Hospital terá 1,6 mil funcionários e custo mensal de R$ 30 milhões

Gazeta Digital • 30 de novembro de 2025

Corredores que por décadas foram apenas ruínas, labirintos escuros, ocupados por lixo, mato, infiltrações e morcegos, simplesmente esquecidos. Hoje, estão tomados pela tinta fresca e clara, pelas luzes, pelo barulho dos equipamentos que são instalados e dos passos rápidos dos trabalhadores que dão os últimos retoques. O prédio, que por décadas foi o retrato do descaso dentro do Centro Político Administrativo, da ineficiência da gestão pública, uma promessa de 10 homens que assumiram o posto mais alto do Poder Executivo, agora tem data certa para abrir as portas e prestar um serviço muito mais amplo que o prometido em 1984, quando nem o Sistema Único de Saúde (SUS) existia.


O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá, sai do papel e passará a fazer parte da vida da população que depende do SUS e que sonha com um tratamento digno, com atendimentos 100% gratuitos. Uma promessa do atual governo, responsável pela retomada das obras em 2020, para ser concretizada a partir do dia 19 de dezembro deste ano, data confirmada da inauguração. E, definitivamente, a partir do dia 19 de janeiro de 2026, quando a primeira etapa dos serviços - cirurgia geral pediátrica, cirurgia ortopédica pediátrica, cirurgia urológica, cirurgia oncológica e hemodinâmica (cateterismo cardíaco e angioplastia) - começa a ser realizada na unidade.

 

No espaço Garden - um espaço de convivência -, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, segurando uma foto feita no mesmo local há quase 10 anos, no dia 21 de janeiro de 2016, que demonstra o tamanho da transformação, afirma: Não tem como dizer que não tem a mão de Deus aqui. Respira fundo e conclui: milhões de pessoas poderiam ter sido atendidas e salvas neste hospital.

 

Com a adrenalina lá em cima, como o secretário mesmo descreve, por todos os setores há gente trabalhando. Últimos ajustes em portas, tetos, equipamentos instalados e outros ainda que precisam ser retirados das caixas. A decoração que começa a chegar, quadros que são esperados, as flores e folhagens que já começam a ocupar seus espaços. O contraste da delicadeza da ala pediátrica com a magnitude de toda a obra. Cada detalhe, desde a ampliação da obra, o novo projeto, às aquisições de móveis e equipamentos, à decoração e toques finais, tudo feito pelas equipes da própria secretaria de Estado de Saúde. Vai ser um dia de muita emoção para todos nós, afirma Gilberto, lembrando que estes dias que antecedem a inauguração serão de trabalhos ininterruptos.

 

Ele, que calcula já ter ido mais de duas mil vezes ao prédio, com visitas diárias, às vezes até mais de uma vez ao dia, afirma que o hospital é um misto de sentimentos. O resgate de um sonho da população, que ficou abandonado por mais de três décadas, mas também a concretização de um juramento que ele mesmo fez quando, acometido pela covid-19, foi transferido para o Hospital Albert Einsten, em São Paulo, e chegou a imaginar que não voltaria para casa.

 

Não é só a entrega de um prédio, de um hospital, mas é de um conjunto de decisões tomadas no governo, que tem, no meu caso pessoal, uma promessa contida dentro dele. Quando eu fui acometido pela pandemia, pela covid, acabei sendo transferido para São Paulo. Eu praticamente não imaginava que eu voltaria para casa e eu fiz um juramento: que eu ia dar a minha vida não só na construção do hospital, mas para que a gente pudesse dar a possibilidade ao cidadão de Mato Grosso de ter o mesmo atendimento que eu tive, se Deus me concedesse a graça de eu sair com vida. E, graças a Deus, eu estou conseguindo fazer as duas coisas: entregar o melhor hospital e o melhor hospital administrado pelo Einstein (Hospital Albert Einstein), que é onde eu fiz o juramento.

 

Figueiredo enfatiza que não se trata do mesmo hospital de 41 anos atrás, que tinha apenas 9 mil metros quadrados. Trata-se de um hospital edificado no mesmo local daquele marcado por tantos descasos, no mesmo lugar que foi abandonado, mas com um projeto totalmente novo e 32 mil metros quadrados e com capacidade para ser ampliado.

