“Não vejo por que ter mais seis vagas dentro da Assembleia; é exagero”

MidiaNews • 13 de julho de 2025

O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania), criticou a proposta que deve ampliar o número de cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e afirmou que será um "exagero" a criação de seis novas vagas.


Para ele, a medida trará impactos administrativos significativos, mesmo sem alterar o orçamento da Casa, que atualmente gira em torno de R$ 881,8 milhões.

 

"Mais três já está bom demais, seis é exagerado, não vejo por que ter mais seis vagas dentro da Assembleia Legislativa. Não digo que vai impactar o orçamento final do Estado, porque o Estado tem um orçamento fixo para a Assembleia, que tem que se virar com esse valor", disse em entrevista ao MidiaNews 


O aumento de seis vagas na Assembleia de Mato Grosso ocorre em decorrência do crescimento populacional do Estado, constatado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

 

A Constituição Federal determina que o número de estaduais deve ser proporcional ao de deputados federais, que, por sua vez, será ampliado de 8 para 11 mato-grossenses na Câmara Federal. Com isso, a Assembleia poderá passar de 24 para até 30 cadeiras.

 

A proposta já foi aprovada no Senado Federal, porém o presidente Lula (PT) disse que não irá sancionar o projeto que aumenta o número de federais. Em contrapartida, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que, se o petista não sancionar até o prazo final, em 16 de julho, ele próprio promulgará.

 

Ao longo da entrevista, o deputado também avaliou a atual gestão da Mesa Diretora, sob Max Russi (PSB), e disse acreditar na próxima eleição a renovação na Assembleia será baixa. Aliado do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ele também analisou os seis primeiros meses e fez uma previsão de quando o mandato irá "deslanchar".

 

Confira os principais trechos da entrevista (e a íntegra do vídeo no final da matéria):

 

MidiaNews - Ano que vem a gente tem uma nova eleição, qual o balanço faz até o momento do seu trabalho na Assembleia Legislativa?

 

Faissal Calil - Estou muito feliz com o trabalho na Assembleia Legislativa. Estou hoje à frente da Comissão de Defesa do Consolidador e Contribuinte. A energia solar é uma grande pauta que parece que vai acabar e não acaba, porque todo ano, todo mês, todo dia aparece algo que tenta derrubar essa energia renovável e tem que ter alguém para defender a população e o meio ambiente, porque é uma energia renovável que não agride o meio ambiente. E conseguimos, através da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, uma liminar suspendendo a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre energia solar. Foi uma conquista grandiosa.

 

Além disso, a gente tem atuado muito com relação aos pedágios. Ingressamos com uma ação popular contra a Via Brasil, em relação a um aditivo contratual com pedágio lá em Alta Floresta, na MT-208, 320, o parecer do Ministério Público é favorável pela suspensão deste aditivo, que causa um prejuízo para os cofres do poder público e também um prejuízo imensurável para a população local do norte, Colíder, Terra Nova, Canaã, Carlinda.

 

A gente tem brigado nessas pautas, principalmente dentro da Assembleia, de energia e pedágio. E estou sempre pronto para estar estudando, para estar defendendo quem nos colocou lá, que é a população.


MidiaNews - A gente teve uma troca da Mesa Diretora na Assembleia. Como tem analisado o trabalho da nova composição, manteve o padrão que foi deixado pela antiga?

 

Faissal Calil - Estamos melhorando, tem o padrão da antiga mesa e considero o Max um presidente conciliador. Ele tem o dom de conseguir conciliar o Legislativo com o Executivo e com os demais órgãos. Está indo muito bem, creio que tem melhorado. Esse ano de 2025 melhorou muito a relação institucional com outros órgãos e estou feliz por ter acreditado na pessoa do Max Russi, que tem surpreendido a todos nós. Inclusive, acho que ele é uma grande via para ser candidato a governador.

 

MidiaNews - Já que o senhor puxou esse gancho, na eleição de 2022 a Assembleia teve uma renovação baixa, com vários deputados se reelegendo. Acha que em 2026 isso vai se repetir?

 

Faissal Calil - Acho que vai, você vê que a Assembleia tem evoluído. Basta pegar os anos de 2000, 2004, 2008, 2012, e ver o nível dos deputados que tem entrado. É um nível alto, são bons, são pessoas bastante capacitadas, que sabem o que estão fazendo. A renovação vai ser menor por causa do nível dos deputados que lá estão. É um nível excelente. Se comparar com outras casas legislativas, Câmaras, o nível da Assembleia hoje é muito bom.

 

MidiaNews - E tem essa expectativa de chegar ali mais seis deputados por conta dos desdobramentos da bancada federal. Como viu essa decisão? Acha que é o momento mesmo para aumentar tanto ou poderia ter mantido a quantidade anterior?

 

Faissal Calil - Mais três já está bom demais, seis é exagerado, não vejo por que ter mais seis vagas dentro da Assembleia Legislativa. Não digo que vai impactar o orçamento final do Estado, porque o Estado tem um orçamento fixo para a Assembleia, que tem que se virar com esse valor. Mas acho que para o próximo presidente vai ser um grande desafio ter que acolher mais seis deputados. O trabalho vai quase que duplicar, porque você vai ter que fazer novos gabinetes, vai ter que aumentar o RH (recursos humanos), enfim, se fosse aumentar o número de deputados, três já estariam de bom tamanho, seis é exagero.

 

MidiaNews - E os planos do senhor vai ser tentar a reeleição? A gente vê uma movimentação de alguns políticos que estão trabalhando para essa mudança de partido, quando abrir a janela no próximo ano. Pensa em mudar de partido, já recebeu algum convite de outras siglas?

 

Faissal Calil - Sim. Assim que abrir a janela vou para o PL (Partido Liberal). Não escondo isso de ninguém, nas eleições municipais eu estive com o PL, sou da direita, defendo os princípios e as virtudes da direita e vou ir para o partido que me identifico, que é o PL.

 

Não vai ser uma eleição fácil, certo, primeiramente, meu nome está à disposição para ser candidato a deputado estadual, mas se por alguma ventura, alguma diversidade surgir e eu tiver que ir à federal, estou pronto também, não nego isso a ninguém, mas tem que ir com calma. Primeiro assinar a ficha, se filiar, depois a gente escolhe qual o próximo passo.


MidiaNews - Mas isso é consolidado, então, entre a direção do PL e o senhor?

 

Faissal Calil - Consolidado. Participo já de todas as reuniões do PL, o Ananias [presidente do PL em Mato Grosso] é um grande líder, que está à frente e sempre me chama. Considera já como se eu estivesse dentro do time do PL, falta só a questão formal de assinar a ficha e estou esperando a janela.

 

MidiaNews - O senhor foi um dos grandes apoiadores da candidatura do prefeito Abilio Brunini. Que análise faz destes primeiros seis meses de mandato?

 

Faissal Calil - Fui o único deputado da Capital que ficou do lado do Abilio no primeiro turno. É até estranho, me sentia um peixinho fora d'água. O Eduardo Botelho e o Lúdio Cabral, que foram candidatos contra o Abilio, são meus colegas dentro do parlamento, mas eu tinha que defender os meus princípios.

