MT: carreta pega fogo após batida em rodovia e homem morre preso às ferragens

18 de fevereiro de 2026

Um homem morreu e outras duas ficaram feridas em um grave acidente de trânsito registrado na tarde dessa terça-feira (17), na BR-070, em Nossa Senhora do Livramento (a 38 km de Cuiabá), em Mato Grosso.



De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe de resgate foi acionada com a informação de uma colisão entre uma carreta e um carro de passeio. No local, os militares encontraram o veículo de passeio com uma vítima em óbito, presa às ferragens, e a carreta em chamas.


O corpo da vítima estava no carro e foi retirada após trabalho de desencarceramento realizado pelos bombeiros. Já o motorista da carreta foi encontrado fora do veículo, consciente, com queixas de dores e suspeita de fratura na escápula. Ele recebeu atendimento pré-hospitalar e foi encaminhado a uma unidade de saúde. Uma segunda vítima que estava no caminhão foi socorrida por terceiros antes da chegada das equipes.


Após a batida, a cabine da carreta pegou fogo. As chamas não atingiram a carga de gado transportada, embora dois dos 10 animais tenham apresentado fraturas aparentes em decorrência do impacto. O incêndio também se espalhou pela vegetação às margens da rodovia, mas foi rapidamente controlado pelos bombeiros.


Equipes do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) também prestaram apoio à ocorrência. O corpo foi entregue à Polícia Civil e à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).


A Polícia Civil investiga a dinâmica do acidente.


Por Fato Capital 13 de agosto de 2026
Integração comercial amplia oportunidades para o agronegócio mato-grossense, mas exige contratos mais sofisticados, gestão de riscos e domínio das regras que disciplinam o comércio internacional A crescente integração do agronegócio de Mato Grosso com o mercado chinês coloca o Direito Internacional no centro das decisões estratégicas do setor. Mais do que produzir em escala e conquistar mercados, produtores, tradings, frigoríficos, cooperativas e investidores precisam compreender as regras que disciplinam contratos internacionais, padrões sanitários, mecanismos de pagamento, arbitragem, logística, responsabilidade contratual e eventuais barreiras comerciais. A dimensão econômica dessa relação ajuda a explicar a importância jurídica do tema. Em 2025, Mato Grosso exportou US$ 30,11 bilhões em mercadorias para 164 países, consolidando-se como o quarto maior estado exportador brasileiro. A China permaneceu entre os principais destinos da produção estadual. Na soja, a concentração é ainda mais expressiva. Dados de comércio exterior apontam que Mato Grosso exportou aproximadamente 27 milhões de toneladas da oleaginosa em 2025, com faturamento de US$ 10,7 bilhões. Desse volume, cerca de 19,1 milhões de toneladas tiveram a China como destino, o equivalente a aproximadamente 71% das exportações estaduais de soja. Na proteína animal, a exposição ao mercado asiático também é relevante. Mato Grosso exportou cerca de 978,4 mil toneladas de carne bovina em 2025, para 92 países, mantendo a China como principal destino, responsável por 54,8% do volume embarcado pelo Estado. Para o advogado Pérsio Landim, especialista em Direito Agrário e Gestão do Agronegócio, a internacionalização do campo exige uma mudança de mentalidade na gestão jurídica das propriedades e empresas rurais. “O conceito do agronegócio engloba toda a cadeia produtiva: antes, dentro e depois da porteira”, afirma Landim, destacando que a complexidade atual do setor exige conhecimento técnico e integração entre diferentes áreas do Direito. Essa visão ganha dimensão ainda maior quando a operação ultrapassa as fronteiras brasileiras. Uma negociação entre uma empresa mato-grossense e um comprador chinês, por exemplo, não envolve apenas preço, quantidade e prazo de entrega. O contrato precisa estabelecer com precisão a legislação aplicável, o foro ou mecanismo arbitral para solução de controvérsias, responsabilidades sobre transporte e seguro, critérios de inspeção, hipóteses de inadimplemento, força maior, padrões de qualidade e procedimentos para eventual revisão contratual. No comércio internacional, também assumem importância as regras de entrega e transferência de riscos, especialmente aquelas relacionadas aos Incoterms, além da definição da moeda da operação, garantias, instrumentos de pagamento e documentação necessária para o desembaraço das mercadorias. “O profissional que atua no agronegócio precisa compreender não apenas a legislação agrária, mas também aspectos ambientais, tributários, empresariais, registrais e contratuais. As decisões jurídicas impactam diretamente a rentabilidade, a continuidade da produção e a competitividade da atividade rural”, observa Landim. China transforma contrato em instrumento estratégico A relação com a China demonstra que o contrato internacional deixou de ser um documento acessório e passou a funcionar como instrumento de gestão de risco. A dependência comercial de determinados mercados pode