 

Dentro de todos os investimentos na saúde, com cinco hospitais regionais sendo construídos e o Hospital Universitário Júlio Müller, que serão entregues até o final da gestão, e mais um que será lançado e construído em Pontes e Lacerda, o secretário de saúde é enfático ao dizer que o Hospital Central será o carro-chefe do Estado e o melhor hospital público do país. Vai tratar da alta complexidade, com tecnologia de ponta e cirurgia robótica.

 

Não será um hospital de portas-abertas, pois todos os pacientes serão regulados. Então, não é o paciente que escolhe o que ele quer fazer aqui. É aquilo que estiver planejado para ser feito aqui, até porque esse hospital não consegue absorver sozinho toda a demanda, por exemplo, cirúrgica do estado de Mato Grosso. Mas será aqui, nesse hospital que com certeza vai ter uma alta complexidade, o que tem de melhor em tecnologia para que a gente não faça mais nenhum cidadão precisar ir para fora do estado para ser atendido.

 

Um projeto concreto e uma pandemia no meio


A retomada das obras do Hospital Central foi anunciada no final de dezembro de 2019 pelo governador Mauro Mendes (União). As obras iniciaram em janeiro de 2020, com previsão de serem entregues em setembro de 2022. Mas, logo no início, surgiu o improvável, o inimaginável, a pandemia da covid-19, que paralisou o mundo e empurrou projetos essenciais para anos de atraso. E não foi diferente com o Hospital Central.

 

É justamente a pandemia que Gilberto Figueiredo destaca como o maior obstáculo. Durante a entrevista, o secretário, inclusive, teve que dar pausas por causa da tosse intensa, reflexo da quarta pneumonia que tem após a covid. Você tem um plano que você pensa, elabora e começa a colocar em operação. Nós assumimos em 2019 um governo que estava devendo todo mundo e o nosso primeiro ano foi administrar a dívida e pagar a conta e planejar. Quando nós partimos para começar a operacionalizar o nosso plano, veio a pandemia e tirou dois anos preciosos de nós, porque o nosso foco, a prioridade foi logicamente cuidar da população. Então, isso atrapalhou todas as obras.

 

Fora isso, Gilberto afirma que não faltou determinação por parte do governo, não faltou recurso para que o projeto planejado fosse executado. A área da saúde foi tratada no governo do Mauro com prioridade. Tudo aquilo que nós planejamos, nós já executamos ou estamos em fase final de execução e é lógico que finaliza no ano que vem, quando a gente entrega todos os hospitais.

 

Ainda sobre a pandemia, o secretário admite que teve dias que não sabiam mais o que fazer para enfrentar o desafio. Então, é uma realização de um sonho, além de um desafio mensurado de ter tido energia para suportar. Eu sou o secretário mais duradouro, mais longevo dos últimos 20 anos da saúde do estado de Mato Grosso. E, logicamente, que teve momentos que a gente perdeu a força, a gente quase jogou a toalha, mas tem uma força Divina aí que não deixou isso acontecer.

Investimentos

 

Todos os dias é preciso refazer a conta, afirma o secretário de Estado de Saúde e todos os investimentos são do governo do Estado.

 

Em infraestrutura, a estimativa final é na ordem de R$ 330 milhões que, somados a cerca de R$ 200 milhões em equipamentos, chegará a um total de aproximadamente R$ 550 milhões de investimento.

 

Serão quatro etapas até o funcionamento total. A primeira começa no dia 19 de janeiro e as outras serão implementadas a cada 30 dias. Quando o hospital estiver na sua capacidade total, serão aproximadamente 1.600 profissionais atuando, todos contratados pelo Albert Einsten.

 

E, neste momento full, o secretário estima um custeio aproximado de R$ 30 milhões por mês. Contanto com os demais hospitais reformados e os que serão inaugurados, são bilhões de reais anualmente falando. Dentro deste contexto, ao ser questionado se o Hospital Central será administrável pelos próximos governos, Gilberto Figueiredo é enfático em afirmar que se o próximo governo não priorizar a saúde, pode haver problemas.

