Internet, crianças e crime, delegado alerta para riscos e orienta que pais 'sejam chatos'

Gazeta Digital • 6 de julho de 2025

Um adolescente de 14 anos, que matou os pais e o irmão mais novo no Rio de Janeiro, trocou mensagens com a namorada, de 15 anos, moradora de Mato Grosso, momentos antes de cometer o triplo homicídio. Em uma das conversas obtidas pela Polícia Civil, ele afirma: “vou matar meus pais mais cedo do que imaginava”. Ambos foram apreendidos e permanecem internados: ele no Rio de Janeiro e ela em Cuiabá.

O caso chocou o país e reacendeu o alerta sobre o uso indiscriminado da internet por crianças e adolescentes. A relação entre os dois jovens, segundo as investigações, começou de forma virtual, em jogo online, e envolvia troca de mensagens sobre violência e planos macabros. Ambos tinham menos de 10 anos na época.

O delegado Guilherme Fachinelli, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), explicou os riscos da exposição precoce de jovens ao ambiente digital, o papel dos pais na prevenção e como a polícia atua em casos envolvendo menores e crimes cibernéticos.

GD: Temos observado aumento no número de menores envolvidos em crimes no ambiente virtual, exemplo disso são as operações já deflagradas pela sua equipe. Há algum fator que possa contribuir para isso? Pela sua vivência aqui, o quem tem atraído os jovens para essas práticas?
Delegado: 
O fácil à internet. Hoje, você tem crianças já com acesso ao smartphone. Ele não precisa do notebook para ter acesso a situações completas, porque o smartphone virou um computador, um notebook. A partir dali, ele consegue baixar aplicativos, ele consegue baixar browser de navegação, onde ele tem a possibilidade de navegar anonimamente, pode baixar o Proton e conseguir acessar a Dark, a Deep Web. Somado a isso, a internet, aparentemente, deu voz para quem não tinha.

 

GD: No último mês, um crime cometido no Rio de Janeiro teve desfecho em Mato Grosso. Envolve dois menores, de 14 e 15 anos, que se conheceram aos 9 anos em um jogo online. Um deles matou os pais e o irmão, com o apoio do outro. Chama atenção, fora todo o crime, a idade com que eles tiveram acesso ao mundo virtual. Qual é a preocupação da polícia hoje onde as crianças estão cada vez mais inseridas nesse ambiente?

Delegado: A nossa função é repressiva, é investigativa. Uma vez comunicado o fato, investigar e levar para o Poder Judiciário. Eu tenho um bom contato aqui com o promotor da Infância e Juventude. A gente não tem a atribuição para fazer esse acompanhamento psicossocial, porque, geralmente, aqui você vai ter o adolescente que é vítima, mas a gente identifica aqui o adolescente para a prática do crime, não necessariamente identificamos as vítimas. E aí a atribuição da polícia para aí. Identificou, está aqui o Ministério Público, está aqui o Poder Judiciário, e aí dentro do Poder Judiciário sei que tem tudo um acompanhamento por assistentes sociais, psicólogos. Mas aí nessa fase processual nós já não trabalhamos.

 

GD: Como os pais podem proteger seus filhos? Há alguma orientação da autoridade policial sobre como monitorar e cuidar da ‘vida online’ desses menores?

Delegado: O que mais funciona, a meu ver, é aquele cuidado, às vezes até chato dos pais, de que criança e adolescente não têm direito a intimidade e privacidade. Não tem. Se ele não paga a sua internet, se ele não compra seu celular, se ele não consegue se manter, se ele está dentro da casa do pai e da mãe, quem indica as regras são pai e mãe, não é o adolescente. Então, o conselho é que sejam pais chatos, porque pais chatos tendem a não ter problema com seus filhos. É lógico que isso a partir da construção do diálogo familiar.

 

GD: O presidente Lula defende a Regulamentação das redes sociais, você, como delegado, acredita isso pode ter um efeito positivo na diminuição dos crimes?

Delegado: Acredito que as plataformas sendo compelidas a responderem no prazo ágil que dê para a gente intervir em situação de crime, eu não sei se é questão de regulação ou não. Eu preciso da resposta para executar a política pública que, no caso da criança e adolescente, é proteger de forma integral. Mas, como eu disse, nesses casos, eles têm respondido. Em regra, a gente não tem dificuldade.

