Sanção de Trump contra Brasil é chantagem política e mira o Brics

Agência Brasil • 10 de julho de 2025

A tarifa comercial de 50% anunciada pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil, que deve ser aplicada a partir de 1º de agosto, funciona como sanção econômica com objetivo de chantagem política, visando atingir o Brics e proteger as empresas de tecnologia e redes sociais estadunidenses, as chamadas big techs, além de tentar interferir no processo político e judicial interno do país.


Essa é a avaliação de analistas consultados pela Agência Brasil, que destacaram que a questão comercial não justifica a sanção contra o Brasil devido, entre outros motivos, ao fato de a economia brasileira não contribuir para o déficit comercial dos Estados Unidos, como falsamente alega Trump. Além disso, o Brasil tem um peso relativamente pequeno para a economia americana.


O professor de economia da Unicamp Pedro Rossi afirmou à Agência Brasil que não enxerga racionalidade econômica na decisão de Trump. Para ele, a medida tem motivações políticas. 


“Do ponto de vista comercial, não tem uma finalidade clara. O Brasil não é tão relevante para a economia americana, apesar de ser relevante em alguns setores. São arroubos políticos e o uso de um instrumento comercial para outros propósitos. Para ameaçar e tentar chantagear um país”, avaliou.


Os dados do próprio governo dos Estados Unidos mostram que o superávit no comércio de bens com o Brasil cresceu 31,9% em 2024, chegando a um saldo positivo para Washington em US$ 7,4 bilhões.


O dado oficial dos EUA é, inclusive, muito superior ao registrado pelo governo brasileiro. O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do Brasil calculou um superávit a favor dos EUA de US$ 284 milhões no ano passado. Diferentes metodologias na coleta de dados explicam os números divergentes.



Brics 


Ainda de acordo com Trump, as tarifas do Brasil “causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos”. A afirmação contraria os dados do próprio governo americano, que mostram que o último déficit comercial dos Estados Unidos com o Brasil foi em 2007, há 17 anos.


Para o economista Pedro Rossi, esse tarifaço não responde a problemas da balança comercial. 


“Ele olhou para o Brasil como um país que ele pode ameaçar sem muita consequência econômica para os Estados Unidos, como é o caso do México e Canadá. Isso foi uma reação muito espontânea e bruta à cúpula dos Brics e à forma como o Brasil está se movendo no cenário internacional”, explicou.


Durante a Cúpula do Rio de Janeiro, Trump voltou a ameaçar os países que se alinhem às políticas do bloco. 


A professora de relações internacionais Camila Feix Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou o timing da decisão após a cúpula do Brics.


“Enquanto a carta da Indonésia é justificada em termos desse suposto déficit comercial [Indonésia foi taxada em 32% por Trump], na do Brasil a justificativa mais plausível, que dá o tom da carta, é o aspecto político. Trata-se, portanto, de tentar interferir no nosso sistema jurídico”, comentou a especialista nas relações Estados Unidos e América Latina.


Na carta sobre as tarifas, Trump também saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado no Brasil. Aliados do político brasileiro tem solicitado apoio de Trump contra o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).


Relações comerciais


O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Carlos Delorme Prado destacou que o direito internacional não permite o uso de tarifas para fins políticos de forma unilateral.


“O que se trata aqui é de um comportamento abusivo de um governo estrangeiro para obter vantagens políticas usando meios ilegais para constranger um país soberano. Existe um procedimento para aplicação de tarifas, o que passa pela Organização Mundial do Comércio (OMC)”, destacou.


Prado lembrou, porém, que os sucessivos governos dos Estados Unidos vêm, desde Barack Obama (2008-2016), esvaziando o papel da OMC ao não indicar os juízes que deveriam arbitrar os conflitos comerciais.


Na carta enviada ao governo brasileiro, Trump justifica que a relação comercial com o Brasil é “injusta” por causa de “tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil” e que a tarifa de 50% é “muito menos” que o necessário para “termos igualdade de condições”.


Antes do primeiro tarifaço mundial de Trump, no início de abril, o governo dos Estados Unidos divulgou relatório criticando o modelo tarifário do Brasil em relação as importações, em especial, nos setores do etanol, filmes, bebidas alcoólicas, telecomunicações, máquinas e equipamentos.


