'Megaoperação' cumpre 471 mandados e busca prender 225 pessoas em MT e 5 estados

Gazeta Digital • 14 de janeiro de 2026

Polícia Civil está nas ruas, na manhã desta quarta-feira (14), cumprindo 471 mandados judiciais, sendo 225 de prisão, durante a megaoperação Cartório Central. O objetivo é desarticular uma facção criminosa voltada à prática de tráfico, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial em Primeira do Leste e região. As ordens são cumpridas em Mato Grosso e outros 5 estados. 

 

Conforme as informações divulgadas pela assessoria de imprensa do órgão, além das 225 prisões, as equipes cumprem ainda 225 buscas e apreensões e 21 bloqueio e indisponibilidade de valores. Há alvos também nos estados do Acre, Pará, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

 

A investigação começou há pouco mais de um ano e foi conduzida pela Divisão de Entorpecentes da Delegacia de Primavera do Leste. Foi possível identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região.

 

O grupo atuava de forma estruturada, mantendo um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas, além da organização do comércio de entorpecentes e da imposição de regras internas, com indícios de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa.

 

Empréstimos e juros abusivos


Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico de drogas eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas também para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos.

 

O mecanismo utilizado pela facção se enquadra no crime de usura pecuniária, previsto no artigo 4º da Lei nº 1.521/1951, que tipifica a cobrança de juros ou comissões sobre dívidas em dinheiro superiores ao limite legal.

O esquema era supervisionado por membros de maior escalão, identificados como responsáveis externos pelo financiamento ilegal. As cobranças contavam com o respaldo do “quadro de disciplina” da facção, que articulava represálias e até sequestros contra agiotas independentes.

 

O delegado Rodolpho Bandeira, responsável pelas investigações, ressaltou que elas continuam e que todo o material apreendido será analisado para subsidiar novos procedimentos, identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos integrantes da organização.

“A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, disse o delegado.

