Agronegócio tem recorde de exportações em setembro. Carnes suína e bovina lideram altas

Gov • 10 de outubro de 2025

O Brasil registrou, em setembro de 2025, o maior valor de exportações do agronegócio para meses de setembro desde o início da série histórica. Foram exportados US$ 14,95 bilhões, alta de 6,1% na comparação com setembro de 2024. O setor respondeu por 49,0% de todas as exportações brasileiras no mês. O avanço foi sustentado, sobretudo, pelo aumento dos volumes embarcados (+7,4%), em um cenário de leve recuo dos preços médios internacionais (-1,1%).


No acumulado do ano, as exportações brasileiras do agronegócio registraram incremento de 0,7%, tendo sido exportados, de janeiro a setembro, US$ 126,6 bilhões. Por sua vez, as importações de produtos do setor registraram aumento de 7,3% no mês de setembro e de 5,4% no acumulado do ano. O agro tem trazido ao país mais de US$ 111 bilhões no acumulado do ano de superávit comercial, contribuindo para o equilíbrio das contas externas do Brasil.


Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o desempenho confirma a resiliência do setor na economia. “Os resultados de setembro mostram, mesmo diante de um cenário externo desafiador, a competitividade do agronegócio brasileiro e o acerto na estratégia reforçada a partir de 2023 de abertura, ampliação e diversificação de mercados e produtos. Até o momento, foram abertas 444 novas oportunidades para os produtores e exportadores brasileiros.”


Destacaram-se, em setembro, itens como a carne bovina in natura, com US$ 1,77 bilhão (+55,6%); a carne suína in natura, que alcançou marca histórica de US$ 346,1 milhões (+28,6%) e quase dobrou o volume embarcado (+78,2%); e o milho, com US$ 1,52 bilhão (+23,5%). Já entre os produtos potencialmente mais afetados pelo tarifaço, destaque para o café, com US$ 1,3 bilhão (+9,3%), e os pescados, cujas exportações somaram US$ 38,7 milhões, com aumento de 6,1% em volume.


Além dos itens mais tradicionais da pauta exportadora, o governo brasileiro tem trabalhado intensamente na diversificação da pauta e no acesso a nichos com maior valor agregado. A estratégia reúne abertura e ampliação de mercados, promoção comercial e suporte às cadeias produtivas, para ganhar presença especialmente em destinos da Ásia, Europa e América do Norte.


Entre os itens menos tradicionais da pauta, setembro também registrou recordes históricos em volume na série, reforçando a diversificação das vendas externas: sementes de oleaginosas (exceto soja) (+92,3%), melancias frescas (+65%), feijões (+50,8%) e lácteos (+13,7%). No geral, os produtos menos tradicionais incrementaram 9,2% em setembro e 19,1% no acumulado do ano.



O secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Luís Rua, destacou a importância das missões internacionais para sustentar o ritmo das vendas. “Setembro demonstra o esforço da presença internacional do agro brasileiro em um contexto global desafiador. A combinação de sanidade, qualidade e competitividade, somada ao diálogo com o setor privado e às ações de promoção comercial, consolida o país como parceiro confiável para a segurança alimentar do mundo. Apenas em 2025, foram mais de 60 missões internacionais promovidas pelo MAPA, além de feiras internacionais e ações, como a Caravana do Agro Exportador, que apoiam a inserção do nosso agro no cenário internacional, sempre em conjunto com a ApexBrasil e o MRE”, afirmou.


A expansão das exportações, com manutenção da oferta interna, gera emprego e renda, atrai divisas e reduz riscos ao diversificar mercados e produtos. Também estimula investimentos em inovação e sustentabilidade e fortalece relações estratégicas no comércio internacional.


Os avanços são resultado do trabalho conjunto entre governo e setor privado, com foco em habilitações, equivalências e requisitos sanitários, além de ações de promoção comercial para ampliar a presença do Brasil nas principais cadeias globais de alimentos.


