Hospital terá 1,6 mil funcionários e custo mensal de R$ 30 milhões

Gazeta Digital • 30 de novembro de 2025

Corredores que por décadas foram apenas ruínas, labirintos escuros, ocupados por lixo, mato, infiltrações e morcegos, simplesmente esquecidos. Hoje, estão tomados pela tinta fresca e clara, pelas luzes, pelo barulho dos equipamentos que são instalados e dos passos rápidos dos trabalhadores que dão os últimos retoques. O prédio, que por décadas foi o retrato do descaso dentro do Centro Político Administrativo, da ineficiência da gestão pública, uma promessa de 10 homens que assumiram o posto mais alto do Poder Executivo, agora tem data certa para abrir as portas e prestar um serviço muito mais amplo que o prometido em 1984, quando nem o Sistema Único de Saúde (SUS) existia.


O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá, sai do papel e passará a fazer parte da vida da população que depende do SUS e que sonha com um tratamento digno, com atendimentos 100% gratuitos. Uma promessa do atual governo, responsável pela retomada das obras em 2020, para ser concretizada a partir do dia 19 de dezembro deste ano, data confirmada da inauguração. E, definitivamente, a partir do dia 19 de janeiro de 2026, quando a primeira etapa dos serviços - cirurgia geral pediátrica, cirurgia ortopédica pediátrica, cirurgia urológica, cirurgia oncológica e hemodinâmica (cateterismo cardíaco e angioplastia) - começa a ser realizada na unidade.

 

No espaço Garden - um espaço de convivência -, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, segurando uma foto feita no mesmo local há quase 10 anos, no dia 21 de janeiro de 2016, que demonstra o tamanho da transformação, afirma: Não tem como dizer que não tem a mão de Deus aqui. Respira fundo e conclui: milhões de pessoas poderiam ter sido atendidas e salvas neste hospital.

 

Com a adrenalina lá em cima, como o secretário mesmo descreve, por todos os setores há gente trabalhando. Últimos ajustes em portas, tetos, equipamentos instalados e outros ainda que precisam ser retirados das caixas. A decoração que começa a chegar, quadros que são esperados, as flores e folhagens que já começam a ocupar seus espaços. O contraste da delicadeza da ala pediátrica com a magnitude de toda a obra. Cada detalhe, desde a ampliação da obra, o novo projeto, às aquisições de móveis e equipamentos, à decoração e toques finais, tudo feito pelas equipes da própria secretaria de Estado de Saúde. Vai ser um dia de muita emoção para todos nós, afirma Gilberto, lembrando que estes dias que antecedem a inauguração serão de trabalhos ininterruptos.

 

Ele, que calcula já ter ido mais de duas mil vezes ao prédio, com visitas diárias, às vezes até mais de uma vez ao dia, afirma que o hospital é um misto de sentimentos. O resgate de um sonho da população, que ficou abandonado por mais de três décadas, mas também a concretização de um juramento que ele mesmo fez quando, acometido pela covid-19, foi transferido para o Hospital Albert Einsten, em São Paulo, e chegou a imaginar que não voltaria para casa.

 

Não é só a entrega de um prédio, de um hospital, mas é de um conjunto de decisões tomadas no governo, que tem, no meu caso pessoal, uma promessa contida dentro dele. Quando eu fui acometido pela pandemia, pela covid, acabei sendo transferido para São Paulo. Eu praticamente não imaginava que eu voltaria para casa e eu fiz um juramento: que eu ia dar a minha vida não só na construção do hospital, mas para que a gente pudesse dar a possibilidade ao cidadão de Mato Grosso de ter o mesmo atendimento que eu tive, se Deus me concedesse a graça de eu sair com vida. E, graças a Deus, eu estou conseguindo fazer as duas coisas: entregar o melhor hospital e o melhor hospital administrado pelo Einstein (Hospital Albert Einstein), que é onde eu fiz o juramento.

