Polícia derruba esquema de golpistas em Cuiabá que fingiam ser diretores para roubar contas de empresas

RepórterMT • 1 de setembro de 2026

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, hoje (1º), sete ordens judiciais no âmbito da Operação Fake Eagle, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, contra um grupo criminoso investigado pela prática de golpes pela internet mediante falsa identidade e utilização de contas bancárias de terceiros.

Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão contra os alvos, todos localizados em Cuiabá.


As medidas de prisão foram representadas em desfavor de três investigados apontados como integrantes do núcleo operacional do grupo criminoso, enquanto as buscas foram direcionadas a quatro endereços relacionados aos alvos.


Os alvos são investigados por fraudes eletrônicas mediante simulação de identidade de terceiros e utilização de estrutura bancária e digital destinada ao recebimento e à circulação de valores ilícitos.


As ordens judiciais foram expedidas no curso de investigação conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DPRCPE/DERCC), da Polícia Civil gaúcha. O cumprimento dos mandados conta com o apoio das equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil de Mato Grosso.


Fraude


A investigação teve início após uma empresa, com sede no município de Esteio (RS), ser alvo de uma tentativa de golpe. Na ocasião, uma funcionária do setor financeiro recebeu, por meio do aplicativo WhatsApp, uma mensagem de um número que utilizava a fotografia do diretor da empresa, solicitando uma transferência no valor de aproximadamente R$ 29 mil.


A fraude somente não foi consumada porque a funcionária desconfiou da abordagem, que destoava do padrão habitual utilizado pelo diretor, e deixou de realizar a transferência. Os criminosos haviam indicado para recebimento do valor uma conta bancária em nome de um terceiro.


Identificação do grupo em MT


A partir dos dados bancários fornecidos para o recebimento do dinheiro, os policiais iniciaram uma investigação envolvendo a análise de informações bancárias, telefônicas, telemáticas e de conexão à internet, que permitiu identificar uma estrutura criminosa concentrada no município de Cuiabá.


As diligências demonstraram que os investigados utilizavam contas bancárias cadastradas em nome de terceiros, incluindo chaves Pix, diversos endereços eletrônicos, aparelhos celulares e linhas telefônicas com códigos de área de outros Estados do país, criando diferentes camadas para dificultar a identificação dos reais operadores e o rastreamento dos valores.


Linhas telefônicas


Um dos elementos identificados pela investigação foi a utilização de uma linha telefônica com DDD 51, empregada diretamente na abordagem da vítima no Rio Grande do Sul, embora os dados de localização das antenas de telefonia tenham demonstrado que a ligação partiu de um terminal em Cuiabá.


Com o avanço das investigações, foi possível identificar outros 14 números telefônicos com DDD 51, indicando possível utilização reiterada de números aparentemente locais como estratégia para conferir maior credibilidade às abordagens realizadas contra vítimas residentes no Rio Grande do Sul.


Contas digitais


A investigação também identificou o uso de múltiplas contas eletrônicas e bancárias, algumas delas registradas em nome de laranjas, para a movimentação dos valores obtidos com os golpes. O dinheiro entrava nas contas e já era repassado para outras, com o objetivo de dificultar o rastreamento.


A análise dos dados, fornecidos por provedores de serviços digitais, demonstrou que diversas contas estavam associadas aos mesmos dispositivos e às mesmas infraestruturas de conexão utilizadas pelos investigados, evidenciando atuação integrada entre os investigados.


Os elementos reunidos permitiram individualizar três investigados como integrantes do núcleo operacional do grupo criminoso, responsáveis por diferentes funções relacionadas ao controle de contas digitais, fornecimento de infraestrutura de conexão e acesso às contas bancárias utilizadas nas atividades investigadas.


O grupo fazia revezamento no monitoramento da conta bancária, enquanto o restante dos integrantes aguardava a concretização da transferência fraudulenta.



Desarticulação do crime


Além da prisão dos principais investigados, a operação tem como objetivo a apreensão de aparelhos celulares, computadores, chips telefônicos, cartões bancários, documentos, mídias de armazenamento, dispositivos de autenticação e outros elementos digitais capazes de permitir o aprofundamento das investigações, a identificação de eventuais novas vítimas e a completa delimitação da atuação do grupo.


Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, na forma tentada, e associação criminosa, sem prejuízo da identificação de outras infrações penais a partir da análise do material eventualmente apreendido.


Por RepórterMT 1 de setembro de 2026
O barão do agro, Eraí Maggi, conhecido como "rei da soja" participou de jantar com o presidente Lula (PT), na noite de segunda-feira (31), no Palácio da Alvorada, em Brasília, junto a ministros, empresários e banqueiros. No jantar também estavam os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, e Rubens Ometto, da Cosan, principal acionista da Rumo, que opera a Ferrovia Estadual de Mato Grosso. Com o encontro, a pouco mais de um mês das eleições, o petista que busca a reeleição conquistando o quarto mandato no poder, tenta sinalizar a promessa de ajuste fiscal. Eraí é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o "conselhão" de Lula, com quem troca afagos públicos. Veja a lista dos convidados: Geraldo Alckmin – vice-presidente da República Dario Durigan – ministro da Fazenda Márcio Elias Rosa – ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e serviços Bruno Moretti – ministro do Planejamento e Orçamento Aloizio Mercadante – presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Tarciana Medeiros – presidente do Banco do Brasil Carlos Vieira – presidente da Caixa Econômica Federal Edinho Silva – presidente do Partido dos Trabalhadores Josué Gomes – Coteminas; André Esteves – BTG Luiz Carlos Trabuco Cappi – Bradesco Rubens Ometto Silveira Mello- Cosan. Joesley Batista – JBS José Seripieri Filho – Amil; Henrique Constantino – Gol Linhas Aéreas André Gerdau Johannpeter – Gerdau Rubens Menin – MRV Engenharia Eraí Maggi – Grupo Bom Futuro Fábio Ermírio de Moraes – Votorantim Cimentos José Luís Cutrale Júnior – Cutrale Chain Zaher – Grupo SEB Roberto Setúbal – Itaú Unibanco João Alves de Queiroz Filho – Hypera Pharma Ricardo Lacerda – BR Partners
Por Gazeta Digital 1 de setembro de 2026
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforçou, nesta terça-feira (1), a operação de combate ao incêndio florestal que atinge o Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger (34 km ao sul de Cuiabá). Três aeronaves passaram a atuar na ocorrência, que também conta com 5 equipes em solo. As chamas foram identificadas na tarde de segunda-feira (31), após o monitoramento por satélite apontar focos de calor na região. Equipes dos bombeiros foram deslocadas para o local e iniciaram o reconhecimento da área e o combate direto ao fogo. Ainda na segunda-feira, o CBMMT tentou ampliar a operação com apoio aéreo. No entanto, a utilização de aeronave não foi autorizada pelo Aeroporto Internacional de Cuiabá – Marechal Rondon naquele momento, em razão de restrições operacionais relacionadas ao fluxo de voos comerciais na região. Nesta terça-feira, após a liberação das ações aéreas e a definição das condições de segurança para os voos em baixa altitude, o combate foi intensificado. Três aeronaves do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil Estadual passaram a atuar diretamente sobre as áreas atingidas. O trabalho é realizado em conjunto com as equipes terrestres, que atuam em diferentes pontos para conter as frentes de fogo e evitar o avanço das chamas. A gerência da unidade de conservação onde está localizado o Morro de Santo Antônio também acompanha os trabalhos e atua de forma integrada com as equipes de emergência. O Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) mantém o monitoramento contínuo do comportamento do incêndio e orienta as estratégias de combate conforme a evolução das chamas. As equipes permanecem na região para controlar o incêndio e evitar que o fogo avance para áreas ainda preservadas. Emergência Prefeitura de Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul de Cuiabá) decretou situação de emergência diante do avanço do fogo na zona rural da cidade. Nesta segunda-feira (31), um incêndio atingiu o Morro de Santo Antônio, um dos pontos turísticos de Mato Grosso. O fogo foi visto de longe em vários pontos da cidade. No documento assinado pela prefeita Francieli Magalhães, o decreto leva em consideração o parecer técnico da Defesa Civil da cidade, que aponta “condições favoráveis à propagação de incêndios florestais”. Entre os