Por RepórterMT 4 de março de 2026
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reagiu com desdém aos números da pesquisa Percent Brasil, divulgada na semana passada, que o coloca em terceiro lugar na disputa pelo Governo do Estado. No levantamento estimulado, Pivetta aparece com 14%, tecnicamente empatado com o senador Jayme Campos (União Brasil), que soma 15%, enquanto Wellington Fagundes (PL) lidera com 25%. Questionado sobre o desempenho, o republicano questionou a credibilidade dos dados. “É a mesma que colocava o Abilio em último lugar há algum tempo atrás, então eu não tenho comentário nenhum pra fazer sobre pesquisa”, disparou o vice-governador. Abilio Brunini (PL) estava ao seu lado no momento da declaração. Ele foi eleito no segundo turno das eleições para prefeito de Cuiabá. Pivetta reafirmou que sua movimentação política é irreversível. “O fato é que eu estou determinado a ser, estou pré-candidato e determinado a conversar com o povo mato-grossense, me apresentar, contar minha história e falar sobre o que eu pretendo fazer”, completou. Pivetta tem intensificado agendas no interior. Segundo ele, o modelo de trabalho iniciado em 2019 criou um cenário de estabilidade. “O povo mato-grossense reconhece que o Estado melhorou bastante. Nós temos um novo modelo de gestão instalado e são melhorias contínuas. Acredito que é um processo que não tem mais retrocesso, não volta mais. O povo daqui pra frente quer mais, quer melhor”, pontuou. Sobre a possibilidade de assumir o comando do Estado em definitivo, caso o governador Mauro Mendes (União Brasil) se afaste em abril para disputar o Senado, onde lidera com 40,5% das intenções de voto, Pivetta admitiu que já trabalha no planejamento de uma eventual equipe de governo. “Eu estou pensando [em mudanças no secretariado], é óbvio que sim. Eu participei, junto com o Mauro, dessa mudança que teve na Sejus (Secretaria de Estado de Segurança Pública) e eu vou, na hora certa, me pronunciar sobre esse tema”, concluiu. A pesquisa Na disputa ao governo de Mato Grosso, o levantamento apontou que o senador Wellington Fagundes (PL) lidera com 25% das intenções de voto na modalidade estimulada. Na sequência, aparecem tecnicamente empatados o também senador Jayme Campos (União Brasil), com 15%, e o vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta (Republicanos), com 14%. Em seguida está a médica Natasha Slhessarenko (PSD), com 7% das intenções de voto, e, por último, o Sargento Ludicério, com 6,5%. Os indecisos somam 25,4%. Já os votos brancos e nulos representam 6,3%, enquanto 0,8% dos entrevistados não souberam responder. Em um segundo cenário, no qual a projeção não considera a participação de Jayme Campos, Wellington Fagundes permanece na liderança, com 28,8% das intenções de voto. Otaviano Pivetta aparece em segundo lugar, com 15,1%, seguido por Natasha Slhessarenko, com 8%, e Sargento Ludicério, com 7,3%. Metodologia A pesquisa ouviu 1,2 mil mato-grossenses com 16 anos ou mais, entre os dias 9 e 17 de fevereiro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08543/2026 e no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) com o registro 06846/2026.
Por Gazeta Digital 4 de março de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Agro-Fantasma, com o objetivo de cumprir ordens judiciais contra uma empresa agropecuária investigada por fraudes na compra de grãos na região oeste do estado. Investigadores apreenderam US$ 6.300, cerca de R$ 33.052,32 e uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões. A ação cumpre 5 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cáceres, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Comodoro, que apura os crimes de estelionato e associação criminosa. Os mandados são cumpridos em Cuiabá, Alto Taquari e Campo Grande. De acordo com as investigações, a empresa se apresentava como um negócio sólido no mercado, mas, na prática, realizava fraudes estruturadas na compra de grãos, causando prejuízos milionários a produtores rurais. Para aplicar os golpes, os responsáveis pela empresa convenciam as vítimas a usar o nome de suas propriedades para efetuar compras de grãos a prazo, com a promessa de que o pagamento seria feito pela empresa. Os grãos adquiridos eram revendidos à vista para indústrias, e, inicialmente, os investigados honravam os compromissos financeiros, conquistando a confiança dos produtores. No entanto, após alguns meses, as dívidas deixaram de ser quitadas, resultando em grandes prejuízos. Uma das vítimas, após ceder o nome de sua propriedade para as transações, registrou inadimplência superior a R$ 58 milhões. O grupo também é investigado por fraude fiscal e recebimento indevido de créditos tributários. Entre os bens alvo de sequestro judicial está uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões, além de imóveis de luxo e veículos importados de alto valor, como Porsche e Dodge Ram. O grupo mantinha uma vida de luxo, com residência em condomínio de alto padrão e alto padrão de consumo. A Operação Agro-Fantasma integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, no âmbito da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, que visa o combate à criminalidade e às fraudes econômicas em todo o estado.