O professor Prado explicou que essas tarifas foram construídas ao longo de negociações comerciais pós 2ª guerra mundial.


“O Brasil dá tratamentos diferenciados para determinados produtos. O fato de as tarifas não serem iguais é resultado de todo o processo de negociação do pós-guerra que vai criar a OMC. Não há razão para as tarifas serem exatamente iguais entre o Brasil e os EUA, inclusive, porque são países de graus de desenvolvimento diferentes”, comentou.


Já o economista Pedro Rossi diz que é comum ter déficit ou superávit nas relações comerciais e que o saldo comercial não significa que a relação é justa ou injusta.


“É normal que se tenha comércios de acordo com a especialização de cada país. Isso não significa justiça ou injustiça. O fato de o Brasil ter um déficit com os EUA não é uma injustiça, é um reflexo de uma estrutura produtiva, que tem complementariedade com a economia americana”, comentou o professor licenciado da Unicamp.


Resposta do Brasil


Para os três analistas consultados pela Agência Brasil, o governo deve usar a Lei de Reciprocidade para responder ao governo estadunidense. Para Luiz Prado, da UFRJ, usar ameaças e retaliações para objetivos políticos ou comerciais é inaceitável.


“O Brasil não tem alternativa a não ser a responder com os instrumentos que ele tem disponível. É claro que o Brasil tem que estar sempre disposto a negociar. Há uma simetria de poder muito grande entre os EUA e o Brasil”, disse.


A professora Camila Vidal avalia que a estratégia de Trump é um “tiro no pé” e tem o poder de unir grupos políticos antagônicos no Brasil em defesa da soberania nacional.


“Quem sabe agora fique óbvio que não existe patriotismo batendo continência para a bandeira de outro país e que os interesses daquele país, por óbvio, não são os mesmos interesses que os nossos”, comentou.


Já o economista Pedro Rossi avalia que o episódio abre oportunidade de o Brasil diversificar suas parcerias, fortalecer relações com Europa, Ásia, África e Brics, além de fomentar a indústria nacional.


“O Brasil pode substituir uma parte dessas importações com produtos nacionais, inclusive gerando emprego e renda. Isso acelera o processo de integração com outros atores, com os próprios Brics e América do Sul. No fundo, é uma decisão que isola os Estados Unidos e joga o Brasil no colo de outros atores”, completou.


