TCE manda Locar cobrar R$ 13 milhões da Prefeitura de Várzea Grande na Justiça

RepórterMT • 16 de março de 2026

O conselheiro Antonio Joaquim, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), barrou um pedido da Locar Saneamento para obrigar a Prefeitura de Várzea Grande a pagar uma dívida de mais de R$ 13 milhões proveniente do Contrato Administrativo 260/2024, firmado para a coleta de lixo. A empresa pediu também o bloqueio de pagamentos do município ao Consórcio Pantanal Ambiental, responsável atualmente pelo serviço de limpeza da cidade.


Em decisão publicada no dia 12 de março, o conselheiro declarou a incompetência do TCE para tratar da cobrança e determinou que a Locar busque a solução por via administrativa ou perante o Poder Judiciário.


“Diversamente, no tocante aos eventuais débitos decorrentes do Contrato Administrativo 260/2024, a controvérsia revela-se essencialmente voltada à cobrança/satisfação do crédito afirmado pela representante, em típica discussão de natureza patrimonial e direito disponível, cuja solução deve ser buscada nas vias administrativas próprias de gestão contratual ou, em caso de resistência, perante o Poder Judiciário”, disse o conselheiro.


Em uma Representação de Natureza Externa (RNE), com pedido de tutela provisória de urgência contra o município de Várzea Grande, a Locar Saneamento Ambiental apontou irregularidades relacionadas à execução financeira de despesas vinculadas ao Contrato Administrativo 260/2024, oriundo da Concorrência Eletrônica 17/2024, que teve como objetivo a prestação de serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.


A Locar sustenta que a Prefeitura de Várzea Grande deve mais de R$ 13 milhões à empresa referentes a esse contrato e que o município vem pagando regularmente a nova empresa responsável pelos serviços de limpeza, o Consórcio Pantanal Ambiental. A empresa sustenta ainda o descumprimento de uma decisão liminar proferida em um mandado de segurança que tramita na 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, que havia determinado que a prefeitura assegurasse o fluxo regular de medições e pagamentos do contrato 260/2024.



Diante disso, pediu ao TCE o recebimento da RNE, o bloqueio e a quitação do crédito que afirma possuir com a Prefeitura de Várzea Grande, bem como a sustação de qualquer pagamento ao Consórcio Pantanal Ambiental até que o município quite totalmente a dívida com a Locar.


A Prefeitura de Várzea Grande, por outro lado, pediu que a representação não fosse conhecida na parte que trata do pagamento de valores, argumentando que se trata de um direito patrimonial que deve ser resolvido na via administrativa ou judicial. Citou ainda uma decisão anterior do TCE que entende que discussões sobre inadimplência contratual envolvem direitos disponíveis de interesse privado. 


A prefeitura afirmou ainda que não existem requisitos para conceder tutela de urgência, pois a medida não protege o dinheiro público, mas apenas busca garantir pagamento à Locar. Também argumentou que o bloqueio de verbas públicas é excepcional e só pode ocorrer nas hipóteses previstas na Constituição.


Além disso, informou que já existem decisões da Justiça do Trabalho bloqueando créditos da empresa Locar junto ao município, em execuções trabalhistas, e pediu cautela para evitar conflito entre decisões.


Por fim, afirmou que não há provas de quebra na ordem de pagamentos e pediu o não conhecimento da representação ou o indeferimento do pedido e a improcedência do caso.


Antonio Joaquim, por outro lado, reconheceu apenas parte da Representação de Natureza Externa. Ele entendeu que o TCE pode analisar se o Município de Várzea Grande respeitou a ordem cronológica de pagamentos, pois isso é matéria de fiscalização de controle externo e há indícios que justificam uma análise mais detalhada pela área técnica do Tribunal de Contas.


“Diante de indícios suficientes a justificar aprofundamento, conheço a RNE exclusivamente nesse ponto, para que a unidade técnica competente promova instrução dirigida à verificação do cumprimento da ordem cronológica, com delimitação objetiva de pagamentos efetuados, liquidações correspondentes, eventuais preterições e fundamentação administrativa para eventuais inversões”, disse o conselheiro.


