Emanuel Pinheiro tenta acordo para se livrar de processo que apura desvio de dinheiro da ALMT

RepórterMT • 26 de junho de 2026

O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) quer firmar um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) no processo decorrente da Operação Déjà Vu, que investigou um esquema de uso de “notas frias” que causou um prejuízo de R$600 mil da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), quando ele atuava como deputado estadual, entre os anos de 2012 e 2015.


A informação consta em decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) publicada no último dia 22 de junho.


Na decisão, o desembargador Rui Ramos Ribeiro informou que, além de Emanuel, Ivone de Souza, que também é acusada de envolvimento no esquema, manifestou interesse na celebração do acordo.


Agora, os dois aguardam uma manifestação do Ministério Público.


“Quanto aos demais acusados que manifestaram interesse na celebração de ANPP (Ivone de Souza e Emanuel Pinheiro), aguarde-se a manifestação do Ministério Público”, diz trecho da decisão.


O ANPP é um acordo previsto no Código de Processo Penal que pode ser firmado entre o Ministério Público e investigados ou acusados que preencham os requisitos legais. Entre as condições está a confissão do crime, ou seja, o investigado precisa admitir a prática dos fatos apontados pela acusação, além de cumprir outras obrigações definidas pelo MP, como devolução dos valores e pagamento de multa.


O acordo pode evitar o prosseguimento da ação penal.


Operação Déjà Vu


Emanuel Pinheiro é réu na ação que teve origem na Operação Déjà Vu, deflagrada para investigar o esquema de desvio de recursos públicos da ALMT por meio de notas fiscais falsas.


Além de Emanuel, são réus no processo o deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho); os ex-deputados estaduais José Antônio Gonçalves Viana (Zeca Viana), José Geraldo Riva e Wancley Charles Rodrigues de Carvalho; e os servidores e empresários Hilton Carlos da Costa Campos; Vinícius Prado Silveira; Geraldo Lauro; Ivone de Souza; Renata do Carmo Viana Malacrida; Tschales Franciel Tschá; Camilo Rosa de Melo e Ricardo Adriane de Oliveira.


Segundo a denúncia do Ministério Público, o esquema teria ocorrido entre 2012 e 2015. A acusação aponta que parlamentares utilizavam notas fiscais emitidas por empresas investigadas para justificar gastos e receber valores da verba indenizatória, causando um prejuízo aproximado de R$ 600 mil aos cofres públicos.


Conforme o MP, Hilton e Vinícius Prado Silveira seriam responsáveis pela criação e utilização das seguintes empresas para emissão das notas fiscais: G.B. de Oliveira Comércio ME; H.C. da Costa Campos e Cia Ltda ME; V.P.S. Comércio ME; V.H. Alves Comércio ME.


A acusação afirma que as empresas eram usadas para emitir documentos fiscais que simulavam despesas dos parlamentares, permitindo a prestação de contas de gastos que, segundo o MP, não teriam ocorrido ou não corresponderiam aos valores apresentados.


Segundo o Ministério Público, Hilton e Vinícius emitiam as notas fiscais, enquanto parlamentares teriam utilizado os documentos para justificar o recebimento da verba indenizatória. Servidores da Assembleia também foram apontados como participantes por supostamente auxiliarem nos procedimentos administrativos dos gabinetes.


Os crimes atribuídos na denúncia ao grupo são peculato, que consiste no desvio de recursos públicos, associação criminosa e supressão de documentos.

A denúncia foi apresentada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (NACO Criminal) em 26 de fevereiro de 2019