locais em risco estão as comunidades de Varginha, Altos do Leverger e a Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A situação de emergência por queimadas e incêndios na região tem o prazo de 90 dias. A prefeitura autorizou ainda a convocação de voluntários para reforçar as ações. O Corpo de Bombeiros está atuando no município. Nesta segunda, o fogo chegou no Morro de Santo Antônio. Um morador informou que, por terra, não era mais possível atuar no combate e eles estavam aguardando o auxílio das aeronaves. As chamas foram vistas por moradores de Cuiabá. Há vários registros circulando online. Os bombeiros não informaram como está o trabalho direcionado no local.
Por ascom 31 de agosto de 2026
Depois de muitos anos, uma das festas mais tradicionais de Nobres está de volta. A 1ª FIAGRO Exponobres 2026 marca um novo capítulo na história do município e chega ainda maior, reunindo agronegócio, negócios, entretenimento, cultura e grandes shows em uma programação preparada para toda a família. O retorno da Exponobres representa mais do que a realização de uma festa. O evento resgata uma tradição que há anos não fazia parte do calendário da cidade e devolve à população um importante espaço de encontro, geração de oportunidades e valorização de Nobres e de toda a região. Para receber o público, o Parque de Exposições de Nobres está sendo construído e contará com estrutura para expositores, praça de alimentação, parque de diversões e diferentes atrações ao longo dos dias de evento. 1ª FIAGRO EXPONOBRES 2026 fortalece o agronegócio e gera oportunidades A proposta é transformar a Exponobres também em uma grande vitrine de negócios, conhecimento e relacionamento, valorizando quem produz, investe e contribui diariamente para o crescimento da região. Grandes shows nacionais e entrada gratuita! Além da programação voltada ao agronegócio, a Exponobres contará com grandes atrações musicais durante suas quatro noites. A programação reúne Amado Batista, Edy Brito & Samuel, Paula Fernandes e João Neto & Frederico, levando ao palco diferentes gerações e estilos da música brasileira. E um dos grandes destaques é que a festa será realizada com entrada gratuita, ampliando o acesso da população a toda essa estrutura e programação. Mais do que relembrar a história da festa, a edição de 2026 nasce com o propósito de construir uma nova fase para o evento e consolidá-lo novamente entre os grandes acontecimentos do calendário regional. A tradição está de volta, maior, mais forte e pronta para fazer história novamente em Nobres.
Por Assessoria 31 de agosto de 2026
O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) e a JBS S.A. celebraram acordo no valor de R$ 3,9 milhões para encerrar a execução de uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada em 2014, a qual apurou graves irregularidades relacionadas à saúde e à segurança dos trabalhadores da unidade da empresa em Alta Floresta (a 791 km de Cuiabá). O acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho em 12 de agosto de 2026, após mais de 12 anos de tramitação do processo. A ACP é acompanhada pela procuradora do Trabalho Cristiane Leonel Moreira da Silva, e o acordo foi construído a partir de tratativas conduzidas pelo procurador do Trabalho Danilo Nunes Vasconcelos. Os recursos serão destinados a projetos sociais, por meio da Comissão Interinstitucional de Ações Afirmativas do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), com preferência para iniciativas que beneficiem a população de Alta Floresta. A ACP foi ajuizada pelo MPT em agosto de 2014, após a constatação de uma série de irregularidades nas condições de trabalho da unidade. Entre os pedidos apresentados pelo Ministério Público estavam a implementação do Plano de Respostas a Emergências (PRE) e do Projeto de Segurança contra Incêndio e Pânico (PSCIP), além de medidas relacionadas ao setor de desossa. Irregularidades envolviam segurança contra incêndio e condições no setor de desossa A atuação do MPT teve como um dos focos a situação do setor de desossa, onde trabalhavam aproximadamente 270 empregados. Segundo provas produzidas no processo, a empresa havia instalado duas esteiras adicionais no setor produtivo sem a correspondente adequação do espaço físico e do layout. A situação comprometia a circulação dos