Obras do BRT e novo viaduto provocam bloqueio total da Miguel Sutil e interdições na Avenida do CPA

RepórterMT • 13 de junho de 2026

As obras de implantação da infraestrutura do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) e a construção do novo viaduto do Complexo Leblon vão provocar alterações e bloqueios no trânsito de Cuiabá a partir deste sábado (13).


A intervenção mais crítica ocorre na Avenida Miguel Sutil, que terá o tráfego totalmente interrompido durante o sábado e o domingo (14), no trecho localizado em frente à Todimo Lar Center, para o lançamento das vigas da nova estrutura elevada.


Paralelamente, o consórcio responsável executa a recuperação do asfalto da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), no trecho compreendido entre a Defensoria Pública e o Viaduto da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), o que resultará em interdições parciais.


Na próxima semana, o cronograma prevê frentes de trabalho atuando na pista em direção ao CPA, com serviços em frente ao posto Petrobras e ao Jerônimo Burger, além da implantação de meios-fios e sarjetas.


O avanço dos trabalhos também atinge outras regiões centrais da Capital. Entre o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e a Rua Voluntários da Pátria, as equipes iniciam a fase de sinalização da pista.


O mesmo procedimento, acompanhado da reforma de calçadas, é realizado até a Avenida Generoso Ponce. Já no trecho entre as avenidas Dom Bosco e XV de Novembro, as pistas começam a receber a capa asfáltica especial para o sistema de transporte coletivo. Em frente ao Shopping Popular, a execução se concentra na pavimentação de calçadas e sinalização vertical e horizontal.

Por Gazeta Digital 30 de julho de 2026
Órgãos públicos de diferentes regiões de Mato Grosso estão com concursos e processos seletivos abertos para o preenchimento de 980 vagas, além de possíveis cadastros de reserva, em cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. As oportunidades estão distribuídas entre a Câmara de Conquista D’Oeste, as prefeituras de Primavera do Leste, Alto Garças, Cáceres, Novo São Joaquim, Confresa e Serra Nova Dourada, além do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Os salários variam de R$ 3.242 a R$ 16.346,38, contemplando profissionais das áreas administrativa, jurídica, educação, saúde, assistência social, fiscalização, serviços gerais e docência. O maior número de vagas está em Confresa, com 780 oportunidades, enquanto Primavera do Leste oferece a maior remuneração. Os prazos de inscrição terminam entre os dias 2 e 31 de agosto de 2026, conforme o edital de cada seleção. Câmara Conquista D’Oeste Vagas: 2 Cargos: Advogado, Assistente Administrativo, Auxiliar de Serviços Gerais Salário: até R$ 6.595,08 Inscrições: de 07/07/2026 até 05/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-camara-de-conquista-d-oeste-mt-001-2026 Concurso Prefeitura de Primavera do Leste Vagas: 33 Cargos: Agente de Monitoramento, Assistente Social, Auxiliar de Consultório Dentário, Cirurgião Dentista 20H - Paciente PNE, Cirurgião Dentista 20H – Periodontia, Controlador Interno (Ciências Contábeis), Enfermeiro Padrão, Fonoaudiólogo, Fonoaudiólogo Educacional, Médico 20H - Cirurgia Oncológica, Médico 20H – Endocrinologia, Médico 20H – Ginecologia, Médico 20H – Mastologia, Médico 20H – Neurologia, Médico 20H - Oncologia Clínica, Médico 20H – Ortopedia, Médico 20H – Psiquiatria, Médico 20H – Urologia, Médico 40H - Clínico Geral, Monitor Serviços Educacionais, Monitor Social, Procurador Municipal, Professor de Educação Física, Professor Pedagogo, Psicólogo, Técnico de Manutenção, Técnico em Higiene Dental, Técnico em Laboratório, Técnico Esportivo – Atletismo, Técnico Esportivo – Canoagem, Técnico Esportivo - Jiu-Jitsu, Terapeuta Ocupacional. Salário: até R$ 16.346,38 Inscrições: de 08/07/2026 até 09/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-primavera-do-leste-mt-2026 Prefeitura de Alto Garças Vagas: 4 Cargos: enfermeiro, fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo e técnico em enfermagem. Salário: R$ 8.348,84 Inscrições: de 20/07/2026 até 02/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-alto-garcas-mt-2026 IFMT Vagas: 21 Cargos: Professor das áreas: Administração, Informática, Física, Matemática, Manutenção de Aeronaves, Medicina Veterinária, Português/Espanhol, Química e Zootecnia. Salário: R$ 13.753,96 Inscrições: de 20/07/2026 até 03/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-ifmt-02-2026 Prefeitura de Cáceres Vagas: 81 Cargos: Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate às Endemias (ACE). Salário: R$ 3.242,00 Inscrições: de 01/08/2026 até 31/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-caceres-mt-2026 Prefeitura de Novo São Joaquim Vagas: 44 