Por RepórterMT 1 de março de 2026
Por meio das redes sociais, o corretor de seguros Cido Santos, morador de Cuiabá, relatou momentos de tensão vividos durante uma viagem a Dubai, em meio aos bombardeios no Oriente Médio, causados pelos ataques dos Estados Unidos e Iraque contra o Irã. Em stories publicados na noite desse sábado (28), Cido contou que estava em um shopping próximo ao hotel onde está hospedado quando ouviu um forte estrondo a cerca de três prédios de distância. “Agora, umas 20 horas, a gente estava no shopping, que fica bem em frente à hospedagem que estamos aqui, e ouvimos um barulho imenso, muito forte mesmo. Todo mundo se assustou. A gente tinha acabado de pedir a nossa comida”, relatou. Leia mais - Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos Segundo o corretor, os ruídos começaram por volta das 17h e se intensificaram durante a noite. Ainda no shopping, ele disse ter ouvido um estrondo seguido de fumaça escura em um prédio localizado a cerca de três quadras do local onde estava. Para ele, o barulho pode ter sido provocado por destroços de um míssil que caiu próximo à região. “A gente tava aqui assistindo a CNN e vivenciando esse caos que está aqui na cidade. Não sei como as informações chegam aí, é muita fake news, mas para a gente que está aqui é assustador”, afirmou. “Embora essa explosão que eu mostrei no local foi muito próxima do nosso prédio, foi apenas destroços de uma interceptação de um míssil", acrescentou.  Apesar do cenário, o cuiabano tranquilizou familiares e seguidores ao informar que está bem e atento aos protocolos de segurança: "Estamos bem aqui no hotel, estamos seguros, estamos de olho nos protocolos de segurança de como agir em uma possível evacuação, estamos acompanhando as fontes oficiais”. Guerra O bombardeio no Oriente Médio é resultado de um ataque coordenado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã nesse sábado. Durante o conflito, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, teria sido morto. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Explosões também teriam sido registradas em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque e Jordânia. Informações divulgadas pela Agência Brasil apontam que os bombardeios deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos.
Por Gazeta Digital 1 de março de 2026
O mapa do turismo brasileiro ganha novos contornos em 2026, e Mato Grosso aparece entre os destaques nacionais com Cuiabá e Chapada dos Guimarães figurando entre os 50 destinos mais procurados do país, segundo o IVT 2026 (Índice de Viagem e Turismo Brasil Em Mapas). O dado confirma a crescente visibilidade do Estado no cenário turístico, impulsionada por atrativos naturais, culturais e pela projeção em rankings e na mídia especializada. Apesar do reconhecimento externo, uma enquete realizada pela Gazeta mostra que esse avanço ainda não se reflete, na mesma proporção, nos hábitos de viagem dos próprios mato-grossenses. À pergunta “Mato Grosso tem ganhado destaque internacional pelos atrativos turísticos. Você costuma viajar pelo estado?”, 74% dos leitores responderam que não, apontando o alto custo como principal impeditivo. O resultado expõe um descompasso entre o potencial turístico e o acesso da população local às experiências dentro do próprio território.  Entre os que afirmaram viajar, 13% disseram que costumam permanecer apenas nas proximidades de Cuiabá, enquanto outros 13% relataram que aproveitam folgas para conhecer diferentes regiões do Estado. Os números indicam que, embora exista interesse, fatores como preço, infraestrutura e planejamento ainda funcionam como barreiras para a interiorização do turismo regional. O levantamento do IVT avalia critérios como conectividade aérea, acessibilidade, fluxo de visitantes e força simbólica dos destinos, reforçando que o turismo vai além da paisagem.
Por Agência Brasil 28 de fevereiro de 2026
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) proibir que o Ministério Público e tribunais realizem reprogramações financeiras para acelerar para o pagamento de penduricalhos. Mendes reiterou decisão proferida, na última terça-feira (24), para proibir o pagamento dos benefícios, concedidos aos servidores dos dois órgãos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.  “Está vedada a reprogramação financeira com objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos, tampouco a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários não contemplados no planejamento original”, decidiu. A decisão foi tomada após o Supremo adiar para 25 de março a votação das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos. Segundo Mendes, somente podem ser pagos os valores retroativos que já estão programados e que foram reconhecidos legalmente. O ministro também determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prestem, em 48 horas, esclarecimentos sobre o cumprimento da decisão que suspendeu os penduricalhos.