trabalhadores e poderia dificultar uma eventual evacuação em situações de emergência, como incêndios ou vazamentos de gases. O MPT também identificou problemas relacionados à prevenção e ao combate a incêndios. Na época do ajuizamento da ação, o PSCIP ainda estava em elaboração, conforme documento apresentado pela própria empresa. A JBS informou ao MPT, em julho de 2014, que o projeto de prevenção contra incêndio estava em fase de elaboração e apresentou um Plano de Atendimento a Emergências. O MPT requereu, em caráter liminar, a interdição da unidade até que houvesse a adequação às normas de segurança, além da retirada das duas esteiras adicionais do setor de desossa e da implementação do PSCIP e do Plano de Respostas a Emergências. Entre as irregularidades apontadas na documentação técnica estavam problemas relacionados a máquinas e equipamentos, dispositivos de acionamento, passarelas e rampas, fiações expostas, manutenção e procedimentos de trabalho e segurança. Vazamento de amônia levou 17 trabalhadores ao hospital Em 4 de setembro de 2014, já durante o curso da ação, um vazamento de amônia no setor de desossa levou 17 trabalhadores ao Hospital Regional de Alta Floresta. O processo reúne documentos do atendimento médico e depoimentos de empregados sobre o episódio. O vazamento ocorreu em meio às irregularidades de saúde e segurança que já eram objeto da atuação do MPT na unidade e reforçou a preocupação com as condições de emergência e evacuação dos trabalhadores. O episódio, contudo, não foi o único fundamento das condenações por dano moral coletivo e dumping social — prática de descumprimento reiterado de direitos trabalhistas para reduzir custos e obter vantagem econômica —, que também considerou o conjunto de irregularidades constatadas no ambiente de trabalho. Justiça reconheceu dano moral coletivo e dumping social Em 2015, a Justiça do Trabalho condenou a JBS ao pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo e R$ 500 mil por dumping social, além de determinar o cumprimento de obrigações de saúde e segurança. A empresa recorreu da decisão, que foi mantida pelo TRT-MT. O caso chegou ao TST, onde os recursos foram analisados e as condenações foram mantidas. Ao julgar o caso, o TST ratificou o reconhecimento de irregularidades como a instalação de duas esteiras sem adequação do espaço físico, situação que expunha a riscos os 270 trabalhadores do setor de desossa, além de falhas na implementação das medidas de segurança contra incêndio e do plano de resposta a emergências. As condenações totalizaram R$ 1 milhão. Execução e destinação dos recursos Em julho de 2026, a Contadoria Judicial calculou em R$ 5,7 milhões o valor da execução, considerando indenizações e multas processuais decorrentes do não cumprimento pela JBS das obrigações fixadas na sentença (também denominadas astreintes). Após as tratativas, MPT e JBS chegaram ao acordo de R$ 3,9 milhões, homologado em audiência realizada em 12 de agosto de 2026. O acordo não impede a aplicação de novas multas caso haja descumprimento das obrigações judiciais.
Por TREMT 31 de agosto de 2026
O estado de Mato Grosso conta com 2.638.230 pessoas aptas ao voto para as Eleições Gerais de 2026. Os dados foram atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (20.07) e resultam da conclusão do processamento das operações do Cadastro Eleitoral, cujo fechamento ocorreu no dia 06 de maio deste ano. A evolução do eleitorado, em comparação com as últimas Eleições Gerais, realizadas em 2022, foi de 7%, já que naquele ano o total de pessoas aptas ao voto era de 2.469.414. Deste total, 2.474.297, ou seja, 93,79% do eleitorado total no estado, estão com a biometria cadastrada, um resultado acima da média nacional. Em todo o Brasil, o número de eleitores e eleitoras aptos ao voto é 158.745.463, sendo que 141.301.540, o equivalente a 89,01%, possuem a biometria cadastrada. Todos os dados estão disponíveis no Portal de Estatísticas do TSE. Clique aqui para acessar. A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, os números consolidados do eleitorado mato-grossense reforçam a dimensão da responsabilidade da Justiça Eleitoral na organização das Eleições Gerais de 2026. “Mato Grosso contará com mais de 2,6 milhões de eleitoras e eleitores aptos a exercer o direito ao