Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

Agência Brasil • 11 de dezembro de 2025

O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados. 


Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.


Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:


O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias. É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse. 


Terrorismo


O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.


Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.


O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade. 


Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.


O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.


O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes. 


Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.


Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.


Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou. 


Atualização da lei existente


Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.


O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.


Punições mais altas 


O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.


O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.


Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.


Progressão de regime mais rígida


O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:


condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;


integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;


reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.


Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas


O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.


O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.


Integração institucional e banco de dados nacional


O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.


A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.


Monitoramento no sistema prisional e visitas


O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.


Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.


Financiamento: nova Cide para bets


O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.


Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.


O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.


O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras. 


Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou. 



Proteção a testemunhas


A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.


Responsabilização de agentes públicos


Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.


Combustíveis


Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.


A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.


O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.


Outras mudanças incluídas pelo Senado


Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.


Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.


Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.


*Com informações da Agência Senado


Por MíidaNews 9 de julho de 2026
A Justiça de Mato Grosso acolheu uma ação civil pública ambiental proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra a Prefeitura de Cuiabá e determinou a paralisação imediata da retirada de árvores na Avenida Fernando Corrêa da Costa. A Prefeitura realiza obras de mobilidade urbana na avenida e já derrubou mais de 50 ipês. A decisão é assinada pelo juiz Bruno D'Oliveira Marques, em substituição legal na Vara Especializada do Meio Ambiente, e foi publicada nesta quinta-feira (9). Na ação, o Ministério Público pediu a suspensão de todas as autorizações de remoção arbórea vigentes no município, além da interrupção imediata do corte de árvores na Fernando Corrêa, no trecho da BR-163. Segundo o MPE, a Prefeitura de Cuiabá vem autorizando o corte de árvores adultas sem critérios técnicos suficientes, adotando apenas parâmetros quantitativos para a compensação ambiental, como o número de mudas replantadas, sem considerar fatores como biomassa, tamanho da copa e os serviços ambientais prestados pelas árvores já adultas. Como exemplo, o órgão citou a retirada integral de árvores na Rua Baltazar Navarro, no bairro Bandeirantes, e a supressão de árvores na Fernando Corrêa em frente à Copagaz. Conforme a ação, 24 das 82 árvores previstas para remoção já haviam sido derrubadas na avenida, segundo levantamento do Juizado Volante Ambiental (Juvam). Ao analisar o pedido, o magistrado destacou os impactos ambientais e climáticos da retirada em massa da arborização urbana, especialmente em uma cidade marcada por temperaturas elevadas. "Em Cuiabá, cidade que regularmente registra temperaturas próximas a 40°C e que figura entre as capitais brasileiras com maior índice de calor urbano, a perda de arborização adulta representa dano direto e imediato à saúde e à qualidade de vida da coletividade, com impactos que se prolongarão por décadas", escreveu o juiz. Para garantir o cumprimento da decisão, foi fixada multa pessoal de R$ 50 mil ao secretário municipal de Obras, Reginaldo Teixeira, caso a supressão das árvores continue. Por outro lado, o juiz negou, neste momento, o pedido do Ministério Público para suspender todas as autorizações de supressão arbórea concedidas pelo Município. Segundo ele, a medida possui alcance amplo e pode afetar situações em que a retirada de árvores seja tecnicamente necessária. "A extensão da medida requerida é desproporcional ao estágio de cognição sumária próprio desta fase, pois atingiria indiscriminadamente atos administrativos que podem ter observado os critérios técnicos adequados, incluindo autorizações precedidas de regular licenciamento ambiental. ", destacou o magistrado.