GD: Há algum tipo de dificuldade para responsabilizar menores pelos crimes, mesmo quando há provas claras de envolvimento?
Delegado
: Não. A gente tem feito as investigações envolvendo crianças e adolescentes. Eles não ficam presos, eles ficam apreendidos, internados, em razão de procedimentos nossos, aí a população fala, “ah, mas só no máximo 3 anos”. Porque são 3 anos reavaliados a cada 6 meses. Mas é a regra do jogo. E se isso é suficiente ou não, eu não estabeleço política pública, eu executo a política pública. Foi caso que a gente conseguiu aqui que as redes sociais de um adolescente fossem suspensas, a gente levou isso para o Judiciário e solicitou. Esse adolescente aqui não tem condição de ter rede social. E aí a gente conseguiu essa cautelar para suspender as redes sociais desse adolescente. Então, dentro da proporcionalidade, da razoabilidade, eu acredito que estão tendo as respostas.

GD: Em Mato Grosso, quais são os crimes virtuais mais registrados?

Delegado: Aqui invasão de dispositivo eletrônico é o mais comum. A gente trabalha muito a questão daquele armazenamento, que é fazer o download e o armazenamento da pornografia de infantos juvenis. A gente tem vários casos nesse sentido. Temos tido alguns casos que têm aparecido mais esse ano, que é o caso da produção desse conteúdo, da produção desse conteúdo de pornografia de infanto juvenil, depois para compartilhamento ou venda.