criar exposição relevante para as cadeias produtivas. Em 2025, segundo levantamento do Cepea, a China manteve participação próxima de um terço das exportações brasileiras do agronegócio em valor e foi destino de quase 80% das exportações nacionais de soja em grão. O país asiático também respondeu por parcela significativa das compras brasileiras de carne bovina, celulose, açúcar, algodão e carne suína. No caso de Mato Grosso, a concentração aumenta a necessidade de planejamento. Uma alteração regulatória, sanitária, tarifária ou aduaneira no país comprador pode repercutir diretamente sobre preço, fluxo de caixa, logística e capacidade de cumprimento de contratos. O cenário de 2026 oferece um exemplo concreto. A política chinesa de cotas para carne bovina passou a pressionar as exportações brasileiras, com a utilização próxima do limite anual estabelecido para o produto e possibilidade de aplicação de tarifas adicionais sobre volumes que excedam a cota. Para o setor produtivo, situações como essa demonstram que risco comercial e risco jurídico caminham juntos. A previsibilidade de uma operação internacional depende não apenas da capacidade de produção, mas também da correta identificação das normas estrangeiras que podem afetar a operação. Arbitragem e prevenção de conflitos Outro ponto relevante é a escolha do mecanismo para solucionar eventuais controvérsias. Em contratos internacionais do agronegócio, a arbitragem pode representar uma alternativa à judicialização tradicional, especialmente em operações de maior complexidade econômica e técnica. A definição prévia da instituição arbitral, da sede da arbitragem, do idioma do procedimento e das regras aplicáveis pode evitar discussões posteriores sobre competência e jurisdição. Landim defende justamente uma atuação jurídica preventiva. Segundo ele, a profissionalização do agro exige que o Direito deixe de aparecer apenas quando o conflito já está instalado e passe a integrar o processo de tomada de decisão empresarial. Esse raciocínio é particularmente importante para Mato Grosso, onde a atividade agropecuária se desenvolveu em escala industrial e está diretamente conectada a cadeias globais de fornecimento. A internacionalização também exige atenção às normas sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. Para acessar determinados mercados, não basta que a mercadoria seja produzida dentro dos parâmetros brasileiros: o exportador precisa demonstrar conformidade com os requisitos exigidos pelo país de destino e pelos agentes envolvidos na cadeia internacional. Do campo mato-grossense ao mercado asiático A expansão das relações comerciais entre Mato Grosso e China também vem sendo acompanhada por iniciativas institucionais de promoção comercial e atração de investimentos. O governo estadual mantém projetos voltados à aproximação com o mercado chinês, incluindo ações relacionadas à abertura de mercados, habilitação de frigoríficos e fortalecimento de cadeias como soja e carnes. Esse movimento amplia o espaço para investimentos, joint ventures, contratos de fornecimento de longo prazo e operações envolvendo capital estrangeiro. Consequentemente, surgem questões jurídicas relacionadas à estrutura societária, governança, tributação, propriedade, garantias, financiamento e eventual ingresso de investidores estrangeiros. Na avaliação de Landim, a sofisticação do agronegócio exige que o produtor seja tratado também como empresário e agente inserido em uma cadeia econômica global. Em artigo publicado anteriormente, o advogado já defendia que a produção agropecuária moderna é altamente tecnificada e que a gestão do agronegócio deve ser conduzida com planejamento e especialização. O desafio, portanto, não está apenas em ampliar o volume exportado, mas em estruturar juridicamente as relações que sustentam esse comércio. Para Mato Grosso, cuja economia rural possui forte inserção internacional, o Direito Internacional passa a ser uma ferramenta de competitividade. Contratos mais precisos, mecanismos eficientes de solução de conflitos, avaliação de riscos regulatórios e conhecimento das regras dos mercados compradores podem reduzir perdas e aumentar a segurança das operações. Em um cenário no qual China e Brasil aprofundam sua interdependência comercial, a vantagem competitiva do agro mato-grossense dependerá cada vez mais da combinação entre produtividade, logística, qualidade, sustentabilidade e segurança jurídica. “O conhecimento empírico não pode pairar sobre o setor que alimenta o mundo”, já advertiu Landim ao tratar da necessidade de integrar os operadores do Direito ao planejamento do agronegócio e às questões econômicas e internacionais que afetam o campo. A fronteira do agronegócio, nesse contexto, deixa de ser apenas geográfica. Ela passa também pelos contratos, pelas normas internacionais, pelos mecanismos de arbitragem e pelas decisões regulatórias tomadas a milhares de quilômetros das propriedades rurais. É nesse ambiente que o Direito Internacional ganha relevância estratégica para o produtor de Mato Grosso.
