Desembargadora suspende eleição da AMM e manda juiz analisar ação que questiona mudança em estatuto

RepórterMT • 16 de setembro de 2026

A desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marilsen Andrade Addario, negou qualquer participação no suposto esquema de venda de decisões no Judiciário. A magistrada afirmou que suas decisões sempre foram pautadas pela legalidade e que, ao longo de seus 36 anos na magistratura, nunca respondeu a qualquer processo administrativo disciplinar no exercício da função, possuindo uma ficha funcional impecável, sem qualquer mácula. A defesa foi apresentada Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 30 de outubro deste ano.



Marilsen apresentou informações ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em relação a uma Reclamação Disciplinar ajuizada pelo advogado Igor Xavier Homar. Além da desembargadora, também são alvos da reclamação os desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho.


No documento, a magistrada negou veementemente que tenha afirmado que o juiz aposentado Marcelo Souza de Barros, atualmente atuando como advogado, possua qualquer influência no Poder Judiciário. Homar acusa Marilsen Addario, juntamente com os desembargadores Sebastião de Moraes e João Ferreira, de supostamente terem favorecido o advogado Marcelo Souza de Barros em um processo judicial envolvendo a “Fazenda Paraíso”, localizada no município de Luciara, atualmente avaliada em mais de R$ 80 milhões. Cabe ressaltar que o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), anulou uma decisão relacionada a esse processo judicial.


“Esta reclamada [Marilsen] em nenhum momento teria afirmado que o patrono da parte adversa seria um causídico influente no âmbito do Tribunal local, até porque, como é de conhecimento geral, trata-se de advogado que, anteriormente, na condição de magistrado deste Poder Judiciário, foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ, não havendo qualquer lógica em supor que, nessa condição, ele possa exercer influência sobre os membros deste Tribunal de Justiça”, destaca trecho da manifestação.


A desembargadora garantiu que nunca teve conhecimento de tal afirmação e que, além de eventos oficiais do Judiciário, não mantém relação com nenhum advogado atuante no Estado. Assegurou ainda que profere decisões com base exclusivamente na análise da causa posta em julgamento, independentemente de quem seja a parte ou o advogado envolvido.


Marilsen ressaltou que o artigo 41 da Lei Complementar 35/1979, Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN), prevê que, salvo nos casos de impropriedade ou excesso de linguagem, nenhum magistrado pode ser punido ou prejudicado pelas opiniões que manifestar ou pelo conteúdo das decisões que proferir.


“A discordância, o descontentamento e a indagação sobre atos e decisões judiciais, bem como a crítica pontual à atividade do poder-juiz e de seus integrantes, são bastante salutares ao aperfeiçoamento da atividade jurisdicional. Entretanto, o magistrado não pode ser punido pelo conteúdo de seus fundamentos jurídicos, sob pena de se vulnerar a própria estabilidade democrática”, conclui outro trecho da manifestação.


Ao final, destacou que, ao longo de 36 anos de magistratura, nunca respondeu a qualquer processo administrativo disciplinar no exercício da função judicante, possuindo uma ficha funcional impecável, sem nenhuma mácula.


“A reclamada sempre cumpriu e continuará cumprindo os deveres inerentes ao cargo com independência, serenidade e retidão. Assim, diante das informações constantes nos itens I, II e III retroexpostos, pugna a reclamada pelo arquivamento da reclamação disciplinar, considerando a ausência de indícios mínimos de violação aos deveres funcionais, de falta de lisura ou de qualquer intenção deliberada de prejudicar ou beneficiar qualquer das partes envolvidas nos processos mencionados, tratando-se de matéria puramente jurisdicional”, destaca o documento.