Por CNN 24 de agosto de 2026
A empresa petroquímica Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial nesta segunda-feira (24). A empresa alega dívidas que somam R$ 56 bilhões, na conversão (US$ 10,9 bilhões) A informação foi confirmada nesta manhã através de um documento divulgado pela empresa. Na nota, a companhia diz que comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que o Conselho de Administração aprovou o ajuizamento do pedido de recuperação extrajudicial da empresa. "Assim que formalizados os documentos pertinentes, fará o protocolo do pedido de Recuperação Extrajudicial, com o objetivo de assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das suas obrigações financeiras quirografárias no montante aproximado de US$ 10,9 bilhões (“Créditos Sujeitos”)", diz o comunicado. A Braskem esclarece ainda que a medida possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da empresa com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos. A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite à empresa negociar diretamente com os credores e levar posteriormente o acordo à Justiça para homologação. Se não conseguir o apoio necessário, o processo pode ser convertido em recuperação judicial. Há pouco mais de um mês, a empresa já estava em discussão com credores sobre a necessidade de uma reestruturação na estrutura de capital. Em junho, as agências de rating Fitch e S&P Global decidiram rebaixar a nota para papéis da companhia petroquímica, citando as dívidas e o anúncio de que a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo havia aprovado o pedido de tutela cautelar feito anteriormente pela empresa. Passados os 60 dias, o prazo de proteção contra execuções de credores chegou ao fim nesta segunda-feira, sem que um acordo para reestruturar suas dívidas tenha sido fechado. Segundo apuração da CNN, os bancos exigiram garantias envolvendo ativos da própria Braskem e a contratação de um empréstimo de US$ 700 milhões. A empresa recusou o novo financiamento. A proposta apresentada por uma de suas controladoras, a IG4, prevê o alongamento por cinco anos das linhas atuais e carência de juros por 30 meses. O desenho não prevê redução do principal da dívida, o chamado haircut, nem conversão da dívida dos bancos em participação acionária. Os assessores jurídicos da operação são: Pinheiro Neto (FIP Shine/IG4), E. Munhoz e Cleary Gotlieb (Braskem) e Demarest (Petrobras). Motivos para dívida A decisão anunciada hoje foi pressionada por um momento econômico desafiador. O setor petroquímico enfrenta excesso de oferta global, margens menores e demanda fraca. Na Braskem, o custo dos produtos vendidos chegou a consumir cerca de 96% da receita líquida. Em Alagoas, o afundamento do solo associado à exploração de sal-gema gerou um passivo bilionário. Cerca de 60 mil pessoas foram afetadas e aproximadamente 14 mil imóveis foram condenados. Em junho, a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no caso. As ações da Braskem caíram quase 15% naquele pregão. A estrutura de capital também aumentou a pressão sobre o caixa. A Selic passou de 2% em 2020 para 15% em março de 2026, elevando o custo do serviço da dívida. Parte relevante do passivo da companhia está denominada em moeda estrangeira. Já na semana passada, a joint venture Braskem Idesa, com sede no México, protocolou um pedido de um pedido de recuperação judicial, no âmbito do Chapter 11, na Justiça dos Estados Unidos. 