Por RepórterMT 3 de março de 2026
O governador Mauro Mendes (União) chamou de politicagem a instalação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa. A medida foi proposta pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), para investigar supostas irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023. As críticas são porque as assinaturas dos deputados foram feitas em 2023. Vários parlamentares pediram para ter as assinaturas retiradas, alegando que a pauta perdeu o objeto, mas a procuradoria da Assembleia Legislativa recusou reconhecendo a validade. “É manobra política e eu lamento que nesse momento com tanta coisa séria para fazer temos que perder tempo com isso. Quer investigar, pode investigar, mas não investigar aquilo que a polícia já investigou, que o Ministério Público já investigou e já processou. Então isso trata com certa clareza que é um movimento político de algumas pessoas dentro da Assembleia Legislativa”, criticou Mauro. Questionado se compareceria para prestar esclarecimentos na CPI, o governador ressaltou que está pronto para responder a qualquer coisa do Estado de Mato Grosso. A CPI definiu seus cinco membros titulares, nesta terça-feira (3). O grupo passa a ser composto pelos deputados Wilson Santos (PSD), presidente; o líder do Governo, Dilmar Dal Bosco (União); o vice-líder, Beto Dois a Um (PSB); Chico Guarnieri (PSD) e a deputada Janaina Riva (MDB). Os suplentes são os deputados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio de Paiva (PSB), Thiago Silva (MDB).
Por RepórterMT 3 de março de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou na manhã de hoje (3.2) a Operação Thunderstruck, para cumprimento de 39 ordens judiciais contra um grupo criminoso envolvido em golpes de venda veículos pela internet.  As ordens judiciais, sendo 12 mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão domiciliar e 12 bloqueios de contas bancárias, no valor de R$ 120 mil cada, totalizando mais de R$ 1,4 milhão em valores constritos, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 de Garantias de Cuiabá. As ordens judiciais são todas cumpridas no estado de São Paulo, simultaneamente nas cidades de Osasco, São Bernardo do Campo, Itanhaém, Santo André, São Caetano, Diadema, além da capital São Paulo. A investigação é da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, coordenada pelo delegado, Bruno Mendo Palmiro, que representou pelas ordens judiciais contra os investigados. A operação integra os trabalhos o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo do Estado. Dinâmica do Golpe A investigação teve início após o registro de boletim de ocorrência por vítima de Cuiabá que relatou ter sido enganada ao tentar adquirir um veículo anunciado na plataforma da internet. Conforme apurado, o principal investigado utilizava identidade falsa e construía narrativa persuasiva envolvendo suposto sinistro com transportadora, acordo indenizatório e necessidade urgente de venda do veículo, criando aparência de legitimidade para atrair a vítima. Durante as tratativas, diversos interlocutores passaram a contatar a vítima por números distintos, alternando-se na condição de vendedor, representante de transportadora e funcionário de concessionária. Após o envio de comprovantes e suposto termo de quitação em papel timbrado da compra do veículo, a vítima realizou transferência bancária no valor de R$ 120 mil pelo veículo. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno Mendo Palmiro, com a quebra de sigilo bancário e telemático deferida judicialmente, foi possível reconstruir o fluxo financeiro e identificar que o valor foi imediatamente submetido a processo de pulverização (“smurfing”), com fracionamento em diversas operações de pequeno porte e repasses sucessivos a múltiplos beneficiários. "A dinâmica evidencia atuação estruturada, com divisão de tarefas e utilização de contas de passagem para dificultar o rastreamento dos valores, característica típica de grupos especializados em estelionatos eletrônicos”, explicou o delegado. Nome da operação Thunderstruck significa "atingido pelo trovão" e, como adjetivo, descreve estar atordoado, nosso objetivo da operação que atinge alvos em sete cidades de São Paulo.