Cargos: Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate às Endemias (ACE). Salário: R$ 4.688,33 Inscrições: de 20/07/2026 até 10/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seeltivo-novo-sao-joaquim-mt-2026 Prefeitura de Confresa Vagas: 780 Cargos: Fonoaudiólogo, Professor de Licenciatura Plena em Pedagogia, Professor de Licenciatura Plena em Educação Física, Professor de Licenciatura Plena em Letras/Língua Inglesa, Auxiliar em Desenvolvimento Infantil (ADI) 15+Cr, Técnico Administrativo Educacional (TAE), Técnico em Documentação Escolar (TDE), Técnico em Desenvolvimento Infantil (TDI), Apoio Administrativo Educacional. Salário: R$ 7.994,88 Inscrições: 29/07/2026 até 10/08/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seletivo-confresa-mt-2026 Prefeitura de Serra Dourada Vagas: 15 Cargos: Professor Pedagogo (Substituto), Professor de Educação Infantil (Substituto), Professor de Matemática, Profissional de Apoio à Inclusão Escolar, Monitor de Transporte Escolar, Técnico de Enfermagem e Psicólogo. Salário: R$ 5.600,37 Inscrições: 24/07/2026 até 08/08/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seletivo-prefeitura-de-serra-nova-dourada-mt-2026
Por Gazeta Digital 30 de julho de 2026
Foi aprovado o anteprojeto da construção de um túnel na rodovia estadual MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, no trecho conhecido como “Portão do Inferno”. A decisão foi tornada pública pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) no Diário Oficial de Mato Grosso. A obra espera liberação ambiental para começar. Conforme o projeto, o túnel deverá ter pouco mais de 500 metros, conectando as duas cidades vizinhas. O projeto como um todo deverá custar aos cofres públicos R$72.517.957,75. A empresa responsável pelo projeto de engenharia será o Consórcio Assessoramento 3S, única responsável técnica, civil e legal pela “elaboração, consistência, compatibilidade, exatidão e conformidade de todos os projetos, estudos, levantamentos, memoriais, quantitativos, orçamentos e demais esclarecimentos técnicos apresentados”.  A construção do túnel é vista pelo governo do Estado como a melhor solução para a crise do “Portão do Inferno”. Desde 2023, o desmoronamento de rochas e porções de terras sobre a pista da MT-251, especialmente no período de chuva, tem feito com que as autoridades intervenham na região. As principais medidas foram o tráfego em meia pista e a construção de uma grade circundando a rocha ao lado da pista. Longas filas foram registradas em momentos de maior fluxo de veículos, como nas festas de fim de ano. Antes do túnel, o Econsiderou cortar a rocha e duplicar a via sobre ela. Mas, após o início das obras, verificou-se que isso não seria possível, já que o paredão é arenoso. Na semana passada, o governo estadual já havia divulgado que a construção do túnel depende do aval da direção nacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), uma vez que o ente estadual entendeu não ter competência técnica para a análise de uma obra desse porte.
Por Gazeta Digital 29 de julho de 2026
A corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso será disputada com os mesmos tetos de gastos de quatro anos, na campanha de 2022. Os valores, oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), permitem que candidatos ao Palácio Paiaguás invistam até R$ 10.673.283,69. Conforme a publicação da portaria do TSE, no primeiro turno da campanha os candidatos investirão até R$ 7.115.522,46. Caso a disputa seja decidida em segundo turno, o candidato poderá utilizar um acréscimo de R$ 3.557.761,23, elevando o teto total para R$ 10,6 milhões. Para os candidatos ao Senado, o limite de gastos foi fixado em R$ 3.811.887,03. Já quem disputar uma vaga na Câmara dos Deputados poderá gastar até R$ 3.176.572,53, enquanto os candidatos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso terão teto de R$ 1.270.629,01. Segundo o TSE, os valores foram mantidos porque não houve alteração na legislação eleitoral e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) permaneceu em R$ 4,9 bilhões, o mesmo montante destinado às eleições de 2022. A Corte entendeu que um reajuste dos limites poderia comprometer o equilíbrio financeiro das campanhas e das políticas de inclusão previstas na legislação. O teto considera não apenas as despesas contratadas diretamente pelos candidatos, mas também transferências financeiras para outros candidatos ou partidos, além de doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços cedidos às campanhas. Quem ultrapassar o limite estabelecido estará sujeito ao pagamento de multa correspondente a 100% do valor excedente. Além da penalidade financeira, o excesso de gastos poderá caracterizar abuso de poder econômico e motivar ações na Justiça Eleitoral, com possibilidade de outras sanções previstas na legislação.