Por Ascom 28 de fevereiro de 2026
O Hospital Santa Rosa, de Cuiabá (MT), foi eleito o hospital número 1 do Mato Grosso e um dos melhores do Centro-Oeste pela terceira vez consecutiva no ranking anual da revista norte-americana Newsweek. É o único hospital entre os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás a figurar na edição de 2026 da lista World’s Best Hospitals. Na edição deste ano, o centro hospitalar – o maior do estado e referência na região – subiu da 85ª para a 77ª posição em relação ao ano anterior. O Hospital Santa Rosa vem ganhando posições ano a ano no ranking. De 2024 para 2025, o hospital subiu da 113ª para a 85ª colocação e, em 2026, alcança a sua melhor posição, consolidando-se como referência em qualidade e excelência assistencial na região. Fundado em 1997, o Santa Rosa passou a integrar o Grupo Santa – o maior grupo de saúde do Centro-Oeste – em 2019, e figura entre os hospitais listados no ranking da Newsweek desde a edição de 2024. O reconhecimento reforça o papel do Hospital Santa Rosa como a principal referência em alta complexidade em Mato Grosso, seja para a capital, como também diversas cidades vizinhas, do interior mato-grossense e da própria região. "Esta distinção também é o resultado direto da nossa dedicação inabalável na qualidade assistencial e na formação dos nossos especialistas. Temos o maior programa de formação de residência médica da rede privada do MT, que integra teoria e prática com rigor acadêmico, e que já formou mais de 170 médicos até final de 2025”, explica o médico e diretor Geral do Hospital Santa Rosa, Dr. Cervantes Caporossi. "Nossa ascensão nesta classificação valida o sucesso dos investimentos realizados em infraestrutura moderna, tecnologias de última geração e no aperfeiçoamento contínuo de nossas equipes, o que nos permite entregar uma medicina de alta performance e extrema segurança”, explica a diretora Administrativa do Hospital Santa Rosa, Anne Françoize Marques. O progresso do Hospital Santa Rosa manifesta-se igualmente na ampliação de sua presença, alavancada por aportes estratégicos em modernização e novas soluções. A implementação do maior Centro de Cirurgia Robótica do Mato Grosso, por exemplo, reforça a promessa da entidade com intervenções precisas, proteção ampliada e um restabelecimento ágil. A Unidade Avançada Santa Rosa, em Várzea Grande, introduziu uma nova filosofia de urgência e emergência em solo mato-grossense, adotando um protocolo de atendimento ágil, que pode solucionar até 80% dos casos já em sua primeira etapa. A estrutura foi cuidadosamente projetada para trazer mais agilidade, conforto e segurança – o paciente é encaminhado diretamente para boxes individuais. Recentemente, a instituição também fortaleceu a sua linha de cuidado cardiológica, com a reforma da unidade coronariana, que oferece agora novos leitos individualizados com monitorização contínua. Além disso, o Santa Rosa é o único de Cuiabá a oferecer atendimento 24h com cardiologista para emergências, além de uma estrutura completa e moderna para consultas, exames e demais procedimentos cardíacos. Ainda na lista World’s Best Hospitals, o Grupo Santa também se destaca com o Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS), em Brasília, na 1ª posição do Distrito Federal e Centro-Oeste desde 2021 e, neste ano, figura entre os 30 melhores hospitais do Brasil. Fundado em 1963, o centro hospitalar foi o primeiro da rede particular do Distrito Federal. Realizada pela Revista Newsweek em parceria com a plataforma de coleta de dados Statista, a lista World’s Best Hospitals chegou à oitava edição em 2026 e, neste ano, elenca hospitais de 32 países, com listas específicas para cada um deles, além de um ranking geral com os 250 destaques globais. Mais de 2.500 instituições foram avaliadas, de países escolhidos por critérios que incluem tamanho da população e densidade hospitalar. Entre os hospitais, quatro pilares são analisados, segundo a revista: recomendações de especialistas médicos, métricas de qualidade hospitalar, informações referentes à experiência dos pacientes e Inquérito de Implementação de Medidas de Resultados Relatados pelo Paciente (PROMs), pela Statista. Serviço Grupo Santa (Unidades Cuiabá) Hospital Santa Rosa Endereço: Rua Adel Maluf, 119, Bairro Jardim Mariana - Cuiabá (MT) Telefone: (65) 3618-8000 Hospital Ortopédico Endereço: Rua Osório Duque Estrada, 15 – Areas, Cuiabá-MT Telefone: (65) 3614-1200 Unidade Avançada Santa Rosa Várzea Grande Endereço: VG Shopping, Avenida Presidente Artur Bernardes, 248, Centro Sul. Telefone: (65) 3618-8000 Sobre o grupo Santa Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos visionários que idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Desde então, o Grupo cresceu e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste. Hoje, reúne 12 unidades de saúde, entre hospitais gerais e centros especializados, presentes no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As unidades atuam em diversas frentes, com destaque para a assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada. A qualidade e a inovação são pilares estratégicos do Grupo, reconhecido por acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e a QMentum Diamante, certificações que atestam a segurança, a gestão eficiente e o cuidado de qualidade. Em 2023, o Grupo Santa deu um passo importante em sua trajetória ao anunciar uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20% de participação no Grupo. O movimento fortaleceu sua governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento, preparando a rede para um ciclo robusto de expansão e modernização.
