Energisa assina renovação da concessão de distribuição de energia elétrica em Mato Grosso

RepórterMT • 13 de maio de 2026

Nesta sexta-feira (8/5), a Energisa Mato Grosso assinou com o Ministério de Minas e Energia o contrato que renova a concessão do serviço de distribuição de energia elétrica no estado por mais 30 anos e anunciou previsão de R$ 9,3 bilhões em investimentos para os próximos cinco anos. O valor representa um aumento de 38% na média anual de investimentos no ciclo 2026-2030 em relação ao período anterior.


“Nas diretrizes do novo contrato, o governo federal, poder concedente, por meio do Ministério de Minas e Energia, e a Aneel, órgão regulador, definiram e regulamentaram as condições essenciais para elevar o padrão de desempenho do setor, que passam a incorporar metas mais rigorosas de qualidade, maior atenção à resiliência das redes diante de eventos climáticos extremos e estímulos claros à inovação e à modernização tecnológica. Isso significa energia mais confiável, segura e compatível com as necessidades de Mato Grosso, um estado pujante e em transformação, tanto na sua economia quanto na sua sociedade”, declara Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso.


Do total de investimentos previstos, R$ 6,4 bilhões devem ser destinados à expansão das redes, viabilizando 315 mil novas ligações. Na prática, isso significa levar energia elétrica a mais residências, comércios e empreendimentos, ampliando o acesso ao serviço e criando condições para o crescimento econômico em diferentes regiões do estado. Outros R$ 2,8 bilhões serão investidos em obras de melhoria e modernização das redes, propiciando maior qualidade, eficiência e segurança para todos os clientes.


A aposentada Ilza Leonardi, uma das fundadoras de Nova Maringá, no médio-norte de Mato Grosso, acompanhou de perto essa transformação ao longo das últimas décadas. Ela lembra que, há cerca de 30 anos, o acesso à energia elétrica ainda era limitado e dependia de soluções precárias. Segundo Ilza, a evolução do serviço teve impacto direto no cotidiano das pessoas. “Eu vivi a dificuldade de ter energia com motor a diesel. De uns anos pra cá, a qualidade vem melhorando e, com isso, a minha qualidade de vida também. A esperança é ver a cidade crescendo com essas ampliações que estão sendo feitas na rede de energia da região”, relata.


O diretor-presidente Marcelo Vinhaes reforça a importância dos investimentos como suporte para o desenvolvimento regional. “O aumento no valor investido em Mato Grosso representa a renovação do nosso compromisso com cada cliente, com a qualidade do fornecimento de energia segura e a tarifa justa, e a certeza de que a Energisa é a parceira ideal para viabilizar o desenvolvimento do estado”, destaca.


Em áreas mais remotas, como o Território Indígena do Xingu, os efeitos da chegada da energia elétrica vão além da infraestrutura e alcançam dimensões sociais importantes. O professor Kaomi Kaiabi, da aldeia Wawi, é testemunha dessa transformação social na vida das pessoas. Ele comemora que na aldeia o acesso à energia tem contribuído para melhorar as condições de ensino e a rotina das famílias. “A energia elétrica desperta mais vontade de aprender, porque permite imprimir atividades para os alunos, usar novos materiais pedagógicos e tornar as aulas mais interativas. A energia também fez diferença no dia a dia das famílias, com o uso de freezers e geladeiras para conservar melhor os alimentos”, explica.


Energisa faz investimento recorde em Mato Grosso pelo segundo ano consecutivo

Para 2026, a Companhia projeta um investimento recorde de R$ 2,1 bilhões, reforçando o compromisso de acompanhar a expansão econômica, populacional e produtiva do estado. No novo ciclo de investimentos, de 2026 a 2030, a Energisa Mato Grosso planeja ampliar a capacidade do sistema elétrico em áreas estratégicas de expansão do agronegócio, acompanhando o avanço da produção agrícola e o desenvolvimento econômico regional. Isso significa que a energia elétrica chegará pela primeira vez a mais de 315 mil famílias, negócios e propriedades rurais, cortando cidades, distritos e comunidades rurais em regiões como Pantanal, Xingu, Araguaia e a Amazônia Legal Mato-Grossense.