Por Persio Oliveira 29 de julho de 2026
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco-MT) prestou apoio, na manhã desta quarta-feira (29), ao cumprimento de mandados judiciais em Cuiabá e Várzea Grande durante uma operação coordenada pelo Gaeco da Bahia contra uma organização criminosa investigada por estelionato eletrônico e lavagem de capitais. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros que ultrapassam R$ 10,8 milhões. As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara das Garantias de Salvador (BA). Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada na aplicação de golpes eletrônicos e na movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes. De acordo com o Gaeco da Bahia, as principais vítimas eram idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, abordados por criminosos por meio de aplicativos de mensagens. Os suspeitos utilizavam perfis falsos e se passavam por familiares ou conhecidos para conquistar a confiança das vítimas e convencê-las a realizar transferências bancárias. Além das prisões e buscas, a decisão judicial determinou o bloqueio de contas e outras medidas patrimoniais para garantir eventual ressarcimento às vítimas e impedir a ocultação dos recursos obtidos com os golpes. As diligências em Mato Grosso contaram com o apoio de equipes da Força Tática do 1º e 2º Comandos Regionais, além de policiais do Grupo de Apoio (GAP) do 1º e 3º Batalhões da Polícia Militar. O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), com participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
Por Persio Oliveira 29 de julho de 2026
O Tribunal do Júri dos três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri será retomado na manhã de hoje (29), no Fórum de Cuiabá. Após o primeiro dia de julgamento, quando seis testemunhas foram ouvidas, hoje será ouvido Coraci Raimundo de Oliveira, arrolado pela defesa do réu Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar o crime. A transmissão ocorre no canal do Youtube do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Nessa terça-feira (28), foram ouvidos os delegados Nilson André Farias de Oliveira, da Polícia Civil, e Marco Bontempo, da Polícia Federal, além de José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto, Lucilene Gonçalves da Silva e Edson Ricardo Pick, também delegado da Polícia Civil.  Entre os depoimentos de maior repercussão, o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo afirmou que a última mensagem recebida no celular de Zampieri, cerca de cinco minutos após o homicídio, foi enviada pelo desembargador aposentado Sebastião de Moraes Filho. Segundo ele, o conteúdo chamou a atenção dos investigadores pelo tom de despedida e passou a integrar as linhas de apuração do caso. Já o delegado Nilson Farias relatou que a investigação identificou ligações telefônicas entre o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini Devargas, o executor confesso Antônio Gomes da Silva e o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, apontado como possível mandante do crime. Conforme o delegado, também foram encontradas no celular de Caçadini fotografias da cena do assassinato, trechos do processo judicial envolvendo Aníbal e registros relacionados ao planejamento da execução. Leia mais - Delegado aponta imagens que podem conectar coronel ao suposto mandante da morte de Zampieri Os réus Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini Devargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa respondem por homicídio triplamente qualificado. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio efetuou os disparos que mataram o advogado, Etevaldo teria oferecido R$ 40 mil pela execução e Hedilerson intermediado o contato entre o suposto mandante e o executor. Antes do início do julgamento, a defesa de Caçadini afirmou à imprensa que o militar é inocente, classificou-o como "preso político" e sustentou que ele nunca conheceu Roberto Zampieri. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal – Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. O caso Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, quando chegava ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, avaliada em cerca de R$ 100 milhões. O fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo e sua esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, são apontados como os supostos mandantes do homicídio. A execução do advogado também desencadeou outras investigações de grande repercussão nacional, entre elas a Operação Sisamnes, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais, e as apurações sobre o grupo autodenominado Comando C4 ("Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos"), investigado por homicídios sob encomenda.