voto, o que demonstra o comprometimento da população e o sucesso do trabalho permanente realizado pela Justiça Eleitoral”. Ela também reforça que este resultado é fruto de um planejamento iniciado muito antes do período eleitoral. “Ao longo dos últimos meses, promovemos mutirões, ampliamos os pontos de atendimento e intensificamos ações em todas as regiões do estado para facilitar o acesso da população aos serviços eleitorais. Agora, seguimos avançando em outra etapa igualmente importante: a preparação de toda a estrutura necessária para garantir eleições seguras, transparentes e eficientes. Isso inclui a organização logística, a preparação das urnas eletrônicas, a capacitação de magistrados, magistradas, servidores, servidoras, colaboradores, colaboradoras, mesários e mesárias, além do fortalecimento do diálogo com instituições parceiras”, acrescenta. Perfil do eleitorado A maioria do eleitorado continua sendo feminina, já que do total de pessoas aptas ao voto em Mato Grosso em 2026, 51% (1.355.774) são formados por este público. Já o eleitorado masculino soma 49%, ou seja, 1.282.435. Apenas 493 pessoas informaram o nome social no Cadastro Eleitoral. Quanto à faixa etária, o maior público votante tem entre 40 e 44 anos de idade (278.333), seguido da faixa etária de 30 a 34 anos de idade (272.941).
Por RepórterMT 31 de agosto de 2026
Sinop foi o município de Mato Grosso que mais ganhou habitantes entre 2025 e 2026, segundo as estimativas populacionais divulgadas nessa sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade passou de 223.780 moradores em 2025 para 231.452 neste ano. Na prática, Sinop ganhou 7.672 habitantes em apenas um ano, o equivalente a um crescimento de 3,43% na população. O cálculo considera a diferença entre as estimativas divulgadas pelo IBGE para os dois anos. Com o novo número, Sinop também aparece como a quarta cidade mais populosa de Mato Grosso, atrás apenas de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis. A Capital lidera o ranking estadual, com 698.917 habitantes, seguida por Várzea Grande, com 323.172, e Rondonópolis, com 268.202 moradores. O crescimento de Sinop chama atenção porque supera, em números absolutos, o avanço registrado por Cuiabá no mesmo período. A capital ganhou 7.042 moradores em um ano, passando de 691.875 para 698.917 habitantes, alta de 1,02%. Mato Grosso O crescimento de Sinop ocorre em um cenário de expansão populacional de Mato Grosso. O Estado chegou a 3.950.330 habitantes em 2026, contra 3.893.659 no ano anterior. Ao todo, foram 56.671 novos moradores, o que representa crescimento de 1,46%.  Com esse resultado, Mato Grosso registrou o terceiro maior crescimento populacional do Brasil entre 2025 e 2026, atrás apenas de Roraima e Santa Catarina. Os números têm como referência 1º de julho de 2026. O levantamento do IBGE também revelou movimentos diferentes entre os municípios mato-grossenses. Enquanto Sinop apresentou o maior avanço em números absolutos, General Carneiro registrou a maior perda populacional, passando de 6.319 moradores em 2025 para 5.913 em 2026. A redução foi de 406 habitantes, equivalente a 6,42%. Os dados fazem parte da estimativa populacional anual do IBGE e não representam a realização de um novo Censo. Para chegar aos números, o instituto considera os resultados do Censo 2022, além de registros de nascimentos e mortes, migração e outras informações populacionais. As estimativas são utilizadas no planejamento de políticas públicas e no cálculo de repasses da União aos municípios.
Por Gazeta Digital 31 de agosto de 2026
Principais candidatos ao Governo de Mato Grosso apresentam propostas pontuais, mas não aprofundam objetivos, metas e critérios para utilização dos programas de incentivos fiscais, apesar das vultosas quantias envolvidas na política tributária. Entre 2019 e 2025, o volume de benefícios tributários concedidos às empresas - em sua maioria ligadas ao agronegócio -mais que quadruplicou, com alta de 356%, passando de R$ 3,42 bilhões para R$ 15,6 bilhões. Ao todo, foram R$ 65,5 bilhões em renúncia fiscal no período, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), defende em seu plano de governo que a reorganização dos incentivos estaduais, como o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), o Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) e