“Não vejo por que ter mais seis vagas dentro da Assembleia; é exagero”

MidiaNews • 13 de julho de 2025

O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania), criticou a proposta que deve ampliar o número de cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e afirmou que será um "exagero" a criação de seis novas vagas.


Para ele, a medida trará impactos administrativos significativos, mesmo sem alterar o orçamento da Casa, que atualmente gira em torno de R$ 881,8 milhões.

 

"Mais três já está bom demais, seis é exagerado, não vejo por que ter mais seis vagas dentro da Assembleia Legislativa. Não digo que vai impactar o orçamento final do Estado, porque o Estado tem um orçamento fixo para a Assembleia, que tem que se virar com esse valor", disse em entrevista ao MidiaNews 


O aumento de seis vagas na Assembleia de Mato Grosso ocorre em decorrência do crescimento populacional do Estado, constatado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

 

A Constituição Federal determina que o número de estaduais deve ser proporcional ao de deputados federais, que, por sua vez, será ampliado de 8 para 11 mato-grossenses na Câmara Federal. Com isso, a Assembleia poderá passar de 24 para até 30 cadeiras.

 

A proposta já foi aprovada no Senado Federal, porém o presidente Lula (PT) disse que não irá sancionar o projeto que aumenta o número de federais. Em contrapartida, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que, se o petista não sancionar até o prazo final, em 16 de julho, ele próprio promulgará.

 

Ao longo da entrevista, o deputado também avaliou a atual gestão da Mesa Diretora, sob Max Russi (PSB), e disse acreditar na próxima eleição a renovação na Assembleia será baixa. Aliado do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ele também analisou os seis primeiros meses e fez uma previsão de quando o mandato irá "deslanchar".

 

Confira os principais trechos da entrevista (e a íntegra do vídeo no final da matéria):

 

MidiaNews - Ano que vem a gente tem uma nova eleição, qual o balanço faz até o momento do seu trabalho na Assembleia Legislativa?

 

Faissal Calil - Estou muito feliz com o trabalho na Assembleia Legislativa. Estou hoje à frente da Comissão de Defesa do Consolidador e Contribuinte. A energia solar é uma grande pauta que parece que vai acabar e não acaba, porque todo ano, todo mês, todo dia aparece algo que tenta derrubar essa energia renovável e tem que ter alguém para defender a população e o meio ambiente, porque é uma energia renovável que não agride o meio ambiente. E conseguimos, através da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, uma liminar suspendendo a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre energia solar. Foi uma conquista grandiosa.

 

Além disso, a gente tem atuado muito com relação aos pedágios. Ingressamos com uma ação popular contra a Via Brasil, em relação a um aditivo contratual com pedágio lá em Alta Floresta, na MT-208, 320, o parecer do Ministério Público é favorável pela suspensão deste aditivo, que causa um prejuízo para os cofres do poder público e também um prejuízo imensurável para a população local do norte, Colíder, Terra Nova, Canaã, Carlinda.

 

A gente tem brigado nessas pautas, principalmente dentro da Assembleia, de energia e pedágio. E estou sempre pronto para estar estudando, para estar defendendo quem nos colocou lá, que é a população.


MidiaNews - A gente teve uma troca da Mesa Diretora na Assembleia. Como tem analisado o trabalho da nova composição, manteve o padrão que foi deixado pela antiga?

 

Faissal Calil - Estamos melhorando, tem o padrão da antiga mesa e considero o Max um presidente conciliador. Ele tem o dom de conseguir conciliar o Legislativo com o Executivo e com os demais órgãos. Está indo muito bem, creio que tem melhorado. Esse ano de 2025 melhorou muito a relação institucional com outros órgãos e estou feliz por ter acreditado na pessoa do Max Russi, que tem surpreendido a todos nós. Inclusive, acho que ele é uma grande via para ser candidato a governador.

 

MidiaNews - Já que o senhor puxou esse gancho, na eleição de 2022 a Assembleia teve uma renovação baixa, com vários deputados se reelegendo. Acha que em 2026 isso vai se repetir?

 

Faissal Calil - Acho que vai, você vê que a Assembleia tem evoluído. Basta pegar os anos de 2000, 2004, 2008, 2012, e ver o nível dos deputados que tem entrado. É um nível alto, são bons, são pessoas bastante capacitadas, que sabem o que estão fazendo. A renovação vai ser menor por causa do nível dos deputados que lá estão. É um nível excelente. Se comparar com outras casas legislativas, Câmaras, o nível da Assembleia hoje é muito bom.

 

MidiaNews - E tem essa expectativa de chegar ali mais seis deputados por conta dos desdobramentos da bancada federal. Como viu essa decisão? Acha que é o momento mesmo para aumentar tanto ou poderia ter mantido a quantidade anterior?

 

Faissal Calil - Mais três já está bom demais, seis é exagerado, não vejo por que ter mais seis vagas dentro da Assembleia Legislativa. Não digo que vai impactar o orçamento final do Estado, porque o Estado tem um orçamento fixo para a Assembleia, que tem que se virar com esse valor. Mas acho que para o próximo presidente vai ser um grande desafio ter que acolher mais seis deputados. O trabalho vai quase que duplicar, porque você vai ter que fazer novos gabinetes, vai ter que aumentar o RH (recursos humanos), enfim, se fosse aumentar o número de deputados, três já estariam de bom tamanho, seis é exagero.