Contudo, decidiu não analisar os pedidos relacionados ao pagamento de valores do contrato, nem o suposto descumprimento de decisão judicial, por se tratarem de questões de natureza patrimonial, que devem ser resolvidas na via administrativa ou no Poder Judiciário, não sendo competência do TCE determinar pagamento ou bloqueio de verbas públicas.


“Não compete a este Tribunal, no exercício do controle externo, atuar como instância substitutiva das vias adequadas para condenação ao pagamento ou para impor medidas de cunho satisfativo, como bloqueio/sequestro de verbas públicas, providências que, além de não se compatibilizarem com a finalidade do processo de controle externo, guardam óbices relevantes no regime jurídico-constitucional de pagamentos”, concluiu Antonio Joaquim.


Vai e vem na Justiça


O imbróglio entre a Locar e a Prefeitura de Várzea Grande teve início em dezembro do ano passado, após a prefeita Flávia Moretti (PL) firmar um novo contrato emergencial com o Consórcio Pantanal Ambiental, por meio da Dispensa de Licitação nº 90/2025, para a prestação do serviço de coleta de lixo, com custo mensal de R$ 2.382.478,55 e validade de 12 meses, totalizando R$ 28.589.742,60.


O contrato emergencial, no entanto, foi suspenso por meio de liminar concedida à Locar pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Deosdete Cruz Júnior, no dia 28 de dezembro, durante recesso forense. Na decisão, o magistrado determinou que o contrato da empresa com o município, que se encerraria no dia 31 de dezembro, fosse mantido, sob o argumento de que o serviço público de coleta e destinação de lixo é de elevado interesse coletivo, com impacto direto na saúde pública, no meio ambiente e na dignidade da população.


A Prefeitura de Várzea Grande recorreu da decisão e, no fim do recesso do Judiciário, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, derrubou a liminar concedida por Deosdete Cruz, restabelecendo a autonomia do município para reorganizar o serviço de coleta de lixo. Contudo, no dia seguinte, Zuquim voltou atrás e revogou a suspensão da liminar.


A Prefeitura de Várzea Grande recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e conseguiu romper o contrato com a Locar e manter o Consórcio Pantanal responsável pela limpeza da cidade.


Agora, a Locar aguarda o pagamento do débito de mais de R$13 milhões que o município deixou pendente. A reportagem entrou em contato com a Locar Saneamente para questionar se já foi tomada alguma medida administrativa ou judicial para o recebimento da dívida, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. 


