Governo avalia viabilidade de o Brasil criar seu próprio GPS

Agência Brasil • 23 de julho de 2025

Um grupo de especialistas vai estudar a viabilidade de o Brasil desenvolver seu próprio sistema de geolocalização por satélite, um empreendimento de altíssima complexidade e custo. Formado por representantes de ministérios, da Aeronáutica, de agências e institutos federais e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, o grupo técnico deve diagnosticar as eventuais consequências do país depender de sistemas de posicionamento, navegação e tempo controlados por outras nações.


O grupo foi criado no início deste mês, por meio da Resolução nº 33, do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Assinada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos, a resolução estabelece um prazo de 180 dias, contados a partir de 14 de julho, para que o grupo entregue ao ministro um relatório com suas conclusões e sugestões.


“O grupo ainda está se organizando”, explicou nesta segunda-feira (21), em entrevista à Agência Brasil, Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB), um dos 14 órgãos e entidades que vão compor o grupo, que poderá convidar representantes de outras instituições aptos a contribuir com os objetivos estratégicos do grupo.


“Vamos procurar entender os gargalos, as dificuldades, os prós e contras de desenvolvermos um sistema destes”, acrescentou Leonardi, destacando a importância dos atuais sistemas de navegação por satélite – dentre os quais, o mais conhecido é o estadunidense GPS (do inglês, Sistema de Posicionamento Global), operado pela Força Espacial dos Estados Unidos.


“No Brasil, historicamente, priorizamos o debate acerca de outros aspectos espaciais, como a necessidade de termos satélites para monitoramento territorial. Agora, vamos discutir se queremos ou não ter nosso próprio sistema de navegação; o investimento necessário para fazê-lo e, se for o caso, a necessidade nacional de ter um sistema global ou um sistema regional, capaz de cobrir todo nosso território. Qualquer que seja o caso, se o país concluir que deve fazer isso, o patamar de investimentos terá que ser muitas vezes maior que o atualmente investido no programa espacial brasileiro”, concluiu Leonardi, admitindo a complexidade da empreitada, que exige capacidade tecnológica para projetar, fabricar e lançar satélites capazes de transmitir, do espaço para a terra, sinais precisos.


Ruído


O grupo técnico foi criado uma semana antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que, a partir de 1º de agosto, os produtos brasileiros pagarão uma tarifa de 50% para ingressar em território estadunidense. E duas semanas antes de as redes sociais serem tomadas pelo debate sobre a possibilidade de os Estados Unidos, em caso de uma guerra comercial, desligarem ou restringirem o sinal de seu sistema, o GPS (do inglês, Sistema de Posicionamento Global), para o Brasil.


“Este é um típico caso de ruído surgido nas mídias sociais, capaz de gerar ansiedade. E uma coincidência, porque já vínhamos discutindo o tema há tempos, de maneira que a criação do grupo não teve nenhuma relação com o que aconteceu depois”, afirmou Leonardi.


“Primeiro, porque não houve nenhum comunicado, de nenhuma autoridade norte-americana, sobre a remota possibilidade dos EUA restringirem o uso do GPS no Brasil. Depois porque, mesmo que isso acontecesse – o que seria uma situação muito drástica e improvável – há alternativas ao GPS”, assegurou o diretor da Agência Espacial Brasileira.



GNSS


Segundo Leonardi, a maioria das pessoas erra ao usar a sigla GPS como sinônimo de GNSS, do inglês Sistema Global de Navegação por Satélite, termo correto para se referir a qualquer conjunto (ou constelação) de satélites usado para fornecer serviços de posicionamento, navegação e temporização global.


“O GPS é o sistema de propriedade dos EUA, mas há outros, globais, como o Glonass [russo]; o Galileo [União Europeia] e o BeiDou [ou BDS], da China. Estes têm cobertura global e podem ser utilizados, inclusive, no e pelo Brasil. E há também algumas nações que possuem sistemas regionais, como a Índia [NavlC] e o Japão [Qzss]”, apontou Leonardi.


“Com isso em mente, é lógico cogitar que, em tese, os EUA poderiam degradar ou até mesmo restringir o sinal de seu GPS para determinadas regiões, mas esta seria uma medida tão drástica que, a meu ver, só se justificaria se a segurança nacional dos EUA estivesse sendo ameaçada”, ponderou o diretor da AEB.


“Primeiro porque as empresas estadunidenses que operam no Brasil, como aplicativos de transporte e de entrega, seriam afetadas. Outras nações também seriam prejudicadas, já que não há como limitar o sinal para todo um território sem afetar países fronteiriços. Fora que isso poderia causar acidentes, por exemplo, na aviação civil, custando vidas, inclusive as de norte-americanos. Para não falar das repercussões comerciais, já que outros países se perguntariam se deveriam continuar confiando no sistema norte-americano ou migrar para outros”, apontou Leonardi.


Multiconstelação


Professor da Universidade de Brasília (UnB), onde coordena o Laboratório de Automação e Robótica (Lara), Geovany Araújo Borges, concorda com a avaliação de que, tecnicamente, os EUA poderiam interromper o sinal do GPS ou mesmo tornar o sistema menos eficaz para uma determinada região, mas não crê que isso venha a ocorrer.


“Se fizessem isso sem aviso prévio, os norte-americanos assumiriam o risco de contrariar seus próprios interesses em território brasileiro”, endossou Borges, acrescentando que boa parte dos sistemas e equipamentos eletrônicos modernos são capazes de receber o sinal de mais de um sistema de geolocalização. De maneira geral, os sinais enviados pelos satélites que integram os diferentes sistemas em operação são captados por receptores embutidos em veículos, aeronaves, espaçonaves, navios, munições guiadas de precisão, aplicativos e telefones celulares, além de equipamentos de monitoramento de uso industrial, civil e militar.