Por Gazeta Digital 13 de agosto de 2026
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), admitiu que a população da região metropolitana de Cuiabá terá de esperar mais de um ano para ver as obras do BRT (Ônibus de Rápido Transporte) 100% concluídas. A declaração ocorreu durante a rodada de entrevistas da TV Vila Real com os candidatos ao Palácio Paiaguás. Questionado sobre os constantes adiamentos na infraestrutura que liga a capital a Várzea Grande, Pivetta acabou dilatando ainda mais o prazo final. Esse primeiro trecho até o final do ano, o novo trecho mais um ano, afirmou o governador. Com a nova estimativa, o projeto do BRT segue reproduzindo a mesma sina de descumprimentos e atrasos que marcou o antigo modal, Veículo Leve sobre Trilho (VLT). A implantação do modal se arrasta há mais de uma década desde a Copa do Mundo de 2014, tendo consumido mais de R$ 1 bilhão. Inicialmente, o Executivo estadual havia projetado a liberação parcial e o funcionamento do primeiro trecho - conectando o Aeroporto Marechal Rondon ao Hospital do Câncer - para junho deste ano. Esse primeiro trecho, o contrato que nós temos com as empreiteiras é para terminar até o final do ano. Paralelamente a isso, nós estamos adquirindo os veículos, os ônibus rodando na virada do ano, justificou Pivetta. A nova previsão prolonga uma história que começou ainda na campanha de 2018. Naquele ano, Mauro Mendes e Pivetta foram eleitos prometendo resolver a situação do VLT até dezembro de 2019. O prazo, contudo, terminou sem uma definição. A substituição do modal só foi anunciada em dezembro de 2020, quando o governo apresentou o BRT como alternativa ao VLT. O cronograma divulgado naquela ocasião previa licitação em maio de 2021 e início das obras em agosto daquele ano. O plano também estabelecia prazo de até 24 meses para a conclusão. Ao anunciar a troca do modal, Mauro Mendes e Pivetta apresentaram o BRT como uma saída mais rápida e viável para o transporte metropolitano. Passados quase seis anos do anúncio, porém, a solução ainda é entregue por etapas e com sucessivos adiamentos. Desde então, o projeto enfrentou embates com o Tribunal de Contas da União (TCU), rescisões unilaterais de contratos com consórcios e revisões de engenharia que enterraram os cronogramas oficiais. Ao anunciar a troca do modal, Mauro Mendes e Pivetta apresentaram o BRT como uma saída mais rápida e viável para o transporte metropolitano. Passados quase seis anos do anúncio, porém, a solução ainda é entregue por etapas e com sucessivos adiamentos.