Por Gazeta Digital • 20 de outubro de 2026
Uma carreta Iveco branca, carregada com pluma de algodão, pegou fogo na tarde desta terça-feira (20), na BR-163, no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte). O acidente foi registrado por volta das 14h30, na altura do km 658 da rodovia federal, logo em frente ao posto de combustíveis São Cristóvão. Não houve feridos. A concessionária Nova Rota do Oeste foi acionada para prestar atendimento à ocorrência no trecho. De acordo com os relatos do motorista, as chamas tiveram início no momento em que a parte superior da carga de algodão encostou na fiação da rede elétrica de alta tensão ao longo da via. Em uma manobra rápida, antes que o fogo se alastrasse por completo, o condutor conseguiu desatrelar o cavalo mecânico do restante da estrutura. Uma força-tarefa foi montada para conter o incêndio e evitar riscos adicionais à região e aos motoristas que trafegavam pelo local. A operação contou com o trabalho de equipes do Corpo de Bombeiros Militar, além do auxílio direto de caminhões-pipa disponibilizados tanto pela concessionária Nova Rota do Oeste quanto pela empresa Compacta. Apesar do susto e dos prejuízos materiais causados pela destruição da carga de pluma de algodão, o motorista saiu ileso e não houve registro de outros feridos. O tráfego na região exigiu atenção dos condutores durante os trabalhos de combate às chamas e rescaldo da pista.
Por Agência Brasil • 20 de outubro de 2026
Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição, no domingo (25), antes de sair de casa. Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar. A Justiça Eleitoral tem alertado que o local das seções eleitorais pode mudar até o próximo domingo (25), dia do segundo turno. Na última sexta-feira (17), chegava a 4 mil o número de seções alteradas após o primeiro turno, mas nova divulgação na segunda-feira (19) informou um número menor, de 444 seções.  “Até o dia da realização do segundo turno, cada um dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais divulgará, por todos os meios de comunicação disponíveis, os locais de votação eventualmente modificados”, diz nota conjunta dos TREs. Onde conferir o local de votação O eleitor deve conferir o local de votação apenas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título, ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação que não são confiáveis. O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral. TREs explicam mudanças Em nota conjunta, os TREs alegam que as mudanças nos locais de votação ocorrem apenas quando é “absolutamente necessário” “Os motivos são sempre extraordinários e estão relacionados a situações climáticas extremas, problemas não identificados previamente nas estruturas dos prédios utilizados como locais de votação e questões de segurança pública”, diz nota dos presidentes dos 27 TREs do país. Ainda segundo a nota do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), o TSE não tem ingerência sobre essas alterações. Alterações confundem eleitor As mudanças nos locais de votação nos últimos dias podem confundir os eleitores, avaliou o advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo. “Realmente, mudar de 4 mil para 400 seções modificadas é uma coisa esquisita, mas eu não vejo nenhum tipo de dolo [má-fé] para atrapalhar o eleitorado. Eu acho que é desencontro de informação”, explicou. Rollo acrescentou que é comum ocorrerem mudanças excepcionais de locais de votação antes do pleito, devido a mudanças no clima ou na estrutura das escolas. “Sempre lembrando que o Brasil é muito grande, então, pode ser que chova hoje no Sul ou no Norte, e a escola fica prejudicada para domingo. Com isso, é atualizada a informação, mas vão ser algumas seções eleitorais, só em algumas escolas, e não baixar de 4 mil para 400”, acrescentou. Ainda segundo o especialista, a Justiça Eleitoral não teria condição de informar as mudanças em local de votação individualmente, para cada eleitor, por causa dos cadastros, que não são completos, com e-mail ou número de telefone. “Não daria para fazer a comunicação para essas pessoas individualmente. Mas a Justiça Eleitoral pode fazer essa comunicação via grande imprensa, colocar nos jornais de papel, colocar nas televisões abertas, nas rádios. Isso dá para melhorar”, concluiu.
Por Gazeta Digital • 20 de outubro de 2026