Por RepórterMT 24 de agosto de 2026
O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), aparece em primeiro lugar na corrida ao Senado, de acordo com pesquisa divulgada hoje (24) pelo instituto Paraná Pesquisas. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Mendes registra 52,3% das intenções de voto, seguido por Janaina Riva (MDB), com 33,7%.  Na sequência aparecem José Medeiros (PL), com 18,8%; Pedro Taques, com 16,5%; e Carlos Fávaro (PSD), com 14,6%. Coronel Darwin (DEM) soma 4,7%, enquanto Professor Nelson Ferreira (Agir) tem 4,1% e Antonio Galvan (Avante), 4%. Margareth Buzetti (PP) aparece com 1,8% e Beny Godoy (Agir) registra 1,1%. Não souberam ou não quiseram responder somam 5,1% dos entrevistados e os que disseram votar em branco ou nulo somam 6%. Pesquisa espontânea Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Mauro Mendes também aparece na primeira colocação, com 15,8% das intenções de voto. Janaina Riva foi citada por 7,3% dos entrevistados, seguida por José Medeiros, com 6,6%. Carlos Fávaro aparece com 3,6%, enquanto Pedro Taques registra 1,9%. Antonio Galvan foi citado por 0,9%. Coronel Darwin e Margareth Buzetti aparecem com 0,3% cada. Professor Nelson Ferreira e Beny Godoy registraram 0,1% cada. Outros nomes somaram 0,3%. A parcela de entrevistados que não soube ou não quis responder é de 62,4%, enquanto 5,0% declararam que não votariam em nenhum dos nomes, votariam em branco ou nulo. Tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, cada entrevistado poderia citar até dois nomes. O levantamento ouviu 1.504 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026. O nível de confiança é de 95%, e a margem estimada de erro é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais. De acordo com o instituto, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-02157/2026.
Por Gazeta Digital 24 de agosto de 2026
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa na próxima sexta-feira (28) e terá, em Mato Grosso, 3 candidatos ao Governo do Estado com tempo reservado nos blocos em rede. O horário eleitoral do primeiro turno segue até 1º de outubro, conforme o calendário da Justiça Eleitoral. O maior tempo ficou com o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos). A coligação Mato Grosso Não Pode Parar terá 3 minutos e 14 segundos por bloco. Na sequência aparece Natasha Slhessarenko (PSD), da coligação Mato Grosso Para Todos, com 3 minutos e 1 segundo. Já o senador Wellington Fagundes (PL), da coligação Coração da Gente, terá 2 minutos e 43 segundos. Os tempos constam do relatório de distribuição elaborado pela Justiça Eleitoral para a disputa ao Governo de Mato Grosso. O documento também estabelece a ordem de veiculação: Natasha será a primeira, Pivetta o segundo e Wellington o terceiro. Veja o tempo de cada candidato Otaviano Pivetta (Republicanos): 3min14s Natasha Slhessarenko (PSD): 3min01s Wellington Fagundes (PL): 2min43s A diferença entre Pivetta e Natasha é de 13 segundos, enquanto o governador terá 31 segundos a mais que Wellington. Natasha, por sua vez, terá 18 segundos a mais que o candidato do PL. A distribuição considera a representação dos partidos e federações na Câmara dos Deputados, conforme os critérios estabelecidos pela Justiça Eleitoral. No rádio, os programas em rede serão exibidos em dois horários diários, enquanto na televisão haverá duas faixas de veiculação. Em Mato Grosso, os horários seguem o fuso local.
Por RepórterMT 23 de agosto de 2026
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) convidou os candidatos ao Governo do Estado a cadastrarem suas vozes em um sistema que busca impedir clonagens feitas com inteligência artificial. A iniciativa será adotada durante as Eleições Gerais de 2026 e pretende dificultar a produção de áudios falsos atribuídos aos concorrentes.  A ação é resultado de uma parceria da Justiça Eleitoral com a ElevenLabs, empresa que trabalha com geração e reprodução de voz por inteligência artificial. A adesão dos candidatos é voluntária e exige o envio de uma amostra de voz seguindo os critérios técnicos estabelecidos pela plataforma. As vozes cadastradas serão incluídas na lista chamada “No-Go Voices”, ou “Vozes Protegidas”. Dentro dos serviços oferecidos pela ElevenLabs, o mecanismo restringe a reprodução sintética e a clonagem das vozes incluídas no sistema. A proteção, portanto, é voltada especificamente para as ferramentas disponibilizadas pela empresa. Além dos candidatos aos governos estaduais e do Distrito Federal, a iniciativa também contempla ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais e candidatos à Presidência da República. O objetivo é reduzir o risco de uso da tecnologia para criar declarações inexistentes, falsificar identidades ou produzir conteúdos de desinformação durante a campanha. A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, informou que também cadastrará a própria voz. Segundo ela, a medida busca antecipar possíveis problemas provocados pelo uso de inteligência artificial no período eleitoral. “A inteligência artificial oferece inúmeras possibilidades positivas, mas também exige medidas de prevenção contra usos que possam confundir o eleitor ou atribuir falsamente uma declaração a determinada pessoa”, afirmou. Em Mato Grosso, a iniciativa será coordenada pela Assessoria de Comunicação Social do TRE-MT. Após o fornecimento das amostras, a ElevenLabs poderá identificar as vozes cadastradas e impedir que suas próprias ferramentas sejam utilizadas para reproduzi-las artificialmente.