 

Figueiredo enfatiza que não se trata do mesmo hospital de 41 anos atrás, que tinha apenas 9 mil metros quadrados. Trata-se de um hospital edificado no mesmo local daquele marcado por tantos descasos, no mesmo lugar que foi abandonado, mas com um projeto totalmente novo e 32 mil metros quadrados e com capacidade para ser ampliado.

 

Dentro de todos os investimentos na saúde, com cinco hospitais regionais sendo construídos e o Hospital Universitário Júlio Müller, que serão entregues até o final da gestão, e mais um que será lançado e construído em Pontes e Lacerda, o secretário de saúde é enfático ao dizer que o Hospital Central será o carro-chefe do Estado e o melhor hospital público do país. Vai tratar da alta complexidade, com tecnologia de ponta e cirurgia robótica.

 

Não será um hospital de portas-abertas, pois todos os pacientes serão regulados. Então, não é o paciente que escolhe o que ele quer fazer aqui. É aquilo que estiver planejado para ser feito aqui, até porque esse hospital não consegue absorver sozinho toda a demanda, por exemplo, cirúrgica do estado de Mato Grosso. Mas será aqui, nesse hospital que com certeza vai ter uma alta complexidade, o que tem de melhor em tecnologia para que a gente não faça mais nenhum cidadão precisar ir para fora do estado para ser atendido.

 

Um projeto concreto e uma pandemia no meio


A retomada das obras do Hospital Central foi anunciada no final de dezembro de 2019 pelo governador Mauro Mendes (União). As obras iniciaram em janeiro de 2020, com previsão de serem entregues em setembro de 2022. Mas, logo no início, surgiu o improvável, o inimaginável, a pandemia da covid-19, que paralisou o mundo e empurrou projetos essenciais para anos de atraso. E não foi diferente com o Hospital Central.

 

É justamente a pandemia que Gilberto Figueiredo destaca como o maior obstáculo. Durante a entrevista, o secretário, inclusive, teve que dar pausas por causa da tosse intensa, reflexo da quarta pneumonia que tem após a covid. Você tem um plano que você pensa, elabora e começa a colocar em operação. Nós assumimos em 2019 um governo que estava devendo todo mundo e o nosso primeiro ano foi administrar a dívida e pagar a conta e planejar. Quando nós partimos para começar a operacionalizar o nosso plano, veio a pandemia e tirou dois anos preciosos de nós, porque o nosso foco, a prioridade foi logicamente cuidar da população. Então, isso atrapalhou todas as obras.

 

Fora isso, Gilberto afirma que não faltou determinação por parte do governo, não faltou recurso para que o projeto planejado fosse executado. A área da saúde foi tratada no governo do Mauro com prioridade. Tudo aquilo que nós planejamos, nós já executamos ou estamos em fase final de execução e é lógico que finaliza no ano que vem, quando a gente entrega todos os hospitais.

 

Ainda sobre a pandemia, o secretário admite que teve dias que não sabiam mais o que fazer para enfrentar o desafio. Então, é uma realização de um sonho, além de um desafio mensurado de ter tido energia para suportar. Eu sou o secretário mais duradouro, mais longevo dos últimos 20 anos da saúde do estado de Mato Grosso. E, logicamente, que teve momentos que a gente perdeu a força, a gente quase jogou a toalha, mas tem uma força Divina aí que não deixou isso acontecer.

Investimentos

 

Todos os dias é preciso refazer a conta, afirma o secretário de Estado de Saúde e todos os investimentos são do governo do Estado.

 

Em infraestrutura, a estimativa final é na ordem de R$ 330 milhões que, somados a cerca de R$ 200 milhões em equipamentos, chegará a um total de aproximadamente R$ 550 milhões de investimento.

 

Serão quatro etapas até o funcionamento total. A primeira começa no dia 19 de janeiro e as outras serão implementadas a cada 30 dias. Quando o hospital estiver na sua capacidade total, serão aproximadamente 1.600 profissionais atuando, todos contratados pelo Albert Einsten.

