Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

Agência Brasil • 11 de dezembro de 2025

O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados. 


Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.


Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:


O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias. É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse. 


Terrorismo


O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.


Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.


O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade. 


Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.


O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.


O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes. 


Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.


Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.


Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou. 


Atualização da lei existente


Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.


O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.


Punições mais altas 


O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.


O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.


Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.


Progressão de regime mais rígida


O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:


condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;


integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;


reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.


Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas


O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.


O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.


Integração institucional e banco de dados nacional


O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.


A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.


Monitoramento no sistema prisional e visitas


O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.


Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.


Financiamento: nova Cide para bets


O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.


Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.


O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.


O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras. 


Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou. 



Proteção a testemunhas


A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.


Responsabilização de agentes públicos


Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.


Combustíveis


Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.


A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.


O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.


Outras mudanças incluídas pelo Senado


Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.


Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.


Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.


*Com informações da Agência Senado


Por MidiaJur 24 de fevereiro de 2026
O Governo de Mato Grosso abriu licitação para contratar a empresa que vai realizar as obras de duplicação do Anel Viário Conrado Salles de Brito, em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). Com um investimento estimado em R$ 75,2 milhões, serão duplicados 16 quilômetros deste trecho da MT-483.  A obra está dividida em dois lotes, sendo que o primeiro compreende o trecho de 10 km entre a BR-364 e a MT-130, na saída para Poxoréu, enquanto o segundo vai da MT-130 até a MT-270, na saída para Guiratinga, com 6 km. Também serão executadas as duplicações de duas pontes da rodovia. Uma está contida no primeiro lote e contempla o Córrego Lajeadinho, com 30 metros. A outra está no segundo lote, sobre o Córrego Arareau, com 65 metros. A escolha por dividir a obra em dois lotes foi para garantir uma maior agilidade na execução da obra. Desta forma, duas empresas diferentes poderão trabalhar, uma em cada trecho. A licitação é realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e está marcada para o dia 4 de março, por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (Siag). Rondonópolis é conhecida como a capital nacional do bitrem. A cidade está localizada no entroncamento da BR-163 com a BR-364, duas das principais rodovias federais para o escoamento da produção agrícola. Além disso, a partir da cidade saem rodovias estaduais em direção a outros municípios mato-grossenses. A cidade ainda conta com um terminal ferroviário. O intenso tráfego de caminhões aumenta a importância do Anel Viário e a duplicação tem o objetivo de aliviar o trânsito de veículos pesados na região central.