Por Agência Brasil 16 de setembro de 2026
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou, nesta quarta-feira (16), dezenas de ações simultâneas em 19 estados brasileiros para prender mais de uma centena de suspeitos de terem vínculos com facções criminosas. Desde as primeiras horas da manhã, os agentes cumprem 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão de provas. As ordens judiciais incluem medidas cautelares patrimoniais, como o bloqueio e o sequestro de mais de R$ 508 milhões em bens de integrantes de organizações criminosas. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação mobilizou 20 bases da Ficco, em 19 unidades federativas, contra supostos esquemas de tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados ao crime organizado. Em cada estado, a operação recebeu um nome diferente, ainda que, em conjunto, integrem a quarta fase da chamada Operação Força Integrada. Tocantins Em Tocantins, onde a 2ª Vara Federal determinou o bloqueio do maior volume de recursos financeiros sob suspeita (até R$ 412,5 milhões). A chamada Operação Rota Araguaia 2 mirou o suposto núcleo responsável pelo suporte logístico e financeiro de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de capitais. O objetivo da medida, segundo a Polícia Federal (PF), é descapitalizar a suposta estrutura criminosa e assegurar a reparação de eventuais danos causados por atividades ilícitas. Mato Grosso do Sul O segundo maior volume de bens e valores sequestrados judicialmente, R$ 75 milhões, foi registrado em Mato Grosso do Sul. Os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão contra alvos localizados também em Mato Grosso e Pernambuco. Durante a investigação, foram apreendidos mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe. Bahia Na Bahia, a Operação Eirene 2 resultou no bloqueio e sequestro patrimonial de mais de R$ 12 milhões dos investigados. Eles são suspeitos de cometer crimes como tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. Estão sendo cumpridos 57 mandados de busca e apreensão e 45 de prisão. Outros estados Também ocorreram ações nos seguintes estados Acre; Alagoas; Amapá; Ceará; Espírito Santo; Goiás; Mato Grosso; Minas Gerai; Pará; Paraná; Pernambuco; Rio Grande do Norte; Rio Grande do Sul; Roraima; Sergipe. Coordenada pela PF, mas sem relação de hierarquia, a força atua de forma conjunta e reúnem: agentes das polícias civis, militares e policiais penais dos estados, guardas municipais, policiais rodoviários federais integrantes de secretarias estaduais de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. O modelo usa a inteligência compartilhada e a atuação coordenada para desarticular facções criminosas de forma integrada em todos os estados e no Distrito Federal.
Por Gazeta Digital 16 de setembro de 2026
A XP, uma das maiores instituições financeiras do Brasil, tem vagas abertas em Cuiabá para o XP Future, programa voltado a profissionais com perfil comercial que desejam realizar transição de carreira e ingressar no mercado financeiro. Os interessados em participar devem se candidatar pelo link https://job-boards.greenhouse.io/xpinc/jobs/7944559002?gh_src=z5wsin482us Para participar do processo seletivo para o XP Future é necessário ter ensino superior completo, perfil comercial e relacional, experiência prévia em atividades comerciais, vontade de realizar uma transição de carreira e interesse sobre o mundo dos investimentos. Também é relevante possuir conhecimento básico sobre produtos financeiros e atuar em outros segmentos de mercado. O programa é destinado exclusivamente a quem ainda não é Assessor de Investimentos. Gilvania Rufino, líder da XP em Mato Grosso, destaca que não é necessário ter experiência no mercado financeiro. “Procuramos pessoas obstinadas. A carreira de assessor de investimentos está em ascensão e nossa missão é fomentar o crescimento da atividade no Brasil. Por isso, investimos na formação de novos profissionais e na captação de assessores guiados pela excelência em servir, com visão de planejamento financeiro para se tornar o principal aliado do investidor”. O processo de seleção dos candidatos inclui etapas de testes online, dinâmicas em grupo e entrevistas com as lideranças da XP. Os aprovados ingressam no programa de formação com duração de 12 meses, que inclui treinamentos sobre mercado e produtos financeiros, planejamento de longo prazo e relacionamento com clientes. Durante o processo, os participantes recebem apoio para obtenção das certificações exigidas pelo mercado, como CPA-20 ou CEA. Ao final da trilha, os participantes aprovados têm a possibilidade de serem contratados em regime CLT. XP Future Criado em 2021, O XP Future forma novos assessores de investimentos por meio de uma trilha estruturada que combina treinamento técnico, desenvolvimento comercial e suporte para certificações obrigatórias do setor. O programa foi desenhado para quem ainda não atua no mercado financeiro, mas tem forte perfil comercial e interesse em construir uma nova trajetória profissional no setor. O programa oferece uma trilha de desenvolvimento completa e gratuita aos pré-selecionados, com aulas técnicas sobre o mercado e produtos financeiros, suporte das lideranças da XP, aperfeiçoamento comercial e apresentação à cultura e aos valores da companhia. 