 

E, neste momento full, o secretário estima um custeio aproximado de R$ 30 milhões por mês. Contanto com os demais hospitais reformados e os que serão inaugurados, são bilhões de reais anualmente falando. Dentro deste contexto, ao ser questionado se o Hospital Central será administrável pelos próximos governos, Gilberto Figueiredo é enfático em afirmar que se o próximo governo não priorizar a saúde, pode haver problemas.

 

Toda gestão é opção estratégica. O governador Mauro Mendes decidiu na campanha fazer a saúde funcionar e sabia que para fazer isso funcionar teria que investir. Ao final da gestão do governador, nós vamos mais do que quintuplicar a despesa na área da saúde. Então, logicamente, se o governo que vier a suceder Mauro Mendes não tratar a saúde com prioridade, pode ocorrer isso (problemas na administração do hospital).

 

Reforça que o faturamento de um hospital público em um ano não dá para cobrir mais do que dois meses. Então, eu espero que quem venha a suceder tenha competência, pelo menos, para manter em funcionamento o que nós vamos deixar pronto. Porque nós não vamos apenas deixar novos hospitais prontos para funcionar, nós vamos deixar os hospitais antigos modernizados, porque estavam sucateados e abandonados. E eu espero estar vivo, inclusive, para cobrar, seja onde eu estiver, que o governo continue tratando a saúde com prioridade.

 

4 décadas de espera e sofrimento


A conclusão do Hospital Central é assunto de mais de 4 décadas, principalmente antes da construção e inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). As denúncias feitas no antigo Pronto-Socorro da Capital eram constantes e a cobrança pelo Hospital Central permanente. Falta de materiais básicos, de medicamentos e de profissionais se uniam ao cenário quase de guerra, com os corredores superlotados. Em cada vistoria, uma constatação absurda, como de pacientes com tuberculose no meio de vários outros.

 

Constatei uma situação absurda. Onde houvesse um cantinho livre nos corredores, havia um paciente. Não dava nem pra caminhar, relatou a então presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, Evelyn Bidigaray, após uma vistoria na unidade em dezembro de 2017.

 

Em 2015, a unidade realizava cerca de 1,1 mil internações por mês e a proposta de interdição foi ventilada várias vezes. Em julho daquele ano, o então presidente do Conselho Regional de Medicina, Gabriel Felsk, afirmou: A interdição não seria um remédio, seria realmente um veneno ainda pior. Afinal, não haveria outro local para tantos pacientes.

 

Médico da família e pós-graduado em psiquiatra, Werley Peres foi secretário de Saúde de Cuiabá em 2014, num dos momentos em que a capital enfrentava uma das situações mais críticas da saúde. Ele afirma que uma das grandes expectativas era de que o Hospital Central desafogasse a saúde de Cuiabá.

 

Naquela época, vivíamos um déficit muito grande de leitos, em especial na alta complexidade e se tivesse o Hospital Central cuidando de alta complexidade, não teria, por exemplo, problema na ortopedia. 60% das pessoas que ficavam no corredor do pronto-socorro eram do interior. Muitos dos pacientes viajavam até 1.300 quilômetros para serem operados e, infelizmente, ficavam naquele corredor, relembra.

 

Peres avalia que, se há 10 anos tivessem inaugurado o Hospital Central, teria uma solução maior e diminuiria a fila do SUS da alta complexidade. Esses leitos, há 10 anos, teriam um resultado até melhor do que hoje. Mas, com a inauguração do Hospital Central, sem dúvida vai desafogar muito o sistema e isso vai ter um resultado gigante.

 

Oferta de leitos de UTI está entre grandes avanços


Titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital - Defesa da Cidadania (Saúde), o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirma que além de atender a alta complexidade, o Hospital Central será essencial com a oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A demanda por leitos de UTI é um dos principais assuntos da judicialização da saúde e a expectativa é que os 60 leitos de UTI do novo hospital possam melhorar a oferta.

 

O hospital será muito importante para a Rede SUS de Mato Grosso, porque vai ser referência para a realização de cirurgias de alta complexidade, de várias especialidades. Então, as pessoas que precisam de cirurgias cardíacas e de várias especialidades vão ter um lugar com um corpo clínico de primeira, toda a estrutura. Também serão 60 leitos de UTI, e somados às UTIs que já existem na rede, vai melhorar também bastante a oferta. Sem falar que vai mudar o patamar do atendimento, avaliou Milton Mattos. 


