Isenção do IR e dólar baixo impulsionam poder de compra em início de ano

Persio Oliveira • 31 de janeiro de 2026

O ano de 2026 começou com mudanças no ambiente econômico que influenciam diretamente o bolso do trabalhador. A combinação entre a nova tabela do IR (Imposto de Renda) e a recente valorização do real, com a baixa do dólar na última semana, criou um cenário de otimismo para o consumo doméstico.

 

Além disso, a sinalização do Banco Central de que a taxa básica de juros pode começar a cair em março, somada à valorização do ouro, redesenha as perspectivas para o início do ano. Embora esses movimentos não sigam uma regra automática, eles ajudam a entender para onde caminham o custo de vida, o crédito e as decisões de consumo no país.


A expectativa de início do ciclo de queda da Selic surge após o Banco Central manter, nesta semana, a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva. O cenário abre espaço para um crédito mais barato à frente, mas a mudança no bolso do consumidor tende a acontecer de forma gradual.


Segundo Hulisses Dias, fundador da Beginity Capital, a combinação desses fatores tende a aliviar parte das pressões sobre a economia, mas os efeitos para o consumidor não são imediatos.


“Os efeitos tendem a ser lentos para o consumidor brasileiro, porque as empresas passaram muito tempo com margens de lucro comprimidas e, nesse primeiro momento, a tendência é ampliar essas margens antes de repassar reduções de custos aos preços finais”, afirma.

 

Ainda assim, segundo ele, a sinalização do BC já influencia o mercado. “O mercado é feito de expectativas, e a melhora delas reduz o custo de capital das empresas e ajuda a criar um ambiente mais favorável para o crédito”, explica.
Nova faixa de isenção do Imposto de Renda


Desde 1º de janeiro, quem recebe até R$ 5.000 teve o Imposto de Renda zerado, o que representa uma economia média de R$ 300 mensais, que passam a circular no comércio.

 

Professor de economia do Ibmec Brasília, Renan Silva avalia que a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5.000 mensais é um avanço significativo, uma vez que a faixa de isenção estava congelada desde 2015.


“Com a medida, estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros deixarão de pagar o imposto, gerando uma economia anual de aproximadamente R$ 4.356,89 para quem ganha R$ 5.000 mensais”, estima o economista.

 

Para Silva, porém, a mudança não recompõe totalmente as perdas inflacionárias dos últimos anos. “A inflação acumulada entre 2015 e 2022 foi superior a 50%, enquanto os salários, em muitos casos, não acompanharam esse ritmo”, analisa.


Dólar em queda


Nos últimos dias, o dólar passou a operar em queda frente ao real, atingindo o menor nível de fechamento desde o fim de maio de 2024, o que reflete a melhora das expectativas em relação à política monetária no Brasil e ajustes no cenário externo.

 

Na quinta-feira (29), a moeda americana fechou o dia cotada em R$ 5,19. O movimento foi impulsionado por um fluxo recorde de capital estrangeiro e pela volatilidade política enfrentada nos Estados Unidos desde o final do ano passado.

 

Dias afirma que a desvalorização do dólar tem impacto direto no custo de produção no Brasil, mesmo para quem não consome produtos importados. Insumos essenciais da economia, como trigo, milho, aço e petróleo, são cotados em moeda americana.

 

“Mesmo que o consumidor não saia do Brasil, muitos itens do dia a dia dependem do dólar. Quando a moeda cai, há uma redução dos custos de produção, o que tende a aliviar a inflação ao longo do tempo”, diz Dias.

 

Esse movimento ajuda a criar espaço para cortes maiores nos juros no futuro, já que um câmbio mais baixo reduz pressões inflacionárias.

 

Embora o momento seja propício para a economia nacional, Silva alerta para um risco elevado com o atual cenário: os chamados investimentos de “hot money”. Impulsionado por um real valorizado e juros elevados, o Brasil pode ser alvo desse tipo de aplicações, que são “voláteis” e “podem sair do país rapidamente diante de mudanças no cenário global”.