 

Não faço parte da gestão municipal, não tenho nenhum cargo de grande importância dentro, não indiquei ninguém de grande importância, qualquer secretaria que seja, mas fico de fora, na torcida para que dê tudo certo. Acho que está se encaminhando bem.

 

Você percebe que o prefeito Abilio não adentrou em nenhum tema polêmico, no sentido de ser ruim para a população. Então o que ele prometeu na campanha vem cumprido. Esperamos melhoras no transporte, também na saúde, isso tem acontecido aos poucos, porque pegou uma prefeitura muito endividada e a gente sabe que poder público é muito burocrático.


O Abílio tenho certeza que vai começar a deslanchar até o início do ano de 2026, vai começar a entregar obras que a população está esperando: asfalto, as novas Unidades de Pronto Atendimento (Upas), chamar os enfermeiros, médicos.

 

Ele está trabalhando duro, pelo que sei e que sempre converso. Há a questão da burocracia. Para fazer um asfalto, por exemplo, no Residencial Coxipó, não é em um, dois meses que faz. Você pode até conseguir a verba, mas, para se ter uma ideia, o processo licitatório é demorado, vai demorar uns dez meses para fazer só a licitação, executar as obras. Então a entrega vai ser um pouquinho demorada sim, mas acho que a partir do início de 2026, as coisas começam a se encaixar.


MidiaNews - Muitas pessoas têm criticado Abilio por, passados seis meses, ainda culpar Emanuel Pinheiro pelos problemas da cidade. Não estaria na hora de passar a olhar mais para frente e esquecer um pouco a gestão passada?

 

Faissal Calil - Não. É algo natural, ele vai ter que responder esses ataques, porque a oposição hoje acordou. Durante os oito anos que o Emanuel esteve lá, nunca falaram nada e agora querem que os problemas de Cuiabá, que são problemas antigos, se resolvam em três, quatro meses, isso não vai acontecer.

 

Nós temos que ter coerência, é claro que quem é a oposição vai gritar e quem é a situação vai querer demonstrar que tem o trabalho feito, mas que é demorado mesmo. Não tem como deixar de responder à oposição sem lembrar do passado, tem que falar.

 

MidiaNews - O senhor também foi um dos grandes fiadores da candidatura da irmã, Paula Calil, tanto para vereadora quanto presidente da Câmara. Não acha que é uma responsabilidade muito grande assumir o comando do Legislativo municipal no primeiro mandato da vida?

 

Faissal Calil - Sim. Não tenho dúvida disso, mas eu não tinha dúvidas que ela ia conseguir fazer um bom trabalho. Está se dedicando ao máximo, não vejo mais ela na hora do almoço, quase não converso com ela, porque a hora que converso com ela, moramos lado a lado, é no café da manhã e olha lá.

 

Acho que ela tem, sim, segurado as pontas, feito um bom trabalho, sabia que ia ser difícil, aconselhei a não ter saído a presidente para cuidar mais do mandato dela, porque como você vira presidente e cuida mais dos vereadores do que do próprio mandato.

 

Mas foi um chamado também da base, que decidiu que deveria ser ela. A gente não pode fugir de todos os obstáculos, tem que enfrentar. É uma barra pesada, sim, ser presidente, mas acho que ela vem executando um bom trabalho.

 

MidiaNews - A gente vê que a presidente Paula vem sendo muito criticada por uma proximidade com o prefeito. E também tem essa questão do prefeito estar sempre na Câmara. Como vê isso, acha que faz sentido esse tipo de crítica em relação deles?

 

Faissal Calil - Veja bem, falam que é um puxadinho, mas é um puxadinho do bem. Você verifica, por exemplo, os projetos que o próprio Abilio encaminhou para a Câmara. São projetos bons, não são projetos polêmicos, não é aumento de IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), como foi feito no passado. Não é instalação de taxa de lixo, como foi feito no passado. Então, pelo contrário.

 

Eu não vejo… querem desmerecer falando que é puxadinho, mas se for puxadinho, é um puxadinho do bem. Está fazendo um ótimo trabalho.


MidiaNews - Não acha que isso mina um pouco a autoridade dela?

 

Faissal Calil - Mas eles vão falar sempre. Eles não têm o que falar, vão ter que falar isso. Vão falar o quê? Que o Abílio roubou? O Abílio não roubou. O Abílio teve 21 operações policiais nas costas? Não. Porque a base do antigo prefeito teve que segurar esses tipos de rojões, que é muito ruim, trancar processo de investigação, esse tipo de coisa. E hoje em dia não se tem mais.

 

MidiaNews - O governador Mauro Mendes é fiador da candidatura do vice Otaviano Pivetta ao Governo em 2026, mas há certa resistência de alguns setores. Acredita que o Pivetta pode ser um bom governador?

 

Faissal Calil - Ele seria um bom gestor. Nunca falei mal da pessoa do Pivetta como gestor. Acho que não tem nada contra ele enquanto gestão. Acho ele um cara muito coerente, o Mauro deve ter esse compromisso com ele. Por trás dele vem o Max Russi construindo também uma possível candidatura, que é uma coisa natural, uma hora vai chegar do Max. Temos aí a Janaína Riva, que é uma grande liderança em Mato Grosso, está procurando o espaço dela, que é legítimo também.

 

E o governador tem também uma boa fala com o Cidinho, então acho que esses nomes estão do lado do governo.

 

Tem o lado da esquerda, que não sei quem vai ser, não tenho qualquer tipo de conversa, e tem nós da direita do PL, que a nossa intenção é ter uma candidatura própria. Então ou vai ser o Odílio Balbinotti ou vai ser o Wellington Fagundes. 

 

MidiaNews - Acha possível uma composição entre o grupo do governador e os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso?

 

Faissal Calil - Já teve essa composição no passado, em 2022. Já á teve essa composição, em 2024, nas eleições municipais. Rachou e agora em 2026, pode ser que novamente andem lado a lado, não podemos descartar isso. Pode ser que tenha assim uma aliança entre União e PL. Pode ser que tenha, não podemos descartar.

 

Mas seria complicado, porque a gente que vê de fora, o PL parece muito firme, até pelo resultado que teve nas últimas eleições, da força que o partido ganhou, em lançar um nome próprio mesmo.


MidiaNews - O senhor mencionou o senador Wellington Fagundes, que é uma liderança no PL, em Mato Grosso, mas ele também tem essa questão de já ter recebido algumas críticas dos bolsonaristas. Acha que isso pode prejudicá-lo, de alguma forma, em uma construção em 2026?

 

Faissal Calil - Tem uma ala mais radical que a gente não pode negar, que não vê muito bem o nome do Wellington, mas a gente tem que pensar do partido ter o nome próprio. Essa é a nossa maior preocupação.

 

As pessoas esquecem que o Wellington, durante todo o mandato como senador, sempre votou com a direita. Eu não sei por que tem um pouco dessa animosidade, porque o Wellington foi uma pessoa que sempre votou com a direita. Então, ele tem, sim, que tentar ser o candidato. Ele tem toda a legitimidade para pleitear.

 

MidiaNews - Acha possível ele ser o candidato de consenso se unindo ao grupo de Mendes?