Por Gazeta Digital 13 de agosto de 2026
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco-MT) deflagrou, nesta quinta-feira (13), a terceira fase da Operação Safra Desviada, que investiga um suposto esquema de desvio de cargas de grãos do Grupo Lermen. Ao todo, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Boa Esperança do Norte, Ipiranga do Norte e Tabaporã. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo de Sinop. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens e ativos financeiros dos investigados, avaliados em mais de R$ 120 milhões, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento dos prejuízos e preservar valores que possam estar relacionados aos crimes apurados. Conforme o Gaeco, os investigados teriam formado uma estrutura organizada para desviar cargas de grãos pertencentes ao Grupo Lermen. A suspeita é de que pessoas que ocupavam funções dentro das empresas tenham utilizado o acesso e as atribuições dos cargos para facilitar os desvios. A investigação teve início com a primeira fase da Operação Safra Desviada, deflagrada em fevereiro deste ano. Na ocasião, foram cumpridas 180 medidas cautelares em Mato Grosso e outros quatro estados. O Gaeco apontou um prejuízo estimado em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor. A apuração envolve suspeitas de organização criminosa, furto qualificado, estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A segunda fase foi realizada em 24 de julho e aprofundou as investigações sobre um núcleo ligado a operações no setor algodoeiro. Na ocasião, foram cumpridos mandados em municípios de Mato Grosso e São Paulo, além de medidas como bloqueio de ativos, indisponibilidade de imóveis e sequestro de uma aeronave e de veículos. O prejuízo investigado nessa frente foi estimado em R$ 28,7 milhões. Relatórios produzidos a partir da primeira fase também apontaram, segundo informações divulgadas pela imprensa, movimentações financeiras e relações entre investigados que ocupavam posições dentro do Grupo Lermen e empresários do setor. A apuração passou a analisar suspeitas de desvio sistemático de grãos, manipulação de registros, controles paralelos e irregularidades em documentos e operações financeiras. Nesta terceira fase, o Gaeco busca avançar na identificação da estrutura utilizada para os supostos desvios e reunir novos elementos sobre a participação dos investigados. A decisão judicial também determinou a indisponibilidade patrimonial, diante da necessidade de preservar recursos para eventual reparação dos danos. A operação conta com apoio de equipes dos 3º, 8º e 14º Comandos Regionais da Polícia Militar. O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso, com participação das Polícias Civil, Militar e Penal e do Sistema Socioeducativo.  As investigações continuam e os envolvidos são considerados suspeitos até eventual decisão judicial definitiva.
Por Gazeta Digital 13 de agosto de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quinta-feira (13), ordens judiciais contra suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas que utilizava o nome do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para aplicar golpes por meio de falsas campanhas de doação via Pix. A ação faz parte da Operação Orfeu, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, e ocorre simultaneamente em Mato Grosso e Maranhão. Ao todo, são cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra três investigados. Dois foram localizados em Imperatriz (MA) e o terceiro em Lucas do Rio Verde. Segundo as investigações, o grupo criou uma falsa campanha humanitária e utilizava indevidamente o nome do Unicef para dar aparência de legitimidade às abordagens. As vítimas eram induzidas a acreditar que os valores enviados por Pix seriam destinados a ações de proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. Na realidade, conforme a apuração policial, o dinheiro arrecadado era direcionado para os próprios integrantes do esquema. A fraude teria alcance nacional, com vítimas identificadas no Distrito Federal e em outros estados. Para os investigadores, além do prejuízo financeiro causado às vítimas, o golpe também compromete a credibilidade de campanhas beneficentes legítimas ao explorar a confiança da população em instituições humanitárias. Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Somadas, as penas podem chegar a 21 anos de prisão, além de multa, sem prejuízo de outros crimes que possam ser identificados durante o avanço das investigações. O nome da operação faz referência a Orfeu, personagem da mitologia grega conhecido pelo poder de persuasão. A escolha está relacionada à estratégia utilizada pelos suspeitos, que teriam se aproveitado da credibilidade de uma instituição humanitária para conquistar a confiança das vítimas e induzi-las a realizar as falsas doações.