Por Gazeta Digital 9 de julho de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), extinguiu o recurso de um produtor rural que buscava a regularização individual de terras afetadas pela histórica disputa de divisas entre Mato Grosso e Pará. A decisão, assinada na última quinta-feira (2), reconhece a perda de objeto da ação isolada, uma vez que o impasse fundiário passou a ser tratado de forma global em um acordo coletivo conduzido pelo ministro Flávio Dino, relator da Ação Rescisória (AR) 2.964. A conciliação entre os estados contou com a articulação direta da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), representada pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos). O parlamentar destaca que o acordo é um passo decisivo para Mato Grosso, especialmente porque o estado continua garantindo serviços essenciais como saúde e segurança pública à população da área de divisa, mesmo após o território ter sido mapeado como pertencente ao Pará.  O caso está vinculado à Ação Cível Originária (ACO) 714, que transitou em julgado em maio de 2021 e fixou os limites territoriais definitivos entre os dois estados. Contudo, o fim do processo gerou um vácuo de transição legal que instaurou forte insegurança jurídica para os produtores da região. Um desses casos levados ao STF foi o de um agricultor com três propriedades registradas no cartório de Vila Rica (1259 km a nordeste de Cuiabá), mas que, pela nova demarcação, passaram para o lado paraense. Sem regras de transição, ele não conseguia transferir as matrículas dos imóveis para o Pará, o que travava o acesso a financiamentos bancários. Em um primeiro momento, André Mendonça havia ordenado que os governos estaduais fizessem a transferência dos registros. O Estado do Pará recorreu da determinação, alegando que o STF não detém competência sobre registros imobiliários particulares e que o processo fundiário deveria correr administrativamente pelo Instituto de Terras do Pará (Iterpa). O cenário mudou após uma audiência de conciliação liderada pelo ministro Flávio Dino. Na ocasião, Mato Grosso e Pará decidiram construir uma saída pacífica e unificada para o problema. Naquela mesma mesa de negociações, ficou acertado que a discussão principal sobre a mudança de limites geográficos, que envolve uma área de mais de 22 mil quilômetros quadrados, incluindo a região da Cachoeira das Sete Quedas, permanecerá temporariamente suspensa. Com o acordo firmado entre os governos, os estados se comprometeram a realizar um mapeamento cartográfico conjunto de todas as propriedades que foram tituladas pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), mas que agora estão em solo paraense. Diante desse avanço, o ministro André Mendonça reconsiderou o posicionamento anterior. Ao julgar o recurso individual prejudicado, o magistrado validou a estratégia coletiva, garantindo que o direito de todos os proprietários afetados seja discutido e solucionado de uma só vez na corte.
Por MíidaNews 9 de julho de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em Várzea Grande, na quarta-feira (8), uma mulher de 46 anos, que não teve o nome divulgado, acusada investigada de ser mentora e intermediária de um esquema de estelionato contra uma empresa distribuidora de produtos de harmonização orofacial com sede no Paraná. A Operação Simetria Fraudada, cumpre um mandado de prisão preventiva, além de ordens judiciais de quebra de sigilo telemático e extração de dados de aparelho celular contra a acusada. O caso veio à tona após a prisão em flagrante de um casal, no dia 16 de junho, na residência da família, no bairro Construmat, em Várzea Grande, no momento em que recebia os produtos oriundos da fraude. De acordo com as investigações, realizadas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), os suspeitos teriam adquirido mercadorias em dois episódios distintos, utilizando-se de identidades falsas e cartões de crédito de terceiros, causando prejuízo de aproximadamente R$ 38 mil à empresa. Presa em trabalho Além do estelionato, o casal também foi autuado por tráfico de drogas e posse de munição de uso restrito, encontrados no mesmo imóvel. Na ocasião, a autoridade policial responsável representou pela conversão da prisão em flagrante do casal em prisão preventiva, medida deferida pelo Poder Judiciário na audiência de custódia. Após a prisão, a equipe da DEE chegou à mentora do crime, mãe da primeira suspeita presa, que havia articulado a entrega dos materiais na casa da filha. O delegado representou pelo