 

Toda gestão é opção estratégica. O governador Mauro Mendes decidiu na campanha fazer a saúde funcionar e sabia que para fazer isso funcionar teria que investir. Ao final da gestão do governador, nós vamos mais do que quintuplicar a despesa na área da saúde. Então, logicamente, se o governo que vier a suceder Mauro Mendes não tratar a saúde com prioridade, pode ocorrer isso (problemas na administração do hospital).

 

Reforça que o faturamento de um hospital público em um ano não dá para cobrir mais do que dois meses. Então, eu espero que quem venha a suceder tenha competência, pelo menos, para manter em funcionamento o que nós vamos deixar pronto. Porque nós não vamos apenas deixar novos hospitais prontos para funcionar, nós vamos deixar os hospitais antigos modernizados, porque estavam sucateados e abandonados. E eu espero estar vivo, inclusive, para cobrar, seja onde eu estiver, que o governo continue tratando a saúde com prioridade.

 

4 décadas de espera e sofrimento


A conclusão do Hospital Central é assunto de mais de 4 décadas, principalmente antes da construção e inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). As denúncias feitas no antigo Pronto-Socorro da Capital eram constantes e a cobrança pelo Hospital Central permanente. Falta de materiais básicos, de medicamentos e de profissionais se uniam ao cenário quase de guerra, com os corredores superlotados. Em cada vistoria, uma constatação absurda, como de pacientes com tuberculose no meio de vários outros.

 

Constatei uma situação absurda. Onde houvesse um cantinho livre nos corredores, havia um paciente. Não dava nem pra caminhar, relatou a então presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, Evelyn Bidigaray, após uma vistoria na unidade em dezembro de 2017.

 

Em 2015, a unidade realizava cerca de 1,1 mil internações por mês e a proposta de interdição foi ventilada várias vezes. Em julho daquele ano, o então presidente do Conselho Regional de Medicina, Gabriel Felsk, afirmou: A interdição não seria um remédio, seria realmente um veneno ainda pior. Afinal, não haveria outro local para tantos pacientes.

 

Médico da família e pós-graduado em psiquiatra, Werley Peres foi secretário de Saúde de Cuiabá em 2014, num dos momentos em que a capital enfrentava uma das situações mais críticas da saúde. Ele afirma que uma das grandes expectativas era de que o Hospital Central desafogasse a saúde de Cuiabá.

 

Naquela época, vivíamos um déficit muito grande de leitos, em especial na alta complexidade e se tivesse o Hospital Central cuidando de alta complexidade, não teria, por exemplo, problema na ortopedia. 60% das pessoas que ficavam no corredor do pronto-socorro eram do interior. Muitos dos pacientes viajavam até 1.300 quilômetros para serem operados e, infelizmente, ficavam naquele corredor, relembra.

 

Peres avalia que, se há 10 anos tivessem inaugurado o Hospital Central, teria uma solução maior e diminuiria a fila do SUS da alta complexidade. Esses leitos, há 10 anos, teriam um resultado até melhor do que hoje. Mas, com a inauguração do Hospital Central, sem dúvida vai desafogar muito o sistema e isso vai ter um resultado gigante.

 

Oferta de leitos de UTI está entre grandes avanços


Titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital - Defesa da Cidadania (Saúde), o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirma que além de atender a alta complexidade, o Hospital Central será essencial com a oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A demanda por leitos de UTI é um dos principais assuntos da judicialização da saúde e a expectativa é que os 60 leitos de UTI do novo hospital possam melhorar a oferta.

 

O hospital será muito importante para a Rede SUS de Mato Grosso, porque vai ser referência para a realização de cirurgias de alta complexidade, de várias especialidades. Então, as pessoas que precisam de cirurgias cardíacas e de várias especialidades vão ter um lugar com um corpo clínico de primeira, toda a estrutura. Também serão 60 leitos de UTI, e somados às UTIs que já existem na rede, vai melhorar também bastante a oferta. Sem falar que vai mudar o patamar do atendimento, avaliou Milton Mattos. 


