Lote especial de restituição do IRPF começa a ser pago nesta quarta

Agência Brasil • 14 de julho de 2026

A Receita Federal começará a pagar o lote especial de restituição automática do imposto de renda para pessoa física (IRPF), a partir desta quarta-feira (15). Segundo o Ministério da Fazenda, a estimativa é de aproximadamente 3,5 milhões de contribuintes recebam cerca de R$ 460 milhões em restituições.


A consulta sobre essa restituição (também conhecida por cashback) pode ser feita por meio do portal da Receita Federal no link Meu Imposto de Renda ou pelo aplicativo Receita Federal.


O dinheiro será creditado diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.


“Têm direito à restituição os contribuintes que não entregaram a declaração de IRPF em 2025 por não estarem obrigados, mas que apuraram valores que os credenciaram para restituição durante o ano de 2024”, informou a Fazenda.

A partir de informações já disponibilizadas à Receita, foi possível, mesmo sem qualquer ação prévia do contribuinte, gerar declarações de receita simplificada que identificaram os valores a serem restituídos.


Os contribuintes contemplados também poderão acessar a declaração gerada automaticamente para conferir dados, incluir informações e fazer ajustes, se necessário.


Para receber o valor, o contribuinte deve atender aos seguintes requisitos:



Não estar obrigado a declarar o IRPF de 2025;

Não ter enviado declaração por conta própria;

Ter tido imposto retido na fonte em 2024;

Ter direito a restituição de até R$ 1 mil;

Estar com o CPF regular e possuir chave Pix vinculada ao CPF.

O lote especial tem cronograma próprio e não faz parte do calendário regular de restituições do IRPF 2026. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.


A Receita orienta os contribuintes a utilizarem apenas os canais oficiais para consultas e acompanhamento do processo.


Diferença em relação aos lotes regulares


A Receita Federal esclarece que este lote especial de restituição automática “não integra o calendário regular de restituições do IRPF 2026, que seguem seu calendário previsto”.


Trata-se de um lote com cronograma próprio, destinado a contribuintes que não apresentaram declaração.


“Os lotes regulares continuam sendo pagos normalmente aos contribuintes que entregaram a declaração dentro do prazo legal. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho”, informou a Receita.