 

MidiaNews - E os planos do senhor vai ser tentar a reeleição? A gente vê uma movimentação de alguns políticos que estão trabalhando para essa mudança de partido, quando abrir a janela no próximo ano. Pensa em mudar de partido, já recebeu algum convite de outras siglas?

 

Faissal Calil - Sim. Assim que abrir a janela vou para o PL (Partido Liberal). Não escondo isso de ninguém, nas eleições municipais eu estive com o PL, sou da direita, defendo os princípios e as virtudes da direita e vou ir para o partido que me identifico, que é o PL.

 

Não vai ser uma eleição fácil, certo, primeiramente, meu nome está à disposição para ser candidato a deputado estadual, mas se por alguma ventura, alguma diversidade surgir e eu tiver que ir à federal, estou pronto também, não nego isso a ninguém, mas tem que ir com calma. Primeiro assinar a ficha, se filiar, depois a gente escolhe qual o próximo passo.


MidiaNews - Mas isso é consolidado, então, entre a direção do PL e o senhor?

 

Faissal Calil - Consolidado. Participo já de todas as reuniões do PL, o Ananias [presidente do PL em Mato Grosso] é um grande líder, que está à frente e sempre me chama. Considera já como se eu estivesse dentro do time do PL, falta só a questão formal de assinar a ficha e estou esperando a janela.

 

MidiaNews - O senhor foi um dos grandes apoiadores da candidatura do prefeito Abilio Brunini. Que análise faz destes primeiros seis meses de mandato?

 

Faissal Calil - Fui o único deputado da Capital que ficou do lado do Abilio no primeiro turno. É até estranho, me sentia um peixinho fora d'água. O Eduardo Botelho e o Lúdio Cabral, que foram candidatos contra o Abilio, são meus colegas dentro do parlamento, mas eu tinha que defender os meus princípios.

 

Não faço parte da gestão municipal, não tenho nenhum cargo de grande importância dentro, não indiquei ninguém de grande importância, qualquer secretaria que seja, mas fico de fora, na torcida para que dê tudo certo. Acho que está se encaminhando bem.

 

Você percebe que o prefeito Abilio não adentrou em nenhum tema polêmico, no sentido de ser ruim para a população. Então o que ele prometeu na campanha vem cumprido. Esperamos melhoras no transporte, também na saúde, isso tem acontecido aos poucos, porque pegou uma prefeitura muito endividada e a gente sabe que poder público é muito burocrático.


O Abílio tenho certeza que vai começar a deslanchar até o início do ano de 2026, vai começar a entregar obras que a população está esperando: asfalto, as novas Unidades de Pronto Atendimento (Upas), chamar os enfermeiros, médicos.

 

Ele está trabalhando duro, pelo que sei e que sempre converso. Há a questão da burocracia. Para fazer um asfalto, por exemplo, no Residencial Coxipó, não é em um, dois meses que faz. Você pode até conseguir a verba, mas, para se ter uma ideia, o processo licitatório é demorado, vai demorar uns dez meses para fazer só a licitação, executar as obras. Então a entrega vai ser um pouquinho demorada sim, mas acho que a partir do início de 2026, as coisas começam a se encaixar.


MidiaNews - Muitas pessoas têm criticado Abilio por, passados seis meses, ainda culpar Emanuel Pinheiro pelos problemas da cidade. Não estaria na hora de passar a olhar mais para frente e esquecer um pouco a gestão passada?

 

Faissal Calil - Não. É algo natural, ele vai ter que responder esses ataques, porque a oposição hoje acordou. Durante os oito anos que o Emanuel esteve lá, nunca falaram nada e agora querem que os problemas de Cuiabá, que são problemas antigos, se resolvam em três, quatro meses, isso não vai acontecer.

 

Nós temos que ter coerência, é claro que quem é a oposição vai gritar e quem é a situação vai querer demonstrar que tem o trabalho feito, mas que é demorado mesmo. Não tem como deixar de responder à oposição sem lembrar do passado, tem que falar.

 

MidiaNews - O senhor também foi um dos grandes fiadores da candidatura da irmã, Paula Calil, tanto para vereadora quanto presidente da Câmara. Não acha que é uma responsabilidade muito grande assumir o comando do Legislativo municipal no primeiro mandato da vida?

 

Faissal Calil - Sim. Não tenho dúvida disso, mas eu não tinha dúvidas que ela ia conseguir fazer um bom trabalho. Está se dedicando ao máximo, não vejo mais ela na hora do almoço, quase não converso com ela, porque a hora que converso com ela, moramos lado a lado, é no café da manhã e olha lá.

 

Acho que ela tem, sim, segurado as pontas, feito um bom trabalho, sabia que ia ser difícil, aconselhei a não ter saído a presidente para cuidar mais do mandato dela, porque como você vira presidente e cuida mais dos vereadores do que do próprio mandato.

 

Mas foi um chamado também da base, que decidiu que deveria ser ela. A gente não pode fugir de todos os obstáculos, tem que enfrentar. É uma barra pesada, sim, ser presidente, mas acho que ela vem executando um bom trabalho.

 

MidiaNews - A gente vê que a presidente Paula vem sendo muito criticada por uma proximidade com o prefeito. E também tem essa questão do prefeito estar sempre na Câmara. Como vê isso, acha que faz sentido esse tipo de crítica em relação deles?