Por Gazeta Digital 13 de agosto de 2026
A candidata ao Senado pelo Progressistas, Margareth Buzetti, oficializou na noite desta quarta-feira (12) as suplências de sua chapa para as eleições. A senadora aposta em uma composição inédita, formada exclusivamente por mulheres. Foram escolhidas Jucélia Ferro, ex-primeira-dama de Sorriso e filiada ao PSDB, e Coronel Grasi, ex-secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT). Inicialmente, o projeto do PP para a ex-senadora era uma chapa mista. Haviam conversas com o produtor rural Paulo Lucion, filiado ao Podemos, mas as tratativas não avançaram. O nome de Coronel Grasi era sondado pelo projeto desde o início. Buzetti chegou ao Senado em 2022, quando ocupou a cadeira de Carlos Fávaro (PSD) por 120 dias. Em 2023, passou a exercer o mandato de forma efetiva após Fávaro assumir o Ministério da Agricultura e Pecuária no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde então, o mandato de Buzetti no Senado foi marcado pelas idas e vindas de Fávaro à Casa. O titular retornava ao Congresso em votações consideradas estratégicas para o governo federal e também para tratar de questões relacionadas às suas emendas parlamentares. Mesmo com a instabilidade inicial sobre a titularidade da cadeira, Buzetti consolidou atuação própria no Senado e acumula a aprovação de quatro projetos de lei durante sua passagem pela Casa. Entre as propostas de maior repercussão está a que aumentou as penas para condenados por feminicídio. Outro projeto de destaque prevê a criação do Cadastro Nacional de Estupradores, voltado ao registro e acompanhamento de pessoas condenadas por crimes sexuais. O Progressistas oficializou a candidatura de Margareth ao Senado em 30 de julho. Na mesma convenção, o partido indicou o empresário Cidinho Santos (PP) como primeiro suplente da chapa encabeçada pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
Por Gazeta Digital 12 de agosto de 2026
Concursos públicos e processos seletivos estão com inscrições abertas em diferentes municípios de Mato Grosso neste mês de agosto. Somente nas seleções que já informaram o número de oportunidades, são ao menos 295 vagas, além de processos que ainda têm quantitativo a divulgar. Os cargos contemplam diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação, com salários que chegam a R$ 6.265,16. Entre os órgãos com oportunidades estão as prefeituras de Cáceres, Itanhangá, Chapada dos Guimarães e Tesouro, além do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Federal em Mato Grosso (MPF-MT). Prefeitura de Cáceres Vagas: 81 Cargos: Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate às Endemias (ACE). Salário: R$ 3.242,00 Inscrições: de 01/08/2026 até 31/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-caceres-mt-2024 TJMT Vagas: a divulgar Cargos: psicólogo Salário: a divulgar Inscrições: 03/08/2026 até 21/08/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seletivo-tj-mt-12-2026 Leia mais - Sarampo: entenda sintomas, tratamento, transmissão, riscos e quando se vacinar MPF MT Vagas: a divulgar Cargos: Administração e cursos correlatos, Arquitetura e Urbanismo, Arquivologia, Ciências Contábeis, Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda), Direito, Secretariado. Salário: a divulgar Inscrições: 30/07/2026 até 20/08/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/concursos-mato-grosso/estagio-mpf-mt-inscricoes-abertas-nivel-superior-92198#google_vignette Prefeitura de Itanhangá Vagas: a divulgar Cargos: Auxiliar de Serviços Gerais, Fisioterapeuta, Guarda de Patrimônio, Nutricionista , Professor Bacharel em Educação Física, Auxiliar de Serviços Gerais , Merendeira, Motorista de Transporte Escola e Psicólogo. Salário: até R$ 5.403,45 Inscrições: 10/08/2026 até 19/08/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-itanhanga-mt-2026 Prefeitura de Chapada Vagas: 147 Cargos: Assistente Social, Enfermeiro, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Nutricionista, Psicólogo, Ouvidor, Turismólogo, Fonoaudiólogo, Fiscal de Meio Ambiente, Fiscal de Obras Superior, Fiscal de Postura, Fiscal da Vigilância Sanitária, Fiscal de Tributos, Professor Zona Urbana Superior Professor Zona Rural, Agente Administrativo Médio, Auxiliar de Consultório Dentário, Agente de Controle de Zoonoses, Almoxarife, Auxiliar Bibliotecário, Agente de Arrecadação, Técnico em Enfermagem, Técnico em Higiene Dentária, Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em Radiologia, Agente Administrativo (SAAE), Agente de Saneamento (SAAE), Fiscal de Leitura e Saneamento (SAAE) e Operador de Sistema de Água (SAAE). Salário: até R$ 6.265,16 Inscrições: 07/08/2026 até 10/09/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-prefeitura-chapada-dos-guimaraes-mt-01-2026 Prefeitura de Tesouro Vagas: 67 Cargos: Professor Pedagogo, Manipulador de Alimentação Escolar, Auxiliar de Serviços Gerais, Auxiliar de Sala Ensino Médio Completo e Auxiliar de Pátio. Salário: até R$ 3.847,95 Inscrições: 07/08/2026 até 20/08/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/processo-seletivo-prefeitura-de-tesouro-mt-01-2026
