Líderes querem mais debate sobre nomes à presidência

Gazeta Digital • 12 de dezembro de 2025

A respeito da disputa para presidência do ano que vem, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes afirmou que não dá para reduzir o debate aos nomes somente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do deputado federal Flávio Bolsonaro (PL). Em tom moderado, salientou que a discussão deve estar centrada nos problemas e soluções para o país.

 

"Não dá para reduzir o debate a esses dois nomes. E o Caiado? Um grande governador. E o Zema? Um grande governador. E o Ratinho Júnior? Um grande governador. Tem outros grandes nomes por aí, e que talvez não apareceram ainda e podem aparecer. Então tem que se debater nesse momento qualquer nome que queira se apresentar. É debater com clareza um projeto para o país, gente que tem experiência e competência", destacou o governador.

 

Próximo de Tarcísio, o ex-senador Cidinho Santos (PP) afirmou seria lamentável caso o governador paulista não seja candidato em 2026, já que o considera o mais preparado para disputar o cargo. Na última semana, Flávio Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura, com anuência de seu pai, o ex-presidente Bolsonaro. Segundo Cidinho, que viu com estranheza esse anúncio, sem uma fala direta do próprio pai, Flávio continuará tento dificuldade em unir os governadores da direita.

 

"Pegou todo mundo de surpresa porque o Flávio, ele mesmo se colocou como candidato. O pai dele está apoiando ele, e se lançou como candidato. Não tem uma fala do Bolsonaro, não tem uma carta do Bolsonaro. Está tendo o apoio restrito do PL, porque é interessante para o PL ter um candidato a presidente, que isso fortalece essas candidaturas de governador, de deputado estaduais, de senadores, de deputados federais também. Mas outros partidos estão muito reticentes dessa viabilidade ou não. O Tarcísio hoje é o líder mais preparado, mais pronto e todo mundo sabe para ganhar a eleição de 2026", finalizou.

 

Também presente no evento estadual do PP, a senadora Margareth Buzetti destacou que tem ótimos nomes concorrendo, e apesar de ter dito que possui uma boa relação com o filho de Bolsonaro, enxerga em Tarcísio o nome para unificar a direita.

 

"É uma pessoa que acredito que é uma pessoa técnica, é uma pessoa que não tem passado nenhum que condene, trabalhadora. Trabalhou com Bolsonaro, é isso que nós precisamos. No início acho que vai ser muito difícil unificar. Mas o Flávio não é um nome ruim, é uma pessoa muito equilibrada, uma pessoa que no Senado conseguiu agregar. Tive um bom relacionamento com ele durante todo o tempo, a gente trabalhou muito na segurança pública. Mas é esperar um pouco, é muito cedo para definir isso", frisou a senadora.

Por Gazeta Digital • 7 de outubro de 2026
Mato Grosso reúne uma série de concursos públicos e processos seletivos com inscrições abertas ao longo de outubro, oferecendo oportunidades em prefeituras, câmaras municipais e órgãos estaduais. Somadas apenas as vagas já informadas nos editais, são mais de 380 oportunidades, além de seleções com quantitativo ainda a ser divulgado. Os salários chegam a R$ 23.686,47, com postos para diferentes níveis de escolaridade e áreas como saúde, educação, administração, meio ambiente, serviços gerais e setor jurídico. Prefeitura de Marcelândia Vagas: 3 Cargos: Agente Comunitário de Saúde, Agente de Combate às Endemias Salário: até R$ 3.036,00 Inscrições: 08/09/2026 até 08/10/2026 Data da prova: 01/11/2026 Edital: https://www.pciconcursos.com.br/noticias/prefeitura-de-marcelandia-mt-publica-edital-de-processo-seletivo-para-agentes-de-saude-e-de-endemias. Sema-MT Vagas: A divulgar Cargos: Analista de Desenvolvimento Econômico e Social, Analista de Meio Ambiente. Salário: até R$ 10.491,97 Inscrições: 17/09/2026 até 14/10/2026 Data da prova: 13/12/2026 Há chances para candidatos de níveis médio, técnico e superior via regime da CLT Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-sema-mt-2026 Prefeitura de Nova Mutum Vagas: 85 Cargos: Agente de Portaria, Lavador e Lubrificador, Mecânico Eletricista, Mecânico Montador, Merendeira, Monitor de Transporte Escolar, Motorista de Caminhão, Motorista de Veículos Especiais, Operador de Máquinas , Agente Administrativo, Auxiliar de Biblioteca, Auxiliar de Consultório Dentário, Auxiliar de Sala, Auxiliar de Sala/Libras, Instrutor de Artes - Contação de História e Teatro, Instrutor de Artes – Artesanato, Instrutor de Artes - Corte e Costura, Instrutor de Artes – Crochê, Instrutor de Artes - Desenho e Grafite, Instrutor Desportivo - Jiu-Jitsu, Instrutor Desportivo - Taekwondo , Instrutor de Dança, Instrutor de Informática, Instrutor de Inclusão Digital, Instrutor de Oficina Interativa, Instrutor