Por Gazeta Digital 3 de março de 2026
O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) admitiu que seu nome vem sendo colocado na mesa para uma possível disputa ao governo nas eleições de 2026. Contudo, o parlamentar afirma que essa possibilidade será discutida em um segundo momento. “Ainda vamos conversar isso num outro momento, mas, primeiro, vamos fortalecer o nosso projeto dentro do Podemos, que é o fortalecimento das duas chapas proporcionais”, disse Russi nesta segunda-feira (2). Nas últimas semanas, o nome de Max Russi tem sido citado como possível candidato ao Palácio Paiaguás, caso o governador Mauro Mendes (União) desista de disputar o Senado e permaneça no governo. Neste contexto, Max estaria disposto a entrar no governo e brigar pela candidatura com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), tendo como colega de chapa a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que é pré-candidata ao Senado. Apesar das discussões de bastidores, Max Russi admite que poderá haver novidades na disputa majoritária no Estado, porém, evita afirmar que tem conversado sobre projetos majoritários. “Ser lembrado sempre é bom. Não é o projeto em que a gente está trabalhando nesse momento dentro do Podemos. Mas é sempre bom ser lembrado pelo trabalho que você faz, pelo que você representa em termos de liderança e de projeto para o Estado de Mato Grosso. Mas nesse momento a gente está focado primeiro para fazer uma boa presidência da Assembleia, e enquanto partido, é formar uma boa chapa de deputado estadual e deputado federal”, justificou. Desde as eleições de 2022, Max Russi vem fortalecendo o seu nome dentro do grupo do governador Mauro Mendes (União). Já nas eleições de 2024, foi considerado um dos grandes vitoriosos do pleito, ao eleger prefeitos e vereadores e tornar o PSB uma das principais siglas do Estado. Max chega ao Podemos por essa força e com a meta de eleger 6 deputados estaduais e 2 federais. A mudança de partido é estratégica, já que o PSB permanece no palanque do presidente Lula (PT). Russi tem dito que é um político de centro.
Por FatoCapital 3 de março de 2026
O prolongamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã acende um sinal de alerta para a economia global. A possibilidade de escalada militar e bloqueios estratégicos em rotas de energia pode pressionar custos, elevar taxas de juros ao redor do mundo e afetar diretamente o agronegócio, avalia o advogado Pérsio Landim. Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã declarou que o país teria fechado o Estreito de Ormuz para a passagem de navios e que embarcações que tentarem cruzar a região seriam incendiadas. O estreito é considerado uma das rotas mais estratégicas do planeta, responsável pelo escoamento de grande parte do petróleo mundial. Juros mais altos e reflexos no Brasil Embora o Brasil não sofra impacto imediato, o cenário pode mudar caso o conflito se prolongue. “No curto prazo, o Brasil pode até se beneficiar de alguma valorização das commodities. Mas, se a guerra se estender, o efeito global de inflação e juros altos atinge todos os mercados, inclusive o brasileiro”, pontua. O advogado destaca que juros elevados no exterior fortalecem o dólar, encarecem o crédito e reduzem investimentos produtivos. “Com crédito mais caro e menor crescimento global, há redução da demanda por exportações. Isso atinge diretamente países produtores de commodities, como o Brasil.” Agro na linha de risco O agronegócio brasileiro, altamente dependente de insumos importados como fertilizantes, pode sentir os efeitos de uma crise prolongada. “O agro depende de diesel, fertilizantes e transporte marítimo. Se o petróleo dispara e o frete internacional sobe, o custo de produção aumenta. Isso reduz margens e pode afetar planejamento de safra”, alerta. Além disso, a instabilidade pode comprometer cadeias logísticas globais. “Não é apenas o preço do petróleo. É seguro marítimo, risco geopolítico, volatilidade cambial. Tudo isso impacta o custo final da produção.” Economia global sob pressão Para Landim, o principal risco está na duração do conflito. “Conflitos curtos tendem a gerar volatilidade momentânea. Mas guerras prolongadas criam incerteza estrutural, retraem investimentos e pressionam políticas monetárias. Se o Estreito de Ormuz realmente for fechado, estamos falando de um choque energético de grandes proporções.” Ele conclui que o Brasil precisa acompanhar o cenário com cautela. “Não há impacto imediato grave no país, mas, se o conflito persistir, os reflexos virão. Em um mundo globalizado, energia, juros e comércio estão interligados. O agro e a economia brasileira não estão isolados dessa realidade.”