Por RepórterMT 12 de agosto de 2026
Pesquisa realizada pelo instituto de renome nacional Real Time Big Data indica que o senador Wellington Fagundes (PL) lidera a pesquisa ao Governo do Estado, na modalidade estimulada, com 34% das intenções de voto, seguido do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que apresenta 26% da preferência do eleitorado. Em terceiro lugar aparece a médica Natasha Slhessarenko (PSD) com 13%. A pesquisa indica que o primeiro turno deve ser acirrado já que Pivetta cresceu 8 pontos percentuais. O publicitário Rafael Milas (Missão) aparece com 3%, e Sargento Laudicério (Agir), com 1%. Maurício Coelho (Mobiliza) sequer foi citado pelos eleitores. Votos brancos e nulos somam 12%, outros 11% dos entrevistados não souberam responder. O instituto Real Time Big Data entrevistou 1,6 mil pessoas, em Mato Grosso, entre os dias 7 e 11 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-04560/2026. Na modalidade espontânea chama a atenção o registrod e que 50% dos eleitores dizem estar indecisos. Wellington Fagundes também aparece liderando as intenções de voto na modalidade espontânea, quando 14% respoderam que iriam votar nele. Já 10% do eleitorado declara a preferência em Pivetta.  O ex-governador Mauro Mendes (União), que é candidato ao Senado, foi citado como preferência ao governo por 2% dos entrevistados. Em seguida aparece a deputada Janaina Riva (MDB), que também é candidata ao Senado e foi mencionada por 1% dos entrevistados. O senador Jayme Campos (União) e Natasha Slhessarenko também aparecem com 1% cada. Outros nomes somaram 3%, enquanto 18% afirmaram que votariam nulo ou em branco e 50% disseram que não sabem em quem votariam.
Por Agência Brasil 12 de agosto de 2026
O plenário do Senado Federal aprovou, na tarde desta terça-feira (11), em votação simbólica, o Projeto de Lei 699/2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), com incentivos fiscais e a criação de fundo para apoiar a produção nacional. O objetivo é reduzir a dependência da importação desses nutrientes, utilizados em larga escala na agricultura brasileira. O projeto agora vai à sanção presidencial. Entre outras medidas, o novo programa prevê isenções de impostos para a importação de máquinas e estabelecimento de plantas industriais para a fabricação desses ingredientes em território nacional. O texto referendado pelos senadores é um substitutivo oriundo da Câmara dos Deputados, com adequações de redação sugeridas pela relatora Tereza Cristina (PP-MS). "O projeto que vai resgatar aquilo que o Brasil precisa, há anos, [reduzir] a sua dependência da totalidade das importações de fertilizantes, trazendo a tão falada, atualmente, soberania. A soberania dos nossos fertilizantes é importantíssima para a agricultura brasileira", destacou a senadora. Os fertilizantes são insumos utilizados na agricultura para fornecer às plantas nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento e à formação de folhas, raízes, frutos e sementes. Os principais são os fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos, que fornecem, respectivamente, nitrogênio, fósforo e potássio, conhecidos pela sigla NPK, que são fundamentais para a produtividade das lavouras. Em 2025, foram importadas 43,3 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Entre os principais produtos estão o cloreto de potássio, a ureia e o fosfato monoamônico (MAP). O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados pelo agronegócio, especialmente na produção de commodities como soja, milho e cana-de-açúcar, tornando a agricultura brasileira sensível às oscilações de preços internacionais, do câmbio e das condições geopolíticas. Nos últimos anos, esses produtos vêm sendo adquiridos principalmente de países como Rússia e China. A votação no Senado ocorre após a volta do recesso, na semana de esforço concentrado para votar proposições em plenário e nas comissões. De acordo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições, entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro, calendário que também será seguido pela Câmara dos Deputados. Nesses dois períodos, há a expectativa de votação de medidas provisórias (MPs) que abrem crédito extraordinário e precisam de aprovação parlamentar para não perderem a validade ao longo das próximas semanas.
