Após 34 anos, Hospital Central em Cuiabá inicia atendimentos nesta segunda
O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso abre as portas na tarde de hoje (19) para receber os primeiros pacientes. Cerca de 30 pessoas, sendo 10 crianças e 20 adultos, já foram encaminhadas via Sistema Estadual de Regulação (Sisreg) e deverão ser atendidas em consultas de especialidades como urologia, cirurgia pediátrica e ortopedia pediátrica.
A unidade de saúde é pública, 100% atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve receber pacientes de todo o estado, desde que regulados pelo Sisreg. Os atendimentos começam às 14h, pois, desde as primeiras horas do dia, a unidade passa por um processo de desinfecção.
Inaugurado no dia 19 de dezembro, o Hospital Central será administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. A unidade está localizada na Avenida Desembargador Milton Figueiredo Ferreira Mendes, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, o hospital deve preencher uma lacuna existente no estado, que é a da alta complexidade. Até então, muitos pacientes recorrem a outros estados para realizar procedimentos dessa natureza ou aguardam por longos períodos na fila de regulação.
“É importante frisar que esse é um hospital de alta complexidade, que vai fazer também procedimentos de média complexidade, mas a maior importância dele está em preencher uma lacuna que é a alta complexidade, aqueles procedimentos que pacientes ainda demandam para ir a outros estados para fazer ou aguardam por muito tempo em um fila”, disse o secretário em entrevista à Rádio Nova FM, do Governo do Estado.
O hospital deve entrar em operação em quatro etapas, ao longo de quatro meses, e, a cada dia 19, novas especialidades serão introduzidas na unidade. Até abril deste ano, o Hospital Central estará operando com 100% das especialidades.
“Ele entra em operação em quatro etapas, em quatro meses, cada mês uma nova etapa e novas especialidades sendo introduzidas. Nessa primeira agora, nós começamos com a pediatria e com a urologia. À medida que vamos avançando, a cada dia 19, novas especialidades começam a entrar em operação”, explicou Gilberto Figueiredo.
Ainda de acordo com o secretário, o Hospital Central será um hospital de portas fechadas, ou seja, para ser atendido no local, é preciso passar pela fila de regulação. Neste primeiro momento, os atendimentos serão apenas ambulatoriais, para que os exames dos pacientes possam ser atualizados.
“É um hospital, que é considerado no SUS e o termo não é muito confortável, portas fechadas, porque o paciente não escolhe ir pra lá e vai pra lá para ser atendido. O paciente é regulado, ele é escolhido dentro da fila de regulação, pelo nosso complexo regulador e aí ele é convocado por nós para ir ao hospital ou para iniciar os exames ou já para fazer internação e cirurgia, mas nesse primeiro momento, os atendimentos são ambulatoriais, porque a gente precisa atualizar os exames dos pacientes para que depois possamos agendar as cirurgias”, esclareceu.
Durante a entrevista, Gilberto Figueiredo relembrou que as obras do Hospital Central ficaram paradas por 34 anos e agradeceu ao governador Mauro Mendes (União) por poder participar da inauguração da unidade de saúde.
“Após 34 anos abandonado, nós temos o imenso prazer de estar hoje colocando em operação, com certeza, o melhor hospital do Estado de Mato Grosso, um dos melhores do país, e eu me sinto muito honrado, enquanto secretário de Estado de Saúde, de ter tido o privilégio de ter sido escolhido pelo nosso governador para uma missão tão importante quanto esse resgate histórico para Mato Grosso”, disse o secretário.
Mais informações sobre o hospital
O hospital conta com 287 leitos totais, sendo 191 leitos de enfermaria e 96 leitos de cuidados intensivos, dos quais 60 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura foi ampliada de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída para atender às demandas de alta complexidade de Mato Grosso.
No Centro Cirúrgico, a unidade possui 10 salas cirúrgicas e uma sala híbrida com hemodinâmica. O hospital ainda conta com um sistema robótico para cirurgias minimamente invasivas, dois tomógrafos, dois equipamentos de ressonância magnética, um aparelho de hemodinâmica para diagnóstico, um equipamento para eletroencefalografia, um equipamento de oxigenação por membrana extracorpórea e um sistema para endoscopia.
Na primeira semana, o hospital iniciará as atividades com atendimentos ambulatoriais de especialistas em urologia, ortopedia pediátrica e cirurgia pediátrica. O foco inicial será a avaliação clínica e a realização de exames, utilizando a infraestrutura diagnóstica da unidade para o preparo dos procedimentos cirúrgicos.