mandado de prisão preventiva contra a mulher, que foi deferido pela Justiça. A mulher foi presa nessa quarta, em seu local de trabalho, em Várzea Grande. As investigações apontam que o grupo demonstrava capacidade de redirecionar entregas despachadas pelos Correios, sugerindo estrutura logística sofisticada para a prática dos golpes. Em razão da atribuição investigativa preponderante sobre os crimes de receptação e tráfico de drogas, os autos do inquérito foram redistribuídos à Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que passa a conduzir as investigações relacionadas a esses delitos. Já o crime de estelionato será apurado pela Polícia Civil do Paraná, unidade da Federação onde reside a empresa vítima, para onde a autoridade policial representou pelo compartilhamento das provas colhidas, medida também adotada em relação à própria Denarc.
Por Gazta Digital 9 de julho de 2026
Em Mato Grosso, 10 barragens apresentam Categoria de Risco (CRI) alto ou com evidência de comprometimento da estrutura. Outras 84 estão classificadas como Dano Potencial Associado (DPA) alto ou médio e, entre elas, apenas uma atende o critério padronizado. O Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), aponta ainda que das 658 barragens cadastradas na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), 48, ou 7%, não foram verificadas quanto ao enquadramento na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Das 10 com CRI alto, a maioria (7) fica no município de Nossa Senhora do Livramento. São elas: Bacia de Rejeitos, Santa Maria, Barragem do Serginho, Jaburu, Neta, BR02 e Barragem Manah. Em Poconé, são duas: Bacia de Rejeitos São Bento e Isa. Todas têm como uso principal a contenção de rejeitos de mineração. A única destinada à produção de energia é a Usina Hidrelétrica de Colíder. A categorização da classificação de CRI alto leva em conta fatores como características técnicas da estrutura, estado de conservação e cumprimento das exigências relacionadas ao Plano de Segurança de Barragem, incluindo documentação obrigatória e demais requisitos normativos. O descumprimento de determinadas obrigações regulatórias pode resultar na categoria de CRI alta, mesmo sem comprometimento estrutural. Entre as barragens com CRI alto, a Neta é a única embargada e enquadrada na condição de barragem abandonada. Essa condição é definida pela omissão do empreendedor no cumprimento das exigências de fiscalização e das obrigações previstas nas normas por período superior a seis meses. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Nossa Senhora do Livramento, Heládio Mendes de Campos, essa barragem fica localizada a cerca de 30 quilômetros do perímetro urbano do município e, em maio de 2025, foi informado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre o rompimento parcial de um talude, que resultou na propagação de material por aproximadamente 200 metros a jusante. “Depois do fato, constatamos que houve o reforço do talude”. Ele destaca que, em caso de rompimento total da barragem, o principal prejuízo esperado é ambiental, pois não há residências nas proximidades. Em fevereiro deste ano, a Usina Hidrelétrica de Colíder, que estava em estado de emergência após apresentar falhas em drenos e chegou a ter o reservatório rebaixado, voltou ao estado de atenção.
Por RepórterMT 8 de julho de 2026
O Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan), plataforma que gerencia todo o dinheiro público de Mato Grosso, foi alvo de uma tentativa de mega-assalto digital. Hackers tentaram invadir o sistema para desviar R$ 500 milhões diretamente da conta única do Estado. O ataque aconteceu no dia 28 de junho, quando os criminosos tentaram validar ordens de pagamento milionárias e completamente fora do padrão direto na instituição bancária que opera as contas governamentais.  A fraude acabou sendo frustrada antes que o montante saísse do caixa de Mato Grosso. Técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Empresa Matogrossense de Tecnologia da Informação (MTI) detectaram a movimentação suspeita nas telas do Fiplan, identificaram o lote de ordens falsas e acionaram o bloqueio imediato na origem, impedindo o rombo de meio bilhão de reais. Após o ataque, a brecha na rede usada pelos invasores foi desativada e todo o ambiente digital do Fiplan precisou ser isolado e reconfigurado às pressas. O caso foi repassado à Polícia Civil do Estado de Mato Grosso (PC-MT), e a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) já instaurou um inquérito. Os policiais trabalham para rastrear o caminho da invasão ao Fiplan e identificar os CPFs e CNPJs que receberiam os R$ 500 milhões caso as ordens de pagamento não tivessem sido travadas a tempo. O monitoramento do sistema segue em alerta máximo para tentar blindar o servidor de novas ofensivas. Veja a nota do Estado na íntegra: A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Empresa Matogrossense de Tecnologia da Informação (MTI) identificaram uma tentativa de invasão aos sistemas financeiros do Estado, no último dia 28 de junho. A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) da