Por Ascom 27 de fevereiro de 2026
A carne bovina de Mato Grosso segue com forte presença na China, mas o início de 2026 mostra um movimento estratégico que amplia a segurança das vendas para o mercado: a consolidação de novos mercados compradores, por causa do aumento da atratividade das exportações. Dados do Boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que o Índice de Atratividade das Exportações de Carne de MT alcançou 81,80 arrobas por tonelada (@/t) em janeiro — patamar acima das máximas registradas para o mês nos últimos cinco anos. O indicador mede quantas arrobas de boi gordo podem ser adquiridas com a receita gerada pela exportação de uma tonelada de carne, servindo como termômetro da competitividade internacional. "A diversificação dos mercados mostra que a carne de Mato Grosso está consolidada globalmente. Estamos presentes em diferentes regiões do mundo porque oferecemos qualidade, eficiência produtiva e compromisso com a sustentabilidade", afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade. Embora a China continue sendo o principal destino da carne mato-grossense, com índice de 76,00 @/t em janeiro, foram outros mercados que puxaram a valorização anual. Na comparação com janeiro do ano passado, a América Central registrou alta de 15,04% no índice de atratividade. A América do Norte avançou 11,47% e o Oriente Médio 11,40%. Os números mostram que a carne mato-grossense vem ampliando sua inserção global, reduzindo a dependência de um único comprador e fortalecendo sua posição em diferentes blocos econômicos. A diversificação de destinos é estratégica para a cadeia produtiva, pois distribui riscos comerciais, amplia oportunidades de negócios e aumenta o poder de negociação da indústria e do produtor. Além do desempenho por destino, o cenário internacional segue favorável. Na parcial de fevereiro, até a terceira semana, o Brasil já havia embarcado 192,71 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária 55,69% superior à registrada no mesmo período de 2025. Mantido o ritmo, o mês poderá fechar com novo recorde. O preço médio por tonelada também avançou 13,90% na comparação anual, alcançando US$ 5.313,35/t, o que reforça o ambiente de valorização da proteína brasileira no exterior. "Com novos mercados ganhando protagonismo, Mato Grosso inicia 2026 ampliando a rentabilidade das exportações e fortalecendo sua posição como referência internacional na produção de carne bovina", enfatiza o diretor do Imac.
Por RepórterMT 27 de fevereiro de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu mandado de busca e apreensão em apoio à Polícia Civil de Santa Catarina durante a Operação Sepulcros Caiados, deflagrada nessa quinta-feira (26). A ação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado na prática de estelionato e lavagem de dinheiro, com atuação interestadual.  Entre as ordens judiciais estão 10 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 211 milhões dos investigados decretadas pela Vara Estadual das Organizações Criminosas de Santa Catarina. Os mandados foram cumpridos nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/Deic), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Mato Grosso, policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá deram cumprimento à ordem judicial. A investigação revelou um esquema sofisticado estruturado em múltiplas camadas, em que o grupo recrutava “laranjas” para abertura de contas em instituições financeiras digitais e corretoras de criptoativos, utilizando procedimentos fraudulentos de verificação de identidade. O objetivo era pulverizar valores ilícitos e dificultar o rastreamento pelas autoridades. Também foi identificado o uso de empresas de fachada nas regiões Nordeste e Sul do país, empregadas para simular operações comerciais e conferir aparência de legalidade aos recursos movimentados. A análise de dispositivos eletrônicos e de relatórios de inteligência financeira permitiu identificar operadores de alto escalão, incluindo um investigado que movimentou mais de R$ 318 milhões, apesar de constar como beneficiário de auxílio emergencial. Apoio logístico e operacional A operação contou com apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), no âmbito do Projeto I.M.P.U.L.S.E., possibilitando o deslocamento