 

Faissal Calil - Eu acho mais difícil, porque o Mauro tem compromissos, primeiro com o Pivetta e tem um certo compromisso com o Jayme, o que afastaria um pouco do Wellington. Mas esse consenso já foi feito em 2022, não descarto que seja feito em 2026. Eles têm um diálogo.


MidiaNews - Qual a chapa ideal para o senhor em 2026 para governador, vice e senadores?

 

Faissal Calil - Para o Governo que seja alguém do PL, independente do nome. Vice, temos que ter alguém que aglutine, que tenha capilaridade, que traga um partido forte, que some. Também é algo indefinido.

 

Senador, para mim, o primeiro nome é José Medeiros. Acho que é a vez dele, já foi senador, fez um ótimo trabalho, teve dois mandatos como deputado federal e sempre votou com a direita. O segundo nome, a gente não tem nada definido ainda. Não sei se o PL vai fazer alguma conjuntura com outro nome.

 

MidiaNews - O senhor, como futuro integrante do PL, acha então que o vice tem que vir de outro partido para trazer mais eleitores?

 

Faissal Calil - Com certeza. Precisamos ter um grupo forte, porque a campanha de governador não é fácil, é igual da prefeitura. A Prefeitura de Cuiabá, quando trabalhamos aqui, só tínhamos o PL. Montamos o PRTB, conseguimos 15 dias antes de fechar a janela regularizar o partido, que estava irregular. Montamos uma chapa, que fez 10 mil votos. Foi uma chapa bem votada, com 26 candidatos. O PL fez 30 mil votos na chapa de vereador, sendo que tivemos duas potências, a Samantha e a Paula, que juntas, deram quase 13 mil votos, quase metade do PL todo.

 

Então, para termos uma candidatura própria, creio que um vice tem que ser de outro partido. Esse segundo nome de senador tem que estar dentro desses dois partidos. É por isso que pode ser alguém ligado ao governador Mauro Mendes, sem problema nenhum. Eu acho que essa é a estratégia certa para o PL em 2026.


MidiaNews - O senhor foi citado no inquérito sobre as emendas da Secretaria de Estado Agricultura Familiar (Seaf) e fez duras críticas à delegada Juliana Rado, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, chamando o levantamento dela de “leviano”. Incluir o senhor nessa investigação foi uma barbeiragem da Polícia?

 

Faissal Calil - Com certeza. Tenho 24 anos de formação, antes de me formar já trabalhava no próprio Poder Judiciário de Mato Grosso. Veja bem, pegaram todo mundo que encaminhou emendas para a Pronatur [Instituto de Natureza e Turismo] nos últimos anos, colocaram num saco e botaram assim: ‘Todos esses aqui tem culpa no cartório’. Já condenaram a gente, sendo que a gente nem é indiciado, não faz parte.

 

E por que falo isso? A Pronatur é um instituto que atua no mercado há mais de 10 anos. A Pronatur é a única associação que vai até os gabinetes e fala,: ‘Temos um trabalho nesse sentido aqui, de entregar kits com esses 16 itens’. A Pronatur que faz isso. Se você vai à Seaf, não tem licitação para isso, eles não fazem esse trabalho.

 

Se você for na Seaf, a própria Seaf vaimandar procurar a Pronatur, que é um instituto consolidado. Se você quiser entregar kit com essas ferramentas para o agricultor familiar, tem que ir atrás da Pronatur’.

 

Eu considero isso aí [as emendas] algo que democratiza o dinheiro público. Por exemplo, se ficar tudo na mão do executivo, se ele tem um adversário político, pode acabar sem mandar nada para a saúde, sem mandar nada para a agricultura familiar.

 

Quando tem as emendas, a gente consegue democratizar o dinheiro público. As emendas são importantes. Infelizmente, criminalizaram uma coisa que é boa, que era para ser boa, que é agricultura familiar, através desse processo. Eu tenho até minhas dúvidas com relação a esse superfaturamento. Essa questão acho que não foi bem avaliada. Por isso que acho que houve, sim, um viés político muito forte por trás dessa investigação. Se fosse algo sério, tinha que ter pegado os secretários anteriores também, onde essa Pronatur também operou, e tinha que pegar o outro registro de preço que tem dentro da própria Secretaria que é mais caro do que o kit que está na Pronator. É tudo muito questionável.


MidiaNews - O deputado Gilberto Cattani, depois de todo esse episódio, chegou a dizer que estava estudando não mandar mais emendas, por causa desse tipo de investigação. Também tem essa insegurança?

 

Faissal Calil - Com certeza. Ano que vem, na hora de mandar emendas, vou repensar, procurar analisar muito melhor para onde está indo. As pessoas têm que entender que o deputado só assina o ofício, nem o projeto acompanha. Esse projeto, quando dada a liberação da emenda, percorre a Secretaria, o Governo de Mato Grosso, o deputado não mexe com o dinheiro. Ele só assina a emenda e, simplesmente, o projeto é protocolado na Secel (Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer), por exemplo, ou na Seaf, ou na Seduc (Secretaria do Estado de Educação), ou na SES (Secretaria do Estado de Saúde) e lá corre, lá que são feitas as licitações, o contrato, o pagamento.

 

O deputado não participa de nada disso, está fora da alçada. Assinou, encaminhou e ponto final. As pessoas não entendem isso.

 

MidiaNews - Para finalizar, acha que será necessário chamar a delegada também para ter essa conversa com os deputados? Já que naquela oitiva da CGE houve uma divergência, eles falaram que não citaram os deputados, mas existe o documento.

 

Faissal Calil - Eu não sei. Gostaria que ela fosse lá. Se eu fosse a delegada entraria em contato com o presidente Max. Sem precisar de convocação, nada, até porque tenho certeza da minha parte que não houve qualquer tipo de ato de corrupção. Tenho certeza. É por isso que eu fiz o desafio. Eu tenho certeza disso.