Por Gazeta Digital 16 de abril de 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse nesta quinta-feira (16) que o Bonde Urbano Digital (BUD) não é, no momento, uma opção considerada pelo estado para circular no lugar do BRT. Conforme Pivetta, o preço é muito mais alto e o modal, ainda em testes no Paraná, traz incertezas para a sua administração. “Tem o bonde urbano também, que nós estamos conversando, mas o preço é altíssimo. Três vezes mais caro que as outras soluções. (...) Tem muitas perguntas sem respostas sobre o bonde urbano, então nós não vamos fazer nada... Já erramos uma vez, erramos feio uma vez. Não podemos errar nem um pouquinho nessa escolha”, afirmou em entrevista à Rádio Capital. Pivetta afirmou que, no momento, a sua predileção é por veículos movidos a biodiesel, já que este é um combustível produzido no estado. “Se tivesse que decidir hoje, [seria o] biodiesel”, afirmou. “Porque é o mais barato, é um combustível que nós produzimos, de baixa emissão, combustível renovável, é moderno e tem tudo a ver com Mato Grosso”, acrescentou na sequência. O governador disse, ainda, que em breve veículos começarão a fazer testes no trecho entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, até as imediações do Hospital do Câncer, na Capital. Pivetta também criticou a escolha do veículo leve sobre trilhos (VLT) e afirmou que não havia viabilidade e que a decisão foi equivocada e irresponsável. “Porque foi uma obra iniciada em 2010 ou 2011, fez um regaço na vida do povo várzea-grandense e cuiabano, desalojou muita gente, desgraçou a vida de muita gente, canalizou recursos públicos de maneira equivocada em um veículo que não tinha viabilidade nenhuma, o VLT. Uma irresponsabilidade atrás da outra”, declarou.
Por Ascom 16 de abril de 2026
A Justiça Eleitoral de Mato Grosso informa que nos dias 20 e 21 de abril (segunda e terça-feira), os atendimentos estarão suspensos. A decisão vale para a sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e para os Cartórios Eleitorais, devido ao feriado de Tiradentes. Os atendimentos retornarão normalmente na quarta-feira (22/04). A partir da volta do atendimento, o horário será estendido, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira nos Cartórios, Postos Eleitorais e Centrais de Atendimento. O objetivo é ampliar o acesso da população aos serviços eleitorais, até o dia 06 de maio, quando ocorre o fechamento do Cadastro Eleitoral. Os prazos processuais que iniciam ou completem nos dias de suspensão do expediente serão automaticamente prorrogados para o primeiro dia útil subsequente.  O feriado foi instituído, no âmbito federal, pela Lei n°662/1949. A medida consta na Portaria n° 511/2025, assinada pela presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves. Já a suspensão do expediente no dia 20 de abril consta na Portaria n° 158/2026, também assinada pela presidente do Tribunal.
Por RepórterMT 16 de abril de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, hoje (16.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra a cooperativa de crédito Sicoob, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.  As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias - Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital. O crime Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo. O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo. Investigações e mandados A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância. As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça. As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados. Operação Pharus A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado. Renorcrim As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Por RepórterMT 16 de abril de 2026
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), registrou boletim de ocorrência após relatar a presença de dispositivos de escuta ilegal em seu gabinete. A denúncia foi formalizada junto à Polícia Civil na terça-feira (14). Até o momento, não há informações oficiais sobre a quantidade de equipamentos encontrados nem sobre os pontos exatos em que estariam instalados. O material recolhido foi encaminhado para perícia, que deve apontar a natureza dos dispositivos e eventual funcionamento. O caso abre um novo capítulo de tensão no cenário político de Várzea Grande, em meio a uma gestão marcada por embates com diferentes atores públicos. A suspeita de grampos ilegais amplia o grau de gravidade das disputas, agora sob investigação criminal.  Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que a administração não irá se pronunciar sobre o episódio neste momento.
Por Gazeta Digital 16 de abril de 2026
O engenheiro agrônomo Ricardo Simonetto morreu em uma grave batida envolvendo uma caminhonete e uma carreta, na noite dessa quarta-feira (15), na BR-364, entre os municípios de Sapezal e Campos de Júlio (480 km a 553 km a noroeste de Cuiabá). Ele era casado e deixou dois filhos. Segundo as informações, Ricardo estava participando da feira Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis. Ele retornava para Rondônia quando ocorreu acidente com um veículo de carga, que saía de uma fazenda, às margens da rodovia. O impacto foi tão forte que Ricardo não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e confirmou a morte. Cena do acidente foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec). A dinâmica precisa do acidente será investigada pela Polícia Civil.
Por Fato Capital 15 de abril de 2026