Por Ascom 23 de agosto de 2026
Um homem, suspeito de aplicar golpes em comércios simulando pagamentos via PIX, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (21), em ação realizada pelos policiais da Delegacia de Jaciara. A ação resultou na recuperação de diversos produtos subtraídos por meio dos golpes. O suspeito, de 27 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de estelionato. As investigações foram iniciadas após comerciantes procurarem a Delegacia de Jaciara na manhã de sexta-feira (21), relatando prejuízos provocados por um homem que realizava compras e, no momento do pagamento, apresentava comprovantes de Pix agendado, levando as mercadorias antes da efetiva compensação dos valores. As compras fraudulentas ocorreram nos dias 19 e 20 de agosto. Em um dos estabelecimentos, o suspeito adquiriu produtos no valor de R$ 499,50. Após sua saída, os funcionários verificaram que o valor não havia sido creditado na conta da empresa e constataram que o documento apresentado correspondia apenas ao agendamento da transferência. Durante as diligências, os policiais identificaram outras quatro possíveis vítimas que teriam sido alvo do mesmo modo de atuação. Em um dos casos, em uma loja de roupas, o investigado apresentou um comprovante de Pix agendado no valor de R$ 450,00, levando quatro camisetas e três bermudas, sem que o pagamento fosse efetivamente realizado. Diante dos elementos apurados, a equipe da Delegacia de Jaciara iniciou imediatamente as diligências e conseguiu identificar o suspeito, que foi localizado em posse de parte dos produtos subtraídos. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Jaciara, interrogado e autuado em flagrante por estelionato, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça. A recuperação dos produtos obtidos mediante fraude evitou o prejuízo aos comerciantes. Os bens foram restituídos às vítimas. A Polícia Civil orienta os comerciantes do município que tenham sido vítimas de golpes com características semelhantes a procurar a unidade policial para registrar a ocorrência e fornecer informações que possam contribuir com as investigações.
Por FolhaMax 22 de agosto de 2026
Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comarca de Paranatinga (376 km de Cuiabá), realizou nesta quinta-feira (20) um pit-stop informativo para conscientizar a população sobre a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A mobilização integra a programação da campanha nacional Agosto Lilás e reuniu instituições que compõem a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar do município. Durante a ação, o juiz da 1ª Vara da Comarca de Paranatinga, Tiago Gonçalves dos Santos, participou da distribuição de laços lilás, símbolo da campanha;juiz eu chaveiros e panfletos com informações sobre os canais de denúncia, entre eles o Ligue 180. Segundo o magistrado, iniciativas como essa aproximam as instituições da comunidade e ampliam o debate sobre a violência contra a mulher. “O pit-stop de hoje é parte das atividades desenvolvidas pela Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar de Paranatinga. Ações como esta aproximam os órgãos que compõem a Rede da comunidade e alertam os condutores sobre a importância de falar sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher e, principalmente, de combatê-la”, afirmou. Judiciário presente na comunidade A participação do magistrado na mobilização também buscou demonstrar a atuação do Poder Judiciário para além do trabalho realizado nos gabinetes e nas unidades judiciais. Para o magistrado, sua presença direta nas ações promovidas pela Rede contribui para aproximar a Justiça da sociedade e incentivar o trabalho conjunto das instituições. “Minha participação, enquanto magistrado, demonstra também o papel institucional do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que vai além do julgamento dos processos e da análise das medidas protetivas. É importante que a sociedade visualize o juiz, enquanto pessoa e instituição, envolvido com a comunidade e presente também fora do gabinete para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher”, destacou. O juiz também ressaltou que a participação dos integrantes da Rede é resultado do compromisso coletivo com a