de equipes e a integração com as Polícias Civis de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, São Paulo e Mato Grosso. A cooperação fortaleceu a execução simultânea das ações e o intercâmbio de informações estratégicas. A iniciativa representa um avanço no enfrentamento à lavagem de dinheiro e na descapitalização de organizações criminosas, especialmente aquelas que utilizam tecnologias financeiras e criptoativos para ocultar valores ilícitos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), reafirma seu compromisso com o fortalecimento das Polícias Judiciárias e com a promoção de operações integradas em todo o território nacional. Participaram também da operação, policiais do Laboratório de Tecnologia em Lavagem de Dinheiro LABLD, da Delegacia de Defraudações DD, da Delegacia de Crimes Ambientais e contra as relações de consumo DCAC, da Delegacia de Roubos e Antisequestro DRAS, da Delegacia de Furto e Roubo de Cargas DFRC e da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis (DPGF), além das Polícias Civis dos Estados do Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo.
Por Gazeta Digital 27 de fevereiro de 2026
Cuiabá e todo o estado de Mato Grosso permanecem sob alerta laranja para chuvas intensas até as 10h desta quinta-feira (26), conforme aviso emitido pela Defesa Civil. A previsão indica precipitações de até 60 milímetros por hora, com acumulados diários que podem variar entre 50 e 100 milímetros, além de ventos fortes, que devem atingir 60 a 100 km/h. O cenário exige atenção redobrada da população. Os dados do DC-MT/INMET apontam que fevereiro de 2026 já acumula 274,4 milímetros de chuva, volume bem acima do registrado no mesmo período de 2025 (189,24 mm) e 2024 (88,85 mm). As informações do sistema CHIRPS reforçam a intensidade atípica das precipitações neste início de ano. Equipes mobilizadas desde o último temporal  Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, as equipes seguem em campo desde o temporal do último domingo (22), quando alguns pontos da capital registraram mais de 100 milímetros de chuva em poucas horas. “Nossas equipes estão circulando pela cidade, monitorando tanto os locais onde tivemos problemas no domingo quanto os pontos de risco recorrentes. Até o momento, a situação permanece dentro da normalidade. Não recebemos nenhuma ocorrência pelos telefones de emergência (193 ou 199)”, informou o secretário. Ele explicou que a Diretoria Operacional mantém contato direto com moradores de áreas mais vulneráveis. “Caso haja necessidade, esses moradores costumam nos acionar imediatamente. Por enquanto, não há registros. Se houver qualquer mudança, informaremos a população”, completou. Força-tarefa e ações preventivas Desde o início da semana, a Prefeitura de Cuiabá mantém uma força-tarefa para limpeza e desobstrução em diversos bairros, especialmente Pedregal, Areão e Carumbé, que registraram ocorrências no fim de semana. As ações incluem retirada de resíduos, limpeza de bocas de lobo, desassoreamento de córregos e recolhimento de galhos — medidas essenciais para evitar novos alagamentos, já que o solo segue encharcado. O trabalho é realizado de forma integrada entre Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Infraestrutura e Limpurb, com atendimento humanitário às famílias que tiveram perdas materiais, incluindo entrega de cestas básicas, colchões e kits de higiene. As autoridades reforçam que, mesmo com a situação controlada, o volume acumulado e a previsão de continuidade das chuvas aumentam o risco de alagamentos pontuais, queda de árvores e transtornos no trânsito. Recomendações à população A Defesa Civil orienta que os moradores: Evitem trafegar por áreas alagadas; Não enfrentem enxurradas nem tentem atravessar ruas com correnteza; Redobrem a atenção em locais próximos a córregos e encostas; Evitem se abrigar debaixo de árvores durante temporais com ventos fortes; Mantenham calhas e ralos limpos, evitando o descarte irregular de lixo. Em caso de emergência, o contato deve ser feito pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil). Atenção também aos animais de estimação A Defesa Civil faz um apelo para que animais de estimação não sejam deixados para trás em caso de saída preventiva das residências. Cães e gatos também correm riscos durante enchentes e enxurradas. A orientação é incluir os pets no plano de emergência familiar, garantindo transporte, abrigo, água e alimentação adequados. Informação oficial e prevenção A Prefeitura reforça que todas as atualizações sobre o clima e eventuais ocorrências serão divulgadas pelos canais oficiais, garantindo que as informações cheguem de forma clara e segura à população. Embora a situação esteja dentro da normalidade operacional, os dados históricos e as previsões meteorológicas apontam para um período que exige atenção máxima. O trabalho conjunto entre o poder público e a comunidade é fundamental para reduzir impactos e preservar vidas — humanas e animais. (Com assessoria)