o Programa de Incentivo à Cultura do Algodão de Mato Grosso (Proalmat), foi fundamental para fomentar a industrialização. O documento classifica a reorganização dos benefícios como pilar da transição de uma economia baseada na exportação de matéria-prima para um modelo que visa gerar valor dentro do território mato-grossense. Na proposta, Pivetta prevê a manutenção e o aperfeiçoamento do Prodeic, com submódulos voltados à indústria alimentícia, biocombustíveis, mineração, reciclagem e setores fabris, além do Proder e do Proalmat. A concessão dos benefícios deverá ser condicionada à geração direta de empregos, realização de investimentos e processamento em Mato Grosso. O plano também prevê a criação de um polo têxtil ligado à cadeia do algodão, estímulo a negócios em regiões menos desenvolvidas e ampliação de linhas de crédito e garantias para as empresas. O senador Wellington Fagundes (PL) propõe a criação de um sistema de monitoramento dos resultados dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado. O plano também prevê o programa Fisco Amigo, com benefícios para contribuintes considerados bons pagadores, modernização da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) com inteligência artificial para detectar fraudes e canais de autorregularização, além de uma política de responsabilidade fiscal baseada em projeções de receitas. Entre as medidas, Fagundes também prevê simplificação tributária, digitalização de processos e apoio técnico às prefeituras. Na área de incentivos, propõe ainda a concessão de benefícios tributários para instalação de parques solares e usinas de biomassa. Já a candidata Natasha Slhessarenko (PSD) propõe preparar Mato Grosso para o fim dos benefícios de ICMS, previstos para deixar de existir entre 2029 e 2033. O plano prevê mapear a exposição do Estado, construir um novo modelo de atração de investimentos baseado em crédito, logística e qualificação da mão de obra e criar um fundo estadual de empreendedorismo com prioridade para municípios mais pobres. A candidata também defende uma pauta fiscal própria, com o envio de uma proposta fiscal e tributária à Assembleia Legislativa e prestação periódica de contas sobre o resultado das contas públicas, para além da arrecadação bruta.
Por Agência Brasil 30 de agosto de 2026
O Congresso Nacional deve analisar nesta semana cinco propostas de grande repercussão social, como o fim da jornada 6x1 e a isenção de impostos para as compras de até US$ 50 em plataformas digitais, conhecida como "taxa das blusinhas". As pautas fazem parte do esforço concentrado da Câmara dos Deputados e do Senado antes das eleições de outubro. Fim da escala 6x1 O texto que prevê o fim da jornada de trabalho de seis dias para um de descanso deve ser analisado na quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O relator da proposta, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou na última quinta-feira (27) parecer favorável e rejeitou as doze emendas apresentadas pelos senadores. A estratégia é manter o mesmo texto aprovado pela Câmara e, assim, evitar que a proposta precise voltar para análise dos deputados. >> Veja o que prevê o texto: - Dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos - Salário não poderá ser reduzido por causa diminuição da jornada - Dois meses após a promulgação da PEC, a jornada máxima passa das atuais 44 para 42 horas semanais. - Um ano depois do fim desse primeiro período, cai definitivamente para 40 horas.  Se for aprovada na CCJ, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda precisa passar por dois turnos de votação no Plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um. Fim da "taxa das blusinhas" Outro assunto de forte repercussão é o fim da chamada “taxa das blusinhas”, o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A Medida Provisória começa a semana na comissão mista de deputados e senadores, que se reúne nesta segunda-feira (31), às 16h. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), deve apresentar o parecer e há expectativa de votação na própria comissão. A MP perde a validade no dia 8 de setembro. Se aprovada na comissão, ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado. Mototaxistas e entregadores de aplicativo Na Câmara, a primeira sessão de votação está marcada para esta segunda-feira (31), às 18h. Além da "taxa das blusinhas", estão previstas outras duas medidas provisórias ligadas aos trabalhadores de aplicativos: uma simplifica as regras para mototaxistas e profissionais de motofrete; e outra cria uma linha de financiamento para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas. Entre os outros projetos que podem ser analisados pelos deputados estão a manutenção dos incentivos fiscais para doações aos programas de atenção oncológica e de saúde da pessoa com deficiência, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Plano Nacional de Cultura para os próximos dez anos. PEC da Segurança Pública No Senado, outra prioridade é a PEC da Segurança Pública, que também está na Comissão de Constituição e Justiça. A proposta amplia a integração entre as forças de segurança, o compartilhamento de informações e altera regras de financiamento do setor. Na pauta econômica, os senadores devem tentar avançar no Redata, que cria incentivos para a instalação de data centers no Brasil, e no marco dos minerais críticos e estratégicos, matérias-primas essenciais para setores como tecnologia, energia limpa, carros elétricos e defesa. Orçamento de 2027 Além das votações, o Congresso recebe uma das propostas mais importantes para a economia no próximo ano: o Orçamento de 2027. O governo precisa encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual, o PLOA, com as estimativas de receitas e despesas da União para o ano que vem. A proposta abre uma nova rodada de negociações sobre as prioridades do governo, o cumprimento das metas fiscais e os recursos destinados às políticas públicas e aos investimentos federais. O texto ainda será analisado pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para votação no Congresso Nacional.
Por Gazeta Digital 30 de agosto de 2026
Quando o eleitor mato-grossense for às urnas em outubro, precisará lidar com dois métodos de contabilização de votos distintos, sendo eles o sistema majoritário e o proporcional. Compreender essas diferenças e como o Poder Executivo atua lado a lado com o Poder Legislativo é a chave para uma decisão consciente e para o fortalecimento da representatividade do estado no cenário nacional. Nas eleições majoritárias para o governo do Estado e o Senado, a lógica é que o vencedor será aquele que receber mais votos e obter maioria absoluta. É o caso da disputa ao Palácio Paiaguás, que conta com seis candidatos: Maurício Coelho (Mobiliza), Natasha Slhessarenko (PSD), Otaviano Pivetta (Republicanos), Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério Machado (Agir) e Wellington Fagundes (PL). As votações para a presidência também são calculadas dessa forma e, atualmente, contam com 13 candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Pablo Marçal (PRTB), Escritor Augusto Cury (Avante), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata). Para que um deles seja vencedor, é necessário alcançar a maioria absoluta dos votos válidos (50% mais um voto) no primeiro turno ou, caso nenhum concorrente atinja essa marca, disputar o segundo turno seguindo a mesma regra. Esse mesmo padrão se repete para a disputa presidencial, governo e para o Senado Federal, em que o eleitor de Mato Grosso escolherá duas cadeiras em 2026, com mandatos de oito anos. Entretanto, a dinâmica muda ao escolher quem ocupará as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e as oito vagas do estado na Câmara dos Deputados em Brasília. Para deputados estaduais e federais, o sistema adotado é o proporcional. Nesse modelo, o voto dado ao candidato também conta para o partido ou federação partidária. Assim, o que vai definir quantos deputados de cada partido ocuparão as cadeiras depende do cálculo do Quociente Eleitoral (total de votos válidos dividido pelo número de vagas). Em seguida, a votação total do partido é dividida pelo quociente eleitoral para descobrir o quociente partidário. É esse mecanismo que faz surgir os chamados “puxadores de votos”, que são candidatos com forte apelo eleitoral que atraem grande soma de votos para a legenda, ajudando a eleger colegas de chapa com votações menores. Porém, não é somente essa “puxada” que garante a vaga. Para evitar distorções, existe uma cláusula de barreira individual que exige