Por Gazeta Digital 24 de fevereiro de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (24) a segunda fase da Operação Presente de Grego, que tem como alvo um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas conhecidas como “golpe do falso presente”. Os alvos estão no estado de São Paulo e deram golpes superiores a R$ 160 mil em vítimas de Cuiabá. De acordo com as informações da assessoria de imprensa, ao todo, são cumpridas 36 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e 26 de bloqueio de bens e valores que somam cerca de R$ 55 mil. As ações acontecem nas cidades de São Paulo e Taboão da Serra, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá, sob coordenação do delegado Pablo Carneiro. A nova etapa é um desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em fevereiro de 2025, quando um dos principais executores do esquema foi preso. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas, todas moradoras de Cuiabá, tiveram prejuízos que ultrapassam R$ 160 mil. falso presente  Segundo as investigações, o grupo abordava as vítimas simulando a entrega de presentes em datas comemorativas. Durante a falsa entrega, exigiam o pagamento de uma “taxa” via maquininha de cartão. No momento da transação, os golpistas cobravam valores muito acima do informado, manipulando o equipamento ou induzindo as vítimas ao erro. As apurações apontam que o grupo agia de forma organizada, com divisão de tarefas entre um núcleo executor e outro financeiro, responsável por movimentar e ocultar o dinheiro obtido ilegalmente. “As ordens de bloqueio patrimonial têm o objetivo de interromper o fluxo financeiro ilícito, garantir o ressarcimento das vítimas e impedir a continuidade da atividade criminosa”, destacou o delegado Pablo Carneiro. As investigações continuam para aprofundar a análise patrimonial, identificar novas vítimas e responsabilizar todos os envolvidos. Nome da operação O nome “Presente de Grego” faz referência à expressão da mitologia grega, em alusão ao cavalo de madeira oferecido pelos gregos aos troianos como um falso presente. A metáfora representa algo que aparenta ser benéfico, mas esconde prejuízos e armadilhas. A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, que compõe o Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Por VGN 23 de fevereiro de 2026
O Egito protagonizou a maior escalada recente entre os destinos das exportações de Mato Grosso e, em dois anos, saiu da 22ª posição no ranking de compradores do Estado para o 2º lugar em 2025, atrás apenas da China. Os dados são do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e indicam mudança relevante no perfil dos parceiros comerciais mato-grossenses. Em 2023, o país africano ocupava a 22ª colocação, com US$ 329,1 milhões em compras e 16 produtos na pauta. O milho liderava, com US$ 180,6 milhões, seguido pelas carnes bovinas congeladas (US$ 102,3 milhões) e resíduos da indústria de cereais e leguminosas (US$ 12,1 milhões). Naquele ano, os principais destinos das exportações de Mato Grosso eram China, Tailândia e Vietnã.  Em 2024, o Egito subiu para a 6ª posição, com US$ 1,07 bilhão em aquisições. O milho respondeu por US$ 851,8 milhões, as carnes bovinas congeladas por US$ 107,8 milhões e a soja passou a integrar a pauta, com US$ 47,2 milhões. Já em 2025, o país alcançou a vice-liderança, com US$ 1,347 bilhão importados e 11 produtos negociados. O milho manteve-se como principal item, com US$ 1,073 bilhão, seguido pelo algodão (US$ 110,1 milhões) e pelas carnes bovinas congeladas (US$ 104,3 milhões). O avanço indica maior peso do mercado egípcio na balança comercial estadual e reforça a centralidade do milho na pauta exportadora. Em dois anos, as compras quadruplicaram, consolidando o país como um dos principais destinos das commodities produzidas em Mato Grosso e ampliando a presença do Estado no eixo Norte da África e Oriente Médio.
Por Gazeta Digital 23 de fevereiro de 2026
A Arena Pantanal, em Cuiabá, será o palco da primeira edição da FIFA Series voltada para o futebol feminino no Brasil. O anúncio foi feito pela FIFA nesta segunda-feira (23), confirmando a capital mato-grossense como sede do torneio que acontece em abril. Além da Seleção Brasileira, participam da competição as equipes do Canadá, Zâmbia e Coreia do Sul. A escolha da sede faz parte da estratégia de descentralização da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou o simbolismo de utilizar uma arena que foi sede da Copa do Mundo masculina para fortalecer a modalidade feminina. “Estamos colocando o futebol feminino em grandes palcos do país. Grandes jogos precisam estar em todas as regiões, aproximando a Seleção do torcedor”, afirmou. A realização do torneio em 2026 é vista como um ensaio estratégico para a Copa do Mundo Feminina de 2027, da qual o Brasil será sede. Para a coordenadora de Seleções Femininas, Cris Gambaré, Cuiabá representa um cenário de expansão para o esporte fora do eixo tradicional. "A escolha é sobre intenção, compromisso e legado. Quando a cidade abraça o projeto, a transformação vai além dos 90 minutos. Fica o legado para os clubes locais, categorias de base e escolas", pontuou a coordenadora. O objetivo da FIFA Series é promover o intercâmbio entre diferentes continentes e aumentar o equilíbrio competitivo global. (Com informações da CBF) Confira a tabela de jogos na Arena Pantanal 11 de abril (Sábado) 15h: Canadá x Zâmbia 21h30: Brasil x Coreia do Sul 14 de abril (Terça-feira) 15h: Canadá x Coreia do Sul 21h30: Brasil x Zâmbia 18 de abril (Sábado) 15h: Coreia do Sul x Zâmbia 21h30: Brasil x Canadá