Musical, Instrutor Programa, Técnico de Enfermagem, Técnico em Laboratório, Visitador Social. Salário: até R$ 22.696,88 Inscrições: 21/09/2026 até 13/10/2026 Data da prova: 01/11/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-nova-mutum-mt-2026 Leia mais - Mulher acaba presa após publicar foto oferecendo maconha para cachorro; veja Prefeitura de Água Boa Vagas: a divulgar Cargos: Atendente, Assistente Social, Motorista categoria A-D, Psicólogo, Educador Físico, Secretaria de Saúde, Agente de Consultório Dentário, Atendente Geral em Saúde, Biólogo, Enfermeiro, Farmacêutico/bioquímico, Fisioterapeuta, Odontólogo, Técnico de Enfermagem - Sede Urbana, Técnico de Enfermagem - P.A. Serninha, Técnico de Enfermagem - P.A. Jaraguá, Vigilante Sanitário, Secretaria de Desenvolvimento, Agente Administrativo, Auxiliar Administrativo, Técnico Agrícola, Atendente, Motorista Cat. A-D, Operador de Máquinas Pesadas, Apoio Administrativo Educacional - Infraestrutura (várias escolas), Apoio Administrativo Educacional - Nutrição (várias escolas), Apoio Administrativo Educacional - Vigia (várias escolas), Apoio Administrativo Educacional - Motorista (várias escolas), Professor Pedagogia, Professor de Educação Física, Técnico em Desenvolvimento Infantil, Professor Magistério, Professor Leigo, Professor de História, Professor de Geografia, Professor de Letras, Professor de Matemática, Professor de Ciências Biológicas, Técnico Administrativo Educacional. Salário: até R$ 9.893,08 Inscrições: 05/10/2026 até 14/10/2026 Data da prova: 15/11/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-agua-boa-mt-01-2026 Prefeitura de Canarana Vagas: Professor, Professor Educação Infantil, Professor - Área das Linguagens, Professor - Língua Estrangeira Inglês, Professor - Educação Física, Professor - Área da Matemática, Professor - Ciências Naturais, Professor - Ciências Biológicas, Professor - Ciências Humanas, Psicólogo, Assistente Social, Nutricionista, Bibliotecário, Técnico em Desenvolvimento Infantil, Técnico Administrativo Educacional, Agente de Nutrição Escolar, Agente de Limpeza Escolar, Motorista Escolar, Vigilante Escolar. Cargos: a divulgar Salário: até R$ 8.214,61 Inscrições: 01/10/2026 até 09/10/2026 Data da prova: 22/11/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seletivo-prefeitura-de-canarana-mt-2026 Câmara de Mirassol Vagas: 4 Cargos: Agente Parlamentar de Recepção, Auxiliar Parlamentar Administrativo, Assistente Parlamentar de Informática e Comunicação, Assistente Legislativo, Contador, Procurador Legislativo (25h). Salário: até R$ 10.479,80 Inscrições: 08/09/2026 até 08/10/2026 Data da prova: 08/11/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/concursos-mato-grosso/concurso-camara-mirassol-oeste-mt-2026-92728 Câmara de Colniza Vagas: 3 Cargos: Auxiliar administrativo e Procurador Jurídico. Salário: até R$ 9.571,69 Inscrições: 05/10/2026 até 20/10/2026 Data da prova: 15/11/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-camara-de-colniza-mt-2026 Prefeitura de Boa Esperança Vagas: 13 Cargos: Professor de Escolinha de Iniciação Esportiva (2), Professor de Pedagogia – Distrito Parque Água Limpa (2), Professor de Educação Física – Distrito Parque Água Limpa (CR), Professor de Letras – Distrito Parque Água Limpa (1), Professor de Matemática – Distrito Parque Água Limpa (CR), Professor de Geografia – Distrito Parque Água Limpa (CR), Professor de Pedagogia – Distrito de Piratininga (CR), Professor de Letras – Distrito de Piratininga (1), Professor de Matemática – Distrito de Piratininga (1), Professor de Pedagogia – Escola Municipal Cachoeira do Ronuro (CR), Professor de Letras – Escola Municipal Cachoeira do Ronuro (1), Professor de Matemática – Escola Municipal Cachoeira do Ronuro (CR), Professor de Pedagogia – Sede do Município (CR), Professor de Educação Física – Sede do Município (CR), Professor de Matemática – Sede do Município (CR), Professor de Letras – Sede do Município (CR), Monitor de Oficinas de Balé – Distritos (1), Monitor de Oficinas de Balé – Sede do Município (CR), Monitor de Oficinas de Artes Visuais – Sede do Município (CR), Monitor de Oficinas de Capoeira – Sede do Município e Distritos (1), Monitor de Oficinas de Fanfarra e Percussão – Sede do Município e Distritos (1), Monitor de Oficinas de Teclado e Acordeom – Sede do Município (1), Monitor de Oficinas de Teatro – Sede do Município e Distritos (1), Costureira – Sede do Município (CR) e Monitor de Oficinas de Violão e Cordas – Sede do Município e Distritos (CR). Salário: até R$ 5.895,90 Inscrições: 05/10/2026 até 26/10/2026 Data da prova: 29/11/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-boa-esperanca-do-norte-mt-2026 Prefeitura Alto Taquari Vagas: a divulgar Cargos: Agente de serviço, Mãe