 

Ouro em alta


A valorização do ouro, por outro lado, reflete um cenário internacional ainda marcado por incertezas. Tradicionalmente visto como ativo de proteção, o metal sobe em momentos de maior aversão ao risco.

 

Nos últimos 12 meses, o ouro tem renovado máximas no mercado internacional alcançando a marca histórica de R$ 25,2 mil, impulsionado por tensões geopolíticas, incertezas sobre o ritmo da economia global e pela busca de investidores por ativos considerados mais seguros.

 

Para o consumidor comum, o impacto é indireto. “O ouro também é usado na indústria. Quando sobe muito, pode pressionar custos de alguns produtos, mas existe um limite, porque outros metais e ligas acabam sendo utilizados como substitutos”, afirma Dias.

 

Metais como cobre e prata também acompanham esse movimento, mas, segundo Dias, esse efeito tende a se diluir ao longo do tempo.

 

Riscos e perspectivas no bolso em 2026


Silva projeta um momento de alta no comércio, principalmente no setor de serviços, especialmente aqueles voltados ao consumo doméstico, como turismo, alimentação e entretenimento. O varejo tecnológico, segundo o professor, beneficia-se diretamente da valorização do real, que reduz os custos de importação de produtos.

 

Ele comenta, porém, que o aumento da demanda pode pressionar os preços dos produtos, reduzindo o ganho real para os consumidores e aumentando a inflação.

 

“Caso a inflação volte a subir acima das metas estabelecidas, o Banco Central pode ser forçado a manter os juros elevados por mais tempo ou até aumentá-los novamente. Isso criaria um cenário de crescimento econômico limitado, com o custo do crédito permanecendo alto”, afirma.

 

Sendo assim, embora o cenário atual seja positivo, pode não durar o ano inteiro, principalmente com a chegada das eleições no segundo semestre.

 

“As eleições de outubro podem introduzir incertezas políticas, afetando a confiança dos investidores e consumidores. Historicamente, períodos eleitorais no Brasil são marcados por volatilidade nos mercados financeiros e maior aversão ao risco”, diz Silva.

 

“Portanto, embora haja motivos para otimismo, é prudente adotar uma postura conservadora, diversificando investimentos e monitorando de perto os desdobramentos políticos e econômicos ao longo do ano”, completa.