Por Gazeta Digital 27 de fevereiro de 2026
Um homem ainda não identificado foi encontrado morto dentro de um carro modelo Onix branco, na manhã desta quinta-feira (27), em uma estrada de chão nas proximidades do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. De acordo com as informações preliminares apuradas, o veículo estava parado na avenida Dr. Meireles, em frente ao Condomínio Paraíso dos Lagos, sentido ponte de ferro, em uma área de chácaras próxima à antiga cascalheira. O solicitante relatou que passou pelo local de madrugada e viu o carro parado com os faróis acesos. Ao retornar na manhã seguinte, percebeu que o veículo continuava no mesmo ponto. Ao se aproximar, encontrou um homem sem vida, com as mãos amarradas e sinais de sangue na região abdominal. Cena do crime A testemunha informou ainda que havia mosquitos entrando pela boca da vítima, que usava camiseta vermelha e calça jeans. A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da Polícia Civil de Mato Grosso e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos periciais. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar o caso. Até o momento, a motivação e a autoria do crime são desconhecidas.
Por RepórterMT 26 de fevereiro de 2026
O deputado estadual, Eduardo Botelho (União), entrou em campo para tentar segurar a deputada Janaina Riva (MDB) na base aliada ao Palácio Paiaguás. Em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (25) ele revelou que trabalha com a ideia de colocar a emedebista como candidata a vice-governadora em uma eventual chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições de 2026. “Lógico que nós conversamos sobre isso também, né? É lógico que a gente tem esse sonho de ela ficar dentro desse grupo aqui. Porque Janaina, eu vejo ela como um potencial muito grande. Ela se caracterizou com a personalidade dela, com a postura dela aqui dentro e mostrou que é a Janaina”, afirmou Botelho. Apesar do entusiasmo de Botelho, a deputada, segundo ele, tem demonstrado forte resistência à proposta de ser vice. Botelho admitiu que Janaina vê as dificuldades de uma composição idealizada por ele. “Ela tem tido resistência. Enquanto ela não concordar, eu não vou falar com ele [Pivetta]”. Se optar por não ser vice de Pivetta e seguir com o plano de disputar o Senado, ela teria como adversário direto o governador Mauro Mendes, que é o nome do União Brasil para a disputa ao Senado. Botelho, no entanto, garantiu que, se o senador Jayme Campos (União) decidir não buscar a reeleição, apoiará Janaina "de coração" para o Senado. “Eu vou pedir voto mesmo para ela. Eu vou brigar e lutar”, assegurou. Caso aceite o convite para ser o braço direito de Pivetta, Janaina enfrentará nas urnas o próprio sogro, o senador Wellington Fagundes (PL). Wellington é o nome chancelado pela pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), para disputar o comando do Estado, o que colocaria Janaina em rota de colisão direta com o projeto político de sua família.
Por Gazeta Digital 26 de fevereiro de 2026
Após os últimos temporais que atingiram a Capital, a Prefeitura de Cuiabá instituiu o Comitê Gestor de Redução de Riscos de Desastres (CGRRD), com o objetivo de fortalecer ações preventivas e coordenar medidas de enfrentamento a chuvas intensas, alagamentos e outros eventos climáticos extremos. A criação do grupo foi oficializada pelo Decreto nº 11.787, publicado nesta quarta-feira (25) pelo prefeito Abilio Brunini. O comitê será responsável por planejar, monitorar e apoiar a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento técnico que servirá de base para políticas públicas voltadas à prevenção e mitigação de desastres. O plano está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sob coordenação do Ministério das Cidades. A medida reforça a integração entre diferentes áreas da gestão municipal, como defesa civil, infraestrutura, meio ambiente, habitação, saúde e assistência social, com foco na criação de estratégias conjuntas para reduzir riscos geológicos, hidrológicos e ambientais. De acordo com o decreto, o comitê será coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Planejamento Urbano, e contará com representantes de diversos órgãos da administração direta e indireta, além da possibilidade de participação de instituições estaduais, federais e da sociedade civil. Entre as atribuições do grupo estão: acompanhar a elaboração do PMRR, disponibilizar informações técnicas, apoiar ações de mobilização em comunidades de áreas de risco, organizar audiências públicas e promover reuniões mensais ou extraordinárias para discutir medidas de prevenção. O comitê terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. Segundo a Prefeitura, a criação do CGRRD demonstra o compromisso da gestão em fortalecer o planejamento urbano e reduzir os impactos das chuvas que historicamente atingem a capital, buscando maior resiliência frente a desastres naturais.