“A maioria dos aparelhos celulares, por exemplo, já é multiconstelação, ou seja, é capaz de receber, automaticamente, o sinal de diferentes sistemas. De forma que, em termos de localização, nossos celulares seguiriam funcionando normalmente se deixássemos de receber o sinal do GPS. A mesma lógica vale para muitos outros sistemas [dependente de serviços de posicionamento, navegação e temporização global]: se o sistema de sincronização for redundante, o impacto será limitado”, disse Borges, defendendo a importância de um país dispor de tecnologias próprias neste setor.


Ele lembra que, independentemente das intenções norte-americanas ou de haver alternativas ao GPS, hoje o Brasil depende de outras nações neste que é um campo estratégico.


"Várias áreas perdem com isso. Não só porque um país independente tem que ter um setor de defesa aeroespacial forte, como porque o desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais beneficia outros segmentos, como, por exemplo, a medicina, a indústria e a agropecuária”, comentou o professor, assegurando que o Brasil dispõe de mão de obra qualificada e capacidade de desenvolver, a longo prazo, seu próprio sistema.


“Nosso problema não é RH [recursos humanos]. É dinheiro. Temos pessoal capacitado. A questão é se temos condições de bancar um projeto desta envergadura. Principalmente porque, qualquer coisa neste sentido que comecemos hoje, demorará a vingar. Até mesmo porque alguns países não aceitarão exportar certos componentes essenciais. Então, teremos que, paralelamente, desenvolver nossa indústria de microeletrônica, investir mais em educação básica e assegurar que este projeto seja uma política de Estado. Neste sentido, ainda que tardia, é positiva a criação de um grupo de especialistas para debater o tema”, finalizou Borges.