social, Auxiliar de Desenvolvimento, Inspetor de Alunos, Merendeira, Monitor de Educação Infantil, Professor de Educação Física, Professor de Letras, Professor de Pedagogia - Ensino Fundamental, Professor de Pedagogia - Educação Infantil. Salário: até R$ 5.588,75 Inscrições: 01/10/2026 até 30/10/2026 Data da prova: 22/11/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seletivo-prefeitura-alto-taquari-mt-2026 Prefeitura de Comodoro Vagas: 277 Cargos: Agente Municipal de Trânsito, Assistente Administrativo, Auxiliar de Biblioteca, Auxiliar de Cuidador, Auxiliar de Serviços de Creche, Cuidador Social, Desenhista, Fiscal Ambiental, Fiscal de Obras e Posturas, Inspetor de Alunos II, Instrutor de Informática, Intérprete de LIBRAS, Monitor de Educação Básica, Recepcionista, Técnico Agrícola, Técnico em Higiene Dentária, Técnico em Documentação Escolar, Técnico em Documentação Escolar Indígena, Técnico em Edificação, Técnico em Enfermagem, Técnico em Laboratório, Técnico em Raio-X, Topógrafo, Auxiliar Administrativo, Cozinheira, Merendeira - Zona Urbana, Merendeira - Escolas Indígenas, Motorista de Veículos Leves, Motorista de Veículos Pesados, Operador de Escavadeira Hidráulica-PC, Operador de Motoniveladora, Operador de Pá Carregadeira/Retroescavadeira, Operador de Trator de Pneus, Professor Indígena, Zelador Cemiterial, Analista de Procuradoria Legislativa, Contador, Controlador Interno, Assistente Administrativo Legislativo, Agente Legislativo de Copa e Limpeza, Agente Legislativo de Recepção e Telefonia, Agente Legislativo de Serviços Gerais, Assistente Administrativo, Agente Comunitário de Saúde. Salário: até R$ 23.686,47 Inscrições: 05/10/2026 até 20/10/2026 Data da prova: 22/11/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-prefeitura-de-comodoro-mt-04-2026
Por Gazeta Digital • 7 de outubro de 2026
Passada a pressão das eleições gerais, a maioria dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) decidiu manter o veto do governo do Estado e o arquivamento da proposta de reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário mato-grossense. Com isso, o aumento dos servidores não acontecerá após uma longa batalha de convencimento e na justiça. A decisão final foi de 12 votos a 6 pela manutenção do veto. Seis estiveram ausentes. A derrota dos servidores ocorreu mesmo após a votação acontecer de maneira aberta, após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ter tornado inconstitucional o voto secreto de vetos do Executivo. Durante a votação, deputados que não conseguiram a reeleição decidiram se ausentar da votação. Já outros derrotados, como Elizeu Nascimento (Novo), Juca do Guaraná (Republicanos) e Eduardo Botelho (MDB) votaram não. Após a votação, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apareceu e pediu para registrar o seu voto pela derrubada do veto. Nininho (Republicanos) também apareceu. Porém, não citou a matéria. Na justificativa do veto, o ex-governador Mauro Mendes alegou inconstitucionalidade, afirmando que o aumento criaria despesas permanentes sem estimativa de impacto atualizada e sem apontar a fonte de recursos para custeá-las. De acordo com o Estado, o TJ já compromete 88,41% da sua receita com pessoal, ultrapassando o limite de alerta. Com o reajuste, Mato Grosso se aproximaria do teto de 95%, percentual considerado crítico para a estabilidade fiscal. O Executivo também apontou falhas nos estudos apresentados pelo Judiciário, afirmando que não foram considerados itens obrigatórios, como aumentos vegetativos da folha, a Revisão Geral Anual (RGA) e a nomeação de novos juízes substitutos. Outro fator que pesou no veto foi o risco de um “efeito dominó”: a concessão de reajuste exclusivo ao Judiciário poderia gerar pressão por equiparação salarial em outros Poderes e carreiras do serviço público. Segundo o governo, sancionar o projeto colocaria em risco investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e segurança pública, setores que, segundo ele, não podem ser sacrificados diante do cenário fiscal atual. Por fim, o ex-governador ainda tentou se redimir, explicando que o veto não é pessoal contra os servidores, mas sim uma necessidade de gestão financeira. "Ressalte-se que não se trata de negar a importância da valorização remuneratória dos servidores efetivos do TJMT, mas de ordenar prioridades e assegurar que qualquer política de revisão salarial se dê de forma responsável, com base em estudos completos, previsão na LDO e na LOA e comprovada sustentabilidade orçamentária", conclui. Votaram pela derrubada do veto: Lúdio Cabral (PT) Valdir Barranco (PT) Faissal Calil (PL) Gilberto Cattani (PL) Carlos Avallone (PSDB) Janaína Riva (MDB) Votaram pela manutenção do veto: Diego Guimarães (Republcanos) Max Russi (Pode) Beto Dois a Um (Pode) Eduardo Botelho (MDB) Dilmar Dal Bosco (União) Chico Guarnieri (PSDB) Juca do Guaraná (PSDB) Elizeu Nascimento (Novo) Nininho (Republicanos) Drº Eugenio (Republicanos) Fabio Tardin (Pode) Valmir Moretto (Republicanos) Ausentes: Wilson Santos (PSD) Júlio Campos (União) Thiago Silva (MDB) Paulo Araújo (Republicanos) Sebastião Rezende (União)