A recuperação judicial tem se mostrado uma ferramenta crucial para diversos setores da economia brasileira, e no agronegócio, sua relevância é ainda mais destacada. O setor agropecuário, que ocupa uma posição central na economia nacional, enfrenta desafios constantes, como variações nos preços das commodities, questões climáticas imprevisíveis e flutuações de mercado, que muitas vezes podem levar empresas a dificuldades financeiras graves. Nesse contexto, a recuperação judicial surge como uma solução estratégica, oferecendo a oportunidade de reestruturação de dívidas e a preservação das operações produtivas.  De acordo com Pérsio Landim, advogado especializado em agroadvocacia, a recuperação judicial se apresenta como um mecanismo fundamental para a manutenção das atividades no agro. Landim explica que, muitas vezes, as crises enfrentadas pelas empresas do setor agropecuário são momentâneas e causadas por fatores externos, como a volatilidade no mercado internacional, problemas climáticos ou variações nos preços das commodities. Nesse cenário, a recuperação judicial permite que as empresas consigam uma negociação mais favorável com os credores, reestruturando suas dívidas e evitando a falência, o que seria devastador para a continuidade das operações. Um dos principais benefícios da recuperação judicial no setor agropecuário, segundo o especialista, é a possibilidade de reestruturação da dívida de forma mais flexível e adaptada às necessidades específicas das empresas. Isso inclui a negociação de prazos mais longos para pagamento, a obtenção de descontos nas dívidas ou até a conversão de parte da dívida em participação acionária. "O agronegócio tem uma dinâmica própria. As empresas precisam de um tempo maior para se reerguerem, principalmente porque muitos fatores externos influenciam o setor, como o clima e a cotação das commodities", afirma Landim. Outro ponto importante é a preservação dos ativos produtivos, como terras, maquinários e estoques de grãos, que são vitais para a continuidade das atividades no agro. A recuperação judicial oferece uma forma de proteger esses ativos, evitando que a empresa perca seus principais recursos produtivos. Landim enfatiza que manter esses ativos é essencial não apenas para o empresário, mas também para a economia local e até nacional, uma vez que muitas dessas empresas geram milhares de empregos e são responsáveis por parte significativa da produção agrícola do país. Além disso, a recuperação judicial tem um impacto positivo na preservação de empregos no setor, um ponto crucial, pois o agronegócio é um dos maiores empregadores do Brasil. Segundo o especialista, a continuidade das atividades produtivas permite que os trabalhadores permaneçam em seus postos de trabalho, contribuindo para a estabilidade social e econômica das regiões onde essas empresas estão localizadas. Contudo, apesar dos benefícios, Pérsio Landim aponta que o processo de recuperação judicial no Brasil ainda enfrenta desafios, especialmente em relação à agilidade. “O agro exige uma resposta mais rápida, pois a produção não pode esperar. A celeridade no processo de recuperação é um fator essencial para que a empresa não perca o ritmo da produção e consiga se reerguer rapidamente”, comenta. Além disso, ele destaca que seria benéfico que o sistema jurídico se adaptasse ainda mais às particularidades do setor agropecuário, como questões relacionadas às safras e aos contratos de fornecimento, que funcionam de maneira diferente de outros setores da economia. A conscientização sobre a importância da recuperação judicial tem crescido no setor agropecuário, embora ainda exista uma certa resistência por parte de alguns empresários, que muitas vezes preferem adiar a decisão até que a situação se torne irreversível. Para Landim, a educação sobre o processo e seus benefícios é fundamental. Ele acredita que, com um maior entendimento sobre como a recuperação judicial pode evitar a falência e permitir a reestruturação da empresa, mais empresários do agro buscarão essa alternativa quando enfrentarem dificuldades financeiras. Com a evolução do agronegócio brasileiro e o aumento da complexidade dos desafios que ele enfrenta, a recuperação judicial se torna uma ferramenta cada vez mais necessária. Ela oferece não apenas a possibilidade de superação de crises momentâneas, mas também a chance de adaptação e reinvenção, garantindo que o setor continue a crescer de forma sustentável. Em um cenário de incertezas econômicas e mudanças climáticas, a recuperação judicial representa uma oportunidade para que o agro se reestruture e se fortaleça. De acordo com Pérsio Landim, a chave para o futuro do setor está no uso cada vez mais estratégico dessa ferramenta, que, quando bem aplicada, pode garantir a longevidade e o sucesso das empresas, preservando sua produção e empregos, além de contribuir para o desenvolvimento da economia do país.
Por Mestres do Paladar 15 de abril de 2026
Os radares de fiscalização de velocidade em Várzea Grande serão reativados já na próxima semana. A confirmação foi feita pelo secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana (SMSPMU), Gerson Scarton, nesta terça-feira (14), na Câmara Municipal de Várzea Grande. Os equipamentos, que já estão instalados, passam agora pelos ajustes finais de sinalização e aferição. De acordo com o cronograma da Prefeitura de Várzea Grande (PVG), a operação começará com um período educativo de 30 dias. Durante esse intervalo, os condutores que excederem o limite não serão multados. “Provavelmente, na próxima semana entram em operação com aquele prazo educativo de 30 dias. Nesse período não haverá multa, é uma fase de orientação. Após isso, passam a funcionar de forma efetiva”, detalhou o secretário Scarton. Locais estratégicos O monitoramento eletrônico foi concentrado em trechos de grande fluxo e histórico de acidentes. Na Avenida da FEB, os dispositivos foram posicionados nos dois sentidos: para quem segue em direção à ponte Júlio Müller (proximidades da Boi Bom e Posto Concórdia) e no sentido contrário (próximo à Havan). A Avenida João Ponce de Arruda e a Rodovia Mário Andreazza também receberão fiscalização intensificada. Ao todo, serão cinco novos pontos de controle, todos com velocidade máxima permitida de 60 km/h. Segundo Cidomar Arruda, coordenador de Mobilidade Urbana, a medida atende a estudos técnicos e solicitações da própria comunidade por mais segurança. “Nosso objetivo é preservar vidas, reduzir acidentes e organizar melhor o fluxo, principalmente em trechos onde há travessias”, afirmou. A gestão municipal reforça que todos os pontos estarão devidamente sinalizados, conforme as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), garantindo a transparência antes do início da aplicação das penalidades. PONTOS DE FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA: - Av. da FEB: Próximo à Ponte Nova (sentido bairro). - Av. da FEB: Bairro Manga (sentido centro). - Av. da FEB: Região do Manga (sentido bairro/centro). - Av. João Ponce de Arruda: Sentido Aeroporto. - Rodovia Mário Andreazza: Sentido Rodovia da Guarita.