Por Gazeta Digital 15 de janeiro de 2026
Em vigor desde o último dia 9, a renovação automática de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já rendeu saldo positivo aos bons condutores de Mato Grosso. Até o dia 14 de janeiro, 4.513 mato-grossenses garantiram a atualização do documento sem custos ou necessidade de ir ao Detran, gerando uma economia de R$ 2,74 milhões para a população local. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (15) pelo governo Federal. O novo sistema beneficia motoristas que não cometeram infrações nos últimos 12 meses e estão inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Em todo o país, 323.459 pessoas já foram beneficiadas pela medida, gerando uma economia total de R$ 226,3 milhões para a população brasileira. “Por muito tempo, o Sistema de Trânsito Brasileiro (SNT) tratou todos os motoristas como potenciais infratores, submetendo bons e maus condutores às mesmas exigências e burocracias. A renovação automática da CNH muda esse paradigma ao diferenciar quem se comporta bem de quem se comporta mal, premiando o acerto e não apenas punindo o erro”, destacou o ministro dos Transportes, Renan Filho, durante o anúncio da medida. Como funciona A renovação automática ocorre diretamente na base nacional de dados e dispensa a etapa tradicional de comparecimento ao Detran. O documento atualizado fica disponível no aplicativo Carteira Digital de Trânsito, onde também passa a constar o selo de Bom Condutor como reconhecimento pelo comportamento responsável no trânsito. Mais de 10 milhões Com cerca de 80 milhões de CNHs vigentes no país, a expectativa do Governo do Brasil é que mais de 10 milhões de motoristas possam ser beneficiados pela renovação automática ao longo do tempo, ampliando o alcance da política do Bom Condutor e incentivando práticas mais responsáveis no trânsito. Quem não é elegível A renovação automática, no entanto, não se aplica a todos os condutores. Motoristas com 70 anos ou mais não têm direito ao benefício. Já os condutores a partir dos 50 anos podem aproveitar uma única renovação automática da CNH quando o documento vencer, sem taxas ou exames. O benefício é pessoal e só pode ser usado uma vez. Também ficam fora da medida os condutores com prazo de validade da CNH reduzido por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde, assim como os motoristas com a CNH vencida há mais de 30 dias, conforme prevê a legislação de trânsito. Modernização A modernização dos serviços de trânsito acompanha a crescente adesão da população às ferramentas digitais. Mais de 2,3 milhões de brasileiros já abriram requerimento para a primeira carteira de motorista pelo aplicativo CNH do Brasil. A abertura do processo acontece diretamente pelo aplicativo da CNH do Brasil. A partir daí, o interessado tem a liberdade de escolher como prefere se preparar: pode estudar o conteúdo teórico gratuitamente pela plataforma digital, frequentar uma autoescola tradicional ou combinar as duas opções. CNH do Brasil Com o novo modelo, o processo de obtenção e gestão da Carteira Nacional de Habilitação passa a ser centralizado em uma plataforma digital única, que acompanha o motorista desde a formação até a renovação do documento. A proposta reduz burocracias, amplia o acesso à informação e contribui para diminuir gastos dos cidadãos com taxas e deslocamentos. Durante o anúncio da nova CNH do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a modernização representa economia direta para as famílias. "É dinheiro que vai sobrar para levar mais comida para casa", afirmou o presidente, em dezembro. CNH Digital A CNH digital, disponível por meio do aplicativo oficial do Governo do Brasil, tem a mesma validade jurídica do documento físico e permite que o motorista acesse sua habilitação de forma prática e segura pelo celular. Pelo aplicativo, também é possível acompanhar serviços, receber notificações e verificar informações atualizadas do documento. A ampliação do uso da CNH digital reforça o compromisso do Governo do Brasil com a digitalização dos serviços públicos, oferecendo mais comodidade ao cidadão e fortalecendo uma política de trânsito baseada em tecnologia, eficiência e reconhecimento de boas práticas.
Por Gazeta Digital 15 de janeiro de 2026
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.191/2025, que autoriza apoio financeiro a companhias aéreas interessadas em implantar ou ampliar voos internacionais com origem ou destino no Estado. A medida estabelece um teto anual de até R$ 10 milhões em recursos públicos e passa a integrar a estratégia estadual de fortalecimento da conectividade internacional, do turismo e do ambiente de negócios. A nova legislação permite que o Poder Executivo subsidie operações regulares internacionais de passageiros ou carga, incluindo voos de ida, volta ou rotas circulares, desde que envolvam aeroportos mato-grossenses.  O benefício também poderá ser concedido a empresas que atuem em alianças comerciais ou integrem grupos econômicos formalmente reconhecidos.Para acessar a subvenção, as companhias aéreas deverão apresentar um projeto técnico detalhado, com projeção das operações mensais e anuais, estimativas de fluxo de passageiros e carga, frequência de voos, taxa de ocupação e análise de viabilidade econômico-financeira. Também será exigida regularidade fiscal e jurídica, além da comprovação de que não haverá pedido de subvenção duplicado por empresas do mesmo grupo para a mesma rota. A concessão do benefício poderá ter duração de até dez anos, com possibilidade de prorrogação mediante avaliação técnica, respeitando as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e da legislação orçamentária. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) será responsável pela análise dos pedidos, emissão de pareceres técnicos e definição da forma de pagamento, que poderá ser integral ou parcelada, condicionada ao cumprimento das metas estabelecidas.De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a lei cria um instrumento moderno e transparente para viabilizar a chegada de voos internacionais ao Estado, inspirado em modelos já adotados com sucesso em outras unidades da federação. Um exemplo é do Pará, onde a Gol opera a rota Belém–Miami. Apesar da previsão de subsídio por assento não ocupado, a alta demanda fez com que o governo paraense não precisasse desembolsar recursos.