Na região de Rondonópolis, está prevista a construção de duas novas subestações de distribuição, com acréscimo total de 60 MVA de potência instalada, além da implantação de uma linha de distribuição em alta tensão (138 kV) com extensão de 52 km. O investimento é essencial para sustentar o crescimento do agronegócio, especialmente nas cadeias de produção e processamento de soja, algodão e outras culturas relevantes. A iniciativa também deve impulsionar a atração de novos empreendimentos industriais e logísticos, com destaque para o setor ferroviário, além de estimular o desenvolvimento imobiliário na região.


Já na região de Sinop e Sorriso, o plano contempla a construção de três novas linhas de distribuição em alta tensão, totalizando 113 km de extensão, além da implantação de duas novas subestações, com capacidade inicial de transformação de 45 MVA. Os investimentos acompanham a forte expansão do cultivo de soja e milho, contribuindo para o fortalecimento da cadeia do agronegócio e para a sustentabilidade do crescimento econômico regional.


“Ao projetar os próximos anos, buscamos crescer em sintonia com o dinamismo de Mato Grosso, com os investimentos de 2026 e do novo ciclo desenhados para acompanhar a expansão econômica e populacional, assegurando que a infraestrutura esteja no lugar certo, no tempo certo e com a capacidade necessária”, reforça o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso.


Energisa em Mato Grosso


A Energisa está presente em Mato Grosso desde 2014, atendendo 1,7 milhão de clientes e, ao longo desse período, consolidou um ciclo contínuo de expansão, modernização da rede e avanços operacionais. Desde então, foram investidos mais de R$ 9 bilhões no estado, resultando em 1.500 km de linhas de alta tensão, 88 mil km de redes de média tensão – o equivalente a duas voltas ao mundo – e 42 novas subestações, ampliando em 27% a capacidade de atendimento da distribuição.


Os avanços dos últimos dez anos incluem a conclusão do processo de universalização do estado, em 2021, a interligação da última região de Mato Grosso ao Sistema Interligado Nacional, em 2022, a inauguração da primeira subestação 138 kV totalmente digital do Brasil, em 2024, e a marca de 1,5 milhão de clientes atendidos a partir de 2020. No mesmo período, ganharam destaque iniciativas estruturantes como o novo Centro de Operações Integrado – o maior do Grupo Energisa – e a duplicação de mais de 500 km de linhas no sistema Araguaia.


Sobre a Energisa


O Grupo Energisa é uma empresa que pensa no futuro desde 1905, pois inovação e empreendedorismo sempre estiveram em seu DNA. São 121 anos de histórias e de evolução de relações. Fundada na Zona da Mata mineira, a Energisa é hoje um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro.


Somos um ecossistema de produtos e serviços que conecta pessoas e empresas às melhores soluções de energia e potencializa o futuro do país.


Nosso portfólio inclui 9 distribuidoras de energia elétrica, 13 concessões de transmissão, uma usina de geração fotovoltaica centralizada, uma marca inovadora de soluções energéticas – a (re)energisa – que possui um dos maiores parques de geração distribuída fotovoltaica do país, além de comercialização de energia no mercado livre e serviços de valor agregado. Em julho de 2023, passamos a atuar no segmento de distribuição e comercialização de gás natural, por meio da aquisição da ES Gás e, desde novembro de 2024, adquirimos participação nos ativos da Cegás, Copergás, Algás e Potigás. O Grupo atua na produção e comercialização de biossoluções (tratamento de resíduos do setor agroindustrial, biometano, biofertilizantes) por meio das usinas da Agric, em Santa Catarina, e da Lurean, no Paraná.


Transformamos energia em conforto, desenvolvimento e sustentabilidade para mais de 20 milhões de pessoas em 939 municípios de todas as regiões do país, e geramos mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.