A sessão plenária da Câmara Municipal de Várzea Grande, realizada nesta terça-feira (20), começou sob forte clima de tensão política e com o registro de uma ameaça velada captada pelos microfones de transmissão oficial da Casa. Logo na abertura do plenário, o presidente do Legislativo municipal, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), dirigiu-se ao vereador Bruno Rios (PL), aliado da prefeita Flávia Moretti (PL) e seu adversário na disputa pelo comando da Mesa Diretora. Após chamar o vereador Sardinha (MDB) para realizar a leitura de um trecho bíblico, Cerqueira aproximou-se de Rios, bateu em seu ombro e disparou: "Você vai pagar, meu filho". Com o microfone principal cortado, Rios passou a rebater as acusações enquanto Cerqueira tomava café. Em determinado momento, ao ter o áudio de seu microfone captado durante o início da oração, ouviu-se o desabafo do parlamentar do PL. "Eu não tenho culpa." Cerqueira insistiu no tom de cobrança. "Você vai saber na hora certa". Diante da hostilidade e na tentativa de conter os ânimos, a vereadora Rosy Prado (União), que integrava a Mesa Diretora, pediu calma aos colegas. Bruno Rios, por sua vez, reagiu abertamente e avisou que não se curvaria a intimidações. "Não vem me ameaçar aqui não. Faz o que você quiser, Wanderley, faz o que você quiser. Não tenho nada a ver com isso, não, as ações de vocês. Eu respondo pelos meus atos e pelos de vocês". O confronto verbal ocorreu no mesmo dia em que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Cathedra Venalis, que investiga supostos crimes de corrupção e compra de votos ocorridos durante a eleição e disputa pelo comando da Mesa Diretora da Câmara. Wanderley Cerqueira figurou entre os principais alvos das apurações. Em manifestação pública após o cumprimento das medidas cautelares, o presidente da Casa de Leis criticou abertamente a atuação policial e colocou sob suspeita a legitimidade da operação. Cerqueira contestou a ação do Gaeco e alegou que as investigações teriam motivações políticas para desgastar sua imagem e interferir no equilíbrio do Poder Legislativo municipal. A crise política em Várzea Grande é o reflexo de um acirrado racha interno na Câmara Municipal. A disputa pelo comando da Mesa Diretora contrapõe dois blocos do Legislativo: de um lado, o grupo liderado por Wanderley Cerqueira (MDB); de outro, a articulação encabeçada por Bruno Rios (PL), homem de confiança da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). A apuração do Gaeco debruça-se justamente sobre os bastidores dessa eleição interna e a acusação de interferências ilícitas e cooptação de votos entre parlamentares, fato que transformou o plenário da Câmara em um cenário de acusações diretas e ameaças expostas ao vivo.
Por Gazeta Digital • 20 de outubro de 2026
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e outros crimes contra a Administração Pública em Mato Grosso. Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Entre os alvos confirmados pelo estão: Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Miguelzinho (Cidadania), Lucélia Oliveira (AGIR), Kleberson Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP), Wanderley Cerqueira (MDB), Gisa Barros (Podemos), Rogerinho Dakar (PSDB), o suplente de vereador Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara Municipal de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan. Já em Cuiabá, os alvos são Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos. Diferente do que foi citado antes, a vereadora de VG, Rosy Prado, não está entre os alvos. Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular, por determinação judicial, em endereços de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação tem como foco possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. Conforme o Gaeco, a apuração busca reunir provas sobre a possível atuação de uma organização criminosa voltada à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e práticas de corrupção. A operação mobiliza mais de 200 policiais e conta com a participação de uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo. Também participam das diligências unidades especializadas das forças de segurança, incluindo equipes dos Comandos Regionais I e II, Agência Central de Inteligência, Rotam, Bope, Cavalaria, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, RAIO e Grupos de Apoio. As buscas têm como objetivo reunir novos elementos de prova e aprofundar as investigações. Até o momento, os fatos são tratados como suspeitas sob apuração, e a realização de buscas não representa, por si só, comprovação de culpa dos investigados.
Por RepórterMT • 20 de outubro de 2026