Por Agência Brasil 14 de julho de 2026
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, sugeriu nesta terça-feira (14) a criação de um selo para premiar os institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições de outubro. A proposta foi feita durante reunião com representantes dos institutos de pesquisa. O encontro foi marcado para discutir novas balizas para a divulgação dos levantamentos após a decisão do TSE que suspendeu a divulgação de pesquisa da AtlasIntel para Presidente da República por suposto descumprimento das regras eleitorais. No entendimento de Nunes Marques, o Selo Acurácia Eleitoral pretende reconhecer o trabalho dos institutos com "maior grau de aderência aos resultados oficiais". "Trata-se de um mecanismo que visa à valorização das boas práticas e ao permanente aperfeiçoamento técnico das pesquisas eleitorais, por meio do reconhecimento público às empresas que demonstrarem elevada acurácia em seus resultados", justificou o ministro. Após o anúncio do presidente, o TSE abriu prazo para receber, até a próxima sexta-feira (17), sugestões para a definição dos critérios para a escolha dos vencedores do selo. Outro lado Em nota, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) criticou a proposta e ressaltou que as pesquisas medem a intenção de voto no momento em que são realizadas e não são "previsões nem promessas de resultado". "Entre a entrevista e a votação, eleitores mudam de opinião, deixam de votar ou alteram seu comportamento. Exigir que uma pesquisa acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal", afirmou a entidade.  A ABEP também demostrou preocupação com a intenção da Justiça Eleitoral de "assumir o papel de árbitro" da qualidade das pesquisas. "Entendemos que iniciativas dessa natureza precisam ser construídas em diálogo com a comunidade científica e com os institutos de pesquisa, para que não acabem estimulando práticas oportunistas e desvalorizando o rigor metodológico que deve orientar toda pesquisa séria", completou.
Por Agência Brasil 14 de julho de 2026
A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano é de 347,4 milhões de toneladas. O volume é 0,4% maior do que a do a colheita ano passado, o que representa mais de 1,3 milhão de toneladas a mais do que a de 2025, que foi de 346,1 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14). Segundo o IBGE, a área a ser colhida é de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 1,6 milhão de hectares frente a 2025, um crescimento de 1,9%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio de 60.985 hectares (-0,1%). O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,8 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 136,5 milhões de toneladas (29,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 106,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas; a do trigo, em 6,6 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço), em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 5,6 milhões de toneladas. Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição, de acordo com o estudo: Centro-Oeste, 172,4 milhões de toneladas (49,6%); Sul, 92,4 milhões de toneladas (26,5%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 22,2 milhões de toneladas (6,4%). Na produção pelas unidades da federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,3%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,3% do total.
Por RepórterMT 14 de julho de 2026
Um pedido de vista formulado pelo vereador Chico 2000 (PL), na sessão de hoje (14), adiou a votação dos projetos de emenda à Lei Orgânica do Município e de alteração do Regimento Interno da Câmara de Cuiabá. As propostas visam modificar a data da eleição para a escolha dos membros da Mesa Diretora do Poder Legislativo municipal. Com a solicitação de mais tempo para análise, a tramitação das matérias fica temporariamente suspensa.  Os textos, de autoria do vereador Professor Mário Nadaf (PV), propõem que a eleição interna para a Mesa Diretora deixe de ser realizada no dia 25 de agosto e passe a ocorrer em 5 de novembro (ou no primeiro dia útil subsequente). O objetivo da mudança no calendário é alinhar as normas da Casa de Leis à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). A discussão sobre o adiamento do pleito ganhou força em Cuiabá após o ministro do STF, Dias Toffoli, anular a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. Na decisão jurídica, o magistrado apontou que eleições legislativas realizadas com excessiva antecedência violam os princípios constitucionais da contemporaneidade e da razoabilidade. Na justificativa oficial anexada aos projetos de lei, o autor da proposta argumenta que a adequação evita o risco de futuras judicializações do processo eleitoral em Cuiabá, além de buscar conferir maior estabilidade institucional à transição de comando no parlamento. Ainda não há uma data oficial definida para que os projetos retornem à pauta de votações do plenário.