Por RepórterMT 23 de fevereiro de 2026
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), lidera a disputa ao Senado Federal com 40,5% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto Percent Brasil, divulgada hoje (23). No mesmo cenário, na modalidade estimulada, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos eleitores, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) aparece em segundo lugar, com 23,4%. Na terceira colocação está Carlos Fávaro (PSD), ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), com 4% das intenções de voto. Em seguida aparecem o deputado federal José Medeiros (PL), com 3,8%; o ex-senador e ex-governador Pedro Taques (PSB), com 3,3%; e o produtor rural Antonio Galvan, ex-presidente da ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), com 1,7%. Os eleitores indecisos somam 17,1%. Já os votos brancos e nulos representam 5,7%, enquanto 0,5% preferiram não responder. Como os mato-grossenses poderão votar em dois candidatos ao Senado neste ano, a pesquisa também mediu a segunda opção de voto, ainda na modalidade estimulada. Nesse cenário, Janaina Riva lidera com 14,9%, seguida por Mauro Mendes, com 13,4%. Na sequência aparecem Fávaro (7,3%), Taques (7%), Medeiros (5%) e Galvan (2,2%). Na segunda opção de voto, os indecisos chegam a 32,3%. Os que declararam voto em branco ou nulo somam 6,2%, enquanto 11,7% preferiram não responder. Na modalidade espontânea, quando o eleitor cita um nome sem acesso à lista de candidatos, Mauro Mendes também lidera, com 14,9% das intenções de voto. Janaina Riva aparece em segundo, com 11,7%. Carlos Fávaro soma 1,5%, Pedro Taques 0,9%, José Medeiros 0,8% e Antonio Galvan 0,5%. Nesse cenário, o percentual de eleitores que não souberam em quem votar chega a 63,5%, indicando alto grau de indefinição. Os que afirmaram votar em branco ou nulo representam 3,9%, enquanto 2,3% não souberam responder. Governo de MT Na disputa ao governo de Mato Grosso, o levantamento apontou que o senador Wellington Fagundes (PL) lidera com 25% das intenções de voto na modalidade estimulada. Na sequência, aparecem tecnicamente empatados o também senador Jayme Campos (União Brasil), com 15%, e o vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta (Republicanos), com 14%. Em seguida está a médica Natasha Slhessarenko (PSD), com 7% das intenções de voto, e, por último, o Sargento Ludicério, com 6,5%. Os indecisos somam 25,4%. Já os votos brancos e nulos representam 6,3%, enquanto 0,8% dos entrevistados não souberam responder. Em um segundo cenário, no qual a projeção não considera a participação de Jayme Campos, Wellington Fagundes permanece na liderança, com 28,8% das intenções de voto. Otaviano Pivetta aparece em segundo lugar, com 15,1%, seguido por Natasha Slhessarenko, com 8%, e Sargento Ludicério, com 7,3%. Nesse cenário, o percentual de indecisos sobe para 32%. Os votos brancos e nulos somam 7,7%, enquanto 1,1% dos entrevistados não souberam responder. Já na modalidade espontânea, as posições se mantêm, porém com percentuais menores, devido à possibilidade de outros nomes. Wellington Fagundes lidera com 9,1% das intenções de voto, seguido por Jayme Campos, com 6,4%, e Otaviano Pivetta, com 6,3%. Na sequência aparecem o governador Mauro Mendes (União Brasil), com 2,6%; Natasha Slhessarenko, com 2,3%; Sargento Ludicério, com 1,7%; a deputada estadual Janaina Riva (MDB), com 0,5%; o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL), com 0,3%; e o ex-senador e ex-governador Blairo Maggi, com 0,2%. Os eleitores indecisos ou que disseram não saber em quem votar somam 64,5%. Já os votos brancos ou nulos representam 4,4%, enquanto 1,7% não responderam.  Metodologia A pesquisa ouviu 1,2 mil mato-grossenses com 16 anos ou mais, entre os dias 9 e 17 de fevereiro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08543/2026 e no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) com o registro 06846/2026.
Por RepórterMT 23 de fevereiro de 2026