Terminam na quinta-feira (22) as inscrições para quatro certames públicos em Comodoro (a 644 km de Cuiabá), que oferecem 275 vagas imediatas, além de cadastro reserva, para profissionais dos níveis fundamental, médio, técnico e superior. Os salários chegam a R$ 23.686,47, conforme o cargo. As oportunidades estão distribuídas entre os editais nº 01, 02, 03 e 04/2026, que contemplam cargos da Prefeitura, Câmara Municipal e Comodoro-Previ, além de vagas para a Educação e para Agentes Comunitários de Saúde. O Edital nº 01/2026 oferece uma vaga imediata para Procurador Jurídico da Prefeitura, com remuneração de R$ 14.470,40, além de cadastro reserva para Procurador Legislativo, com salário de R$ 13.961,92. Já o Edital nº 02/2026 disponibiliza 56 vagas para Professor PII, com remuneração de R$ 4.342,06 e jornada de 30 horas semanais. O maior número de oportunidades está concentrado no Edital nº 03/2026, que reúne 212 vagas imediatas para diferentes funções, incluindo motoristas, operadores de máquinas, profissionais administrativos, técnicos e servidores de nível superior. É nesse edital que está prevista a maior remuneração do conjunto, de R$ 23.686,47. O Edital nº 04/2026 oferece outras seis vagas para Agente Comunitário de Saúde, com salário de R$ 3.242 e jornada de 40 horas semanais. As inscrições devem ser realizadas pela internet, no portal de concursos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), responsável pela organização dos certames. As taxas são de R$ 70 para cargos de nível fundamental, R$ 90 para nível médio e R$ 120 para nível superior. As provas estão previstas para 22 de novembro, em Comodoro. Conforme o cargo escolhido, os candidatos também poderão passar por avaliações discursivas, práticas e de títulos.  Os certames terão validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. Seleção Link 01/2026 — Procuradores Acesse o concurso 02/2026 — Professor PII Acesse o concurso 03/2026 — Demais cargos Acesse o concurso 04/2026 — Agente Comunitário de Saúde Acesse a seleção
Por Gazeta Digital • 20 de outubro de 2026
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está realizando uma operação para cumprimento de mandados contra ao menos 15 vereadores, na manhã desta terça-feira (20). Informações preliminares apontam que 13 parlamentares seriam de Várzea Grande e outros dois de Cuiabá. Até o momento, os detalhes sobre o objetivo da operação e os possíveis crimes investigados não foram confirmados oficialmente. Mais informações em instantes
Por Gazeta Digital • 19 de outubro de 2026
Os contribuintes de Cuiabá têm mais duas semanas para regularizar débitos com o município e aproveitar os benefícios oferecidos pelo Mutirão Fiscal. O prazo para adesão termina em 30 de outubro de 2026, conforme o Decreto nº 12.453, de 23 de setembro de 2026. A iniciativa permite a negociação de pendências fiscais com a Prefeitura de Cuiabá, oferecendo condições para que os contribuintes coloquem a situação fiscal em dia. O procedimento pode ser realizado de forma digital ou presencial, além da possibilidade de formalização por acordo extrajudicial. A adesão está disponível no atendimento virtual do Portal de Serviços da Prefeitura de Cuiabá, no Portal REFIS Online e no posto de atendimento presencial da Procuradoria Fiscal. Os interessados devem ficar atentos ao prazo, já que, após 30 de outubro, termina o período previsto para formalização dos acordos dentro desta edição do mutirão. O programa tem como objetivo facilitar a regularização de débitos municipais, ampliar a recuperação de créditos públicos e reduzir a quantidade de pendências e processos relacionados às dívidas com o Município. A medida também considera a conciliação fiscal um instrumento para diminuir a litigiosidade e facilitar a negociação entre a administração pública e os contribuintes, criando oportunidades para a quitação de débitos. Com a aproximação do encerramento, a orientação é que os contribuintes com pendências procurem os canais oficiais de atendimento para consultar as condições disponíveis e verificar as possibilidades de regularização antes do fim do prazo.