que o candidato alcance pelo menos 10% do quociente eleitoral por conta própria, além de critérios específicos para a distribuição das sobras entre as legendas. Cooperação entre Executivo e Legislativo O governador de Mato Grosso e o presidente da República eleitos não administram sozinhos. A viabilização das grandes propostas de governo, seja para a infraestrutura, a logística, a saúde, o agronegócio ou a preservação ambiental. Todos os assuntos dependem fundamentalmente da articulação política com o Legislativo. Os deputados estaduais, federais e senadores são responsáveis por apreciar, votar e alterar o orçamento público, aprovar leis e fiscalizar o Executivo. Um governador sem apoio no parlamento enfrenta graves impasses de governabilidade, enquanto parlamentares distantes das demandas da população travam projetos estratégicos para a região.
Por Gazeta Digital 30 de agosto de 2026
Infiltradas na economia e na política, ditando regras de “convivência” em regiões, as facções criminosas expandem territorialmente e aumentam a sensação de insegurança. O medo se expressa no cidadão comum, que deixa de denunciar um crime para não sofrer represálias, e no comerciante que, para continuar vendendo, precisa pagar “mensalinho”. Quem vive na pele a “governança criminal” e o controle social das facções espera, do próximo governo, uma segurança pública que dê respostas. Já especialistas afirmam que o combate às organizações criminosas está entre as medidas mais necessárias a serem adotadas pelos novos representantes eleitos e um dos principais focos de ataque tem que ser o sistema prisional. Comerciante em Várzea Grande, J.C. conta que, por anos, sofreu terror psicológico exercido pelo Comando Vermelho. Ele era dono de um mercado em um bairro periférico do município e era obrigado a pagar uma “taxa de funcionamento” de até 5% sobre o faturamento mensal, sob a ameaça de incendiarem o estabelecimento. O local também tinha que funcionar como ponto de divulgação de uma “raspadinha da sorte”, que era desenvolvida pela organização criminosa. “Não tinha saída, eu era ameaçado e essa ameaça se estendia para toda a minha família. Sabe o que não é conseguir dormir direito? Eu vivia aterrorizado, tinha que vender para pagar fornecedores, funcionários, para sobreviver e ainda para custear uma facção. Minha mulher entrou em depressão”. Segundo o comerciante, a saída foi fechar as portas. “Começaram a cobrar um valor, depois passaram a monitorar o faturamento e aumentaram. Foi ficando inviável, não só pelo valor, mas pelo terror a que estávamos sujeitos. Eu espero de verdade que tenhamos uma resposta do poder público para não ficarmos reféns dos criminosos”. Dono de uma distribuidora, A.R.S. diz que a extorsão vivenciada deixou reflexos emocionais e financeiros. Ele confirma que a organização criminosa cobrava uma taxa compulsória de R$ 1 por cada garrafão de 20 litros vendido. Também era determinado que o produto fosse adquirido exclusivamente de empresas ligadas ao grupo criminoso. “Eu era obrigado a mostrar notas das águas que adquiria, também tinha que repassar valores de tudo que saía de venda. Outra exigência é que vendesse determinadas marcas de cigarros, contrabandeados. Eu ficava com medo deles por conta das ameaças e também ficava com medo de ser preso pelos produtos. Você vive sem paz. Não desejo que ninguém passe pelo que passei”. O cenário de terror também foi vivenciado por um motorista de uma empresa de embalagens. B.M.S. confirma que passa a maior parte do tempo viajando e que, na casa, ficam apenas a esposa e um filho menor de idade. Em um dos dias em que estava de folga, foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta que o chamaram para conversar. “Eles disseram que os moradores com melhores condições no bairro tinham que pagar uma taxa mensal de R$ 100 para a segurança da região. E aqueles que não concordassem com a taxa teriam a casa sinalizada como sem proteção, ou seja, poderia ser alvo de roubo. Achei que era brincadeira, mas fui conversar com alguns vizinhos, que também disseram a mesma coisa. A que ponto a gente chega. Ficar refém de criminosos que ditam regras. Precisamos de uma segurança pública de verdade, para que não tenhamos medo de sair de casa, de ser morto, roubado. A polícia precisa dar uma resposta”.