Polícia Civil foi acionada e já está investigando o caso. Na ocasião, as equipes da Sefaz e MTI encontraram uma ordem de pagamento atípica, encaminhada à instituição bancária no mesmo dia, e a bloquearam imediatamente. Ou seja, a ação foi contida na origem e não gerou nenhum tipo de perda financeira ou ônus ao erário do Estado. É importante destacar que o ponto de vulnerabilidade utilizado na tentativa de fraude foi prontamente desativado, e os ambientes do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) foram isolados, revisados e reconfigurados mantendo os padrões internacionais de segurança. O sistema opera em ambiente seguro e monitorado, garantindo a continuidade do processamento financeiro e das atividades do Estado com total estabilidade. As equipes técnicas da MTI e da Sefaz permanecem atuando de forma ininterrupta no monitoramento preventivo de todo o ecossistema digital corporativo do Estado.
Por Ascom 8 de julho de 2026
Um novo estudo sobre endividamento rural elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta aumento do crédito problemático, da inadimplência e das renegociações no estado. Esse crescimento, considerado expressivo pelo Imea, aconteceu diante do reflexo da queda nos preços das commodities, de juros mais altos, conflitos internacionais e de custos de produção elevados. O levantamento compara os períodos de 2017 a 2021, marcado por um ciclo favorável ao setor, e com os anos de 2022 a 2026, quando o cenário econômico passou a pressionar a rentabilidade do produtor rural em todo o Brasil. De acordo com o Imea, os novos dados mostram que Mato Grosso teve uma alta na expansão do crédito rural. O volume de recursos utilizados pelos produtores saltou de R$ 15,58 bilhões na safra 2016/17 para R$ 47,43 bilhões em 2023/24. Somente o custeio das lavouras de soja e milho, por exemplo, avançou de R$ 5,65 bilhões para R$ 15 bilhões no mesmo período. Paralelamente, o custo desse financiamento aumentou de forma gradativa, e programas de crédito tiveram elevação nas taxas de juros. Enquanto isso, a taxa Selic atingiu 14,25% ao ano, o que elevou o custo financeiro das operações e reduziu a capacidade de investimento dos produtores. Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o estudo mostra que a produção não é o maior desafio para as propriedades. “O produtor continua produzindo bem, mas esse esforço já não tem se traduzido em resultado financeiro. Além da produtividade, ele precisa administrar custos de produção elevados, preços menores do que os registrados no pós-pandemia e, agora, um volume maior de dívidas acumuladas. Tornar a operação cada vez mais eficiente passou a ser fundamental para atravessar esse momento”, afirma. O levantamento do instituto mostra que, até abril deste ano, o chamado crédito problemático (que reúne operações inadimplentes, renegociadas e prorrogadas) chegou a R$ 21,79 bilhões em Mato Grosso. O montante representa 18,22% de toda a carteira de crédito rural do estado, ou seja, o maior percentual da série histórica. Para efeito de comparação, o Imea aponta que em 2022 esse índice era de apenas 2,08%. Estudo mostra que taxa de crédito problemático chega a 18,22% em MT De acordo com Cleiton, mais da metade desse volume corresponde a operações renegociadas, indicando que vários produtores buscam reorganizar suas finanças para manter a atividade. “Quando somamos inadimplência, operações renegociadas e prorrogadas, quase 20% do crédito rural de Mato Grosso apresenta algum tipo de desafio. Grande parte dessas dívidas vai atravessar as próximas safras, exigindo planejamento financeiro para que o produtor consiga honrar seus compromissos”, sugere. A pesquisa também aponta que a inadimplência superior a 90 dias chegou a 4,98% da carteira estadual, totalizando R$ 5,25 bilhões em operações atrasadas. Conforme destaca o Imea, com base em dados do Serasa Experian, o número de Recuperações Judiciais (RJ) no agronegócio também é outro fator que precisa de atenção. Desde 2023, Mato Grosso lidera o ranking nacional e, somente em 2025, registrou 332 pedidos, superando estados como Goiás (296) e Paraná (248). Para o superintendente do Imea, esse cenário evidencia que o principal risco para o setor atualmente é financeiro. “Não existe uma preocupação imediata de insolvência generalizada, mas os indicadores cresceram muito rapidamente. Em poucos anos saímos de um cenário em que aproximadamente 2% da carteira apresentava problemas para mais de 18%. Esse é o grande desafio que o produtor terá de administrar nas próximas safras.” Cleiton avalia ainda que esse aumento do endividamento é consequência da combinação de três fatores: queda das cotações de soja e milho após o ciclo de preços elevados do pós-pandemia, manutenção de custos de produção ainda elevados, influenciados pelos reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia, e o aumento das taxas de juros. A pesquisa elaborada utilizou dados do Imea, Banco Central (BC), Ministério da Agricultura, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) e Serasa Experian para avaliar os indicadores de crédito, seguro rural e risco financeiro.