Por Gazeta Digital 10 de agosto de 2026
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) multou em R$ 4.077.473,08 a empresa Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável pela pavimentação da rodovia estadual MT-170, entre Colniza e Castanheira. A má qualidade do serviço prestado ganhou destaque após vistoria do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontar que o asfalto estava esfarelando. Conforme o documento publicado no Diário Oficial, nesta segunda (10), o processo administrativo instaurado decidiu pela aplicação de multa moratória no valor de R$ 656.616,98. Além disso, foram aplicados mais R$ 3.511.820,10 por multa compensatória. A decisão prevê, ainda, a rescisão unilateral do contrato e a proibição do consórcio de ser contratado ou participar em licitações do governo do Estado pelo período de dois anos. Além disso, será emitida a declaração de inidoneidade, que impede a empresa de participar de qualquer certame nas três esferas do serviço público por até seis anos. Por fim, a empresa vai ter que ressarcir integralmente o erário público pelos prejuízos decorrentes da “execução defeituosa do contrato”. Asfalto em destaque Em junho, a situação da rodovia ganhou os holofotes da imprensa do estado depois de uma fiscalização do TCE mostrar que o asfalto tinha trechos destruídos menos de um ano após a sua entrega pelas autoridades. Em um dos trechos mais críticos, foram pagos cerca de R$ 130 milhões pelo Governo do Estado, e a pista já estava “esfarelando” no momento da vistoria. Na época, o presidente do TCE, conselheiro Sergio Ricardo, convocou todas as empresas envolvidas nos diferentes trechos da via para prestar esclarecimentos. A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar o processo de pavimentação. A obra tinha duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, indo do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.
Por RepórterMT 10 de agosto de 2026
A chapa dos 25 candidatos oficializada pelo Podemos para disputar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) soma expressivos R$ 68.214.228,84 em patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  Sob o comando do presidente, deputado Max Russi, o partido construiu uma das chapas mais musculosas do pleito de 2026, mesclando grandes produtores rurais, empresários, deputados em busca de reeleição e lideranças regionais. O topo do ranking financeiro do partido pertence ao produtor rural Carlos Kan , que informou R$ 15,94 milhões em ativos, montante puxado por maquinários agrícolas de alta tecnologia, frota pesada e um terreno urbano avaliado em R$ 12,25 milhões. A segunda colocação é da advogada Karen Rocha , que registrou R$ 8,24 milhões ao TSE, com destaque para uma residência de R$ 5,6 milhões em Tangará da Serra. Em terceiro lugar aparece o empresário Ubiratan Ferreira da Silva, o Bira , com R$ 6,13 milhões em imóveis urbanos e prédios comerciais. Presidente estadual do Podemos e candidato à reeleição, Max Russi declarou R$ 5,77 milhões em bens, grupo que engloba quotas empresariais, investimentos e imóveis rurais. Outros nomes também somam valores significativos, como Geovane Gamba (R$ 3,77 milhões), Adelcino Lopo (R$ 3,36 milhões), Janailza Taveira (R$ 2,77 milhões), Professor Allan Kardec (R$ 2,04 milhões), Fabinho Tardin (R$ 1,92 milhão), Scheila Pedroso (R$ 1,92 milhão) e Ulysses Moraes (R$ 1,91 milhão). Em contrapartida à força econômica da maior parte do grupo, três dos 25 candidatos da legenda formalizaram disputas declarando patrimônio zerado perante a Justiça Eleitoral: Joize Marques , Marcos Paulista e o ex-deputado Mauro Savi . Confira abaixo o patrimônio de cada um dos 25 candidatos do Podemos à ALMT: Carlos Kan: R$ 15.949.807,26 Karen Rocha: R$ 8.245.000,00 Bira: R$ 6.139.274,80 Max Russi: R$ 5.772.757,00 Geovane Gamba: R$ 3.779.743,97 Adelcino Lopo: R$ 3.366.523,60 Janailza Taveira: R$ 2.772.900,00 Professor Allan Kardec: R$ 2.047.749,84 Fabinho Tardin: R$ 1.924.923,96 Scheila Pedroso: R$ 1.923.653,37 Ulysses Moraes: R$ 1.911.673,12 Rafael Machado: R$ 1.607.346,70 Gustavo Bang: R$ 1.090.000,00 Celso Banazeski: R$ 929.643,51 Meraldo Sá: R$ 905.000,00 Salete Bergamin: R$ 644.964,55 Beto Dois a Um: R$ 569.000,00 Alex Rodrigues: R$ 358.882,42 Valdeniria Dutra: R$ 350.000,00 Sargento Casarin: R$ 179.754,73 Alessandra Ferreira: R$ 128.131,00 Priscila Dourado: R$ 60.000,00 Joize Marques: R$ 0,00 Marcos Paulista: R$ 0,00 Mauro Savi: R$ 0,00