Por Gazeta Digital 12 de agosto de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Módulo Oculto, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no furto de módulos eletrônicos e outros componentes de caminhões em Sinop e região. Ao todo, são cumpridas 88 ordens judiciais, sendo 13 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, além de medidas para bloqueio e sequestro de bens ligados aos investigados. A Justiça também determinou o sequestro de 4 imóveis e 13 veículos, além da suspensão das atividades de quatro empresas e da proibição de quatro investigados exercerem atividades empresariais. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop, apontou que o grupo atuava de maneira organizada, escolhendo previamente os locais e veículos que seriam alvo dos furtos. Os módulos eletrônicos eram retirados principalmente de caminhões estacionados em vias públicas e pátios de empresas. Após os crimes, as peças eram encaminhadas para receptadores e comerciantes, inclusive fora de Sinop. ESQUEMA ENVOLVIA EMPRESAS Segundo a investigação, integrantes do grupo utilizavam empresas dos setores de mecânica e comércio de peças automotivas para receber, armazenar e revender os componentes furtados. Os estabelecimentos também seriam utilizados para movimentar valores obtidos com os crimes e dificultar o rastreamento da origem dos recursos. A Justiça autorizou ainda o bloqueio de contas bancárias de até R$ 11 milhões, além do sequestro dos imóveis e veículos vinculados aos investigados. As medidas têm como objetivo interromper a atuação do grupo, impedir a continuidade das atividades criminosas e preservar o patrimônio que possa ter sido adquirido ou utilizado com recursos provenientes dos delitos. “RESGATE” DE MÓDULOS Um dos pontos identificados durante a investigação foi o chamado “resgate” das peças furtadas. Conforme a apuração, proprietários de oficinas atuariam como intermediários na devolução dos módulos. As próprias vítimas dos furtos seriam procuradas e cobradas para recuperar as peças retiradas dos caminhões. Além disso, parte dos componentes era comercializada para compradores de outros municípios e estados, ampliando a atuação do esquema para além de Sinop. A investigação também apontou a movimentação dos valores obtidos com os crimes por meio de diferentes contas bancárias e empresas formalmente constituídas. OPERAÇÃO A Operação Módulo Oculto busca atingir diferentes etapas da estrutura criminosa, desde os responsáveis pelos furtos até os envolvidos na receptação, comercialização e ocultação dos valores obtidos com os produtos. O nome da operação faz referência aos módulos eletrônicos retirados dos caminhões e à tentativa dos investigados de ocultar a origem das peças e dos recursos provenientes dos crimes. Após o cumprimento das ordens judiciais, os presos e materiais apreendidos serão encaminhados à Derf-Sinop, onde serão realizados os procedimentos legais. Os elementos recolhidos durante a operação serão analisados e poderão integrar o conjunto de provas da investigação. Os presos ficarão à disposição da Justiça para audiência de custódia e demais atos processuais. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão da atuação do grupo criminoso.
Por Agência Brasil 11 de agosto de 2026
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou para a próxima quinta-feira (13) uma reunião para alinhar com os demais ministros da Corte como devem ser julgados casos envolvendo o uso de Inteligência Artificial (IA) nas eleições deste ano. O tema será debatido a partir de um processo que aguarda julgamento no TSE, sobre o uso de imagens geradas por IA na convenção do PL, em 25 de julho, que selou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) para a Presidência da República. A ação foi aberta a pedido do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Antes de submeter o assunto à votação em plenário, contudo, Nunes Marques, que é relator do caso, busca um consenso entre os ministros do TSE. É comum que na proximidade das eleições de outubro o tribunal busque demonstrar unidade interna como forma de fortalecer os posicionamentos jurídicos. O encontro da próxima quinta, a portas fechadas, deve ocorrer logo após a sessão de julgamentos, pela manhã. Vídeo O material questionado pelo PT consiste em um vídeo com a técnica chamada deepfake, em que não é possível distinguir a olho nu se as imagens e sons foram criados artificialmente.  O vídeo em questão mostra uma versão digital do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio e que se encontra em prisão domiciliar, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado e impedido de fazer manifestações públicas. Logo na abertura do vídeo, a imagem de Bolsonaro faz o alerta: “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”. Em seguida, a imagem sintética do ex-presidente diz: “Estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz”. Por fim, a imagem pede que os presentes “recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente.” Na ação, o PT argumentou que há referência direta ao cargo em disputa e pedido explícito de voto por meio de material sintético, algo que seria vedado pelas regras aprovadas pelo próprio TSE para o uso de IA nas eleições. Defesa A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro negou que o vídeo possa ser considerado deepfake, uma vez que o público foi alertado que Bolsonaro não estava presente e que não se tratava de uma transmissão ou gravação autêntica do ex-presidente. Os advogados negaram que tenha ocorrido pedido de votos na fala veiculada.