Por Agência Brasil • 7 de outubro de 2026
O maior leilão de blocos de exploração e produção de petróleo e gás do chamado Polígono do Pré-Sal terminou com sete dos 13 blocos ofertados sendo arrematados. O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção foi realizado na manhã desta quarta-feira (7). A disputa organizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na sede da instituição, no Centro do Rio de Janeiro, permitiu ao governo arrecadar R$ 530 milhões em bônus de assinatura. Se todos os blocos tivessem sido contratados, o valor somaria R$ 1,24 bilhão. Esse foi o leilão do pré-sal com mais blocos arrematados. O anterior (3º Ciclo, em 2025), teve cinco áreas licitadas. Com o resultado, a área exploratória sob regime de partilha aumenta 58%, alcançando 39,2 mil km², o equivalente a cerca de 90% do território do estado do Rio de Janeiro (43,8 mil km²). Havia 19 companhias habilitadas, mas apenas seis apresentaram propostas, sendo quatro estrangeiras. Não houve disputa, ou seja, em todos os sete blocos arrematados, apenas uma competidora ofereceu lance. As maiores vencedoras foram as brasileiras Petrobras e Prio (antiga PetroRio), cada uma com dois blocos. A norueguesa Equinor também levou duas áreas, uma delas em consórcio com a portuguesa Galp. Para explorar os blocos, todos localizados nas bacias de Santos e Campos, na costa do Sudeste, as petroleiras se comprometeram a fazer investimentos mínimos na ordem de R$ 778,4 milhões. Modelo de partilha Assim como os bônus de assinatura, os investimentos mínimos são previstos no edital da ANP, agência reguladora do setor de óleo e gás no país, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Além de aval do MME, as áreas exploratórias levadas ao leilão receberam sinal verde também do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). No leilão do modelo de partilha, vence a empresa que oferecer à União a maior parcela de óleo excedente ─ a produção que sobra após pagamento dos custos. O acordo funciona como uma forma de repartição do lucro com o Estado brasileiro. O edital prevê um valor mínimo para cada bloco. A disputa tem caráter sigiloso na apresentação das ofertas, ou seja, as empresas não ficam sabendo previamente qual é o percentual de excedente em óleo que as concorrentes estão oferecendo e em quais áreas farão oferta. Dessa forma, mesmo não tendo havido disputa nos blocos, todos foram arrematados com ágio, que variou de 8% a quase 495%. O ágio médio foi de 108,38%. Estavam em oferta cinco áreas na Bacia de Campos (Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita) e oito na Bacia de Santos (Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita). Confira a relação de vencedores em cada área arrematada: - Magnetita Vencedora: Prio Percentual de óleo excedente: 32,80% Ágio: 132,79% - Hematita Prio Óleo excedente: 7,18% Ágio: 315,03% - Azurita Petrobras Óleo excedente: 30% Ágio: 139,81% - Jade Vencedoras: chinesas CNOOC (70% do consórcio) e Sinopec (30%). Óleo excedente: 18,20% Ágio: 65,76% - Cruzeiro do Sul Vencedora: Petrobras Óleo excedente: 15,27% Ágio: 8,07% - Rubi Vencedora: norueguesa Equinor Óleo excedente: 25,02% Ágio: 91,72% - Rodocrosita Vencedoras: norueguesa Equinor (70% do consórcio) e portuguesa Galp (30%) Óleo excedente: 15,52% Ágio: 494,64% As empresas vencedoras precisam, a partir de agora, seguir as demais etapas previstas no cronograma, como apresentação de documentos e pagamento do bônus de assinatura, para, então, serem assinados os contratos, o que está previsto para 26 de fevereiro de 2027. Não foram arrematados os blocos Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita. Eles ficam na "prateleira" da próxima rodada de licitação. Pré-sal O pré-sal fica sob uma espessa camada de sal, que pode chegar a 7 mil metros de profundidade. Atualmente, é a principal área de produção no país. Em setembro, por exemplo, respondeu por 82,6% do petróleo e gás brasileiros. Conforme declarou antes do início do leilão o diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, o pré-sal continua sendo "uma das mais relevantes fronteiras exploratórias do mundo". "Temos que continuar trabalhando para ofertar blocos vizinhos às oportunidades identificadas", disse ele, que se refere ao pré-sal como "grande riqueza que o país tem". Leilão fora do pré-sal A partir das 14h desta quarta-feira, a ANP realiza o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que