Por Agência Brasil 10 de agosto de 2026
A Região Centro-Oeste amanheceu nesta segunda-feira (10) com alerta laranja de perigo para variação da umidade relativa do ar entre 20% e 12%. A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso vale para uma região que se estende do sudeste mato-grossense, passando por grande parte de Goiás, do Distrito Federal, sul do Tocantins até o noroeste de Minas Gerais e Vale do São Francisco na Bahia. Na região, os termômetros têm mínima prevista de 15°C em Brasília, e máxima de 38°C em Cuiabá. O Inmet orienta beber bastante líquido; evitar atividades físicas; evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia; usar hidratante para pele; e umidificar o ambiente. Mais informações podem ser obtidas junto à defesa civil (telefone 199) e ao corpo de bombeiros (telefone 193). No sudeste de Mato Grosso do Sul, leste de São Paulo e em grande parte do estado do Paraná o alerta amarelo é de perigo para chuvas e queda de granizo, com ventos que podem atingir até 60 quilômetros por hora (km/h). Ainda segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, de estragos em plantações, de queda de galhos de árvores e de alagamentos. “Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada”, alertou o órgão. Na cidade de São Paulo, as temperaturas devem permanecer amenas, com mínima prevista de 14°C, enquanto o centro-norte da Região Sudeste apresenta elevação das temperaturas, com máximas de 34°C em Belo Horizonte. No Sul, são esperadas muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. Há possibilidade de geada no sul do Rio Grande do Sul. De acordo com o Inmet, a previsão é de frio, com mínima de 3°C em Curitiba, onde a máxima não deve passar de 11°C. Em Porto Alegre, a máxima permanece abaixo de 16°C. Na Região Norte do país, a previsão é de muitas nuvens, com chuva no Acre e oeste do Amazonas. Também há possibilidade de chuva isolada em Rondônia, no leste do Amazonas, Roraima, norte do Pará e Amapá. Com altas temperaturas, os termômetros devem marcar mínima de 22°C em Rio Branco e Palmas, e a temperatura máxima pode chegar a 38°C em Palmas. No Nordeste a segunda-feira terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada no centro-norte do Maranhão, Piauí, Ceará, norte e leste do Rio Grande do Norte, leste da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e nordeste de Sergipe. A mínima prevista é de 21°C em Teresina, e a máxima pode chegar a 37°C.
Por RepórterMT 10 de agosto de 2026
A definição do candidato a vice-governador na chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL) virou um autêntico nó cego. Depois de uma sucessão de idas e vindas na composição da chapa majoritária, o nome do empresário Reinaldo Morais, conhecido como "Rei do Porco", voltou a ganhar força nos bastidores como uma espécie de "plano C" ou cartada caseira do próprio PL para pacificar a legenda. A movimentação expõe o desgaste interno gerado pelas tentativas anteriores. Inicialmente, o posto de vice era tratado como certo para o empresário Marcelo Maluf (Novo), escolha feita pelo próprio Wellington para selar a aliança com a legenda liberal. No entanto, o candidato mudou de ideia e indicou o médico Alencar Farina (PL), movimento que irritou Maluf e gerou uma crise aberta dentro da ala mais conservadora do partido. A reação contra Farina foi imediata. A militância bolsonarista desenterrou o histórico do médico, que acumula passagens pelo PT, incluindo uma disputa como vice-prefeito de Cuiabá em 2004 na chapa do petista Alexandre César e disputas para vereador e prefeito sob a bandeira de esquerda. A escolha trouxe de volta a pecha de "melancia" (verde por fora, vermelho por dentro) que paira sobre Wellington. É exatamente nesse cenário de crise que o nome de Reinaldo Morais ressurge como alternativa no tabuleiro. Filiado ao PL em 2022 a convite do próprio Wellington, o "Rei do Porco" tem perfil ligado ao agronegócio e atua no setor produtivo. Embora tenha tido uma votação modesta na disputa ao Senado em 2020, o empresário é visto por aliados como uma opção sem os "vícios" ou pontes com a esquerda que marcaram a opção anterior.
Por Redação - FatoCapital 10 de agosto de 2026