O bairro Duque de Caxias tem o aluguel residencial mais caro de Cuiabá. De acordo com o Índice FipeZAP de Locação Residencial, em janeiro de 2026 o preço médio da locação foi de R$ 59,1 por metro quadrado. Em segundo lugar no índice aparece o bairro Quilombo, com aluguel de R$ 53,5 por metro quadrado, e, em terceiro, o Jardim Aclimação, com R$ 48,6 por metro quadrado. Os bairros Ribeirão do Lipa, Cidade Alta, Goiabeiras, a área de expansão urbana, Centro Norte, Porto e Araés também aparecem no ranking dos bairros com o aluguel por metro quadrado mais caro da capital. Embora o bairro Duque de Caxias tenha o aluguel mais caro, o Quilombo se destaca no índice como o bairro que sofreu o maior aumento no preço nos últimos 12 meses, registrando valorização de 49,7%.  A segunda maior valorização do aluguel por metro quadrado é a do bairro Centro Norte, que teve aumento de 40,4% nos últimos 12 meses, seguido pelo bairro Cidade Alta, com alta de 36,2%. O índice revela ainda que o mercado de aluguéis residenciais apresentou cenário de valorização em toda a cidade em janeiro deste ano, atingindo preço médio geral de R$ 47,21 por metro quadrado, com aumento acumulado de 17,49% nos últimos 12 meses. Desenvolvido em parceria pela Fipe e pelo Grupo OLX, o Índice FipeZAP acompanha o preço de locação de imóveis residenciais prontos e avaliou 2.614 anúncios para compor a base de dados. De acordo com os dados socioeconômicos revelados pelo índice, Cuiabá tem população residente de mais de 650 mil pessoas, área territorial de 4.327,4 km², 232,2 mil domicílios e 43,6 mil apartamentos.
Por Olhar Direto 22 de fevereiro de 2026
Um grupo político ligado ao agronegócio articula a criação de um município na região médionorte, que poderá se tornar o 143º do Estado. A proposta, capitaneada pelo produtor rural Eraí Maggi, prevê a implantação de dois distritos que futuramente poderão dar origem a uma nova cidade, batizada informalmente de “Gilmarlândia”, em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes natural de Diamantino (200 km de Cuiabá). O projeto foi apresentado publicamente neste sábado (21), em uma área da Fazenda Bom Futuro, a aproximadamente 16 quilômetros do Trevo da Libra, pela MT-010, sentido Campo Novo do Parecis (cerca de 397 km da Capital). O evento reuniu trabalhadores da região, prefeitos e lideranças estaduais, como o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (PSB), o vice-governador Otaviano, Pivetta (Republicanos), e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União). A proposta inicial prevê a criação de dois distritos administrativos: um vinculado a São José do Rio Claro (cerca de 315 km de Cuiabá) e outro a Diamantino. Esses distritos funcionariam como base jurídica e administrativa para, no futuro, pleitear a emancipação política e a criação de um novo município. Durante o evento, o ministro Gilmar Mendes destacou que a iniciativa pode contribuir para estruturar um núcleo urbano voltado às famílias que trabalham na região. “Eu acho importante essa iniciativa de se ter um núcleo de apoio para as famílias e pessoas que trabalham nessa região. Já temos a experiência da Deciolândia e agora temos esse projeto que há muito era sonhado pelo Eraí Maggi e acho que agora começa a ter desdobramento”, afirmou. Ao ser questionado sobre os entraves políticos e legais para a criação de um novo município, processo que pode levar anos e depende de legislação estadual e federal, além de estudos de viabilidade, o ministro reconheceu que o caminho exige articulação institucional ampla. “Com certeza. Isso precisa de ter um esforço bastante grande de todas as pessoas e todas as instituições. O que se busca é instalar escolas, instalar espaços de lazer para as pessoas, espaços de tratamento de saúde para as pessoas que eventualmente trabalham ou até moram nessas cercanias”, pontuou, acrescentando que o Judiciário também tem papel de assegurar que as estruturas mínimas sejam observadas. Eraí Maggi sustenta que o projeto nasce da necessidade de fixar mão de obra no campo. Segundo ele, apesar de grandes fazendas da região empregarem centenas de trabalhadores, as famílias vivem distantes, muitas vezes em cidades a 100 ou 150 quilômetros. “Aqui uma criança acorda quatro horas da manhã, pega ônibus e chega às dez horas em casa. Aqui precisa de hospital, de saúde, de educação, de lazer. As famílias ficam longe, muitas vezes no Nordeste ou em cidades distantes”, declarou O empresário argumenta que a falta de infraestrutura compromete a permanência dos trabalhadores na região. Ele citou investimentos já realizados, como asfaltamento de rodovias, ligação energética com linhão vindo de Nova Mutum (240 km de Cuiabá) e melhorias no entorno de Sapezal (480 km da Capital).  Segundo Maggi, o novo núcleo urbano deverá contar com hospital, escolas, áreas de lazer, igrejas, clubes e até lago artificial voltado ao turismo e ao balneário. “As pessoas precisam de conforto. É saúde, é educação, é segurança. Assim nós produzimos melhor também”, afirmou. Caminho jurídico e político A criação de um novo município em Mato Grosso depende de uma série de etapas legais. É necessário, primeiramente, instituir distritos por meio de lei municipal e estadual, além de cumprir critérios constitucionais e estudos de viabilidade econômica e populacional. .