Por Gazeta Digital 15 de janeiro de 2026
Em vigor desde o último dia 9, a renovação automática de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já rendeu saldo positivo aos bons condutores de Mato Grosso. Até o dia 14 de janeiro, 4.513 mato-grossenses garantiram a atualização do documento sem custos ou necessidade de ir ao Detran, gerando uma economia de R$ 2,74 milhões para a população local. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (15) pelo governo Federal. O novo sistema beneficia motoristas que não cometeram infrações nos últimos 12 meses e estão inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Em todo o país, 323.459 pessoas já foram beneficiadas pela medida, gerando uma economia total de R$ 226,3 milhões para a população brasileira. “Por muito tempo, o Sistema de Trânsito Brasileiro (SNT) tratou todos os motoristas como potenciais infratores, submetendo bons e maus condutores às mesmas exigências e burocracias. A renovação automática da CNH muda esse paradigma ao diferenciar quem se comporta bem de quem se comporta mal, premiando o acerto e não apenas punindo o erro”, destacou o ministro dos Transportes, Renan Filho, durante o anúncio da medida. Como funciona A renovação automática ocorre diretamente na base nacional de dados e dispensa a etapa tradicional de comparecimento ao Detran. O documento atualizado fica disponível no aplicativo Carteira Digital de Trânsito, onde também passa a constar o selo de Bom Condutor como reconhecimento pelo comportamento responsável no trânsito. Mais de 10 milhões Com cerca de 80 milhões de CNHs vigentes no país, a expectativa do Governo do Brasil é que mais de 10 milhões de motoristas possam ser beneficiados pela renovação automática ao longo do tempo, ampliando o alcance da política do Bom Condutor e incentivando práticas mais responsáveis no trânsito. Quem não é elegível A renovação automática, no entanto, não se aplica a todos os condutores. Motoristas com 70 anos ou mais não têm direito ao benefício. Já os condutores a partir dos 50 anos podem aproveitar uma única renovação automática da CNH quando o documento vencer, sem taxas ou exames. O benefício é pessoal e só pode ser usado uma vez. Também ficam fora da medida os condutores com prazo de validade da CNH reduzido por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde, assim como os motoristas com a CNH vencida há mais de 30 dias, conforme prevê a legislação de trânsito. Modernização A modernização dos serviços de trânsito acompanha a crescente adesão da população às ferramentas digitais. Mais de 2,3 milhões de brasileiros já abriram requerimento para a primeira carteira de motorista pelo aplicativo CNH do Brasil. A abertura do processo acontece diretamente pelo aplicativo da CNH do Brasil. A partir daí, o interessado tem a liberdade de escolher como prefere se preparar: pode estudar o conteúdo teórico gratuitamente pela plataforma digital, frequentar uma autoescola tradicional ou combinar as duas opções. CNH do Brasil Com o novo modelo, o processo de obtenção e gestão da Carteira Nacional de Habilitação passa a ser centralizado em uma plataforma digital única, que acompanha o motorista desde a formação até a renovação do documento. A proposta reduz burocracias, amplia o acesso à informação e contribui para diminuir gastos dos cidadãos com taxas e deslocamentos. Durante o anúncio da nova CNH do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a modernização representa economia direta para as famílias. "É dinheiro que vai sobrar para levar mais comida para casa", afirmou o presidente, em dezembro. CNH Digital A CNH digital, disponível por meio do aplicativo oficial do Governo do Brasil, tem a mesma validade jurídica do documento físico e permite que o motorista acesse sua habilitação de forma prática e segura pelo celular. Pelo aplicativo, também é possível acompanhar serviços, receber notificações e verificar informações atualizadas do documento. A ampliação do uso da CNH digital reforça o compromisso do Governo do Brasil com a digitalização dos serviços públicos, oferecendo mais comodidade ao cidadão e fortalecendo uma política de trânsito baseada em tecnologia, eficiência e reconhecimento de boas práticas.
Por Gazeta Digital 15 de janeiro de 2026
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.191/2025, que autoriza apoio financeiro a companhias aéreas interessadas em implantar ou ampliar voos internacionais com origem ou destino no Estado. A medida estabelece um teto anual de até R$ 10 milhões em recursos públicos e passa a integrar a estratégia estadual de fortalecimento da conectividade internacional, do turismo e do ambiente de negócios. A nova legislação permite que o Poder Executivo subsidie operações regulares internacionais de passageiros ou carga, incluindo voos de ida, volta ou rotas circulares, desde que envolvam aeroportos mato-grossenses.  O benefício também poderá ser concedido a empresas que atuem em alianças comerciais ou integrem grupos econômicos formalmente reconhecidos.Para acessar a subvenção, as companhias aéreas deverão apresentar um projeto técnico detalhado, com projeção das operações mensais e anuais, estimativas de fluxo de passageiros e carga, frequência de voos, taxa de ocupação e análise de viabilidade econômico-financeira. Também será exigida regularidade fiscal e jurídica, além da comprovação de que não haverá pedido de subvenção duplicado por empresas do mesmo grupo para a mesma rota. A concessão do benefício poderá ter duração de até dez anos, com possibilidade de prorrogação mediante avaliação técnica, respeitando as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e da legislação orçamentária. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) será responsável pela análise dos pedidos, emissão de pareceres técnicos e definição da forma de pagamento, que poderá ser integral ou parcelada, condicionada ao cumprimento das metas estabelecidas.De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a lei cria um instrumento moderno e transparente para viabilizar a chegada de voos internacionais ao Estado, inspirado em modelos já adotados com sucesso em outras unidades da federação. Um exemplo é do Pará, onde a Gol opera a rota Belém–Miami. Apesar da previsão de subsídio por assento não ocupado, a alta demanda fez com que o governo paraense não precisasse desembolsar recursos.“A conectividade internacional é decisiva para impulsionar o turismo e os negócios”, afirma. Além da subvenção direta, o Estado prevê uma atuação integrada em promoção turística e comercial. Segundo Miranda, a estratégia envolve investimentos em marketing, articulação com o trade turístico, hotéis e operadoras, além da divulgação dos atrativos naturais e da infraestrutura em expansão.“Não basta o mato-grossense ter acesso ao voo internacional. Precisamos atrair o turista estrangeiro para conhecer Mato Grosso. Temos todas as condições: belezas naturais únicas, investimentos em infraestrutura e projetos estruturantes como o Parque Novo Mato Grosso. Agora, cabe ao Estado fazer a sua parte”, ressalta. O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, destacou também que a lei veda expressamente o uso dos recursos da subvenção para investimentos que se incorporem ao patrimônio das empresas ou para operações diferentes das previstas no projeto aprovado. As companhias beneficiadas deverão apresentar relatórios semestrais com indicadores operacionais e de desempenho, sob pena de suspensão ou revogação do benefício em caso de descumprimento das regras.“Essa lei cria um instrumento claro e responsável do ponto de vista fiscal. A subvenção tem limite anual definido, critérios técnicos rigorosos e acompanhamento permanente, justamente para garantir que o apoio financeiro gere retorno econômico ao Estado. Não se trata de gasto sem controle, mas de um mecanismo estruturado para estimular novas rotas internacionais, ampliar a atividade econômica e fortalecer, de forma sustentável, a base de arrecadação”.As despesas decorrentes da nova política correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, com o limite global anual de R$ 10 milhões definido em ato conjunto da Sedec e Sefaz. A legislação já está em vigor e aguarda regulamentação específica para detalhar os procedimentos operacionais.