Por Gazeta Digital 15 de abril de 2026
O professor da Universidade Federal de Rondonópolis, Jofran Oliveira, publicou uma carta emocionante pedindo perdão ao filho de 3 anos, Levi José Trindade e Oliveira, que morreu no dia 19 de março após ser esquecido dentro de um carro no estacionamento do campus. No texto, o pai relembra a chegada do menino e o impacto que ele teve na vida da família. “Tenho o maior orgulho do mundo em ser o seu papaizito. Para sempre serei”, escreveu logo no início da carta. Ao longo do relato, ele descreve momentos simples e afetivos do cotidiano, como o carinho com a mãe e a relação com a irmã. “Eu nunca vou abandonar você”, relembrou ao citar uma frase dita pela criança, que, segundo ele, ficou marcada para sempre. O professor também resgata lembranças da convivência familiar e da alegria que o filho levava para dentro de casa. “Você sempre espalhou muita alegria e amor por onde passava”, escreveu. Em outro trecho, descreve o vazio deixado pela ausência: “Nossa casa parece um museu em sua homenagem”. A parte mais forte da carta é quando ele reconhece a própria falha e pede perdão. “Como pude esquecer a minha vida naquele carro?”, questiona. Em seguida, admite o peso da culpa: “Sem desculpas, só culpa. Meu mundo explodiu, meu coração quebrou em mil pedaços”. O pai afirma ainda que desejou trocar de lugar com o filho e que carregará a dor para sempre. “Perdão, meu amor. Perdão, meu filhinho”, escreveu. Em outro trecho, completa: “A minha fragilidade nos levou a uma tragédia, e eu levarei essa dor dentro do meu coração pelo resto da minha vida”. Apesar da dor, ele diz buscar forças na fé e no apoio recebido. “Deus e uma comunidade imensa estão conosco”, destacou, ao mencionar o suporte de familiares, amigos e pessoas que se sensibilizaram com o caso. A carta teve grande repercussão e comoveu moradores de Mato Grosso, principalmente pela sinceridade e pela forma intensa como o pai expressa o luto e o arrependimento diante da perda.
Por RepórterMT 14 de abril de 2026
O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Guilherme Antonio Maluf, mandou suspender de chamamento público da MT Participações e Projetos S.A. (MTPar), estimado em R$ 637 milhões, para regularização de área em disputa e construção de moradias populares em Cuiabá. A decisão está no Diário Ofical do TCE.  Empresa Engemat, não selecionada declarou que a MTPar permitiu que sua concorrente, a Ecomind, corrigisse falhas de documentação no início do processo e alega que não teve o mesmo tratamento. Para Maluf, a adoção de critérios distintos comprometer o certame. "A continuidade dos atos pode resultar na consolidação de situação fática de difícil reversão, com potencial repercussão sobre a regularidade da contratação e sobre a proteção ao erário”, diz trecho da decisão. Maluf determinou a imediata suspenção do processo e não emita ordem de serviço. A decisão tem caráter provisório e pode cair durante apreciação do Plenário do TCE-MT.
Por RepórterMT 14 de abril de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã de hoje (14) a operação Mil Faces, com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado em invasões de dispositivos informáticos e furtos eletrônicos por meio da criação de centenas de cadastros fraudulentos em uma provedora de telefonia de grande porte.  Na operação são cumpridas 13 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão, três mandados de sequestro de bens e valores e três mandados de afastamento de sigilo telemático, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias - Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos na cidade de Poxoreu em Mato Grosso e na região metropolitana de Vitória, estado do Espírito Santo. Os suspeitos são investigados pela prática dos crimes de associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada, falsidade ideológica e furto qualificado mediante fraude eletrônica. As penas dos crimes, somadas, podem chegar a 19 anos de prisão. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), teve origem após anomalias detectadas pela provedora de telefonia que, em investigação interna, identificou um esquema criminoso que utilizava inteligência artificial para burlar os sistemas internos de segurança biométrica da empresa, mediante reconhecimento facial. O grupo criminoso era especializado em utilizar tecnologias de Inteligência Artificial generativa para criar biometrias faciais falsas, as chamadas deepfakes. Uma vez validada a identidade falsa, os criminosos realizavam o SIM swap (troca indevida de chip), assumindo o controle total da linha telefônica das vítimas e, consequentemente, tendo acesso a diversos serviços financeiros e de telefonia dos clientes. Além dos danos causados à empresa, centenas de consumidores de todo o Brasil sofreram prejuízos acessórios, como subtração de valores em contas digitais e inúmeras compras indevidas. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa para subverter sistemas de segurança demonstra a evolução da criminalidade e reforça a necessidade dos órgãos de polícia judiciária se manterem qualificados e capacitados para investigações cada vez mais técnicas e complexas. Apoios operacionais A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor), da Delegacia Regional de Primavera do Leste e da Delegacia de Polícia de Poxoréu. A operação também teve apoio da Polícia Civil do Estado de Espírito Santo, a qual deu cumprimento a um mandado de prisão e a mandados de busca e apreensão contra um investigado que residia no município de Cariacica, região metropolitana de Vitória. Nome da operação A operação “Mil Faces” foi assim batizada em razão da dinâmica delitiva, uma vez que os criminosos geraram centenas de fotografias fraudulentas para burlar os sistemas de segurança biométrica da empresa. Operação Pharus A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, voltado ao combate à criminalidade em todo o Estado.