Por Gazeta Digital 22 de julho de 2026
Mato Grosso reúne novas oportunidades para quem busca estabilidade em uma colocação no serviço público. Ao todo, oito órgãos estaduais e municipais oferecem 216 vagas em diferentes níveis de escolaridade, com cargos nas áreas administrativa, jurídica, educação, saúde, tecnologia e serviços gerais. As remunerações podem chegar a R$ 16.346,38, conforme a função escolhida. Entre os destaques estão os concursos da Prefeitura de Primavera do Leste, que oferece o maior salário da lista, e das prefeituras de Cáceres e Novo São Joaquim, que concentram mais vagas. Também há oportunidades para professores no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Leia mais - Lei que cria estratégias para fortalecer a produção dos medicamentos é sancionada Câmara Conquista D’Oeste Vagas: 2 Cargos: Advogado, Assistente Administrativo, Auxiliar de Serviços Gerais Salário: até R$ 6.595,08 Inscrições: de 07/07/2026 até 05/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-camara-de-conquista-d-oeste-mt-001-2026 Câmara de General Carneiro Vagas: 4 Cargos: Procurador Jurídico, Auditor de Controle Interno, Agente Administrativo, Assistente de Plenário. Salário: até R$ 4.717,35 Inscrições: de 30/06/2026 até 28/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-camara--general-carneiro-mt-2026 Concurso Prefeitura de Primavera do Leste Vagas: 33 Cargos: Agente de Monitoramento, Assistente Social, Auxiliar de Consultório Dentário, Cirurgião Dentista 20H - Paciente PNE, Cirurgião Dentista 20H – Periodontia, Controlador Interno (Ciências Contábeis), Enfermeiro Padrão, Fonoaudiólogo, Fonoaudiólogo Educacional, Médico 20H - Cirurgia Oncológica, Médico 20H – Endocrinologia, Médico 20H – Ginecologia, Médico 20H – Mastologia, Médico 20H – Neurologia, Médico 20H - Oncologia Clínica, Médico 20H – Ortopedia, Médico 20H – Psiquiatria, Médico 20H – Urologia, Médico 40H - Clínico Geral, Monitor Serviços Educacionais, Monitor Social, Procurador Municipal, Professor de Educação Física, Professor Pedagogo, Psicólogo, Técnico de Manutenção, Técnico em Higiene Dental, Técnico em Laboratório, Técnico Esportivo – Atletismo, Técnico Esportivo – Canoagem, Técnico Esportivo - Jiu-Jitsu, Terapeuta Ocupacional. Salário: até R$ 16.346,38 Inscrições: de 08/07/2026 até 09/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-primavera-do-leste-mt-2026 Prefeitura de Alto Garças Vagas: 4 Cargos: enfermeiro, fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo e técnico em enfermagem. Salário: R$ 8.348,84 Inscrições: de 20/07/2026 até 02/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-alto-garcas-mt-2026 IFMT Vagas: 21 Cargos: Professor das áreas: Administração, Informática, Física, Matemática, Manutenção de Aeronaves, Medicina Veterinária, Português/Espanhol, Química e Zootecnia. Salário: R$ 13.753,96 Inscrições: de 20/07/2026 até 03/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-ifmt-02-2026 Prefeitura de Cáceres Vagas: 81 Cargos: Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate às Endemias (ACE). Salário: R$ 3.242,00 Inscrições: de 01/08/2026 até 31/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-caceres-mt-2026 Prefeitura de Novo São Joaquim Vagas: 44 Cargos: Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate às Endemias (ACE). Salário: R$ 4.688,33 Inscrições: de 20/07/2026 até 10/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seeltivo-novo-sao-joaquim-mt-2026 Prefeitura de Marcelândia Vagas: 27 Cargos: Técnico em Enfermagem, Enfermagem , Assistente Social, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Fisioterapeuta, Cirurgião-Dentista, Técnico em Raio X, Motorista (CNH D, Auxiliar de Serviços Gerais, Técnico de Informática, Operador de Motoniveladora, Operador de PC 200, Professor de Matemática, Professor Pedagogo, Farmacêutico e Educador Físico. Salário: R$ 4.147,96 Inscrições: de 20/07/2026 até 28/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-marcelandia-mt-002-2026
Por RepórterMT 22 de julho de 2026
Durante a convenção do PL realizada hoje (22), em Cuiabá, o presidente regional da sigla, Ananias Filho, descartou a adoção de punições rigorosas ou a expulsão de prefeitos filiados que optarem por não apoiar a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. A declaração ocorre em meio a um cenário de "fritura" de prefeitos do PL, que já anunciaram que apoiam a candidato ao governo de Otaviano Pivetta (Republicanos).  