causa. “Isso é importante não só para a população, mas também para as próprias pessoas que compõem a Rede, porque é praticamente um trabalho voluntário, uma vocação. Ver o juiz não apenas como coordenador, mas participando ativamente dos movimentos e da programação demonstra que o trabalho é conjunto e que o papel do Judiciário vai além da coordenação e da organização”, disse. Prevenção começa nas escolas As atividades do Agosto Lilás em Paranatinga também incluem palestras preventivas, conduzidas por psicólogas do município, para adolescentes das escolas locais. A proposta é promover o diálogo sobre violência de gênero desde a juventude e contribuir para a prevenção. Outra iniciativa na comarca são os Grupos Reflexivos destinados a homens envolvidos em situações de violência doméstica. A ação também foi estendida ao ambiente prisional, alcançando pessoas privadas de liberdade por crimes relacionados à violência de gênero. A atuação da Rede de Enfrentamento também foi ampliada recentemente para Gaúcha do Norte, município que integra a Comarca de Paranatinga. A articulação reúne representantes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Conselho Tutelar, Defensoria Pública, Ministério Público e outros órgãos e instituições De acordo com o juiz, o volume de casos relacionados à violência doméstica e familiar no município evidencia a necessidade de ampliar as ações de prevenção e conscientização. “A Comarca de Paranatinga possui muitos processos envolvendo violência doméstica e familiar. Então, os eventos deste mês são um chamado para dar um basta no aumento desses números”, concluiu.
Por Gazeta Digital 22 de agosto de 2026
Mato Grosso registrou queda de 16% no número de candidaturas nas eleições gerais deste ano em comparação com o último pleito, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual, contudo, ainda pode aumentar, já que as candidaturas estão sob análise pela Justiça Eleitoral após o fechamento do período de pré-campanha no início dessa semana. Não só no Estado, a redução ocorre a nível nacional. Com cargos proporcionais e majoritários na disputa, o estado mato-grossense conta com 441 candidaturas protocoladas em 2026, sendo que nas eleições gerais anteriores foram 525 registros. A queda se reflete nas candidaturas proporcionais, tanto para deputado federal quanto estadual, ao contrário do que ocorre com os nomes que disputam para governo e senado. Diferente do sistema majoritário, a dinâmica nas eleições proporcionais acaba sendo diretamente atingida com a diminuição de candidatos no estado. Com listas mais enxutas e concentração de votos, a competitividade cresce, já que os concorrentes precisam se esforçar mais para conseguir votação individual expressiva. Em 2026, disputam para federal e estadual 399 nomes, quase cem a menos do que no pleito anterior. Além disso, o fato de 93% dos atuais deputados do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tentarem a reeleição indica uma baixa renovação nesses cargos após as votações em outubro. O mesmo não acontece com a disputa ao governo e Senado, cujos registros foram de seis e dez candidatos em 2026, respectivamente. O número representa um aumento em relação a 2022, em ambas as funções, e a presença de pelo menos uma mulher no páreo, tanto ao governo quanto ao Senado, também é uma novidade, considerando que nos últimos oito anos Mato Grosso tem presenciado um efeito gangorra da participação de mulheres em cargos majoritários.  Enquanto no governo concorre a médica Natasha Slhessarenko (PSD), no Senado competem a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e a empresária Margareth Buzetti (PP). Vale destacar que, para este ano, o eleitor irá às urnas para escolher dois nomes ao Senado, em vez de um, como ocorreu no pleito anterior. Outro fator que ajuda a explicar a redução de candidaturas no estado é o aumento de federações registradas, que foi de três para cinco nessas eleições. Além de Psol/Rede, PSDB/Cidadania e PT/PCdoB/PV, constam no pleito deste ano as federações União Progressista e PRD/Solidariedade. No que tange aos partidos, o PL foi a sigla com maior número de candidatos lançados neste ano, totalizando 38 nomes, seguido pelo PSD, Novo e Podemos, que tiveram 35 cada.