coloca em disputa 313 blocos de exploração em 22 setores, que incluem exploração terrestre (onshore) e marítima (offshore), como o pós-sal na costa do Sudeste. A diferença é que no modelo de concessão, que exclui as áreas do pré-sal, a vencedora é a empresa que oferecer o maior bônus de assinatura. Não há proposta de compartilhar barris de petróleo diretamente com a União. No leilão da tarde, dois setores pertencem à Bacia do Ceará, localizada na Margem Equatorial Brasileira. A área é vista pela indústria do petróleo como fronteira promissora. Ao todo, 46 empresas estão habilitadas para participar. Tanto na partilha quanto na concessão, durante a fase de produção, as petroleiras pagam royalties e participação especial (no caso de campos de grande produção) ao governo, uma forma de compensação ambiental. Reações O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), um centro de estudos vinculado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), entidade privada que reúne empresas do setor, enxergam nos leilões uma forma de dinamizar a indústria do petróleo, gerando emprego e renda, além de avanço para a segurança energética do país. Por outro lado, ativistas ambientais veem os leilões com preocupação. O Instituto Arayara, organização não governamental dedicada a questões socioambientais, chegou a entrar com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal pedindo a não realização do leilão. A organização alega que há sobreposições das áreas em disputa com territórios indígenas e quilombolas, assentamentos da reforma agrária, áreas de conservação e regiões de pesca artesanal. Desde antes do início do leilão de partilha, manifestantes fazem protestos em frente à sede da ANP. Novas áreas No início do leilão de partilha, o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, afirmou que o petróleo é um fator que concede vantagem ao Brasil no cenário internacional. Ele acrescentou que o MME trabalha em conjunto com o MMA para aumentar a oferta de blocos exploratórios para "preservar a segurança energética nacional". Segundo ele, nos próximos meses, o governo deve colocar à disposição mais de 50 blocos exploratórios na Bacia de Pelotas, litoral Sul do país. A área também é vista como promissora por ter características geológicas semelhantes à costa africana, onde há produção de petróleo. "É um próximo passo", antecipou. Ele reafirmou o interesse do governo na exploração conhecida como "não convencional", o fraturamento hidráulico (fracking, em inglês). Essa técnica utiliza injeção sob alta pressão de uma mistura de água, areia e aditivos químicos para provocar fraturas nas formações rochosas e permitir a extração dos combustíveis fósseis. A proposta encontra resistência de ambientalistas e é tema de processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por RepórterMT • 7 de outubro de 2026
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), iniciou nessa terça-feira (6) a Operação Ponto de Combustão, voltada à fiscalização dos preços dos combustíveis. A operação terá duração de sete dias e vai abranger 52 postos de combustíveis.  Durante a operação, as equipes vão coletar informações sobre os preços de compra dos combustíveis pelos postos e os valores praticados na revenda ao consumidor. O objetivo é verificar a composição dos preços e analisar como os valores estão sendo repassados ao consumidor. De acordo com a secretária adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges, a fiscalização ocorre em um momento de aumento nos preços dos combustíveis em diferentes regiões do país. “Nós notamos que houve uma alta tanto na gasolina quanto no diesel. Nossas equipes vão levantar os valores de compra e de venda para entender como esses preços estão sendo repassados ao consumidor” , explicou. Segundo Mariana, a operação será realizada em duas etapas. Nesta primeira fase, as equipes fazem o levantamento dos valores praticados pelos estabelecimentos. Na segunda etapa, o Procon vai analisar os dados coletados e, caso sejam constatadas infrações, aplicar as multas cabíveis. A definição do valor da penalidade considera critérios como a gravidade da infração, a extensão do dano causado, a vantagem obtida e a condição econômica da empresa, conforme estabelece o Decreto Federal nº 2.181/1997. Canais de denúncia O Procon Municipal de Cuiabá mantém atendimento presencial e eletrônico para reclamações e denúncias. O consumidor pode procurar o órgão na Rua Joaquim Murtinho, nº 554, Centro, ou registrar a manifestação pelo Web Denúncias da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), na aba “Consumo”. Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp do Procon, no número (65) 3324-9680, selecionando a opção “Denúncia” ou “Reclamação”.