Por RepórterMT 3 de março de 2026
O governador Mauro Mendes (União) chamou de politicagem a instalação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa. A medida foi proposta pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), para investigar supostas irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023. As críticas são porque as assinaturas dos deputados foram feitas em 2023. Vários parlamentares pediram para ter as assinaturas retiradas, alegando que a pauta perdeu o objeto, mas a procuradoria da Assembleia Legislativa recusou reconhecendo a validade. “É manobra política e eu lamento que nesse momento com tanta coisa séria para fazer temos que perder tempo com isso. Quer investigar, pode investigar, mas não investigar aquilo que a polícia já investigou, que o Ministério Público já investigou e já processou. Então isso trata com certa clareza que é um movimento político de algumas pessoas dentro da Assembleia Legislativa”, criticou Mauro. Questionado se compareceria para prestar esclarecimentos na CPI, o governador ressaltou que está pronto para responder a qualquer coisa do Estado de Mato Grosso. A CPI definiu seus cinco membros titulares, nesta terça-feira (3). O grupo passa a ser composto pelos deputados Wilson Santos (PSD), presidente; o líder do Governo, Dilmar Dal Bosco (União); o vice-líder, Beto Dois a Um (PSB); Chico Guarnieri (PSD) e a deputada Janaina Riva (MDB). Os suplentes são os deputados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio de Paiva (PSB), Thiago Silva (MDB).
Por RepórterMT 3 de março de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou na manhã de hoje (3.2) a Operação Thunderstruck, para cumprimento de 39 ordens judiciais contra um grupo criminoso envolvido em golpes de venda veículos pela internet.  As ordens judiciais, sendo 12 mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão domiciliar e 12 bloqueios de contas bancárias, no valor de R$ 120 mil cada, totalizando mais de R$ 1,4 milhão em valores constritos, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 de Garantias de Cuiabá. As ordens judiciais são todas cumpridas no estado de São Paulo, simultaneamente nas cidades de Osasco, São Bernardo do Campo, Itanhaém, Santo André, São Caetano, Diadema, além da capital São Paulo. A investigação é da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, coordenada pelo delegado, Bruno Mendo Palmiro, que representou pelas ordens judiciais contra os investigados. A operação integra os trabalhos o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo do Estado. Dinâmica do Golpe A investigação teve início após o registro de boletim de ocorrência por vítima de Cuiabá que relatou ter sido enganada ao tentar adquirir um veículo anunciado na plataforma da internet. Conforme apurado, o principal investigado utilizava identidade falsa e construía narrativa persuasiva envolvendo suposto sinistro com transportadora, acordo indenizatório e necessidade urgente de venda do veículo, criando aparência de legitimidade para atrair a vítima. Durante as tratativas, diversos interlocutores passaram a contatar a vítima por números distintos, alternando-se na condição de vendedor, representante de transportadora e funcionário de concessionária. Após o envio de comprovantes e suposto termo de quitação em papel timbrado da compra do veículo, a vítima realizou transferência bancária no valor de R$ 120 mil pelo veículo. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno Mendo Palmiro, com a quebra de sigilo bancário e telemático deferida judicialmente, foi possível reconstruir o fluxo financeiro e identificar que o valor foi imediatamente submetido a processo de pulverização (“smurfing”), com fracionamento em diversas operações de pequeno porte e repasses sucessivos a múltiplos beneficiários. "A dinâmica evidencia atuação estruturada, com divisão de tarefas e utilização de contas de passagem para dificultar o rastreamento dos valores, característica típica de grupos especializados em estelionatos eletrônicos”, explicou o delegado. Nome da operação Thunderstruck significa "atingido pelo trovão" e, como adjetivo, descreve estar atordoado, nosso objetivo da operação que atinge alvos em sete cidades de São Paulo.
Por Gazeta Digital 3 de março de 2026