Por Gazeta Digital 17 de julho de 2026
Duas pessoas, ainda não identificadas, morreram em um grave acidente registrado na manhã desta sexta-feira (17), no km 400 da BR-174, no município de Nova Lacerda (546 km a Oeste). As causas da batida ainda serão apuradas. Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma equipe foi acionada no fim da manhã para atender a ocorrência. No local, os socorristas constataram que o impacto envolveu quatro veículos, incluindo uma viatura oficial da Polícia Militar. Os policiais militares não sofreram ferimentos. O acidente resultou na morte de duas pessoas. Outras duas vítimas ficaram feridas e foram socorridas e encaminhadas ao hospital de Nova Lacerda. O impacto da batida gerou um incêndio. Equipes do Corpo de Bombeiros e caminhões-pipa foram mobilizados para conter as chamas. Uma equipe do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da PRF e outras duas equipes do serviço ordinário de Pontes e Lacerda atuaram imediatamente no isolamento da área e no controle do tráfego. A pista precisou ser totalmente interditada para a realização dos trabalhos de perícia e remoção dos veículos. A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para dar andamento aos procedimentos legais.
Por Agência Brasil 17 de julho de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou nesta quinta-feira (16) um acordo com as big techs para combater a desinformação durante a campanha eleitoral de 2026. A formalização do memorando de intenções ocorreu após uma reunião entre o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e representantes das empresas. As redes sociais aceitaram aderir novamente ao programa permanente de combate à desinformação nas eleições. O programa está em vigor desde as eleições presidenciais de 2022 e prevê a prevenção contra disseminação de narrativas falsas para atacar a integridade das urnas eletrônicas e a legitimidade dos pleitos. Com o novo acordo, serão intensificadas as medidas para combater o uso ilegal de inteligência artificial (IA) para manipular vozes e imagens de candidatos. O acordo foi assinado pelas plataformas Google, X, Meta, Kwai, Telegram, TikTok e LinkedIn, além das empresas de inteligência artificial OpenAI, ElevenLabs e Anthropic. Restrições Em março deste ano, o TSE aprovou regras sobre utilização de IA durante as eleições gerais de outubro deste ano. As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar. O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores. Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia. A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários. Eleições O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Por Ascom 17 de julho de 2026
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na tarde desta quinta-feira (16), aproximadamente 70 kg de substância análoga à pasta base de cocaína no km 208 da BR-364, no município de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). A ação ocorreu durante procedimento de abordagem a uma combinação de veículos de carga e resultou na prisão de dois homens pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico.  Durante a fiscalização, o veículo foi encaminhado à Unidade Operacional da PRF para inspeção avançada. Com o apoio do cão de faro K9 Zion, os policiais localizaram 65 tabletes do entorpecente acondicionados em caixas de papelão no interior da caixa de ferramentas do caminhão. Ao serem questionados, foi informado que a carga ilícita havia sido retirada em Campos de Júlio (MT) e teria como destino o município de Rondonópolis (MT). Os envolvidos receberam voz de prisão em flagrante com base nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006. Além da droga, a equipe realizou a apreensão de aparelhos celulares, valores em espécie e a combinação de veículos utilizada no transporte. A ocorrência, o veículo, os detidos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Rondonópolis (MT) para a continuidade dos procedimentos legais cabíveis.
Por Agência Brasil 17 de julho de 2026
A decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, trouxe uma reação imediata do governo brasileiro. Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada "imediatamente". A lei, sancionada em 11 de abril de 2025, foi motivada também por decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já naquela ocasião, Trump escalou em uma guerra comercial contra diversos países, inclusive o Brasil, e anunciou sobretaxas de importação. A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil. Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação comercial adota uma medida que o prejudique nessa relação, o governo pode adotar uma série de contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou restringir importações de bens ou serviços. Essas contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil. Soberania A Lei da Reciprocidade destaca que cabe a suspensão de concessões comerciais, entre outras medidas, a países ou blocos de países que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.  Assim, a lei se aplica a um país que ameace aplicar ou aplique medidas comerciais na tentativa de interferir em atos específicos ou práticas no Brasil. A legislação também abre espaço ao diálogo e entendimento para que medidas retaliatórias não sejam tomadas obrigatoriamente. Em seu Artigo 4º, determina que a diplomacia entre em ação para reduzir ou anular a necessidade das contramedidas previstas. Meio ambiente A Lei de Reciprocidade também inclui países que tomem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais mais onerosos do que os padrões de proteção ambiental adotados no país. Nesse caso, o Brasil deve considerar, além das normas ambientais adotadas internamente, como o Código Florestal, de 2012, as metas estabelecidas na Política Nacional do Clima, de 2009, e os compromissos assumidos no Acordo de Paris, de 2015. Se um país aplicar medidas comerciais unilaterais alegando descumprimento de normas ambientais não contempladas por esses institutos, e que sejam mais dispendiosas ao Brasil, está prevista a aplicação de contramedidas.
Por Gazeta Digital 17 de julho de 2026
A prorrogação do contrato das obras do BRT (Bus Rapid Transit), publicada pelo governo de Mato Grosso no Diário Oficial desta quinta-feira (16), vai impactar diretamente o cronograma do trecho 1, entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o Terminal André Maggi no CPA, em Cuiabá. O novo aditivo amplia o prazo de vigência do contrato em mais 150 dias, totalizando 635 dias, com término previsto para 16 de fevereiro de 2027. Já o prazo de execução das obras foi prorrogado em 150 dias, chegando a 510 dias, com previsão de encerramento em 18 de novembro de 2026. Alterado o cronograma outras vezes, as obras foram iniciadas em Várzea Grande em 2023, com previsão de conclusão para julho de 2024. Em janeiro de 2024, foram iniciadas as obras em Cuiabá, com previsão de entrega para fevereiro de 2025. Nesta semana, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) confirmou a entrega do trecho 1 em dezembro, mas agora foi feito o novo aditivo. A parte mais avançada das obras do trecho 1 é o corredor viário. Praticamente toda a pavimentação do corredor exclusivo foi concluída e o tráfego já foi liberado. Nessa etapa, falta a execução das obras complementares, como calçadas, paisagismo, iluminação pública, arborização e a implantação da nova via de acesso ao futuro terminal de Várzea Grande. Já a construção das 77 estações ainda registra apenas 3,2% de execução física. A parte que compreende os terminais de integração e o Centro de Controle Operacional (CCO) é a mais atrasada das etapas previstas. Segundo a Sinfra, as obras seguem em fase preparatória e também têm prazo contratual até dezembro. Já o trecho 2, que corresponde ao corredor da avenida Fernando Corrêa da Costa, ligando a região do Coxipó ao Centro de Cuiabá, também teve o cronograma afetado. A promessa era iniciar e concluir essa etapa ainda neste ano, mas, diante do novo cronograma, a execução deverá ficar para a próxima gestão estadual. OPERACIONALIZAÇÃO Dividido em dois corredores, o BRT foi anunciado em 2021 como alternativa mais viável ao antigo projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). No entanto, a demora das obras e o descumprimento dos prazos de entrega das etapas aumentaram as incertezas em torno da operacionalização do sistema. Até o momento, a Sinfra ainda não definiu quando o BRT começará a operar. Em audiência pública realizada essa semana, o secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano, Isaac Nascimento Filho, atribui o atraso das obras à estratégia adotada para reduzir os impactos sobre o trânsito e o comércio.
Por RepórterMT 16 de julho de 2026