“A conectividade internacional é decisiva para impulsionar o turismo e os negócios”, afirma. Além da subvenção direta, o Estado prevê uma atuação integrada em promoção turística e comercial. Segundo Miranda, a estratégia envolve investimentos em marketing, articulação com o trade turístico, hotéis e operadoras, além da divulgação dos atrativos naturais e da infraestrutura em expansão.“Não basta o mato-grossense ter acesso ao voo internacional. Precisamos atrair o turista estrangeiro para conhecer Mato Grosso. Temos todas as condições: belezas naturais únicas, investimentos em infraestrutura e projetos estruturantes como o Parque Novo Mato Grosso. Agora, cabe ao Estado fazer a sua parte”, ressalta. O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, destacou também que a lei veda expressamente o uso dos recursos da subvenção para investimentos que se incorporem ao patrimônio das empresas ou para operações diferentes das previstas no projeto aprovado. As companhias beneficiadas deverão apresentar relatórios semestrais com indicadores operacionais e de desempenho, sob pena de suspensão ou revogação do benefício em caso de descumprimento das regras.“Essa lei cria um instrumento claro e responsável do ponto de vista fiscal. A subvenção tem limite anual definido, critérios técnicos rigorosos e acompanhamento permanente, justamente para garantir que o apoio financeiro gere retorno econômico ao Estado. Não se trata de gasto sem controle, mas de um mecanismo estruturado para estimular novas rotas internacionais, ampliar a atividade econômica e fortalecer, de forma sustentável, a base de arrecadação”.As despesas decorrentes da nova política correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, com o limite global anual de R$ 10 milhões definido em ato conjunto da Sedec e Sefaz. A legislação já está em vigor e aguarda regulamentação específica para detalhar os procedimentos operacionais.
Por RepórterMT 15 de janeiro de 2026
Mato Grosso está sob três alertas meteorológicos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para hoje (15). Os avisos indicam chuvas fortes, ventos intensos e risco de granizo, com validade até o fim do dia. O primeiro alerta é de tempestade e vale até 23h59 desta quinta. A previsão aponta chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h e queda de granizo em pontos isolados. As áreas mais afetadas são o Sudeste, o Nordeste e o Centro-Sul do estado. O risco é considerado baixo, mas pode haver alagamentos pontuais, queda de galhos de árvores e interrupção no fornecimento de energia. Outro aviso de chuvas intensas está em vigor desde a terça-feira (13) e também segue até o fim desta quinta. Esse alerta atinge principalmente o Centro-Sul, o Norte, o Nordeste e o Sudoeste de Mato Grosso. A previsão é de chuva forte acompanhada de ventos, com possibilidade de alagamentos em áreas urbanas e descargas elétricas. O terceiro alerta, também de chuvas intensas, começou na quarta-feira (14) e afeta principalmente o Norte de Mato Grosso, além de áreas da Amazônia Legal. Assim como nos outros avisos, o Inmet destaca o risco de chuva volumosa em curto período de tempo e ventos fortes. Em todos os casos, a orientação é evitar abrigo debaixo de árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos perto de torres ou placas e evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. Previsão para Cuiabá  Em Cuiabá, a quinta-feira será de muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas ao longo do dia. A temperatura mínima fica em torno de 23°C e a máxima pode chegar aos 35°C, com umidade elevada. Nesta sexta-feira (16), o calor continua, com máxima de 35°C, e há previsão de chuvas isoladas, principalmente à tarde. No sábado (17), o tempo segue instável, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, mínima de 26°C e máxima de 35ºC. Já no domingo (18), o calor aumenta ainda mais, com máxima de 36°C, e a previsão segue indicando chuva em pontos isolados da capital.
Por RepórterMT 15 de janeiro de 2026
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 005/2025, estimado em R$ 19.594.428,00, lançado pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Médio Araguaia (Codema). A medida foi publicada no Diário de Contas dessa quarta-feira (14). A decisão, proferida pelo conselheiro Guilherme Maluf, foi tomada em sede de tutela provisória de urgência, após o acolhimento de Representação de Natureza Externa apresentada pela empresa Azevedo e Freitas Comércio e Serviços Ltda. O certame tinha como objeto o registro de preços para a contratação de uma “solução educacional híbrida”, voltada ao atendimento compartilhado de municípios consorciados. Para Maluf, há indícios relevantes de irregularidades capazes de comprometer a competitividade e a legalidade da licitação, o que justificou a paralisação do procedimento até o julgamento do mérito. Na análise preliminar, o TCE apontou que o edital, o Termo de Referência e o Estudo Técnico Preliminar não definem de forma clara e objetiva o que se entende por “solução educacional híbrida”, nem estabelecem parâmetros técnicos, pedagógicos ou normativos mínimos. A ausência dessa delimitação, segundo a decisão, fragiliza o julgamento objetivo das propostas. Outro ponto levantado pelo conselheiro foi a individualização prévia de títulos editoriais, coleções pedagógicas e respectivos ISBNs, todos vinculados a um mesmo grupo editorial. Para Maluf, não ficou demonstrado, nesta fase inicial, levantamento efetivo de mercado ou justificativa técnica robusta que comprove a inviabilidade de soluções pedagógicas equivalentes, o que pode caracterizar direcionamento do certame. O TCE também destacou que a exigência de proposta por lote integral, associada à adoção de uma única linha pedagógica fechada, tende a restringir a participação de potenciais interessados, afastando editoras especializadas por etapas de ensino e fornecedores de soluções digitais independentes. Diante do alto valor envolvido e da possibilidade de consolidação de uma contratação de difícil reversão ao erário, o Tribunal reconheceu a "presença simultânea do fumus boni iuris (plausibilidade do direito alegado) e do periculum in mora (risco da demora na decisão)". Com isso, o TCE-MT determinou a suspensão do pregão e de todos os atos dele decorrentes até o julgamento definitivo da representação. O presidente do Codema, Vilson Biguelini, que é prefeito de Canarana (a 651 km de Cuiabá), afirmou que as alegações da empresa são incompatíveis, uma vez que, de forma contraditória, sustenta que o objeto seria simultaneamente genérico e insuficiente e, ao mesmo tempo, excessivamente detalhado e restritivo à competitividade. Segundo Vilson, o certame se destina ao registro de preços para a aquisição de livros didáticos complementares, cujo objeto estaria material e objetivamente delimitado pela indicação expressa dos títulos e respectivos ISBNs, elementos que identificam com precisão o conteúdo das obras. “Os lotes, títulos e características físicas e técnicas estão minuciosamente descritos no Termo de Referência, sendo o ISBN o critério objetivo por excelência em licitações de obras bibliográficas, por assegurar descrição clara, comparabilidade entre propostas e julgamento estritamente objetivo”, destacou o prefeito. Entretanto, Maluf não acolheu os argumentos e manteve a suspensão do pregão. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de 10 UPFs/MT ao presidente do Codema. “Ademais, a manifestação prévia apresentada pelo Codema igualmente não está acompanhada de nenhum dos documentos. Tal ausência de informações compromete a transparência do processo licitatório”, ressaltou o conselheiro na decisão. O mérito da contratação, incluindo a adequação do planejamento, dos estudos preparatórios e da modelagem adotada, ainda será analisado de forma aprofundada pelo Tribunal. Até lá, o processo licitatório permanece paralisado. “O fornecimento de material didático às redes públicas de ensino, como regra, é ordinariamente assegurado por meio de políticas públicas federais, notadamente aquelas coordenadas pelo Ministério da Educação, de modo que a suspensão temporária do certame não se mostra apta a comprometer, de forma imediata, a continuidade do serviço educacional”, concluiu.
Por Agência Brasil 14 de janeiro de 2026
A cada R$ 1 investido em projetos executados com recursos da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornaram à economia. É o que mostra estudo apresentado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (13) sobre os impactos da lei de incentivo à cultura. O estudo foi encomendado pelo Ministério da Cultura. Entre 2022 e 2024, o número de projetos apoiados pela lei passou de 2.600 para mais de 14 mil por ano. O estudo ainda avaliou equipamentos locados, quantidade de pessoas contratadas, materiais e fornecedores pagos. Em 2024, cerca de 230 mil vagas foram abertas com apoio do programa, ao custo de R$ 12,3 mil por vaga. "Precisávamos de dados completos, consistentes e confiáveis sobre a Lei Rouanet, que nos últimos anos enfrentou críticas injustificáveis e uma tentativa de demonização. De um lado. há quem tente deslegitimar o setor cultural e ainda há uma parcela da sociedade que desconhece seu papel. Faltavam dados robustos e atualizados, e foi exatamente por isso que encomendamos essa pesquisa. O que apresentamos hoje é um estudo de altíssima qualidade, conduzido com rigor metodológico e baseado em dados oficiais. Seus resultados oferecem evidências claras do impacto positivo do investimento cultural", destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes. A Rouanet teve mais de R$ 60 bilhões investidos desde a criação, em 1993, em valores não corrigidos. Em 2024, foram 4.939 projetos com recursos executados, a maioria propostos por empresas (3.154 proponentes ou 86,7%). Os projetos geraram um total de 567 mil pagamentos a todo tipo de fornecedor e serviço, em um universo de 1.800 tipos diferentes. A maioria (76,72%) captou até R$ 1 milhão e 21,70% captaram até R$ 10 milhões. O maior montante dos recursos foi para custos logísticos, administrativos e de equipes técnicas, sendo um terço para pagamento de artistas. Segundo os pesquisadores, 96,9% dos pagamentos via Rouanet são de menos de R$ 25 mil, o que gera efeito distributivo de renda. Regiões Dos R$ 25,7 bilhões movimentos pelo mecanismos de incentivo à cultura em 2024, a maior parte foi para projetos no Sudeste, que captaram R$ 18 bilhões. Na Região Sul, foram R$ 4,5 bilhões; Nordeste, teve captação de R$ 1,92 bilhão; Centro-Oeste, cerca de R$ 400 milhões; e Norte, cerca de R$ 360 milhões. O levantamento apontou também que a Rouanet tem um potencial de captação de recursos fora do edital, já que os projetos levantaram mais de R$ 500 milhões em outras fontes e cerca de R$ 300 milhões em apoios não financeiros, no mesmo período. "Tivemos de entender os diferentes tipos de impactos. Os diretos, os indiretos, que envolvem toda a cadeia econômica relacionada e o impacto dos empregos gerados. O recurso não deve ser pensado somente uma vez, mas em ondas de gastos relacionados", explicou Luiz Gustavo Barbosa, gerente executivo da FGV. Os dados mostram ainda queda no tempo de análise de projetos, que passou de mais de 100 dias em 2022 para 35 dias em 2025. No comparativo entre os projetos de 2018 a 2024, a Região Nordeste teve crescimento acima de 400%, passando de 337 projetos, em 2018, para 1.778, em 2024. A Região Norte também teve crescimento semelhante, passando de 125 projetos para 635. A região com menor crescimento, a Sudeste, dobrou a quantidade de projetos, passando de 3.414 (2018) para 7.617 (2024), o que, por sua vez, foi o maior crescimento em números absolutos. Centro-Oeste teve crescimento de 245,4%, indo de 240 para 829 projetos, e a Sul, de 165,1%, passando de 1.268 para 3.362 projetos. "Nosso esforço está se voltando para empresas médias, que tem sede nestes territórios, em seus próprios territórios", disse o secretário de Fomento Cultural do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, ao cita trabalho no Nordeste, em parceria com o Sesi, para qualificar produtores culturais na proposição de projetos e captação de recursos com as empresas. A expectativa é que as ações na Região Norte sejam sentidas já em 2026, e os da região Centro-Oeste em 2027. A pasta deve realizar ainda uma pesquisa voltada à Lei Aldir Blanc, segundo a ministra. Não há data prevista.
14 de janeiro de 2026