Por Gazeta Digital 16 de setembro de 2026
Criminosos investigados por extorsão digital procuravam vítimas em uma plataforma de relacionamento voltada a casais liberais para obter conteúdos íntimos e, posteriormente, exigir dinheiro sob ameaça de divulgação das imagens. O esquema é alvo da Operação Arcanum, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (16), com cumprimento de mandados em Mato Grosso. Conforme a assessoria da Polícia Civil, no Estado, são cumpridos 3 mandados de prisão preventiva e 2 de busca e apreensão nas cidades de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres. As ordens são executadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio das delegacias dos respectivos municípios. Também é cumprido um mandado de busca e apreensão em Santa Catarina, com participação da Polícia Civil daquele estado. Segundo as investigações, após estabelecer contato com as vítimas por meio da plataforma, os criminosos conseguiam acesso a conteúdos íntimos. Em seguida, passavam a ameaçar divulgar as imagens e vídeos para familiares, colegas de trabalho e pessoas próximas, caso não recebessem pagamentos em dinheiro. A investigação começou a partir de ocorrências registradas no Distrito Federal. As vítimas relataram ter sido constrangidas por pessoas que afirmavam possuir conteúdos íntimos e exigiam valores para impedir a exposição do material. Com o avanço das diligências de inteligência e da análise de vestígios digitais e financeiros, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF, identificou vínculos entre os investigados e indícios de uma atuação organizada e coordenada. As apurações apontaram que os primeiros casos não eram isolados. Outras vítimas foram identificadas em diferentes estados e relataram abordagens semelhantes, envolvendo intimidação, cobrança de dinheiro e ameaça de divulgação pública de conteúdo íntimo. A polícia também identificou o uso de contas bancárias digitais e de intermediários financeiros para receber e pulverizar os valores obtidos de forma ilícita. A movimentação teria sido utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos demais beneficiários do esquema. Conforme a investigação, a atividade criminosa continuava em andamento, o que levou à adoção das medidas judiciais para interromper a atuação do grupo e evitar novas vítimas. Os equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação serão submetidos à análise técnica para obtenção de novas provas. Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão, associação criminosa e divulgação ou transmissão de cena de nudez ou conteúdo íntimo sem consentimento. As penas máximas, somadas, podem chegar a 18 anos de reclusão, sem prejuízo de outros crimes que possam ser identificados durante o andamento das investigações.
Por Gazeta Digital 16 de setembro de 2026
Duas carretas se envolveram em ocorrências distintas no km 640 da BR-163, em Nova Mutum (264 km de Cuiabá), entre a tarde de terça-feira (15) e a madrugada desta quarta-feira (16). Nos dois casos, os motoristas saíram ilesos e recusaram encaminhamento para atendimento médico. A primeira ocorrência foi registrada às 16h32 de terça-feira (15). Uma carreta Volvo FH 540, de cor branca, saiu da pista e tombou no trecho. O veículo transportava calcário e houve derramamento da carga na faixa de domínio da rodovia. A equipe de resgate da Nova Rota do Oeste foi acionada e constatou que o motorista não havia sofrido ferimentos. Ele recusou o encaminhamento médico oferecido pela concessionária. O destombamento e a remoção da carreta ficaram condicionados à retirada da carga pelo proprietário. O procedimento foi programado para ocorrer às 14h desta quarta-feira (16). Já às 0h31 desta quarta-feira (16), a Nova Rota do Oeste foi acionada novamente para atender outra ocorrência no mesmo km 640 da BR-163. Desta vez, uma carreta que seguia no sentido norte da rodovia saiu da pista após o condutor perder o controle da direção e tombou. O veículo transportava cavaco, mas não houve derramamento da carga. O motorista também saiu ileso e assinou o termo de recusa de encaminhamento médico. Segundo a concessionária, não foi necessária intervenção no tráfego da rodovia. A equipe aguarda a remoção da carga pelo proprietário para, posteriormente, realizar o destombamento e a retirada da carreta. 