O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) admitiu que seu nome vem sendo colocado na mesa para uma possível disputa ao governo nas eleições de 2026. Contudo, o parlamentar afirma que essa possibilidade será discutida em um segundo momento. “Ainda vamos conversar isso num outro momento, mas, primeiro, vamos fortalecer o nosso projeto dentro do Podemos, que é o fortalecimento das duas chapas proporcionais”, disse Russi nesta segunda-feira (2). Nas últimas semanas, o nome de Max Russi tem sido citado como possível candidato ao Palácio Paiaguás, caso o governador Mauro Mendes (União) desista de disputar o Senado e permaneça no governo. Neste contexto, Max estaria disposto a entrar no governo e brigar pela candidatura com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), tendo como colega de chapa a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que é pré-candidata ao Senado. Apesar das discussões de bastidores, Max Russi admite que poderá haver novidades na disputa majoritária no Estado, porém, evita afirmar que tem conversado sobre projetos majoritários. “Ser lembrado sempre é bom. Não é o projeto em que a gente está trabalhando nesse momento dentro do Podemos. Mas é sempre bom ser lembrado pelo trabalho que você faz, pelo que você representa em termos de liderança e de projeto para o Estado de Mato Grosso. Mas nesse momento a gente está focado primeiro para fazer uma boa presidência da Assembleia, e enquanto partido, é formar uma boa chapa de deputado estadual e deputado federal”, justificou. Desde as eleições de 2022, Max Russi vem fortalecendo o seu nome dentro do grupo do governador Mauro Mendes (União). Já nas eleições de 2024, foi considerado um dos grandes vitoriosos do pleito, ao eleger prefeitos e vereadores e tornar o PSB uma das principais siglas do Estado. Max chega ao Podemos por essa força e com a meta de eleger 6 deputados estaduais e 2 federais. A mudança de partido é estratégica, já que o PSB permanece no palanque do presidente Lula (PT). Russi tem dito que é um político de centro.
Por FatoCapital 3 de março de 2026
O prolongamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã acende um sinal de alerta para a economia global. A possibilidade de escalada militar e bloqueios estratégicos em rotas de energia pode pressionar custos, elevar taxas de juros ao redor do mundo e afetar diretamente o agronegócio, avalia o advogado Pérsio Landim. Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã declarou que o país teria fechado o Estreito de Ormuz para a passagem de navios e que embarcações que tentarem cruzar a região seriam incendiadas. O estreito é considerado uma das rotas mais estratégicas do planeta, responsável pelo escoamento de grande parte do petróleo mundial. Juros mais altos e reflexos no Brasil Embora o Brasil não sofra impacto imediato, o cenário pode mudar caso o conflito se prolongue. “No curto prazo, o Brasil pode até se beneficiar de alguma valorização das commodities. Mas, se a guerra se estender, o efeito global de inflação e juros altos atinge todos os mercados, inclusive o brasileiro”, pontua. O advogado destaca que juros elevados no exterior fortalecem o dólar, encarecem o crédito e reduzem investimentos produtivos. “Com crédito mais caro e menor crescimento global, há redução da demanda por exportações. Isso atinge diretamente países produtores de commodities, como o Brasil.” Agro na linha de risco O agronegócio brasileiro, altamente dependente de insumos importados como fertilizantes, pode sentir os efeitos de uma crise prolongada. “O agro depende de diesel, fertilizantes e transporte marítimo. Se o petróleo dispara e o frete internacional sobe, o custo de produção aumenta. Isso reduz margens e pode afetar planejamento de safra”, alerta. Além disso, a instabilidade pode comprometer cadeias logísticas globais. “Não é apenas o preço do petróleo. É seguro marítimo, risco geopolítico, volatilidade cambial. Tudo isso impacta o custo final da produção.” Economia global sob pressão Para Landim, o principal risco está na duração do conflito. “Conflitos curtos tendem a gerar volatilidade momentânea. Mas guerras prolongadas criam incerteza estrutural, retraem investimentos e pressionam políticas monetárias. Se o Estreito de Ormuz realmente for fechado, estamos falando de um choque energético de grandes proporções.” Ele conclui que o Brasil precisa acompanhar o cenário com cautela. “Não há impacto imediato grave no país, mas, se o conflito persistir, os reflexos virão. Em um mundo globalizado, energia, juros e comércio estão interligados. O agro e a economia brasileira não estão isolados dessa realidade.”
