Gaeco interroga vereadores de Várzea Grande em inquérito sobre propina, cárcere privado e plano para derrubar prefeita
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) avançou na investigação que apura um suposto esquema de corrupção e crimes violentos nos bastidores da eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. Conforme apuração do RepórterMT, na semana passada, os vereadores que compuseram a base de apoio à reeleição do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB) foram interrogados. O procedimento corre sob sigilo e é conduzido diretamente pelo coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça Adriano Roberto Alves.
A investigação do Gaeco foca em um procedimento investigatório instaurado para apurar a conduta de Wanderley Cerqueira e de outros 11 parlamentares pelos crimes de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção ativa e cárcere privado.
MEIO MT FAZ
Conforme a denúncia anônima, o grupo vitorioso teria promovido o "confinamento" de vereadores em uma chácara no distrito da Guia, de propriedade do vereador Dr. Miguel (Cidadania), onde seguranças armados vigiavam os parlamentares e grandes volumes de dinheiro em espécie teriam sido usados para comprar os votos necessários para garantir a vitória da Chapa 1 por 12 votos a 11.
De acordo com a denúncia, o controle do Legislativo seria o início de um processo de cassação contra a prefeita Flávia Moretti (PL). Como o vice-prefeito Tião da Zaeli renunciou ao cargo em março, o presidente da Câmara assumiria o comando do município em caso de queda da gestora.
Os depoimentos colhidos na semana passada também tentam mapear o rastro de um "pré-acordo de propinas" ligado à bilionária privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande.
STF anulou eleição
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a anulação da eleição que havia reconduzido Wanderley Cerqueira para o biênio 2027/2028.
Acionado pelo vereador Bruno Lins Rios (PSB), líder da prefeita, o ministro barrou a manobra de Cerqueira por violar frontalmente o marco temporal da Suprema Corte, já que a votação foi adiantada em sete meses, ferindo os princípios constitucionais da contemporaneidade.
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Agora caberá à própria Câmara Municipal de Várzea Grande fazer as adequações internas e convocar uma nova eleição.
Candidatos
Entre os candidatos à presidência da Mesa Diretora está o próprio presidente Wanderley Cerqueira, que representa a Chapa 1 e tenta a recondução ao cargo. Ele é um dos principais opositores da gestão da prefeita Flávia Moretti e vem sendo acusado de tentar derrubá-la do cargo “no tapetão”.
Outro candidato à Presidência da Mesa Diretora é o vereador Lucas Chapéu do Sol (PL), aliado de Flávia Moretti e representante da Chapa 2.