O Grupo Flecha, que atua nos setores de transporte rodoviário, extração de calcário e pecuária, teve a recuperação judicial deferida pelo juiz da Vara de Recuperações Judiciais e Falências de Cuiabá. Integram o grupo seis produtores rurais, três empresas de transporte e uma de calcário. Na pecuária, a atuação começou há mais de quarenta anos, e é desenvolvida em duas propriedades rurais nas cidades de Tangará da Serra e Brasnorte, com área total de aproximadamente 3 mil hectares, todas destinadas à pecuária de cria e recria. No setor de transportes, que teve seu início há mais de vinte anos, as três empresas são sediadas em Tangará da Serra e tem como foco o setor de transporte de calcário, pedras, terra, dentre outros, sendo a grande maioria em caminhões caçamba. Juntas, formam um dos maiores conglomerados do setor do transporte da região de Tangará. Já no ramo da mineração, trata-se de uma empresa situada em Porto Estrela, adquirida pelo grupo em 2023 e que comercializa calcário e pedras e tem como principais parceiras as próprias transportadoras. A dívida indicada pelo grupo é de pouco mais de 128 milhões de reais, dividida entre diversos bancos públicos e privados, cooperativas de crédito, fornecedores de peças, serviços e insumos agrícolas, outras transportadoras e credores trabalhistas. As justificativas da crise foram diversas. Conforme relatado pelo grupo, a pecuária está instável nos últimos 5 anos, devido a fatores como oscilação do preço do gado, imposição de baixa lucratividade por parte dos frigoríficos, estiagens e secas entre 2022 e 2024 e aumento dos insumos agrícolas a partir de 2023. A empresa de calcário teve prejuízos em razão da negativa injustificada da concessionária de energia em enquadrá-la na condição industrial, tendo que arcar com alta despesa no fornecimento deste serviço, bem como alega que o valor do calcário caiu mais de 50% nos últimos dois anos, tendo em vista o aumento da concorrência e a desvalorização do calcário. No setor de transportes, o grupo disse que o preço do frete reduziu severamente nos anos mais recentes, e que o preço de peças e do combustível elevou excessivamente, prejudicando muito a possibilidade de obter um faturamento sólido. Quando iniciou a instabilidade financeira, o grupo sustenta que fez renegociações com diversos credores, porém em todas foi exigido o reforço de garantias, a substituição da modalidade das garantias, a elevação dos encargos e o desembolso de valores altos, o que acabou virando uma bola de neve. Com o atraso até das repactuações, os credores passaram a cobrá-los pela via judicial, atingindo bens como busca e apreensão de caminhões, o que tornou insustentável a situação sem a busca de uma proteção. “Alegam que a crise econômico-financeira decorre da elevação dos custos operacionais, restrição de crédito, aumento das taxas de juros, comprometimento do fluxo de caixa e elevado endividamento, circunstâncias que inviabilizaram o cumprimento regular de suas obrigações”, diz trecho da decisão. Quando foi feito o pedido de recuperação judicial, o magistrado determinou a realização de uma perícia prévia, cujo profissional analisou a documentação do processo e visitou as empresas e as fazendas. Segundo consta da decisão, “verifica-se que a documentação apresentada satisfaz integralmente as exigências previstas nos arts. 48 e 51 da Lei nº 11.101/2005, conclusão que, inclusive, foi expressamente corroborada pelo Laudo de Constatação Prévia, o qual atestou a regularidade documental, o efetivo exercício das atividades e a aptidão das requerentes para o processamento da recuperação judicial”. Tendo em vista que o grupo possui cerca de cem conjuntos de carretas, imóveis, máquinas e implementos agrícolas, o magistrado reconheceu que todos esses bens são essenciais para a manutenção das atividades do grupo, proibindo os credores de retirarem dos devedores pelo período de até um ano: “No caso, restou demonstrado que as atividades exercidas pelas requerentes são operacionalmente integradas, envolvendo a exploração pecuária, a extração mineral e o transporte rodoviário de cargas, de modo que a essencialidade deve ser aferida em relação aos bens diretamente empregados nessas atividades. Assim, devem ser considerados essenciais os imóveis utilizados na exploração econômica, as máquinas e equipamentos empregados na mineração e na atividade agropecuária, bem como os veículos de carga, cavalos mecânicos, semirreboques, reboques e demais implementos rodoviários destinados à execução dos serviços de transporte desenvolvidos pelas empresas integrantes do grupo, desde que efetivamente vinculados à atividade empresarial”. Segundo o