Por Gazeta Digital 3 de março de 2026
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas para 138 municípios de Mato Grosso. A previsão é de temporais até quinta-feira (5), com volume entre 50 e 100 mm/dia, além de ventos intensos que podem chegar até 100 km/h. Em Cuiabá, a previsão é de muitas nuvens com chuviscos nesta segunda-feira (2). A terça-feira (3) deve ser o dia mais quente da semana, com temperatura máxima podendo chegar até 35° C. Nos dias seguintes, a temperatura variará entre 23° a 29° C. Durante a quarta-feira e quinta-feira (4 e 5) estão previstas chuvas isoladas. Na sexta-feira (6), a tendência é que a precipitação aumente, com probabilidade de trovoadas isoladas. A 67 km ao norte da capital, em Chapada dos Guimarães, a temperatura poderá variar entre 21° C e 34° C no decorrer da semana. Chuvas mais intensas, com trovoadas, estão previstas para acontecer na segunda-feira (2) e na sexta-feira (6). Em Cáceres (225 km a oeste), a previsão é de pancadas de chuvas com trovoadas isoladas na segunda e terça-feira. O município também registrará temperaturas elevadas e pode alcançar até 39°C na quarta-feira (4). Ao Sul do estado, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), o Inmet prevê um clima nublado, com pancadas de chuvas e trovoadas na segunda e terça-feira. A temperatura terá máximas de 35 °C e mínimas de 23 °C. No notão, em Sinop (500 km ao norte), pancadas de chuvas devem acontecer na terça-feira (3). A semana também será quente, com a maioria dos dias com máxima de até 35 °C. As mínimas devem ficar entre 22 °C ou 23°C.
Por Gazeta Digital 2 de março de 2026
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na madrugada de domingo (1), aproximadamente 65 quilos de entorpecentes durante fiscalização no km 211 da BR-364, no município de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). Durante a abordagem a um conjunto veicular, foram realizados procedimentos de fiscalização e verificação com o apoio do cão de faro Zion, que indicou a presença de substâncias ilícitas na região dos estepes do veículo. Após inspeção detalhada, os policiais localizaram diferentes tipos de drogas ocultos no interior dos pneus, totalizando 26 tabletes de skunk (aprox. 24,8 kg), 10 tabletes de cloridrato de cocaína (aprox. 10,65 kg), 26 tabletes de pasta base de cocaína (aprox. 27,25 kg) e 2 tabletes de haxixe (aprox. 3,02 kg). O condutor foi detido e encaminhado, juntamente com o veículo e o material apreendido, à Polícia Judiciária Civil de Rondonópolis/MT para os procedimentos legais cabíveis. A Polícia Rodoviária Federal segue atuando de forma permanente no enfrentamento à criminalidade e na promoção da segurança pública, contribuindo para a proteção da sociedade nas rodovias federais.
Por MidiaNews 2 de março de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a empresária de Sinop Mirtes Eni Leitzke Grotta, conhecida como Mirtes da Transterra, a 1 ano de prisão pelos crimes de associação criminosa e incitação ao crime, pela participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Mirtes foi candidata a prefeita de Sinop em 2024, mas saiu derrotada do pleito. Ela é pré-candidata a deputada federal pelo Partido Novo nas eleições deste ano. O STF também condenou a empresária, de forma solidária com os demais envolvidos, ao pagamento de multa de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade, participação obrigatória em curso sobre democracia e Estado de Direito, proibição de uso de redes sociais e de deixar a comarca onde reside até o cumprimento da pena, além da suspensão do passaporte e eventual revogação de registro ou porte de arma. Os ministros da Primeira Turma seguiram, por maioria, o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. O acórdão foi publicado nesta segunda-feira (2). Moraes apontou que a identificação da empresária ocorreu a partir da análise do celular de Luane Vignaga Grotta, especialmente por mensagens trocadas no grupo de WhatsApp “Família Grotta”. Segundo o ministro, as conversas