A segunda quinzena de janeiro traz diversos processos seletivos em Mato Grosso. As vagas são para todos os níveis de escolaridade e os salários podem chegar a R$ 35 mil. As oportunidades aparecem em prefeituras por todo o estado, além de vagas nos âmbitos estaduais e federais. Confira a lista de oportunidades. Conselho de Educação Física (CREF) da 17ª Região Vagas: 5. Cargos: Auxiliar Administrativo. Salário: R$ 2.329,75, além de benefícios. Inscrições: 15 a 19/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPE-MT) Vagas: 30. Cargos: Defensor Público de Primeira Classe. Salário: R$ 35.659,85. Inscrições: até 28/01/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 350,00. Prefeitura de Campo Novo do Parecis Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Professor Pedagogia, Professor de Arte, Professor de Educação Física, Professor de Letras/Inglês, Professor de Matemática, Professor de Geografia, Professor de História, Professor de Ciências Biológicas, Assistente Social, Psicólogo, Nutricionista, Agente Educacional Infantil e Técnico de Apoio Educacional. Salário: R$ 4.331,90 a R$ 6.268,16. Inscrições: 26/01 a 05/02/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 75,00 a R$ 90,00. Prefeitura de Carlinda Vagas: 135. Cargos: Motorista CNH A/B (3 vagas), Motorista CNH D/E (5 vagas), Motorista de Transporte Escolar CNH D/E (12 vagas), Operador de Máquinas (3 vagas), Operador de Máquinas Pesadas (3 vagas), Serviços Complementares (20 vagas), Serviços Externos (20 vagas), Assistente Jurídico (1 vaga), Assistente Previdenciário (1 vaga), Auxiliar Administrativo (20 vagas), Auxiliar de Saúde Bucal (2 vagas), Fiscal de Tributos, Fiscal de Vigilância Sanitária, Monitor de Sala (5 vagas), Técnico Administrativo de RH, Técnico Agropecuário (2 vagas), Técnico de Enfermagem (5 vagas), Técnico de Laboratório (1 vaga), Técnico de Vigilância Sanitária, Contador (1 vaga), Enfermeiro (5 vagas), Engenheiro Civil (1 vaga), Farmacêutico/Biomédico (1 vaga), Fisioterapeuta (1 vaga), Fonoaudiólogo (1 vaga), Médico Clínico Geral (1 vaga), Nutricionista (2 vagas), Odontólogo (2 vagas), Procurador Jurídico (1 vaga), Professor de Educação Física (1 vaga), Professor de Pedagogia (12 vagas), Psicólogo (2 vagas) e Psicopedagogo (1 vaga). Salário: R$ 1.518,00 a R$ 15.318,70. Inscrições: 16/01 a 13/02/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 50,00 a R$ 80,00. Prefeitura de Marcelândia Vagas: 36 e cadastro reserva. Cargos: Técnico em Enfermagem (5 vagas), Médico Veterinário (2 vagas), Fonoaudiólogo (1 vaga), Técnico em Raio X (1 vaga), Professor Pedagogo (12 vagas), Professor de Computação (1 vaga), Cuidador de Crianças (10 vagas), Motorista com habilitação D (3 vagas), Merendeira (1 vaga), Assistente Social, Psicólogo, Fisioterapeuta, Cirurgião Dentista, Nutricionista, Técnico Agrícola, Zelador, Vigia, Auxiliar de Serviços Gerais, Engenheiro Florestal, Técnico Agropecuário, Técnico de Informática, Operador de Motoniveladora, Operador de PC 200, Coletor de Lixo, Professor de Educação Física, Professor de Matemática, Professor de Letras - Português, Farmacêutico, Bibliotecário, Técnico Administrativo, Assistente Administrativo e Educador Físico. Salário: R$ 1.686,23 a R$ 4.147,96. Inscrições: até 15/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Nova Santa Helena Vagas: 14 e cadastro reserva. Cargos: Auxiliar de Manutenção de Infraestrutura, Auxiliar de Serviços Gerais, Gari, Merendeira/Cozinheira, Motorista, Operador de Máquinas Leves, Pedreiro, Vigia, Agente Administrativo I, Auxiliar de Professor da Educação Básica, Auxiliar de Saneamento, Recepcionista, Agente Administrativo II, Agente Comunitário de Saúde, Agente de Combate às Endemias, Técnico Químico, Assistente Social, Enfermeiro, Fisioterapeuta e Professor Pedagogo (14 vagas). Salário: R$ 2.732,93 a R$ 5.138,90. Inscrições: até 26/01/2025. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Novo São Joaquim Vagas: 52. Cargos: Motorista (4 vagas), Motorista II (1 vaga), Agente de serviços gerais (coletor de lixo) (5 vagas), Agente de Serviços Gerais (faxineira) (9 vagas), Operador de Escavadeira Hidráulica (1 vaga), Operador de Motoniveladora (2 vagas), Operador de Retroescavadeira (1 vaga), Operador de Pá Carregadeira (2 vagas), Operador de Trator (3 vagas), Cuidador do Idoso (6 vagas), Cuidador do Menor (4 vagas), Agente de serviços gerais (merendeira) (3 vagas), Agente de serviços gerais (cozinheira) (3 vagas), Agente de serviços gerais (gari) (6 vagas) e Psicólogo (2 vagas). Salário: R$ 1.518,00 a R$ 4.512,34. Inscrições: 15/01 a 04/02/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Poxoréo Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Advogado, Agente Comunitário de Saúde (PSF 1), Agente Comunitário de Saúde (PSF 2), Agente Comunitário de Saúde (PSF 3), Agente Comunitário de Saúde (PSF 4), Agente Comunitário de Saúde (Alto Coité), Agente Comunitário de Saúde (Aparecida do Leste), Agente Comunitário de Saúde (Jarudore), Agente Comunitário de Saúde (Joanesburgo), Agente Comunitário de Saúde (Mártires dos Carajás), Agente Comunitário de Saúde (Santo Antônio da Aldeia), Agente Comunitário de Saúde (Pontal da Areia), Agente Comunitário de Saúde (Alminhas), Agente Comunitário de Saúde (João de Barro), Agente Comunitário de Saúde (Tietê), Agente Comunitário de Saúde (Buritis I), Agente Comunitário de Saúde (Buritis II), Agente Comunitário de Saúde (Vale dos Sonhos), Agente Comunitário de Saúde (Vale Verde dos Sonhos), Agente Comunitário de Saúde (Vale Verde I), Agente Comunitário de Saúde (Vale Verde II), Agente Comunitário de Saúde (Nova Primavera), Agente Comunitário de Saúde (Bela Vista), Agente Comunitário de Saúde (Nova Poxoréu), Agente Comunitário de Saúde (São Benedito), Agente Comunitário de Saúde (Comunidade São Benedito Toca do Jacaré), Agente Comunitário de Saúde (Fundo da Tami), Agente Comunitário de Saúde (Comunidade São Miguel), Agente Comunitário de Saúde (Jardim Araçá), Agente Comunitário de Saúde (Fumas), Agente Administrativo, Agente Administrativo Nova Poxoréu, Agente de Endemias, Arquiteto, Auxiliar de Dentista, Auxiliar de Topografia, Assistente Social, Atendente de PSF, Bibliotecário, Biomédico, Bioquímico Farmacêutico, Cadastrador de Regularização Fundiária, Controlador