Por RepórterMT 22 de fevereiro de 2026
Os dados consolidados de janeiro de 2026 confirmam a liderança de Mato Grosso na produção agropecuária. Com um faturamento bruto superior a R$ 199,3 bilhões, o estado mantém-se isolado na primeira posição do ranking nacional, sendo o único a romper a barreira dos R$ 190 bilhões.  A força mato-grossense é o principal pilar para que a região Centro-Oeste lidere o Valor Bruto da Produção (VBP) por regiões, somando mais de R$ 400,1 bilhões. Na prática, isso significa que a cada R$ 6,50 gerados no campo brasileiro, aproximadamente R$ 1,00 tem origem em território mato-grossense. Consulte AQUI os dados oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O top 5 do faturamento Atrás de Mato Grosso, a disputa pelo Valor Bruto da Produção revela a força de Minas Gerais e São Paulo, que completam o pódio: Mato Grosso: R$ 199,39 bilhões Minas Gerais: R$ 165,93 bilhões São Paulo: R$ 154,48 bilhões Paraná: R$ 150,67 bilhões Goiás: R$ 116,85 bilhões Lavouras e pecuária em alta O agronegócio brasileiro inicia o ano com um VBP total de R$ 1,301 trilhão (soma das cinco regiões), apresentando um crescimento sólido de 11,9% na comparação com 2024. O segmento de bovinos saltou para R$ 211,5 bilhões (+24,3%), beneficiado por uma demanda externa aquecida que favorece estados com grandes rebanhos, como Mato Grosso e Goiás. Enquanto a soja atinge R$ 329,1 bilhões e o milho se recupera com R$ 166,1 bilhões (+32,9%), o café desponta como o maior destaque de valorização, crescendo 45,7% para somar R$ 114,6 bilhões. Apesar dos recordes registrados nas cadeias voltadas à exportação, o balanço de janeiro de 2026 indica que o prato principal do brasileiro pode ficar mais caro. Os dados mostram uma redução de 16,4% no valor de produção do arroz e de 20,5% no feijão, sinalizando que o mercado interno enfrenta um descompasso frente ao avanço das commodities.
Por RepórterMT 21 de fevereiro de 2026
Mato Grosso atingiu um marco histórico no mercado de trabalho em 2025. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Estado registrou uma taxa de desocupação de apenas 2,2%, o menor índice anual desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Com esse resultado, Mato Grosso assumiu a liderança nacional, superando Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). O levantamento revela ainda que o Estado possui a maior taxa de ocupação do país, com 66,7%, o que significa que a maior parte da população em idade ativa está inserida no mercado. Atualmente, das pouco mais de 3 milhões de pessoas em idade de trabalhar em Mato Grosso, apenas 50 mil são consideradas desocupadas. Outro destaque positivo é o rendimento médio real, que alcançou R$ 3.688, colocando o Estado na 8ª posição nacional em poder de compra. O Estado também se destaca pela baixa taxa de subutilização da força de trabalho (6,8%) e pelo controle da informalidade, que atingiu 36,3%.
Por RepórterMT 21 de fevereiro de 2026
Uma noite de confraternização terminou em momentos de terror para um empresário de 67 anos e dois amigos, de 50 e 43 anos, nessa sexta-feira (20), em Lucas do Rio Verde, cidade de Mato Grosso. O grupo foi rendido por aproximadamente seis criminosos armados no interior de uma empresa de postes e pré-moldados, onde foram sequestrados e mantidos em cárcere privado.  A Polícia Militar foi acionada via 13º Batalhão após testemunhas visualizarem duas caminhonetes da empresa saindo em alta velocidade do local. Ao chegarem à sede, os policiais encontraram o escritório todo revirado e as vítimas desaparecidas. Durante as buscas, as equipes localizaram os três homens em uma residência abandonada na Rua Turquesa, nas proximidades da ocorrência. De acordo com o relato das vítimas, elas foram amarradas enquanto os bandidos exigiam transferências bancárias via PIX. O proprietário da empresa foi alvo de agressões físicas, sob ameaças de que os suspeitos "sabiam que ele tinha dinheiro", diz trecho do boletim de ocorrência. Devido à intensa movimentação policial na região, que contou com equipes do Raio e da Guarda Civil Municipal (GCM), os criminosos fugiram antes de concretizar as transações, deixando as vítimas presas. Após conseguirem se desvencilhar das cordas, as vítimas foram resgatadas. Uma das caminhonetes roubadas, uma Dodge Ram, foi localizada e recuperada pelos policiais. No entanto, uma Toyota Hilux permanece desaparecida. Até a divulgação desta matéria, ninguém havia sido preso, e as forças de segurança continuam as buscas pelos suspeitos e pelo veículo.