indicaram incentivo à permanência no acampamento montado em Sinop, próximo ao Estádio Municipal e à empresa de Mirtes. Ainda conforme Moraes, Mirtes utilizava plataformas digitais para divulgar conteúdos antidemocráticos e incentivar o compartilhamento do material intitulado “Resistência e Desobediência Civil”. Ele ressaltou que a empresária também participou da organização das manifestações em Sinop, colaborando com a logística do acampamento e convidando pessoas para participar dos atos, inclusive mencionando a oferta de alimentação no local. “Assim também, através de suas postagens e do compartilhamento de materiais que instigavam a animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constituídos, a ré desempenhou um papel na manutenção do movimento. Ela aderiu conscientemente à estrutura organizada do acampamento, que possuía complexa organização interna — incluindo cozinhas, despensas e fornecimento de energia — elementos fundamentais para a estabilidade e permanência da associação criminosa”, escreveu. Ainda no voto, Moraes rejeitou os argumentos da defesa sobre possível adulteração de provas, afirmando que não há qualquer elemento nos autos que indique irregularidade na obtenção dos vestígios analisados. Para o ministro, a conduta da acusada deve ser analisada dentro do contexto coletivo que levou aos ataques, ressaltando que o grupo atuava de forma organizada e com funções definidas, cabendo à ré incentivar a prática de crimes e estimular a animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes da República. “Na presente ação penal, portanto, constata-se a comprovação, acima de qualquer dúvida razoável, da aderência da acusada à turba golpista, apta a comprovar seu elemento subjetivo do tipo – dolo – para a prática do crime imputado pela Procuradoria-Geral da República e previsto no artigo 288, caput, do Código Penal (associação criminosa)”. O ministro destacou ainda que a Constituição Federal protege a liberdade de expressão e o debate político, mas não admite manifestações que tenham como objetivo destruir a ordem democrática ou incentivar a ruptura institucional. “Contudo, tanto são inconstitucionais as condutas e manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático, quanto aquelas que pretendam destruí-lo, juntamente com suas instituições republicanas, pregando a violência, o arbítrio, o desrespeito à Separação de Poderes e aos direitos fundamentais, em suma, pleiteando a tirania, o arbítrio, a violência e a quebra dos princípios republicanos, como se verifica pelas manifestações criminosas ora imputadas à denunciada”. Conforme Moraes, ficou comprovado que a ré incentivou publicamente a atuação das Forças Armadas para romper a ordem constitucional, conduta considerada determinante para os acontecimentos de 8 de janeiro. “A participação ativa da ré na dinâmica golpista, portanto, ficou amplamente comprovada, assente de qualquer dúvida, por meio dos elementos acostados na Informação de Polícia Judiciária n.18/2022 e do seu interrogatório judicial, consumando a infração penal prevista no artigo art. 286, parágrafo único, do Código Penal”.
Por Gazeta Digital 2 de março de 2026
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) garantiu que irá apoiar a deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado, caso seu correligionário, o senador Jayme Campos (União), não tente a reeleição. Há meses, Jayme tem afirmado que seu propósito é concorrer ao governo do Estado, contudo enfrenta desafios em obter apoio, inclusive do grupo. No cenário de Jayme fora da disputa, Botelho apoiaria Janaina mesmo com o governador Mauro Mendes (União) candidato a senador. "Mesmo que ela não fique no partido, se for Mauro candidato e o Jayme não sair para senador, eu vou apoiar Janaina Riva, com o coração. Eu tenho certeza de que vai ser um ganho para Mato Grosso ter Janaina no Senado", disse o parlamentar, na última semana. Apesar de fazer parte do grupo de Mendes, Botelho é muito próximo de Janaina. Ela, inclusive, o apoiou na disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2024. Na época, o MDB tinha candidato próprio. Botelho garantiu que não apenas votaria em Janaina, como também pediria voto para a deputada. Nos últimos dias, o nome de Janaina passou a ser especulado para vice de Otavino Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Palácio Paiaguas, mas ela já descartou a possibilidade. Botelho, por outro lado, confessou que seria um "sonho" manter a deputada em seu grupo político. "É lógico que a gente teria esse sonho dela ficar dentro desse grupo aqui. Eu vejo nela um potencial muito grande. Ela chegou aqui na Assembleia como a filha do Riva, mas depois ela se caracterizou pela personalidade dela, com a postura aqui dentro, com o trabalho", exclamou o deputado.
