Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

Agência Brasil • 11 de dezembro de 2025

O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados. 


Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.


Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:


O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias. É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse. 


Terrorismo


O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.


Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.


O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade. 


Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.


O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.


O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes. 


Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.


Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.


Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou. 


Atualização da lei existente


Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.


O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.


Punições mais altas 


O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.


O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.


Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.


Progressão de regime mais rígida


O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:


condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;


integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;


reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.


Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas


O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.


O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.


Integração institucional e banco de dados nacional


O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.


A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.


Monitoramento no sistema prisional e visitas


O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.


Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.


Financiamento: nova Cide para bets


O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.


Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.


O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.


O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras. 


Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou. 



Proteção a testemunhas


A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.


Responsabilização de agentes públicos


Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.


Combustíveis


Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.


A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.


O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.


Outras mudanças incluídas pelo Senado


Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.


Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.


Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.


*Com informações da Agência Senado


Por Gazeta Digital 25 de maio de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), Marcelo Padeiro, admitiu que a equipe técnica da pasta não tem experiência para a realização de obras de túnel no Estado, e que irá relançar o edital para a contratação de empresa para a construção. A medida foi definida para resolver problemas de deslizamento de terra no Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. Segundo ele, na primeira licitação, uma empresa chegou a se habilitar; contudo, ela não atendeu aos requisitos exigidos para a obra. “Infelizmente, na hora em que foi analisar a parte fiscal da empresa, ela não atendeu aos requisitos, que é um requisito mínimo que é pedido em qualquer licitação. Não houve nada de exagero. Mas, infelizmente, a empresa não atendeu”, disse nessa segunda-feira (25). O secretário ainda afirmou que a Sinfra já está realizando o projeto para abrir novamente o processo de licitação, já que a empresa vitoriosa precisará fazer um "detalhamento final para o início da obra". “Nós lançamos em projeto básico, e aí a gente pede o detalhamento do executivo. Eu nunca fiz túnel, então nós não temos aqui em Cuiabá expertise em túneis. Não custa nada a gente ser humilde e falar a verdade. O projeto é básico, e estamos contratando a obra com o projeto executivo”, explicou. Segundo a Sinfra, o Consórcio TB-ETEL, único participante do certame, foi inabilitado pela Comissão de Licitação por não atender aos requisitos de qualificação econômico-financeira previstos no edital. Com a inabilitação da única empresa participante, a licitação foi considerada fracassada. A Sinfra informou ainda que irá revisar os dados do anteprojeto para elaboração de um novo edital de contratação da obra. O novo processo licitatório será publicado no site da secretaria e também no Diário Oficial do Estado. A construção do túnel no Portão do Inferno é considerada uma das principais obras previstas para garantir segurança e estabilidade no trecho da MT-251, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.