O Governo de Mato Grosso oficializou mais um adiamento nas obras do BRT (Bus Rapid Transit) na Região Metropolitana. Conforme extrato publicado no Diário Oficial do Estado que circula hoje (16), a Sinfra-MT (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) assinou o Segundo Termo Aditivo ao contrato com o Consórcio Integra BRT, esticando o cronograma de entrega das obras por mais 150 dias. Com o novo aditivo, o prazo para a execução dos serviços salta para 510 dias, empurrando a previsão de conclusão dos trabalhos de infraestrutura para 18 de novembro de 2026. Já o prazo geral de vigência do contrato foi estendido para 635 dias, com vencimento final em 16 de fevereiro de 2027, o que indica que a operação comercial plena do modal dificilmente ocorrerá ainda este ano. O aditivo de número 041/2025/01/02 foi assinado na última quarta-feira (15). Este é o segundo grande revés no cronograma em menos de sete meses: no final do ano passado, a pasta estadual já havia acrescentado outros 180 dias ao planejamento original de obras para tentar salvar o andamento da primeira etapa do modal. A nova prorrogação contratual joga um balde de água fria nas declarações recentes do governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos). No final do mês passado, Pivetta havia garantido publicamente que o primeiro trecho do sistema, ligando o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, à região do CPA, em Cuiabá, entraria em operação assistida ainda em 2026. Na oportunidade, o Executivo justificou que os atrasos eram reflexo de entraves técnicos e operacionais de engenharia e problemas com frentes de trabalho da primeira etapa do lote urbano. Com a oficialização da prorrogação dos serviços até o final de novembro, as chances de os ônibus articulados circularem comercialmente em Cuiabá até o Natal tornam-se nulas. Novela de R$ 1 bilhão se arrasta desde a Copa de 2014 A substituição do finado Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo BRT foi anunciada como uma solução mais rápida e econômica para destravar a mobilidade urbana da capital, que herdou o esqueleto inacabado de trilhos projetados para a Copa do Mundo de 2014. Após mais de R$ 1 bilhão consumidos em obras fantasmas e o rompimento do antigo consórcio por denúncias de corrupção, o governo estadual vendeu os vagões e trilhos do trem urbano para a Bahia e iniciou a pavimentação de concreto para os ônibus rápidos. No entanto, o avanço das obras nos corredores centrais das avenidas Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e FEB continua sendo alvo de reclamações diárias de comerciantes e motoristas pelo ritmo lento das intervenções.
Por Gazeta Digital 16 de julho de 2026
Mato Grosso reúne 90 vagas em concursos públicos e processos seletivos com inscrições abertas ou previstas para diferentes níveis de escolaridade. As oportunidades estão distribuídas entre prefeituras, câmaras municipais, órgãos estaduais e entidades como o Sesc-MT, com salários que podem chegar a R$ 16.346,38. Há cargos nas áreas de saúde, educação, administração, direito, assistência social, esporte e manutenção, além de vagas para profissionais com formação técnica e superior. Concurso Prefeitura de Primavera do Leste Vagas: 33 Cargos: Agente de Monitoramento, Assistente Social, Auxiliar de Consultório Dentário, Cirurgião Dentista 20H - Paciente PNE, Cirurgião Dentista 20H – Periodontia, Controlador Interno (Ciências Contábeis), Enfermeiro Padrão, Fonoaudiólogo, Fonoaudiólogo Educacional, Médico 20H - Cirurgia Oncológica, Médico 20H – Endocrinologia, Médico 20H – Ginecologia, Médico 20H – Mastologia, Médico 20H – Neurologia, Médico 20H - Oncologia Clínica, Médico 20H – Ortopedia, Médico 20H – Psiquiatria, Médico 20H – Urologia, Médico 40H - Clínico Geral, Monitor Serviços Educacionais, Monitor Social, Procurador Municipal, Professor de Educação Física, Professor Pedagogo, Psicólogo, Técnico de Manutenção, Técnico em Higiene Dental, Técnico em Laboratório , Técnico Esportivo – Atletismo, Técnico Esportivo – Canoagem, Técnico Esportivo - Jiu-Jitsu, Terapeuta Ocupacional. Salário: até R$ 16.346,38 Inscrições: de 08/07/2026 até 09/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-primavera-do-leste-mt-2026 Leia mais - Itaú é condenado a indenizar bancário humilhado e ameaçado no trabalho Câmara Conquista D’Oeste Vagas: 2 Cargos: Advogado, Assistente Administrativo, Auxiliar de Serviços Gerais Salário: até R$ 6.595,08 Inscrições: de 07/07/2026 até 05/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-camara-de-conquista-d-oeste-mt-001-2026 Câmara de General Carneiro Vagas: 4 Cargos: Procurador Jurídico, Auditor de Controle Interno, Agente Administrativo, Assistente de Plenário. Salário: até R$ 4.717,35 Inscrições: de 30/06/2026 até 28/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-camara--general-carneiro-mt-2026 Prefeitura de Poconé Vagas: 1 Cargos: Advogado. Salário: até R$ 5.037,51 Inscrições: de 09/06/2026 até 08/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-n-01-2026-concurso-prefeitura-de-pocone-mt-advogado Processo Seletivo Prefeitura de Alto Garças Vagas: 4 Cargos: Técnico em Enfermagem, Enfermeiro (30h), Enfermeiro (40h), Fonoaudiólogo, Nutricionista e Odontólogo. Salário: até R$ 8.348,84 Inscrições: de 20/07/2026 até 02/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-alto-garcas-mt-2026 INTERMAT Vagas: A divulgar Cargos: Analista Fundiário Agrário Salário: R$ 10.493,79 Inscrições: de 15/07/2026 até 21/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seletivo-intermat-01-2026 SESC-MT Vagas: 4 Cargos: Dentista – Clínico Geral e Periodontia, Instrutor – Desenvolvimento Físico e Esportivo, Artífice de Manutenção Generalista e Auxiliar Administrativo. Salário: até $ 5.212,27 Inscrições: de 14/07/2026 até 17/07/2026. Edital: www.sescmt.com.br Secretaria de Saúde Vagas: 43 Cargos: 18 técnicos de enfermagem, cinco enfermeiros, oito oficiais administrativos recepcionistas, quatro técnicos administrativos comerciais, quatro técnicos em farmácia, dois oficiais administrativos porteiros, um técnico em segurança do trabalho e um farmacêutico. Salários: A divulgar Inscrições: Até 15 de julho Edital: https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/saude-convoca-43-profissionais-para-reforcar-atendimento-na-rede-municipal-em-cuiaba
Por Gazeta Digital 16 de julho de 2026
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e no Departamento de Água e Esgoto (DAE) pelo período de 180 dias. Publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16), os decretos estabelecem medidas rígidas de contenção de despesas para evitar o colapso das contas públicas. A decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas da prefeitura, afetando repasses do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), decorrente do não pagamento de três parcelas de precatórios de cerca de R$ 6,5 milhões cada, herdadas dos anos de 2023 e 2024. Embora o município tenha uma arrecadação anual estimada em R$ 2 bilhões, ele carrega uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios. Atualmente, a gestão precisa desembolsar cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir essas decisões judiciais, um valor drasticamente superior aos R$ 500 mil mensais pagos pela administração anterior. Para detalhar a gravidade da situação antes da publicação dos decretos, a prefeita reuniu secretários e vereadores, explicando que o cenário foi agravado por impasses políticos na Câmara Municipal. "Desde 2025, busquei emendas para custear principalmente a Saúde, a Assistência Social e a Infraestrutura. Quando precisei de um remanejamento orçamentário, o dinheiro ficou parado na Câmara Municipal por 'brio' do presidente daquela Casa. Por isso, tive que utilizar recursos próprios para pagar despesas que poderiam ser custeadas com as emendas", afirmou a prefeita. Além disso, a prefeitura enfrenta outros passivos herdados de gestões anteriores, como uma dívida de R$ 19,4 milhões em créditos tributários e outra de R$ 36 milhões, que impedem a emissão de certidões fiscais. Sem a autorização dos vereadores para parcelar esses débitos, a cidade continua impossibilitada de receber novos recursos federais. Diante desse cenário, a prefeita exigiu o empenho máximo de seus secretários na redução de custos, determinando que todas as pastas apresentem um plano de contenção de gastos administrativos em até cinco dias úteis. Os decretos suspendem imediatamente a criação de novas despesas, a realização de eventos e festividades, a compra de bens permanentes não urgentes e a assinatura de novos contratos. A partir de agora, os recursos públicos disponíveis serão direcionados com prioridade absoluta para a manutenção dos serviços essenciais, como Saúde, Educação, Assistência Social, folha de pagamento dos servidores, limpeza urbana e abastecimento de água.
Por Redação 16 de julho de 2026
O agronegócio brasileiro registrou, em 2025, o maior número de pedidos de recuperação judicial da série histórica. De acordo com dados da Serasa Experian, foram contabilizados 1.990 requerimentos no período, um crescimento de 56,4% em relação ao ano anterior e quase quatro vezes superior aos 534 casos registrados em 2023. Apesar da alta nas recuperações judiciais, os índices de inadimplência apresentam comportamentos distintos entre produtores rurais pessoas físicas e aqueles organizados como pessoas jurídicas. Informações do Banco Central mostram que a inadimplência nas operações de crédito rural com recursos direcionados a produtores pessoas físicas passou de 1,40% em 2021 para 4,37% em 2025, atingindo o maior patamar da série histórica, com aceleração mais intensa a partir de 2024. Já entre os produtores estruturados como pessoa jurídica, o cenário