Por Gazeta do Povo 14 de julho de 2026
No agronegócio brasileiro, poucos nomes personificam tão bem o processo de transformação do campo como Eraí Maggi Scheffer. Considerado o novo “Rei da Soja”, o empresário comanda o Grupo Bom Futuro, conglomerado que ultrapassou o ramo da produção agrícola para se tornar uma potência logística, energética e industrial, com um faturamento que supera os R$ 6 bilhões anuais, segundo estimativas do mercado. Com mais de 700 mil hectares de área cultivada – superior ao território de países como Brunei, Cabo Verde e Trinidad e Tobago –, a empresa produz a cada ano cerca de 1,9 milhão de toneladas de grãos e 360 mil toneladas de pluma de algodão. O império detém ainda 12 usinas hidrelétricas e três fotovoltaicas, além do maior aeroporto privado do Centro-Oeste, em Cuiabá. Além de expressivos, os números chamam a atenção pelo forte contraste com os de sua origem, no Sul do país. Na década de 1970, os Maggi Scheffer cultivavam uma área de apenas 65 hectares na cidade de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, operando sob o modelo tradicional de pequenos colonos. A família, liderada por Antônio Clarismundo Scheffer e Luzia Maggi Scheffer, migrara, anos antes, da pequena Três Cachoeiras, no litoral norte do Rio Grande do Sul, em busca de uma vida melhor no interior paranaense. Nesse cenário é que Eraí Maggi, terceiro de sete irmãos, forjou sua ética de trabalho. “Aos 9 anos, além de frequentar a escola, pegava no pesado na lavoura e cedinho acordava para tirar leite das vacas”, conta o historiador Nei Duclós, no livro A Marcha do Grão de Ouro. Com a morte de precoce do patriarca da família em um acidente, em 1976, aos 18 anos assumiu a gestão dos negócios agrícolas, em um ambiente econômico de severa restrição de crédito. “A gente tinha trator, mas a terra ainda era cara. Resolvíamos o problema alugando os sítios dos vizinhos”, relatou o empresário em 2002, em entrevista à revista IstoÉ Dinheiro. A estratégia de arrendar terras alheias para otimizar a capacidade ociosa do maquinário seria a espinha dorsal de sua agressiva expansão para o Centro-Oeste. Além de maximizar a eficiência de terras que não possuía, passou a operar com o risco e a coordenar equipes. Em pouco tempo, contornando os limites produtivos por meio do arrendamento, Eraí conseguiu multiplicar sua área cultivada, passando a operar cerca de 100 alqueires em apenas cinco anos. O encarecimento das terras no território paranaense, no entanto, tornou-se um obstáculo em seu caminho. Entre o final da década de 1970 e o início de 1980, a política de integração nacional incentivava a migração para o Centro-Oeste brasileiro, transformando o bioma do Cerrado num vasto canteiro de testes agronômicos. Nessa fase, Eraí contou com uma importante ajuda de seu tio materno, André Maggi, que identificou uma oportunidade de arrendamento em Rondonópolis, no sul de Mato Grosso. As terras, denominadas Fazenda Bom Futuro, pertenciam a três médicos paulistas e totalizavam 2,5 mil hectares vocacionados para a agricultura e 1 mil hectares para a pecuária. No arranjo que organizaram, o tio daria a garantia financeira e o capital de giro, enquanto os sobrinhos entrariam com a força de trabalho e a gestão direta no campo. Era 1982 quando Eraí liquidou a propriedade da família no Paraná e utilizou o capital para migrar definitivamente para o Centro-Oeste. A estratégia do negócio revelou-se altamente lucrativa. Os pagamentos anuais aos proprietários das terras eram realizados diretamente em sacas de soja, blindando a operação contra a instabilidade da moeda brasileira da época. Em 1984, diante dos bons resultados, a família investiu na aquisição de terras próprias em um distrito de Campo Novo do Parecis, também no Mato Grosso, onde hoje fica o município de Sapezal. Em 1994, a Fazenda Bom Futuro sofreu um forte prejuízo em razão de uma estiagem que gerou perdas na lavoura e no caixa do negócio. “Aí o tio André perguntou se a gente queria tocar a fazenda sozinhos”, relatou Eraí em registro do site do Grupo Bom Futuro. Com o direito de preferência e capitalizado pelos lucros subsequentes, a compra definitiva da Fazenda Bom Futuro pelos Maggi Scheffer foi oficializada em 1995. Tinha início o império do Grupo Bom