Por Ascom 15 de setembro de 2026
A Azul, maior companhia aérea do Brasil em número de cidades atendidas e rotas domésticas diretas, começou na segunda-feira (14), as operações da nova rota entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, na região metropolitana de Cuiabá (MT) e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Com quatro voos diários, dois em cada sentido, a ligação amplia as opções de deslocamento entre o Mato Grosso e o principal centro econômico do país. Os voos partem diariamente de Cuiabá às 06h e às 17h40. Já de Congonhas, decolam às 10h05 e 20h45. A nova rota será operada com aeronaves Embraer 195-E2, com capacidade para 136 clientes. Avião comercial mais moderno em operação no Brasil, o modelo operado pela Azul tem telas individuais de entretenimento em todos os assentos, proporcionando uma experiência de viagem ainda mais confortável. A Azul é a primeira operadora brasileira dos E-Jets da Embraer. Ao todo, a Azul terá 115 decolagens mensais entre Congonhas e Cuiabá, com uma oferta superior a 15 mil assentos por mês. “O início desta operação aproxima ainda mais Mato Grosso de São Paulo e amplia as opções para quem precisa viajar entre dois mercados muito importantes para a economia brasileira. Cuiabá tem forte demanda corporativa e também é uma porta de entrada para destinos turísticos do estado. Com quatro voos por dia, dois em cada sentido, conseguimos oferecer flexibilidade de horários e uma ligação direta com Congonhas, facilitando o deslocamento dos nossos clientes a negócios ou a lazer”, afirma Beatriz Barbi, gerente sênior de Planejamento de Malha, Distribuições e Alianças da Azul. “Essa nova operação é resultado de um trabalho do Governo do Estado para ampliar a conectividade aérea e criar melhores condições para que novas rotas cheguem a Mato Grosso. Ter um voo direto para Congonhas facilita o deslocamento dos mato-grossenses e de turistas, aproxima o Estado de um dos principais mercados do país e cria novas oportunidades para negócios e investimentos. É uma conquista que fortalece a nossa economia e ajuda Mato Grosso a seguir avançando", disse Otaviano Pivetta, governador de Mato Grosso. “O fortalecimento da ligação direta entre Cuiabá e o Aeroporto de Congonhas representa um avanço importante para a conectividade do estado, tanto pela facilidade de acesso à região central de São Paulo quanto pelas possibilidades de conexão com outros destinos, e reflete a parceria construída entre a COA e a Azul para incrementar as opções de viagem na região. Com infraestrutura ampliada, moderna, segura e eficiente, o Aeroporto Internacional de Cuiabá está preparado para atender ao crescimento da demanda, contribuindo para o desenvolvimento do turismo e dos negócios em Mato Grosso”, destaca Marco Antônio Migliorini, diretor-presidente da Centro-Oeste Airports (COA). A ampliação da oferta aérea acompanha a relevância econômica de Mato Grosso no cenário nacional. Além de ser um dos principais polos do agronegócio brasileiro, o estado mantém relações comerciais intensas com São Paulo, especialmente nos segmentos ligados à produção agropecuária, indústria, comércio e serviços. Além da atividade econômica, Mato Grosso reúne importantes atrativos turísticos, e Cuiabá funciona como ponto de partida para alguns dos principais destinos do estado, como a Chapada dos Guimarães e o Pantanal. A nova rota contribui, assim, para facilitar também o fluxo de turistas entre São Paulo e a região. Em Congonhas, a nova rota passa a integrar a malha da Azul, que conecta o aeroporto paulista a 15 destinos no Brasil, ampliando as opções de viagem para clientes com origem ou destino em São Paulo.