Por RepórterMT 8 de julho de 2026
A Receita Federal revelou que titulares de cartório, juízes e diplomatas são as profissões com maiores patrimônios declarados no IR de 2025. Titulares de cartório lideram com média de R$ 3,3 milhões, seguidos por membros do Judiciário e Ministério Público com R$ 2,9 milhões, e diplomatas com R$ 2,5 milhões. A ferramenta permite refinar dados por localização, renda e ocupação. As informações constam na base de dados das declarações de IR, referente ao ano de 2025. Um painel para acessar as informações sobre como localização geográfica, faixa de renda, ocupação, raça, cor, sexo e faixa etária foi lançado na semana passada pela Receita. A maior média de patrimônio registrado foi de titulares de cartório, que foi de R$ 3,3 milhões no ano passado. Em segundo lugar vêm os membros do Judiciário (ministros e juízes) e do Ministério Público (procuradores), com um patrimônio médio de R$ 2,9 milhões. Os produtores do Agro, para surpresa, ficam em sexto lugar. Confira o ranking de profissões com maiores médias de patrimônio declarado: Titulares de cartório: R$ 3,3 milhões Membros do Judiciário e Ministério Público: R$ 2,9 milhões Diplomatas e afins: R$ 2,5 milhões Atleta, desportista e afins: R$ 1,7 milhão Dirigentes, presidentes e diretores de empresa industrial: R$ 1,7 milhão Produtor na exploração agropecuária: R$ 1,6 milhão Servidores de carreira do Banco Central e CVM: R$ 1,4 milhão Médicos: R$ 1,4 milhão Advogados públicos e procuradores da Fazenda: R$ 1,2 milhão Advogados: R$ 1,1 milhão 
Por Gazeta Digital 8 de julho de 2026
O motorista de uma das carretas que tombou na manhã desta quarta-feira (08), na BR-364, em Cuiabá, foi preso no local por conduzir o veículo embriagado. A reportagem apurou no local do acidente que o caminhoneiro viajava com a família quando colidiu com a outra carreta que trafegava no mesmo sentido. O impacto foi tão forte que as duas carretas tombaram. Durante atendimento no local, foi constatado que um dos condutores estava embriagado. Ele foi preso em flagrante por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As vítimas envolvidas foram atendidas por agentes da equipe de resgate da concessionária Nova Rota do Oeste. Uma mulher ficou presa às ferragens. Após atendimento no local duas pessoas foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Cuiabá. Acidente Segundo informações da concessionária, a Nova Rota do Oeste foi acionada às 06h56 para atendimento de uma ocorrência no km 401. As informações preliminares apontam que duas carretas seguiam no sentido norte quando houve uma colisão lateral. Com o impacto, os veículos tombaram, parando sobre a via marginal norte. Duas equipes de resgate da Nova Rota do Oeste e uma dos Bombeiros estão no local atendendo as vítimas. No momento, o tráfego na marginal encontra-se interditado e o fluxo está desviado para o perímetro urbano.
Por Gazeta Digital 8 de julho de 2026
Duas carretas bateram e tombaram do viaduto localizado no Distrito Industrial, na BR-364, em Cuiabá, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (8). As vítimas estão sendo atendidas no local. Segundo informações da concessionária, a Nova Rota do Oeste foi acionada às 06h56 para atendimento de uma ocorrência no km 401. As informações preliminares apontam que duas carretas seguiam no sentido norte quando houve uma colisão lateral. Com o impacto, os veículos tombaram, parando sobre a via marginal norte. Duas equipes de resgate da Nova Rota do Oeste e uma dos Bombeiros estão no local atendendo as vítimas. No momento, o tráfego na marginal encontra-se interditado e o fluxo está desviado para o perímetro urbano.
Por Midia News 8 de julho de 2026
O Fortaleza vendeu o mando de campo da partida de volta contra o Palmeiras, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, e o confronto será disputado na Arena Pantanal, em Cuiabá. A partida decisiva está agendada para o dia 5 de agosto, às 21h30. O clube cearense solicitou formalmente a mudança de local junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A confirmação oficial da transferência do duelo, inicialmente previsto para a Arena Castelão, deve ser oficializada pela entidade máxima do futebol nacional nos próximos dias. A venda renderá cerca de R$ 2,2 milhões aos cofres do Fortaleza, que enfrenta um momento de severa crise financeira após o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Além dos problemas de caixa, o clube cearense vive um período de turbulência interna, agravado pela recente saída do capitão da equipe, o zagueiro argentino Emanuel Brítez, decorrente de um desentendimento direto com a diretoria da SAF. Antes do embate em solo mato-grossense, os dois times abrem a disputa das oitavas de final no dia 2 de agosto, com o jogo de ida programado para acontecer em São Paulo, no Allianz Parque. A realização do confronto em Cuiabá deve movimentar torcedores mato-grossenses, principalmente pela presença do Palmeiras, um dos clubes com grande número de torcedores no estado e que deve ter maioria nas arquibancadas no confronto.