 

Faissal Calil - Veja bem, falam que é um puxadinho, mas é um puxadinho do bem. Você verifica, por exemplo, os projetos que o próprio Abilio encaminhou para a Câmara. São projetos bons, não são projetos polêmicos, não é aumento de IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), como foi feito no passado. Não é instalação de taxa de lixo, como foi feito no passado. Então, pelo contrário.

 

Eu não vejo… querem desmerecer falando que é puxadinho, mas se for puxadinho, é um puxadinho do bem. Está fazendo um ótimo trabalho.


MidiaNews - Não acha que isso mina um pouco a autoridade dela?

 

Faissal Calil - Mas eles vão falar sempre. Eles não têm o que falar, vão ter que falar isso. Vão falar o quê? Que o Abílio roubou? O Abílio não roubou. O Abílio teve 21 operações policiais nas costas? Não. Porque a base do antigo prefeito teve que segurar esses tipos de rojões, que é muito ruim, trancar processo de investigação, esse tipo de coisa. E hoje em dia não se tem mais.

 

MidiaNews - O governador Mauro Mendes é fiador da candidatura do vice Otaviano Pivetta ao Governo em 2026, mas há certa resistência de alguns setores. Acredita que o Pivetta pode ser um bom governador?

 

Faissal Calil - Ele seria um bom gestor. Nunca falei mal da pessoa do Pivetta como gestor. Acho que não tem nada contra ele enquanto gestão. Acho ele um cara muito coerente, o Mauro deve ter esse compromisso com ele. Por trás dele vem o Max Russi construindo também uma possível candidatura, que é uma coisa natural, uma hora vai chegar do Max. Temos aí a Janaína Riva, que é uma grande liderança em Mato Grosso, está procurando o espaço dela, que é legítimo também.

 

E o governador tem também uma boa fala com o Cidinho, então acho que esses nomes estão do lado do governo.

 

Tem o lado da esquerda, que não sei quem vai ser, não tenho qualquer tipo de conversa, e tem nós da direita do PL, que a nossa intenção é ter uma candidatura própria. Então ou vai ser o Odílio Balbinotti ou vai ser o Wellington Fagundes. 

 

MidiaNews - Acha possível uma composição entre o grupo do governador e os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso?

 

Faissal Calil - Já teve essa composição no passado, em 2022. Já á teve essa composição, em 2024, nas eleições municipais. Rachou e agora em 2026, pode ser que novamente andem lado a lado, não podemos descartar isso. Pode ser que tenha assim uma aliança entre União e PL. Pode ser que tenha, não podemos descartar.

 

Mas seria complicado, porque a gente que vê de fora, o PL parece muito firme, até pelo resultado que teve nas últimas eleições, da força que o partido ganhou, em lançar um nome próprio mesmo.


MidiaNews - O senhor mencionou o senador Wellington Fagundes, que é uma liderança no PL, em Mato Grosso, mas ele também tem essa questão de já ter recebido algumas críticas dos bolsonaristas. Acha que isso pode prejudicá-lo, de alguma forma, em uma construção em 2026?

 

Faissal Calil - Tem uma ala mais radical que a gente não pode negar, que não vê muito bem o nome do Wellington, mas a gente tem que pensar do partido ter o nome próprio. Essa é a nossa maior preocupação.

 

As pessoas esquecem que o Wellington, durante todo o mandato como senador, sempre votou com a direita. Eu não sei por que tem um pouco dessa animosidade, porque o Wellington foi uma pessoa que sempre votou com a direita. Então, ele tem, sim, que tentar ser o candidato. Ele tem toda a legitimidade para pleitear.

 

MidiaNews - Acha possível ele ser o candidato de consenso se unindo ao grupo de Mendes?

 

Faissal Calil - Eu acho mais difícil, porque o Mauro tem compromissos, primeiro com o Pivetta e tem um certo compromisso com o Jayme, o que afastaria um pouco do Wellington. Mas esse consenso já foi feito em 2022, não descarto que seja feito em 2026. Eles têm um diálogo.


MidiaNews - Qual a chapa ideal para o senhor em 2026 para governador, vice e senadores?

 

Faissal Calil - Para o Governo que seja alguém do PL, independente do nome. Vice, temos que ter alguém que aglutine, que tenha capilaridade, que traga um partido forte, que some. Também é algo indefinido.

 

Senador, para mim, o primeiro nome é José Medeiros. Acho que é a vez dele, já foi senador, fez um ótimo trabalho, teve dois mandatos como deputado federal e sempre votou com a direita. O segundo nome, a gente não tem nada definido ainda. Não sei se o PL vai fazer alguma conjuntura com outro nome.

 

MidiaNews - O senhor, como futuro integrante do PL, acha então que o vice tem que vir de outro partido para trazer mais eleitores?

 

Faissal Calil - Com certeza. Precisamos ter um grupo forte, porque a campanha de governador não é fácil, é igual da prefeitura. A Prefeitura de Cuiabá, quando trabalhamos aqui, só tínhamos o PL. Montamos o PRTB, conseguimos 15 dias antes de fechar a janela regularizar o partido, que estava irregular. Montamos uma chapa, que fez 10 mil votos. Foi uma chapa bem votada, com 26 candidatos. O PL fez 30 mil votos na chapa de vereador, sendo que tivemos duas potências, a Samantha e a Paula, que juntas, deram quase 13 mil votos, quase metade do PL todo.