Por Gazeta Digital 29 de julho de 2026
A concessionária Rota dos Grãos aguarda autorização da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) para iniciar a operação do sistema de pedágio eletrônico sem cancelas (Free Flow) na MT-130. A tecnologia, já instalada ao longo dos 140 quilômetros que ligam Primavera do Leste a Paranatinga (231 e 373 km de Cuiabá, respectivamente), visa dar mais fluidez ao escoamento da produção agrícola na região e ao trânsito. O método está em fase de teste e ainda não há cobranças. O modelo substituirá as paradas tradicionais por uma cobrança automática baseada no trecho efetivamente percorrido. Quando a operação for liberada, as praças de pedágio atuais passarão a funcionar com as cancelas abertas. Como vai funcionar O sistema conta com pórticos instalados em seis pontos estratégicos da rodovia: Veículos com TAG: A leitura é feita automaticamente ao passar pelos pórticos, sem necessidade de reduzir a velocidade. Veículos sem TAG: A placa é identificada por câmeras. O motorista tem até 30 dias para efetuar o pagamento pelo site oficial ( rotadosgraos130.com.br ) ou pelo aplicativo da concessionária. Para apoiar a transição, a Rota dos Grãos disponibilizará totens de autoatendimento na sede em Primavera do Leste e na Base de Serviços Operacionais, além de vans itinerantes para orientação ao longo da pista. Impactos operacionais e ambientais Segundo a concessionária, o fim das paradas e arranques nas praças de pedágio reduz o tempo de viagem e o consumo de combustível, diminuindo a emissão de CO₂ e a poluição sonora. "O Free Flow oferece uma cobrança mais justa, já que o usuário paga apenas pelo trecho percorrido. É uma tecnologia que traz fluidez e eficiência para uma rota estratégica do agronegócio", afirmou o CEO da Rota dos Grãos, Luiz Sette. Para o CFO da concessionária, Wagner Fernandes, a medida alia inovação e sustentabilidade: "Nosso objetivo é oferecer uma viagem mais segura e ágil, mantendo a excelência dos serviços prestados na rodovia."
Por Gazeta Digital 29 de julho de 2026
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Libertas, para cumprir 5 mandados de prisão preventiva e 4 de busca e apreensão contra integrantes de um grupo criminoso investigado por extorsões contra comerciantes de Nova Mutum (a 264 km ao norte de Cuiabá). A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum e apura a atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre os integrantes. Segundo as investigações, membros de uma facção criminosa exigiam pagamentos periódicos de comerciantes da cidade sob ameaça. A cobrança funcionava como uma espécie de “taxa” para que os empresários pudessem manter normalmente suas atividades comerciais. Os valores exigidos variavam entre R$ 150 e R$ 300 por estabelecimento. As ameaças eram feitas de diferentes maneiras. Em alguns casos, os criminosos entravam em contato por telefone para cobrar os valores. Em outras situações, integrantes do grupo compareciam pessoalmente aos estabelecimentos para intimidar as vítimas e reforçar as cobranças. De acordo com a Polícia Civil, a prática criou um ambiente de medo entre os comerciantes, que eram constrangidos a realizar os pagamentos para evitar possíveis represálias. Prisões e buscas Ao todo, são cumpridos 5 mandados de prisão preventiva e 4 de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá e Nova Mutum.Na Capital, os trabalhos contam com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Além das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados e o sequestro de um veículo Honda HR-V EX, ano/modelo 2025/2026, avaliado em aproximadamente R$ 159,9 mil. O automóvel é apontado como possível produto ou proveito das atividades criminosas investigadas. Patrimônio incompatível Durante as investigações, um dos principais alvos chamou a atenção dos policiais pelo rápido crescimento patrimonial. Segundo a Polícia Civil, o investigado possui extenso histórico criminal e havia obtido progressão de regime em agosto de 2025. No entanto, não foram identificadas fontes formais de renda compatíveis com a aquisição do veículo Honda HR-V. A situação levantou suspeitas de que o automóvel pudesse ter sido adquirido com recursos provenientes das atividades criminosas, reforçando os indícios de lavagem de capitais. Por esse motivo, a Justiça determinou o sequestro do veículo. As medidas adotadas nesta quarta-feira têm como objetivo inteInterromper atuação do grupo criminoso, impedir a continuidade das extorsões e preservar a ordem pública. A operação também busca descapitalizar a organização criminosa, retirando recursos e bens que possam ter sido obtidos por meio das atividades ilícitas. Nome da operação O nome Libertas vem do latim e significa “liberdade”. Segundo a Polícia Civil, a denominação faz referência ao principal objetivo da investigação: devolver aos comerciantes de Nova Mutum a liberdade para exercer suas atividades econômicas sem sofrer ameaças, intimidações ou cobranças impostas por organizações criminosas.