Futuro, abrindo caminho para uma escalada sem precedentes na história da agricultura tropical. Com a base consolidada em Rondonópolis, Eraí adotou uma doutrina de expansão geográfica metódica, financiando novas aquisições com os fluxos de caixa operacionais e linhas de crédito. A expansão ocorreu por meio de um avanço tático sobre áreas de transição no Cerrado. Sapezal, município que nasceria essencialmente em redor da infraestrutura agrícola instalada pela família, tornou-se o principal polo de crescimento da Bom Futuro. Nos anos 1990, alavancados pela venda estratégica de terras ao grupo Ceval, que demandavam áreas para eucalipto, os irmãos realizaram pesadas aquisições na região de Campo Verde. “O projeto era comprar 10 mil hectares, compramos 3 mil e fomos comprando mais, de maneira fracionada”. A abordagem permitiu que cada nova parcela adquirida fosse rapidamente incorporada ao ciclo produtivo e gerasse o seu próprio retorno sobre o investimento antes da etapa seguinte. Foi em Campo Verde que, em 1998, a Bom Futuro instalou a sua primeira Indústria de Beneficiamento de Algodão (IBA), na Fazenda Santo Antônio, um marco que assinalaria a transição da empresa de mera produtora de grãos para o complexo agroindustrial. No ano 2000, as operações estenderam-se de forma vigorosa para a região do Médio Norte de Mato Grosso, consolidando uma vasta rede logística que abrangia mais de 100 mil hectares de área cultivada logo no início da década. Durante muito tempo, o título informal de “Rei da Soja” no Brasil esteve nas mãos de seu primo, Blairo Maggi, que, por sua vez, o herdara de Olacyr de Moraes. A coroação de Eraí ocorreu no início dos anos 2000, em meio a uma divergência estratégica entre os dois ramos da família. Sob a liderança de Blairo, a Amaggi decidiu redirecionar seu capital, voltando o negócio para outras etapas da cadeia do agronegócio (trading, infraestrutura hidroviária no Rio Madeira, esmagamento de sementes e exportação) e passando a originar soja produzida por terceiros para abastecer os mercados globais. Eraí, em contrapartida, desenvolveu investiu cada vez mais no domínio sobre a atividade primária, dando ênfase na operação “dentro da porteira”. Seu foco prioritário no aumento da produção permitiu à Bom Futuro atingir taxas de expansão da área cultivada superiores a 20% ao ano. Na safra de 2005/2006, os números indicavam que a virada na liderança estava próxima; no ciclo de 2009/2010, a diferença já era insuperável. Nessa temporada, Eraí plantou 223 mil hectares da oleaginosa — a maior extensão alguma vez cultivada por um único produtor no país. O grupo de Blairo cultivou cerca de 168 mil hectares no mesmo período. Duas decisões foram cruciais para a consolidação desse domínio: a rápida adoção de tecnologias de agricultura de precisão para elevar as produtividades muito acima da média nacional (ultrapassando as 66 sacas por hectare em grandes extensões); e o arrendamento contracíclico de áreas.  Ao assumir o risco direto da produção, a Bom Futuro sacrificou a presença na exportação direta, mas monopolizou a oferta na origem, tornando grandes tradings, como Bunge, Cargill, Sadia e a própria Amaggi, dependentes dos seus volumes.
Por Gazeta Digital 14 de julho de 2026
A segunda parte das obras do BRT em Cuiabá, na avenida Fernando Corrêa da Costa, só deve começar a sair do papel no ano que vem. Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa, representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) admitiram que o cronograma inicial não será cumprido. O trecho sequer foi licitado e, sob a gestão de um novo governador, mais mudanças no planejamento podem surgir. O chamado “Lote 2” é estimado em R$ 120 milhões, conforme um edital de novembro de 2025 lançado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Há questionamentos, contudo, sobre o aumento brusco desse valor, já que em setembro do mesmo ano o custo era estimado em R$ 68 milhões. "Você dizer que melhorou o sistema de ar-condicionado, que você melhorou a espessura do vidro, que construiu novas portas de acesso, isso não justifica um aumento de R$ 50 milhões, até porque a própria Sinfra diz que 90% da obra é estrutura metálica, que esse é o principal custo da construção das estações", questionou o deputado Lúdio Cabral (PT), que é autor de representação sobre o tema junto ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O "Lote 1", que é o trecho que liga o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, ao Centro Político e Administrativo de Cuiabá, deveria ter sido entregue em fevereiro de 2026, mas ainda está com apenas 68% das obras