Por RepórterMT 15 de janeiro de 2026
Mato Grosso está sob três alertas meteorológicos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para hoje (15). Os avisos indicam chuvas fortes, ventos intensos e risco de granizo, com validade até o fim do dia. O primeiro alerta é de tempestade e vale até 23h59 desta quinta. A previsão aponta chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h e queda de granizo em pontos isolados. As áreas mais afetadas são o Sudeste, o Nordeste e o Centro-Sul do estado. O risco é considerado baixo, mas pode haver alagamentos pontuais, queda de galhos de árvores e interrupção no fornecimento de energia. Outro aviso de chuvas intensas está em vigor desde a terça-feira (13) e também segue até o fim desta quinta. Esse alerta atinge principalmente o Centro-Sul, o Norte, o Nordeste e o Sudoeste de Mato Grosso. A previsão é de chuva forte acompanhada de ventos, com possibilidade de alagamentos em áreas urbanas e descargas elétricas. O terceiro alerta, também de chuvas intensas, começou na quarta-feira (14) e afeta principalmente o Norte de Mato Grosso, além de áreas da Amazônia Legal. Assim como nos outros avisos, o Inmet destaca o risco de chuva volumosa em curto período de tempo e ventos fortes. Em todos os casos, a orientação é evitar abrigo debaixo de árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos perto de torres ou placas e evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. Previsão para Cuiabá  Em Cuiabá, a quinta-feira será de muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas ao longo do dia. A temperatura mínima fica em torno de 23°C e a máxima pode chegar aos 35°C, com umidade elevada. Nesta sexta-feira (16), o calor continua, com máxima de 35°C, e há previsão de chuvas isoladas, principalmente à tarde. No sábado (17), o tempo segue instável, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, mínima de 26°C e máxima de 35ºC. Já no domingo (18), o calor aumenta ainda mais, com máxima de 36°C, e a previsão segue indicando chuva em pontos isolados da capital.
Por RepórterMT 15 de janeiro de 2026
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 005/2025, estimado em R$ 19.594.428,00, lançado pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Médio Araguaia (Codema). A medida foi publicada no Diário de Contas dessa quarta-feira (14). A decisão, proferida pelo conselheiro Guilherme Maluf, foi tomada em sede de tutela provisória de urgência, após o acolhimento de Representação de Natureza Externa apresentada pela empresa Azevedo e Freitas Comércio e Serviços Ltda. O certame tinha como objeto o registro de preços para a contratação de uma “solução educacional híbrida”, voltada ao atendimento compartilhado de municípios consorciados. Para Maluf, há indícios relevantes de irregularidades capazes de comprometer a competitividade e a legalidade da licitação, o que justificou a paralisação do procedimento até o julgamento do mérito. Na análise preliminar, o TCE apontou que o edital, o Termo de Referência e o Estudo Técnico Preliminar não definem de forma clara e objetiva o que se entende por “solução educacional híbrida”, nem estabelecem parâmetros técnicos, pedagógicos ou normativos mínimos. A ausência dessa delimitação, segundo a decisão, fragiliza o julgamento objetivo das propostas. Outro ponto levantado pelo conselheiro foi a individualização prévia de títulos editoriais, coleções pedagógicas e respectivos ISBNs, todos vinculados a um mesmo grupo editorial. Para Maluf, não ficou demonstrado, nesta fase inicial, levantamento efetivo de mercado ou justificativa técnica robusta que comprove a inviabilidade de soluções pedagógicas equivalentes, o que pode caracterizar direcionamento do certame. O TCE também destacou que a exigência de proposta por lote integral, associada à adoção de uma única linha pedagógica fechada, tende a restringir a participação de potenciais interessados, afastando editoras especializadas por etapas de ensino e fornecedores de soluções digitais independentes. Diante do alto valor envolvido e da possibilidade de consolidação de uma contratação de difícil reversão ao erário, o Tribunal reconheceu a "presença simultânea do fumus boni iuris (plausibilidade do direito alegado) e do periculum in mora (risco da demora na decisão)". Com isso, o TCE-MT determinou a suspensão do pregão e de todos os atos dele decorrentes até o julgamento definitivo da representação. O presidente do Codema, Vilson Biguelini, que é prefeito de Canarana (a 651 km de Cuiabá), afirmou que as alegações da empresa são incompatíveis, uma vez que, de forma contraditória, sustenta que o objeto seria simultaneamente genérico e insuficiente e, ao mesmo tempo, excessivamente detalhado e restritivo à competitividade. Segundo Vilson, o certame se destina ao registro de preços para a aquisição de livros didáticos complementares, cujo objeto estaria material e objetivamente delimitado pela indicação expressa dos títulos e respectivos ISBNs, elementos que identificam com precisão o conteúdo das obras. “Os lotes, títulos e características físicas e técnicas estão minuciosamente descritos no Termo de Referência, sendo o ISBN o critério objetivo por excelência em licitações de obras bibliográficas, por assegurar descrição clara, comparabilidade entre propostas e julgamento estritamente objetivo”, destacou o prefeito. Entretanto, Maluf não acolheu os argumentos e manteve a suspensão do pregão. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de 10 UPFs/MT ao presidente do Codema. “Ademais, a manifestação prévia apresentada pelo Codema igualmente não está acompanhada de nenhum dos documentos. Tal ausência de informações compromete a transparência do processo licitatório”, ressaltou o conselheiro na decisão. O mérito da contratação, incluindo a adequação do planejamento, dos estudos preparatórios e da modelagem adotada, ainda será analisado de forma aprofundada pelo Tribunal. Até lá, o processo licitatório permanece paralisado. “O fornecimento de material didático às redes públicas de ensino, como regra, é ordinariamente assegurado por meio de políticas públicas federais, notadamente aquelas coordenadas pelo Ministério da Educação, de modo que a suspensão temporária do certame não se mostra apta a comprometer, de forma imediata, a continuidade do serviço educacional”, concluiu.
Por Agência Brasil 14 de janeiro de 2026