juiz, esses bens ativos não representam meros elementos patrimoniais, mas constituem instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento da atividade produtiva, sendo certo que sua retirada comprometeria a continuidade das operações, a geração de receitas e, por conseguinte, a própria finalidade da recuperação judicial, consistente na preservação da empresa, dos empregos e da função social da atividade econômica. Com o deferimento da recuperação judicial, foi concedido um período de 180 dias de proteção ao grupo, que pode ser prorrogado, para que as ações que possui a seu desfavor sejam suspensas, possibilitando uma reorganização interna. Foi determinado ao grupo a apresentação de um plano de pagamento aos credores dentro do prazo de 60 dias, além de ter sido nomeado uma empresa de administração judicial para acompanhar o processo e fiscalizar as empresas.
Por RepórterMT 10 de agosto de 2026
O empresário Franck Borges Soares, de 41 anos, morreu na tarde desse domingo (9), após passar mal durante um passeio de celebração ao Dia dos Pais, no Rio Juruena, em Juína (a 730 km de Cuiabá).  Ele era proprietário da empresa BF Agronegócio e casado com Bruna Letícia, suplente de vereadora no município. Informações locais apontam que Franck estava comemorando o Dia dos Pais com a família quando começou a passar mal. Pessoas que estavam no local realizaram manobras de reanimação, mas ele não resistiu e morreu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia. O velório acontecerá hoje (10), na Capela Mortuária Ministério da Esperança, localizada no bairro São José Operário. O local de sepultamento ainda não foi divulgado.
Por AgênciaBrasil 10 de agosto de 2026
Vai até o dia 20 deste mês o prazo para o eleitor solicitar a habilitação para votar em trânsito nas eleições de outubro. A solicitação pode ser feita pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet ou nos cartórios eleitorais em todo o país. O voto em trânsito permite ao eleitor votar fora de sua cidade no dia do pleito. Se optar pela solicitação eletrônica, o eleitor deve clicar no menu "Fazer Transferência temporária do local de votação". Em seguida, deve preencher seus dados, consultar os locais com vagas disponíveis e seguir os comandos da página. No caso de atendimento presencial, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo. Regras O eleitor que optar pelo voto em trânsito deve ficar atento às regras para ter acesso ao benefício, que está disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. Quem estiver em uma cidade (domicílio eleitoral) localizada no mesmo estado em que mora poderá votar em trânsito para todos os cargos que estarão em disputa: deputado federal, estadual, distrital, governador, senador e presidente da República. Se a solicitação for para uma cidade fora do estado, o eleitor só poderá votar para presidente. O pedido de voto em trânsito pode ser feito para cidades distintas em cada um dos turnos. Alterações ou cancelamentos nas solicitações de voto em trânsito poderão ser feitos até o dia 20 de agosto. Após o prazo, nenhuma alteração poderá ser feita. O eleitor que solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local de votação deverá fazer a justificativa de ausência, que estará disponível por meio do aplicativo e-Título. Exterior Eleitor que tem título registrado no exterior poderá solicitar voto em trânsito se estiver de passagem pelo Brasil. Nesse caso, o voto só poderá ser exercido para o cargo de presidente. O eleitor com documento registrado no Brasil não poderá votar em trânsito se estiver fora do país no dia da votação. Eleições O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. O eleitor voltará às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Por Radar Digital 9 de agosto de 2026