Por FatoCapital • 7 de outubro de 2026
A Reforma Tributária deverá provocar mudanças relevantes na estrutura de custos, na formação de preços e no planejamento fiscal do agronegócio. Embora o setor tenha recebido tratamentos específicos no novo modelo de tributação sobre o consumo, produtores rurais e empresas que atuam em diferentes etapas da cadeia precisarão reavaliar operações, contratos e fluxos de créditos tributários durante o período de transição. Para o advogado Pérsio Landim, um dos principais pontos de atenção está na forma como a nova sistemática de tributação poderá alterar a lógica atual de aproveitamento de créditos e a composição dos custos ao longo da cadeia produtiva. “O impacto da Reforma Tributária para o agro não deve ser analisado apenas pela alíquota nominal. É necessário observar a formação do crédito tributário, as regras de não cumulatividade, os regimes específicos e, principalmente, como essas alterações vão repercutir na cadeia como um todo”, afirma. Na avaliação do advogado, a análise precisa considerar as diferenças entre produtores rurais, cooperativas, agroindústrias, tradings, fornecedores de insumos e empresas prestadoras de serviços. A mudança na sistemática de tributação pode produzir efeitos distintos conforme o perfil da operação, o grau de integração da cadeia e a capacidade de apropriação dos créditos. “O produtor e as empresas ligadas ao agro terão de olhar para a tributação de maneira mais estratégica. Questões que hoje são tratadas como meramente contábeis ou fiscais passam a interferir diretamente na margem da operação, na negociação comercial e até na definição da estrutura societária”, explica. Outro ponto relevante é a necessidade de revisão dos contratos de médio e longo prazo. A transição para o novo sistema poderá exigir cláusulas que disciplinem a eventual alteração da carga tributária e seus reflexos sobre preços e responsabilidades entre as partes. Para Landim, o período de transição será determinante para reduzir riscos. “Não é recomendável esperar a implantação integral do novo modelo para avaliar os impactos. Empresas do agro precisam mapear operações, identificar créditos, revisar contratos e simular cenários desde já. A preparação antecipada pode fazer diferença na preservação das margens e na competitividade”, afirma. Nesse contexto, a Reforma Tributária tende a ampliar a importância do planejamento tributário no agronegócio. Mais do que acompanhar a mudança das alíquotas, produtores e empresas deverão compreender como o novo sistema afetará toda a cadeia de valor, transformando a gestão tributária em elemento cada vez mais relevante para a tomada de decisões no setor. Do ponto de vista jurídico-tributário, a transição exigirá das empresas e dos produtores uma revisão integrada de processos fiscais, contratos, formação de preços e mecanismos de apropriação e utilização de créditos. A avaliação dos impactos deverá considerar não apenas a carga tributária efetiva, mas também os efeitos da não cumulatividade, dos regimes diferenciados aplicáveis ao setor e das regras de transição.  Nesse cenário, o planejamento tributário preventivo e o acompanhamento contínuo da regulamentação tornam-se instrumentos essenciais para reduzir contingências, preservar margens e assegurar maior previsibilidade às operações do agronegócio.
Por Persio Oliveira • 7 de outubro de 2026
A modelo Giane Alves morreu aos 32 anos, vítima de um enfarte agudo do miocárdio, em Condeúba, no sudoeste da Bahia. Ela passou mal na sexta-feira, 2, durante uma consulta de rotina do filho caçula, de 45 dias. Casada, Giane deixa dois filhos. A entrada no mundo da moda ocorreu de forma inesperada. Antes de iniciar a carreira, ela trabalhava em um posto de gasolina em São Paulo, onde foi descoberta por um olheiro.  O encontro abriu caminho para os primeiros convites profissionais. Depois de participar de testes e seleções, começou a trabalhar com marcas internacionais aos 21 anos. A carreira levou Giane a ser representada por agências de diferentes mercados, com atuação em cidades como Milão, Barcelona, Hamburgo, Oslo, São Paulo e Tóquio. Entre os destaques de sua trajetória estão a capa da edição brasileira da revista L’Officiel, em 2016, e um editorial para a Vogue Itália. Ela também teve trabalhos publicados na britânica Stella Magazine e na alemã Madame Germany. Em 2020, participou de um editorial de moda no Estadão. Nos últimos anos, a modelo se afastou da rotina profissional internacional e passou a viver no interior da Bahia, onde residia com o marido e os filhos.