Por Gazeta Digital 28 de julho de 2026
A gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) garantiu, nesta terça-feira (28), o apoio do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para buscar soluções para a dívida de precatórios de Várzea Grande, que supera R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a instalação de uma mesa técnica para construir alternativas que reduzam o impacto do passivo nas finanças do município. Ao defender a criação da mesa técnica, a prefeita Flávia Moretti destacou que a atual gestão herdou uma dívida construída ao longo de décadas e buscou o apoio do Tribunal de Contas para encontrar soluções conjuntas, garantindo segurança jurídica, equilíbrio fiscal e a continuidade dos serviços públicos. "Buscamos o Tribunal de Contas porque entendemos que esse é um problema histórico, que não pode ser enfrentado isoladamente pelo Município. Precisamos construir soluções junto aos órgãos de controle e ao Poder Judiciário para garantir segurança jurídica, preservar a capacidade financeira da Prefeitura e continuar investindo e prestando serviços de qualidade à população", afirmou. A prefeita ressaltou que, em apenas um ano e meio de gestão, o município já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios. Segundo ela, enquanto administrações anteriores desembolsavam entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês, atualmente Várzea Grande paga cerca de R$ 6 milhões mensais para cumprir o cronograma de quitação das dívidas judiciais. "Temos um precatório de 1988 que hoje soma R$ 190 milhões. Cerca de 80% dos precatórios de Várzea Grande são de natureza alimentar, referentes a direitos trabalhistas, verbas indenizatórias e enquadramentos de servidores. Também há aproximadamente R$ 500 milhões em precatórios relacionados ao pagamento de contas de energia elétrica do DAE, acumuladas ao longo de décadas. Em gestões passadas, o município pagava entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês. Hoje, nossa parcela mensal é de R$ 6 milhões, resultado da negociação de dívidas passadas somadas às parcelas atuais", explicou. Entre as medidas discutidas estão o apoio do TCE à aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios, atualmente em tramitação na Câmara Municipal, além da discussão sobre mudanças na legislação estadual de distribuição do ICMS. A iniciativa foi proposta pela prefeita Flávia Moretti ao conselheiro Antônio Joaquim e conta com o apoio do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo. A mesa técnica reúne representantes da Prefeitura de Várzea Grande, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Câmara Municipal, do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e de outras instituições envolvidas na construção de soluções para o passivo histórico do município. O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que o problema foi construído ao longo de sucessivas administrações e reafirmou o compromisso da instituição em colaborar para que Várzea Grande encontre alternativas capazes de recuperar sua capacidade financeira. "Estamos discutindo, junto ao município, formas de amenizar essa situação, pois Várzea Grande vive um momento muito difícil. A prefeita Flávia está enfrentando problemas herdados de administrações anteriores. O município está inviabilizado por conta dessa dívida bilionária de precatórios. Ela está na gestão há apenas um ano e meio e não foi responsável pela origem desses problemas. O DAE, por exemplo, acumulou uma dívida superior a meio bilhão de reais por não conseguir quitar contas de energia elétrica ao longo dos anos", afirmou. O conselheiro Antônio Joaquim enfatizou que a mesa técnica deverá atuar em duas frentes prioritárias: apoiar a aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios e discutir alterações na legislação estadual que modificou os critérios de distribuição do ICMS. "O debate avançou para além da instalação da mesa técnica. Precisamos entender por que o projeto que autoriza a negociação direta com os credores ainda não foi aprovado. Junto com o presidente Sérgio Ricardo, vamos dialogar com a Câmara Municipal para que essa matéria seja votada o quanto antes. Outro ponto importante é a legislação do ICMS, cuja alteração reduziu significativamente os recursos destinados às cidades mais populosas. Em Várzea Grande, essa mudança representou uma perda superior a R$ 400 milhões", pontuou. Atualmente, Várzea Grande desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamento dos precatórios. Além da dívida histórica, a situação financeira foi agravada pelo bloqueio judicial de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), pelas mudanças na distribuição do ICMS e pela incorporação dos precatórios do Departamento de Água e Esgoto (DAE) à dívida municipal, fatores que levaram a administração a decretar calamidade financeira.