Por Gazeta Digital 2 de março de 2026
Um homem sofreu queimaduras graves após ter o corpo incendiado pela esposa durante uma briga na noite de domingo (1º), no bairro Vila Bela, em Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá). O caso foi registrado como lesão corporal e tentativa de homicídio. De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar de Mato Grosso foi acionada por volta das 19h20 para atender a ocorrência. No local, os policiais encontraram a vítima sentada em uma cadeira na área externa da residência, recebendo ajuda de vizinhos. O homem apresentava queimaduras nas costas, tórax, couro cabeludo e rosto. Ao lado dele estava a esposa, identificada como Eliane Souza Lima, bastante abalada e com um corte com sangramento ativo na região do supercílio esquerdo. Aos policiais, Eliane contou que o marido havia a agredido fisicamente momentos antes. Durante o desentendimento, ele teria desferido um soco em seu rosto e a ameaçado de morte. Segundo o relato, o casal estava na cozinha quando a mulher pegou um frasco de álcool e lançou o líquido inflamável sobre o homem, em seguida ateando fogo. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso foi acionado e encaminhou a vítima ao Hospital Regional de Sorriso, onde recebeu atendimento médico especializado. Eliane também foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para sutura do ferimento e, após o atendimento, conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, onde foi autuada e permanece à disposição da Justiça.
Por RepórterMT 1 de março de 2026
Por meio das redes sociais, o corretor de seguros Cido Santos, morador de Cuiabá, relatou momentos de tensão vividos durante uma viagem a Dubai, em meio aos bombardeios no Oriente Médio, causados pelos ataques dos Estados Unidos e Iraque contra o Irã. Em stories publicados na noite desse sábado (28), Cido contou que estava em um shopping próximo ao hotel onde está hospedado quando ouviu um forte estrondo a cerca de três prédios de distância. “Agora, umas 20 horas, a gente estava no shopping, que fica bem em frente à hospedagem que estamos aqui, e ouvimos um barulho imenso, muito forte mesmo. Todo mundo se assustou. A gente tinha acabado de pedir a nossa comida”, relatou. Leia mais - Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos Segundo o corretor, os ruídos começaram por volta das 17h e se intensificaram durante a noite. Ainda no shopping, ele disse ter ouvido um estrondo seguido de fumaça escura em um prédio localizado a cerca de três quadras do local onde estava. Para ele, o barulho pode ter sido provocado por destroços de um míssil que caiu próximo à região. “A gente tava aqui assistindo a CNN e vivenciando esse caos que está aqui na cidade. Não sei como as informações chegam aí, é muita fake news, mas para a gente que está aqui é assustador”, afirmou. “Embora essa explosão que eu mostrei no local foi muito próxima do nosso prédio, foi apenas destroços de uma interceptação de um míssil", acrescentou.  Apesar do cenário, o cuiabano tranquilizou familiares e seguidores ao informar que está bem e atento aos protocolos de segurança: "Estamos bem aqui no hotel, estamos seguros, estamos de olho nos protocolos de segurança de como agir em uma possível evacuação, estamos acompanhando as fontes oficiais”. Guerra O bombardeio no Oriente Médio é resultado de um ataque coordenado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã nesse sábado. Durante o conflito, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, teria sido morto. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Explosões também teriam sido registradas em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque e Jordânia. Informações divulgadas pela Agência Brasil apontam que os bombardeios deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos.