Às vésperas de eleição, oposição na AL ensaia nova CPI
O governo Otaviano Pivetta (Republicanos) sofre mais uma pressão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) antes do recesso por conta da articulação para criar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a gestão à véspera das eleições.
Desta vez, a CPI do Consignados já conta com seis assinaturas, faltando duas para sua instauração. Caso atinja o número necessário, a leitura ocorrerá ainda nesta quarta-feira (8).
A reportagem apurou que o requerimento começou a circular na semana passada com as assinaturas dos deputados Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD) e da deputada Janaina Riva (MDB). Porém, mais dois
parlamentares também teriam aderido ao pedido. Contudo, os nomes não foram revelados.
A movimentação orquestrada pegou a base aliada do governo de surpresa e deverá mobilizar as lideranças para evitar o mesmo que ocorreu em fevereiro, quando a oposição conseguiu emplacar a CPI da Saúde.
O pedido de CPI também foi articulado com parte do movimento sindical, que lançou um abaixo-assinado em prol da investigação, com o intuito de pressionar os deputados estaduais em período eleitoral.
O requerimento foca nos créditos consignados da modalidade cartão benefício e cartão de crédito. Das 25 instituições que estão sob investigação interna por parte do governo, 19 já tiveram a cobrança suspensa em algum momento por decisão do próprio governo.
A apresentação do requerimento se alia à divulgação pela imprensa nacional de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) teria aberto investigação contra o ex-governador Mauro Mendes (União) para apurar possível favorecimento ao Banco Master em 2023, quando se publicou decretos para que instituições financeiras pudessem oferecer créditos consignados na modalidade cartão benefício e cartão de crédito aos servidores públicos do Estado.
O ex-governador nega qualquer irregularidade e classificou o vazamento da investigação como uma retaliação eleitoral, já que ele disputará o Senado Federal.
O pedido de CPI dos Consignados chegou a ser proposto no ano passado, porém, as tentativas foram fracassadas, assim como a CPI do Meio Ambiente e do acordo de R$ 308 milhões da OI S.A.
Atualmente uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), contra empresas e instituições financeiras que fornecem empréstimos consignados no Estado, encontra-se paralisada por decisão judicial.