permaneceu mais estável. No período, a inadimplência variou entre 0,33% e 0,67%, encerrando 2025 em 0,52%. Para o advogado Pérsio Landim, especialista em agroadvocacia, os números demonstram que a recuperação judicial passou a integrar o planejamento estratégico das empresas do setor. "A recuperação judicial é um instrumento legal que permite ao produtor rural reorganizar suas dívidas, preservar a atividade econômica e manter a produção em funcionamento. Mais do que uma medida para enfrentar uma crise financeira, ela oferece condições para que o negócio seja reestruturado de forma sustentável, preservando empregos, contratos e a capacidade de geração de renda", afirma. Segundo Landim, o aumento dos pedidos também reflete um ambiente econômico mais desafiador para o agronegócio, marcado pela elevação dos custos de produção, oscilações climáticas e maior dificuldade de acesso ao crédito. "Quando utilizada no momento adequado e com planejamento, a recuperação judicial cria um ambiente de negociação entre devedor e credores, permitindo a construção de soluções que beneficiam todas as partes envolvidas. O objetivo não é deixar de pagar as obrigações, mas estabelecer condições viáveis para que elas sejam cumpridas", explica. Outro movimento observado no setor é o crescimento das recuperações envolvendo grupos econômicos e famílias produtoras. Dados do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE) mostram que, embora o número de processos tenha permanecido em 13 em 2025, o total de requerentes passou de 26 para 55, indicando que estruturas familiares e conglomerados passaram a buscar soluções conjuntas para reorganizar seus passivos. Na avaliação do especialista, esse comportamento evidencia uma mudança de postura dos produtores diante da gestão financeira. "Cada vez mais, produtores rurais e grupos empresariais compreendem que mecanismos jurídicos de reestruturação podem preservar o patrimônio, garantir a continuidade da atividade e fortalecer a empresa para retomar o crescimento após períodos de instabilidade", conclui.
Por Gazeta Digital 16 de julho de 2026
As obras de revitalização realizadas nos últimos anos não foram suficientes para garantir a conservação de 3 das principais praças do Centro Histórico de Cuiabá. Mesmo após receberem investimentos que, somados aos destinados a outros espaços públicos da região, se aproximam de R$ 1 milhão, as praças da República e Ipiranga voltaram a apresentar sinais de degradação. Na Praça Alencastro, os problemas ainda são menos evidentes, mas a falta de manutenção também já é perceptível e pode avançar, caso nada seja feito. A situação mais preocupante é a da Praça da República, localizada em frente à Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Inaugurada em 1922, a praça passou por uma ampla revitalização entre 2019 e 2021, quando recebeu novo paisagismo, iluminação em LED, reconstrução das calçadas e intervenções para ampliar a acessibilidade. Pouco mais de cinco anos após a conclusão das obras, parte dessas melhorias já apresenta sinais de desgaste. Pedras do pavimento estão soltas, há rachaduras, desplacamento do piso e desníveis que aumentam o risco de quedas e dificultam a circulação de pedestres. Bancos quebrados, lixeiras danificadas e a vegetação sem manutenção completam o cenário de abandono em um dos principais cartões-postais da capital. A degradação preocupa por atingir um espaço de intensa circulação de moradores, trabalhadores e turistas. Além de comprometer um patrimônio histórico, as condições da praça afetam diretamente a segurança e a acessibilidade. Idosos, pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida enfrentam obstáculos diários para atravessar o local, principalmente por causa das irregularidades no piso e da falta de conservação da infraestrutura. Moradora da Capital, a aposentada Rosa Ares, de 64 anos, conta que evita atravessar a praça sozinha por causa das condições do piso. Segundo ela, o local, que deveria oferecer conforto e segurança, hoje exige atenção redobrada. Já tropecei aqui algumas vezes e tenho medo de cair. Uma praça dessas deveria estar bem cuidada, porque muita gente passa por aqui e não tem como andar direito, afirma. Já Zilma Godoy, de 52 anos, diz que o estado de conservação causa uma má impressão justamente em um dos principais cartões-postais da cidade. É um dos primeiros lugares por onde muita gente passa quando vem ao Centro Histórico. Quem visita Cuiabá encontra buracos e falta de conservação. Além da aparência ruim, quem usa cadeira de rodas, bengala ou empurra carrinho de bebê enfrenta dificuldades para circular, relata.