As exportações do agronegócio de Mato Grosso do Sul alcançaram o equivalente a R$ 29 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 12,4% sobre igual período do ano passado. Soja e carne bovina lideraram as vendas, enquanto a expansão do etanol de milho ampliou o processamento da produção agrícola dentro do Estado. Os valores das exportações foram convertidos pela cotação de R$ 5,10. Segundo levantamento do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), divulgado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), o volume embarcado entre janeiro e junho chegou a 10,15 milhões de toneladas, alta de 7,9%. O agronegócio respondeu por aproximadamente 96% de tudo o que Mato Grosso do Sul vendeu ao exterior no período. A participação mostra o peso das cadeias agropecuárias, agroindustriais e florestais na geração de receita externa para o Estado. O faturamento cresceu mais do que o volume exportado, indicando melhora no valor médio dos produtos embarcados. O desempenho foi puxado principalmente pela soja e pela carne bovina, que concentraram 55,4% da receita externa do agro sul-mato-grossense. A soja liderou as exportações, com receita de R$ 10,1 bilhões no semestre. O valor aumentou 30,5% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o volume embarcado cresceu 21,4%. O grão respondeu sozinho por 34,8% das vendas externas do agronegócio estadual. A diferença entre o crescimento da receita e o avanço do volume corresponde a uma elevação de aproximadamente 7,5% no valor médio da soja exportada. O resultado ajudou a compensar parte da pressão provocada pela queda dos preços no mercado interno. O desempenho das exportações foi sustentado pelo aumento da produção. Mato Grosso do Sul colheu 16,744 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, crescimento de 19% sobre o ciclo anterior. A produtividade média subiu 16,5% e atingiu 60,4 sacas por hectare. A área cultivada aumentou 2,1%. Os números mostram que a maior parte do crescimento veio do rendimento das lavouras, e não da expansão territorial. O avanço da produção estadual acompanha uma safra brasileira maior. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima crescimento de 5,3% na produção nacional de soja em 2025/26. O aumento do volume, porém, não garante melhora proporcional da renda do produtor. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) projetam queda de 9,18% nos preços da soja e retração de 4,60% no valor bruto da produção da oleaginosa em 2026. Na prática, a maior produtividade ajuda a diluir parte dos custos por hectare, mas o resultado financeiro continua condicionado às cotações, ao custo dos insumos, aos juros, à armazenagem e ao frete. A carne bovina apresentou o maior crescimento entre as principais cadeias exportadoras de Mato Grosso do Sul. A receita chegou a aproximadamente R$ 6 bilhões no primeiro semestre, alta de 47,9% na comparação anual. O volume embarcado aumentou 23,4%, enquanto a proteína respondeu por 20,6% das exportações do agronegócio estadual. A receita cresceu quase o dobro do volume, o que representa uma elevação próxima de 20% no valor médio da carne vendida ao exterior. Esse movimento pode refletir preços internacionais mais elevados e maior participação de cortes de valor superior na pauta exportadora. O desempenho também evidencia a força da demanda externa pela carne brasileira. As vendas cresceram mesmo com redução no número de bovinos abatidos em Mato Grosso do Sul. O total passou de 2,12 milhões de animais no primeiro semestre de 2025 para 2,09 milhões neste ano, queda de 1,6%. A combinação de menos animais abatidos com aumento das exportações indica maior direcionamento da produção ao mercado internacional e melhor remuneração média dos produtos embarcados. No cenário nacional, a bovinocultura de corte foi a única atividade pecuária acompanhada pela CNA e pelo Cepea a apresentar aumento no valor bruto da produção, com alta de 3,49%. A demanda internacional foi apontada como um dos principais fatores de sustentação da cadeia. O avanço da soja e da carne em Mato Grosso do Sul contrasta com a perda de renda registrada pelo agronegócio brasileiro no início do ano. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor recuou 2,01% no primeiro trimestre, depois de interromper, no fim de 2025, uma sequência de resultados positivos. O ramo agrícola caiu 3,62%, pressionado pela desvalorização dos produtos, enquanto o ramo pecuário cresceu 0,70%. A redução dos preços superou os ganhos obtidos com o aumento da produção em diversas atividades. Todos os segmentos que compõem o PIB do agronegócio apresentaram retração. A produção dentro da porteira caiu 4,15%; os insumos recuaram 2,15%; os serviços ligados ao setor diminuíram 1,25%; e a agroindústria apresentou baixa de 1,03%. Além do crescimento das exportações, Mato Grosso do Sul amplia a industrialização do milho. A produção total de etanol deverá alcançar 4,93 bilhões de litros na safra 2025/26, aumento de 12% em relação ao ciclo anterior. O avanço será puxado pelo etanol de milho, cuja produção deverá crescer 33,9%, de 