Por Gazeta Digital 3 de março de 2026
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas para 138 municípios de Mato Grosso. A previsão é de temporais até quinta-feira (5), com volume entre 50 e 100 mm/dia, além de ventos intensos que podem chegar até 100 km/h. Em Cuiabá, a previsão é de muitas nuvens com chuviscos nesta segunda-feira (2). A terça-feira (3) deve ser o dia mais quente da semana, com temperatura máxima podendo chegar até 35° C. Nos dias seguintes, a temperatura variará entre 23° a 29° C. Durante a quarta-feira e quinta-feira (4 e 5) estão previstas chuvas isoladas. Na sexta-feira (6), a tendência é que a precipitação aumente, com probabilidade de trovoadas isoladas. A 67 km ao norte da capital, em Chapada dos Guimarães, a temperatura poderá variar entre 21° C e 34° C no decorrer da semana. Chuvas mais intensas, com trovoadas, estão previstas para acontecer na segunda-feira (2) e na sexta-feira (6). Em Cáceres (225 km a oeste), a previsão é de pancadas de chuvas com trovoadas isoladas na segunda e terça-feira. O município também registrará temperaturas elevadas e pode alcançar até 39°C na quarta-feira (4). Ao Sul do estado, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), o Inmet prevê um clima nublado, com pancadas de chuvas e trovoadas na segunda e terça-feira. A temperatura terá máximas de 35 °C e mínimas de 23 °C. No notão, em Sinop (500 km ao norte), pancadas de chuvas devem acontecer na terça-feira (3). A semana também será quente, com a maioria dos dias com máxima de até 35 °C. As mínimas devem ficar entre 22 °C ou 23°C.
Por Gazeta Digital 2 de março de 2026
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na madrugada de domingo (1), aproximadamente 65 quilos de entorpecentes durante fiscalização no km 211 da BR-364, no município de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). Durante a abordagem a um conjunto veicular, foram realizados procedimentos de fiscalização e verificação com o apoio do cão de faro Zion, que indicou a presença de substâncias ilícitas na região dos estepes do veículo. Após inspeção detalhada, os policiais localizaram diferentes tipos de drogas ocultos no interior dos pneus, totalizando 26 tabletes de skunk (aprox. 24,8 kg), 10 tabletes de cloridrato de cocaína (aprox. 10,65 kg), 26 tabletes de pasta base de cocaína (aprox. 27,25 kg) e 2 tabletes de haxixe (aprox. 3,02 kg). O condutor foi detido e encaminhado, juntamente com o veículo e o material apreendido, à Polícia Judiciária Civil de Rondonópolis/MT para os procedimentos legais cabíveis. A Polícia Rodoviária Federal segue atuando de forma permanente no enfrentamento à criminalidade e na promoção da segurança pública, contribuindo para a proteção da sociedade nas rodovias federais.
Por MidiaNews 2 de março de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a empresária de Sinop Mirtes Eni Leitzke Grotta, conhecida como Mirtes da Transterra, a 1 ano de prisão pelos crimes de associação criminosa e incitação ao crime, pela participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Mirtes foi candidata a prefeita de Sinop em 2024, mas saiu derrotada do pleito. Ela é pré-candidata a deputada federal pelo Partido Novo nas eleições deste ano. O STF também condenou a empresária, de forma solidária com os demais envolvidos, ao pagamento de multa de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade, participação obrigatória em curso sobre democracia e Estado de Direito, proibição de uso de redes sociais e de deixar a comarca onde reside até o cumprimento da pena, além da suspensão do passaporte e eventual revogação de registro ou porte de arma. Os ministros da Primeira Turma seguiram, por maioria, o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. O acórdão foi publicado nesta segunda-feira (2). Moraes apontou que a identificação da empresária ocorreu a partir da análise do celular de Luane Vignaga Grotta, especialmente por mensagens trocadas no grupo de WhatsApp “Família Grotta”. Segundo o ministro, as conversas indicaram incentivo à permanência no acampamento montado em Sinop, próximo ao Estádio Municipal e à empresa de Mirtes. Ainda conforme Moraes, Mirtes utilizava plataformas digitais para divulgar