MT: bandidos usam fotos reais de imóveis para aplicar golpe do aluguel
O golpe do aluguel se tornou um dos crimes mais frequentes no Brasil nos últimos cinco anos e tem atingido estudantes, famílias e trabalhadores que buscam imóveis pelas redes sociais. O esquema é direto: criminosos utilizam fotos reais de casas e apartamentos verdadeiros, apresentam anúncios completos e exigem um “sinal” por Pix para garantir a vaga. Assim que recebem o pagamento, desaparecem.
Em Mato Grosso, cidades como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis registram alto número de vítimas, principalmente nas regiões próximas a universidades e bairros populares. A credibilidade do golpe está justamente no uso de informações reais. Os criminosos copiam anúncios legítimos de imobiliárias, sites de venda e plataformas de aluguel, o que garante fotos profissionais, plantas, descrições completas, localização precisa e até nome do condomínio.
O atrativo principal para enganar as vítimas é o preço muito abaixo da média, por exemplo: um apartamento de R$ 1.800 aparece por R$ 1.200 sob a justificativa de “urgência na mudança”. Em outros casos, quitinetes próximas à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) são anunciadas por R$ 750 com o apelo de serem alugadas “somente para pessoas sérias”. A oferta mexe no bolso e no emocional, e a pressa imposta pelo golpista é o combustível que acelera o prejuízo.
A maioria das vítimas cai no golpe por realizar um pagamento antecipado do sinal, taxa de reserva ou Pix antes da formalização contratual. Nenhum aluguel legítimo exige transferência de valores sem contrato assinado. Sem esse documento, qualquer valor enviado vira dinheiro grátis entregue ao criminoso.
Para evitar o golpe, a recomendação é nunca pagar sinal sem contrato formalizado, pedir vídeo-chamada dentro do imóvel, solicitar contrato digital com assinatura eletrônica vinculada ao CPF, pesquisar o proprietário em cartórios ou registros imobiliários e desconfiar de anúncios com urgência exagerada.
Aqueles que já caíram na fraude devem registrar um boletim de ocorrência imediatamente, seja online ou presencial, guardar prints e comprovantes, pedir bloqueio urgente do Pix ao banco, registrar reclamação no Banco Central e comunicar o Procon. A rapidez aumenta a chance de bloqueio da conta fraudulenta.
A recuperação do dinheiro depende do banco conseguir travar o valor a tempo. A legislação permite bloqueio cautelar em caso de suspeita de fraude e instituições financeiras podem ser responsabilizadas se falharem. Em Mato Grosso, decisões judiciais já condenaram bancos a devolver valores quando houve demora ou recusa no bloqueio.
A regra principal para não cair é clara: imóvel não se garante com Pix. Quando o suposto proprietário pressiona, fala em “reserva”, “última chance” ou “sinal imediato”, ele cria um senso de urgência, que é a arma central dos golpistas. Quem não paga antes, não perde depois.