1,59 bilhão para 2,13 bilhões de litros. O combustível produzido a partir da cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável, com redução de 0,33%. Com esse resultado, o milho deverá responder por cerca de 43% de todo o etanol produzido em Mato Grosso do Sul no ciclo. A expansão das usinas cria uma alternativa de comercialização para o cereal e reduz a necessidade de transportar toda a produção por longas distâncias até os portos. A indústria também gera coprodutos destinados à alimentação animal, como os grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDG. Esses produtos podem atender confinamentos, granjas e fábricas de ração, aproximando a produção de milho das cadeias de carne bovina, suína e de aves. No País, a CNA e o Cepea estimam que o valor da produção de biocombustíveis cresça 9,67% em 2026, acompanhado de aumento de 8,49% no volume produzido. A ampliação da capacidade industrial sustenta a expansão do etanol de milho. Os números de Mato Grosso do Sul mostram duas frentes de crescimento. Soja e carne bovina ampliam a receita obtida no mercado internacional, enquanto o etanol de milho aumenta o processamento da matéria-prima dentro do Estado. O desafio é transformar o crescimento da produção e das exportações em renda efetiva. Com preços agrícolas pressionados, o resultado do produtor continuará dependendo do controle dos custos, da disponibilidade de crédito, da capacidade de armazenagem e da eficiência da logística.
Por RepórterMT 9 de agosto de 2026
Termina às 19h do dia 15 de agosto o prazo para os partidos registrarem as candidaturas para as eleições deste ano. Com o fim das convenções partidárias, cujo prazo para realização terminou na quarta-feira (5), agora os partidos devem registrar os candidatos nos tribunais eleitorais.  Para candidatos a presidente e a vice-presidente da República, as solicitações serão feitas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); para senador, deputado federal, governador e vice-governador, deputado distrital e deputado estadual, nos tribunais regionais eleitorais. Dos 30 partidos registrados no TSE, 13 têm candidatos à Presidência da República. Os demais anunciaram apoio a candidatos de legendas diferentes à sua ou declararam neutralidade na corrida presidencial. A decisão pela neutralidade é um sinal de que o partido volta seus esforços para os estados, em um trabalho para ter bancadas significativas nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado. Candidatos a presidente da República confirmados nas convenções nacionais: Augusto Cury (Avante) Clariana Barão (DC) Edmilson Costa (PCB) Flávio Bolsonaro (PL) Hertz Dias (PSTU) Leonardo Avalanche (PRTB) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Renan Santos (Missão) Romeu Zema (Novo) Ronaldo Caiado (PSD) Rui Costa Pimenta (PCO) Samara Martins (UP) Wilson Grassi Júnior (Democrata) Essas candidaturas, no entanto, precisam ser confirmadas com o registro junto ao TSE. Consulta Após registrado, o candidato aparece no sistema do tribunal eleitoral, que pode ser consultado por qualquer cidadão. No sistema DivulgaCand é possível encontrar informações detalhadas sobre todos os candidatos que pediram registro à Justiça Eleitoral, entre as quais as suas contas eleitorais e as dos partidos políticos.
Por Gazeta Digital 8 de agosto de 2026
O feminicídio não encerra a tragédia na perda da vida da mulher, uma vez que, após o crime de gênero, ergue-se uma estatística dolorosa e invisível com os filhos que sobrevivem ao trauma e subitamente se encontram desamparados. Em Mato Grosso, a violência doméstica e familiar continua a fazer vítimas fatais com alto impacto na infância e na adolescência. Diante desse cenário de vulnerabilidade, a atuação do Poder Público e das instituições do sistema de Justiça torna-se o único caminho para reestruturar essas vidas. Segundo o Observatório Calianda, Mato Grosso registrou 512 órfãos de feminicídio nos últimos seis anos. A contagem passou a ser contabilizada em 2020. Caliandra A aprovação da Lei Federal nº 14.717/2023 representou um divisor de águas no país ao instituir uma pensão especial aos dependentes órfãos em razão do feminicídio, voltada a famílias com renda mensal por pessoa igual ou inferior a um salário mínimo. Contudo, em Cuiabá, já se antecipava esse debate nacional por meio do trabalho conjunto da prefeitura e da Secretaria Municipal das Mulheres, com o amparo financeiro já sendo