede de proteção social, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a previdência. “No Paraguai, o imposto de renda da pessoa física tem alíquota de 10%, ao passo que o nosso é de 27,5%. O Paraguai tem despontado realmente pelas iniciativas econômicas, e eu acho que aquilo que vem dando certo lá é o que a gente pretende trazer também para o Brasil”, explicou, desconsiderando que a adoção de alíquotas mínimas sem a devida reengenharia fiscal poderia gerar problemas para o Brasil com uma macroeconomia voltada para arrecadação e mercado diversificado. Além da economia, a pré-candidata fez duras críticas ao clima de radicalização política no país, direcionando parte de suas restrições ao campo do adversário Flávio Bolsonaro (PL). Para Clariana, o estímulo ao extremismo prejudica o Brasil e se reflete em posturas que ela considera agressivas e distantes da realidade familiar. “Esse estímulo ao extremismo só desfavorece o Brasil. A gente vê aliadas mulheres dizendo com muito orgulho que elas têm um filho de um ano e meio e abandonaram o filho delas para tratar de política, para varrer o PT. Eu, como mãe, acho isso de uma agressividade tremenda”, criticou, reforçando que busca um projeto centrado no equilíbrio, no combate intransigente à violência contra mulheres e crianças, em um “Brasil para todos”.