Interno, Eletricista, Encanador, Enfermeiro, Enfermeiro Nova Poxoréu, Enfermeiro Ponto Atendimento, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Civil, Fiscal Sanitário, Fisioterapeuta, Leiturista Cadastrista, Médico, Mecânico, Motorista de Ambulância, Motorista Categoria D Distrito de Aparecida do Leste, Motorista Categoria D Distrito de Paraíso do Leste, Motorista Categoria D Distrito de Jarudore/Joanesburgo, Motorista Categoria D Distrito de Nova Poxoréu, Motorista Categoria B Sede, Motorista Categoria D Sede, Motorista Categoria D Zona Rural, Nutricionista, Odontólogo, Operador de Máquinas: Escavadeira Hidráulica, Operador de Máquinas: Pá Carregadeira, Operador de Máquinas: Trator de Pneus, Operador de Rolo Compactador, Operador de Máquinas: Motoniveladora, Orientador Social, Psicólogo Educacional, Psicólogo Clínico, Técnico em Enfermagem, Técnico de Enfermagem Pronto Atendimento, Técnico em Enfermagem Aparecida do Leste, Técnico em Enfermagem Paraíso do Leste, Técnico em Enfermagem Nova Poxoréu, Técnico em Analises Clinicas, Topografo, Vigilante sede, Vigilante Nova Poxoréu e Vigilante Distrito de Jarudore. Salário: R$ 1.610,17 a R$ 7.115,06. Inscrições: até 27/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Santa Carmen Vagas: 3. Cargos: Agente de Serviços Gerais, Agente de Manutenção Urbanista, Vigilância e Controle de Acesso, Operador de Máquinas Pesadas - Nova Geração (2 vagas), Psicólogo (1 vaga), Professor de Ensino Fundamental II - Português e Professor de Ensino Fundamental II - Inglês. Salário: R$ 1.621,00 a R$ 5.916,26 (no caso dos cargos de Professor, é R$ 40,14 por hora-aula). Inscrições: 14 a 27/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Sapezal Vagas: 8. Cargos: Motorista de Veículos Pesados (1 vaga), Motorista de Veículos Leves (3 vagas) e Operador de Máquinas Pesadas (4 vagas). Salário: R$ 3.361,94 a R$ 4.499,86. Inscrições: até 02/02/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 55,00. Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade Vagas: 55. Cargos: Agente administrativo (1 vaga), Eletricista Predial (1 vaga), Motorista de veículo pesado (6 vagas), Borracheiro (1 vaga), Vigia (4 vagas), Serviço braçal (18 vagas), Gari (8 vagas), Recepcionista (1 vaga), Lavador Automotivo (1 vaga), Almoxarife (1 vaga), Zelador de pátio (1 vaga), Pedreiro (1 vaga), Mecânico (2 vagas), Operador de Escavadeira hidráulica (2 vagas), Operador de Retroescavadeira (2 vagas), Operador de Pá carregadeira (2 vagas) e Operador de Moto-niveladora (3 vagas). Salário: R$ 1.735,18 a R$ 3.749,79. Inscrições: Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Secretaria de Estado da Fazenda do Mato Grosso (SEFAZ-MT) Vagas: 30. Cargos: Fiscal de Tributos Estaduais (FTE). Salário: R$ 32.971,87 Inscrições: até 27/01/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 250,00. Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Vagas: 116. Cargos: Para provimento e remoção. Salário: Conforme legislação específica. Inscrições: 14/01 a 13/02/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 450,00. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Cuiabá Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Professor Substituto na área de Nutrição. Salário: R$ 4.326,60 e R$ 8.058,29. Inscrições: 02 a 06/02/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Araguaia Vagas: 1. Cargos: Professor Substituto na área de Educação Física/Ginástica Geral e Dança Estágio Supervisionado. Salário: R$ 4.326,60 e R$ 8.058,29. Inscrições: 22 a 24/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) Vagas: 2 e cadastro reserva. Cargos: Professor Substituto (Enfermagem - 1 vaga), Medicina - 1 vaga, Administração Geral, Teoria Econômica, Engenharia Agrícola e Ambiental, Engenharia Mecânica, Zootecnia, Matemática, Biologia Geral, Computação, Organização e Recuperação da Informação, Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Libras e Análise Experimental do Comportamento. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: até 31/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) Vagas: 18. Cargos: Professor do Magistério Superior: Agronomia / Fitotecnia, Anatomia Animal e Patologia Animal, Língua Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa, Matemática / Ensino de Matemática / Educação Matemática, Ciências da Computação / Redes de Computadores e Sistemas Operacionais, Estatística Computacional, Matemática Discreta Computacional e Álgebra Linear Computacional para Ciência de Dados, Teoria Econômica e Desenvolvimento, Ciências Contábeis, Biologia Celular / Histologia / Embriologia, Anatomia Humana, Terapia Ocupacional, Clínica Médica (2 vagas), Patologia Humana, Genética Humana e Médica e Saúde Coletiva (2 vagas). Salário: R$ 4.326,60 a R$ 13.288,85. Inscrições: até 31/01/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 380,00.
Por Gazeta Digital 14 de janeiro de 2026
Polícia Civil está nas ruas, na manhã desta quarta-feira (14), cumprindo 471 mandados judiciais, sendo 225 de prisão, durante a megaoperação Cartório Central. O objetivo é desarticular uma facção criminosa voltada à prática de tráfico, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial em Primeira do Leste e região. As ordens são cumpridas em Mato Grosso e outros 5 estados.  Conforme as informações divulgadas pela assessoria de imprensa do órgão, além das 225 prisões, as equipes cumprem ainda 225 buscas e apreensões e 21 bloqueio e indisponibilidade de valores. Há alvos também nos estados do Acre, Pará, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A investigação começou há pouco mais de um ano e foi conduzida pela Divisão de Entorpecentes da Delegacia de Primavera do Leste. Foi possível identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região. O grupo atuava de forma estruturada, mantendo um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas, além da organização do comércio de entorpecentes e da imposição de regras internas, com indícios de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa. Empréstimos e juros abusivos Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico de drogas eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas também para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos. O mecanismo utilizado pela facção se enquadra no crime de usura pecuniária, previsto no artigo 4º da Lei nº 1.521/1951, que tipifica a cobrança de juros ou comissões sobre dívidas em dinheiro superiores ao limite legal. O esquema era supervisionado por membros de maior escalão, identificados como responsáveis externos pelo financiamento ilegal. As cobranças contavam com o respaldo do “quadro de disciplina” da facção, que articulava represálias e até sequestros contra agiotas independentes. O delegado Rodolpho Bandeira, responsável pelas investigações, ressaltou que elas continuam e que todo o material apreendido será analisado para subsidiar novos procedimentos, identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos integrantes da organização. “A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, disse o delegado.