Por Gazeta Digital 25 de junho de 2026
Mato Grosso soma 165 mil hectares em áreas de pesquisa e desponta como uma das novas fronteiras brasileiras para a exploração de terras raras, minerais considerados essenciais para a transição energética e para indústrias de alta tecnologia. Levantamento da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostra que o Estado registra 25 processos minerários que buscam identificar reservas economicamente viáveis. Esse movimento está em sinergia com o avanço da Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR) proposta pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e que visa ampliar a participação do Brasil nas cadeias globais de minerais críticos. Dos 25 processos registrados em Mato Grosso, 20 correspondem a autorizações de pesquisa e 5 a requerimentos de pesquisa. Ainda não existem registros de lavra, concessão de lavra ou licenciamento para exploração comercial. Entre as empresas com maior presença nas áreas requeridas estão a Scanty Mineração Ltda, com 51,1 mil hectares e 7 processos, seguida pela Axel REE Ltda, com 39,5 mil ha e 4 requerimentos. Também se destacam a 3D Minerals Ltda, com 29,7 mil (ha) e R. Augusto Consultoria Ltda, com 28 mil (ha) em áreas de pesquisa, detalha a ANM. O interesse crescente acompanha movimento mundial estimulado por disputas geopolíticas e necessidade de diversificar o fornecimento desses minerais, concentrados em grande parte na China. Em todo o Brasil existem 2.641 processos relacionados ao segmento em diferentes fases. As autorizações de pesquisa representam cerca de 84% desse total, enquanto os requerimentos de pesquisa correspondem a 13%. Segundo o MME, o Brasil detém 23,1% dos recursos globais conhecidos desses minerais e possui a 2ª maior reserva do planeta. De acordo com o presidente da Federação Brasileira dos Geólogos (Febrageo), Caiubi Kuhn, Mato Grosso possui 4 regiões com vocação para ocorrência de terras raras e minerais estratégicos, mas a exploração comercial desses recursos ainda depende de pesquisas e investimentos. As áreas com os principais focos de estudos minerais em andamento estão localizadas no norte do estado (próximo a Aripuanã), na Baixada Cuiabana, em Araguainha e no sudeste mato-grossense. Kuhn destaca que Mato Grosso possui aptidão mineral ainda pouco conhecida, visto que menos de 15% do território estadual conta com mapeamento geológico detalhado. Para o geólogo, ampliar o conhecimento sobre o subsolo é fundamental para mineração, gestão de recursos hídricos, monitoramento ambiental e desenvolvimento econômico. Lembra que o Estado foi o que mais cresceu no setor mineral brasileiro no último ano, impulsionado pelas operações da Nexa, valorização do ouro e produção de calcário para agricultura. Kuhn defende uma política estadual de geologia e recursos minerais para ampliar investimentos em pesquisa em Mato Grosso.
Por RepórterMT 25 de junho de 2026
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), garantiu que as obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT) serão concluídas nos próximos meses e que os veículos estarão circulando entre Cuiabá e Várzea Grande até o fim deste ano. Em coletiva concedida à imprensa na manhã de quarta-feira (24), o gestor afirmou que o corredor viário ligará o Aeroporto Marechal Rondon ao Centro Político Administrativo (CPA), com tráfego liberado nos dois sentidos. “No intermunicipal, até o final do ano vai estar funcionando. Os veículos vão estar indo e vindo por esse corredor, do aeroporto até o CPA e do CPA até o aeroporto. Esse trecho vai estar funcionando até o fim do ano” , pontuou. Ainda conforme o governador, paralelamente à finalização das pistas no trecho entre as avenidas da FEB e do CPA, o Governo do Estado já iniciou a fase de construção das estações e deve lançar, nos próximos 15 a 20 dias, a licitação para aquisição dos veículos, que deverão ser 100% elétricos. “Nós já demos ordem de serviço para a construção das estações. Estamos começando a construção dos terminais e também deveremos publicar nos próximos 15 a 20 dias o edital para aquisição dos veículos, os mais modernos existentes no mercado, mais eficientes, mais seguros e confortáveis, com Wi-Fi e ar-condicionado” , afirmou. De acordo com Pivetta, a circulação dos ônibus entre Cuiabá e Várzea Grande representa a primeira etapa de entrega do projeto do BRT. A segunda fase deverá contemplar a Avenida Fernando Corrêa, ligando o Coxipó a região central da Capital. 