A posição pacificadora busca conter o avanço do isolamento político de Wellington Fagundes. No último mês, o senador sofreu perdas significativas com a migração de prefeitos do PL para a base do governador Otaviano Pivetta. O movimento envolveu Sérgio Machnic (PL), de Primavera do Leste; Edilson Piaia (PL), de Campo Novo do Parecis; e Cláudio Ferreira (PL), de Rondonópolis, este último do principal colégio eleitoral e berço político do próprio senador. Além disso, o prefeito de Cuaibá, Abílio Brunini (PL), e Flávia Moretti (PL), de Várzea Grande, têm sido alvos de investidas do arco de aliança governista. Questionado sobre a postura que o comando estadual adotará diante dos prefeitos insatisfeitos, Ananias Filho enfatizou que sua trajetória política é pautada pela persuasão e pela ausência de retaliações. O dirigente assegurou que o partido não fará convites para desfiliação nem imporá o alinhamento eleitoral de forma ostensiva. " Nós não fomos para o embate com ninguém porque as alianças não estão 100% definidas. Todos os partidos têm problemas, têm soluções e têm diálogo, é normal. A minha trajetória política é de argumentação. Eu nunca pedi um voto, nunca forcei um irmão meu ou parente a votar. Nós não vamos fazer convite para ninguém sair. Nós vamos pedir para que ele venha ", afirmou Ananias Filho durante a convenção. O presidente disse que o cenário eleitoral estadual permanece fluindo, destacando que outras legendas, como o Democrata, e o União Brasil também não consolidaram suas coligações ou definição de nomes majoritários. Com as negociações em andamento e a tentativa de atrair partidos como o Podemos e o Novo para a composição do pleito, a ata da convenção do Partido Liberal em Mato Grosso permanecerá aberta até o dia 5 de agosto, data limite estabelecida pela Justiça Eleitoral para a formalização das chapas e coligações.
Por Gazeta Digital 22 de julho de 2026
Oficializado como candidato do PL na disputa pelo governo de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes declarou que quer o empresário Marcelo Maluf (Novo) como seu vice. Apesar do entusiasmo com a possibilidade, o liberal não pode cravar a certeza; o anúncio terá que esperar até o prazo final das convenções, em 5 de agosto. Questionado sobre a possibilidade já ventilada há algum tempo, o senador afirmou que aliança com o empresário é sondada há muito tempo. “Inclusive, eu queria que o Marcelo fosse meu suplente de senador. À época, ele queria ser o meu suplente quando eu fui eleito para o primeiro mandato. O Marcelo foi para um partido que o impediu de ser candidato”, justificou o político. Na época, Maluf foi candidato a suplente de Jayme Campos e a parceria não se concretizou. Fagundes argumenta que Maluf é de família tradicional, com forte história empresarial, e “seria muito desejável ter uma pessoa como o Marcelo”. Contudo, questionado sobre qual seria a dificuldade em já definir o nome como seu vice na disputa ao Palácio Paiaguás, o parlamentar garantiu que “não há dificuldade”, mas tudo depende de negociações entre partidos, no caso o PL e o Novo, ambos alinhados à direita. “Não, eu não posso falar. Aí eu não posso dizer, porque isso não foi apreciado, não teve reunião para assim, não foi oficializado, né? E isso tudo será daqui até o dia 5, porque depende de outros partidos também”, alegou. Empresário do ramo da construção civil, Marcelo Maluf já teve o nome cogitado em outras disputas eleitorais. Em 2014, chegou a integrar a chapa do ex-governador Rogério Salles (PSDB) como primeiro suplente ao Senado. Agora, desponta como principal nome do Novo para compor a chapa do PL.
Por Agência Brasil 22 de julho de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (21) o limite de gastos para os candidatos aos cargos em disputa nas eleições de outubro. Os recursos fazem parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que vai distribuir R$ 4,9 bilhões para os 30 partidos que vão participar do pleito. Os candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$ 133 milhões, incluindo os dois turnos. O limite para o primeiro turno ficou em R$ 88,9 milhões. Quem for disputar o segundo poderá gastar até R$ 44,4 milhões. Também foi definido o limite de gastos para os cargos de governador, senador, deputado distrital, federal e estadual. Em São Paulo, maior colégio eleitoral, com 34 milhões de eleitores, os candidatos ao governo do estado poderão gastar R$ 26,6 milhões no primeiro turno e R$ 13,3 milhões no segundo. Os valores não sofreram aumento e serão os mesmos fixados pelo TSE no pleito presidencial de 2022. O limite para todos os cargos que serão disputados pode ser conferido no site do TSE. Os gastos de campanha envolvem as despesas com contratações de serviços de viagens, gravações de vídeos, produção de comícios, entre outros. Punição O candidato que gastar acima do limite estabelecido pelo TSE poderá ser condenado ao pagamento de multa de até 100% sobre o valor excedente. Além disso, o candidato pode ser processado por abuso de poder econômico. A checagem dos valores é feita por meio de prestações de contas que devem ser entregues obrigatoriamente pelos candidatos e partidos à Justiça Eleitoral ao longo da campanha. Eleições O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando eleitores votarão em deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Por RepórterMT 22 de julho de 2026