Por Gazeta Digital 14 de janeiro de 2026
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu uma ampla revisão das condições da concessão da Energisa-MT e cobrou investimentos robustos na infraestrutura energética do estado. Segundo ele, a renovação do contrato, prevista para 2027, deve estar atrelada a metas claras de modernização da rede e melhoria da qualidade do serviço. De acordo com Sérgio Ricardo, a deficiência no fornecimento de energia tem afastado indústrias e comprometido o crescimento regional. “Em Cuiabá, por exemplo, no Distrito Industrial, a energia elétrica é de péssima qualidade. Poucos municípios contam com rede trifásica. Sem isso, nenhuma indústria se instala. E sem industrialização não há geração de empregos, nem desenvolvimento”, afirmou. O conselheiro ressaltou ainda que a precariedade do sistema amplia as desigualdades entre as regiões mato-grossenses. “A ausência de uma rede elétrica compatível com as necessidades do estado impacta diretamente o atraso produtivo. A concessionária de energia tem grande responsabilidade no fato de Mato Grosso seguir com baixa industrialização”, pontuou. Em 2025, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um termo que autoriza a renovação dos contratos de distribuição por mais 30 anos, abrangendo concessionárias com vencimento entre 2025 e 2031. Apesar de incluir exigências como melhoria dos indicadores de continuidade, fortalecimento das redes e satisfação dos consumidores, a proposta vem sendo alvo de críticas. Mato Grosso possui cerca de 1,56 milhão de unidades consumidoras e registra a terceira tarifa média mais alta do país, chegando a R$ 1.048 por megawatt-hora (MWh), conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Um estudo do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT) reforça o diagnóstico de que a má qualidade da energia tem sido um dos principais obstáculos ao avanço econômico do estado. Nesta semana, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encaminhou ao Ministério de Minas e Energia (MME) um relatório com denúncias sobre falhas recorrentes no fornecimento. O documento, elaborado a partir de audiências públicas, deve subsidiar a análise do governo federal sobre a renovação da concessão ou a possibilidade de um novo modelo de distribuição. Para Sérgio Ricardo, o debate precisa considerar a carência de linhões e de rede trifásica no interior. “Em três décadas de concessão, a Energisa não conseguiu universalizar o acesso à energia de qualidade em Mato Grosso. É um tema que precisa ser tratado com profundidade e será acompanhado de perto pelo TCE”, garantiu. O conselheiro destacou que as melhorias não se limitam à expansão produtiva, mas envolvem também o combate às desigualdades regionais e a melhoria da qualidade de vida da população. “Temos que pensar o futuro de Mato Grosso, um estado rico que se torna cada vez mais pobre. O único caminho é promover crescimento e desenvolvimento, de forma que todos os municípios sejam alcançados”, concluiu.
Por Gazeta Digital 14 de janeiro de 2026
Um ônibus de viagem, que fazia rota Sinop-Cuiabá, tombou na madrugada desta quarta-feira (14), na BR-163, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá). Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer os passageiros que ficaram feridos. Seis pessoas estão em estado grave. De acordo com as informações apuradas pelo , passava da 1h30 quando as equipes foram acionadas para atender a ocorrência no km 678 da rodovia. O chamado relatou que um ônibus de viagem capotou na via. Quando a equipe chegou, encontrou a cena final do acidente. O ônibus contava com 26 passageiros. Na tiragem, os socorristas priorizaram o atendimento de 10 vítimas feridas. Dessas, 6 estavam com ferimentos graves, como lesões e traumas. Outras 4 tiveram lesões diversas classificadas como superficiais. Todos foram encaminhados para o Hospital São Lucas. Não há, até o momento, informações sobre o que causou o acidente. O caso segue sob investigação.
Por RepórterMT 13 de janeiro de 2026
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criou um setor específico para monitorar obras públicas, convênios e entregas do Estado, e evitar paralisações. A medida consta no novo regimento interno da Casa Civil, aprovado por meio do Decreto nº 1.813, de 12 de janeiro de 2026, publicado no Diário Oficial do Estado de hoje (13). Conforme o decreto, o setor ficará sob responsabilidade da Unidade de Controle e Monitoramento de Governo, vinculada à Casa Civil. Entre as competências do setor está o monitoramento das informações registradas no Sistema Registro de Entregas e Parcerias – Entregas MT, garantindo cobertura, confiabilidade e atualização dos dados, além de acompanhar a tramitação dos processos de contratação relacionados às entregas do governo, especialmente aquelas classificadas como prioritárias. Também está entre as atribuições o monitoramento dos processos de contratação de tecnologia da informação de maior impacto e interesse do Gabinete do Governador, bem como o monitoramento do gerenciamento de intervenções, com a finalidade de minimizar a ocorrência de obras paralisadas. O regimento prevê a realização de análises de desempenho das entregas e indicadores de governo. A articulação com órgãos e entidades para o aperfeiçoamento de sistemas informatizados e projetos de business intelligence (BI) também faz parte das atividades do novo setor. O decreto entra em vigor na data de sua publicação.