Por Gazeta Digital • 19 de outubro de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Imagem Violada para cumprir mandados de busca e apreensão contra um homem de 40 anos investigado por manter fotos íntimas de diversas vítimas em um site pornográfico sem autorização. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias (Polo Sinop) e cumpridas na Vila União, zona leste de São Paulo (SP), com o apoio da Polícia Civil paulista. Durante as buscas na residência do suspeito, as equipes apreenderam computadores, pendrives, celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos. O material passará por perícia técnica para identificar como o investigado teve acesso aos arquivos privados. As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá). O caso começou a ser investigado após uma moradora do município denunciar que teve fotos de nudez explícita publicadas no site sem o seu consentimento. A vítima relatou à polícia que jamais enviou os arquivos a terceiros. No decorrer dos trabalhos, os policiais identificaram o responsável pela manutenção da página e constataram a existência de um vasto acervo com imagens de várias outras mulheres. Segundo a delegada titular da DEDM de Lucas do Rio Verde, Paula Moreira Barbosa, as equipes trabalham para apurar o método utilizado para obter os arquivos, sem descartar a hipótese de ataques cibernéticos. “Até o momento, porém, não há confirmação sobre o método utilizado. A análise dos dispositivos apreendidos deverá auxiliar no esclarecimento dessa dinâmica e na coleta de novos elementos sobre o caso”, afirmou a delegada. Com a autoria já identificada, a investigação entra em fase final para esclarecer todos os detalhes da captação e do compartilhamento ilícito do material.
Por CNN • 19 de outubro de 2026
O agronegócio brasileiro registrou 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, uma queda de 20,7% em relação às 565 solicitações contabilizadas no mesmo período do ano passado. Os dados são de levantamento da Serasa Experian, que considera produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas, além de empresas relacionadas à cadeia do setor. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando foram registrados 474 pedidos, a retração foi de 5,5%. O resultado interrompe uma sequência de altas observada nos segundos trimestres de 2023, 2024 e 2025, segundo a série histórica da empresa, iniciada em 2021. Apesar da redução, a Serasa Experian avalia que o cenário financeiro do agronegócio continua desafiador, diante de custos elevados, maior seletividade na concessão de crédito e endividamento. Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, a queda pode estar relacionada à sazonalidade das atividades agropecuárias, à entrada de receitas para parte dos produtores e ao avanço das renegociações com credores. “A retração nesse segundo trimestre registrada em pelo menos dois dos três perfis analisados, pode estar relacionada a um período de maior entrada de receitas para parte dos produtores, à sazonalidade das atividades agropecuárias e ao avanço de renegociações com credores”, disse. Segundo pimenta, a retração não significa necessariamente uma reversão dos problemas financeiros enfrentados pelo setor. A sustentabilidade desse movimento dependerá dos resultados dos próximos trimestres. “Ainda assim, o ambiente segue desafiador, marcado por custos elevados, crédito mais seletivo e endividamento. Por isso, é importante acompanhar se essa redução será sustentada nos próximos trimestres. A preservação do fluxo de caixa, o planejamento financeiro e a busca por alternativas de renegociação continuam sendo fundamentais, enquanto a recuperação judicial deve permanecer como último recurso”, afirma. Mato Grosso lidera pedidos Na distribuição por unidades da Federação, o Mato Grosso concentrou o maior número de pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre, com 107 solicitações, o equivalente a 23,9% do total. Goiás aparece na segunda posição, com 84 pedidos (18,8%), seguido por São Paulo, com 72 (16,1%); Minas Gerais, com 54 (12,1%); e Paraná, com 42 (9,4%). O ranking considera os pedidos feitos pelos três grupos analisados pela Serasa Experian: produtores rurais pessoas físicas, produtores rurais pessoas jurídicas e empresas relacionadas à cadeia do agronegócio. Produtores rurais pessoas físicas concentram pedidos Entre os produtores rurais que atuam como pessoas físicas, foram registrados 197 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, uma queda de 10,5% em relação às 220 solicitações do mesmo período de 2025. Apesar da retração, essa categoria concentrou o maior volume de pedidos entre os três perfis analisados. Mato Grosso também liderou nesse recorte, com 49 solicitações, seguido por Goiás, com 46; Minas Gerais, com 23; São Paulo, com 22; e Paraná, com 16. Na classificação por porte, produtores identificados