concedido localmente antes da norma federal entrar em vigor. Essa linha de frente de acolhimento está sob tutela da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Defesa das Mulheres. A instituição busca não apenas a garantia de direitos jurídicos, mas o acolhimento humanizado das famílias enlutadas. A defensora pública Rosana Leite Antunes de Barros explica o empenho do órgão em ofertar suporte integral nos momentos mais críticos. “O Núcleo de Defesa das Mulheres recebe, ampara e acolhe os familiares das mulheres vítimas de feminicídio, na tentativa de trazer um alento e respeito nesse momento de dor. Encaminhamos os familiares para o atendimento multidisciplinar e para a assistência social, se necessário for”, afirmou ao . A complexidade do feminicídio extrapola as barreiras do luto. Em uma grande parcela dos casos, o agressor é o próprio companheiro ou ex-companheiro da vítima, muitas vezes também o pai dos menores. “Temos muitas situações de cometimento de feminicídios de companheiro contra a sua companheira, e que possuem prole em comum. Assim, em muitos casos, os filhos e filhas acabam ficando órfãos e órfãs de mãe e pai. A perda da genitora e do genitor inesperadamente e de uma só vez gera traumas sem precedentes socialmente e psicologicamente”, destaca. No campo jurídico e previdenciário, contudo, avanços significativos têm mitigado a burocracia para assegurar a subsistência dos filhos. A defensora destaca que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem concedido a pensão especial de maneira rápida, sem exigir que as famílias aguardem o desfecho do demorado processo criminal. “O agressor ou familiares ligados a ele são impedidos de administrar valores ou benefícios pagos em nome das crianças ou adolescentes. O autor do feminicídio perde o poder familiar, o direito de ter a guarda, sendo considerado indigno de receber herança ou bens da vítima”, explica a defensora. Na prática, a rede familiar materna é a principal referência de acolhimento. “Geralmente essas crianças e adolescentes acabam sendo destinados e destinadas ao cuidado da família materna. Em impossibilidade da família materna, em regra, são identificadas as pessoas com as quais essas crianças e adolescentes possuem mais afinidade, e passam a exercer a guarda ou tutela”, detalha a defensora pública. A efetividade da pensão assistencial tem se mostrado uma ferramenta indispensável para estabilizar os lares que acolhem essas crianças, impedindo que a miserabilidade se some à dor da perda. Segundo acompanhamento do Núcleo de Defesa das Mulheres, os valores têm chegado às mãos de quem realmente necessita. “Esse auxílio tem sido uma política pública de extrema importância para a continuidade da criação e educação dessas crianças e adolescentes. As famílias que acompanhamos pelo Núcleo de Defesa das Mulheres da Defensoria Pública, que estavam dentro dos requisitos para alcançarem o benefício, estão conseguindo fazer uso”, avalia Rosana Leite. Apesar desses avanços, a avaliação da Defensoria Pública aponta para a urgência de dar um salto qualitativo nas respostas estatais. Para além da transferência de renda, é imperativo estruturar uma “Política Nacional de Proteção e Atenção Integral aos Órfãos e às Órfãs do Feminicídio”, capaz de articular diferentes áreas governamentais em uma estratégia permanente de suporte. A proposta abrange o mapeamento nacional dos órfãos, suporte psicológico continuado e apoio educacional da infância até a faculdade. Além disso, prevê a ampliação do auxílio a quem assume a guarda, maior celeridade na proteção patrimonial dos bens da vítima e prioridade para as novas famílias acolhedoras em programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida. Acolhimento e Orientação às Famílias Assumir a criação dos netos ou sobrinhos após a perda trágica de uma mãe é um ato de profundo amor, mas também um desafio gigante para avós, tios e parentes. Para a Defensoria Pública, garantir que esses guardiões não fiquem desamparados é um dever fundamental do Estado. “Reforço que a Defensoria Pública está à disposição para que os familiares e responsáveis pelos órfãos e pelas órfãs dos feminicídios possam buscar os respectivos direitos. O amparo a essas crianças e adolescentes por familiares e outros responsáveis é um múnus de extremo valor. Assim, essas pessoas que desempenharão mencionada responsabilidade necessitam de todo apoio do Poder Público”, concluiu.