Por RepórterMT 25 de junho de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, marcou uma audiência de conciliação para decidir se rescinde ou não o acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-governador Silval Barbosa, sua esposa, Roseli Barbosa, seu irmão, Antônio da Cunha Barbosa, seu filho, Rodrigo Barbosa, e seu ex-chefe de gabinete, Silvio César Correa Araújo. O acordo previa o pagamento de multa de R$ 70 milhões. Segundo a defesa de Silval, R$ 46 milhões já foram pagos, restando R$ 23 milhões. Além disso, os demais colaboradores já teriam quitado integralmente outro acordo de cerca de R$ 10 milhões.  Ocorre que, desde 2017, o ex-governador tenta quitar o saldo restante por meio da entrega de imóveis. A defesa alega que houve negociações com a Procuradoria-Geral da República (PGR) durante anos, incluindo o envio de documentos e avaliações de imóveis. No entanto, a PGR nunca deu aprovação formal à substituição da dívida pelos imóveis. A audiência de justificação e conciliação foi marcada para o dia 4 de agosto. Na ocasião, Silval terá que apresentar resultados do acordo firmado e laudos de avaliação atualizados dos imóveis. A condução da audiência ficará por conta da juíza Camila Plentz Konrath. “Indico para a condução do ato a juíza instrutora deste gabinete, Dra. Camila Plentz Konrath, que deverá ocorrer na sede deste Supremo Tribunal Federal, no dia 4 de agosto de 2026, às 15 horas” , diz trecho da decisão proferida no último dia 23 de junho. De acordo com a decisão, o ministro Dias Toffoli já havia concluído anteriormente que não havia indícios de má-fé por parte de Silval, mas determinou que o valor restante fosse pago de acordo com os termos originais do acordo, concedendo prazo final de 30 dias úteis para a quitação. “Considerando que a discussão sobre a alteração da forma de pagamento se iniciou em meados de outubro de 2017 e se prolongou até a presente data, e inexistindo indicativos de má-fé do colaborador (para a automática decisão de rescisão) quanto à ausência de quitação integral das parcelas remanescentes — sobretudo porque a proposta de substituição, na sua perspectiva, representaria solução definitiva do débito —, concedo o prazo derradeiro de 30 (trinta) dias úteis para que o colaborador proceda à quitação da indenização nos exatos termos do acordo celebrado”, destacou o ministro. A defesa então apresentou novo pedido, argumentando que Silval sempre colaborou com as investigações, ajudou em centenas de procedimentos judiciais e contribuiu para a recuperação de valores bilionários aos cofres públicos. Também sustentou que o pagamento imediato de R$ 23 milhões seria inviável, porque as parcelas que deveriam ser pagas ao longo dos anos ficaram acumuladas em razão da discussão sobre a possibilidade de quitar a dívida com imóveis. Por isso, pediu que fosse restabelecido o parcelamento originalmente previsto no acordo, em cinco parcelas anuais.
Por Agência Brasil 24 de junho de 2026
Com o objetivo de ampliar a presença de mulheres em cargos na magistratura, promotoria e defensoria pública, as organizações da sociedade civil Justa,Themis e Fórum Justiça lançaram o programa Caminhos para Liderança de Mulheres na Justiça. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de junho. O programa convocará 30 candidatas, entre magistradas, promotoras e defensoras públicas que vão receber mentorias e participar de reuniões presenciais e vivências internacionais com ênfase em gestão e governança durante dez meses. Além disso, o projeto fomenta o desenvolvimento de uma rede de conexão entre as integrantes, visando ampliar a presença feminina em entidades do sistema de Justiça. O processo seletivo dará destaque à pluralidade étnico-racial e regional das inscritas. A iniciativa busca enfrentar obstáculos estruturais que sustentam a desigualdade de gênero e raça, ao promover a ascensão feminina em posições de gestão no sistema. Historicamente, as mulheres ocuparam pouquíssimos cargos no âmbito jurídico. No Supremo Tribunal Federal (STF), a presença feminina representou menos de 2% do total de ocupações na presidência, desde a criação da instância superior. Em 135 anos de STF, chegaram à presidência 170 homens e apenas três mulheres. A desigualdade também é visível em outras instâncias. Ao longo de 75 anos, o Ministério Público Federal teve apenas uma mulher em sua liderança. Atualmente, o comando de 75% dos tribunais estaduais (o equivalente a 20 de 27) permanece majoritariamente masculino. O processo seletivo exige currículo, carta de motivação, carta de referência e pagamento da taxa de inscrição no valor de R$100,00. O Comitê de Especialistas priorizará candidatas das cinco regiões do país, com atenção à diversidade étnico-racial e regional. As interessadas podem se inscrever até o fim do mês pelo site Mulheres na Justiça.