 

Então, para termos uma candidatura própria, creio que um vice tem que ser de outro partido. Esse segundo nome de senador tem que estar dentro desses dois partidos. É por isso que pode ser alguém ligado ao governador Mauro Mendes, sem problema nenhum. Eu acho que essa é a estratégia certa para o PL em 2026.


MidiaNews - O senhor foi citado no inquérito sobre as emendas da Secretaria de Estado Agricultura Familiar (Seaf) e fez duras críticas à delegada Juliana Rado, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, chamando o levantamento dela de “leviano”. Incluir o senhor nessa investigação foi uma barbeiragem da Polícia?

 

Faissal Calil - Com certeza. Tenho 24 anos de formação, antes de me formar já trabalhava no próprio Poder Judiciário de Mato Grosso. Veja bem, pegaram todo mundo que encaminhou emendas para a Pronatur [Instituto de Natureza e Turismo] nos últimos anos, colocaram num saco e botaram assim: ‘Todos esses aqui tem culpa no cartório’. Já condenaram a gente, sendo que a gente nem é indiciado, não faz parte.

 

E por que falo isso? A Pronatur é um instituto que atua no mercado há mais de 10 anos. A Pronatur é a única associação que vai até os gabinetes e fala,: ‘Temos um trabalho nesse sentido aqui, de entregar kits com esses 16 itens’. A Pronatur que faz isso. Se você vai à Seaf, não tem licitação para isso, eles não fazem esse trabalho.

 

Se você for na Seaf, a própria Seaf vaimandar procurar a Pronatur, que é um instituto consolidado. Se você quiser entregar kit com essas ferramentas para o agricultor familiar, tem que ir atrás da Pronatur’.

 

Eu considero isso aí [as emendas] algo que democratiza o dinheiro público. Por exemplo, se ficar tudo na mão do executivo, se ele tem um adversário político, pode acabar sem mandar nada para a saúde, sem mandar nada para a agricultura familiar.

 

Quando tem as emendas, a gente consegue democratizar o dinheiro público. As emendas são importantes. Infelizmente, criminalizaram uma coisa que é boa, que era para ser boa, que é agricultura familiar, através desse processo. Eu tenho até minhas dúvidas com relação a esse superfaturamento. Essa questão acho que não foi bem avaliada. Por isso que acho que houve, sim, um viés político muito forte por trás dessa investigação. Se fosse algo sério, tinha que ter pegado os secretários anteriores também, onde essa Pronatur também operou, e tinha que pegar o outro registro de preço que tem dentro da própria Secretaria que é mais caro do que o kit que está na Pronator. É tudo muito questionável.


MidiaNews - O deputado Gilberto Cattani, depois de todo esse episódio, chegou a dizer que estava estudando não mandar mais emendas, por causa desse tipo de investigação. Também tem essa insegurança?

 

Faissal Calil - Com certeza. Ano que vem, na hora de mandar emendas, vou repensar, procurar analisar muito melhor para onde está indo. As pessoas têm que entender que o deputado só assina o ofício, nem o projeto acompanha. Esse projeto, quando dada a liberação da emenda, percorre a Secretaria, o Governo de Mato Grosso, o deputado não mexe com o dinheiro. Ele só assina a emenda e, simplesmente, o projeto é protocolado na Secel (Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer), por exemplo, ou na Seaf, ou na Seduc (Secretaria do Estado de Educação), ou na SES (Secretaria do Estado de Saúde) e lá corre, lá que são feitas as licitações, o contrato, o pagamento.

 

O deputado não participa de nada disso, está fora da alçada. Assinou, encaminhou e ponto final. As pessoas não entendem isso.

 

MidiaNews - Para finalizar, acha que será necessário chamar a delegada também para ter essa conversa com os deputados? Já que naquela oitiva da CGE houve uma divergência, eles falaram que não citaram os deputados, mas existe o documento.

 

Faissal Calil - Eu não sei. Gostaria que ela fosse lá. Se eu fosse a delegada entraria em contato com o presidente Max. Sem precisar de convocação, nada, até porque tenho certeza da minha parte que não houve qualquer tipo de ato de corrupção. Tenho certeza. É por isso que eu fiz o desafio. Eu tenho certeza disso.