como “sem propriedades” registraram 70 pedidos. O grupo pode incluir arrendatários e integrantes de grupos familiares ou econômicos ligados à atividade rural. Pedidos de pessoas jurídicas recuam Os produtores rurais constituídos como pessoas jurídicas registraram 160 pedidos de recuperação judicial entre abril e junho, uma queda de 34,2% em relação às 243 solicitações contabilizadas no segundo trimestre de 2025. O cultivo de soja liderou entre as atividades desse grupo, com 70 pedidos. A criação de bovinos ficou na segunda posição, com 28 solicitações. Também aparecem entre as atividades com maior número de registros o cultivo de cana-de-açúcar, com 15 pedidos; o cultivo de café, com 13; e o cultivo de cereais, com 12. Mato Grosso concentrou 54 solicitações de produtores rurais pessoas jurídicas. São Paulo registrou 28, Goiás teve 22, Minas Gerais somou 21 e Paraná contabilizou 15. Empresas da cadeia do agro registram queda As empresas relacionadas à cadeia do agronegócio somaram 91 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, uma redução de 10,8% em relação aos 102 registros do mesmo período do ano anterior. Os serviços de apoio à agropecuária lideraram entre os segmentos analisados, com 26 solicitações. Na sequência, aparecem a agroindústria de transformação primária, com 20 pedidos, e o comércio atacadista de produtos agropecuários primários, com 18. As empresas revendedoras de insumos agropecuários, exceto máquinas, contabilizaram outros 10 pedidos. A Serasa Experian também destaca o uso de inteligência artificial em modelos preditivos para identificar sinais de deterioração financeira no agronegócio. Uma das ferramentas é o Agro Score, desenvolvido para avaliar características específicas da atividade rural e apoiar decisões de concessão de crédito. Para Marcelo Pimenta, o uso de dados e modelos preditivos pode contribuir para uma concessão de crédito mais segura, considerando as particularidades do setor sem restringir indiscriminadamente o acesso a recursos. O executivo também ressalta a importância da preservação do fluxo de caixa, do planejamento financeiro e da renegociação de dívidas. Nesse contexto, a recuperação judicial deve continuar sendo considerada uma alternativa de último recurso. 
Por Gazeta Digital • 19 de outubro de 2026
O fim de semana em Mato Grosso foi marcado por grandes tragédias nas rodovias. Ao menos 12 pessoas morreram em diferentes acidentes de trânsito entre sábado e domingo (17 e 18). Conforme já havia noticiado, duas das ocorrências resultaram na morte de famílias, incluindo crianças. Na tarde de sábado (17), a técnica de enfermagem Luciana Pinheiro de Souza, de 46 anos, a filha dela, Kamilli Vitória Souza da Silva, de 24, e as duas netas, Sophia Vitória Souza de Matos, de 9 anos, e Manuella Vitória Souza de Matos, de apenas 1 ano, morreram em um grave acidente envolvendo um Chevrolet Prisma e uma Chevrolet Trailblazer, na BR-364, em Diamantino (208 km ao médio-norte de Cuiabá). Em Nova Brasilândia (a 223 km de Cuiabá), 5 pessoas da mesma família também morreram após uma colisão envolvendo uma carreta e um Fiat Uno. As vítimas foram identificadas como Avelino Carlos de Souza, de 33 anos, Amanda Nayara Manoel da Silva, de 29, Arthur Emanuel da Silva Fajardo, de 8, Emanuelly da Silva Fajardo, de 10, e Davi Manoel Carlos de Souza, de 2 anos. Ainda no sábado, Robson Muniz, de 39 anos, morreu após cair de uma motocicleta e ser atingido por uma caminhonete RAM na MT-351, conhecida como Estrada do Manso, em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá). No domingo (18), um motociclista ainda não identificado morreu em uma colisão frontal envolvendo uma motocicleta e uma van na MT-220, entre Sinop e Tabaporã. Segundo informações do site Só Notícias, o acidente ocorreu no quilômetro 30 da rodovia. As causas da batida não foram divulgadas, e o motociclista morreu ainda no local. Também no domingo, o estudante de Agronomia Jhonatan Cesar da Silva Ronda morreu após a caminhonete Ford Ranger em que estava capotar na MT-247, em Barra do Bugres (168 km ao médio-norte de Cuiabá). O acidente ocorreu na altura do quilômetro 208, a aproximadamente 33 quilômetros do perímetro urbano do município. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), acendem um alerta sobre os números de ocorrência nas rodovias federais de Mato Grosso. Somente de janeiro a julho foram registrados 1.526 acidentes e 139 mortes. Em todo o ano de 2025, foram 2.636 acidentes, 243 mortes e 2.835 pessoas feridas.