Por Gazeta Digital 24 de junho de 2026
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma investigação contra o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), para apurar possíveis irregularidades na liberação do Banco Master para operar na modalidade de cartões consignados com servidores públicos do Estado durante a sua gestão. A informação é da jornalista Malu Gaspar, de O Globo. A suspeita gira em torno do modelo de implantação do cartão de benefícios Credcesta, controlado pelo Banco Master. De acordo com os levantamentos, o processo envolveu a ampliação da margem consignável dos servidores e a garantia de uma espécie de monopólio sobre o serviço no âmbito estadual, o que teria comprometido parte significativa da folha de pagamento do funcionalismo público local. A reportagem cita o decreto de 5 de maio de 2023, que estabeleceu uma margem consignável exclusiva de 10% para cartões de benefícios para servidores e pensionistas. Três dias depois, no dia 8, o banco de Daniel Vorcaro solicitou o credenciamento para operar o programa. Após 24h, o procedimento foi aberto na instância estadual e, em 12 de maio, pouco mais de meia hora após o Master submeter um documento complementar, o governo deu parecer favorável e abriu caminho para o Credcesta operar no estado. A portaria oficializando o credenciamento do Master foi publicada no Diário Oficial em 1º de junho de 2023, com vigência até maio de 2028. Ainda segundo O Globo, a informação foi confirmada por fontes da investigação. A apuração, aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República, corre em sigilo no Tribunal. Mendes é o segundo aliado de Jair Bolsonaro a entrar na mira da Justiça por atos relacionados ao Credcesta à frente de um governo estadual. O outro é Cláudio Castro (PL-RJ), que também renunciou ao cargo em março passado para concorrer ao Senado, mas desistiu após ser alvo de duas operações da PF. As investigações ganharam novos desdobramentos ao cruzar agendas institucionais com movimentações financeiras de investigados. Conforme revelado originalmente pelo portal Metrópoles, o ex-governador de Mato Grosso cumpria agenda em Nova York, nos Estados Unidos, para um evento do Grupo LIDE, no mesmo período em que o credenciamento do banco avançava no governo estadual. Mensagens obtidas pela Polícia Federal apontam que, na véspera da liberação do Credcesta, o empresário e ex-banqueiro Vorcaro, ligado ao grupo financeiro, organizou um luxuoso jantar no restaurante Nusr-Et (do chef turco Salt Bae) na cidade americana. O portal Metrópoles destacou que o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que também é alvo de investigações sobre o mesmo modus operandi de consignados, relatou a aliados que jantou no local e que Mauro Mendes estava presente em uma mesa ao lado, acompanhado de sua comitiva. Na ocasião, a PF identificou um pagamento de US$ 13,3 mil (cerca de R$ 66,1 mil à época) no cartão de crédito do empresário. Em manifestações públicas após o caso vir à tona, Mauro Mendes negou veementemente qualquer irregularidade ou favorecimento ao Banco Master. O ex-governador afirmou que pagou as próprias despesas de viagem e que a sua presença no restaurante em Nova York tratou-se de uma mera coincidência. Mendes ressaltou ainda que ocupou uma mesa distinta da comitiva do Rio de Janeiro e que nunca conversou com representantes do banco, reforçando que os atos de sua gestão sempre prezaram pela eficiência administrativa. Questionado pelo O Globo sobre a investigação no STJ, Mauro Mendes negou irregularidades e afirmou que os atos de sua gestão “seguiram a legalidade e demais princípios da administração pública”. Em relação, o ex-governador afirmou que outras 24 instituições financeiras também foram credenciadas durante seu governo e que, no período, “ao menos dez estados já haviam implementado” a modalidade. “Portanto, o Master era apenas mais um e não foi o primeiro a ter o cadastro aprovado. O governo de Mato Grosso preza por eficiência”, declarou.