Por RepórterMT 1 de março de 2026
Por meio das redes sociais, o corretor de seguros Cido Santos, morador de Cuiabá, relatou momentos de tensão vividos durante uma viagem a Dubai, em meio aos bombardeios no Oriente Médio, causados pelos ataques dos Estados Unidos e Iraque contra o Irã. Em stories publicados na noite desse sábado (28), Cido contou que estava em um shopping próximo ao hotel onde está hospedado quando ouviu um forte estrondo a cerca de três prédios de distância. “Agora, umas 20 horas, a gente estava no shopping, que fica bem em frente à hospedagem que estamos aqui, e ouvimos um barulho imenso, muito forte mesmo. Todo mundo se assustou. A gente tinha acabado de pedir a nossa comida”, relatou. Leia mais - Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos Segundo o corretor, os ruídos começaram por volta das 17h e se intensificaram durante a noite. Ainda no shopping, ele disse ter ouvido um estrondo seguido de fumaça escura em um prédio localizado a cerca de três quadras do local onde estava. Para ele, o barulho pode ter sido provocado por destroços de um míssil que caiu próximo à região. “A gente tava aqui assistindo a CNN e vivenciando esse caos que está aqui na cidade. Não sei como as informações chegam aí, é muita fake news, mas para a gente que está aqui é assustador”, afirmou. “Embora essa explosão que eu mostrei no local foi muito próxima do nosso prédio, foi apenas destroços de uma interceptação de um míssil", acrescentou.  Apesar do cenário, o cuiabano tranquilizou familiares e seguidores ao informar que está bem e atento aos protocolos de segurança: "Estamos bem aqui no hotel, estamos seguros, estamos de olho nos protocolos de segurança de como agir em uma possível evacuação, estamos acompanhando as fontes oficiais”. Guerra O bombardeio no Oriente Médio é resultado de um ataque coordenado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã nesse sábado. Durante o conflito, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, teria sido morto. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Explosões também teriam sido registradas em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque e Jordânia. Informações divulgadas pela Agência Brasil apontam que os bombardeios deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos.
Por Gazeta Digital 1 de março de 2026
O mapa do turismo brasileiro ganha novos contornos em 2026, e Mato Grosso aparece entre os destaques nacionais com Cuiabá e Chapada dos Guimarães figurando entre os 50 destinos mais procurados do país, segundo o IVT 2026 (Índice de Viagem e Turismo Brasil Em Mapas). O dado confirma a crescente visibilidade do Estado no cenário turístico, impulsionada por atrativos naturais, culturais e pela projeção em rankings e na mídia especializada. Apesar do reconhecimento externo, uma enquete realizada pela Gazeta mostra que esse avanço ainda não se reflete, na mesma proporção, nos hábitos de viagem dos próprios mato-grossenses. À pergunta “Mato Grosso tem ganhado destaque internacional pelos atrativos turísticos. Você costuma viajar pelo estado?”, 74% dos leitores responderam que não, apontando o alto custo como principal impeditivo. O resultado expõe um descompasso entre o potencial turístico e o acesso da população local às experiências dentro do próprio território.  Entre os que afirmaram viajar, 13% disseram que costumam permanecer apenas nas proximidades de Cuiabá, enquanto outros 13% relataram que aproveitam folgas para conhecer diferentes regiões do Estado. Os números indicam que, embora exista interesse, fatores como preço, infraestrutura e planejamento ainda funcionam como barreiras para a interiorização do turismo regional. O levantamento do IVT avalia critérios como conectividade aérea, acessibilidade, fluxo de visitantes e força simbólica dos destinos, reforçando que o turismo vai além da paisagem.
Por Agência Brasil 28 de fevereiro de 2026
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) proibir que o Ministério Público e tribunais realizem reprogramações financeiras para acelerar para o pagamento de penduricalhos. Mendes reiterou decisão proferida, na última terça-feira (24), para proibir o pagamento dos benefícios, concedidos aos servidores dos dois órgãos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.  “Está vedada a reprogramação financeira com objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos, tampouco a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários não contemplados no planejamento original”, decidiu. A decisão foi tomada após o Supremo adiar para 25 de março a votação das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos. Segundo Mendes, somente podem ser pagos os valores retroativos que já estão programados e que foram reconhecidos legalmente. O ministro também determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prestem, em 48 horas, esclarecimentos sobre o cumprimento da decisão que suspendeu os penduricalhos.
Por Ascom 28 de fevereiro de 2026
O Hospital Santa Rosa, de Cuiabá (MT), foi eleito o hospital número 1 do Mato Grosso e um dos melhores do Centro-Oeste pela terceira vez consecutiva no ranking anual da revista norte-americana Newsweek. É o único hospital entre os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás a figurar na edição de 2026 da lista World’s Best Hospitals. Na edição deste ano, o centro hospitalar – o maior do estado e referência na região – subiu da 85ª para a 77ª posição em relação ao ano anterior. O Hospital Santa Rosa vem ganhando posições ano a ano no ranking. De 2024 para 2025, o hospital subiu da 113ª para a 85ª colocação e, em 2026, alcança a sua melhor posição, consolidando-se como referência em qualidade e excelência assistencial na região. Fundado em 1997, o Santa Rosa passou a integrar o Grupo Santa – o maior grupo de saúde do Centro-Oeste – em 2019, e figura entre os hospitais listados no ranking da Newsweek desde a edição de 2024. O reconhecimento reforça o papel do Hospital Santa Rosa como a principal referência em alta complexidade em Mato Grosso, seja para a capital, como também diversas cidades vizinhas, do interior mato-grossense e da própria região. "Esta distinção também é o resultado direto