A cada R$ 1 investido em projetos executados com recursos da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornaram à economia. É o que mostra estudo apresentado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (13) sobre os impactos da lei de incentivo à cultura. O estudo foi encomendado pelo Ministério da Cultura. Entre 2022 e 2024, o número de projetos apoiados pela lei passou de 2.600 para mais de 14 mil por ano. O estudo ainda avaliou equipamentos locados, quantidade de pessoas contratadas, materiais e fornecedores pagos. Em 2024, cerca de 230 mil vagas foram abertas com apoio do programa, ao custo de R$ 12,3 mil por vaga. "Precisávamos de dados completos, consistentes e confiáveis sobre a Lei Rouanet, que nos últimos anos enfrentou críticas injustificáveis e uma tentativa de demonização. De um lado. há quem tente deslegitimar o setor cultural e ainda há uma parcela da sociedade que desconhece seu papel. Faltavam dados robustos e atualizados, e foi exatamente por isso que encomendamos essa pesquisa. O que apresentamos hoje é um estudo de altíssima qualidade, conduzido com rigor metodológico e baseado em dados oficiais. Seus resultados oferecem evidências claras do impacto positivo do investimento cultural", destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes. A Rouanet teve mais de R$ 60 bilhões investidos desde a criação, em 1993, em valores não corrigidos. Em 2024, foram 4.939 projetos com recursos executados, a maioria propostos por empresas (3.154 proponentes ou 86,7%). Os projetos geraram um total de 567 mil pagamentos a todo tipo de fornecedor e serviço, em um universo de 1.800 tipos diferentes. A maioria (76,72%) captou até R$ 1 milhão e 21,70% captaram até R$ 10 milhões. O maior montante dos recursos foi para custos logísticos, administrativos e de equipes técnicas, sendo um terço para pagamento de artistas. Segundo os pesquisadores, 96,9% dos pagamentos via Rouanet são de menos de R$ 25 mil, o que gera efeito distributivo de renda. Regiões Dos R$ 25,7 bilhões movimentos pelo mecanismos de incentivo à cultura em 2024, a maior parte foi para projetos no Sudeste, que captaram R$ 18 bilhões. Na Região Sul, foram R$ 4,5 bilhões; Nordeste, teve captação de R$ 1,92 bilhão; Centro-Oeste, cerca de R$ 400 milhões; e Norte, cerca de R$ 360 milhões. O levantamento apontou também que a Rouanet tem um potencial de captação de recursos fora do edital, já que os projetos levantaram mais de R$ 500 milhões em outras fontes e cerca de R$ 300 milhões em apoios não financeiros, no mesmo período. "Tivemos de entender os diferentes tipos de impactos. Os diretos, os indiretos, que envolvem toda a cadeia econômica relacionada e o impacto dos empregos gerados. O recurso não deve ser pensado somente uma vez, mas em ondas de gastos relacionados", explicou Luiz Gustavo Barbosa, gerente executivo da FGV. Os dados mostram ainda queda no tempo de análise de projetos, que passou de mais de 100 dias em 2022 para 35 dias em 2025. No comparativo entre os projetos de 2018 a 2024, a Região Nordeste teve crescimento acima de 400%, passando de 337 projetos, em 2018, para 1.778, em 2024. A Região Norte também teve crescimento semelhante, passando de 125 projetos para 635. A região com menor crescimento, a Sudeste, dobrou a quantidade de projetos, passando de 3.414 (2018) para 7.617 (2024), o que, por sua vez, foi o maior crescimento em números absolutos. Centro-Oeste teve crescimento de 245,4%, indo de 240 para 829 projetos, e a Sul, de 165,1%, passando de 1.268 para 3.362 projetos. "Nosso esforço está se voltando para empresas médias, que tem sede nestes territórios, em seus próprios territórios", disse o secretário de Fomento Cultural do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, ao cita trabalho no Nordeste, em parceria com o Sesi, para qualificar produtores culturais na proposição de projetos e captação de recursos com as empresas. A expectativa é que as ações na Região Norte sejam sentidas já em 2026, e os da região Centro-Oeste em 2027. A pasta deve realizar ainda uma pesquisa voltada à Lei Aldir Blanc, segundo a ministra. Não há data prevista.
14 de janeiro de 2026
A segunda quinzena de janeiro traz diversos processos seletivos em Mato Grosso. As vagas são para todos os níveis de escolaridade e os salários podem chegar a R$ 35 mil. As oportunidades aparecem em prefeituras por todo o estado, além de vagas nos âmbitos estaduais e federais. Confira a lista de oportunidades. Conselho de Educação Física (CREF) da 17ª Região Vagas: 5. Cargos: Auxiliar Administrativo. Salário: R$ 2.329,75, além de benefícios. Inscrições: 15 a 19/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPE-MT) Vagas: 30. Cargos: Defensor Público de Primeira Classe. Salário: R$ 35.659,85. Inscrições: até 28/01/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 350,00. Prefeitura de Campo Novo do Parecis Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Professor Pedagogia, Professor de Arte, Professor de Educação Física, Professor de Letras/Inglês, Professor de Matemática, Professor de Geografia, Professor de História, Professor de Ciências Biológicas, Assistente Social, Psicólogo, Nutricionista, Agente Educacional Infantil e Técnico de Apoio Educacional. Salário: R$ 4.331,90 a R$ 6.268,16. Inscrições: 26/01 a 05/02/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 75,00 a R$ 90,00. Prefeitura de Carlinda Vagas: 135. Cargos: Motorista CNH A/B (3 vagas), Motorista CNH D/E (5 vagas), Motorista de Transporte Escolar CNH D/E (12 vagas), Operador de Máquinas (3 vagas), Operador de Máquinas Pesadas (3 vagas), Serviços Complementares (20 vagas), Serviços Externos (20 vagas), Assistente Jurídico (1 vaga), Assistente Previdenciário (1 vaga), Auxiliar Administrativo (20 vagas), Auxiliar de Saúde Bucal (2 vagas), Fiscal de Tributos, Fiscal de Vigilância Sanitária, Monitor de Sala (5 vagas), Técnico Administrativo de RH, Técnico Agropecuário (2 vagas), Técnico de Enfermagem (5 vagas), Técnico de Laboratório (1 vaga), Técnico de Vigilância Sanitária, Contador (1 vaga), Enfermeiro (5 vagas), Engenheiro Civil (1 vaga), Farmacêutico/Biomédico (1 vaga), Fisioterapeuta (1 vaga), Fonoaudiólogo (1 vaga), Médico Clínico Geral (1 vaga), Nutricionista (2 vagas), Odontólogo (2 vagas), Procurador Jurídico (1 vaga), Professor de Educação Física (1 vaga), Professor de Pedagogia (12 vagas), Psicólogo (2 vagas) e Psicopedagogo (1 vaga). Salário: R$ 1.518,00 a R$ 15.318,70. Inscrições: 16/01 a 13/02/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 50,00 a R$ 80,00. Prefeitura de Marcelândia Vagas: 36 e cadastro reserva. Cargos: Técnico em Enfermagem (5 vagas), Médico Veterinário (2 vagas), Fonoaudiólogo (1 vaga), Técnico em Raio X (1 vaga), Professor Pedagogo (12 vagas), Professor de Computação (1 vaga), Cuidador de Crianças (10 vagas), Motorista com habilitação D (3 vagas), Merendeira (1 vaga), Assistente Social, Psicólogo, Fisioterapeuta, Cirurgião Dentista, Nutricionista, Técnico Agrícola, Zelador, Vigia, Auxiliar de Serviços Gerais, Engenheiro Florestal, Técnico Agropecuário, Técnico de Informática, Operador de Motoniveladora, Operador de PC 200, Coletor de Lixo, Professor de Educação Física, Professor de Matemática, Professor de Letras - Português, Farmacêutico, Bibliotecário, Técnico Administrativo, Assistente Administrativo e Educador Físico. Salário: R$ 1.686,23 a R$ 4.147,96. Inscrições: até 15/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Nova Santa Helena Vagas: 14 e cadastro reserva. Cargos: Auxiliar de Manutenção de Infraestrutura, Auxiliar de Serviços Gerais, Gari, Merendeira/Cozinheira, Motorista, Operador de Máquinas Leves, Pedreiro, Vigia, Agente Administrativo I, Auxiliar de Professor da Educação Básica, Auxiliar de Saneamento, Recepcionista, Agente Administrativo II, Agente Comunitário de Saúde, Agente de Combate às Endemias, Técnico Químico, Assistente Social, Enfermeiro, Fisioterapeuta e Professor Pedagogo (14 vagas). Salário: R$ 2.732,93 a R$ 5.138,90. Inscrições: até 26/01/2025. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Novo São Joaquim Vagas: 52. Cargos: Motorista (4 vagas), Motorista II (1 vaga), Agente de serviços gerais (coletor de lixo) (5 vagas), Agente de Serviços Gerais (faxineira) (9 vagas), Operador de Escavadeira Hidráulica (1 vaga), Operador de Motoniveladora (2 vagas), Operador de Retroescavadeira (1 vaga), Operador de Pá Carregadeira (2 vagas), Operador de Trator (3 vagas), Cuidador do Idoso (6 vagas), Cuidador do Menor (4 vagas), Agente de serviços gerais (merendeira) (3 vagas), Agente de serviços gerais (cozinheira) (3 vagas), Agente de serviços gerais (gari) (6 vagas) e Psicólogo (2 vagas). Salário: R$ 1.518,00 a R$ 4.512,34. Inscrições: 15/01 a 04/02/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Poxoréo Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Advogado, Agente Comunitário de Saúde (PSF 1), Agente Comunitário de Saúde (PSF 2), Agente Comunitário de Saúde (PSF 3), Agente Comunitário de Saúde (PSF 4), Agente Comunitário de Saúde (Alto Coité), Agente Comunitário de Saúde (Aparecida do Leste), Agente Comunitário de Saúde (Jarudore), Agente Comunitário de Saúde (Joanesburgo), Agente Comunitário de Saúde (Mártires dos Carajás), Agente Comunitário de Saúde (Santo Antônio da Aldeia), Agente Comunitário de Saúde (Pontal da Areia), Agente Comunitário de Saúde (Alminhas), Agente Comunitário de Saúde (João de Barro), Agente Comunitário de Saúde (Tietê), Agente Comunitário de Saúde (Buritis I), Agente Comunitário de Saúde (Buritis II), Agente Comunitário de Saúde (Vale dos Sonhos), Agente Comunitário de Saúde (Vale Verde dos Sonhos), Agente Comunitário de Saúde (Vale Verde I), Agente Comunitário de Saúde (Vale Verde II), Agente Comunitário de Saúde (Nova Primavera), Agente Comunitário de Saúde (Bela Vista), Agente Comunitário de Saúde (Nova Poxoréu), Agente Comunitário de Saúde (São Benedito), Agente Comunitário de Saúde (Comunidade São Benedito Toca do Jacaré), Agente Comunitário de Saúde (Fundo da Tami), Agente Comunitário de Saúde (Comunidade São Miguel), Agente Comunitário de Saúde (Jardim Araçá), Agente Comunitário de Saúde (Fumas), Agente Administrativo, Agente Administrativo Nova Poxoréu, Agente de Endemias, Arquiteto, Auxiliar de Dentista, Auxiliar de Topografia, Assistente Social, Atendente de PSF, Bibliotecário, Biomédico, Bioquímico Farmacêutico, Cadastrador de Regularização Fundiária, Controlador Interno, Eletricista, Encanador, Enfermeiro, Enfermeiro Nova Poxoréu, Enfermeiro Ponto Atendimento, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Civil, Fiscal Sanitário, Fisioterapeuta, Leiturista Cadastrista, Médico, Mecânico, Motorista de Ambulância, Motorista Categoria D Distrito de Aparecida do Leste, Motorista Categoria D Distrito de Paraíso do Leste, Motorista Categoria D Distrito de Jarudore/Joanesburgo, Motorista Categoria D Distrito de Nova Poxoréu, Motorista Categoria B Sede, Motorista Categoria D Sede, Motorista Categoria D Zona Rural, Nutricionista, Odontólogo, Operador de Máquinas: Escavadeira Hidráulica, Operador de Máquinas: Pá Carregadeira, Operador de Máquinas: Trator de Pneus, Operador de Rolo Compactador, Operador de Máquinas: Motoniveladora, Orientador Social, Psicólogo Educacional, Psicólogo Clínico, Técnico em Enfermagem, Técnico de Enfermagem Pronto Atendimento, Técnico em Enfermagem Aparecida do Leste, Técnico em Enfermagem Paraíso do Leste, Técnico em Enfermagem Nova Poxoréu, Técnico em Analises Clinicas, Topografo, Vigilante sede, Vigilante Nova Poxoréu e Vigilante Distrito de Jarudore. Salário: R$ 1.610,17 a R$ 7.115,06. Inscrições: até 27/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Santa Carmen Vagas: 3. Cargos: Agente de Serviços Gerais, Agente de Manutenção Urbanista, Vigilância e Controle de Acesso, Operador de Máquinas Pesadas - Nova Geração (2 vagas), Psicólogo (1 vaga), Professor de Ensino Fundamental II - Português e Professor de Ensino Fundamental II - Inglês. Salário: R$ 1.621,00 a R$ 5.916,26 (no caso dos cargos de Professor, é R$ 40,14 por hora-aula). Inscrições: 14 a 27/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Prefeitura de Sapezal Vagas: 8. Cargos: Motorista de Veículos Pesados (1 vaga), Motorista de Veículos Leves (3 vagas) e Operador de Máquinas Pesadas (4 vagas). Salário: R$ 3.361,94 a R$ 4.499,86. Inscrições: até 02/02/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 55,00. Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade Vagas: 55. Cargos: Agente administrativo (1 vaga), Eletricista Predial (1 vaga), Motorista de veículo pesado (6 vagas), Borracheiro (1 vaga), Vigia (4 vagas), Serviço braçal (18 vagas), Gari (8 vagas), Recepcionista (1 vaga), Lavador Automotivo (1 vaga), Almoxarife (1 vaga), Zelador de pátio (1 vaga), Pedreiro (1 vaga), Mecânico (2 vagas), Operador de Escavadeira hidráulica (2 vagas), Operador de Retroescavadeira (2 vagas), Operador de Pá carregadeira (2 vagas) e Operador de Moto-niveladora (3 vagas). Salário: R$ 1.735,18 a R$ 3.749,79. Inscrições: Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Secretaria de Estado da Fazenda do Mato Grosso (SEFAZ-MT) Vagas: 30. Cargos: Fiscal de Tributos Estaduais (FTE). Salário: R$ 32.971,87 Inscrições: até 27/01/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 250,00. Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Vagas: 116. Cargos: Para provimento e remoção. Salário: Conforme legislação específica. Inscrições: 14/01 a 13/02/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 450,00. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Cuiabá Vagas: Cadastro reserva. Cargos: Professor Substituto na área de Nutrição. Salário: R$ 4.326,60 e R$ 8.058,29. Inscrições: 02 a 06/02/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Campus Araguaia Vagas: 1. Cargos: Professor Substituto na área de Educação Física/Ginástica Geral e Dança Estágio Supervisionado. Salário: R$ 4.326,60 e R$ 8.058,29. Inscrições: 22 a 24/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) Vagas: 2 e cadastro reserva. Cargos: Professor Substituto (Enfermagem - 1 vaga), Medicina - 1 vaga, Administração Geral, Teoria Econômica, Engenharia Agrícola e Ambiental, Engenharia Mecânica, Zootecnia, Matemática, Biologia Geral, Computação, Organização e Recuperação da Informação, Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Libras e Análise Experimental do Comportamento. Salário: R$ 4.326,60 a R$ 8.058,29. Inscrições: até 31/01/2026. Edital: aqui . Taxa: Gratuita. Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) Vagas: 18. Cargos: Professor do Magistério Superior: Agronomia / Fitotecnia, Anatomia Animal e Patologia Animal, Língua Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa, Matemática / Ensino de Matemática / Educação Matemática, Ciências da Computação / Redes de Computadores e Sistemas Operacionais, Estatística Computacional, Matemática Discreta Computacional e Álgebra Linear Computacional para Ciência de Dados, Teoria Econômica e Desenvolvimento, Ciências Contábeis, Biologia Celular / Histologia / Embriologia, Anatomia Humana, Terapia Ocupacional, Clínica Médica (2 vagas), Patologia Humana, Genética Humana e Médica e Saúde Coletiva (2 vagas). Salário: R$ 4.326,60 a R$ 13.288,85. Inscrições: até 31/01/2026. Edital: aqui . Taxa: R$ 380,00.
Por Gazeta Digital 14 de janeiro de 2026