Por RepórterMT 24 de junho de 2026
O governado Otaviano Pivetta (Republicanos) sancionou a lei que cria o Cadastro Estadual de Estupradores em Mato Grosso. A medidia foi publicada no Diário Oficial do Estado hoje (24). A lei é de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL) e foi aprovada pela Assembleia Legislativa no mês de maio.  A medida estabelece que as informações de pessoas condenadas por estupro com sentença transitada em julgado serão publicadas no site da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Qualquer pessoa poderá acessar os dados. O cadastro deverá conter nome completo, CPF, data de nascimento, fotografia, características físicas, identificação datiloscópica, DNA e a tipificação penal do crime cometido. Os dados das vítimas serão mantidos em sigilo. A criação do cadastro visa prevenir crimes de estupro, permitindo que a população tenha acesso a informações que possam evitar novos casos de violência sexual no estado. Quando propôs a lei, o deputado Cattani lembrou o caso da chacina ocorrida em Sorriso, em 2023, quando mãe e filhas foram estupradas e mortas por um bandido que trabalhava em uma obra ao lado da casa delas e á tinha antecedente criminal por estupro em Lucas do Rio Verde, cidade vizinha, sem que os contratantes soubessem.
Por RepórterMT 23 de junho de 2026
O trágico acidente que paralisou a avenida da FEB na tarde de hoje (23), em Várzea Grande, envolveu quatro veículos e deixou um balanço total de cinco vítimas, sendo uma mulher morta e quatro pessoas feridas. Detalhes repassados pela Guarda Municipal explicam o efeito dominó que causou a tragédia em frente ao Fort Atacadista. De acordo com o guarda municipal Braga, o acidente quando um veículo Ford Ka reduziu a velocidade e parou na faixa de pedestres. O motorista de um Gol branco, que vinha logo atrás, não conseguiu frear a tempo e bateu violentamente contra a traseira do Ka, empurrando-o contra os demais veículos à frente. Com a força do impacto, o condutor do Gol perdeu completamente o controle da direção, invadiu o canteiro e subiu na calçada, atropelando o grupo de pedestres que realizava a travessia. O carro parou em cima de Alice da Silva Barros , de 62 anos, que morreu no local antes da chegada do socorro. Outra idosa, Paulina Neres de Barros , de 70 anos, ficou ferida. Casal em motocicleta foi atingido em efeito dominó Na sequência do engavetamento, uma motocicleta ocupada por um casal que passava pelo trecho também acabou atingida na colisão em cadeia. O piloto e a mulher que estava na garupa foram derrubados com o impacto e sofreram ferimentos. Ao todo, os quatro feridos foram resgatados pelas equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros. Todos foram encaminhados ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG).  No local do acidente, a Guarda Municipal submeteu os motoristas envolvidos ao teste do bafômetro, e o resultado deu negativo para o consumo de álcool em todos eles. O trânsito foi interrompido para o trabalho da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica).
Por RepórterMT 23 de junho de 2026
Um voo da Azul Linhas Aéreas que partiu do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, com destino a Viracopos (SP), precisou retornar à origem na madrugada de hoje (23) após a tripulação identificar uma anormalidade técnica durante o trajeto. A suspeita envolvia um possível aquecimento incomum ou princípio de incêndio na parte traseira da aeronave, o que levou ao acionamento do plano de emergência aeroportuária como medida preventiva.  De acordo com informações preliminares, o alerta foi detectado cerca de 20 minutos após a decolagem, levando os pilotos a adotarem os protocolos de segurança e a solicitar o retorno imediato ao aeroporto de origem. Segundo a Centro-Oeste Airports (COA), concessionária do Aeroporto Internacional de Cuiabá, o pouso ocorreu sem intercorrências, e equipes do Corpo de Bombeiros e da segurança operacional do aeroporto foram acionadas para acompanhar a chegada da aeronave e evitar qualquer eventualidade. Após o desembarque, os passageiros foram liberados normalmente, e o avião seguiu para inspeção técnica. Entre os ocupantes estava o médico nutrólogo Edyjan Addor, que gravou um vídeo relatando o episódio e afirmou que a gravidade da situação só foi percebida por parte dos passageiros ao observarem a movimentação das equipes de emergência na pista. A concessionária responsável pelo aeroporto informou que todos os protocolos de emergência foram acionados e que os passageiros devem procurar a companhia aérea para obter mais informações sobre a viagem.