da nossa dedicação inabalável na qualidade assistencial e na formação dos nossos especialistas. Temos o maior programa de formação de residência médica da rede privada do MT, que integra teoria e prática com rigor acadêmico, e que já formou mais de 170 médicos até final de 2025”, explica o médico e diretor Geral do Hospital Santa Rosa, Dr. Cervantes Caporossi. "Nossa ascensão nesta classificação valida o sucesso dos investimentos realizados em infraestrutura moderna, tecnologias de última geração e no aperfeiçoamento contínuo de nossas equipes, o que nos permite entregar uma medicina de alta performance e extrema segurança”, explica a diretora Administrativa do Hospital Santa Rosa, Anne Françoize Marques. O progresso do Hospital Santa Rosa manifesta-se igualmente na ampliação de sua presença, alavancada por aportes estratégicos em modernização e novas soluções. A implementação do maior Centro de Cirurgia Robótica do Mato Grosso, por exemplo, reforça a promessa da entidade com intervenções precisas, proteção ampliada e um restabelecimento ágil. A Unidade Avançada Santa Rosa, em Várzea Grande, introduziu uma nova filosofia de urgência e emergência em solo mato-grossense, adotando um protocolo de atendimento ágil, que pode solucionar até 80% dos casos já em sua primeira etapa. A estrutura foi cuidadosamente projetada para trazer mais agilidade, conforto e segurança – o paciente é encaminhado diretamente para boxes individuais. Recentemente, a instituição também fortaleceu a sua linha de cuidado cardiológica, com a reforma da unidade coronariana, que oferece agora novos leitos individualizados com monitorização contínua. Além disso, o Santa Rosa é o único de Cuiabá a oferecer atendimento 24h com cardiologista para emergências, além de uma estrutura completa e moderna para consultas, exames e demais procedimentos cardíacos. Ainda na lista World’s Best Hospitals, o Grupo Santa também se destaca com o Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS), em Brasília, na 1ª posição do Distrito Federal e Centro-Oeste desde 2021 e, neste ano, figura entre os 30 melhores hospitais do Brasil. Fundado em 1963, o centro hospitalar foi o primeiro da rede particular do Distrito Federal. Realizada pela Revista Newsweek em parceria com a plataforma de coleta de dados Statista, a lista World’s Best Hospitals chegou à oitava edição em 2026 e, neste ano, elenca hospitais de 32 países, com listas específicas para cada um deles, além de um ranking geral com os 250 destaques globais. Mais de 2.500 instituições foram avaliadas, de países escolhidos por critérios que incluem tamanho da população e densidade hospitalar. Entre os hospitais, quatro pilares são analisados, segundo a revista: recomendações de especialistas médicos, métricas de qualidade hospitalar, informações referentes à experiência dos pacientes e Inquérito de Implementação de Medidas de Resultados Relatados pelo Paciente (PROMs), pela Statista. Serviço Grupo Santa (Unidades Cuiabá) Hospital Santa Rosa Endereço: Rua Adel Maluf, 119, Bairro Jardim Mariana - Cuiabá (MT) Telefone: (65) 3618-8000 Hospital Ortopédico Endereço: Rua Osório Duque Estrada, 15 – Areas, Cuiabá-MT Telefone: (65) 3614-1200 Unidade Avançada Santa Rosa Várzea Grande Endereço: VG Shopping, Avenida Presidente Artur Bernardes, 248, Centro Sul. Telefone: (65) 3618-8000 Sobre o grupo Santa Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos visionários que idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Desde então, o Grupo cresceu e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste. Hoje, reúne 12 unidades de saúde, entre hospitais gerais e centros especializados, presentes no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As unidades atuam em diversas frentes, com destaque para a assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada. A qualidade e a inovação são pilares estratégicos do Grupo, reconhecido por acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e a QMentum Diamante, certificações que atestam a segurança, a gestão eficiente e o cuidado de qualidade. Em 2023, o Grupo Santa deu um passo importante em sua trajetória ao anunciar uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20% de participação no Grupo. O movimento fortaleceu sua governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento, preparando a rede para um ciclo robusto de expansão e modernização.
Por Ascom 27 de fevereiro de 2026
A carne bovina de Mato Grosso segue com forte presença na China, mas o início de 2026 mostra um movimento estratégico que amplia a segurança das vendas para o mercado: a consolidação de novos mercados compradores, por causa do aumento da atratividade das exportações. Dados do Boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que o Índice de Atratividade das Exportações de Carne de MT alcançou 81,80 arrobas por tonelada (@/t) em janeiro — patamar acima das máximas registradas para o mês nos últimos cinco anos. O indicador mede quantas arrobas de boi gordo podem ser adquiridas com a receita gerada pela exportação de uma tonelada de carne, servindo como termômetro da competitividade internacional. "A diversificação dos mercados mostra que a carne de Mato Grosso está consolidada globalmente. Estamos presentes em diferentes regiões do mundo porque oferecemos qualidade, eficiência produtiva e compromisso com a sustentabilidade", afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade. Embora a China continue sendo o principal destino da carne mato-grossense, com índice de 76,00 @/t em janeiro, foram outros mercados que puxaram a valorização anual. Na comparação com janeiro do ano passado, a América Central registrou alta de 15,04% no índice de atratividade. A América do Norte avançou 11,47% e o Oriente Médio 11,40%. Os números mostram que a carne mato-grossense vem ampliando sua inserção global, reduzindo a dependência de um único comprador e fortalecendo sua posição em diferentes blocos econômicos. A diversificação de destinos é estratégica para a cadeia produtiva, pois distribui riscos comerciais, amplia oportunidades de negócios e aumenta o poder de negociação da indústria e do produtor. Além do desempenho por destino, o cenário internacional segue favorável. Na parcial de fevereiro, até a terceira semana, o Brasil já havia embarcado 192,71 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária 55,69% superior à registrada no mesmo período de 2025. Mantido o ritmo, o mês poderá fechar com novo recorde. O preço médio por tonelada também avançou 13,90% na comparação anual, alcançando US$ 5.313,35/t, o que reforça o ambiente de valorização da proteína brasileira no exterior. "Com novos mercados ganhando protagonismo, Mato Grosso inicia 2026 ampliando a rentabilidade das exportações e fortalecendo sua posição como referência internacional na produção de carne bovina", enfatiza o diretor do Imac.