Por Redação 25 de maio de 2026
O grupo Tubino, dos advogados e produtores rurais Cleiton Tubino e Darlise Tubino obteve o deferimento da recuperação judicial pelo juiz Marcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá/MT. O casal atua nas cidades de Cáceres, Araputanga e Reserva do Cabaçal nas atividades de pecuária e agricultura há mais de 20 anos, em 4 fazendas diferentes e apontou uma dívida total de 90,2 milhões, tendo credores como Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco, Banco da Amazônia e outros fornecedores. Segundo consta no processo, o casal começou a trajetória no agronegócio no início dos anos 2000, quando arrendaram áreas em Cáceres para criação de gado. Com o passar dos anos, entre 2003 e 2010, os produtores foram adquirindo fazendas próprias e constituindo um patrimônio, sempre atuando com pecuária.  Em 2019 iniciaram na atividade de lavoura com o plantio de soja e milho. Só que nos 2 anos seguintes foram “pegos de surpresa” com a alta dos insumos como defensivos e químicos, em razão da pandemia. Decidiram então terceirizar o segmento de lavoura e retornaram 100% para a criação de gado. Alegam que passaram por diversas interpéries, como a queda nos preços do gado em 2021, tornando necessária a comercialização dos animais por valores significativamente inferiores aos praticados no período de aquisição, uma vez que os bovinos haviam sido comprados anteriormente a preços mais elevados, sendo que tal cenário permaneceu desta forma até o início de 2025. A escassez de chuvas também foi outro fator negativo, conforme relata o grupo, pois provocou a redução do volume de água disponível em represas e bebedouros utilizados pelos animais e também comprometendo o desenvolvimento das pastagens, que constituem a principal fonte de alimentação e nutrição do rebanho. Os produtores dizem que sofreram com 2 anos seguidos de secas – 2023 e 2024 – que resultou na perda de pastagens, brotos, árvores, arbustos formações vegetais, criando condições altamente favoráveis à propagação em incêndios de grandes proporções que atingiu toda a região de Cáceres. Em 2024, a situação se agravou ainda mais, com mais de 1,22 milhão de hectares atingidos, destacando-se o município de Cáceres/MT como um dos mais impactados, onde praticamente todas as propriedades rurais sofreram algum tipo de dano decorrente de incêndios. Assim, com a incapacidade de pagar suas obrigações, o grupo teve que se socorrer ao Judiciário para conseguir uma recuperação judicial. O magistrado inicialmente determinou uma constatação para confirmar que os requisitos foram atendidos, tendo o perito manifestado de forma positiva. A RJ então foi deferida, suspendendo execuções e ações judiciais, bem como busca e apreensão e bloqueio de valores, sob pena de multa diária a quem o fizer. O juiz ordenou ainda que os produtores rurais apresentem um plano de pagamento dentro do prazo de 60 dias, sob pena de falência.
Por RepórterMT 25 de maio de 2026
Com a previsão de entrega de trechos da obra do BRT (Ônibus de Transporte Rápido) entre Cuiabá e Várzea Grande para o final de junho, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) garantiu que os modais já estarão em circulação entre os dois municípios até o fim deste ano. Em reta final, com as obras ganhando ritmo acelerado, o governador explicou que as negociações para a compra dos veículos já foram iniciadas, levando em consideração o custo-benefício e a demanda da região. As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa na manhã de sábado (23), na inauguração da nova estrada que liga o Morada da Serra ao Coxipó do Ouro. “ Até o final do ano, Cuiabá e Várzea Grande vão ter essa faixa de ônibus moderna e funcionando. Com os veículos mais modernos disponíveis no mercado. Todos elétricos, com estações de carregamento nas duas pontas e