Por RepórterMT • 6 de outubro de 2026
O primeiro suplente do senador eleito Mauro Mendes (União), Cidinho Santos (PP), convocou integrantes do grupo Empreendedores do Brasil a intensificar a mobilização em favor de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa pela Presidência da República. Em vídeo gravado ao lado do candidato hoje (6), Cidinho pediu empenho do setor empresarial para buscar a vitória contra o presidente Lula (PT).  “Olá, amigos do Grupo Empreendedores do Brasil. Nosso presidente, Flávio. Vamos pegar firme agora nesse segundo turno, Flávio. Pegar firme para a vitória” , declarou Cidinho. Na gravação, Flávio agradeceu a confiança do empresário e afirmou que pretende ouvir os integrantes do grupo na construção de propostas para o país. O candidato associou o resultado do primeiro turno a um desejo de mudança dos eleitores. “Grupo Empreendedores do Brasil, aqui com o Cidinho. Obrigado pela confiança. A gente está dando aqui o nosso melhor para, de fato, mudar o Brasil. Eu acho que nós vimos nas urnas. O Brasil quer mudança, quer melhorar. E vocês fazem parte disso” , afirmou. Flávio avançou ao segundo turno após receber 47,03% dos votos válidos no país, contra 45,16% de Lula. Os dois voltam a se enfrentar nas urnas no dia 25 de outubro. Em Mato Grosso, o candidato do PL alcançou 65,18% dos votos válidos no primeiro turno. O presidenciável também sinalizou que pretende ampliar a interlocução com empresários e representantes do setor produtivo. Disse que quer ouvir pessoalmente os integrantes do grupo sobre medidas para melhorar o ambiente de negócios. “Quero ouvir muito cada um de vocês para a gente pensar num Brasil melhor, para o Brasil voltar a ser tão grande e excelente, um negócio para todos. Contem comigo” , disse Flávio. A manifestação ocorre em meio à mobilização de lideranças de Mato Grosso para a segunda etapa da eleição presidencial. Cidinho participou das articulações dos últimos dias e esteve nesta terça-feira em Brasília, ao lado de Mauro Mendes e outras lideranças, em reuniões relacionadas à campanha de Flávio. Em Mato Grosso, uma frente formada por políticos de diferentes partidos também começou a organizar ações para ampliar a votação do candidato no segundo turno. Entre as estratégias está a tentativa de reunir prefeitos dos 142 municípios do Estado para fortalecer a campanha no interior.
Por Ascom • 6 de outubro de 2026
Mato Grosso alcançou a marca de 508.762 micro e pequenas empresas (MPEs) ativas e registrou crescimento de 21,2% na abertura de novos negócios entre janeiro e agosto de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. O índice supera a média nacional de 14,3%. Os dados são do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) e marcam o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado nesta segunda-feira (5 de outubro), em cenário de expansão do empreendedorismo e de fortalecimento dos pequenos negócios. Atualmente, o Brasil tem cerca de 24 milhões de empreendimentos em funcionamento. Para a diretora-superintendente do Sebrae Mato Grosso, Lélia Brun, o avanço demonstra a relevância dos pequenos negócios para a economia local, ao conectar cadeias produtivas às economias dos municípios e contribuir para a gerarão de trabalho, renda e novas oportunidades. Segundo ela, o Sebrae tem papel fundamental na orientação e capacitação dos empreendedores para que possam aproveitar as oportunidades geradas pela pujança econômica local. “Quando os pequenos negócios passam a integrar esse ciclo de crescimento, o desenvolvimento ganha escala, diversifica a economia e cria novas perspectivas socioeconômicas”. Lélia Brun afirma que o empreendedorismo feminino deve integrar essa dinâmica, pois estimular mulheres na criação e na expansão de seus próprios negócios significa ampliar a capacidade econômica do estado. “Nosso compromisso é fortalecer essa autonomia, desenvolvendo competências de gestão, liderança e inovação. Essas agendas em prol do empreendedorismo feminino exigem continuidade e cooperação entre instituições, poder público e setor produtivo”. Os números do Sebrae/MT mostram ainda que o setor de serviços concentra a maior parcela dos MPEs ativas em Mato Grosso, com 259.546 empreendimentos. Em seguida aparecem o comércio, com 143.525; construção, com 48.296; indústria, com 44.663 e agropecuária, com 12.732. Cuiabá concentra a maior quantidade de MPEs, com 166.522; acompanhada por Rondonópolis, com 56.648; Sinop, com 38.902 e Tangará da Serra, com 37.875. 20 anos da Lei Geral O setor também celebra, este ano, uma transformação histórica: os 20 anos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/2006), criada para simplificar a relação dos pequenos negócios com o poder público e reduzir entraves burocráticos e tributários. O Sebrae destaca que o tratamento assegurado pela legislação beneficia não apenas as MPEs, mas toda a economia brasileira. Antes da legislação, a abertura de uma empresa formal levava, em média, 70 dias. Duas décadas depois, com os avanços na digitalização e na desburocratização, esse tempo caiu para menos de 24 horas. Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a Lei Geral e o Simples Nacional transformaram burocracia em oportunidade. “Em 2006, o Brasil tomou a decisão de que quem começa pequeno não pode ser tratado como grande. Mais do que uma medida tributária, o Simples consolidou-se como a maior política de inclusão produtiva da nossa história, garantindo dignidade, crédito e caminho de ascensão social para os brasileiros”, finaliza.