conteúdos antidemocráticos e incentivar o compartilhamento do material intitulado “Resistência e Desobediência Civil”. Ele ressaltou que a empresária também participou da organização das manifestações em Sinop, colaborando com a logística do acampamento e convidando pessoas para participar dos atos, inclusive mencionando a oferta de alimentação no local. “Assim também, através de suas postagens e do compartilhamento de materiais que instigavam a animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constituídos, a ré desempenhou um papel na manutenção do movimento. Ela aderiu conscientemente à estrutura organizada do acampamento, que possuía complexa organização interna — incluindo cozinhas, despensas e fornecimento de energia — elementos fundamentais para a estabilidade e permanência da associação criminosa”, escreveu. Ainda no voto, Moraes rejeitou os argumentos da defesa sobre possível adulteração de provas, afirmando que não há qualquer elemento nos autos que indique irregularidade na obtenção dos vestígios analisados. Para o ministro, a conduta da acusada deve ser analisada dentro do contexto coletivo que levou aos ataques, ressaltando que o grupo atuava de forma organizada e com funções definidas, cabendo à ré incentivar a prática de crimes e estimular a animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes da República. “Na presente ação penal, portanto, constata-se a comprovação, acima de qualquer dúvida razoável, da aderência da acusada à turba golpista, apta a comprovar seu elemento subjetivo do tipo – dolo – para a prática do crime imputado pela Procuradoria-Geral da República e previsto no artigo 288, caput, do Código Penal (associação criminosa)”. O ministro destacou ainda que a Constituição Federal protege a liberdade de expressão e o debate político, mas não admite manifestações que tenham como objetivo destruir a ordem democrática ou incentivar a ruptura institucional. “Contudo, tanto são inconstitucionais as condutas e manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático, quanto aquelas que pretendam destruí-lo, juntamente com suas instituições republicanas, pregando a violência, o arbítrio, o desrespeito à Separação de Poderes e aos direitos fundamentais, em suma, pleiteando a tirania, o arbítrio, a violência e a quebra dos princípios republicanos, como se verifica pelas manifestações criminosas ora imputadas à denunciada”. Conforme Moraes, ficou comprovado que a ré incentivou publicamente a atuação das Forças Armadas para romper a ordem constitucional, conduta considerada determinante para os acontecimentos de 8 de janeiro. “A participação ativa da ré na dinâmica golpista, portanto, ficou amplamente comprovada, assente de qualquer dúvida, por meio dos elementos acostados na Informação de Polícia Judiciária n.18/2022 e do seu interrogatório judicial, consumando a infração penal prevista no artigo art. 286, parágrafo único, do Código Penal”.
Por Gazeta Digital 2 de março de 2026
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) garantiu que irá apoiar a deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado, caso seu correligionário, o senador Jayme Campos (União), não tente a reeleição. Há meses, Jayme tem afirmado que seu propósito é concorrer ao governo do Estado, contudo enfrenta desafios em obter apoio, inclusive do grupo. No cenário de Jayme fora da disputa, Botelho apoiaria Janaina mesmo com o governador Mauro Mendes (União) candidato a senador. "Mesmo que ela não fique no partido, se for Mauro candidato e o Jayme não sair para senador, eu vou apoiar Janaina Riva, com o coração. Eu tenho certeza de que vai ser um ganho para Mato Grosso ter Janaina no Senado", disse o parlamentar, na última semana. Apesar de fazer parte do grupo de Mendes, Botelho é muito próximo de Janaina. Ela, inclusive, o apoiou na disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2024. Na época, o MDB tinha candidato próprio. Botelho garantiu que não apenas votaria em Janaina, como também pediria voto para a deputada. Nos últimos dias, o nome de Janaina passou a ser especulado para vice de Otavino Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Palácio Paiaguas, mas ela já descartou a possibilidade. Botelho, por outro lado, confessou que seria um "sonho" manter a deputada em seu grupo político. "É lógico que a gente teria esse sonho dela ficar dentro desse grupo aqui. Eu vejo nela um potencial muito grande. Ela chegou aqui na Assembleia como a filha do Riva, mas depois ela se caracterizou pela personalidade dela, com a postura aqui dentro, com o trabalho", exclamou o deputado.