Por Gazeta Digital 28 de julho de 2026
De olho em uma das vagas ao Senado por Mato Grosso nas eleições deste ano, o ex-governador Mauro Mendes (União) decidiu recalibrar o discurso e adotar um tom bem mais cauteloso em relação à ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Em aceno de recuo, Mendes deu declarações em que relativiza o apoio ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, uma das principais pautas impostas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para conceder avais políticos na disputa eleitoral no estado. Se antes o pré-candidato do União Brasil usava falas mais assertivas para se alinhar à ala conservadora, indicando ter "coragem para assinar e votar" pelo afastamento de um integrante da Suprema Corte, agora o tom é de distanciamento pragmático dos processos legais. “Eu não conheço muito bem os processos, mas eu acho que tem muita coisa que precisa ter uma dosimetria, precisa melhorar essa relação das instituições e dos poderes, e o Congresso Nacional tem papel importante nisso”, afirmou Mendes durante entrevista à rádio Jovem Pan em Cuiabá. Leia também - TJMT mantém decretação de falência do Grupo Libra Bioenegia Ao tentar se equilibrar entre a prudência institucional e a retórica de firmeza, o ex-governador também distribuiu críticas aos parlamentares do campo conservador que adotam uma postura combativa apenas no campo virtual. “Tem que ter senadores ali com coragem, porque fazer videozinho, todo mundo faz. Tem muita gente aí que só faz barulho, tem muita gente que é macho nas redes sociais, na hora do vamos ver é uma gazela”, disparou Mendes. Apesar da fala mais contida sobre a abertura formal de um processo contra Moraes, o político fez questão de ressaltar o princípio da isonomia para não romper totalmente com a base antipetista. “Ninguém pode estar acima da lei. Se já fizemos impeachment de presidente, mais de uma vez, nesse país, já fizemos impeachment de governadores, de deputados, de juízes, de desembargadores. Um monte de gente já foi tirada do cargo porque fez coisa errada, então não tem como. Até o próprio ministro do Supremo defende que, se fizer coisa errada e comprovar, tem que tirar mesmo”, complementou. Ruído na base bolsonarista e cálculo eleitoral A mudança de tom promete gerar forte repercussão na militância e no eleitorado bolsonarista do estado, que trata o apoio ostensivo ao impeachment de ministros do STF como um teste de fidelidade indispensável. Para esse grupo, o tribunal, e de forma mais direta o ministro Alexandre de Moraes, promove uma perseguição sistemática à direita e ao próprio ex-presidente. O movimento de pragmatismo expõe o malabarismo político do ex-governador. Mauro Mendes tentou até o último momento construir uma aliança sólida e direta com Bolsonaro em Mato Grosso, visando capitalizar o expressivo voto conservador no estado para alavancar sua candidatura ao Senado. Contudo, ao recuar da pauta mais radical exigida pelo ex-presidente, Mendes tenta preservar pontes institucionais e afastar a imagem de radicalismo, assumindo o risco de abrir espaço para contestação interna dentro da própria direita local.
Por Gazeta Digital 28 de julho de 2026
Os rumores de que a deputada Janaina Riva (MDB) será vice de Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo do Estado ganham contornos cada vez mais concretos. Após a confirmação da parlamentar de que se reuniria com o vice-governador, Pivetta endossou as tratativas e disse que o encontro deve ocorrer até o fim desta semana. Para ele, o apoio da liderança do MDB é “importante e estratégico”. Na convenção do PSDB, nesta terça-feira (28), Pivetta afirmou que tem dialogado com partidos aliados para definir os rumos do grupo e obter o maior apoio possível. “Tenho conversado com todos os partidos e lideranças para fazer a coligação mais ampla possível, visando à governabilidade e à qualidade do governo. Não podemos fazer alianças que não sejam republicanas, com pessoas que não tenham objetivos comuns. A Janaina é uma liderança importante no cenário político de Mato Grosso e tem relevância estratégica. Estamos considerando e conversando com ela e com os partidos de sua base”, admitiu em entrevista. Questionado se o nome da deputada seria lançado ao Senado ou à sua chapa como vice, Pivetta desconversou. “Ela pode ser tanto senadora como vice, não tem nada decidido. A reunião deve acontecer até o fim desta semana”, disse. A confirmação da aproximação entre Janaina e Pivetta foi divulgada pelo jornal A Gazeta nesta terça-feira. Os rumores sobre a composição de chapa já circulavam há meses e ganharam força nas últimas semanas. A emedebista, no entanto, vinha negando a aliança e mantinha o discurso de que seu foco principal era a disputa ao Senado.