Por Gazeta Digital 22 de agosto de 2026
Deputados estaduais concentram a maior parte das denúncias registradas pelo sistema Pardal em Mato Grosso na primeira semana de funcionamento da ferramenta para denunciar crimes eleitorais à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram 30 registros em 14 municípios, sendo 20 relacionados a candidatos a deputado estadual e outros três a deputado federal. O sistema entrou em funcionamento no último dia 16 de agosto e as queixas principais estão relacionadas ao uso de bens públicos e propaganda online. Cuiabá lidera o ranking de ocorrências, com nove denúncias, seguida por Sinop, com seis. Tangará da Serra aparece com três, na sequência Sorriso com dois registros, enquanto Alto Araguaia, Cláudia, Cáceres Diamantino, Guarantã do Norte, Nobres, Primavera do Leste, Rondonópolis,Sapezal e Várzea Grande tiveram uma denúncia cada. Do total de 24 registros, 16 envolvem candidatos a deputado estadual, o equivalente a dois terços dos registros. Na sequência aparecem candidatos a deputado federal, com três denúncias. Partidos políticos somam dois registros, enquanto senador, presidente da República e governador têm uma ocorrência cada. Entre os tipos de irregularidades apontados, uso de bens públicos e propaganda na internet aparecem empatados, com quatro denúncias cada. Outdoors eletrônicos tiveram três registros. Vias públicas, envio de mensagens, distribuição de material gráfico e carro de som somaram duas ocorrências cada. Também houve denúncias envolvendo rádio e TV, comício e adesivos, com um registro cada. Em dois casos, o tipo de irregularidade não foi informado. Dos 24 registros, 12 permanecem em andamento, sob apuração, enquanto nove foram baixados do sistema, isso é, arquivados ou julgados improcedentes, e outros três já foram investigados e peticionados no Processo Judicial Eletrônico (PJe), encaminhado ao juiz. O que é o Pardal? O Pardal é utilizado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral e outras condutas que possam violar a legislação. Como denunciar? O eleitor pode fazer o registro pelo aplicativo, disponível para smartphones e tablets, mediante identificação pelo e-Título ou Gov.br. Fotos, vídeos, áudios e links podem ser anexados à denúncia. Após o envio, o caso recebe um protocolo e passa pela Ouvidoria Eleitoral, que faz a análise e encaminha a ocorrência ao órgão competente. Dependendo da situação, o registro pode chegar à zona eleitoral, ao Ministério Público Eleitoral ou resultar em processo no PJe.