Por Agência Brasil 15 de setembro de 2026
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a decidir há pouco se mantém em andamento a sessão para decidir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A análise do caso foi retomada por volta das 15h30, após ser suspensa para o almoço. Os ministros vão decidir se acatam uma questão de ordem levantada por Gilmar Mendes para retomar o julgamento na quarta-feira (23) e incluir a análise das supostas irregularidades que teriam sido cometidas pelo antigo relator do caso, ministro André Mendonça, ao solicitar ao plenário a investigação contra Moraes. Além disso, Mendes defendeu que o caso seja redistribuído entre os membros do tribunal e não permaneça sob a relatoria do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando o plenário da Corte foi acionado por André Mendonça, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído a Moraes. A investigação aponta que o ex-banqueiro trocou cerca de 50 mensagens com o número antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. As mensagens foram captadas pela PF a partir da quebra do sigilo do celular do ex-banqueiro, que está preso pelas investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Conforme a Constituição e o regimento interno do Supremo, cabe ao plenário da Corte julgar membros do tribunal. Anulação Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro.  No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.
Por Agência Brasil 15 de setembro de 2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu nesta terça-feira (15) que os demais ministros deixem de lado a disputa pessoal e observem o equilíbrio, a serenidade e a responsabilidade ao julgar se iniciam investigação contra um de seus membros, o ministro Alexandre de Moraes. Ele é suspeito de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Não se julgam pessoas; julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima; o confronto pessoal não. E a decisão pertence ao Plenário, não a um ministro individualmente.” Pela primeira vez em sua história, o STF julga se abre investigação de cunho criminal contra um de seus ministros. O plenário do STF analisa relatório da Polícia Federal que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Master. A sessão extraordinária foi marcada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Acompanhe o julgamento ao vivo: Equilíbrio e memória Brasília (DF), 15/09/2026 - Sessão plenária extraordinária do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF Sessão plenária extraordinária do STF - Fellipe Sampaio/STF Em discurso de abertura, Fachin disse não ter tomado a decisão fácil ao convocar a sessão e reafirmou ser necessário preservar a instituição, acima de qual relação de afinidade pessoal. “Há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos.” Em sua fala, que ainda continua na Corte, Fachin citou trechos da trajetória profissional de cada ministro e mencionou ministros aposentados para, em seguida, invocar a responsabilidade de se preservar a memória do STF. “Não temos o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebemos”, disse Fachin, ao acrescentar que cabe à presidência da Corte “fazer com que o Supremo permaneça sendo um tribunal”. Rito Logo após o discurso, Fachin deu início à leitura do relatório sobre o caso. O presidente do Supremo é relator de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o documento da PF que menciona Moraes. Em seguida, Fachin deve passar a palavra ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Depois, será a vez de sustentações orais das partes no processo. Ainda não se sabe se Moraes falará em causa própria. Somente após esses passos que Fachin deverá apresentar seu voto, como relator. Logo depois, votam os demais ministros, em ordem de antiguidade. Entenda O relatório da PF com menção a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento, que apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparente ter uma relação de proximidade com o ministro. O relatório parcial foi apresentado no âmbito da Operação Compliance Zero, da qual Mendonça era relator e que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. A PGR, por sua vez, argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. A PGR sugere que isso pode representar direcionamento por parte de Mendonça, entre outros irregularidades apontadas. O nome de Gonet também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes.
Por RepórterMT 15 de setembro de 2026
Mato Grosso já registrou 37 vítimas de feminicídio este ano. Só neste mês, três mulheres já foram assassinadas por razões da condição do sexo feminino. Os últimos crimes ocorreram em Araguaiana (a 565 km de Cuiabá), no dia 2 de setembro; em Feliz Natal (a 543 km de Cuiabá), no dia 6; e em Aripuanã (a 998 km de Cuiabá), no último domingo, dia 13. Os meses mais violentos até o momento foram março e junho, com sete mortes cada, seguidos de maio e agosto, com cinco mortes. Janeiro e abril registraram três vítimas cada, enquanto fevereiro e julho tiveram duas vítimas. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Casos de setembro O primeiro feminicídio de setembro foi registrado no dia 2. Suenilda Vieira , de 37 anos, foi assassinada a tiros pelo marido, Fábio Júnior Januário Dias , de 42 anos, em Araguaiana. Fábio já havia sido denunciado por violência doméstica contra ela em 2013, mas a vítima não tinha medida protetiva. Ele foi morto em confronto com policiais militares da Força Tática. No dia 6, Mirela dos Santos Kaluzny , de 28 anos, foi assassinada a facadas dentro de uma casa na Rua das Orquídeas, em Feliz Natal. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ela foi levada para dentro do imóvel por um homem, durante a madrugada. Cerca de sete minutos depois, ele saiu do local sozinho. Horas depois, ela foi encontrada morta dentro da casa por uma vizinha. O autor do crime, Carlo Alves Soares , de 43 anos, foi encontrado escondido no corredor externo da residência. Ele estava bêbado e contou à Polícia Militar que discutiu com Mirela, confessando ter atacado a vítima com uma faca. No último domingo, Lorrayne dos Reis Correia , de 28 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-namorado, Julio Moreira dos Santos , de 39 anos, no distrito de Conselvan, em Aripuanã. O namorado dela, Willian Richieri Pereira, de 36 anos, também foi assassinado. As vítimas foram atingidas na cabeça. O feminicida confessou o crime. Relatos de testemunhas apontam que Lorrayne já havia sido ameaçada de morte por ele em uma festa, na noite anterior. Em maio deste ano, Júlio já havia esfaqueado outro ex-namorado de Lorrayne. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado no mesmo dia. Ranking de municípios Cuiabá é o município com maior número de feminicídios em 2026, com cinco vítimas. Várzea Grande e Vila Bela da Santíssima Trindade aparecem na sequência, com três casos cada. Tangará da Serra, Poconé, Nova Bandeirantes e Aripuanã registram dois feminicídios. Outros 17 municípios contabilizam uma vítima cada: Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Matupá, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Confresa, Chapada dos Guimarães, Castanheira, Brasnorte, Feliz Natal e Araguaiana. Meio empregado As armas cortantes ou perfurantes são o principal meio utilizado nos feminicídios registrados em Mato Grosso em 2026. Ao todo, 18 mulheres foram mortas dessa forma. Outras oito vítimas foram assassinadas com arma de fogo, e seis morreram por estrangulamento ou asfixia. O levantamento registra ainda dois casos provocados por instrumento contundente, dois por atropelamento e um por espancamento. Motivações Entre as motivações identificadas nos casos, o menosprezo ou a discriminação pela condição de mulher aparece em primeiro lugar, associado a 12 feminicídios. Ciúmes, sentimento de posse ou machismo aparecem em dez casos. Separação ou tentativa de rompimento estão relacionados a sete casos. Seis casos foram motivados por discussão. Um caso teve motivação financeira e, em outro, a motivação não foi informada. Maioria das vítimas não havia denunciado Dos 37 feminicídios registrados neste ano, apenas nove vítimas tinham boletim de ocorrência contra o autor. Em 28 casos, não havia registro anterior de denúncia. A situação é semelhante em relação às medidas protetivas. Apenas duas vítimas possuíam medida protetiva quando foram assassinadas, enquanto 35 não tinham esse tipo de proteção. Os 37 feminicídios já deixaram 55 órfãos em Mato Grosso. 2025 terminou com 54 feminicídios O cenário de 2026 ocorre depois de um ano que registrou um número elevado de mulheres assassinadas. Em 2025, 54 mulheres foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso, segundo os dados do Observatório Caliandra. Foi o segundo maior número dos últimos sete anos. Assim como em 2026, junho foi o mês mais violento daquele ano, com dez feminicídios. O recorde da série histórica ocorreu em 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19 no Brasil, quando 62 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso. MP denunciou 15 autores Dos 37 casos contabilizados pelo Observatório Caliandra, 17 autores foram denunciados pelo Ministério Público. Em seis ocorrências, o autor também foi morto. Em 14 casos, a informação sobre a situação processual não está disponível ou não foi informada. Denuncie A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital . Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199. O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
Por Agência Brasil 15 de setembro de 2026
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar na manhã desta terça-feira (15) se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão está marcada para às 10h e será transmitida pela TV Justiça e pela internet. O plenário da Corte foi acionado pelo ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído ao ministro. As mensagens foram captadas pela PF a partir da quebra do sigilo do celular do ex-banqueiro, que está preso pelas investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Rito De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF e novo relator do caso, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h. Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai fazer as saudações de praxe a todos os ministros. O ministro chamará o processo para julgamento e fará a leitura do relatório do caso. Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada. O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli declarou-se impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco. O rito previsto pode ser interrompido por uma questão de ordem, que poderá ser suscitada por qualquer ministro. Além disso, poderá ocorrer um pedido de vista para suspender a deliberação. Entenda O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando André Mendonça, antigo relator, retirou o sigilo do caso e encaminhou as conversas para Fachin. Conforme a Constituição e o Regimento Interno do STF, cabe ao plenário da Corte julgar membros do tribunal. A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído ao ministro antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. Moraes não é relator do caso Master no STF, mas passou a ter contato com Vorcaro após o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestar serviços ao banco. No dia 15 de novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF, que ainda estavam em tramitação na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, e citou os nomes do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Na mensagem, o ex-banqueiro escreveu: "Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?", afirmou. Apesar da citação, não há indícios de que Gonet e Andrei tenham interferido nas investigações. No dia seguinte, Vorcaro cita o juiz Ricardo Leite, antigo relator das investigações na Justiça Federal, e sinaliza que poderia ser alvo de um mandado de prisão. "Você acha que tem chance de isso acontecer amanhã de manhã?", questionou o ex-banqueiro. No dia 17 de novembro, Vorcaro foi preso por determinação do magistrado Ricardo Leite. Meses depois, o caso foi enviado ao Supremo. Outro lado Desde o início da divulgação das conversas, o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou especificamente sobre o conteúdo das mensagens. Após o envio das conversas para Fachin, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news e o acusou de direcionar a investigação contra ele por “motivos políticos”. Em seguida, a inclusão foi desfeita por Fachin. PGR Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.
Por Gazeta Digital 15 de setembro de 2026
Policiais civis e militares recuperaram mais de 500 quilos de cobre roubados de uma empresa no bairro Alvorada, em Cuiabá, na madrugada deste domingo (13). Cerca de 10 criminosos invadiram o local, renderam o agente de portaria e fugiram levando cabos, equipamentos e outros materiais. O prejuízo é estimado em R$ 200 mil. A ação contou com equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital, 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e GAP do 4º BPM. Conforme o registro da ocorrência, o crime aconteceu por volta de 0h30. O grupo rendeu o funcionário, o ameaçou e invadiu a empresa. O agente de portaria foi levado até o almoxarifado e amarrado em uma cadeira. Após a fuga dos criminosos, a vítima conseguiu se soltar e acionou a equipe de segurança. As forças policiais foram comunicadas e iniciaram as buscas pelos suspeitos. Durante as diligências, os policiais localizaram mais de 500 quilos de cobre, além de veículos e aparelhos celulares que teriam sido utilizados pelos envolvidos no roubo. Um objeto deixado pelos criminosos dentro da empresa também foi apreendido e poderá ajudar na identificação dos autores. As imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento serão analisadas pela Polícia Civil. O proprietário de uma sucata foi preso em flagrante por suspeita de envolvimento no esquema. Outros suspeitos já identificados também deverão responder pelos crimes de roubo majorado e receptação qualificada.