Um ônibus de viagem com 37 passageiros tombou e deixou nove pessoas feridas na madrugada de hoje (22), no km 579 da BR-163, em Nova Mutum (a 242 km de Cuiabá), no interior de Mato Grosso. Segundo informações da Nova Rota do Oeste, o motorista teria perdido o controle da direção, fazendo com que o veículo tombasse no canteiro lateral da rodovia.  De acordo com a concessionária responsável pela administração do trecho, o acidente ocorreu por volta das 3h, quando as equipes de resgate foram acionadas para prestar atendimento às vítimas. Dos 37 ocupantes do ônibus, incluindo o motorista, nove precisaram ser socorridos. Uma das vítimas ficou presa às ferragens e foi resgatada pelas equipes de emergência. Os demais passageiros seguiram viagem em outro ônibus disponibilizado pela empresa.
Por Gazeta Digital 22 de julho de 2026
Dirigentes nacionais do Republicanos e do MDB costuram, em Brasília, a formação da chapa do governador e pré-candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) projetando a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na vaga de vice. As negociações ganharam força às vésperas das convenções partidárias e o avanço das tratativas foi confirmado pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, que admitiu trabalhar para convencer a parlamentar a integrar a composição governista. Se ela topasse ser vice, estaria resolvido. Se ela não topar, estamos vendo como fazer, disse ao jornal A Gazeta. Embora mantenha publicamente sua pré-candidatura ao Senado, Janaina tornou-se a principal peça-chave das conversas para ampliar a base de sustentação a Pivetta. Sua eventual migração para compor a chapa governista é vista por aliados como uma solução capaz de reunir diferentes forças políticas em torno da candidatura do governador. A hipótese da parlamentar fazer uma dobradinha com Pivetta circula há meses, mas a pauta ganhou novo impulso nas últimas semanas diante da proximidade das convenções. A possível saída de Janaina da corrida pelo Senado também é avaliada como uma alternativa para reduzir disputas dentro do próprio bloco governista. A avaliação de lideranças políticas aponta que a sua desistência favoreceria tanto o grupo ligado ao centro-esquerda, que trabalha pela reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD), quanto de setores do PL, que defendem a candidatura do deputado federal José Medeiros. Ambos também mostram viabilidade eleitoral. Apesar do avanço das conversas, a engenharia política ainda esbarra em um obstáculo considerado central pelos articuladores. A composição defendida por parte das lideranças prevê que Janaina aceite disputar a vice-governadoria, enquanto seu sogro, o senador Wellington Fagundes (PL), retiraria sua pré-candidatura ao governo. Em troca, receberia o compromisso político de ser apoiado pelo grupo na sucessão estadual de 2030. Janaina Riva diz que a disputa majoritária é muito acirrada e o peso do MDB pode ser decisivo. Ela nunca admitiu publicamente em recuar de concorrer ao Senado.Contudo, à reportagem de A Gazeta, publicada na edição de terça-feira (21), admite que está conversando na busca de alianças. Ela também tem bom trânsito com a ala do União Brasil, liderada pelo senador Jayme Campos, pré-candidato ao governo, e com o Podemos do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que não tem candidaturas majoritárias lançadas até o momento. No entanto, não descarta compor chapa majoritária dentro do espectro político de direita.
Por MidiaNews 21 de julho de 2026
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) reorganize o fluxo de custódia de pessoas presas no estado para impedir que a Polícia Judiciária Civil (PJC) continue sendo utilizada de forma rotineira na guarda, escolta e transporte de custodiados. A decisão foi assinada pelo conselheiro Ulisses Rabaneda, que acolheu parcialmente um pedido do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso (Sinpol-MT) contra a Resolução TJMT/OE nº 7/2025 e da Portaria Conjunta nº 11/2025, que instituíram o Núcleo de Justiça 4.0. No processo, o sindicato argumentou que, na prática, o modelo implantado pelo TJ-MT tem imposto à Polícia Civil atribuições que seriam típicas da Polícia Penal, como a guarda de presos em fóruns, o transporte constante de detidos entre delegacias e unidades judiciais e o retorno desses custodiados às unidades policiais. O conselheiro manteve a validade da resolução e da portaria conjunta, mas concluiu que a forma como o fluxo vem sendo executado acabou transferindo à Polícia Civil