Por Exame.com • 6 de outubro de 2026
A recuperação judicial voltou à pauta no Grupo SHC, do empresário Sergio Habib, responsável pela operação da montadora chinesa JAC Motors no Brasil. Segundo fontes a par das negociações ouvidas pelo EXAME Insight, o grupo tenta acertar condições com credores antes de apresentar um novo pedido à Justiça. As conversas envolvem a renegociação de dívidas que o grupo pretende manter fora do pedido. Um grande banco teria uma exposição superior a R$ 100 milhões — e não seria o maior credor. O valor total do passivo que poderá integrar a recuperação ainda não foi confirmado. Um dos pontos de atenção nas negociações é a dificuldade de localizar parte dos veículos oferecidos como garantia de operações de crédito. Bancos e fundos que buscam recuperar os valores emprestados têm encontrado obstáculos para identificar e retomar os bens. O Grupo SHC recorreu à recuperação judicial em novembro de 2018, quando declarou quase R$ 1 bilhão em dívidas. À época, o grupo atribuiu suas dificuldades à retração do mercado automotivo, às restrições impostas às importações pelo programa Inovar-Auto e às perdas na operação de concessionárias da Citroën, que havia sido seu principal negócio. A parceria com a fabricante francesa terminou naquele mesmo ano, depois de 28 anos. Habib apresentou a recuperação como uma forma de preservar a operação da JAC e a venda de carros usados. O plano foi homologado em setembro de 2019, após a aprovação dos credores. Naquele momento, o empresário apostava no lançamento de veículos elétricos para sustentar uma nova fase dos negócios. A primeira recuperação foi encerrada maio de 2025. Da Citroën à aposta chinesa Engenheiro elétrico e filho de imigrantes franceses, Habib construiu sua trajetória no setor automotivo a partir da importação e distribuição de veículos. Trouxe a Citroën ao Brasil no início dos anos 1990 e expandiu o Grupo SHC com concessionárias de diferentes fabricantes e a representação de marcas como Jaguar e Aston Martin.  O grupo chegou a reunir cerca de 100 lojas e a faturar R$ 6 bilhões por ano. Em 2011, Habib lançou a JAC no país com a abertura de 50 concessionárias em um único dia. A expansão previa uma fábrica na Bahia, estimada em R$ 1 bilhão, que não saiu do papel. O Grupo SHC não retornou aos contatos.
Por Consultor Jurídico • 6 de outubro de 2026
Fortalecido a partir de 2027 pelo forte desempenho nas urnas em 2026, a bancada bolsonarista do Senado deve encampar uma proposta de emenda à Constituição para retirar do Supremo Tribunal Federal a competência para julgamentos criminais com foro privilegiado. A informação foi publicada pela jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. A ideia é esvaziar o STF de seus principais poderes. Hoje, é a casa que julga ações criminais originárias contra as principais autoridades do país. São elas: presidente e vice-presidente da República, membros do Congresso Nacional (deputados federais e senadores), os próprios ministros do STF, o procurador-geral da República e ministros das corte superiores e do Tribunal de Contas. Esses processos seriam diluídos para outras instâncias. Ficariam com o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais. Bancada bolsonarista  Com o desempenho eleitoral de domingo (4/10), o bolsonarista alcançou 45 representantes entre 81 senadores para 2027 e se aproximou do quórum necessário para fazer o impeachment de ministros do STF — o mínimo de votos é de 54. Para aprovar mudanças na Constituição, esse número é menor: são necessários 49 votos (três quintos da Casa). Segundo a Folha, o pacote de reformas do Judiciário deve ser encaminhado assim que a bancada tomar posse, em janeiro. A perspectiva de retirar ministros do STF do cargo embalou as pretensões bolsonaristas ao Senado para as eleições de 2026 e deve ganhar força se Flávio Bolsonaro (PL) for eleito — ele disputará segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo dia 25 de outubro.