com uma mudança total no jeito de andar de transporte coletivo em Cuiabá. Vai ser uma nova fase em Cuiabá e Várzea Grande ”. O governador também destacou que os trechos na região do Coxipó terão continuidade assim que o ramal principal estiver concluído. O trajeto partirá do Terminal do Coxipó, nas proximidades do viaduto do Parque Cuiabá, e seguirá pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, passando pela Avenida Coronel Escolástico até chegar ao Centro da Capital. Sobre a escolha dos veículos, Pivetta manteve mistério, mas afirmou que as negociações já ocorrem nos bastidores para a aquisição de modais de última geração. “Os tipos dos veículos serão carros elétricos articualdos e não articulados também. Estamos dimensionando de acordo com a necessidade dos passageiros para termos uma equação racional, inteligente e econômica”, finalizou. 
Por TSE 25 de maio de 2026
Portaria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (22), designa o ministro André Mendonça como juiz auxiliar da propaganda eleitoral para as Eleições 2026. A medida foi assinada pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques. De acordo com a Portaria TSE nº 235/2026, o vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, atuará ao lado da ministra Estela Aranha, indicada anteriormente para a função. A Presidência do TSE também participará da distribuição dos processos relacionados à propaganda eleitoral, conforme prevê o artigo 96, § 3º, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A norma estabelece ainda que as decisões sobre concessão ou não de liminares em matéria de propaganda eleitoral, inclusive pedidos de direito de resposta, serão submetidas imediatamente ao Plenário do TSE, até mesmo por meio de sessões virtuais. Segundo a portaria, a medida será submetida a referendo do Plenário da Corte.
Por Gazeta Digital 25 de maio de 2026
O senador Carlos Fávaro (PSD), pré-candidato à reeleição, já sinaliza para a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) que acatará o acordo nacional para que o ex-governador Pedro Taques (PSB) faça dobradinha na disputa ao Senado, ficando com a segunda vaga na chapa para a disputa eleitoral de outubro. Após ensaiar resistência e até impulsionar nomes femininos, como o da professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Patrícia Nogueira (PCdoB), e da ex-vereadora Edna Sampaio (PT), o senador já teria mudado de ideia. A reportagem apurou que as pesquisas internas apontam que Taques não vem tendo inserções no interior do Estado, não pontuando inclusive em algumas regiões. Diante disso, Fávaro entende que Taques não disputará votos entre os dois, já que o seu recall eleitoral se encontra na Baixada Cuiabana. A mudança de postura ocorre também porque o PSB nacional já teria acertado com o PT, espaço na chapa majoritária em vários estados, incluindo Mato Grosso. Apesar disso, Fávaro e Taques não conversaram ainda sobre a possível aliança, e o caso deverá ser mediado pela própria Federação. Questionado sobre a ausência de diálogo, o senador alegou que o momento é de consolidação da pré-campanha. ‘Estamos em fase de consolidação das candidaturas. E é isso que estamos fazendo. Composições devem acontecer mais perto das convenções’, disse o senador. Já Taques segue na mesma linha, afirmando que neste momento vem reconstruindo o PSB no Estado e buscando apoio à sua pré-candidatura ao Senado. ‘No momento certo a gente vai conversar com todo mundo’, disse. 
Por RepórterMT 24 de maio de 2026
Estreando na capital mato-grossense pela primeira vez na história, a Fórmula Truck chega a Cuiabá entre os dias 12 e 14 de junho, no Autódromo Internacional de Mato Grosso. O evento é considerado o maior do automobilismo da América Latina e, em 2026, conta com 62 caminhões inscritos na competição. Os veículos estão divididos entre as categorias Bomba Injetora e Eletrônico. Cuiabá recebe a 5ª etapa da competição, que promete marcar um momento especial para os amantes do automobilismo brasileiro. Nesta edição, será realizado o GP Pedro Muffato, marcando o retorno da lenda das pistas e a despedida do piloto da Fórmula Truck. Pedro Muffato acumula mais de 60 anos de história no automobilismo e já disputou modalidades como Fórmula 2, Fórmula 3 e a própria Truck. A temporada 2026 da Fórmula Truck começou em São Paulo (SP), no dia 30 de janeiro. Depois, passou por Santa Cruz do Sul (RS), entre os dias 13 e 15 de março, seguiu para Rivera, no Uruguai, de 10 a 12 de abril, e esteve em Guaporé (RS), entre 8 e 10 de maio, antes de chegar à capital mato-grossense. Conforme o calendário oficial divulgado nas redes sociais, a competição ainda passará por Londrina (PR), entre 31 de julho e 2 de agosto, e Cascavel (PR), de 11 a 13 de setembro. A 8ª etapa ainda não tem local confirmado, mas será realizada entre os dias 9 e 11 de outubro. Já a final da temporada ocorrerá novamente em Santa Cruz do Sul (RS), entre 4 e 6 de dezembro. Ingressos Os ingressos para acompanhar a etapa em Cuiabá podem ser adquiridos no site da Bilheteria Digital. Os valores variam entre R$ 40 e R$ 400, divididos entre os setores: Alambrado, Paddock e Vip. Todos já estão no segundo lote. 
Por RepórterMT 23 de maio de 2026
Quem circula com motos com escapamento adulterado nas ruas e avenidas de Cuiabá poderá ser punido caso o barulho do equipamento ultrapasse os limites definidos pela legislação municipal. Isso porque o prefeito Abílio Brunini (PL) sancionou, nessa quinta-feira (21), a proposta apresentada pelo vereador Rafael Ranalli (PL) e aprovada pela Câmara Municipal no início de maio. O texto ficou conhecido como Lei Anti-Randandan, em referência ao barulho provocado por escapamentos adulterados.  A nova redação estabelece limite de até 99 decibéis, medidos a 50 centímetros do escapamento, conforme normas ambientais federais. A medida atualiza a Lei nº 7.063, de 27 de fevereiro de 2024, e amplia o alcance da fiscalização contra motocicletas e veículos similares com ruído acima do permitido. Com a sanção, a fiscalização deixa de atingir apenas a comercialização de escapamentos irregulares e passa a alcançar diretamente os condutores que circulam com motos em situação ilegal. O controle poderá ser feito por meio de medidor de decibéis ou laudo técnico. A responsabilidade poderá recair tanto sobre o condutor quanto sobre o proprietário do veículo. A lei também proíbe a modificação do sistema de escapamento original do fabricante com o objetivo de aumentar o nível de ruído. Oficinas mecânicas flagradas realizando esse tipo de alteração poderão ser multadas em 20 UPF/MT, valor estimado em cerca de R$ 5 mil, além de sofrer interdição em caso de reincidência.
Por RepórterMT 23 de maio de 2026
As obras para a construção das estações do BRT começaram na Avenida da FEB, em Várzea Grande, reigão metropolitana de Cuiabá. Com isso, a pista de concreto ao lado do canteiro central poderá ser interditada nos pontos próximos de onde as estações estão localizadas, para operação de máquinas durante a construção. A implantação da infraestrutura do sistema continua em andamento em outros pontos da cidade. No trecho entre o Viaduto da Sefaz e a Defensoria Pública, seguem os trabalhos de recuperação da pista de asfalto. Uma equipe trabalha entre a Avenida Argélia e a Avenida Juliano Costa Marques, enquanto a outra fará o serviço em frente ao Tribunal Regional do Trabalho. Entre o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e a Rua Voluntários da Pátria, estão sendo executados os meio-fios e calçadas, além da segunda camada do asfalto na faixa destinada ao transporte público. Neste trecho, haverá o fechamento do retorno em frente ao posto Idaza. O retorno passará a ser feito pela própria Avenida Mato Grosso. Entre a Avenida Dom Bosco e a Rua XV de Novembro segue a concretagem da base da pista, além da execução de uma pista de asfalto. Já no trecho próximo ao Shopping Popular estão sendo executados meio-fios. Uma equipe também trabalha na aplicação da capa de asfalto em frente à Casa do Sorveteiro. Por fim, no trecho que vai do Aeroporto até o novo Terminal de Várzea Grande, são executadas a terraplanagem, a drenagem e a retirada de postes. Complexo Leblon No Complexo Leblon, as obras seguem com execução dos muros da trincheira da Rua Boa Vista, drenagem da Rua Boa Vista e escavações do túnel em frente ao Todimo Lar Center.  Está prevista para esta semana a liberação de um retorno para acesso ao comércio local, no trecho entre o semáforo da Yakao e a Rua Boa Vista.
Por Ascom TJMT 23 de maio de 2026