Polícia Civil está nas ruas, na manhã desta quarta-feira (14), cumprindo 471 mandados judiciais, sendo 225 de prisão, durante a megaoperação Cartório Central. O objetivo é desarticular uma facção criminosa voltada à prática de tráfico, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial em Primeira do Leste e região. As ordens são cumpridas em Mato Grosso e outros 5 estados.  Conforme as informações divulgadas pela assessoria de imprensa do órgão, além das 225 prisões, as equipes cumprem ainda 225 buscas e apreensões e 21 bloqueio e indisponibilidade de valores. Há alvos também nos estados do Acre, Pará, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A investigação começou há pouco mais de um ano e foi conduzida pela Divisão de Entorpecentes da Delegacia de Primavera do Leste. Foi possível identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região. O grupo atuava de forma estruturada, mantendo um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas, além da organização do comércio de entorpecentes e da imposição de regras internas, com indícios de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa. Empréstimos e juros abusivos Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico de drogas eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas também para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos. O mecanismo utilizado pela facção se enquadra no crime de usura pecuniária, previsto no artigo 4º da Lei nº 1.521/1951, que tipifica a cobrança de juros ou comissões sobre dívidas em dinheiro superiores ao limite legal. O esquema era supervisionado por membros de maior escalão, identificados como responsáveis externos pelo financiamento ilegal. As cobranças contavam com o respaldo do “quadro de disciplina” da facção, que articulava represálias e até sequestros contra agiotas independentes. O delegado Rodolpho Bandeira, responsável pelas investigações, ressaltou que elas continuam e que todo o material apreendido será analisado para subsidiar novos procedimentos, identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos integrantes da organização. “A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, disse o delegado.
Por Gazeta Digital 14 de janeiro de 2026
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu uma ampla revisão das condições da concessão da Energisa-MT e cobrou investimentos robustos na infraestrutura energética do estado. Segundo ele, a renovação do contrato, prevista para 2027, deve estar atrelada a metas claras de modernização da rede e melhoria da qualidade do serviço. De acordo com Sérgio Ricardo, a deficiência no fornecimento de energia tem afastado indústrias e comprometido o crescimento regional. “Em Cuiabá, por exemplo, no Distrito Industrial, a energia elétrica é de péssima qualidade. Poucos municípios contam com rede trifásica. Sem isso, nenhuma indústria se instala. E sem industrialização não há geração de empregos, nem desenvolvimento”, afirmou. O conselheiro ressaltou ainda que a precariedade do sistema amplia as desigualdades entre as regiões mato-grossenses. “A ausência de uma rede elétrica compatível com as necessidades do estado impacta diretamente o atraso produtivo. A concessionária de energia tem grande responsabilidade no fato de Mato Grosso seguir com baixa industrialização”, pontuou. Em 2025, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um termo que autoriza a renovação dos contratos de distribuição por mais 30 anos, abrangendo concessionárias com vencimento entre 2025 e 2031. Apesar de incluir exigências como melhoria dos indicadores de continuidade, fortalecimento das redes e satisfação dos consumidores, a proposta vem sendo alvo de críticas. Mato Grosso possui cerca de 1,56 milhão de unidades consumidoras e registra a terceira tarifa média mais alta do país, chegando a R$ 1.048 por megawatt-hora (MWh), conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Um estudo do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT) reforça o diagnóstico de que a má qualidade da energia tem sido um dos principais obstáculos ao avanço econômico do estado. Nesta semana, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encaminhou ao Ministério de Minas e Energia (MME) um relatório com denúncias sobre falhas recorrentes no fornecimento. O documento, elaborado a partir de audiências públicas, deve subsidiar a análise do governo federal sobre a renovação da concessão ou a possibilidade de um novo modelo de distribuição. Para Sérgio Ricardo, o debate precisa considerar a carência de linhões e de rede trifásica no interior. “Em três décadas de concessão, a Energisa não conseguiu universalizar o acesso à energia de qualidade em Mato Grosso. É um tema que precisa ser tratado com profundidade e será acompanhado de perto pelo TCE”, garantiu. O conselheiro destacou que as melhorias não se limitam à expansão produtiva, mas envolvem também o combate às desigualdades regionais e a melhoria da qualidade de vida da população. “Temos que pensar o futuro de Mato Grosso, um estado rico que se torna cada vez mais pobre. O único caminho é promover crescimento e desenvolvimento, de forma que todos os municípios sejam alcançados”, concluiu.
Por Gazeta Digital 14 de janeiro de 2026
Um ônibus de viagem, que fazia rota Sinop-Cuiabá, tombou na madrugada desta quarta-feira (14), na BR-163, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá). Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer os passageiros que ficaram feridos. Seis pessoas estão em estado grave. De acordo com as informações apuradas pelo , passava da 1h30 quando as equipes foram acionadas para atender a ocorrência no km 678 da rodovia. O chamado relatou que um ônibus de viagem capotou na via. Quando a equipe chegou, encontrou a cena final do acidente. O ônibus contava com 26 passageiros. Na tiragem, os socorristas priorizaram o atendimento de 10 vítimas feridas. Dessas, 6 estavam com ferimentos graves, como lesões e traumas. Outras 4 tiveram lesões diversas classificadas como superficiais. Todos foram encaminhados para o Hospital São Lucas. Não há, até o momento, informações sobre o que causou o acidente. O caso segue sob investigação.
Por RepórterMT 13 de janeiro de 2026
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criou um setor específico para monitorar obras públicas, convênios e entregas do Estado, e evitar paralisações. A medida consta no novo regimento interno da Casa Civil, aprovado por meio do Decreto nº 1.813, de 12 de janeiro de 2026, publicado no Diário Oficial do Estado de hoje (13). Conforme o decreto, o setor ficará sob responsabilidade da Unidade de Controle e Monitoramento de Governo, vinculada à Casa Civil. Entre as competências do setor está o monitoramento das informações registradas no Sistema Registro de Entregas e Parcerias – Entregas MT, garantindo cobertura, confiabilidade e atualização dos dados, além de acompanhar a tramitação dos processos de contratação relacionados às entregas do governo, especialmente aquelas classificadas como prioritárias. Também está entre as atribuições o monitoramento dos processos de contratação de tecnologia da informação de maior impacto e interesse do Gabinete do Governador, bem como o monitoramento do gerenciamento de intervenções, com a finalidade de minimizar a ocorrência de obras paralisadas. O regimento prevê a realização de análises de desempenho das entregas e indicadores de governo. A articulação com órgãos e entidades para o aperfeiçoamento de sistemas informatizados e projetos de business intelligence (BI) também faz parte das atividades do novo setor. O decreto entra em vigor na data de sua publicação.