atividades incompatíveis com sua função constitucional. Conforme o conselheiro, problemas logísticos, como falta de vagas no sistema prisional ou de estrutura para recebimento de presos, não justificam a permanência de custodiados em delegacias nem a utilização de investigadores para atividades típicas da Polícia Penal. O relator também ressalta que a Lei nº 14.735/2023 veda a custódia de presos em unidades da Polícia Civil, salvo quando houver interesse investigativo devidamente fundamentado. Para corrigir as falhas identificadas, o conselheiro determinou que o TJ-MT implemente uma série de medidas estruturais. Em até 30 dias, o Tribunal deverá consolidar e atualizar os dados sobre as interdições de unidades prisionais em Mato Grosso, encaminhando essas informações aos juízos de execução penal para reavaliação das medidas atualmente em vigor. No prazo de 60 dias, deverá ser elaborado um plano estadual provisório de contingência, identificando os pontos de recebimento de presos em cada comarca, proibindo o retorno de custodiados às delegacias por falhas logísticas e estabelecendo registro formal de qualquer apoio excepcional prestado pela Polícia Civil. Já em até 120 dias, o TJ-MT deverá concluir um protocolo interinstitucional definitivo, construído em conjunto com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Penal e Polícia Civil, além de outros órgãos convidados, definindo de forma clara a responsabilidade de cada instituição em todas as etapas da custódia. Também determinou a adequação dos atos do Tribunal à Lei nº 15.358/2026, que estabelece a audiência de custódia por videoconferência, ao menos até que o CNJ aprecie Consulta já formulada sobre a matéria, e fixou o monitoramento das medidas durante 12 meses.
Por TSE 21 de julho de 2026
A partir desta segunda-feira (20), partidos políticos, candidatas e candidatos deverão informar à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos para o financiamento das campanhas eleitorais. Os dados deverão ser enviados em até 72 horas após o recebimento dos recursos, para divulgação na internet. A medida faz parte das regras de prestação de contas das Eleições Gerais de 2026 e busca dar transparência aos recursos arrecadados durante o período eleitoral. Contratação de despesas Outra regra que passa a valer é a possibilidade de partidos políticos, candidatas e candidatos contratarem despesas para preparação das campanhas e instalação física e virtual de comitês após a realização das convenções para a escolha das candidaturas, desde que os contratos sejam formalizados. O desembolso financeiro, porém, só poderá ocorrer após a obtenção do número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), abertura de conta bancária específica para movimentação financeira da campanha e emissão dos recibos eleitorais. As regras estão previstas na Resolução do TSE nº 23.607/2019 e na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).
Por RepórterMT 21 de julho de 2026
Em decisão liminar proferida na segunda-feira (20), a 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública impõe prazo de urgência para o presidente do Legislativo convocar sessão extraordinária sob pena de multa diária.  O juiz Francisco Ney Gaíva, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, concedeu medida liminar em Mandado de Segurança pelo Município, ordenando que o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira, convoque imediatamente, em 24 horas uma sessão legislativa extraordinária. A decisão impõe um prazo rigoroso para que Cerqueira notifique pessoalmente todos os parlamentares e paute projetos para a Projeto de Lei nº 118/2026, destinado a alterar o artigo 6º da Lei Municipal nº 5.481/2025, ampliando o limite de autorização para abertura de créditos adicionais suplementares de 5% para 20% do total da despesa orçamentária no município de Várzea Grande. Caso descumpra a ordem, o parlamentar responderá com multa pessoal e diária de R$ 1.000,00, limitada a R$ 30 mil. No dia 15 de julho, a prefeita assinou os Decretos nº 68 e nº 69, declarando situação de calamidade financeira e fiscal no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG). A motivação central reside no estrangulamento da capacidade de remanejamento de verbas públicas. Uma emenda parlamentar havia reduzido o limite de abertura de créditos adicionais suplementares do Executivo de 30% para parcos 5%. Como a prefeitura já havia utilizado 4,99% dessa margem, a gestão Moretti ficou impedida de remanejar e aplicar recursos cruciais. Entre as verbas travadas pela falta de autorização legislativa está um montante de R$ 56.696.464,23, já disponível nas contas municipais e destinado prioritariamente à Secretaria Municipal de Saúde, além de aportes fundamentais para o Previvag, a Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Além disso, a prefeita busca a aprovação urgente da adesão ao parcelamento especial de débitos previdenciários (exercícios 2019/2020) junto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), medida indispensável para manter a certidão negativa da cidade e garantir o recebimento de repasses federais e convênios. No último dia 14 de julho 14 dos 23 vereadores da cidade protocolaram requerimento pedindo a presidência da casa realização de votação extra, mas pedido foi negado pelo presidente Wanderley Cerqueira.
Por RepórterMT 21 de julho de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, hoje (21), a Operação Laço Oculto para cumprir 14 medidas judiciais contra investigados por envolvimento em um esquema de extorsão que causou prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma servidora pública da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, um mandado de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três ordens de bloqueio de ativos financeiros. As ordens de bloqueio, direcionadas a três investigados, podem alcançar, somadas, mais de R$ 3,3 milhões. Apesar de não ter envolvimento direto com o caso, a SES colaborou com as investigações. A Corregedoria da Polícia Militar também participa do cumprimento das ordens judiciais nesta terça-feira. Conforme apurado no inquérito policial, a vítima, também servidora da SES, teria sido submetida, entre os anos de 2022 e 2025, a um contínuo processo de intimidação e manipulação psicológica por uma colega de trabalho, que teria criado uma narrativa envolvendo supostas dívidas com agiotas e ameaças contra a vítima e seus familiares, passando a exigir pagamentos sucessivos sob o argumento de que os valores seriam destinados à quitação dessas obrigações. Mantida em permanente estado de medo, a vítima realizou empréstimos, saques em cartões de crédito, resgate de recursos da previdência privada e utilizou recursos destinados à construção de sua residência. Também foi convencida a financiar, em seu próprio nome, uma caminhonete que seria utilizada por pessoa ligada à principal suspeita. O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu seu abalo emocional, descobriu o que estava acontecendo e impediu a continuidade do contato com a investigada, denunciando o caso à polícia. Como funcionava o esquema  A colega de trabalho convenceu a vítima de que ambas estavam sendo ameaçadas por agiotas por causa de uma suposta dívida envolvendo outro servidor público. A investigada dizia que os criminosos sabiam quem elas eram e poderiam atacar seus familiares caso os pagamentos não fossem realizados. Ao mesmo tempo, apresentava-se como vítima e afirmava que poderia negociar a dívida e protegê-la. Com medo, a vítima passou a transferir dinheiro para a própria colega. As cobranças continuaram entre 2022 e 2025, sempre acompanhadas de novas ameaças e da alegação de que a dívida e os juros estavam aumentando. Para realizar os pagamentos, a vítima contraiu empréstimos, sacou valores de cartões de crédito e utilizou economias pessoais e recursos reservados para os filhos e para a construção de sua casa. Ela também foi convencida a financiar uma caminhonete para o marido da investigada, permanecendo responsável pela dívida. Investigação A investigação demonstrou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta da colega de trabalho. O valor foi confirmado mediante afastamento judicial do sigilo bancário e análise financeira realizada pelos analistas da Polícia Civil. O rastreamento financeiro apontou que parte dos recursos recebidos foi posteriormente transferida para outras pessoas vinculadas ao núcleo investigado. Também foram identificadas movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos formais dos envolvidos, utilização de contas com elevada rotatividade, milhares de saques em espécie e possível utilização de pessoas "laranjas" para circulação e ocultação patrimonial. Todas as medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, após manifestação favorável do Ministério Público. A decisão autorizou, ainda, a apreensão de veículos e outros bens possivelmente relacionados ao proveito do crime, bem como a extração e análise dos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos. O nome da operação, Laço Oculto, faz referência ao vínculo de medo e dependência psicológica criado para manter a vítima submetida às exigências financeiras, enquanto o dinheiro era transferido e dispersado entre pessoas relacionadas ao esquema. A Operação Laço Oculto tem como principais objetivos localizar e recuperar os valores retirados da vítima por meio da extorsão, além de apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a investigação de eventuais crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.