Pérsio Landim analisa protagonismo do agro e alerta para desafios legais do setor
Em 2026, o agronegócio brasileiro mantém protagonismo na economia nacional, mesmo diante de oscilações climáticas e de um cenário internacional mais exigente em termos ambientais e comerciais. O setor continua como um dos principais responsáveis pelo desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e pela geração de superávit na balança comercial, reafirmando sua importância estratégica para o Brasil.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, indicam que o agronegócio segue representando parcela significativa do PIB nacional, considerando toda a cadeia produtiva — insumos, produção agropecuária, agroindústria, transporte e exportação. Mesmo com variações nos preços internacionais das commodities, o setor continua sendo um dos principais motores de crescimento econômico e geração de empregos, especialmente no interior do país.
Além do impacto direto na economia, o agro brasileiro reforça sua posição como fornecedor estratégico global de alimentos, energia e fibras. Em 2026, o Brasil mantém destaque nas exportações de soja, milho, carnes, café e algodão, com forte presença em mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio. O desempenho das exportações segue como fator decisivo para o equilíbrio das contas externas e para a estabilidade cambial.
Segurança jurídica ganha ainda mais relevância
Com o aumento das exigências ambientais, regras de rastreabilidade e acordos internacionais mais rigorosos, o assessoramento jurídico tornou-se ainda mais essencial para produtores rurais, cooperativas e empresas do setor. A complexidade tributária, as normas ambientais e as discussões sobre regularização fundiária exigem acompanhamento técnico constante.
Para o advogado Pérsio Landim, especialista em agroadvocacia, 2026 consolida uma tendência: o produtor rural precisa atuar com visão empresarial e estratégica. “Hoje o agro está inserido em um ambiente global. O produtor precisa estar atento a contratos internacionais, compliance ambiental, crédito rural e planejamento sucessório. A assessoria jurídica deixou de ser reativa e passou a ser preventiva e estratégica”, afirma.
Segundo Landim, a adequação às normas ambientais e às exigências de sustentabilidade é um dos principais desafios atuais. “A rastreabilidade da produção e o cumprimento rigoroso da legislação ambiental são diferenciais competitivos. Sem segurança jurídica, o produtor pode perder mercado e acesso a financiamentos”, destaca.
Planejamento e governança no campo
Outro ponto que ganha destaque em 2026 é a profissionalização da gestão rural. Estruturas como holdings familiares, acordos de sócios e planejamento sucessório vêm sendo cada vez mais adotadas para garantir continuidade e proteção patrimonial. “O agro é, em grande parte, familiar. Sem organização jurídica adequada, conflitos internos podem comprometer anos de trabalho e investimento”, explica Landim.
Em um cenário de maior integração entre tecnologia, sustentabilidade e comércio internacional, o agronegócio brasileiro reforça sua posição como base da economia nacional. Ao lado da produtividade e da inovação, a segurança jurídica desponta como elemento central para assegurar competitividade, expansão e estabilidade ao setor nos próximos anos.