Por FatoCapital 21 de agosto de 2026
O agronegócio brasileiro atravessa uma transformação que vai muito além de produtividade, tecnologia e expansão de mercados. Em um cenário de mudanças regulatórias, novas exigências ambientais, avanço das tecnologias digitais, disputas fundiárias e crescente integração com o mercado internacional, a segurança jurídica passou a ocupar um lugar estratégico na tomada de decisões do produtor rural. Para quem está no campo, produzir deixou de significar apenas administrar clima, custos, crédito e mercado. É preciso também acompanhar uma legislação cada vez mais complexa e compreender como decisões judiciais, normas ambientais, regras trabalhistas, contratos, questões fundiárias e exigências internacionais podem impactar diretamente o patrimônio e a atividade rural. O advogado Pérsio Landim, especialista em Direito do Agronegócio, destaca que a segurança jurídica precisa ser encarada como uma ferramenta de gestão. “O produtor rural precisa compreender que o Direito não deve entrar em cena apenas quando surge um problema. A prevenção jurídica é hoje um componente fundamental da atividade empresarial no campo. Contratos bem estruturados, regularidade documental, planejamento patrimonial e atenção às normas ambientais podem evitar prejuízos significativos no futuro”, afirma. A questão ganha ainda mais relevância diante da internacionalização do agronegócio. O produtor brasileiro está conectado a cadeias globais de alimentos, fibras, energia e proteína animal. Países compradores passaram a exigir, além de qualidade e competitividade, informações relacionadas à origem dos produtos, rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade socioambiental. Esse movimento cria novas oportunidades, mas também aumenta as responsabilidades. Uma propriedade que pretende acessar mercados mais exigentes precisa estar preparada para demonstrar a regularidade de sua produção e de sua documentação. Para Pérsio Landim, esse novo ambiente exige uma mudança de mentalidade. “O agro moderno não pode trabalhar olhando apenas para a porteira. O produtor precisa entender o que acontece no mercado internacional, quais são as novas exigências dos compradores, como as tecnologias estão modificando os contratos e de que maneira as mudanças regulatórias podem afetar sua atividade. A segurança jurídica precisa acompanhar essa evolução.” Outro ponto que merece atenção é a expansão da tecnologia no campo. Agricultura de precisão, inteligência artificial, sensores, plataformas digitais, contratos eletrônicos e sistemas de rastreabilidade estão mudando a forma como propriedades rurais produzem e negociam. Com isso, surgem também novos desafios jurídicos relacionados a dados, responsabilidade contratual, propriedade intelectual e segurança das informações. A sucessão rural também está entre os temas que exigem planejamento. Em muitas propriedades, a continuidade do negócio entre diferentes gerações ainda é tratada somente quando surge um conflito familiar. Para o especialista, antecipar decisões pode ser determinante para preservar patrimônio e produtividade. “O produtor precisa pensar no futuro da propriedade antes que uma situação emergencial obrigue a família a tomar decisões. Planejamento sucessório, organização patrimonial e definição clara das responsabilidades podem reduzir conflitos e proteger a continuidade do negócio rural”, explica Landim. Em um setor cada vez mais profissionalizado, a segurança jurídica deixa de ser apenas uma preocupação defensiva e passa a representar vantagem competitiva. O produtor que conhece seus riscos, organiza seus documentos, acompanha as mudanças regulatórias e estrutura adequadamente suas relações comerciais tende a tomar decisões com mais segurança. O desafio, portanto, não está apenas em produzir mais. Está em produzir com planejamento, regularidade e capacidade de acompanhar um mercado que se tornou global. No agro do futuro, tecnologia e produtividade continuarão sendo fundamentais, mas deverão caminhar lado a lado com governança, sustentabilidade e segurança jurídica.
Por Agência Brasil 21 de agosto de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 11 de setembro a retomada do julgamento virtual que vai decidir sobre a validade das alterações feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. A norma impede a candidatura de políticos condenados nas eleições. O julgamento do caso foi suspenso em junho deste ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que devolveu o processo para julgamento nesta sexta-feira (21). Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 contra as alterações. Os votos foram proferidos pela ministra Cármen Lúcia e Luiz Fux. A Corte julgará uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a contagem dos prazos de inelegibilidade. Entre as principais mudanças, a lei unificou em 12 anos o prazo máximo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações por improbidade administrativa. A lei também mudou o marco de contagem do prazo de inelegibilidade de oito anos para políticos condenados. Pelo texto aprovado pelo Congresso, os oito anos devem contar a partir da condenação, e não após o cumprimento da pena, como ocorre atualmente. Se esses dispositivos forem validados pela Corte, a decisão pode liberar as candidaturas de José Roberto Arruda ao governo do Direito Federal, de Eduardo Cunha para o cargo de deputado federal por Minas Gerais e de Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro.