Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

Agência Brasil • 11 de dezembro de 2025

O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados. 


Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.


Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:


O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias. É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse. 


Terrorismo


O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.


Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.


O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade. 


Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.


O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.


O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes. 


Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.


Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.


Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou. 


Atualização da lei existente


Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.


O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.


Punições mais altas 


O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.


O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.


Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.


Progressão de regime mais rígida


O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:


condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;


integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;


reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.


Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas


O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.


O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.


Integração institucional e banco de dados nacional


O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.


A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.


Monitoramento no sistema prisional e visitas


O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.


Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.


Financiamento: nova Cide para bets


O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.


Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.


O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.


O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras. 


Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou. 



Proteção a testemunhas


A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.


Responsabilização de agentes públicos


Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.


Combustíveis


Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.


A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.


O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.


Outras mudanças incluídas pelo Senado


Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.


Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.


Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.


*Com informações da Agência Senado


Por RepórterMT 23 de agosto de 2026
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) convidou os candidatos ao Governo do Estado a cadastrarem suas vozes em um sistema que busca impedir clonagens feitas com inteligência artificial. A iniciativa será adotada durante as Eleições Gerais de 2026 e pretende dificultar a produção de áudios falsos atribuídos aos concorrentes.  A ação é resultado de uma parceria da Justiça Eleitoral com a ElevenLabs, empresa que trabalha com geração e reprodução de voz por inteligência artificial. A adesão dos candidatos é voluntária e exige o envio de uma amostra de voz seguindo os critérios técnicos estabelecidos pela plataforma. As vozes cadastradas serão incluídas na lista chamada “No-Go Voices”, ou “Vozes Protegidas”. Dentro dos serviços oferecidos pela ElevenLabs, o mecanismo restringe a reprodução sintética e a clonagem das vozes incluídas no sistema. A proteção, portanto, é voltada especificamente para as ferramentas disponibilizadas pela empresa. Além dos candidatos aos governos estaduais e do Distrito Federal, a iniciativa também contempla ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais e candidatos à Presidência da República. O objetivo é reduzir o risco de uso da tecnologia para criar declarações inexistentes, falsificar identidades ou produzir conteúdos de desinformação durante a campanha. A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, informou que também cadastrará a própria voz. Segundo ela, a medida busca antecipar possíveis problemas provocados pelo uso de inteligência artificial no período eleitoral. “A inteligência artificial oferece inúmeras possibilidades positivas, mas também exige medidas de prevenção contra usos que possam confundir o eleitor ou atribuir falsamente uma declaração a determinada pessoa”, afirmou. Em Mato Grosso, a iniciativa será coordenada pela Assessoria de Comunicação Social do TRE-MT. Após o fornecimento das amostras, a ElevenLabs poderá identificar as vozes cadastradas e impedir que suas próprias ferramentas sejam utilizadas para reproduzi-las artificialmente.
Por Ascom 23 de agosto de 2026
Um homem, suspeito de aplicar golpes em comércios simulando pagamentos via PIX, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (21), em ação realizada pelos policiais da Delegacia de Jaciara. A ação resultou na recuperação de diversos produtos subtraídos por meio dos golpes. O suspeito, de 27 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de estelionato. As investigações foram iniciadas após comerciantes procurarem a Delegacia de Jaciara na manhã de sexta-feira (21), relatando prejuízos provocados por um homem que realizava compras e, no momento do pagamento, apresentava comprovantes de Pix agendado, levando as mercadorias antes da efetiva compensação dos valores. As compras fraudulentas ocorreram nos dias 19 e 20 de agosto. Em um dos estabelecimentos, o suspeito adquiriu produtos no valor de R$ 499,50. Após sua saída, os funcionários verificaram que o valor não havia sido creditado na conta da empresa e constataram que o documento apresentado correspondia apenas ao agendamento da transferência. Durante as diligências, os policiais identificaram outras quatro possíveis vítimas que teriam sido alvo do mesmo modo de atuação. Em um dos casos, em uma loja de roupas, o investigado apresentou um comprovante de Pix agendado no valor de R$ 450,00, levando quatro camisetas e três bermudas, sem que o pagamento fosse efetivamente realizado. Diante dos elementos apurados, a equipe da Delegacia de Jaciara iniciou imediatamente as diligências e conseguiu identificar o suspeito, que foi localizado em posse de parte dos produtos subtraídos. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Jaciara, interrogado e autuado em flagrante por estelionato, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça. A recuperação dos produtos obtidos mediante fraude evitou o prejuízo aos comerciantes. Os bens foram restituídos às vítimas. A Polícia Civil orienta os comerciantes do município que tenham sido vítimas de golpes com características semelhantes a procurar a unidade policial para registrar a ocorrência e fornecer informações que possam contribuir com as investigações.
Por FolhaMax 22 de agosto de 2026
Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comarca de Paranatinga (376 km de Cuiabá), realizou nesta quinta-feira (20) um pit-stop informativo para conscientizar a população sobre a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A mobilização integra a programação da campanha nacional Agosto Lilás e reuniu instituições que compõem a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar do município. Durante a ação, o juiz da 1ª Vara da Comarca de Paranatinga, Tiago Gonçalves dos Santos, participou da distribuição de laços lilás, símbolo da campanha;juiz eu chaveiros e panfletos com informações sobre os canais de denúncia, entre eles o Ligue 180. Segundo o magistrado, iniciativas como essa aproximam as instituições da comunidade e ampliam o debate sobre a violência contra a mulher. “O pit-stop de hoje é parte das atividades desenvolvidas pela Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar de Paranatinga. Ações como esta aproximam os órgãos que compõem a Rede da comunidade e alertam os condutores sobre a importância de falar sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher e, principalmente, de combatê-la”, afirmou. Judiciário presente na comunidade A participação do magistrado na mobilização também buscou demonstrar a atuação do Poder Judiciário para além do trabalho realizado nos gabinetes e nas unidades judiciais. Para o magistrado, sua presença direta nas ações promovidas pela Rede contribui para aproximar a Justiça da sociedade e incentivar o trabalho conjunto das instituições. “Minha participação, enquanto magistrado, demonstra também o papel institucional do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que vai além do julgamento dos processos e da análise das medidas protetivas. É importante que a sociedade visualize o juiz, enquanto pessoa e instituição, envolvido com a comunidade e presente também fora do gabinete para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher”, destacou. O juiz também ressaltou que a participação dos integrantes da Rede é resultado do compromisso coletivo com a causa. “Isso é importante não só para a população, mas também para as próprias pessoas que compõem a Rede, porque é praticamente um trabalho voluntário, uma vocação. Ver o juiz não apenas como coordenador, mas participando ativamente dos movimentos e da programação demonstra que o trabalho é conjunto e que o papel do Judiciário vai além da coordenação e da organização”, disse. Prevenção começa nas escolas As atividades do Agosto Lilás em Paranatinga também incluem palestras preventivas, conduzidas por psicólogas do município, para adolescentes das escolas locais. A proposta é promover o diálogo sobre violência de gênero desde a juventude e contribuir para a prevenção. Outra iniciativa na comarca são os Grupos Reflexivos destinados a homens envolvidos em situações de violência doméstica. A ação também foi estendida ao ambiente prisional, alcançando pessoas privadas de liberdade por crimes relacionados à violência de gênero. A atuação da Rede de Enfrentamento também foi ampliada recentemente para Gaúcha do Norte, município que integra a Comarca de Paranatinga. A articulação reúne representantes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Conselho Tutelar, Defensoria Pública, Ministério Público e outros órgãos e instituições De acordo com o juiz, o volume de casos relacionados à violência doméstica e familiar no município evidencia a necessidade de ampliar as ações de prevenção e conscientização. “A Comarca de Paranatinga possui muitos processos envolvendo violência doméstica e familiar. Então, os eventos deste mês são um chamado para dar um basta no aumento desses números”, concluiu.
Por Gazeta Digital 22 de agosto de 2026
Mato Grosso registrou queda de 16% no número de candidaturas nas eleições gerais deste ano em comparação com o último pleito, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual, contudo, ainda pode aumentar, já que as candidaturas estão sob análise pela Justiça Eleitoral após o fechamento do período de pré-campanha no início dessa semana. Não só no Estado, a redução ocorre a nível nacional. Com cargos proporcionais e majoritários na disputa, o estado mato-grossense conta com 441 candidaturas protocoladas em 2026, sendo que nas eleições gerais anteriores foram 525 registros. A queda se reflete nas candidaturas proporcionais, tanto para deputado federal quanto estadual, ao contrário do que ocorre com os nomes que disputam para governo e senado. Diferente do sistema majoritário, a dinâmica nas eleições proporcionais acaba sendo diretamente atingida com a diminuição de candidatos no estado. Com listas mais enxutas e concentração de votos, a competitividade cresce, já que os concorrentes precisam se esforçar mais para conseguir votação individual expressiva. Em 2026, disputam para federal e estadual 399 nomes, quase cem a menos do que no pleito anterior. Além disso, o fato de 93% dos atuais deputados do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tentarem a reeleição indica uma baixa renovação nesses cargos após as votações em outubro. O mesmo não acontece com a disputa ao governo e Senado, cujos registros foram de seis e dez candidatos em 2026, respectivamente. O número representa um aumento em relação a 2022, em ambas as funções, e a presença de pelo menos uma mulher no páreo, tanto ao governo quanto ao Senado, também é uma novidade, considerando que nos últimos oito anos Mato Grosso tem presenciado um efeito gangorra da participação de mulheres em cargos majoritários.  Enquanto no governo concorre a médica Natasha Slhessarenko (PSD), no Senado competem a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e a empresária Margareth Buzetti (PP). Vale destacar que, para este ano, o eleitor irá às urnas para escolher dois nomes ao Senado, em vez de um, como ocorreu no pleito anterior. Outro fator que ajuda a explicar a redução de candidaturas no estado é o aumento de federações registradas, que foi de três para cinco nessas eleições. Além de Psol/Rede, PSDB/Cidadania e PT/PCdoB/PV, constam no pleito deste ano as federações União Progressista e PRD/Solidariedade. No que tange aos partidos, o PL foi a sigla com maior número de candidatos lançados neste ano, totalizando 38 nomes, seguido pelo PSD, Novo e Podemos, que tiveram 35 cada.
Por Gazeta Digital 22 de agosto de 2026
Deputados estaduais concentram a maior parte das denúncias registradas pelo sistema Pardal em Mato Grosso na primeira semana de funcionamento da ferramenta para denunciar crimes eleitorais à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram 30 registros em 14 municípios, sendo 20 relacionados a candidatos a deputado estadual e outros três a deputado federal. O sistema entrou em funcionamento no último dia 16 de agosto e as queixas principais estão relacionadas ao uso de bens públicos e propaganda online. Cuiabá lidera o ranking de ocorrências, com nove denúncias, seguida por Sinop, com seis. Tangará da Serra aparece com três, na sequência Sorriso com dois registros, enquanto Alto Araguaia, Cláudia, Cáceres Diamantino, Guarantã do Norte, Nobres, Primavera do Leste, Rondonópolis,Sapezal e Várzea Grande tiveram uma denúncia cada. Do total de 24 registros, 16 envolvem candidatos a deputado estadual, o equivalente a dois terços dos registros. Na sequência aparecem candidatos a deputado federal, com três denúncias. Partidos políticos somam dois registros, enquanto senador, presidente da República e governador têm uma ocorrência cada. Entre os tipos de irregularidades apontados, uso de bens públicos e propaganda na internet aparecem empatados, com quatro denúncias cada. Outdoors eletrônicos tiveram três registros. Vias públicas, envio de mensagens, distribuição de material gráfico e carro de som somaram duas ocorrências cada. Também houve denúncias envolvendo rádio e TV, comício e adesivos, com um registro cada. Em dois casos, o tipo de irregularidade não foi informado. Dos 24 registros, 12 permanecem em andamento, sob apuração, enquanto nove foram baixados do sistema, isso é, arquivados ou julgados improcedentes, e outros três já foram investigados e peticionados no Processo Judicial Eletrônico (PJe), encaminhado ao juiz. O que é o Pardal? O Pardal é utilizado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral e outras condutas que possam violar a legislação. Como denunciar? O eleitor pode fazer o registro pelo aplicativo, disponível para smartphones e tablets, mediante identificação pelo e-Título ou Gov.br. Fotos, vídeos, áudios e links podem ser anexados à denúncia. Após o envio, o caso recebe um protocolo e passa pela Ouvidoria Eleitoral, que faz a análise e encaminha a ocorrência ao órgão competente. Dependendo da situação, o registro pode chegar à zona eleitoral, ao Ministério Público Eleitoral ou resultar em processo no PJe.
Por FatoCapital 21 de agosto de 2026
O agronegócio brasileiro atravessa uma transformação que vai muito além de produtividade, tecnologia e expansão de mercados. Em um cenário de mudanças regulatórias, novas exigências ambientais, avanço das tecnologias digitais, disputas fundiárias e crescente integração com o mercado internacional, a segurança jurídica passou a ocupar um lugar estratégico na tomada de decisões do produtor rural. Para quem está no campo, produzir deixou de significar apenas administrar clima, custos, crédito e mercado. É preciso também acompanhar uma legislação cada vez mais complexa e compreender como decisões judiciais, normas ambientais, regras trabalhistas, contratos, questões fundiárias e exigências internacionais podem impactar diretamente o patrimônio e a atividade rural. O advogado Pérsio Landim, especialista em Direito do Agronegócio, destaca que a segurança jurídica precisa ser encarada como uma ferramenta de gestão. “O produtor rural precisa compreender que o Direito não deve entrar em cena apenas quando surge um problema. A prevenção jurídica é hoje um componente fundamental da atividade empresarial no campo. Contratos bem estruturados, regularidade documental, planejamento patrimonial e atenção às normas ambientais podem evitar prejuízos significativos no futuro”, afirma. A questão ganha ainda mais relevância diante da internacionalização do agronegócio. O produtor brasileiro está conectado a cadeias globais de alimentos, fibras, energia e proteína animal. Países compradores passaram a exigir, além de qualidade e competitividade, informações relacionadas à origem dos produtos, rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade socioambiental. Esse movimento cria novas oportunidades, mas também aumenta as responsabilidades. Uma propriedade que pretende acessar mercados mais exigentes precisa estar preparada para demonstrar a regularidade de sua produção e de sua documentação. Para Pérsio Landim, esse novo ambiente exige uma mudança de mentalidade. “O agro moderno não pode trabalhar olhando apenas para a porteira. O produtor precisa entender o que acontece no mercado internacional, quais são as novas exigências dos compradores, como as tecnologias estão modificando os contratos e de que maneira as mudanças regulatórias podem afetar sua atividade. A segurança jurídica precisa acompanhar essa evolução.” Outro ponto que merece atenção é a expansão da tecnologia no campo. Agricultura de precisão, inteligência artificial, sensores, plataformas digitais, contratos eletrônicos e sistemas de rastreabilidade estão mudando a forma como propriedades rurais produzem e negociam. Com isso, surgem também novos desafios jurídicos relacionados a dados, responsabilidade contratual, propriedade intelectual e segurança das informações. A sucessão rural também está entre os temas que exigem planejamento. Em muitas propriedades, a continuidade do negócio entre diferentes gerações ainda é tratada somente quando surge um conflito familiar. Para o especialista, antecipar decisões pode ser determinante para preservar patrimônio e produtividade. “O produtor precisa pensar no futuro da propriedade antes que uma situação emergencial obrigue a família a tomar decisões. Planejamento sucessório, organização patrimonial e definição clara das responsabilidades podem reduzir conflitos e proteger a continuidade do negócio rural”, explica Landim. Em um setor cada vez mais profissionalizado, a segurança jurídica deixa de ser apenas uma preocupação defensiva e passa a representar vantagem competitiva. O produtor que conhece seus riscos, organiza seus documentos, acompanha as mudanças regulatórias e estrutura adequadamente suas relações comerciais tende a tomar decisões com mais segurança. O desafio, portanto, não está apenas em produzir mais. Está em produzir com planejamento, regularidade e capacidade de acompanhar um mercado que se tornou global. No agro do futuro, tecnologia e produtividade continuarão sendo fundamentais, mas deverão caminhar lado a lado com governança, sustentabilidade e segurança jurídica.
Por Agência Brasil 21 de agosto de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 11 de setembro a retomada do julgamento virtual que vai decidir sobre a validade das alterações feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. A norma impede a candidatura de políticos condenados nas eleições. O julgamento do caso foi suspenso em junho deste ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que devolveu o processo para julgamento nesta sexta-feira (21). Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 contra as alterações. Os votos foram proferidos pela ministra Cármen Lúcia e Luiz Fux. A Corte julgará uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a contagem dos prazos de inelegibilidade. Entre as principais mudanças, a lei unificou em 12 anos o prazo máximo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações por improbidade administrativa. A lei também mudou o marco de contagem do prazo de inelegibilidade de oito anos para políticos condenados. Pelo texto aprovado pelo Congresso, os oito anos devem contar a partir da condenação, e não após o cumprimento da pena, como ocorre atualmente. Se esses dispositivos forem validados pela Corte, a decisão pode liberar as candidaturas de José Roberto Arruda ao governo do Direito Federal, de Eduardo Cunha para o cargo de deputado federal por Minas Gerais e de Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro.
Por Persio Oliveira 21 de agosto de 2026
O especialista em aviação e influenciador Lito Sousa, de 59 anos, criador do canal Aviões e Músicas, foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade neurodegenerativa extremamente rara, progressiva e sem cura. A informação foi revelada nesta sexta-feira (21) pela esposa dele, a empresária Mila Seidl.  O novo diagnóstico ocorre pouco mais de um mês depois de Lito tornar público que também enfrenta um câncer de próstata. Em julho, ele contou aos seguidores que exames de rotina identificaram um adenocarcinoma de agressividade intermediária e que precisaria passar por tratamento. Durante esse período, porém, outro problema de saúde passou a preocupar a família. Lito começou a apresentar alterações neurológicas, incluindo dormência e perda de movimentos no braço esquerdo. O quadro chegou a ser tratado inicialmente como uma encefalite, uma inflamação no cérebro. Ele foi internado e passou por uma série de exames e tratamentos, mas apresentou pouca melhora. Com o avanço dos sintomas e novas investigações médicas, surgiu o diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob. Em um relato emocionado publicado nas redes sociais, Mila explicou que a evolução tem afetado principalmente a capacidade motora do marido. “Nas últimas semanas ele já perdeu bastante movimento, mas a lucidez dele ainda está íntegra”, afirmou. Depois de novas internações, Lito voltou para casa. Segundo a esposa, ele deverá permanecer sob cuidados de home care, com acompanhamento e auxílio de cuidador. A família também avalia possibilidades médicas diante da raridade do quadro. DOENÇA RARA Segundo o Ministério da Saúde, a doença de Creutzfeldt-Jakob é uma doença priônica humana rara, neurodegenerativa, progressiva e fatal. Ela atinge o cérebro e pode provocar perda de memória, tremores, demência e comprometimento progressivo das funções motoras. A forma esporádica, cuja causa é desconhecida, representa aproximadamente 85% dos casos confirmados. Há ainda formas hereditária e iatrogênica, além de uma variante específica relacionada à encefalopatia espongiforme bovina. Até o momento, a família de Lito não informou publicamente qual seria a forma da doença identificada no influenciador. Lito se tornou um dos principais divulgadores de conteúdo sobre aviação no Brasil. No Aviões e Músicas, conquistou milhões de seguidores explicando de maneira simples curiosidades, acidentes, funcionamento de aeronaves e bastidores do setor aéreo. O bordão “Senta que lá vem história”, usado por ele antes de muitas de suas explicações, acabou se tornando uma de suas marcas nas redes sociais.
Por RepórterMT 21 de agosto de 2026
A partir da próxima sexta-feira (28), os eleitores mato-grossenses começarão a acompanhar o Horário Eleitoral Gratuito no rádio e na televisão, período que segue até 1º de outubro.  O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) oficializou a distribuição dos tempos e a ordem de exibição dos programas dos candidatos que disputam o comando do Palácio Paiaguás e as vagas em disputa. O maior tempo de rádio e TV ficou com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) , que disputa a reeleição pela coligação Mato Grosso Não Pode Parar, grupo composto também pelo Podemos e pelas federações PSDB/Cidadania e União Brasil/PP. O chefe do Executivo estadual terá 03’14”82 de propaganda. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) , candidata ao governo pela coligação Mato Grosso para Todos, integrada por PDT, PSB e pelas federações Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) e PSOL/REDE, será a primeira a aparecer na tela na estreia do programa. Ela detém o segundo maior tempo de inserções, com 03’01”29. Completando o bloco dos principais concorrentes ao governo, o senador Wellington Fagundes (PL) disporá de 02’43”90. O arco de alianças da chapa reúne o PL, MDB, Novo e a federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade). Calendário de exibições A grade de transmissão em rede obedece a um cronograma alternado definido pela legislação eleitoral. Nas segundas, quartas e sextas-feiras as exibições serão voltadas para os candidatos ao Governo do Estado, Senado Federal e Assembleia Legislativa de Mato Grosso (deputado estadual). Os horários são às 6h e às 11h no rádio, e às 12h e às 19h30 na televisão. Às terças, quintas e sábados o espaço destinado aos concorrentes à Câmara dos Deputados (deputado federal) e à Presidência da República, nos mesmos horários.
Por Ascom 21 de agosto de 2026
Em julho, os frigoríficos de Mato Grosso ampliaram as vendas de carne bovina para diferentes mercados internacionais, com crescimento dos embarques para países como Chile, Estados Unidos e Espanha. O avanço mais expressivo foi registrado nas exportações para o mercado espanhol, que aumentaram 172% de junho para julho, segundo dados do Comex Stat. Nos primeiros sete meses do ano, os frigoríficos de Mato Grosso exportaram 457,1 mil toneladas de carne bovina, movimentando US$ 2,8 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento de 29,6% no volume exportado, com 104,4 mil toneladas a mais. A receita obtida com as vendas externas cresceu US$ 951,5 milhões, alta de 51,2% no período. Em junho, Mato Grosso exportou para a Espanha 549,7 toneladas de carne bovina. Em julho, o volume avançou para 1,4 mil toneladas, crescimento de 172%. De janeiro a julho, foram vendidas ao país 5,1 mil toneladas da proteína bovina, volume 10,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Outro mercado que apresentou crescimento foi o dos Estados Unidos. Em junho, o país comprou 3,1 mil toneladas de carne bovina mato-grossense, volume que passou para 5,3 mil toneladas em julho, alta de 66,6%. De janeiro a julho, os norte-americanos compraram 36,8 mil toneladas, crescimento de 69,6% em relação aos primeiros sete meses de 2025. Também houve aumento nas vendas para o Chile, segundo o Comex Stat. Os embarques passaram de 4,9 mil toneladas em junho para 6,8 mil toneladas em julho, crescimento de 37,4%. No acumulado de janeiro a julho, o país sul-americano comprou 30,8 mil toneladas de carne bovina mato-grossense, volume 76% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. "Esse crescimento nas exportações é resultado de uma combinação de fatores em toda a cadeia produtiva, que vem ampliando a eficiência da produção e a capacidade de atender às diferentes exigências do mercado internacional. Nesses mercados já consolidados, o aumento das vendas mostra que ainda existe espaço para aprofundar essas relações comerciais, o que é importante para todos os elos da cadeia", avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.