concluídas. O custo do projeto é estimado por lideranças da oposição em mais de R$ 1 bilhão. A promessa do governo do Estado é entregar essa primeira parte até o fim deste ano, as três frentes de obras que estão em andamento: a pavimentação de toda a pista do modal, a construção das estações e dos terminais. Durante a audiência pública, Lúdio recordou que, em janeiro de 2025, quando o governo do Estado decidiu romper o contrato com a empresa responsável pela obra devido aos atrasos no cronograma, havia a promessa de fracionamento da obra em vários “pedaços” e licitar para empresas diferentes. Isso não foi feito. "Houve tempo para que isso acontecesse, para que várias empresas pudessem participar, mas o fato é que o Estado resolveu fazer dispensa de licitação para todas essas etapas, com o argumento de emergência, e contratou a mesma empresa em todas as três dispensas de licitação que estão contratadas até agora", concluiu o deputado. O BRT foi o modal escolhido pelo ex-governador Mauro Mendes (União) para substituir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Adiada várias vezes, a obra está prometida para dezembro de 2026. Na Bahia, os vagões do VLT, que nunca rodaram em Cuiabá, já estão em pleno funcionamento.
Por Gazeta Digital 13 de julho de 2026
O concurso público da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) para o cargo de Fiscal de Tributos Estaduais foi temporariamente suspenso por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O comunicado foi feito pelo governo do Estado na tarde desta segunda-feira (13). O certame previa 30 vagas para o cargo e remuneração inicial de R$ 32,7 mil. A medida atende a uma decisão judicial relacionada ao concurso realizado em 2001 para o mesmo cargo. Leia também - Wilson prevê BRT concluído em 2028 e cita falha coletiva na fiscalização das obras Conforme a Sefaz, a ação foi ajuizada em 2010 e determina que o Estado convoque 15 candidatos para a segunda fase daquele certame antes de dar continuidade ao concurso lançado em 2025. Para cumprir a decisão, a Secretaria informou que constituiu uma comissão responsável por adotar as providências necessárias, entre elas a contratação da empresa que aplicará a segunda fase do concurso de 2001. Enquanto a determinação judicial não for integralmente cumprida, todos os atos e prazos previstos no Edital nº 001/2025 permanecem suspensos. A Sefaz não informou quando o cronograma do concurso de 2025 será retomado.
Por RepórterMT 13 de julho de 2026
O Governo de Mato Grosso simplificou as regras para quem tem direito à isenção do IPVA. A nova portaria, nº 097/2026, da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), publicada nesta segunda-feira (13), no Diário Oficial, atualiza as regras para concessão de isenção e reconhecimento da não incidência do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A medida revoga a norma em vigor desde 29 de junho de 2020, e promete reduzir a burocracia, digitalizar os procedimentos e agilizar a análise dos pedidos. Entre as principais mudanças está o reconhecimento automático da isenção para motoristas que já tiveram o direito concedido em anos anteriores, desde que permaneçam inalteradas as condições que deram origem ao benefício. Com isso, deixa de ser necessária a renovação anual em boa parte dos casos. O processo passa ser automático a partir do 1° de janeiro de cada ano. No entanto, quem solicitar a isenção pela primeira vez deverá formalizar o pedido junto à Coordenadoria de IPVA da Superintendência de Atendimento ao Contribuinte (CIPVA/SAC), observando os procedimentos previstos na portaria. A nova regulamentação, assinada pelo secretário da Sefaz-MT, Fábio Fernandes Pimenta, ainda amplia o uso dos serviços digitais. A partir de agora, os pedidos poderão ser feitos pelo sistema e-Process, disponível no Portal do órgão (www.sefaz.mt.gov.br) ou pelo canal Sefaz Digital, conforme o tipo de benefício solicitado. Todo o trâmite, incluindo notificações e envio de documentos, passa a ocorrer de forma eletrônica. Veja quem tem direito à isenção A portaria mantém a isenção para pessoas com deficiência, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), taxistas, veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV), máquinas agrícolas, veículos de combate a incêndio, embarcações de pescadores profissionais, ônibus adaptados para acessibilidade e veículos com mais de 18 anos de fabricação, além das demais hipóteses previstas na legislação estadual. Uma das novidades é a regulamentação mais detalhada da isenção destinada aos motoristas de aplicativo que utilizam veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV). Para ter direito ao benefício, o proprietário deve atender requisitos como possuir CNH com a observação de Exercício de Atividade Remunerada (EAR), estar em situação regular perante a Sefaz, utilizar veículo de até 1.600 cilindradas e comprovar média mínima de 150 corridas mensais entre janeiro e setembro do ano anterior. A norma também permite que empresas de transporte por aplicativo encaminhem anualmente à Sefaz-MT a relação dos motoristas aptos ao benefício, possibilitando o reconhecimento da isenção de ofício. Caso isso não ocorra, o próprio motorista poderá fazer o requerimento diretamente pelo sistema. Veículos novos Outra inovação é a possibilidade de solicitar conjuntamente as isenções de IPVA e ICMS na compra de veículos novos destinados a pessoas com deficiência, pessoas com TEA e taxistas, reduzindo etapas e evitando a abertura de processos distintos. A portaria ainda disciplina os procedimentos para análise dos pedidos, estabelece prazos para complementação de documentos, prevê recurso administrativo em caso de indeferimento e reforça que o benefício poderá ser cancelado caso deixem de existir os requisitos legais ou seja constatada fraude na documentação apresentada. Veículos públicos  Os veículos que pertencem à União, Estados, Distrito Federal e municípios. Além de autarquias mantidas pelo Poder Público, entidades sindicais, templos religiosos, entre outros, por exemplo também foram contemplados, mas devem preencher os requisitos do artigo 14 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, do Código Tributário Nacional. Nesses casos, a portaria trata o benefício como hipótese de não incidência do IPVA, e não de isenção. A norma disciplina os procedimentos para análise dos pedidos, estabelece prazos para complementação de documentos, prevê recurso administrativo em caso de indeferimento e reforça que o benefício poderá ser cancelado caso deixem de existir os requisitos legais ou seja constatada fraude na documentação apresentada. Processos em andamento - As novas regras passam a valer para os pedidos protocolados a partir desta segunda-feira (13). Os processos em trânsito na Sefaz-MT, ou seja, que já foram protocolados vão continuar sendo analisados conforme a legislação vigente na época do pedido, salvo quando a nova regulamentação for mais benéfica ao contribuinte.
Por RepórterMT 13 de julho de 2026
A gestão do prefeito Abilio Brunini apresentou crescimento nos principais indicadores de avaliação da população, conforme levantamento do Instituto Veritá divulgado no domingo (12). A aprovação da administração municipal subiu de 51,8% para 53,9%, enquanto a nota geral passou de 5,01 para 5,19. Entre os destaques positivos da pesquisa estão a educação, a coleta de lixo e a limpeza urbana, áreas que registraram avanços ao longo dos primeiros meses de gestão. A educação permaneceu como a área mais bem avaliada da Prefeitura, passando de nota 5,09 no primeiro trimestre para 5,80 no segundo. Entre as ações implementadas pela gestão estão a oferta de um cardápio mais variado, equilibrado e nutritivo na merenda escolar, a implantação inédita do café da manhã para alunos e profissionais em todas as unidades da rede municipal, além da entrega de kits completos de materiais escolares e kits de uniformes para os estudantes. A merenda escolar, inclusive, aparece como o segundo serviço público mais bem avaliado da administração, com nota 6,26. Outro destaque da pesquisa foi a limpeza urbana. A coleta de lixo recebeu nota 6,81, tornando-se o serviço público mais bem avaliado da prefeitura. O resultado representa uma mudança em relação ao cenário encontrado no início da atual gestão, quando a paralisação da empresa responsável pela coleta deixou lixeiras lotadas em diversos bairros da capital. Atualmente, o serviço está 100% regularizado, com caminhões monitorados por GPS e acompanhamento diário por meio do Mapa de Calor da Limpurb, ferramenta que permite fiscalizar as rotas em tempo real, corrigir ocorrências rapidamente e identificar pontos de descarte irregular para direcionar as ações de limpeza e zeladoria. A pesquisa também aponta avanços em outras áreas da administração. A Defesa Civil evoluiu de nota 5,02 para 5,66, enquanto o lazer passou a integrar o grupo das áreas mais bem avaliadas, com nota 5,22. Entre os serviços com melhor desempenho no segundo trimestre também aparece o abastecimento e a qualidade da água, com nota 5,89. Já saneamento e meio ambiente (4,28), transparência (4,40) e transporte público (4,42) permanecem como os principais desafios apontados pelos entrevistados, embora tenham apresentado melhora em relação ao primeiro trimestre. 