Por Gazeta Digital 23 de junho de 2026
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), deve voltar cumprir agenda em Mato Grosso nas próximas semanas para liderar as discussões sobre uma proposta do governo federal voltada à renegociação das dívidas de médios e grandes produtores rurais. O governo trabalha na elaboração de uma medida que permitirá a renegociação dos débitos do setor produtivo. A proposta deverá ser implementada por meio de uma medida provisória do Executivo, com vigência imediata após sua publicação, abrindo caminho para que produtores possam refinanciar suas dívidas. A iniciativa será direcionada aos produtores rurais de médio e grande porte. A avaliação dentro do governo é de que programas anteriores já contemplaram pequenos agricultores, sendo necessário agora criar um mecanismo específico para os demais segmentos do agronegócio. A reportagem apurou ainda que Alckmin está pessoalmente à frente das discussões e pretende apresentar a proposta durante agenda em Cuiabá, que está em fase final de organização. O evento deverá reunir lideranças do agronegócio mato-grossense para debater os detalhes da medida, além de contar com outras agendas institucionais do vice-presidente na Capital. A expectativa é de que a visita ocorra antes do início oficial do período eleitoral. Já uma eventual agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso deverá ficar para o período de campanha. No início do mês, o governo federal anunciou inclusão de produtores rurais no Desenrola 2.0, por meio da MP (Medida Provisória) que reformula o programa. Os produtores terão até 20 de dezembro para aderir ao programa. A medida mira agricultores familiares, principalmente assentados da reforma agrária, e busca ampliar o alcance da renegociação de dívidas no campo. Conforme o Ministério da Fazenda, a expectativa é incluir mais de 800 mil produtores.
Por Gazeta Digital 23 de junho de 2026
Uma operação conjunta entre a Receita Federal, autoridades dos Estados Unidos e a Aduana Nacional da Bolívia identificou indícios de um esquema internacional que utilizava cargas de madeira para esconder cocaína em estado líquido. Em Mato Grosso, 4 caminhões carregados com aproximadamente 130 toneladas de madeira foram retidos em Cáceres, enquanto outros 4 veículos foram interceptados em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Batizada de Operação Timber Shield, a ação teve início após troca de informações de inteligência entre os 3 países e contou com apoio da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Bolívia. O monitoramento na faixa de fronteira ocorreu desde sexta-feira (19) e resultou na retenção dos 8 caminhões neste domingo (21). Segundo a Receita Federal, exames preliminares realizados pela perícia apontaram resultado positivo para cocaína. A suspeita é de que a droga tenha sido misturada à estrutura da madeira, método semelhante ao identificado recentemente em uma apreensão realizada no Chile. Ao todo, cerca de 260 toneladas de madeira estão sob fiscalização. Com base em casos anteriores envolvendo o mesmo tipo de ocultação, as autoridades estimam que entre 10% e 20% da carga possa ser composta por substância ilícita. Caso a hipótese seja confirmada, o volume poderá variar entre 20 e 50 toneladas de cocaína, configurando a maior apreensão da droga já registrada no Brasil. A Polícia Federal assumiu a custódia do material e conduz as análises técnicas que irão determinar a quantidade exata do entorpecente e identificar os responsáveis pelo esquema criminoso. Mato Grosso está entre os estados que mais apreendem cocaína no país. Em 2024, as forças de segurança retiraram de circulação 23,6 toneladas da droga, segundo o Mapa da Segurança Pública de 2025, ficando atrás apenas de São Paulo. Somando cocaína e maconha, o volume total apreendido no Estado chegou a 41,2 toneladas. Entenda o caso A Receita Federal informou que o esquema utilizava madeira para camuflar cocaína líquida, alterando a aparência da substância para dificultar a identificação em fiscalizações. Conforme informações repassadas pelos Estados Unidos, as apreensões feitas no Chile no início do mês e a operação realizada na fronteira entre Brasil e Bolívia têm relação entre si e apontam para uma mesma origem de produção em território boliviano.