Em atuação decisiva para assegurar o direito à educação, o juiz Raul Lara Leite conduziu audiência que resultou em acordo entre instituições públicas para restabelecer o transporte escolar e garantir o retorno imediato às aulas de estudantes da zona rural. A sessão foi realizada na tarde de quinta-feira (25), no Fórum de Diamantino, reunindo representantes do Ministério Público, do Estado e dos municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis.  A partir da mediação do magistrado, as partes chegaram a uma solução consensual que viabiliza o atendimento dos alunos que estavam sem acesso às escolas. Pelo acordo homologado judicialmente, o Estado de Mato Grosso fornecerá dois ônibus escolares ao Município de Campo Novo do Parecis. Os veículos atenderão também estudantes residentes em Diamantino, abrangendo as linhas azul, verde e parte da vermelha. Como contrapartida, Campo Novo do Parecis passará a receber os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) referentes aos alunos de Diamantino que frequentarão escolas no município vizinho. Diante da urgência da situação, o juiz autorizou, com anuência do Ministério Público, a contratação emergencial de equipe para condução dos ônibus e acompanhamento dos estudantes. Também ficou definido que o Estado arcará com os custos das rotas realizadas pelos municípios, conforme dados do sistema transcolar. A audiência, conduzida pelo magistrado, contou com a participação da promotora de Justiça Rhyeza Lúcia Cavalcanti de Morais, além de prefeitos, secretários municipais, procuradores e representantes das Diretorias Regionais de Educação. Com a homologação do acordo pelo juiz Raul Lara Leite, a Ação Civil Pública foi extinta com resolução de mérito, garantindo segurança jurídica à solução construída. Entenda o caso O impasse teve início após a reestruturação das rotas do transporte escolar rural, que resultou na interrupção do acesso de parte dos alunos à Escola Estadual União da Chapada, localizada em Campo Novo do Parecis — unidade tradicionalmente frequentada por estudantes da região. A falta de consenso entre os entes públicos sobre a responsabilidade pelo transporte intermunicipal levou à suspensão do serviço, comprometendo o direito fundamental à educação. Diante da situação, o Ministério Público acionou o Poder Judiciário. Durante a audiência, o juiz Raul Lara Leite destacou o papel do Judiciário na construção de soluções efetivas. Segundo ele, a conciliação entre os entes públicos foi fundamental para garantir uma resposta rápida à população. “A solução construída em audiência evidencia que a conciliação é o caminho mais eficiente para superar impasses administrativos, especialmente quando estão em jogo direitos fundamentais, como o acesso à educação. O objetivo foi assegurar, com celeridade, a continuidade do serviço e a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou o magistrado.
Por FatoCapital 22 de maio de 2026
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizou nesta sexta-feira (22) um mutirão de audiências de conciliação envolvendo processos de cumprimento de sentença relacionados à prestação de contas partidárias. Ao todo, foram incluídos seis processos nesse esforço concentrado, abrangendo diferentes partidos políticos e situações de cobrança decorrentes de irregularidades em prestações de contas e outras obrigações eleitorais. A iniciativa é conduzida pelo juiz-membro Pérsio Oliveira Landim, reunindo partidos políticos devedores e representantes da União com o objetivo de estimular soluções consensuais. A medida tem como foco principal reduzir o tempo de tramitação dessas ações, muitas delas em fase de execução, e diminuir o volume de processos em andamento no Tribunal. “A conciliação visa colocar frente a frente partidos políticos devedores com os representantes da União, a fim de dar celeridade processual e reduzir o volume de processos no Tribunal. A conciliação em sede do Tribunal vem com o intuito de colocar frente a frente partidos devedores e a União, a fim de agilizar e dar celeridade processual. Utilizamos o modelo do TJMT, das conciliações e mediações em segundo grau, visando diminuir a quantidade de processos e dar maior celeridade”, explicou o juiz. O projeto conta com o apoio da Presidência do TRE-MT e busca oferecer uma alternativa mais acessível aos partidos políticos que enfrentam dificuldades na regularização de suas pendências. “A iniciativa tem o apoio da presidente do TRE-MT e visa não apenas dar celeridade processual, mas também ajudar os partidos que estão com dificuldade em conciliar. É uma ação alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em especial à Resolução nº 125/2010 e às metas nacionais voltadas ao estímulo da solução consensual de conflitos.”, concluiu pérsio.