Por Gazeta Digital 13 de julho de 2026
A Justiça de Mato Grosso converteu a prisão em flagrante de Gabriel Dombski Welter, 21, em prisão preventiva durante audiência de custódia, após o acidente que matou o menino Gabriel Gustavo dos Santos da Fontura, de 4 anos, e deixou outras duas pessoas gravemente feridas, na madrugada de domingo (12), em Sorriso (420 km ao Sul de Cuiabá). A decisão foi proferida durante audiência com o juiz plantonista Lener Leopoldo da Silva Coelho, que entendeu estarem presentes os requisitos para manter o investigado preso enquanto o caso é apurado. Gabriel responde, em tese, por homicídio doloso consumado e duas tentativas de homicídio. Para o magistrado, há elementos suficientes, nesta fase inicial da investigação, para enquadrar a conduta como dolo eventual, quando o motorista assume o risco de provocar o resultado. Na decisão, o juiz destacou que os autos apontam que o investigado teria ingerido bebida alcoólica antes da colisão, trafegava em alta velocidade por uma das principais avenidas da cidade e se recusou a fazer o teste do bafômetro após o acidente. Outro fator considerado decisivo foi o histórico do motorista. Conforme a decisão, ele estava com o direito de dirigir suspenso desde abril deste ano em razão de uma autuação anterior por embriaguez ao volante. Mesmo impedido de conduzir veículos, voltou a dirigir e se envolveu no acidente que terminou com a morte da criança. Segundo o magistrado, esse histórico demonstra "total desprezo pelas instituições estatais, pelo ordenamento jurídico e pela vida humana", além de evidenciar risco concreto de que o investigado volte a cometer crimes de trânsito caso seja colocado em liberdade. O juiz também ressaltou que medidas cautelares diferentes da prisão seriam insuficientes. Isso porque a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), aplicada anteriormente pelo Detran, não impediu que Gabriel voltasse a dirigir. Na decisão, o magistrado afirmou ainda que a gravidade concreta do caso e o risco de reiteração delitiva justificam a prisão preventiva para garantir a ordem pública. Com a decisão, Gabriel Dombski Welter permanecerá preso enquanto o inquérito policial é concluído. Após a remessa dos autos, caberá ao Ministério Público decidir pelo oferecimento da denúncia ou pela adoção das medidas cabíveis. O acidente Conforme informações da Polícia Militar, o acidente foi registrado por volta da 1h. Gabriel seguia no veículo de passeio, acompanhado da mãe e do padrasto, de 34 anos, que dirigia o automóvel. A apuração inicial aponta que o Palio foi atingido na traseira pelo veículo de luxo, uma Land Rover, que trafegava em alta velocidade. Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar foram acionadas para prestar atendimento às vítimas. Apesar das tentativas de resgate, o menino não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A mãe da criança foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital Regional de Sorriso. Já o padrasto sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. O velório e sepultamento do pequeno Gabriel acontecem nesta segunda-feira (13), no Memorial Renascer, em Lucas do Rio Verde.
Por RepórterMT 13 de julho de 2026
Os motociclistas continuam sendo as principais vítimas da violência no trânsito em Cuiabá. O Boletim Epidemiológico do Programa Vida no Trânsito (PVT), divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), revela que a capital registrou 104 mortes em acidentes em 2024.  Desse total, impressionantes 69% das vítimas estavam em motocicletas, consolidando o grupo como o mais vulnerável das vias públicas. O perfil dos óbitos aponta ainda que 85% eram homens e 83% tinham idade entre 20 e 59 anos, na faixa considerada economicamente ativa. Pedestres somaram 15% das mortes e ocupantes de carros, 9%. O levantamento traz dados alarmantes sobre o comportamento dos motoristas na Capital: cerca de 30% dos condutores envolvidos em acidentes fatais sequer tinham Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, a análise técnica apontou que o excesso de velocidade é o principal fator de risco, estando associado a 30,8% das mortes registradas. Outros problemas frequentes apontados pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica foram a combinação de álcool e direção, avanço de sinal vermelho, desrespeito à sinalização e troca de faixa sem dar seta. A noite e a madrugada são os períodos mais perigosos para circular em Cuiabá, concentrando 61,5% dos acidentes com morte, com forte pico de ocorrências aos sábados e domingos.