Por RepórterMT 27 de fevereiro de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu mandado de busca e apreensão em apoio à Polícia Civil de Santa Catarina durante a Operação Sepulcros Caiados, deflagrada nessa quinta-feira (26). A ação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado na prática de estelionato e lavagem de dinheiro, com atuação interestadual.  Entre as ordens judiciais estão 10 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 211 milhões dos investigados decretadas pela Vara Estadual das Organizações Criminosas de Santa Catarina. Os mandados foram cumpridos nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/Deic), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Mato Grosso, policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá deram cumprimento à ordem judicial. A investigação revelou um esquema sofisticado estruturado em múltiplas camadas, em que o grupo recrutava “laranjas” para abertura de contas em instituições financeiras digitais e corretoras de criptoativos, utilizando procedimentos fraudulentos de verificação de identidade. O objetivo era pulverizar valores ilícitos e dificultar o rastreamento pelas autoridades. Também foi identificado o uso de empresas de fachada nas regiões Nordeste e Sul do país, empregadas para simular operações comerciais e conferir aparência de legalidade aos recursos movimentados. A análise de dispositivos eletrônicos e de relatórios de inteligência financeira permitiu identificar operadores de alto escalão, incluindo um investigado que movimentou mais de R$ 318 milhões, apesar de constar como beneficiário de auxílio emergencial. Apoio logístico e operacional A operação contou com apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), no âmbito do Projeto I.M.P.U.L.S.E., possibilitando o deslocamento de equipes e a integração com as Polícias Civis de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, São Paulo e Mato Grosso. A cooperação fortaleceu a execução simultânea das ações e o intercâmbio de informações estratégicas. A iniciativa representa um avanço no enfrentamento à lavagem de dinheiro e na descapitalização de organizações criminosas, especialmente aquelas que utilizam tecnologias financeiras e criptoativos para ocultar valores ilícitos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), reafirma seu compromisso com o fortalecimento das Polícias Judiciárias e com a promoção de operações integradas em todo o território nacional. Participaram também da operação, policiais do Laboratório de Tecnologia em Lavagem de Dinheiro LABLD, da Delegacia de Defraudações DD, da Delegacia de Crimes Ambientais e contra as relações de consumo DCAC, da Delegacia de Roubos e Antisequestro DRAS, da Delegacia de Furto e Roubo de Cargas DFRC e da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis (DPGF), além das Polícias Civis dos Estados do Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo.
Por Gazeta Digital 27 de fevereiro de 2026
Cuiabá e todo o estado de Mato Grosso permanecem sob alerta laranja para chuvas intensas até as 10h desta quinta-feira (26), conforme aviso emitido pela Defesa Civil. A previsão indica precipitações de até 60 milímetros por hora, com acumulados diários que podem variar entre 50 e 100 milímetros, além de ventos fortes, que devem atingir 60 a 100 km/h. O cenário exige atenção redobrada da população. Os dados do DC-MT/INMET apontam que fevereiro de 2026 já acumula 274,4 milímetros de chuva, volume bem acima do registrado no mesmo período de 2025 (189,24 mm) e 2024 (88,85 mm). As informações do sistema CHIRPS reforçam a intensidade atípica das precipitações neste início de ano. Equipes mobilizadas desde o último temporal  Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, as equipes seguem em campo desde o temporal do último domingo (22), quando alguns pontos da capital registraram mais de 100 milímetros de chuva em poucas horas. “Nossas equipes estão circulando pela cidade, monitorando tanto os locais onde tivemos problemas no domingo quanto os pontos de risco recorrentes. Até o momento, a situação permanece dentro da normalidade. Não recebemos nenhuma ocorrência pelos telefones de emergência (193 ou 199)”, informou o secretário. Ele explicou que a Diretoria Operacional mantém contato direto com moradores de áreas mais vulneráveis. “Caso haja necessidade, esses moradores costumam nos acionar imediatamente. Por enquanto, não há registros. Se houver qualquer mudança, informaremos a população”, completou. Força-tarefa e ações preventivas Desde o início da semana, a Prefeitura de Cuiabá mantém uma força-tarefa para limpeza e desobstrução em diversos bairros, especialmente Pedregal, Areão e Carumbé, que registraram ocorrências no fim de semana. As ações incluem retirada de resíduos, limpeza de bocas de lobo, desassoreamento de córregos e recolhimento de galhos — medidas essenciais para evitar novos alagamentos, já que o solo segue encharcado. O trabalho é realizado de forma integrada entre Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Infraestrutura e Limpurb, com atendimento humanitário às famílias que tiveram perdas materiais, incluindo entrega de cestas básicas, colchões e kits de higiene. As autoridades reforçam que, mesmo com a situação controlada, o volume acumulado e a previsão de continuidade das chuvas aumentam o risco de alagamentos pontuais, queda de árvores e transtornos no trânsito. Recomendações à população A Defesa Civil orienta que os moradores: Evitem trafegar por áreas alagadas; Não enfrentem enxurradas nem tentem atravessar ruas com correnteza; Redobrem a atenção em locais próximos a córregos e encostas; Evitem se abrigar debaixo de árvores durante temporais com ventos fortes; Mantenham calhas e ralos limpos, evitando o descarte irregular de lixo. Em caso de emergência, o contato deve ser feito pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil). Atenção também aos animais de estimação A Defesa Civil faz um apelo para que animais de estimação não sejam deixados para trás em caso de saída preventiva das residências. Cães e gatos também correm riscos durante enchentes e enxurradas. A orientação é incluir os pets no plano de emergência familiar, garantindo transporte, abrigo, água e alimentação adequados. Informação oficial e prevenção A Prefeitura reforça que todas as atualizações sobre o clima e eventuais ocorrências serão divulgadas pelos canais oficiais, garantindo que as informações cheguem de forma clara e segura à população. Embora a situação esteja dentro da normalidade operacional, os dados históricos e as previsões meteorológicas apontam para um período que exige atenção máxima. O trabalho conjunto entre o poder público e a comunidade é fundamental para reduzir impactos e preservar vidas — humanas e animais. (Com assessoria)
Por Gazeta Digital 27 de fevereiro de 2026
Um homem ainda não identificado foi encontrado morto dentro de um carro modelo Onix branco, na manhã desta quinta-feira (27), em uma estrada de chão nas proximidades do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. De acordo com as informações preliminares apuradas, o veículo estava parado na avenida Dr. Meireles, em frente ao Condomínio Paraíso dos Lagos, sentido ponte de ferro, em uma área de chácaras próxima à antiga cascalheira. O solicitante relatou que passou pelo local de madrugada e viu o carro parado com os faróis acesos. Ao retornar na manhã seguinte, percebeu que o veículo continuava no mesmo ponto. Ao se aproximar, encontrou um homem sem vida, com as mãos amarradas e sinais de sangue na região abdominal. Cena do crime A testemunha informou ainda que havia mosquitos entrando pela boca da vítima, que usava camiseta vermelha e calça jeans. A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da Polícia Civil de Mato Grosso e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos periciais. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar o caso. Até o momento, a motivação e a autoria do crime são desconhecidas.
Por RepórterMT 26 de fevereiro de 2026
O deputado estadual, Eduardo Botelho (União), entrou em campo para tentar segurar a deputada Janaina Riva (MDB) na base aliada ao Palácio Paiaguás. Em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (25) ele revelou que trabalha com a ideia de colocar a emedebista como candidata a vice-governadora em uma eventual chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições de 2026. “Lógico que nós conversamos sobre isso também, né? É lógico que a gente tem esse sonho de ela ficar dentro desse grupo aqui. Porque Janaina, eu vejo ela como um potencial muito grande. Ela se caracterizou com a personalidade dela, com a postura dela aqui dentro e mostrou que é a Janaina”, afirmou Botelho. Apesar do entusiasmo de Botelho, a deputada, segundo ele, tem demonstrado forte resistência à proposta de ser vice. Botelho admitiu que Janaina vê as dificuldades de uma composição idealizada por ele. “Ela tem tido resistência. Enquanto ela não concordar, eu não vou falar com ele [Pivetta]”. Se optar por não ser vice de Pivetta e seguir com o plano de disputar o Senado, ela teria como adversário direto o governador Mauro Mendes, que é o nome do União Brasil para a disputa ao Senado. Botelho, no entanto, garantiu que, se o senador Jayme Campos (União) decidir não buscar a reeleição, apoiará Janaina "de coração" para o Senado. “Eu vou pedir voto mesmo para ela. Eu vou brigar e lutar”, assegurou. Caso aceite o convite para ser o braço direito de Pivetta, Janaina enfrentará nas urnas o próprio sogro, o senador Wellington Fagundes (PL). Wellington é o nome chancelado pela pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), para disputar o comando do Estado, o que colocaria Janaina em rota de colisão direta com o projeto político de sua família.
Por Gazeta Digital 26 de fevereiro de 2026
Após os últimos temporais que atingiram a Capital, a Prefeitura de Cuiabá instituiu o Comitê Gestor de Redução de Riscos de Desastres (CGRRD), com o objetivo de fortalecer ações preventivas e coordenar medidas de enfrentamento a chuvas intensas, alagamentos e outros eventos climáticos extremos. A criação do grupo foi oficializada pelo Decreto nº 11.787, publicado nesta quarta-feira (25) pelo prefeito Abilio Brunini. O comitê será responsável por planejar, monitorar e apoiar a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento técnico que servirá de base para políticas públicas voltadas à prevenção e mitigação de desastres. O plano está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sob coordenação do Ministério das Cidades. A medida reforça a integração entre diferentes áreas da gestão municipal, como defesa civil, infraestrutura, meio ambiente, habitação, saúde e assistência social, com foco na criação de estratégias conjuntas para reduzir riscos geológicos, hidrológicos e ambientais. De acordo com o decreto, o comitê será coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Planejamento Urbano, e contará com representantes de diversos órgãos da administração direta e indireta, além da possibilidade de participação de instituições estaduais, federais e da sociedade civil. Entre as atribuições do grupo estão: acompanhar a elaboração do PMRR, disponibilizar informações técnicas, apoiar ações de mobilização em comunidades de áreas de risco, organizar audiências públicas e promover reuniões mensais ou extraordinárias para discutir medidas de prevenção. O comitê terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. Segundo a Prefeitura, a criação do CGRRD demonstra o compromisso da gestão em fortalecer o planejamento urbano e reduzir os impactos das chuvas que historicamente atingem a capital, buscando maior resiliência frente a desastres naturais.